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sábado, 8 de janeiro de 2022

PAULO AFONSO CHEGA EM GRANDE ESTILO AO CARIRI CANGAÇO 2022 !

 Por Manoel Severo

João de Sousa Lima comanda o Cariri Cangaço Paulo Afonso 2022

Foi na cidade de Paulo Afonso que a semente da construção e realização do primeiro Cariri Cangaço foi semeada pela primeira vez: "Era fevereiro de 2009 e estávamos participando do Seminário Internacional do Centenário de Maria Bonita; convidados pelo amigo João de Sousa Lima. O evento era uma realização da UNEB e Prefeitura de Paulo Afonso. Ora, depois da programação, cheguei para João de Sousa e disse, -João tenho a ideia e já o formato de um evento desse lá no Cariri do Ceará, e aí vamos junto? Ele aceitou o desafio e dali partimos juntos com a SBEC e GECC para a construção do primeiro Cariri Cangaço" lembra Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço.

De lá para cá, foram necessários 13 anos para termos pela primeira vez, para nossa satisfação e imensa alegria, o Cariri Cangaço oficialmente sendo realizado na cidade de Paulo Afonso. Para isso, Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço, participou de um conjunto de reuniões e visitas de trabalho no ultimo mês de dezembro na "capital da energia" nordestina, tendo a frente o Conselheiro Cariri Cangaço, João de Sousa Lima, Presidente do IGHPA - Instituto Geográfico e Histórico de Paulo Afonso e Presidente da Comissão Organizadora do Cariri Cangaço Paulo Afonso 2022.

Igreja de São Francisco

A Igreja de São Francisco de Assis, sede da Paróquia São Francisco de Assis em Paulo Afonso completa, no próximo dia 17 de fevereiro de 2020, 70 anos que foi inaugurada; construída pelos operários da Chesf, foi a primeira Igreja católica erigida na cidade. Sobre uma pequena colina, tem estrutura em pedra da própria região, retirada das obras de construção da primeira usina e de sua barragem. A Igreja de São Francisco é um marco histórico. É um dos poucos patrimônios remanescentes da criação do município e é considerado pela geração atual como um cartão de visitas da nossa cidade. Desde 2015, a Igreja foi tombada como patrimônio histórico, cultural e arquitetônico do município de Paulo Afonso.

O Touro e a Sucuri

A História desta escultura está relacionada com as transformações feitas pelo homem para desviar o curso do Rio São Francisco, aproveitando suas quedas d’água. É uma obra de Diocleciano Martins de Oliveira inspirada no poema de Castro Alves. No monumento, a força da natureza é representada pela Sucuri e o esforço do homem representado pelo Touro, que através da técnica tenta dominá-la.

Ponte Dom Pedro II

Com cerca de 84 metros de altura, a Ponte Dom Pedro II, também conhecida como Ponte Metálica, é uma das principais atrações urbanas de Paulo Afonso. Construída na década de 1950 sobre o Rio São Francisco, fica na rodovia BR 423 , na divisa entre os estados de Alagoas e Bahia; Municípios de Delmiro Gouveia e Paulo Afonso; A  ponte é uma expressão máxima da engenharia da época. Utilizada com frequência para a prática de esportes radicais como; rapel (descida em corda), bungee jump (salto com corda amarrada) e até base jump (voo livre sem amarrações). 

Ponte Pedro II por Jackson Lima

Quem chega a Paulo Afonso pela divisa da BR 423, vindo de Delmiro Gouveia nas Alagoas, chegara à capital da energia logo após passar pela ponte Dom Pedro II, entretanto, ainda em território alagoano, bem ali às margens da rodovia e colada na ponte ao nosso lado direito, temos uma parada obrigatória: A vendinha da Maria da Ponte ! Maria ao lado de seu marido, Raimundo e dos dois filhos, Mateus e Enoque; tocam o pequeno comercio há 5 anos, funcionando como os primeiros anfitriões da encantadora Paulo Afonso, terra de Maria Bonita, a Maria do Capitão.

Maria da Ponte e Manoel Severo

"Nosso intuito é mostrar a todos os convidados e visitantes a força da historia que Paulo Afonso possui, principalmente ligada ao Cangaço. Aqui temos a Serra do Umbuzeiro, a fazenda de dona Generosa; a maior coiteira de Lampião na Bahia; os povoados do Riacho, Arrasta Pé, Salgadinho, com as historias das cangaceiras, Durvinha e Lídia; além do sensacional Raso da Catarina e a Lagoa do Mel; onde foi morto Ezequiel, irmão de Lampião; e o mais importante: A Malhada da Caiçara, onde nasceu Maria Bonita. Sem falar que Paulo Afonso foi o local que mais emprestou filhos e filhas às hostes cangaceiras, mas tudo isso vamos conhecer mais a fundo no sensacional Cariri Cangaço Paulo Afonso 2022 em março, ninguém pode perder" ressalta o Conselheiro João de Sousa Lima, Presidente da Comissão Organizadora do Cariri Cangaço Paulo Afonso 2022.

João de Sousa Lima, Conselheiro Cariri Cangaço

Paulo Afonso localiza-se no sertão baiano, a 460 km da capital Salvador. Situada às margem do São Francisco, tem localização estrategicamente privilegiada; sendo divisa com os estados de Pernambuco, Alagoas e Sergipe, além de toda sua história e tradição, notadamente ligadas ao Cangaço; possui uma beleza natural extraordinária, com a força do Velho Chico, seus Cânions e o Raso da Catarina. Configura-se também como um dos mais prósperos municípios baianos.

"O município de Paulo Afonso nos meados do século XVIII era habitado por portugueses que chefiados por Garcia d’Ávila, subiram o rio São Francisco chegando onde hoje está localizada a cidade. Isso os levou devido à fartura de água. Encontraram pacíficos índios mariquitas e pancarus, junto a eles cultivaram a lavoura e a criação de gado, em meados de 1705, padres católicos iniciaram a catequese dos silvícolas, com a intenção de evitar que fossem explorados pelos bandeirantes.

Em 3 de outubro de 1725, o sertanista Paulo Viveiros Afonso recebeu, por alvará, uma sesmaria medindo três léguas de comprimentos por uma de largura. Situada na margem esquerda do rio São Francisco, abrangia as terras alagoanas da cachoeira, conhecida, então como “Sumidouro”. Não se conformando com a área que recebeu, o donatário ocupou, além das ilhas fronteiras (entre as quais a da Barroca ou Tapera), as terras baianas existentes na margem direita, onde construiu um arraial que, posteriormente, se transformou na Tapera de Paulo Afonso. A localidade, procurada como pouso de boiadas, começou a exigir desenvolvimento comercial que atendesse à solicitação de gêneros, por parte, não só dos adventícios, como da população local. O lugarejo já era expressivo núcleo demográfico do município de Glória, quando o Governo Federal, em 15 de março de 1948, criou a Companhia Hidrelétrica do São Francisco, com a finalidade de aproveitar a energia da Cachoeira de Paulo Afonso. O acampamento de obras localizou-se nas terras da Fazenda Forquilha. Em torno das instalações da Usina cresceu a Cidade." FONTE WIKIPEDIA

As quedas d’água do Rio São Francisco são características mais marcantes de Paulo Afonso. A Chesf investiu na oferta de condições para atender aos turistas, melhorou os acessos, criou mirantes, montou aquários na Ilha do Urubu, substituiu o antigo bondinho de madeira que ia do Morro do Teleférico para a Ilha do Urubu por outro, austríaco que fica sobre a parte inicial do cânion do rio São Francisco, a 100 metros de altura numa distância de 300 metros entre os Estados da Bahia e Alagoas. A Cachoeira de Paulo Afonso é formada por diversas quedas d’água, recortada em plataformas assemelhando-se a imensos degraus.

"Temos o compromisso de mostrar aos nosso convidados o que Paulo Afonso tem de melhor , o Museu Casa de Maria Bonita, O Raso da Catarina, os locais históricos do cangaço, e ainda temos as belezas  naturais da região, simplesmente sensacionais. Teremos sem dúvidas um grande Cariri Cangaço. " Revela Manoel Severo.

CARIRI CANGAÇO PAULO AFONSO 2022
24 a 27 de Março de 2022
Paulo Afonso
BAHIA-BRASIL

Redação Cariri Cangaço

Paulo Afonso; 16 de Dezembro de 2021

https://cariricangaco.blogspot.com/2022/01/paulo-afonso-chega-em-grande-estilo-ao.html?fbclid=IwAR3VOgBkikYCvI4kv_f_O9gKjzD4Zx581L4fThKjEbQ-fOHpkxbYxfhGte4

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ANTES E DEPOIS DOS PERSONAGENS DO CANGAÇO

 Por Cangaço Eterno

https://www.youtube.com/watch?v=X8iqHyGHnOM&ab_channel=Canga%C3%A7oEterno

Veja como eram os personagens (Cangaceiros, volantes, coiteiros, coronéis, padres e vítimas) do cangaço na época e como ficaram no pós cangaço.

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REGISTRO DO CANGAÇO.

 Por Getúlio Moura

Tenente Arlindo Rocha nasceu em 23 de março de 1883, no Sitio Campinhos (Salgueiro/PE).

Em 1924, Arlindo Rocha articula uma emboscada contra o subgrupo de Antônio Padre, ocorrendo uma troca de tiros, no episódio que ficou conhecido como o “ Fogo de Pilões”, que culminou nas mortes de Antônio Padre e Gavião.

Arlindo Rocha participou da Batalha de Serra Grande, considerada a mais importante vitória de Lampião sob as forças volantes.

Na referida batalha, o tenente foi alvejado por um disparo na boca que lhe trouxe problemas, sendo assim, chamado pelos cangaceiros pelo apelido de “Queixo de Prata”.

Arlindo faleceu em 7 de outubro de 1956. 

https://www.facebook.com/photo/?fbid=6867519956622726&set=g.179438349192720

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MORTE DO CANGACEIRO CIRILO DE ENGRÁCIAS.

Por José Mendes Pereira

Os  que participaram da morte de Cirilo de Engrácias, foram: A partir da esquerda: José Ignácio, João Henriques, Agripino Feitosa, e Cícero Ribeiro. data em 5 de Agosto de 1934 em Mata grande Alagoas.

A foto acima mostra o cangaceiro Cirilo de Engrácias (esta palavra existe escrita na nossa literatura assim também, Ingrácias, pois o nome correto eu não sei), da família dos Engrácias, irmão do cangaceiro Antonio de Engrácias, ambos tios de Mané Moreno, Zé Baiano e Zé Sereno. Os três eram primos entre si, e os cangaceiros Zé Baiano e Zé Sereno eram primos carnais.

Segundo os pesquisadores do cangaço, a cabeça de Cirilo de Engrácias já havia sido decepada, mas foi recolocada para que os seus matadores fizessem a foto como se ele ainda estivesse vivo.

Mané Moreno, Zé Baiano e Zé Sereno.

Quem matou o cangaceiro Mané Moreno?

Mané Moreno foi assassinado pela volante de Odilon Flor, em um baile, quando este dançava no salão com a sua amada Áurea, esta, sendo filha do sofrido casal, Zé Nicárcio e dona Josefa (segundo Alcindo Alves da Costa), em: "Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angico).

Nesta mesma noite, além de Mané Moreno e a sua companheira Áurea, também foi assassinado o cangaceiro Cravo Roxo, o Serapião, lá de Poço Redondo, e filho natural de um senhor chamado Mané Gregório.

Quem matou o cangaceiro Zé Baiano?

Zé Baiano foi assassinado através de um plano de populares, inclusive um dos seus melhores amigos, o coiteiro Antonio de Chiquinho,  idealizou e participou da chacina do "Pantera Negra".

O ex-cangaceiro Zé Sereno levou sua vida para mais adiante, tendo ido morar em São Paulo com a sua companheira que era a Sila. Mas em 1981, ele faleceu naturalmente. Mas teve direito a uma cova dígna.  

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QUEM SERIA O CANGACEIRO DA FOTOGRAFIA?

Por Sérgio Dantas. - sergio_dantas1703.

Este é um curioso ‘enigma’ a ser decifrado.

A primeira vez que vi uma fotografia deste personagem, em livro, estava identificado como CIRILO DE ENGRÁCIA. Ora, se esta fotografia foi feita por Benjamin Abraão em 1936 ou 1937, lógico que Cirilo não poderia estar presente, posto ter sido assassinado em 1935.

https://www.facebook.com/

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sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

LAMPIÃO NA SERRA VERMELHA - O TRÁGICO E COVARDE ASSASSINATO DE JOSÉ NOGUEIRA

 Por: Luiz Ferraz Filho


Os livros sobre a história brasileira sempre trouxeram no capitulo sobre a Coluna Prestes o simbolismo da liberdade. Porém, nada foi mais aterrorizante para a população do Sertão do Pajeú, no mês de fevereiro de 1926, do que esses revoltosos sulistas. Vinda da Paraíba em direção ao Pajeú sob o comando do general Isidoro Dias Lopes, a Coluna Prestes contou com o "reforço" da boataria que estava alinhada ao bando de Lampião, para assim aterrorizar ainda mais o sertanejo. 
 
General Isidoro Dias Lopes
 
E foi esse boato que fez muitos fazendeiros da região abandonarem suas casas para se embrenhar na caatinga como esconderijo. Somada a isso, tinha também um batalhão patriótico para combater os revoltosos e que confundia ainda mais a população. Ao passarem por Betânia (PE), onde esfomeados saquearam o comercio local, os revoltosos marcharam em direção ao povoado de São João do Barro Vermelho (Tauapiranga), distrito de Serra Talhada. De lá, desceram pelas margens do Riacho São Domingos em direção a lendária vila de São Francisco, também distrito de Serra Talhada. 

Serra Vermelha vista da Fazenda de Zé Nogueira

Entre essas duas localidades, os revoltosos encontraram a Fazenda Serra Vermelha, na época fonte rica para o abastecimento da tropa composta de seiscentos ou oitocentos soldados. Com a barriga cheia, precisavam eles de uma pessoa da região para servir como "guia dos revoltosos" e nada melhor que um homem conhecido e respeitado por todos para usarem como "escudo". E foi assim que o influente dono da fazenda, José Alves Nogueira, acabou "sequestrado" pelos revoltosos. Três dias sem nenhuma regalia, andando a pé sob olhares dos soldados até ser libertado próximo ao povoado de São João do Barro Vermelho (Tauapiranga). 

Cruz no terreiro da casa demarcando o local 
onde foi covardemente assassinado 
Zé Nogueira pelo cangaceiro Antônio Ferreira.

Aliviado, mal podia imaginar José Nogueira que voltando para sua Fazenda Serra Vermelha passaria por situação ainda pior. Ao chegar, José Nogueira pediu para um dos moradores ir avisar aos parentes e familiares que estava tudo bem com ele e que  estava em casa. E nisso, aproveitou para ir na vazante (plantação no baixio) olhar uma cacimba que abastecia o lugar. Depois de algum tempo lá, José Nogueira recebeu um recado de Antônia Isabel da Conceição (Isabel de Luis Preto) que inocentemente disse que a força volante de Nazaré (comandada por Manoel Neto) estava no terreiro da casa esperando ele. Desconfiado, José Nogueira ainda perguntou: - Tem certeza que é a força ?. Tenho sim, respondeu Isabel. 

O fazendeiro João Nogueira (neto de Zé Nogueira 
e bisneto do major João Alves Nogueira), 
na calçada onde foi assassinado o avô em fevereiro de 1926.
 
 
Domingos Alves Nogueira 
(neto de José Nogueira) 

Ao subir da cacimba em direção ao terreiro da casa, José Nogueira avistou o bando de Lampião com 45 cangaceiros enfurecidos após saírem derrotados na tentativa de invasão ao povoado de Nazaré do Pico. Homem de firmeza, continuou José Nogueira o trajeto mesmo sabendo que dificilmente escaparia da morte. Nisso, o cangaceiro Antônio Ferreira, aproximou-se dele e falou: - É hoje José Nogueira. Ele ele respondeu: - Seja o que Deus quiser. 

Lampião mandou todos baixarem as armas e começou a conversar com o velho fazendeiro. Após a palestra, Lampião observou ele muito cansado, doente e asmático, liberando o fazendeiro. Deu voz de reunir e começou a seguir no destino da caatinga quando escutou um tiro. Tinha sido o cangaceiro Antônio Ferreira que havia covardemente atirado nas costas de José Nogueira. Vendo o ocorrido, Lampião reclamou dizendo que o velho estava doente e quase "morto". Então, Antônio Ferreira (que era irmão mais velho de Lampião) falou:

- Matei , tá morto e pronto. 

Era 26 de fevereiro de 1926. Calçou Antônio Ferreira as alpercatas (sandálias de couro) do falecido e seguiu junto ao bando caatinga a dentro. Segundo o fazendeiro João Nogueira Neto (neto de José Nogueira), durante anos o local onde o avô paterno foi assassinado ficou manchado com o sangue nas pedras. No local, os filhos do fazendeiro depois fincaram uma cruz para demarcar a tragédia. O corpo de José Nogueira foi enterrado no dia seguinte, do outro lado do riacho, no cemitério da Serra Vermelha. 
 
Deixou ele a viúva Francisca Nogueira de Barros (Dona Dozinha, tia dele) e sete filhos. 

Luiz Ferraz Filho, é pesquisador, Serra Talhada - Pernambuco
 
FONTE: (LIRA, João Gomes de - Memórias de Um Soldado de Volante) 
- (AMAURY, Antônio e FERREIRA, Vera - O Espinho de Quipá) - (FERRAZ, Marilourdes - O Canto do Acauã) - (SOBRINHO, José Alves - Zé Saturnino - Nas Pegadas de Um Sertanejo).  
 
FOTOS/ENTREVISTADOS: 
João Nogueira Neto e Domingos Alves Nogueira (netos de José Alves Nogueira).
 
Pescado no Cariri Cangaço

http://lampiaoaceso.blogspot.com/search/label/Antonio%20Ferreira

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JOSÉ MUTTI DE ALMEIDA EX-COMPANHEIRO DE ANTONIA GOMES DE OLIVEIRA IRMÃ DE MARIA BONITA

 Por José Mendes Pereira

Major reformado do exército José Mutti de Almeida - foto do acervo de Rubens Antonio escritor e pesquisador do cangaço.

Este senhor é o Major reformado do exército, José Mutti de Almeida, que fora companheiro de Antonia Gomes de Oliveira, irmã de Maria Bonita, e é aquele que esteve com o escritor e pesquisador do cangaço Dr. Antonio Amaury Correia de Araújo, e o pesquisador ouviu o seu relato que  teria ouvido de Dona Maria Déa, mãe de Maria Bonita, que o Ananias era filho do "homem", filho de Lampião com Maria Bonita.

Após o parto, Maria Bonita teria deixado Ananias sob os cuidados de Dona Déa, que criou o neto como seu verdadeiro filho, e também como irmão gêmeo de Arlindo de Oliveira – esse, sim, irmão de Maria Bonita.

CONHEÇA O MAJOR JOSÉ MUTTI ATRAVÉS DESTE MATERIAL DO PROFESSOR, ESCRITOR E PESQUISADOR DO CANGAÇO RUBENS ANTONIO.

José Mutti de Almeida
* - 1908 - Alagoinhas
+ - 1988 - Salvador

Militar do Exército, comandou, como 3-o sargento, contratado como provisório locado na Força Pública da Bahia, uma volante que travou dois fogos com o bando de Lampeão, em 1933.

Teve um relacionamento com Antônia, irmã de Maria Gomes de Oliveira, a "Maria Bonita". Tiveram um filho, João Mutti de Almeida, que chegou a brigadeiro, na Aeronáutica.

Casou-se José Mutti de Almeida duas vezes e teve outros filhos.

Reformou-se como major do Exército.

Autorou "Reminiscências de um ex-comandante de volante.", publicada em brochura, pelo mesmo, em 1982, em Alagoinhas, Bahia.

Falecido no hospital do Exército, em Salvador, foi sepultado em Alagoinhas.

Sargento José Mutti de Almeida, à esquerda.
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Sargento José Mutti de Almeida
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Major José Mutti de Almeida
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Major José Mutti de Almeida

Sertanejo José Mutti de Almeida
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Confraternização no Tiro de Guerra 0110. José Mutti de Almeida, que aparece em terno preto.
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Capa do livro de autoria de José Mutti de Almeida.

https://cangaconabahia.blogspot.com/2019/02/jose-mutti-de-almeida.html?fbclid=IwAR18FIVOzUc54Vl_BRpX77ECst_IsUlsVzRggKr0DdNGP68qzFzPkRCX9yg

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AH, SE EU ME ENCONTRASSE COM A MINHA FAMÍLIA EM MALHADA DA CAIÇARA!


Em minha humilde opinião Maria Bonita não só estava cansada da vida que levava, como já havia adquirido o medo de viver embrenhada às matas, sabendo que a qualquer hora, poderia ser morta pelas volantes policiais.

José Gomes de Oliveira pai de Maria Bonita

Oséas irmão de Maria Bonita

Maria Bonita quando se embrenhou às matas estava dominada pelo cupido, e depois de tantos sofrimentos, descobriu que havia se enganado, pois a sua loucura pelo o movimento do capitão Lampião era uma simples ilusão. Por esta razão, exigia do seu companheiro a desistência com urgência, daquela amaldiçoada vida.

D. Maria Joaquina Conceição Oliveira - Dona Déa Mãe de Maria Bonita e José Gomes de Oliveira
Joana irmã de Maria Bonita  

Foram oito anos vividos e perdidos entre os serrados. A vida do cangaço era um verdadeiro inferno, sofrendo naquelas matas como se fosse um animal, e como saldo, apenas ganhara o sol forte, poeiras, chuvas, dormindo no chão, desprovida de um acomodado teto, distante das festas decentes que aconteciam na sua querida terra Malhada do Caiçara, a solidão presente a todo instante, muita fome, fome e muita fome. 

Arlindo irmão de Maria Bonita 

Saudade daquelas pessoas que lhe viram nascer, frequentando uma escolinha para, pelo menos alfabetizá-la. Saudade das missas aos domingos, quando ela e outras amigas da mesma idade caminhavam para receberam a bênção do padre da pequena paróquia. Saudade dos pais, irmãos, familiares, amigos, parentes e aderentes.

Benedita - irmã mais velha de Maria Gomes

Maria Bonita viveu o inferno que ela mesma o desejou. Queria voltar ao seu amado chão, abraçar os velhos e sofridos pais, irmãos, e lhes dizer que: a partir daquele dia, passaria a ser a nova Maria de Déia, a Maria de antes, a Maria que gozava dos divertimentos que a população da comunidade gozava, e por favor, não mais falassem em Maria Bonita, a Maria do cangaço, a Maria marginal, a Maria que roubava e odiava os que traiam o seu grupo. A partir daquele dia, queria ser uma outra Maria. Maria desejada pela aquela rapaziada lá de Malhada do Caiçara.

Amália irmã de Maria Bonita

José Gomes irmão de Maria Bonita

Mas Maria Bonita apenas imaginava a desistência do cangaço, e não tinha coragem de fugir da presença do seu companheiro. Não queria tomar esta atitude, pois a Rosinha de Mariano fora assassinada a mando de Lampião, e ela mesma, sabia que sendo a verdadeira companheira do chefe do cangaço, e se fugisse em busca dos seus familiares, com certeza, seria seguida e morta pelos cangaceiros, todos ordenados por Lampião.

Ananias irmão de Maria Bonita

Francisca irmã de Maria Bonita

As caatingas são bem melhores do que a prisão

Mas Lampião lá na sua central administrativa, como chefe de bando, para ele, liberdade, somente entre os serrados, apenas livrando-se de estilhaços de balas. 

Isaías irmão de Maria Bonita

Jamais sairia da caatinga, pois se assinasse a desistência do cangaço, com certeza, iria passar pelas mãos vingativas de policiais. Não desistiria e nem autorizaria a saída de sua companheira do cangaço. Lampião bateu o martelo com toda força do seu braço:

Antonia irmã de Maria Bonita

" - Não aceito a desistência de Maria do cangaço! Maria Permanecerá comigo até que um dia alguém nos matem! Não quero passar por covarde, assinando a desistência do cangaço. Esta é a vida que eu escolhi". Se me fizeram marginal, marginal serei até morrer".

Olindina irmã de Maria Bonita

 Corrigindo o meu equívoco:

Em outra postagem eu coloquei que estas fotos pertenciam ao acervo do escritor Gilmar Teixeira. Mas, todas as fotos da família de Maria Bonita aqui no texto, pertencem ao acervo do escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima.

Alerta ao leitor: Não use o que eu escrevi como material pertencente à literatura lampiônica. É apenas um pouco do meu pensamento, e na finalidade de publicar as fotos dos pais e irmãos de Maria Bonita. E de forma alguma prejudicará o que os escritores, pesquisadores e cineastas escreveram e gravaram. 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2016/03/a-homenagem-do-grupo-oficio-das.html 

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NÃO DEIXA DE LER ESTE EXCELENTE TRABALHO DO HISTORIÓGRAFO ROSTAND MEDEIROS, SOBRE MARIA BONITA E SUA IRMÃ AMÁLIA FERREIRA.


Clique no link e sinta-se em família. 

https://tokdehistoria.com.br/2012/03/09/familiares-narram-a-imprensa-sobre-a-maria-do-capitao-lampiao/
https://tokdehistoria.com.br/2012/03/09/familiares-narram-a-imprensa-sobre-a-maria-do-capitao-lampiao/

Se o link não abrir, leve-o ao google.

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DOIS VALENTES CANGACEIROS.

 Por Guilherme Velame Wenzinger

Essa fotografia é uma das que mais gosto do cangaço, quanto mais antigos os registros, mesmo que desfocados, para mim tem um "quê" mais especial. Nela encontram-se os cangaceiros Luiz Pedro e Felix Caboje/Felix da Mata Redonda. Retrato tirado entre os anos de 1924-1927. A fonte não tenho ao certo, mas se não me engano ela está ilustrada no livro "A maior batalha de Lampião" de Louro Teles e pertence ao acervo de Diana Lopes. Se estiver errado algum estudioso/pesquisador do grupo pode me corrigir.

https://www.facebook.com/search/top?q=guilherme%20velame%20wenzinger

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IRMÃO DE MARIA BONITA.

 Por Guilherme Velame Wenzinger

Este é Arlindo Gomes de Oliveira, irmão de Maria Bonita.

Fonte: “Maria Bonita” livro de Antônio Amaury.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=1812863298922606&notif_id=1641565066756642&notif_t=feedback_reaction_generic&ref=notif

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