Seguidores

sábado, 9 de março de 2013

A Expedição contra Lampião, de Humberto Campos- Parte I

Por: Manoel Neto
Os cangaaceiros, de Carybé

“A Expedição Contra Lampião”, com esse título Humberto de Campos revive o tema cangaço nas suas crônicas diárias, então publicadas em todo o país por diferentes periódicos que lhe asseguravam muitos leitores e, por consequência, enorme popularidade, como já afirmamos no capítulo anterior.

Oportuna essa aproximação do autor com o cangaceirismo nordestino, pois era a união da “fome com a vontade de comer”, mormente, naquela quadra, quando despertava curiosidade crescente na opinião pública, cotidianamente informada sobre as andanças dos bandos errantes nos carrascais sertanejos, notadamente de Lampião, informações estas carregadas nas tintas e quase sempre tingidas com muito sangue e descritas com pormenores estarrecedores.

Mais uma vez é a repressão aos cangaceiros, muito embora, o autor se refira explicitamente a Lampião, a quem denomina - “o famoso sanguinário bandido que domina há doze anos os sertões do Nordeste brasileiro[1]”, que ocupa as meditações do cronista. Sobre este texto colhemos evidências que nos levam a acreditar haver sido ele publicado em 1931, isto por que, trabalho do professor Jorge da Matta Villela, intitulado “Operação anti-cangaço: As táticas e estratégias de combate ao banditismo de Virgulino Ferreira, Lampião[2] nos dá ciência que:

“Neste inicio de 1931, segundo CHANDLER[3], o centro de planejamento da campanha contra Lampião havia-se deslocado para a capital federal”. E no centro deste plano estava o Capitão Carlos Chevalier. Ele pretendia utilizar aviões na captura de Lampião e em conjunto com as aeronaves (que na verdade pareciam ser apenas uma) seriam empregues sistemas de radiocomunicação que travariam contato com um contingente de mil homens, dentre os quais 200, por exigência do capitão do ar, cariocas.(Cf. VILELLA, p. 112).


A informação transcrita acima que Mattar colheu em Chandler nos permite elucidar um dado cronológico importante. Melhor explicando: esclareço de imediato que “A Expedição Contra Lampião”, objeto de nossos comentários neste capítulo reporta-se justamente ao ataque planejado pelo oficial Chevalier contra os salteadores sertanejos. Tendo em conta esse dado, podemos presumir que a crônica foi produzida por Campos em 1931, posto que ele não comentaria em ano posterior notícia notadamente datada. Ao puxarmos o fio de uma meada, sabemos, estamos “cutucando o cão com vara curta”.

Assim é que fomos passar os olhos no indispensável trabalho de Marilourdes Ferraz[4] e lá encontramos o seguinte trecho: “Em 1931, dois episódios marcaram de modo extraordinário a vida do Rei do Cangaço no sertão baiano”. (Cf. FERRAZ, p. 338). Como o primeiro episódio relatado não é relevante para o que tratamos neste artigo passemos ao segundo:

“[...] Em maio deste mesmo ano, surge o bando no povoado de Várzea da Ema (grifo nosso) para levar a efeito a vingança contra o fazendeiro Petronilo Reis[5]. Agora quase meia centena de homens integravam o grupo, que chegou arrasando, queimando e matando. Essa tarefa devastadora teve a duração de quase quarenta e oito horas, num mês ameno, com o mato muito verde. Quando Lampião deu a ordem de partida, deixava para trás mais um lugar devastado e uma área esturricada pelo fogo” (ob. cit. p. 339).

Marilourdes Ferraz

Este acontecimento narrado por Ferraz nos obriga a uma digressão, porém necessária. Quando tratamos da primeira crônica de Humberto de Campos, “A Última Proeza de Lampião”, em que o mesmo aborda os acontecimentos transcorridos em Curaçá, nos sertões da Bahia, destacamos as dificuldades para precisar a data da publicação do texto, em razão de inexistir referência na coletânea consultada. Além disso, em outras fontes coligidas, como também, auscultando nomes conceituados que averiguaram e continuam averiguando o episódio, os mesmos confirmaram passagens de Lampião na Sede de Curaçá, mas desconheciam o incidente narrado por Campos, pelos menos naqueles moldes e extensão. Fato de tal monta como aquele textualizado por Campos não teria sido perpetrado por lá. Ocorre, contudo, que a narrativa constante do “Canto do Acauã” ao mencionar Várzea da Ema e a violência do ataque, bem como, o número de cangaceiros participantes, nos obrigou a considerar que naquele ano o pequeno povoado – Várzea da Ema - onde nascera o famoso guerrilheiro Pedrão, conselheirista que lutou em Canudos, integrava o território de Curaçá, havendo, por consequência, a possibilidade clara de Campos haver citado este município, em razão das informações que coligiu para redigir o seu escrito. Cabe neste momento uma observação que devemos ter em conta quando o tema é cangaço e que também se encaixa aqui como uma luva, observação esta proveniente de Luiz Rubem Bonfim[6], qual seja:

“Não existia na época um jornalismo investigativo sobre a presença de Lampião na Bahia, as matérias publicadas nem sempre eram assinadas pelos jornalistas, os periódicos da capital não focavam apenas notícias, mas também opiniões, comentários e editoriais. As informações sobre Lampião e seu bando na Bahia, eram obtidas através das agências de notícias, da abordagem de viajantes na estação ferroviária da Calçada em Salvador, no trecho ferroviário Salvador a Juazeiro, na Secretaria de Segurança Pública no bairro da Piedade, moradores do sertão se dirigiam às redações em Salvador, também eram enviados do interior telegramas e cartas assinadas” (grifo nosso).
(BONFIM, ob. cit., p. 15).

Que outras fontes estariam disponíveis para o ilustre autor de “Notas de Um Diarista”, cujo interesse pelo cangaço era eventual? Escrevia em cima da perna, diariamente, fazendo uso do seu enorme talento e inegável erudição, não havendo tempo para pesquisas mais acuradas, detalhes. Sofria de grave enfermidade que lhe roubava a visão gradativamente, escrevendo com enorme dificuldade para por “o pão na mesa”, como salientou inúmeras vezes. Leve-se em conta igualmente quer a notícia em si, já rendia “panos para manga”. Daí nossa especulação sobre a possibilidade de que o lugar exato do corrido, considerando os indícios, venha mesmo a ser o então distrito de Várzea da Ema, hoje pertencente à Chorrochó, sendo que naquela época ambos estavam inseridos em território de Curaçá. Estaríamos certos?

 Capitão Carlos Chevalier

Voltemos agora ao capitão Chevalier e sua iniciativa na ótica do “moço de Miritiba”. Dizendo está noticiada “há dias a organização de uma coluna militar, de mil e poucos homens, para dar combate ao bandoleiro Lampião, o famoso e sanguinário bandido que domina há doze anos os sertões do Nordeste brasileiro” (Cf. CAMPOS, Notas de um Diarista, p. 31), Humberto vai adiante detalhando informes sobre a empreitada em curso, não sem uma fina ponta de ironia e certa estranheza diante da complexa estrutura logística que se ajuíza organizar para combater cangaceiros nos terrenos áridos e espinhosos da caatinga. Mencionando a chefia da empreitada dá asas ao seu raciocínio:

“Comandada pelo Capitão Chevalier essas forças levam canhões, metralhadoras, aviões, automóveis, o material bélico indispensável, em suma, para mim, batalha com tropas regulares. E é assim constituído, armado, municiado, apetrechado, que o pequeno exército vai entrar pelas terras adustas do Brasil nordestino, entre toques de corneta, rufos de tambores e a trepidação bárbara dos motores, na terra e no céu. Para justificar esse aparato bélico, informa-se que a quadrilha chefiada pelo salteador se compõe de 150 homens. E há nisso um evidente exagero. “O cangaço profissional para ser exercido com eficiência, prescinde de grandes grupos, que lhe comprometeriam a mobilidade” (CAMPOS, p. 31).

Cabe-nos de imediato melhor apresentar o Capitão Carlos Saldanha da Gama e Chevalier, este o seu nome completo. De antemão podemos assegurar que naqueles idos era o citado oficial figura conhecida. Participara das conspirações que resultou na sublevação vitoriosa denominada Revolução de 1930, havendo, porém, poucos anos antes, em 1921, integrado a turma:

“[...] de Observadores Aéreos ao lado do Capitão Newton Braga, dos Tenentes Eduardo Gomes, Ivo Borges, Amílcar Velloso Pederneiras, Gervásio Duncan de Lima Rodrigues, Ajalmar Vieira Mascarenhas, Sylvino Elvidio Bezerra Cavalcante, Plínio Paes Barreto”


Na mesma década e, antes, no final dos anos 20, historiografou a insurreição militar acontecida em 1922, na fortificação militar de Copacabana, movimento popularizado como “os 18 do Forte” [7]. Em 1931 alcança generosos espaços na mídia ao apresentar seu plano para capturar Lampião. Não se pode dizer, contudo, que tenha sido o primeiro, talvez, sim, o mais ambicioso. Se corrermos os olhos nos jornais baianos publicados quando Lampião ganhara fama nacional e suas façanhas repercutiam com frequência quase diária na imprensa, veremos que muitos foram àqueles, notórios ou anônimos, que “tiravam do bolso do colete” planos mirabolantes para capturar o antigo tropeiro de Vila Bela. O professor Jorge Vilella, autor já citado neste texto, observa que:

“Entre os anos de 1922 e 1938 os governos das capitais nordestinas, seus jornais e uma parcela de seus cidadãos tiveram uma preocupação em mente: como dar cabo daquele que era, já desde o primeiro dos seus 16 anos como chefe de cangaço, o maior de todos os cangaceiros” (VILELLA, ob. cit.)

Urgindo cumprir este desiderato, algumas iniciativas oficiais foram espantosamente encaminhadas, apesar das pouquíssimas chances de lograrem êxito. Refiro-me no caso a iniciativa do Capitão João Miguel, que agindo de forma insensata, autoritária e cruel, resolveu evacuar as populações rurais e confiná-las nos cidades-sedes dos municípios indexados no seu plano, como maneira de desmontar o apoio voluntário e involuntário que os coiteiros asseguravam aos bandidos. Famílias inteiras foram obrigadas a deixar seus lares e pertences, suas roças, a fazeres e criações para em muito pouco tempo transformarem-se em pedintes, em párias, a perambular por praças e demais logradouros públicos das cidades, inteiramente despreparadas para receber e cuidar daquele excedente populacional. Em decorrência desta sandice, pais de família perderam-se no álcool e na violência, meninas se prostituíram, sem contar o sofrimento atroz de velhos e crianças. Este caos se estabeleceu em 1932 quando os sertões nordestinos padeciam uma das mais inclementes estiagens do século, fenômeno que por si só era um flagelo, batizada então de “seca de João Miguel[8]“.

Lampião em foto Benjamim Abrahão

O então 1º Tenente Felipe Borges de Castro num documento datado de 1939[9], portanto, depois do trucidamento de Lampião e parte do seu bando na Grota do Angico, também apresentou sua solução para erradicar o cangaço. Na sua proposta Castro reconhece que a ação nefasta da Polícia que frequentemente usa de “medidas violentas” contra supostos colaboradores dos cangaceiros, pessoas em alguns casos, vítimas de informações infundadas oriundas de informantes dos policiais, é extremamente prejudicial à campanha repressora. Feita esta constatação o militar sugere a criação de “uma colônia correcional agrícola num dos pontos mais frequentados pelos bandoleiros” [10]. A esta providência somar-se-iam duas outras iniciativas: “a criação de uma Delegacia Especial em zona atingida pelo banditismo[11]” e a “difusão na zona do banditismo da doutrina de Deus e catequeses por um sacerdote católico”. Na avaliação do já citado Mattar Vilella,

“o projeto utópico do Tenente Castro é um plano de separação e arresto, a criação de um amplo espaço carcerário e didático no interior do qual todos os implicados no problema do banditismo, mesmo sem prova criminal, pudessem ficar fechados mantendo sua influência negativa separada do mundo[12]“.

Sempre atento e perspicaz o Cego Véio [13] mostrava-se escrupulosamente cuidadoso e discreto em relação aos seus colaboradores, avaliando corretamente a importância dos mesmos para o perfeito funcionamento da  intricada rede de apoio que cuidadosamente montara, como alerta Maria Cristina da Matta Machado:

“Lampião era muito discreto, comportamento importante para quem vive ameaçado de ter inimigos, até mesmo nas suas fileiras. Jamais falava com todos os seus camaradas de luta os assuntos ligados à segurança moral e física dos seus coiteiros” (MATTA MACHADO, 1969, p. 68)[14]

[1] A área territorial em que o cangaço se fez mais assíduo integra os Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, e Sergipe. Procedente, entretanto, é a observação de Luiz Rubem Bonfim, no seu livro “LAMPIÃO, Conquista a Bahia”, quando o mesmo destaca que o vocábulo Nordeste era usual para referência a Bahia. Quanto aos demais Estados nordestinos eram registrados como “estados do Norte”, embora, não pareça ser o caso no texto comentado.
[2] VILLELA, Jorge Mattar. Artigo publicado na Revista de Ciências Humanas, de Florianópolis, Santa Catarina, no número 25, à página 112, em abril de 1999:
[3] CHANDLER, 1981apud Mattar, 1999, p. 112. Ob.cit.
[4] FERRAZ, Marilourdes. O Canto do Acauã. Das memórias do Cel. Manoel Flor (Coronel Manoel Flor). Comunigraf Editora. 3ª edição. Recife, 2011. 661 p. Il:.
[5] Senhor de muitos cabedais, grande proprietário de terras e criador de gado e principal liderança de Santo Antonio da Glória, hoje município de Gloria, situada próximo a divisa de Pernambuco e Alagoas.
[6] BONFIM, Luiz Rubem F De A. Lampião Conquista a Bahia. Impressão Graf Tech. Paulo Afonso, 2011. 422 p. Il:.
[7] Chevalier publicou os seguintes títulos “Memórias de um revoltoso ou Legalista”, de 1927 ; “Os 18 do Forte”, de 1930 e “Os 18 do Forte – Siqueira Campos”, obras hoje somente encontráveis em sebos e com alfarrabistas.
[8] O Capitão João Miguel integrava os quadros do exército Brasileiro e sendo comissionado na Polícia Militar com o fito de participar da luta contra o banditismo na Bahia, durante o governo do Interventor Juraci Magalhães, ocasião em que  o posto de Comandante das Forças em Operação Contra o Cangaço na Bahia. Era especialista em comunicações. Sobre a seca de 1932 e outras estiagens nos sertões nordestinos sugerimos a leitura do livro “Vida e morte no sertão: história das secas no Nordeste nos séculos XIX e XX”,  do historiador paulista Marco Antonio Villa.
[9] Novo Plano Para Extinção do Banditismo. Felipe Borges de Castro galgou a posição de Coronel e escreveu um importante trabalho para a compreensão da política de repressão ao cangaço na região, o livro “A Derrocada do Cangaço na Nordeste”, reeditado recentemente pela Assembleia Legislativa da Bahia.
[10] Apud. VILELLA, Jorge |Mattar. Ob. cit.
[11] Idem
[12] VILELLA Jorge matar. Passim. Sugerimos a leitura entre outros de Lampião na Bahia, de Oleone Coelho Fontes, onde o autor relata outras iniciativas de particulares sequiosos de notoriedade ou portadores de uma coragem suicida, que se ofereciam para capturar Lampião por meios de estratagemas os mais diversos e inusitados.
[13] Porr esta alcunha muitos oficiais, soldados, rastejadores e contratados das volantes se referiam a lampião, em razão do seu olho afetado por acidente que causou-lhe a peda parcial da visão.

[14]MACHADO MATA, Cristina da. As Táticas de Guerra dos Cangaceiros. Laemmert, rio de Janeiro, 1969,223 p.

Continua...

Manoel Neto
Centro de Estudos Euclides da Cunha
UNEB - Salvador - BA

http://cariricangaco.blogspor.com

sexta-feira, 8 de março de 2013

Lampião contra o mata sete

Autor: Archimedes Marques

Lampião contra o Mata Sete


Preço: R$ 50,00
BANCO DO BRASIL
Agência: 3088-0
Conta: 33384.0
Em nome de Elane Lima
Marques (Minha esposa).
E-mail
archimedes-marques@bol.com.br

http://blogdomendesemendes.blogsapot.com

Livros sobre "Cangaço"

1938 - Angico

Autor: Paulo Medeiros Gastão


Lampião de "A a Z"


Os livros 1938 - Angico e Lampião de "A a Z" podem ser
adquiridos através deste e-mail:

paulomgastao@hotmail.com

Diretamente com o autor (não está a venda em livrarias).

Preço por exemplar:
R$ 20,00 (vinte reais+ frete).

http://blogdomendesemendes.blogspot.com


Faça uma visitinha a este site:

http://cantocertodocangaco.blogspot.com

Observação:

Este endereço tem a palavra "Cangaço", mas não tem nada a ver com o tema, foi um erro no momento de sua criação. Ainda não conseguimos fazer outro link de acordo com o material postado.

O Incrível Mundo do Cangaço - Vol. i e I


Autor: Antonio Vilela de Souza
Volume I

Volume II

Preço por volume: 
R$ 35,00 - incluso despesas de correios.

E-mail para contatos:

incrivelmundo@hotmail.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Faça uma visitinha a este site:

http://cantocertodocangaco.blogspot.com

O endereço não tem nada a ver com cangaço. Foi um erro no momento da sua criação. Ainda não conseguimos outro link de acordo com o material postado.

Acredito que faltam ainda muitas coisas a descobrir...


Por: Jack de Witte
Jack de Witte em visita a Fazenda Piçarra
  


Caríssimo amigo Manoel Severo,

Bom dia. O tempo passa rápido e logo teremos a próxima edição do Cariri Cangaço. Eu te agradeço imensamente pelo convite que muito me honrou. Farei tudo que for possível para participar, como um simples humilde pesquisador e escritor do tema. Manter-te-ei informado o mais rápido possível. Tu sabes que o meu português, por falta de pratica esta cada dia pior. Posso ler em português e compreendo a grande maioria das coisas, mas eu não posso falar em publico, pois requer falar corretamente.

Não conheço ainda a agenda desta quarta edição do congresso, mas como pesquisador, acredito que faltam ainda muitas coisas a descobrir a respeito, digo:  a) da forma como Lampião se protegia b) como funcionava a rede de aprovisionamento em armas e munições de Lampião? Quem lhe fornecia as armas e as munições? Como eram encaminhadas? Como se faziam as negociações? c) bem como a meu modo de ver sua morte ainda tem uma parte a ser explicada.

 Paulo Gastão e Jack de Witte

Uma vez mais obrigado pelo honroso convite. Um grande abraço a Bosco André. Eu não consegui ainda encontrar seu «blason» na França. Continuo a procurar.
Minhas saudações cangaceiras,

Jack de Witte
França

http://cariricangaco.blogspot.com

quinta-feira, 7 de março de 2013

Gérson Pionório: Vive em Paulo Afonso o último matador de Cangaceiros.

Por: João de Sousa Lima

O ÚLTIMO MATADOR DE CANGACEIROS

No dia 28 de julho completará 75 anos da morte de Lampião, as pessoas envolvidas diretamente na história do cangaço e que ainda se encontram vivas estão beirando os 100 anos de idade. É muito difícil encontrar remanescentes daquela época em se tratando de cangaceiros ou os que lutaram em nome da ordem pública como soldados efetivos ou contratados. Encontramos só três cangaceiros vivos e soldados da volante em torno de doze. Coiteiros e pessoas que conheceram alguns cangaceiros ainda existem uma grande quantidade.

Gérson Pionório, um dos últimos matadores de cangaceiros.

Em Paulo Afonso vive Gérson Pionório Freire, filho de João Miguel Freire e Isabel Pionório Freire. O pai de Gérson nasceu nas barrancas do Riacho do Navio e sua mãe em Chorrochó, Bahia. Gérson nasceu no dia 20 de janeiro de 1916, em Curaçá, Bahia. Ele é um dos poucos militares que matou cangaceiros.

A identidade do cidadão Gérson

O Primeiro contato de Gérson com os cangaceiros foi quando Lampião passou com seu grupo na fazenda Guarani, em Curaçá. A fazenda pertencia ao pai de Gérson, o senhor João Miguel. No momento estavam o pai, a mãe, Gérson, Abdias, Ulisses e Elza.

A identidade de Gérson como cabo da polícia baiana.

Os cangaceiros solicitaram dinheiro, ouro, sal e animais. O ouro estava em um cupinzeiro que existia em uma das paredes e os cangaceiros não encontraram. Pegaram cinco contos de réis que estavam no bolso de João Miguel, um cavalo, um burro e sete jegues. Lampião olhou pra Gérson e disse:

- Menino venha cá, pise aqui esse sal!

Gérson pisou o sal e entregou a Lampião. O cangaceiro começou a colocar o sal com uma colherinha de chá em um pequeno cumbuco de coco que o orifício de entrada era apertado e o sal caia fora do recipiente em sua maior parte. Gérson pegou um livro, arrancou uma página, fez um funil e colocou o sal no cumbuco. Lampião observando a inteligência do rapaz falou:

- É morrendo e aprendendo!

Desde esse episódio do primeiro encontro de Lampião, alguns anos se passaram e Gérson resolveu ser policial, sendo apadrinhado do capitão Menezes. No dia 04 de maio de 1936, na cidade de Jeremoabo, Gérson e seus irmãos Abdias e Ulisses entraram na volante de Antônio Inácio como contratado. Gérson passou a ser efetivo da polícia no dia 10 de outubro de 1940.


Gérson  destacou como soldado nas cidades de Jeremoabo, Canindé, Canudos (foi delegado), Pilão Arcado, Sento Sé, Remanso, Sobradinho, Casa Nova, Senhor do Bonfim, Juazeiro, Napele, Tucano, Calda de Cipó, Urucé, Itabuna, Canavieiras, Camacã, Jacareci (foi delegado), Euclides da Cunha (foi comandante), e Cocorobó (foi delegado). Ele passou pelas volantes de Pedro Aprígio, Aníbal Vicente, Zé Rufino e Odilon Flor.

Soldado da volante.

Quando serviu com Odilon Flor, participou do combate onde foram mortos os cangaceiros Pé-de-Peba, Chofreu e Mariquinha. O combate aconteceu no Riacho do Negro, em Sergipe.

As orações que Gérson guarda com carinho desde sua entrada na polícia para perseguir os cangaceiros.

A volante de Odilon Flor seguiu os rastros dos cangaceiros e próximo a cidade de Coité (hoje Paripiranga) chegaram na casa de um coiteiro. Os policiais cercaram a casa, no curral tinha uma janela e avistaram umas perneiras, roupas e garrafas de bebidas. Os policiais entraram na residência e perguntaram a mulher sobre os cangaceiros. O marido da mulher foi chegando e os soldados deram voz de prisão. Odilon Flor ordenou:

- Gérson vá mais Luiz pra trás da roça e mate esse coiteiro!
    
O coiteiro pra não morrer prometeu entregar os cangaceiros. A volante seguiu com o coiteiro nos rastros dos cangaceiros indo encontrá-los às onze horas da noite. O combate noturno travado entre 15 policiais e 08 cangaceiros foi ferrenho. Odilon Flor foi baleado nas nádegas, os cangaceiros tiveram uma baixa de 03 componentes do grupo. Os policiais cortaram as cabeças e ainda à noite as colocaram em um carro de boi e levaram até Paripiranga. Na cidade, a população pôde ver as cabeças de Pé-de-Peba, Chofreu e Mariquinha. Gérson passou a receber o soldo de sargento depois da morte dos cangaceiros.

Fragmentos de uma oração.

Quando Zé Rufino matou Corisco e baleou Dadá, Gérson e seu irmão Abdias Pionório foram buscar Dadá em Paripiranga e a trouxeram pra Jeremoabo. Dormiram no Sítio do Quinto, revezando os dois irmãos a guarda da cangaceira baleada.

A convivência de Gérson e Zé Rufino foi marcada por discussões. Zé Rufino descontava do soldo dos soldados pra pagar o que eles consumiam dos sertanejos e Zé Rufino ficava com o dinheiro.

Detalhes das orações dentro de um plástico

O volante participou também da prisão do matador Peixoto, assassino que aterrorizou várias cidades baianas. O bandido Peixoto matou um rapaz em Santo Antônio da Glória e foi preso depois de uma longa perseguição. Peixoto fugiu da cadeia de Glória e foi se esconder em Sergipe, na cidade de Simão Dias, sob a proteção do fazendeiro Dorinha.

O crucifixo que por tantas vezes o protegeu nos tiroteios.

Gérson, João Ribeiro, Gervásio Grande e mais alguns soldados foram a Simão Dias e prenderam Peixoto e o levaram para Paripiranga. De lá foram levar o preso pra Salvador. No trajeto, quando passavam em Boquim, um juiz de Direito se aproximou dos policiais e do detento e pediu aos soldados que soltassem o preso que ele era um coitadinho. João Ribeiro pegou um mamão e jogou no juiz. O mamão espatifou-se nos peitos do juiz sujando sua roupa de linho branco. O preso foi entregue em Salvador.

Outra oração

Gérson trabalhou um bom período para a família do político Nilo Coelho, vive há muito tempo em Paulo Afonso e é sargento reformado da polícia baiana. Lúcido, conta suas histórias e fala com saudades do tempo em que andava nas caatingas em perseguição aos cangaceiros. Guarda junto aos documentos algumas orações e um crucifixo que ele tem desde que entrou na polícia e acredita que só não morreu nos tiroteios por força dessas orações.

João de Sousa Lima
Historiador e Escritor

Membro da ALPA- Academia de Letras de Paulo Afonso. Sócio do GECC - Grupo de estudos do cangaço do Ceará

Paulo Afonso, Bahia, 07 de março de 2013.

http://www.joaodesousalima.com/

A Maravilhosa prosa de Vicente Landim de Macedo

Por: Manoel Severo
Manoel Severo, Pedro Luis e Vicente Macedo

O Cariri é rico em tradição e história; cada pedaço desse chão encerra um conjunto imensurável de cultura e conhecimento próprio daqueles que se eternizam para sempre. Homens e mulheres, filhos desta terra, com suor, amor e dedicação ajudam a construir o futuro deste vale abençoado por Padre Cícero.

Dentre esses filhos ilustre do Cariri existem aqueles que dignificam ainda mais sua existência na maneira como cuidam e zelam pela memória de seu lugar. Assim é Vicente Landim de Macedo, filho de Aurora, neto de Marica do Tipi; pesquisador, escritor e um profundo apaixonado por suas raízes e por sua terra. Atualmente radicado em Brasília o autor de “Marica do Tipi um brava sertaneja” e concluindo mais uma obra: “Tipi, de arbusto a Distrito”, Vicente nos encanta a todos quando começa a falar de sua Aurora e da história de seu Tipi.

Na tarde do último dia 22, tivemos a oportunidade de compartilhar com o confrade Vicente alguns desses momentos marcantes da história rica de Aurora e de sua ascendência. “Não conheci Vó Marica, mas cresci e por toda minha vida escutei muito sobre sua vida e sua história, foi quando decidi escrever um livro sobre ela e daí, me dediquei fundo na pesquisa” lembra Vicente. Marica Macedo, ou Marica do Tipi é uma dessas personagens históricas marcantes de todo o Cariri; ao lado de Dona Fideralina, se notabilizaram com verdadeira matriarcas, líderes de clãs emblemáticos como os Macedo de Aurora e os Augusto em Lavras da Mangabeira.

Vicente Landim de Macedo e o Cariri Cangaço


Vicente Landim Macedo navega pelos labirintos da memória com uma naturalidade impressionante, são nomes, lugares, datas, acontecimentos que vão se tecendo e se encontrando num papo inigualável e cheio de curiosidades. Ao encontro estiveram presentes o Curador do Cariri Cangaço Manoel Severo, Pedro Barbosa e Pedro Luis, Conselheiro do Cariri Cangaço e Aconteceu na residência de outro filho de Aurora, o prefeito de Juazeiro do Norte, Raimundo Macedo.

“Aurora, terra de nossos confrades e amigos, José Cícero e Adailton Macedo, agora marca presença no Cariri Cangaço com mais um ilustre filho: Vicente Landim de Macedo", confirma Manoel Severo.

Vicente Landim Macedo, escritor, pesquisador, Pres. de Honra da AFA-Brasília,  é mais uma presença confirmada no Cariri Cangaço 2013 e Aurora mais um grande anfitrião do evento em 2013, ao lado de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Missão Velha, Barro, Porteira, e mais recentemente Lavras da Mangabeira. Cariri Cangaço, de 17 a 22 de Setembro de 2013 com avant premier confirmada para maio em Lavras da Mangabeira.

Cariri Cangaço

http://cariricangaco.blogspot.com


O CANGAÇO NO CINEMA BRASILEIRO


Por: João de Sousa Lima

(em texto extraído da Internet)
 

Cangaço foi um fenômeno ocorrido no nordeste brasileiro de meados do século XIX ao início  do século XX.  O  cangaço  tem  suas  origens  em  questões  sociais  e  fundiárias  do Nordeste  brasileiro,  caracterizando-se  por  ações  violentas  de  grupos  ou  indivíduos isolados:  assaltavam  fazendas,  sequestravam  coronéis  (grandes  fazendeiros)  e saqueavam comboios e armazéns. Não tinham moradia fixa: viviam perambulando pelo sertão, praticando tais crimes, fugindo e se escondendo. 


Os  cangaceiros  conheciam  a caatinga e  o  território nordestino muito  bem,  e  por  isso era  tão  difícil  serem  capturados  pelas  autoridades.  Estavam  sempre  preparados  para enfrentar todo o tipo de situação. Conheciam as plantas medicinais, as fontes de água, locais com alimento, rotas de fuga e lugares de difícil acesso. Consta que o primeiro cangaceiro teria sido o "Cabeleira" (José Gomes), líder nascido em Glória do Goitá - cidade da zona da mata pernambucana - em 1751, que aterrorizou a região, inclusive, Recife. 


Mas foi somente no final do século XIX que o cangaço ganhou força e prestígio, principalmente com "Antônio Silvino”, "Lampião" e "Corisco O  cangaceiro  mais  famoso  foi  Virgulino  Ferreira  da  Silva,  o  Lampião, denominado  Senhor do Sertão" e também "O Rei do Cangaço". Atuou durante as décadas de 20 e 30 em praticamente todos os estados do Nordeste brasileiro. O Nordeste sempre teve uma forte presença na cultura brasileira em todos os ramos da arte, e no cinema não poderia ser diferente. 


Se os americanos possuem seus westerns imortalizados pela figura do cowboy, o Nordeste do Brasil possui os cangaceiros, tema que há muito tempo faz parte do cenário cinematográfico brasileiro, tendo se tornado um gênero bastante singular no cinema nacional, conhecido como a "versão tropical do western americano".O cangaço foi retratado no cinema brasileiro em várias épocas e de diversas formas. Desde a década de 20 a temática fascina cineastas e espectadores. Até o momento, há cerca de 50 filmes sobre o assunto, entre curtas, médias e longas-metragens, documentários e ficções.


OS PRIMÓRDIOS- 1925 - Filho sem Mãe - Tancredo SEABRA. (Filme Desaparecido)- 1926 - Sangue de Irmão - Jota Soares. (Filme Desaparecido)- 1927 - Lampião: o Banditismo no Nordeste - Autor Desconhecido. (Filme Desaparecido)- 1930 - Lampião, a Fera do Nordeste - Guilherme Gáudio. (Filme Desaparecido)-1936 - Lampião, o Rei do Cangaço - Benjamin Abrahão Lampião, o Rei do Cangaço é, certamente, o filme mais importante desse período e um dos mais significativos para o   gênero, sendo um documento chave para a compreensão   antropológica do cangaço e um registro histórico no cinema   brasileiro.


 “NORDESTERN”-1950 - Lampião, o Rei do Cangaço - Fouad Anderaos. (Filme Desaparecido)-1953 - O Cangaceiro - Lima Barreto.- 1960 - A Morte Comanda o Cangaço - Carlos Coimbra.- 1962 - Três Cabras de Lampião - Aurélio Teixeira.- 1962 - Nordeste Sangrento - Wilson Silva.- 1962 - Lampião, o Rei do Cangaço - Carlos Coimbra.- 1963 - O Cabeleira - Milton Amaral. (Filme Desaparecido)- 1965 - Entre o Amor e o Cangaço - Aurélio Teixeira. (Filme Desaparecido)- 1966 - Riacho do Sangue - Fernando de Barros.- 1967 - Cangaceiros de Lampião - Carlos Coimbra.- 1968 - Maria Bonita, Rainha do Cangaço - Miguel Borges. (Filme Desaparecido)


 “NORDESTERN”- 1969 - O Cangaceiro Sanguinário - Osvaldo de Oliveira. (Boca do Lixo)- 1969 - O Cangaceiro sem Deus - Osvaldo de Oliveira. (Boca do Lixo)- 1969 - Meu Nome é Lampião - Mozael Silveira.- 1969 - Corisco, o Diabo Loiro - Carlos Coimbra.- 1969 - Quelé do Pajeú - Anselmo Duarte. (Filme Desaparecido)- 1970 - A Vingança dos Doze - Marcos Faria.- 1971 - Faustão - Eduardo Coutinho.- 1971 - O Último Cangaceiro - Carlos Mergulhão. (Filme Desaparecido)- 1972 - Jesuíno Brilhante, o Cangaceiro - William Cobbett.- 1974 - O Leão do Norte - Carlos Del Pino. (Filme Desaparecido)- 1978 - Os Cangaceiros do Vale da Morte - Apollo Monteiro. (Filme Desaparecido)- 1980 - O Cangaceiro do Diabo - Tião Valadares.


COMÉDIAS- 1955 - O Primo do Cangaceiro - Mário Brasini.- 1961 - Os Três Cangaceiros - Victor Lima.- 1963 - O Lamparina - Glauco Mirko Laurelli.- 1969 - Deu a Louca no Cangaço - Nelson Teixeira Mendes/Fauzi Mansur. (Filme Desaparecido)- 1974 - As Cangaceiras Eróticas - Roberto Mauro. (Pornochanchada)- 1976 - A Ilha das Cangaceiras Virgens - Roberto Mauro. (Pornochanchada)- 1976 - Kung-fu contra as Bonecas - Adriano Stuart. (Pornochanchada)- 1977 - Pedro Bó, o Caçador de Cangaceiros - Mozael Silveira.- 1983 - O Cangaceiro Trapalhão - Daniel Filho.


DOCUMENTÁRIOS- 1959 - Lampião (o Rei do Cangaço) - Al Ghiu.-1964 - Memória do Cangaço - Paulo Gil Soares.- 1975 - O Último Dia de Lampião - Maurice Capovilla. (Docudrama)- 1976 - A Mulher no Cangaço - Hermano Penna. (Docudrama)- 1977 - No Raso da Catarina - Hermano Penna. (Docudrama) (FilmeDesaparecido)- 1982 - A Musa do Cangaço - José Umberto Dias. (Curta)


CINEMA NOVO O CANGAÇO DE GLAUBER ROCHA-1964 - Deus e o Diabo na Terra do Sol - Glauber Rocha.- 1969 - O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro - Glauber Rocha.


CINEMA RETOMADA (releituras)-1996 - Corisco e Dadá - Rosemberg Cariry.-1997 - Baile Perfumado - Paulo Caldas/Lírio Ferreira.- 1997 - O Cangaceiro - Aníbal Massaíni Neto.


O filme foi gravado no  Vargem Grande do Sul,  povoado de Pão de Açúcar,  interior do estado de  município de Poção no  São Paulo.  a paisagem da  cidade se parecia muito  com a nordestina.


FICHA TÉCNICA Título Original: O Cangaceiro - Diretor: Lima Barreto Gênero: Aventura - Elenco: Alberto Ruschel, Marisa Prado, Milton  Tempo de Duração: 110min. Ribeiro, Vanja Orico, Ricardo Campos, Galileu  Ano de Lançamento (Brasil): 1997Garcia, João Batista Giotto Direção: Anibal Massaini Neto Produção: Aníbal Massaini Netto Argumento: Lima Barreto Roteiro: Lima Barreto, Raquel de Queiroz  Roteiro: Antônio Carlos Fontoura(diálogos) Adaptação: Galileu Garcia, Anthony Foutz e Carlos Fotografia: Chick Fowle CoimbraTrilha Sonora: Gabriel Migliori Produção: Anibal Massaini Neto Duração: 105 min. Produtor Associado: Alexandre Adamiu Ano: 1953 Direção de Produção: Ary Fernandes País: Brasil Co-produção: Cinearte Produções Cinematográficas e Gênero: Drama Ramona Constellacion e Film CompanyCor: Preto e Branco Vicente SalviaDistribuidora: Columbia Pictures Sonografia: Juarez Dagoberto da CostaEstúdio: Companhia Cinematográfica Vera Cruz Fotografia: Cláudio Portiolli Direção Artística: Carybé Maquiagem: Victor Merinow Montagem: Luiz Elias


BIBLIOGRAFIA: CAETANO, Maria do Rosário. Cangaço: o Nordestern do cinema brasileiro. Brasília: Avatar Soluções Gráficas, 2005.GOMES, Paulo Emílio Sales. Cinema: Trajetória e subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2001.MIRANDA, Luiz Felipe e RAMOS, Fernão- Enciclopédia do cinema Brasileiro. São Paulo: Senac, 2004.OLIVEIRA, Adriano Messias de. O cangaço no cinema brasileiro dos anos 90: um certo olhar sobre nossa identidade cultural. Belo Horizonte: UFMG, 2001 (História, Dissertação de mestrado).QUEIROZ, Maria Isaura Pereira de. Os cangaceiros. São Paulo: Duas Cidades, 1977.SOUZA, Marcelo Dídimo. O Cangaço no Cinema Brasileiro. São Paulo: UNICAMP, 2007 (Instituto de Artes, Tese de doutorado em Multimeios). :VIANA, Nildo  Jornal Opção, 19 jul. 2006. Disponível em: 28/06/2010.  FILMOGRAFIA: O Cangaceiro. 1953. São Paulo. Direção: Lima Barreto. 


Companhia   Cinematográfica Vera Cruz. Roteiro: Lima Barreto. Fotografia: Chick Fowle, Ronald Taylor. Edição: Oswald Hafenrichter. Música: Gabriel Migliori. Elenco: Alberto Ruschel, Marisa Prado, Milton Ribeiro e Vanja Orico, Adoniram Barbosa, Zé do Norte.O Cangaceiro. 1997. São Paulo. Direção: Aníbal Massaíni Neto. Produção: Aníbal Massaini Neto. Roteiro: Antônio Carlos.

Extraído blog do escritor e pesquisador do cangaço: João de Sousa Lima

http://www.joaodesousalima.com/

O Lampião que não se apaga rumo a São Paulo !


Caro Manoel Severo, no dia 10 próximo levaremos nossa experiência para São Paulo e também falaremos da grande fonte de inspiração da pesquisa que é o Cariri Cangaço. Através da divulgação do projeto pelo blog do Cariri Cangaço ganhamos mais apoio e desta vez o grande pesquisador Archimedes Marques, que também nos presenteou com a magnífica obra, Lampião contra o Mata Sete.

Margarete Oliveira


Fenômeno Cangaço entre os Projetos campeões na Feira Estadual rumo a  FEBRACE!

NOTA CARIRI CANGAÇO: Para conhecer  o Projeto Fenômeno Cangaço: O Lampião que não se apaga, visite sua págnina na internet: www.fenomenocangaco.blogspot.com

http://cariricangaco.blogspot.com