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quarta-feira, 16 de março de 2011

A Morte de Isaias Arruda - Por: José Cícero

José Cícero e Manoel Severo

               A tarde estava cinzenta naquela Aurora pacata e provinciana de 1928. Uma enorme sensação de tranqüilidade cobria os semblantes dos viajantes, assim como o coração e o pensamento da multidão que se aglomerava na pedra da estação. Uma cena comum a todas as cidades interioranas atendidas pelo velho trem da Rede Ferroviária Cearense(RVC). Nuvens cor de chumbo em formação pareciam prenunciar no céu daquela Aurora antiga e calma, algo diferente prestes a ocorrer: uma tragédia. 
               Naquela tardezinha quase insossa de sábado, dia 4 de agosto de 1928 quando muitos já se esqueciam dos episódios um ano antes relacionado à presença do rei do cangaço na terrinha; o velho aparelho do telégrafo da RVC de novo estava prestes a receber no código morse um telegrama diferente. Um comunicado estranho; digamos que chave, para todos os desdobramentos do acontecimento dramático que se seguira ao fato: “Antonio, algodão hoje sobe!”. Uma missiva quase enigmática considerando que o algodão – o ouro branco d’Aurora faria sempre o sentido contrário, ou seja, descia. E o seu preço no mercado há muito era de todos conhecido.
 
Coronel Isaias Arruda

               Porém, aquela mensagem codificada não seria de todos estranha. Havia um destino e um desiderato certo: surpreender o coronel. Dizia muito mais do que ali estava escrito de modo lacônico... A estação de Aurora estava repleta de gente. Um acontecimento que se tornara comum deste a sua inauguração oito anos antes em 7 de setembro de 1920.
                  E a cronologia do momento seguinte, provaria depois para todos que era um crime. Um atentado violento à ordem e a vida em nome da vingança e da intolerância. Uma intriga passada à limpo, expressa na força da violência e da ignorância em detrimento da razão e da justiça. Sinais de uma época densamente marcada pelo poder de fogo do coronelismo oligárquico, engendrado pelos mais temíveis e truculentos líderes políticos que o Cariri cearense já experimentou. Um período onde a lei no mais das vezes era a do mais forte e a justiça quase sempre era feita pelas próprias mãos, em geral, dos poderosos.
              Naquele sábado, de tarde escura de agosto, a estação de Aurora não tardaria a ser palco de um episódio que marcaria à história do Cariri e do Ceará para sempre, vez que envolveria, aquele que foi certamente o mais famoso e temível chefe político da região: o coronel Isaias Arruda. Filho do lugar, ex-delegado, agora prefeito pela força da vizinha Missão Velha. De quebra, o maior dos coiteiros de Lampião no interior cearense. Um autêntico mantenedor de jagunços e hábil negociador político junto aos grandes da capital.
Estação de Aurora, aqui tombou Isaias Arruda

               O relógio do prédio apontava 14h25min quando, finalmente, todos puderam escutar o apito estridente da máquina a ecoar no horizonte. Apenas Sabina entretida demais com o seu café não se deu conta do acontecido. Todos, de repente voltaram suas atenções na direção do corte-grande lá para as bandas do alto da cruz, do sito Frade. O trem da Fortaleza vinha ligeiro beirando o rio Salgado.
              Exímios chapeados transportavam com pressa e celeridade grandes caixotes, pacotes e outros fardos de mercadorias. Uns descian para o armazém da RVC outros subian para os vagões do trem com destino ao Crato. Animais, peças de madeira, artesanato, aguardente, rapadura, oiticica, panelas de barro. O trem acelerava a curiosidade, tanto quanto a economia daquela terra.
              Mas de repente o som de um tiro seco ribombeou no ar. Quebrando a normalidade natural daquele acontecimento diário. Em seguida vários outros disparos puderam ser ouvidos no interior do segundo vagão da primeira classe. Talvez sete ou oito no total... Até hoje ninguém sabe ao certo. Um silêncio quase sepulcral se abateu na plataforma por alguns instantes que pareceram eternos. Somente o ronco da locomotiva estacionada deforfronte a caixa d’água. Em seguida uma correria...
              Vozes diziam tratar-se de uma discussão. Três homens saíram atracados e em seguida correram no sentido contrário do vagão. Uma disparada em direção do armazém e depois para o beco da antiga rua que dava para o cemitério. Um quarto homem um tanto elegante, bem tratado, gestos aparentemente finos surgiu do segundo vagão da primeira classe. Vestindo impecavelmente um linho branco, ele pisou de modo esquisito e desaprumado o piso, a pedra da estação. Alguns passos apenas e cambaleando fitou a multidão como quem quisesse dizer algo. Não foi possível. Sangrando e com a mão direita colada ao peito chamava baixinho pelo primo. O linho branco do seu terno agora começava a se tingir de vermelho. Seus sapatos de cor marrom e bem polidos contrastavam com o vermelho escuro do seu próprio sangue formando porças na plataforma. Era o coronel Isaias Arruda, chefe político, prefeito da Missão Velha. Homem afamado em toda região e na capital do estado. Devagar caiu ao chão da plataforma ainda com arma junta ao cinto da calça. Não teve tempo de usá-la.
Grupo de jagunços de Isaias Arruda, sob o comando de Zé Gonçalves

               Alguém saindo de dentro do vagão posterior se aproxima dele e forra o chão da pedra com um jornal que lia; edição do dia 3. Seu braço esquerdo e parte superior do tórax estavam em frangalhos. Ferimentos gravíssimos provocados pelos sete balanços com que fora atingido.O coronel ferido seriamente pronunciava baixinho como que cansado:
                - Os irmãos paulinos me acertaram! Mas como é que nem o Viana nem ninguém me avisou que meus inimigos estavam aqui?! Bando de covardes...
                E de chofre emendou:
                - alguém me chame o farmacêutico! Foram os Paulinos, eles me acertaram... Bando de covardes!
             Outros mais ousados e corajosos aos poucos foram se aproximando da vítima que gemia deitada ao solo da pedra sobre as folhas do jornal ‘O Ceará’. Enquanto isso, um pouco afastado da estação José Furtado(Nequinho de Milica) primo da vítima saíra em perseguição(ou fugindo) dos irmãos paulinos: Antonio e Francisco, responsáveis pelo atentado.
               Levado para a residência de Augusto Jucá um antigo amigo na rua grande, Isaias foi socorrido, inicialmente por um farmacêutico - o único que existia na cidade. No dia seguinte dois médicos vindo de trole pela linha da RVC: Antenor Cavalcante e Sérgio Banhos atenderam o coronel. Porém, diante das gravidades dos ferimentos não tiveram como salvá-lo. Sendo que no dia 8 de abril uma quarta-feira às 6h da manhã, quatro dias após ser alvejado, Isaias Arruda faleceu como que por capricho do destino na terra em que nascera.
Casa de Isaias Arruda em Missão Velha

                Rumores apontaram ter sido o assassinato uma vingança de Lampião pela traição do coronel um ano antes, durante a célebre tentativa de envenenamento do bando lampiônico e o histórico cerco de fogo do sítio Ipueiras, propriedade de Arruda em Aurora em cujo local Virgulino se arranchara por diversas vezes. Ocasião em que o rei do cangaço fugia das volantes após o fracasso da invasão de Mossoró, arquitetada sob as estratégias de Massilon Leite e financiada pelo próprio Isaias.
              Mas o certo, segundo se provaria depois foi que os paulinos vingaram o assassinato do irmão mais velho João, morto numa emboscada no serrote d’Aurora pelos jagunços de Arruda no ano anterior.
               Terminava ali de modo trágico, na estação ferroviária de Aurora a verdadeira saga de um dos mais temíveis e respeitados coronéis do Cariri - Isaias Arruda. Assim como sua rixa ferrenha contra os irmãos paulinos da Aurora

Prof. José Cícero.
Escritor, Pesquisador e Poeta.
Secretário de Cultura de Aurora, Ce.
Este artigo foi extraído do Blog: "Cariri Cangaço" - do amigo Manoel Severo

Michael Jackson - O Rei do Pop

Por: José Mendes Pereira
Uma breve biografia


Foto: bleffepoprock.blogspot.com

               Michael Joseph Jackson nasceu em Los Angeles, no dia 29 de agosto de 1958 e faleceu em sua cidade natal no dia 25 de junho de 2009. Foi um dos maiores líderes da musica pop. Além de cantar era compositor, dançarino, multiinstrumentista e produtor norte-americano.
               Michael Jackson era filho de Joseph e Katherine Jackson. Teve como irmãos os seguintes: Rebbie, Jackie, Tito, Jermaine, LaToya e Marlon, Randy e Janet. A situação não era muito boa, onde viviam em uma pequena casa de dois quartos. O pai sustentava a família trabalhando em uma siderúrgica. A mãe muito cedo colocou os filhos em uma igreja: “Testemunhas de Jeová” e passaram a praticar a evangelização de porta em porta. Mas esta religião não agradava o pai.

Foto: claudiafarnesi.com.br

                O pai de Michael era carrasco, fazendo com que os filhos vivessem trancados em casa enquanto ele trabalhava até tarde da noite. Mas os filhos gostavam de fugir de casa e iam para a casa de vizinhos. E lá, onde cantavam e faziam música. Desobediente, o filho mais velho gostava de usar a guitarra do pai, coisa que se ele soubesse dava bronca nele. 
                Certo dia o pai tomou conhecimento do talento dos filhos e procurou ganhar dinheiro através disso, saindo de Gary e foi para a Califórnia, e mais tarde foram contratados pela Motown.
                 Michael Jackson começou a mostrar o seu talento aos cinco anos de idade, cantando  e  dançando, iniciando-se na carreira profissional aos onze anos como vocalista dos Jackson 5, grupo de irmãos. Mas em 1971 deu início a sua carreira solo,  permanecendo como membro do grupo, que logo foi reconhecido como  Rei do Pop (King Of Pop).

Foto: caras.com.br

                Michael Jackson não teve dificuldade para dominar a música, e na década de 1980, tornou-se uma figura dominante na música popular e o primeiro cantor afro-americano a receber exibição constante na MTV. Com isso só o fez crescer e seus vídeos musicais transmitidos pela MTV, como "Beat It", "Billie Jean" e "Thriller" foram creditados como a causa da transformação do videoclipe em forma de promoção musical e também de ter tornado o então novo canal famoso. Vídeos como "Black or White", "Scream", "Earth Song", entre outros, mantiveram a alta rotatividade dos vídeos de Jackson durante a década de 1990.

Foto: seteponto7.com

                Michael Jackson criou uma nova dança, utilizando especialmente os pés. Com suas performances no palco e clipes, Jackson popularizou uma série de complexas técnicas de dança, como o Robot, o "The Lean" (inclinação de 45º), o famoso "Moonwalk". Seu estilo irreverente de cantar e dançar, bem como a sonoridade de suas canções, fez com que muitos dançarinos e cantores entrassem  nos ramos do hip hop, pop, R&B e rock. 
               Michael Jackson foi um filantropo e humanitário, fazendo doações  milionárias  de dólares, beneficiando 39 centros de caridades, através de sua própria fundação.

Foto: contigo.abril.com.br

                No entanto, outros aspectos da sua vida pessoal, como a mudança de sua aparência, principalmente a da cor de pele devido ao vitiligo geraram controvérsia significante a ponto de prejudicar sua imagem pública. 

Michael Jackson e Priscilla Presley 
          Foto: mauditos.wordpress.com                

                 No ano de 1993 foi acusado de abuso infantil, mas a investigação foi arquivada devido a falta de provas e Jackson não foi a tribunal. Depois, casou-se e foi pai de três filhos, todos os quais geraram controvérsia do público. Em 2005, Jackson foi julgado e absolvido das alegações de abuso infantil. 
                           
O sonho acabou para o Rei do Pop!


O rei do Pop, Michael Jackson,  faleceu no dia 25 de junho de 2009.
O seu caixão custou 25 mil dólares.

O Combate da Fazenda Ipueiras - Serrita Por:Ivanildo Silveira


Cel. Pedro Xavier das Ipueiras

             No dia 03 de fevereiro de 1927, na Fazenda Ipueiras, hoje município de Serrita/PE, naquela época município de Leopoldina, hoje Parnamirim, no alto sertão pernambucano,  ocorreu um grande combate entre a Família do Cel. Pedro Xavier e Lampião e seu bando.
 
Lampião

             Ipueiras, de certo modo, possuía uma situação privilegiada, de solo fértil, água; lá se produzia cana-de-açucar, para fazer moagens, arroz, batata e demais produtos da terra destinados á alimentação da população, a pescaria nos açudes e a atividade agropecuária. O excedente era comercializado na feira semanal localizada na Vila de Ipueiras, encravada na Fazenda de mesmo nome.

             O Coronel Pedro Xavier, homem flexível, hospitaleiro e generoso, exerceu também o cargo de juiz  interino de direito na vacância do titular da comarca de Leopoldina. Morava no casarão da Fazenda Ipueiras e teve numerosa prole. Os descendentes, os familiares dos Xavier; uns moravam na Fazenda  e outros na Vila de Ipueiras – uma incipiente urbanização com um pequeno mercado semanal, uma escola, uma agência de correio, farmácia, mercearia, padaria, loja, que na sua maioria, pertenciam aos próprios membros da família, uma espécie de feudo.

 Serrita em detalhe

              Na década de vinte , do século passado, eram comuns as andanças de bandos de cangaceiros, por todo o nordeste. Lampião perambulava pelas caatingas, assaltando, matando, extorquindo, pequenos, médios e grandes proprietários de terra.

             De início, Lampião e o seu bando passaram em “paz” pela Ipueira, em 26 de maio de 1925, quando o Cel. Pedro Xavier não fugindo da costumeira hospitalidade,  mandou fornecer-lhe comida, roupas e lenços tirados da loja de um de seus filhos Gumercindo.
 
             Naquela oportunidade,  as filhas e as noras do Cel. Pedro Xavier foram proibidas de se apresentarem para conhecer Lampião e seu bando, para evitar que os cabras cometessem algum atrevimento.
 
             O Cel. Pedro Xavier, um tanto constrangido de ter dado guarida a Lampião, pois soube de algumas bobagens que seu bando andou fazendo com outras pessoas dali, firmou o propósito diante da família, de que, na próxima vez que ele passasse, o “ receberia na bala “. Para isso, mandou um recado para Lampião:

             “Não volte mais a Ipueiras, do contrário, será recebido a bala”.Ao tomar conhecimento do fato,  Lampião mandou a seguinte resposta:“ Quando passei por Ipueiras, respeitei você e sua gente, agora com seu recado atrevido a coisa vai mudar, prepare-se que haver choro".

             O momento fatídico estava para acontecer a qualquer instante. Até que no dia 03 de fevereiro de 1927, alguns membros da família do Coronel Pedro Xavier estavam reunidos na casa da fazenda para almoçar, esperando os demais que se encontravam na Vila de Ipueiras. Encontravam-se na casa sede da fazenda apenas: a matriarca Josefa Xavier (esposa do coronel); José Saraiva Xavier (Dezinho), um dos baluartes do combate; Aparício Xavier que na época era seminarista em Petrolina-PE, e estava de férias na Fazenda; Mário Saraiva Xavier, o mais novo dos filhos e ainda menino; Francisca Xavier (nora do Coronel); Pedro; e amigos da família como Napoleão Pereira e Naninha (esposa); e Tosinha ( de Jardim-Ce); Manoel Preto ( afilhado de d. Josefa) e Pedro Dama, este, por sinal, cego de um olho, homens de confiança da família.
   
              Estavam na Vila de Ipueiras na hora do cerco e foram subindo para a casa da fazenda, atirando: o Coronel Pedro Xavier, o patriarca da família, Gumercindo, Antonio, Aristides e Amélia (filhos do coronel), João Sampaio Xavier (genro e sobrinho), Luiz Teixeira (genro), Pedro Saraiva (genro). Dos filhos só faltou Francisco Xavier Sobrinho, filho mais velho do coronel Xavier, que estava em um fazenda distante, e não chegou a tempo.

             De repente, se ouviu um tiro.Dezeinho Xavier teve a impressão de ser tropa do governo, e indagou: “ Quem vem aí, é da polícia?“. A resposta foi um tiro disparado pelo cangaceiro ‘Tempero' que vinha á frente do grupo. Por um triz não alvejou Dezinho, que, sem perda de tempo, respondeu ao tiro, atingindo o aludido bandoleiro á altura de uma das orelhas, que caiu ali, sem vida.

 
              Lampião e seus cabras iniciaram o grande tiroteio, com mais rancor, diante da morte de um dos integrantes do grupo. Verdadeira batalha estava sendo travada, entre os Xavier e os Cabras de Lampião, cujos tiros quebraram jarras d´agua, derrubaram paiol e jirau de queijo. Dezinho Xavier, Manoel reto e Pedro Dama seguraram o fogo de frente evitando que Lampião chegasse ao terreiro da casa, enquanto esperavam pelo pessoal que estava na Vila de Ipueiras, mas que já vinham ás carreiras para  sustentar o fogo.

              Enquanto o combate prosseguia, com tiros de ambos os lados, as mulheres rezavam e os homens, não tinham tempo nem  de urinar. Napoleão Pereira, em alto e bom desafiava Lampião, dizendo: “ Cabra safado, um bandido como tu, eu te dou de peia no umbigo, você está falando com Napoleão Pereira do Jardim do  Ceará “. No meio da aflição, Manoel Preto acalmava Dona Zefinha; “ Madrinha Zefinha, enquanto a senhora ver este negro aqui, só tenha medo dos castigos de Deus “.

             Lampião trazia como refém, um camponês, amigo dos Xavier, Sr. Vicente Venâncio, além de Pedro Vieira Cavalcante da cidade de Jardim-Ce, tendo exigido da família desse último, 5 contos de réis para soltá-lo.

             A hora crucial se aproxima, o quadro torna-se dramático e nunca se sabia como iria terminar tudo aquilo, apesar da resistência dos Xavier se fazer forte, com poucos homens lutando e uma coragem inusitada.

             Com a chegada, na casa da Fazenda, dos  que se encontravam na Vila de Ipueiras, entre eles, destacou-se Gumercindo Xavier, homem de caráter admirável e coragem a toda prova, a reação aumentou.
 
 
 Imagens da Fazenda Ipueiras, Serrita-PE

              Só que os recursos se exauriam, a cada minuto. O Cel. Pedro Xavier temendo a munição se acabar e Lampião ir ganhando terreno em direção á casa da fazenda, e ai seria o fim da epopéia, mandou seus serviçais selar cavalos e avisar aos parentes e amigos, a exemplo do Coronel Chico Romão, de Serrita/PE.

              Segundo depoimento de um dos reféns de Lampião, Sr. Vicente Vitorino, no momento do tiroteio,  Havia se quebrado o Rosário de Lampião", e, como os cangaceiros eram por demais supersticiosos, o rei do cangaço manifestou-se receoso com o fato: era  mal sinal num combate, quebrar-se um rosário. Por sua vez a bala certeira dos Xavier havia matado o cangaceiro “Tempero”. Lampião ficou cabreiro com o episódio e disse:

             “ os homens estão fortes, o rosário quebrou e já perdemos nosso melhor fuzil, referindo-se á perda de “Tempero” ( que era um dos melhores atiradores do grupo),vamos dar o fora“.

A cruz mostra o local onde foi assassinado Pedro Vieira

              Naquele dia Lampião estava endiabrado. Como a esposa do refém Pedro Vieira Cavalcante (de Jardim-Ce) não pagou o resgate exigido pelo facínora, ali mesmo, na Faz. Ipueira, ele foi morto.  O tenebroso bandido, também, matou um popular, um rapaz jovem chamado Lino, que ia cavalgando num jumento, próximo ao local do combate.
 
              O refém Vicente Vitorino teve melhor sorte. Lampião se dirigiu ao mesmo e disse-lhe:“ Velho, se você nos desviar de um "Piquet" dos Xavier, eu lhe solto, se não você morre “.E, então, o camponês sabiamente, os conduziu por percursos estranho aos percorridos normalmente pelos Xavier, e, lá longe, na Macambira, Lampião soltou o velho que voltou á casa dos Xavier e narrou todo o acontecido.

 Severo, Dr. Napoleão e Ivanildo Silveira

             Logo após o cambate, chegaram á Fazenda Ipueiras, o Coronel  Chico Romão, de Serrita, com 50 homens, armas e munições, Aparício e Alfredo Romão com 30 homens; Luiz Pereira de Jardim-CE (genro do Cel. Pedro Xavier) com 30 homens. Em face do acontecido, as filhas do coronel Pedro Xavier, a idéia foi de Adalgisa ergueram uma Capela na fazenda, cujo patrono é São José.

Um abraço  a todos
IVANILDO ALVES SILVEIRA
Colecionador do cangaço
Membro da SBEC
Natal/RN

                NOTA CARIRI CANGAÇO: Esse episódio, tão bem narrado pelo confrade Ivanildo Silveira, foi exatamente um dia após a chacina de Guaribas, onde tombou morto Chico Chicote, também objeto de postagem neste blog.
 
Este texto foi extraído do Blog: "Cariri Cangaço"
cariricangaco.blogspot.com

terça-feira, 15 de março de 2011





Chiquinha Gonzaga
Foto de: paulostudio2002.com 
 
                A redação do Jornal  "Diário de Pernambuco"  anunciou hoje, dia 15 de Março de 2011, que a cantora e compositora  Francisca Januário dos Santos, Chiquinha Gonzaga, irmã do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, primeira mulher a tocar os oito baixos, faleceu  esta madrugada, aos 85 anos de idade, no Hospital Moacir do Carmo, em Duque de Caxias (RJ).
 
             Segundo a família, ela sofria de Mal de Alzheimer e vinha sofrendo com complicações nos últimos nove mesesChiquinha Gonzaga era  a última dos 10 irmãos de Luiz Gonzaga que ainda viva, lutava contra o Alzheimer.
 
Morre Chiquinha Gonzaga, irmã do Rei do Baião, primeira mulher a tocar os oito baixos Imagem: Ricardo Fernandes/DP/D.A. Press
Imagem: Ricardo Fernandes/DP/D.A. Press
dpnet.com.br
 
               Residia  na cidade de Santa Cruz da Serra, no Estado do Rio de Janeiro. Ela passou mal e foi levada ao  hospital com quadro de pneumonia e infecção urinária, onde veio a falecer por volta das 5h. O corpo deve ser transferido para o Recife, já que a maior parte dos seus familiares é pernambucana.
 
             Chiquinha Gonzaga dividia o  nome artístico com a pianista e compositora brasileira. Chiquinha, a forrozeira sempre batalhou  para manter viva a alma musical da família, principalmente  do maior compositor e representante da cultura nordestina, o seu irmão Luiz Gonzaga.

Foto de: Jailsonmanoel.blogspot.com

                  Com o Gonzagão, ela aprendeu o baião e o xaxado, e tinha plena certeza que  a fama não cai do céu, tem que fazer  sacrifício. Ela teve que se virar sozinha para firmar o nome que carrega.

              Ela foi a primeira  mulher a tocar os oito baixos, tendo recebido  a admiração do cantor e compositor  Gilberto Gil. Ela deu continuidade à tradição familiar, principalmente do pai.

            "É preciso manter a tradição de meu pai Januário, o maior sanfoneiro que o Nordeste já teve", disse ela, que não deixou de cantar os versos que tanto gostava.

"Luiz, respeita Januário
Luiz, respeita Januário
Luiz, tu pode ser famoso
Mas teu pai é mais tinhoso
E com ele ninguém vai, Luiz
Respeita os oito baixo do teu pai".
            
             O sepultamento de Chiquinha Gonzaga será realizado na tarde desta quarta-feira (16), no mausoléu da família, no Cemitério Tanque do Anil, no Rio de Janeiro.

 

Morros e a "Gruta de Lampião"

            Por esse local cercado pelas águas do Rio Jaguaribe a memória local registra que até Lampião pediu passagem.
 
 
             Oportunizando aos banhistas uma linda paisagem com águas correntes, uma ilha de pedras, algumas grutas submersas e várias outras expostas completam a beleza da natureza do lugar rochoso de maciços antigos.
 
 
              Quem vai aos Morros, não perde a oportunidade de saltar na água direto de uma oiticica de 20 metros.
 
 
Lampião
                
                Segundo a história local, Lampião e seu bando, fugidos de uma batalha em Mossoró (RN), passaram por uma gruta nos Morros, que até hoje é conhecida por “Gruta de Lampião”.

 
Morros
 
               Situados à margem direita do Córrego de Areia – um braço do rio Jaguaribe – as formações rochosas designadas como Morros e, que dão nome à comunidade próxima, forma um ponto turístico de Limoeiro do Norte. Estas elevações rochosas estão localizadas ao sul do município, na zona rural, tendo como comunidades vizinhas Quixaba, Córrego de Areia e Socorro.
 
               Para chegar até lá, pode-se deslocar de qualquer rua do centro da cidade em direção ao Sítio Socorro ou Pitombeira, por estradas vicinais.
A travessia do rio é feita através de uma val, ou então a nado, pois a profundidade chega em alguns pontos a altura do pescoço para pessoas do porte de 1,70m. Segue, depois por trilha entre campos plantados de feijão e outras culturas. O lugar encontra-se bastante ressecado após a estação chuvosa, pois se encontra no semi-árido nordestino. Mas os montes aparecem imponentes e dominam a paisagem.
 
Foto de : jfce.jus.br
Vista do edifício sede da Subseção da Justiça Federal em Limoeiro
 
              Ao chegar ao sopé do morro podemos observar que há vegetação rasteira e até árvores de pequeno e médio porte entre as rochas que o constituem. A subida não oferece muita resistência, mas deve-se ter o cuidado de não tocar nos ramos de urtiga e escorregar nas folhas secas entre os pedriscos soltos. Há uma variedade de plantas espinhosas, entre elas: malícia, xerófitas, macambiras, etc.
 
limoeirodonorte.blogspot.com
Prefeitura Municipal de Limoeiro do Norte
Foto de: Alex Chaves Monteiro
Um lindo projeto
 
            Ao chegar ao topo podemos observar uma parte do Vale Jaguaribano, avistando o centro de Limoeiro do Norte e, ao longe, Tabuleiro do Norte. Várias e enormes pedras parecem ter sido colocadas ali propositadamente, intrigantemente é perfeito o encaixe entre elas.
 
              Há uma caverna sob as rochas, que segundo alguns, o bando de Lampião esteve acampado, em 1927. Prática que ainda se faz entre banhistas, escassos ali na região.
 
Foto de: embaixada-portugal-brasil.blogspot.com
Limoeiro do Norte, Ceará - Igreja Matriz. Espinho
 
             Pode-se ver ainda o descaso que a população tem com a preservação do meio ambiente, pois encontramos lixo, marcas de fogueira e o pior, a pichação de nomes de pessoas nas pedras (em diferentes épocas) descaracterizando a natureza do lugar.
 
Texto: Marcelo Giovanni

Tsunami do Japão em 11 de Março de 2011

Veja o vídeo

Uma destruição da natureza

 
Notícias Internacionais
 
             Uma equipa de pessoas que ajuda na busca de sobreviventes, no massacre da natureza ao Japão,  que abalou o país na sexta-feira conseguiu resgatar dos escombros  uma mulher de 70 anos de idade, na cidade de Otsuchi, anunciou a televisão NHK.
            Foi detectado na manhã desta terça-feira em Tóquio um nível de radioatividade levemente superior ao normal, segundo as autoridades locais, que descartam, no entanto, qualquer risco para a saúde humana.
 
 
A bola.PT