Seguidores

segunda-feira, 28 de março de 2011

Nota de Falecimento

            Tenho o dever de comunicar aos amigos que participam dos Blogs: Cariri Cangaço, Lampião Aceso, Tok de História, que ANTONIA  MENDES PEREIRA, minha genitora, faleceu hoje, 28, ÀS 17;40 minutos,  na Casa de Saúde Dix-Sept Rosado Maia, aos oitenta e seis anos de idade.
          O enterro será nesta terça-feira às 15;00 horas, no Cemitério Novo Tempo, em Mossoró, saindo da sua residência Rua Professor Aristides Novaes, 888, no bairro Dom Jaime Câmara.
           Era mãe de 16 filhos, sendo cinco já falecidos.

                
                                                        José Mendes Pereira 

domingo, 27 de março de 2011

Um olhar sobre Angico Parte I - Por: Alfredo Bonessi

Pesquisador Alfredo Bonessi em sua palestra durante
o Cariri Cangaço 2010

               Ainda hoje a gente sente o calor do fogo que aqui se deu naquela manhã de 28 de julho de 1938. No entardecer do dia 27 de julho de 1938 , na grota de Angicos, Pedro chega com a mercadoria encomendada por Lampião. Lampião está triste, acabrunhado, esquisito.
 
Grota de Angicos
 
               Tinha recebido notícias que a Força tinha saído ao encalço dele pras bandas do Moxotó. Já é noite e Lampião corta uma melancia e distribui entre Maria Bonita e Sila e após isso elas vão conversar em cima de uma pedra existente na subida do barranco, oposto a gruta, de frente a barraca de Lampião.
 
Bando de Lampião e Maria Bonita

              Maria se queixa de Lampião, da vida que leva, quer ir embora, largar a vida, mas Lampião não quer. Estavam de brigas, tinham discutido muito. Maria tinha cortado os cabelos. Daí Sila vê algumas luzinhas no alto do morro e pergunta a Maria o que é aquilo, aquelas luzinhas açula? Ela triste e pensativa responde que é vaga-lume. E só podia ser mesmo, porque naquela hora a volante estava com Joca, o delator, bem distante dali. Maria ainda fala que não tem medo da volante de Alagoas, porque possui nela um parente. Sila diz que não tem medo da volante Sergipana, mas não explica por que. Separam-se cada uma vai para a sua barraca.
 

Bando de Sila e Zé Sereno 

               Anos depois, Zé Sereno, marido de Sila, afirma que naquela noite derradeira Lampião e Pedro conversaram dentro do mato, sozinhos até as 23 horas. Durval confirma isso. Pedro vai para casa, atravessa o rio de canoa. Chega em casa e pouco depois chega a polícia para buscá-lo. Ele diz que não pode ir. Teve tempo suficiente para pegar a canoa e atravessar de volta para o coito dos cangaceiros, ou mesmo avisar o irmão para que avisasse Lampião. Mas fica em casa, espera. A vida de Lampião está com as horas contadas. Minutos depois a polícia retorna, daí ele segue por terra com o Cabo Bida até onde está a volante. Chegando lá o Tenente Bezerra põe a mão no ombro dele e avisa: eu vim para te matar se você não me der conta dos cangaceiros. Pedro pensa um pouco e entrega tudo, mas não dá a certeza se os homens ainda estão lá na grota – precisa salvar a sua vida - e, temendo que o irmão esteja entre os cangaceiros e possa ser morto pela polícia, indica a polícia o irmão que está do outro lado e para lá seguem. Chegando lá avisa o irmão para que entregue tudo, porque está preso. Durval sem pestanejar confirma: estão lá sim, acabei de chegar de lá e a bem pouco eles estavam aqui pegando bebida. O fim de Lampião estava traçado.

O que não encaixa na história relatada posteriormente por Durval era que o irmão estava com a camisa ensanguentada da ponta do punhal de João Bezerra, ou mesmo com as unhas arrancadas.

              Esse relato é para minimizar uma possível ação posterior de vingança dos cangaceiros contra eles. Sabe-se que o Aspirante Ferreira queria matar logo Pedro, coisa que o Tenente Bezerra não deixou. Lógico, era uma estratégia policial para fazer com que ele desse no bico, pois os mortos não falam e Pedro morto não valia nada para a operação e a missão fracassaria. Depois foi a vez de Durval ser amedrontado.
 
O tenente João Bezerra
 
               Segundo ele, o Aspirante deu uma tapa no lado do seu rosto que ele caiu no terreiro. Em outro depoimento diz que foi apenas empurrões e que o Aspirante queria logo matar a ambos no que João Bezerra saiu em defesa deles, em proteção. Cenas de artistas primários em picadeiros de circo das periferias. Por fim, com os objetivos traçados e a força avisada com quem iria brigar, começam a subir o leito do riacho. Daí o Tenente Bezerra acende uma lanterna e foca a tropa que em coluna avançava, dá um sorriso e pensa consigo mesmo: quantos daí vão morrer? ora para quem vai enfrentar um número de cangaceiros superior ao número de seus comandados, e ainda em um terreno desconhecido, a noite, sem saber onde estavam os inimigos e acender uma lanterna é uma atitude reprovável, criminosa, leviana, e inexplicável. Estaria avisando a alguém? Se a força estivesse em campo aberto o foco da lanterna poderia ser visto a mais de um quilometro de distância, e uma saraivada de balas cairia sobre todos e a maioria morreria naquele momento ou ficaria ferida.

               Outro fato acontecido nesse momento que foi relatado e hoje está escrito como verdadeiro é que o Aspirante estava bêbado, aponto de não parar em pé. Ora, para quem desce o Rio São Francisco a noite, nas corredeiras, em três canoas amarradas, podendo a qualquer momento bater em uma pedra e ir ao fundo, estar bêbado e equipado é muito contar com a sorte – é ser negligente demais, ou aventureiro mesmo, aqueles das historinhas de gibis.
 
 
Rio São Francisco
 
              Outro detalhe tido como verdadeiro: o Aspirante estava tão bêbado que não podia levar a metralhadora e deu a arma a um estranho para levá-la. Ora, dar a metralhadora para um paisano desconhecido, para levá-la, sabendo que ele poderia manobrar a arma e matar muita gente ali presente é demais para quem vai atacar um inimigo naquelas horas da madrugada. O fato que bêbado ou não, foi o Aspirante e sua turma que deram fim ao Rei do Cangaço.

              Ainda, para esse momento, e poucas horas antes, o mesmo depoente afirma categoricamente que o Tenente que vai atacar Lampião tinha, ao entardecer, mandado pelo seu irmão, um saco de balas para Lampião. Não cola, não fecha. Não existe explicação enviar um saco de balas para quem você vai atacar horas depois, mesmo porque o Tenente não estava em Piranhas, estava em Pedra, e Pedro comprou as mercadorias em Piranhas. Nessa cidadezinha estavam acantonadas as volantes de Odilon Flor, da Bahia, e talvez a volante de Bezouro, também da Bahia. Se o Oficial Comandante estivesse corrompido não iria atacar Lampião naquela madrugada – atacaria no dia seguinte, em plena luz do dia, para ser visto, ou então mandaria uma aviso por algum informante a Lampião.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjd0ZxpvWCIwUDunXn_KZFxcQ7UOVVYNk83vdJNii6zPORLlLrxPrBEEEuNd544g8_V-j0ryjL8PWKnjlvWOIsc74TdFbZMuEnNMfUmzR5HIcCCoGeOGwO-7qGhKk61PXll5e85QCUzapir/s320/690_9087.JPG
Tenente Zé Rufino
 
               Entre tantas contradições há uma: que o Tenente não conhecia Lampião, foi conhecê-lo após a morte do cangaceiro, quando o mesmo já estava de cabeça cortada. Puro engano. Ambos eram conhecidos de muito tempo quando o Tenente, por ser agiota, estava afastado da corporação, e então se misturou ao grupo de todo o tipo de gente, caçadores, bandidos, cangaceiros e jogadores, daí então que aprendeu as manhas de lidar com a gente do sertão, incluindo aí os cangaceiros. Afirmam testemunhas que o Tenente Bezerra jogou baralho com Lampião – eu acredito nisso. Tanto é, que após a morte de Lampião, se embalando em uma rede no oitão da casa da fazenda do Tenente Zé Rufino, esse falou a aquele: como é rapaz, você foi matar o seu amigo? – a que o Tenente respondera: é, foi o jeito! – quem viu, testemunhou e está escrito.

              Outra história bem verídica dessa amizade é sobre o cachorro de Lampião que aprisionado em combate pela força de Zé Rufino e entregue ao Tenente Bezerra em Piranhas, sessenta dias depois o animal estava na posse de Lampião. Essa amizade antiga, esse conhecimento da vida cangaceira, a troca de informações entre vários informantes, a atitude, o comportamento proposital aos olhos de todos, dando a impressão de apatia, desinteresse, de ser conivente, frouxo, tanto da parte dele como do Sargento Aniceto é que concorreu sobremaneira para o aniquilamento de Lampião, porque com certeza Lampião sabia muito bem do temperamento de seu oponente e com isso negligenciou a segurança do grupo e dele mesmo. Facilitou e pagou caro por isso.

              Outra questão a ser comentada é com relação ao bando de Corisco. Lampião chegara na grota no dia 20 ou 21 de julho. Convocou todo o pessoal para uma reunião. Estava na posse de uma fortuna , algo em torno de mais de R$ 750 mil reais em jóias (estimativas ao dia de hoje), cinco quilos de ouro,segundo alguns - mas para encher duas bacias de rosto de jóias dão mais ou menos 2,5 quilos de ouro e não cinco.
 
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjUy9b0O97zgm2ngW8d5-lyI6hyphenhyphenH8QX_FiRI7pPCZoODNbVps8eCOBFvRLX9sQ0mUZ174er3Jod0oR0kYV2f1w0AifNg-MOXJWvhDpDnB_RsVZk_zEM3VC2hMq5rQ86EbkwBLiGZBRS1Zg/s1600/coi.jpg
O cangaceiro Corisco
 
              Somente se fosse ouro em barra, aí se poderia estimar esse peso de cinco quilos – analisando por esse lado, esse valor cairia para 350 mil reais. Em dinheiro sim, supomos, sem nenhuma informação, que Lampião estivesse com valores bem acima de 500 contos de réis, valores que daria para adquirir hoje, 10 automóveis, segundo uns, ao preço de 50 contos de réis um automóvel, outros dizem que não, um automóvel custava na época 8 contos de réis. Outros calculam a correspondência entre as moedas: pega-se o conto de réis e divide-se por quatro, tem-se o valor em reais aos dias de hoje. O fato que uma fortuna estava na posse de Lampião naquela ocasião. Maria Bonita possuía 160 contos de réis, daria para comprar quatro fazendas. Luiz Pedro estava com 360 contos de réis (estimativa), fora as jóias, daria para comprar nove fazendas, sem contar os outros cangaceiros que foram mortos, e mais ainda, aqueles que largaram tudo nas toldas e correram, abandonando o local. Era muito dinheiro.
A volante se apossou de tudo
 e ninguém soube o destino em que foi parar essa fortuna.

               Depois da refrega, quem seria doido de buscar explicações com o pessoal da volante sobre o paradeiro dessa riqueza em um tempo em que a polícia fazia o que bem queria e um soldado da polícia mandava mais no sertanejo que um Senador Romano no tempo de Júlio César? Esses comentários que foi o dinheiro que matou Lampião surgiu agora na década de 60 e somente foi cogitado no século XXI quando os componentes da volante já não existiam mais.

              Continua...

              Alfredo Bonessi.
 
 
              Este texto foi trasladado do Blog: "Cariri Cangaço", do amigo Manoel Severo.
 
Capitão Bonessi:
 
Não houve esclusão e nem tão pouco aumento de palavras. Apenas aumentei a ilustração do seu trabalho.
 
José Mendes Pereira

Daliane Menezes - Parnamirim - Eleita Miss RN 2011

 Daliane Menezes ganhou a faixa de Miss RN numa disputa acirrada com mais 24 candidatas ao título de mulher mais bela do estado
Daliane Menezes de Parnamirim
foto: cezar alves
 
              A escolha da Miss RN, que foi realizado ontem à noite,   no Teatro Dix-Huit Rosado em Mossoró, tendo a participação de 25 candidatas, e contou com um corpo de 13 jurados, e esta foi a primeira vez que depois de 56 anos de Miss RN,  que o evento não foi realizado na capital. A disputa foi acirrada, ficando a faixa de Miss RN com Daliane Menezes
             Daliane Menezes, 22 anos, representante de Parnamirim, foi eleita, na noite deste dia 26, Miss RN 2011. É Jornalista e aluna do curso de Radialismo. Modelo profissional, tendo  viajado representando o Brasil em concursos internacionais. 
 
A DISPUTA
              As candidatas tinham as suas torcidas   organizadas, principalmente as de Caicó, Mossoró e Pau dos Ferros.  As candidatas num total de 25,  com idade entre 18 e 25 anos; a escolha foi considerada difícil até para o júri, formado na noite passada por colunistas sociais, estilista, empresárias.

              Débora Lyra, integrante da comissão julgadora a Miss Brasil 2010, fez elogio a beleza das potiguares,  do alto nível  e desejou a Miss 2011 sucesso no concurso Miss Brasil que este ano será realizado no mês de Julho em São Paulo com transmissão em TV aberta.

             A nova Miss RN pretende trancar a atual faculdade para se dedicar integralmente aos preparativos do Miss Brasil 2011, e   vai investir em preparação física, aulas de oratória, aulas de fluência em inglês e se depender de seu esforço, estará pronta para o concurso nacional.

Palavras de Daliana

            “O trabalho começa agora. O Miss Brasil não é um concurso fácil e o nível é mais alto do que vimos aqui. Vou lotar minha agenda com os preparativos”. Ganhar o título é motivo de muito orgulho pra mim e para minha família. Agora, quero seguir em frente e aproveitar muito essa oportunidade”.
 AS TRÊS FINALISTAS

 Miss Parnamirim, Daliane Menezes,
1,80m. A nova Miss RN 2011.
 
 Segundo Lugar: Miss Mossoró, Catharina Amorim.


Terceiro lugar -  Natalia clemente (Miss Caicó)

O RESULTADO FINAL FICOU ASSIM
 
1º lugar -  Daliane Menezes (Parnamirim)
2º lugar – Catharina Amorim (Mossoró)
3º lugar – Natália Clemente (Caicó)
4º lugar – Klendja Lucena (Ouro Branco)
5º lugar – Thaís Araújo (Gov. Dix-Sept Rosado)
 

Informações do V&C - Artigos e Notícias

sábado, 26 de março de 2011

Os primeiros passos do homem no solo lunar

Por: José Mendes Pereira
O astronauta Buzz Aldrin fincando a bandeira dos Estados Unidos. Fotografia de Neil Armstrong durante a missão Apollo 11

              Entre os anos de 1957 e 1975, durante a Guerra Fria, a exploração espacial foi considerada como um dos episódios mais marcante da história da humanidade, acontecido por  uma competição de tecnologia  entre os Estados Unidos e a União Soviética.

              O homem sempre estava de olho em direção à  lua, vendo-a e a admirando, carinhosamente  observando-a através dos seus sofisticados aparelhos, interessou-se para estudá-la e possivelmente, como era o seu sonho, um dia colocar os seus pés sobre o seu chão.  Os Estados Unidos e a União Soviética deram início a corrida para desvendar os mistérios da lua, e contrataram bons engenheiros, na finalidade de construírem foguetes capazes de viajar ao redor dela.

 Buzz Aldrin, ao lado do módulo lunar, Apolo 11 

                   Esta fantástica descoberta começou com o lançamento do satélite artificial Sputnik, enviado  pela União Soviética, no dia  4 de Outubro de 1957, e fez com que os Estados Unidos ficassem desejando serem os primeiros a conquistarem a lua, e a partir daí, começou uma disputa, cada um querendo ser o primeiro a colocar os seus pés sobre o chão seco lunar, que posteriormente, o homem pôs na tão desejada lua, mas a grande honra foi dada aos  Estados Unidos. 

              O primeiro ser vivo a subir até o espaço foi esta cadela russa Laika, da raça Kudriavka, tendo feito a sua viagem  ao espaço no dia 3 de Novembro de 1957, a bordo da nave espacial Sputnik II.
            
Laika, em 1957

              Já o primeiro homem a subir no espaço foi Yuri Gagarin, também Russo, em 12 de Abril de 1961, a bordo da Vostok I, que pesava 4.725 quilos.
 Vostok
              Yuri Gagarin nasceu na Rússia, em Klushino, no dia 9 de Março de 1934. O voo de Gagarin aconteceu no dia 12 de Abril de 1961. Neste voo, enquanto navegava no assombroso universo, ele disse duas frases que ficaram famosas, as quais foram:
 
"A Terra é azul"
"Olhei para todos os lados,
 mas não vi Deus".


Yuri Gagarin


                   No ano de 1968, no dia 27 de  Março, durante um voo de treino de rotina sobre a localidade de Kirzhach, ele e o instrutor de voo Vladimir Seryogin morreram na queda do MiG-15 que pilotavam, num acidente nunca devidamente explicado. Quatro meses após o lançamento da Sputnik I, os Estados Unidos  responderam com seu primeiro satélite, o Explorer I, em 31 de Janeiro de 1958.


O Homem na lua

              Tanto os Estados Unidos como a União soviética mandaram vários satélites artificiais terrestres e sondas espaciais. Aos Sputniks da União Soviética seguiram-se, além do Explorer I, as Vanguard I, II e III dos Estados Unidos, e uma grande quantidade de satélites de comunicação, meteorológicos e espiões.                                             

               Por volta da metade da década de 1960, ambos, haviam lançado tantos satélites que se tornaria inconveniente indicá-los um por um. Além das Sputniks, os soviéticos lançaram 12 satélites, e os Estados Unidos 16 Explorers e mais 38 satélites de reconhecimento Discoverer.

              Os feitos iniciais na corrida espacial, que incluem o primeiro satélite artificial - o Sputnik, e o primeiro homem no espaço, Yuri Gagarin, os russos desafiaram os Estados, cujo programa espacial ainda dava os primeiros passos, estadunidense iria ao espaço só em 5 de maio de 1961, mesmo assim apenas em um voo sub-orbital.

Lançamento do Foguete Saturno V - decolagem da Apollo 11, no Cabo Canaveral.

               Em 1961, o presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, lançou o desafio de "enviar homens à Lua e retorná-los a salvo" antes que a década terminasse.

Ficheiro:Kennedyb.jpg
John Kennedy

                No famoso discurso na Universidade Rice suas palavras foram: "Nós decidimos ir à Lua. Nós decidimos ir à Lua nesta década e fazer as outras coisas, não porque elas são fáceis, mas porque elas são difíceis". 

              A partir daí os Estados Unidos colocaram em marcha um ambicioso programa espacial tripulado, que teve início com o Projeto Mercury, uma cápsula para um astronauta em órbita terrestre. E posteriormente fizeram o “Projeto Gemini” com capacidade para dois astronautas, e finalmente, o “Projeto Apollo”, que tinha lugares para três astronautas chegarem até a Lua.

Mercury Capsule2.jpg
Cápsula Mercury

             Após a pisada do homem à Lua, os Russos perderam o gosto e nunca mais fizeram projetos com intenção de também chegar lá. Uma das mais imprecionantes história, foi as marcas deixada em solo lunar, pelas botas do astronauta Buzz Aldrin, na missão Apollo 11, em 20 de Julho de 1969, em um local chamado "Sea of Tranquility" (Mar da Tranquilidade). Neil Armstrong e Edwin Aldrin tornaram-se os primeiros homens a caminhar no solo lunar.

 Rastro do astronauta na lua
                     
              Depois da Apollo 11, outras seis missões foram lançadas, sendo que cinco delas pousaram na Lua, no total de doze astronautas que caminharam na lua. Ficou famosa a frase do primeiro astronauta a pisar na Lua, Neil Armstrong:

"Um pequeno passo para um homem, um salto gigante para a humanidade".

              Os astronautas da Apollo 11 colocaram uma placa na Lua, onde se lê: Here Men From Planet Earth First Set Foot Upon The Moon. July 1969 A.D. We Came In Peace For All Mankind. (Aqui os homens do planeta Terra pisaram pela primeira vez na Lua. Julho de 1969. Viemos em paz, em nome de toda a humanidade).
 
 
 
            A corrida espacial e a conquista da lua foram um épico moderno recheado de aventura, perigo e emoção. Milhões acompanharam pela televisão os passos desta aventura e vibraram com a chegada do homem à lua, uma das maiores realizações da humanidade.

UMA BREVE BIOGRAFIA DOS ASTRONAUTAS QUE PISARAM NA LUA

Neil Armstrong pose.jpg
Neil Alden Armstrong  

                 Neil Alden Armstrong nasceu em Wapakoneta, em 5 de Agosto de 1930, é um ex-astronauta dos Estados Unidos, piloto de testes e aviador naval que escreveu seu nome na história do século XX e da Humanidade, ao ser o primeiro homem a pisar na lua, como comandante da missão Apollo 11, em 20 de Julho de 1969.            

            Antes de se tornar astronauta Neil Armstrong foi aviador da Marinha, tendo combatido na Guerra da Coreia entre 1949 e 1952 como piloto de caça, com 78 missões cumpridas. Após a guerra, ele retornou aos Estados Unidos e se tornou piloto de testes de empresas fabricantes de aviões, testando mais de 900 tipos de aeronaves diferentes durante a década de 1950, incluindo o famoso X-15, o primeiro avião do mundo a voar na estratosfera terrestre.

Michael collins.jpg
Michael Collins

              Michael Collins nasceu em Roma, no dia  31 de Outubro de 1930), é um ex-astronauta norte-americano e tripulante da missão Apollo 11, a primeira a pousar na lua, em 20 de Julho de 1969. Ele foi o piloto do Módulo de Comando que ficou em órbita do satélite, e o único dos três tripulantes da missão a não pisar no solo lunar.                

              Collins nasceu na Itália, filho de um general do exército americano que serviu em diversas partes do mundo e passou parte da adolescência em Porto Rico, base temporária do pai, onde fez seu primeiro passeio de avião. Com a entrada dos EUA na II Guerra Mundial, ele voltou com a família para Washington e entrou para as forças armadas americanas, seguindo o caminho dos homens de sua família, escolhendo a Força Aérea para fazer carreira, Nos anos 50, serviu como piloto de combate, junto às forças americanas da OTAN na Europa.

Buzz Aldrin
Buzz Aldrin
Este esteve no Brasil

              Buzz Aldrin, nascido Edwin Eugene Aldrin Jr., Nova Jérsei, 20 de Janeiro de 1930, é um ex-astronauta norte-americano, ex-coronel e piloto da Força Aérea dos Estados Unidos. Foi o segundo homem a pisar na Lua, em 20 de Julho de 1969, como tripulante do módulo lunar Eagle da missão Apollo 11, a primeira a pousar no satélite.  

             Com uma persona muito mais pública do que seu companheiro de missão Neil Armstrong, um homem extremamente reservado, que fugiu dos holofotes da fama mundial após o histórico voo para ser professor de engenharia em seu Estado natal, Aldrin deixou a NASA após o passeio lunar, voltou à Força Aérea num cargo gerencial e passou a fazer palestras em todo o mundo promovendo a exploração espacial.
 
              Extrovertido, bem-humorado, culto, mas de pavio curto, dublou a si próprio em séries da televisão americana como Os Simpsons e da televisão inglesa, interpretou um reverendo num filme para a televisão sobre a Apollo 11 e confessou em sua autobiografia ter tido vários problemas de depressão e alcoolismo em seus anos pós-Apollo 11, o que contribuiu para sua aposentadoria da USAF.

               Buzz dá nome a uma cratera na lua, localizada perto do ponto de pouso da Apollo 11, e a um asteróide (o 6470 Aldrin); além disso, tem uma estrela com seu nome na Calçada da Fama de Hollywood
 
 
Fonte de Pesquisa:
Wikipédia