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domingo, 25 de dezembro de 2011

Nascimento de Jesus Cristo

Por: Alexandre dos Reis
Introdução

Hoje vamos estudar sobre o nascimento de Jesus Cristo, que simbolicamente celebramos no dia 25 de dezembro, no Natal. A palavra Natal vem do latim e significa nascimento. O Natal não é uma celebração bíblica: não há nenhuma referência no Novo Testamento de cristãos celebrando o nascimento de Jesus Cristo. A data de 25 de dezembro começou a ser celebrada oficialmente como nascimento de Jesus por determinação do Papa Julio I (280-352 d.C). A idéia por trás da celebração era imprimir no coração das pessoas a importância do nascimento do Filho de Deus.

E, com o passar do tempo, muitos símbolos foram sendo acrescentados à festa de Natal, como árvores, presentes, velas, estrelas, cartões, comidas típicas, presépio, Papai Noel, etc. Atualmente acrescentamos, ainda, o 13° salário e o shopping center. Só que essas coisas, por mais legais que sejam, acabam ofuscando o nascimento de Jesus Cristo. É muito comum ouvirmos frases como: "Natal é paz", "Natal é esperança", "Natal é um mundo melhor", "O espírito do Natal vai te contagiar". Porém, eu acredito que, por trás dessas palavras, existem outros significados: "13° salário é esperança", "Fartura é um mundo melhor", "O espírito do feriado prolongado", "As comidas e as bebidas é que vão te contagiar". É verdade que, nessa época do ano, as pessoas se tornam mais religiosas e sensíveis, ouvimos mais histórias de perdão e as pessoas se tornam mais solidárias e humildes. Por outro lado, também vemos muita ganância e materialismo.

Para os cristãos, Natal é a celebração do cumprimento das profecias do Antigo Testamento.
Isaías 9:1-7
Aqui temos uma profecia, revelada 750 anos antes do Messias nascer, que fala da luz, da paz, da justiça e da retidão que ele traria. Vamos analisar o cumprimento de algumas dessas profecias no Novo Testamento.
1. Luz
João 1:4-5; 10-12; 8:12
Jesus é a Luz do mundo. Jesus é a Luz da vida. Jesus é a Luz dos homens. Jesus brilha nas trevas. A palavra luz é empregada em conexão com alegria, benção e vida. Em contraste, a palavra trevas é associada com adversidade, tristeza e morte.
O mês de dezembro é muito especial, pois é um tempo de reflexão. Um tempo para refletirmos sobre o poder da Luz em nossas vidas. É incrível pensar nas bênçãos espirituais, materiais e emocionais que recebemos neste ano por estarmos na Luz.
2. Príncipe da Paz
Ser Príncipe da Paz significa que Jesus é o chefe, o líder da Paz. Podemos verificar o cumprimento dessa profecia em Lucas 2:14, 29-32 e João 14:27, 16:33. Jesus veio trazer paz aos homens: a verdadeira paz, não uma paz exterior. Isso não significa que agora não iremos mais sofrer, que nossas dívidas nesse mundo serão esquecidas ou que tudo vai dar certo. A paz que Jesus veio oferecer é algo interior: paz para suportar as pressões do dia a dia sem se corromper moralmente. Somos muito pressionados no trabalho, em casa, por dívidas, por injustiças, pelos desafios da vida de solteiro e pela sexualidade! Essas coisas têm poder para tirar nossa paz e alegria de viver de vez em quando.
No entanto, Jesus disse: "Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz". A verdadeira Paz só é alcançada por intermédio de Jesus. O príncipe da Paz diz muitas coisas na Bíblia para alcançarmos a verdadeira paz. Como anda o seu relacionamento com a Palavra de Deus? Essa semana eu tive dificuldades para passar tempo com Deus. Eu tive dificuldades para ouvir os conselhos de Jesus, passei pouco tempo com o Príncipe da Paz, acabei valorizando mais outras coisas. Como conseqüência a minha paz interior foi abalada e as consequências disso vieram: impaciência, culpa, insegurança, medo, dúvida e impureza. Eu aprendi a lição que somente o príncipe da Paz pode equilibrar minha vida.
3. Maravilhoso Conselheiro
Outra profecia em Isaías 9 é que o menino seria conhecido como o Maravilhoso Conselheiro. A idéia básica por trás desse conceito está em Provérbios 24:6: "Quem sai à guerra precisa de orientação e com muitos conselheiros se obtém a vitória." Jesus nasceu para se tornar o Maravilhoso Conselheiro. O cumprimento dessa profecia está em todo o evangelho. A sabedoria de Cristo nas parábolas revela o poder que há nas palavras do mestre. Jesus é o único conselheiro perfeito, que não erra nunca.
João 14:15-17; 25-26; 15:26-27; 16:7-8
O Maravilhoso Conselheiro está em nós para sempre. Ele ensinará todas as coisas, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Imagine como seria o mundo se fosse dirigido pelos conselhos de Jesus Cristo. Na política não haveria corrupção. As famílias seriam estruturadas e unidas. Os casamentos iriam brilhar, os filhos seriam obedientes. Os namoros seriam puros. Não haveria fome. E tantas outras coisas. Lembre-se: "Com muitos conselheiros se obtém a vitória". Que o Maravilhoso Conselheiro seja seu orientador nesta vida.
O nascimento de Jesus trouxe muitas outras bênçãos para nossas vidas. Vamos aproveitar esse tempo de comemoração do Natal para refletirmos sobre como Jesus tem tocado pessoalmente nossas vidas.

Fonte:

Natal do Senhor



Nossa Igreja celebra com a solenidade do Natal a manifestação do Verbo de Deus aos homens. É este de fato o sentido espiritual que decorre da própria liturgia, que oferece para a nossa meditação o nascimento eterno do Verbo (O Filho, Jesus).
Embora seja uma das festas religiosas mais conhecidas no mundo, o Natal tem suas origens em cultos pagãos de adoração ao sol, que, no Hemisfério Norte, aconteciam durante o solstício de inverno. Nessa época, as noites são longas e frias, por isso, a volta do Sol, trazendo luz e calor, era festejada com músicas e danças. Nesta ocasião os escravos recebiam presente dos seus senhores e eram convidados a sentarem à mesa como cidadãos livres. O cristianismo deu um significado novo a esta festa, ao celebrar o nascimento daquele que é o verdadeiro Sol, a Luz do Mundo, Dia que rompe nas trevas. Hoje é o dia de todos nós que acreditamos na vida, na força do amor, na comunhão e na fraternidade universal.
A tradição da troca de presentes nasceu das oferendas dos Reis Magos ao Menino Jesus e a ela, muito mais tarde, foi incorporada a figura de Papai Noel, que acabou se tornando um autêntico símbolo de Natal. Os presentes trazidos pelo bom velhinho ganharam assim, um valor especial de demonstração de afeto e estima. O presenteado reassegura-se de que é amado pelo semelhante.
Oração Pedindo a Proteção de Deus: Concede-me Senhor a sua proteção; E em proteção concede-me forças ao meu ser; Em minha força dá-me sábia discrição; Na discrição me faze um justo ser; Nessa justiça põe também amor; Ao meu amor o teu amor mistura; E, ao teu amor, o amor às criaturas; É isto que te rogo meu Senhor. Bendito seja Deus, que não rejeitou minha oração nem desviou de mim a sua misericórdia. (sl 66.20)
Fonte: Católica Net
Postado por Beto Fernandes

Depois da ceia (Poesia)

Por: Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

Depois da ceia

Esse ano
não tivemos
amoras da Pérsia
amêndoas árabes
azeitonas italianas
nem vitelo
nem vodka russa
os tempos mudaram
os tempos são outros
parecendo escassez
sem a grande mesa
imensa e farta
de verniz e brilho
de cheiro e sabor
de velas e taças

apenas o pão
apenas o vinho
apenas dois copos
apenas a chama
da noite enluarada
e apenas nós dois
do que restou
e te dou um presente
um doce beijo
um abraço apertado
uma confissão
e depois
depois de tudo
a compreensão
que a fartura da ceia
é a oportunidade
para se compreender
os limites da vida

e na falta das ilusões
sobre a mesa
sobrar mais tempo
para olhar calmamente
bem no fundo
dos teus olhos
e dizer te amo
e dizer te amo
e dizer do quanto
ainda te amo...

Rangel Alves da Costa
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com

O FAMOSO NAZARENO "Cel. MANOEL NETO"

Por: Ivanildo Alves Silveira

O combate de Maranduba - Parte XXII
A perseguição continuou, enfrentando a força de Manuel Neto as mais difíceis privações, passando muita fome e sede. Ao final do ano, na segunda quinzena de dezembro de 1931, a volante voltou a Jatobá (Petrolândia) para ali passar as festas de final de ano. “Para entrar na localidade, foi preciso” esperar o “anoitecer, isto porque a força vinha quase despida.”
 
 
Passadas as festas e refeitos, logo no início de janeiro Manuel Neto partiu à procura dos cangaceiros. Tomara conhecimento de que o grupo se encontrava na vila de Canindé (SE), “ferrando moças”. Requisitou o trem e seguiu para Piranhas. Atravessou o rio e entrou no território de Sergipe, indo dormir na sexta-feira, dia 8 de janeiro (1932), já perto dos cangaceiros.
No dia seguinte continuaram rastejando, aproximando-se cada vez mais dos bandidos. Na vanguarda, o destacamento de Manuel Neto e, mais atrás, os homens sob o comando do tenente do Exército Liberato de Carvalho, na ocasião com o comando geral das forças.
Seguiam na frente os sargentos João Cavalcanti e Hercílio de Souza Nogueira. O primeiro, por volta das 16 horas, avistou os cangaceiros. Pediu a Hercílio que não atirasse; esperasse a força encostar. Assim o ataque surtiria maior efeito. O bando estava bem posicionado, num local estratégico, nas proximidades da fazenda Maranduba.
Impetuoso, Hercílio respondeu que não esperaria por ninguém. Cada qual fizesse o que pudesse. Convidou o companheiro a ver quem avançava mais. Abriu fogo e partiu para cima dos bandidos que, de imediato, reagiram, disparando e avançando contra os dois sargentos e os companheiros que os seguiam.
Já próximo do acampamento dos bandidos, Hercílio foi atingido e caiu.
- “Vala-me, Nossa Senhora. Logo na cabeça...” -, teriam sido suas últimas palavras.
Ao seu lado tombou João Cavalcanti, ou João de Anísia (v. JSF, Tn 8), como era conhecido (Cavalcanti era, por sinal, primo do célebre Horácio Cavalcanti de Albuquerque).
Parte XXIII
 
Tomando conhecimento da morte de Hercílio, Adalgiso, de apenas 15 anos de idade, abandonou o comando do tenente Liberato e correu ao encontro do irmão. Foi atingido, tombando morto sobre o corpo de Hercílio.
Seguiu-se o mais terrível combate travado no eixo Bahia-Sergipe, envolvendo as forças conjuntas e o bando de Lampião. Esclarece Billy Chandler (obra citada, p. 183) que, “embora o número de soldados ultrapassasse o dos cangaceiros na proporção de três para um (aproximadamente 100 soldados para 32 cangaceiros), foram eles quem mais sofreram”. O bando tinha bastante munição e a polícia não conseguiu boa posição para o ataque. “Liberato, em vez de flanquear os cangaceiros, imprudentemente tentou atirar por cima das cabeças de seus colegas pernambucanos.
Em duas horas de combate, as perdas da polícia, tanto infligidas pelos cangaceiros como por seus próprios colegas, foram inúmeras. Pelo menos cinco soldados morreram na cena do combate; entre os doze ou mais feridos, diversos morreram mais tarde, a maior parte por falta de cuidados médicos.”
De Nazaré, caiu morto também Antônio Benedito da Silva. E os cangaceiros, aparentemente, perderam quatro homens, dois dos quais no local da luta. “Contam que havia um outro tão ferido que Lampião, diante do seu sofrimento, matou-o a tiros.”
João Lira (obra citada, p. 512) diz que Manuel Neto, mais tarde, lhe confidenciaria que “nunca tinha visto tanta bala como viu ali”, num “fogo cerrado de ambas as partes, misturados, sem haver recuo”, lutando-se por duas ou três horas com bandidos alcoolizados.
Comandante e delegado
A perseguição a Lampião não cessou. Manuel Neto continuou enfrentando os cangaceiros, destacando-se nos tiroteios da Baixa da Moça, Serra da Canabrava, Serra do Bobodó e do Ninho, e em Caldeirão (22.04.1932), aqui ao lado do tenente Abdon Menezes. Isso no eixo Bahia-Sergipe.
Parte XXIV
Chandler (obra citada, p. 191) diz que, em 1932, os sertanejos baianos viviam aflitos com a presença dos bandidos e, muito mais, com a da polícia. E, de todas as volantes, os nazarenos, “sob o comando de Manuel Neto, eram os mais temidos. Perseguindo Lampião com um zelo fanático, empregavam qualquer método para obter informações”. E, à página 57: “Durante toda a sua carreira, Lampião encontrou poucas pessoas que se empenharam tanto a persegui-lo como esse grupo. Muitas vezes, outros o perseguiram de longe, temendo por suas vidas, enquanto outros podiam ser subornados. Mas os nazarenos, não. Caçaram-no em Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Ceará, e quando, anos mais tarde, ele mudou seu centro de operações para Bahia e Sergipe, foram atrás dele lá”.
Em 1933, Manuel Neto distribuiu armas e munições com alguns fazendeiros e colocou pequenos destacamentos nos locais mais sujeitos aos ataques dos cangaceiros que, vindos da Bahia, “realizavam sanguinárias incursões em Pernambuco”.
Ainda como tenente, foi Comandante das Forças em Operação no Interior do Estado (PE), sendo então obrigado, devido à alta posição de comandante, a afastar-se do confronto direto com os bandidos. Entretanto, ainda haveria de enfrentá-los, como o fez em Porteiras, no município de Floresta, em 1935.
Com o levante comunista daquele ano, o tenente instruiu seus comandados, fazendo-os voltar à sede das volantes para dali, sob seu comando, seguirem para o Recife a fim de dar combate aos comunistas e sufocar o movimento armado que eclodira.
A sua ação, sempre incisiva, ensejara-lhe a promoção a capitão, o que se verificou aos 3 de janeiro de 1936. E, aos 27 de fevereiro, recolheu-se das Forças em Operação no Interior do Estado, passando a prestar serviços na capital. Virgulino e seu bando fixara-se no eixo Bahia-Sergipe e diminuíra suas incursões em Pernambuco. Mesmo assim, Manuel Neto ainda continuou a realizar missões no interior, trabalhando de uma forma intensa e desgastante.
Parte XXV
Enfim, em dezembro de 1936, entrou em gozo de férias, benefício que não obtivera nos anos de 1929, 1930, 1932, 1934 e 1935, o que, por si só, demonstra o empenho do nazareno no combate ao banditismo.
Na capital pernambucana, comandou a 3ª, 2ª e 1ª Companhia do 1º Batalhão, assumindo interinamente por diversas vezes as funções de subcomandante daquele Batalhão. Ficou à frente do Esquadrão de Cavalaria de dezembro de 1938 a junho de 1940. Nesse período, foi louvado “pelo esforço e dedicação demonstrados durante a extinção do grande incêndio verificado num dos tanques da Standard Oil Company of Brazil”, ocasião em que se postou sempre ao lado do comandante Geral, “auxiliando em tudo que era possível, transmitindo ordens e colaborando para a manutenção da ordem pública”.
Mais tarde, ao deixar o Comando da Força, o C.el Rogaciano agradeceu ao capitão Manuel Neto, louvando-lhe o “contingente de esforço dado a sua interinidade no Comando da Força.”
O último grupo de cangaceiros, o de Corisco, foi desbaratado naquele ano de 1940. Chegava ao fim uma luta em que os nazarenos se engajaram desde o princípio, e que levara à morte mais de quinze filhos do povoado e daquela região. Olhando para o primo Manuel Neto, Manoel Flor “achava espantoso que esse homem, ainda com balas no corpo e com tantas cicatrizes, tivesse sobrevivido”.
Manuel Neto, “espigado, de falar macio e andar cauteloso de gato do mato, cujo nome varava o Sertão como uma legenda de bravura” (Luís Cristóvão dos Santos, J. do Commércio - 02.12.82), participara de 35 combates e foi, sem dúvida, o maior perseguidor de Lampião. A sua atuação contra os bandidos deu-lhe oportunidade de mostrar qualidades nas missões mais difíceis, sempre a ele confiadas. “Sua peregrinação pelos sertões foi longa e vitoriosa”. Lampião temia a sua volante: disciplinada, corajosa e guerreira.
Parte XXVI
E explicava: Euclides, além de valente, era cauteloso e hábil estrategista, procurava sempre deixar a salvo os seus companheiros e comandados. Manuel Neto “era doido”, costumava dizer Lampião. Partia para cima dos cangaceiros “feito cachorro azedo”, o que de certa forma facilitava a reação dos bandidos.
O bravo nazareno parecia desconhecer o significado da palavra medo. Parecia, apenas, pois poucos tinham, como ele, tanto medo... de alma! Tinha verdadeiro pavor pelas coisas do outro mundo.
Deixando, em 1940, o Comando do Esquadrão de Cavalaria, o capitão Manuel Neto voltou a comandar a 1ª Companhia, assumindo depois o cargo de Subcomandante Interino do 2º Batalhão, onde foi elogiado pelo comandante que realçou a “dedicação ao trabalho, o empenho em serviço, o amor à disciplina, traduzidos nas diversas modalidades e ainda mais no acatamento ao chefe; o dom da iniciativa e o espírito de corporação”.
A 19 de fevereiro de 1943, foi nomeado Delegado Regional da 11ª Zona Policial, com sede em Ouricuri. Ali permaneceu até o mês de setembro do mesmo ano. Voltou à capital e assumiu o Comando da 2ª Companhia e, no ano seguinte, novamente o Esquadrão de Cavalaria.
Aos 14 de dezembro de 1944, foi nomeado Delegado Regional da 8ª Região Policial, com sede em Sertânia, onde permaneceria até fevereiro de 1946. Nesse cargo, em março de 1945, recebeu elogio do C.el José Arnaldo: “Oficial de muito boa vontade. Rigoroso no cumprimento do dever”.
Em Sertânia, levaria um grande susto: no dia 5 ou 6 de junho de 1945, ao se dirigir a um preso, foi por ele alvejado no abdômen, tendo sido levado em estado grave para a cidade de Pesqueira, onde foi operado e passou a receber todos os cuidados médicos, restabelecendo-se, finalmente.
Sete meses depois, foi promovido a major, por merecimento. Mas, em ato posterior, o Interventor Federal considerou sua promoção “por antigüidade.”
Parte XXVII
Em agosto de 1946, assumiu a Chefia da Assistência do Material e, mais uma vez, recebeu referências elogiosas: “Também é de justiça elogiar o major Manuel de Souza Neto, que vem de ser designado para a Chefia da Assistência do Material, pela dedicação em que se houve no exercício do comando do 3º B.C.. É o que faço com satisfação.”
E logo em setembro do mesmo ano, foi “louvado pelo esforço, dedicação e amor à Corporação, manifestado por ocasião dos treinamentos para a parada de 7 de setembro, concorrendo para o brilhantismo alcançado pela Força Policial de Pernambuco, pelo garbo, marcialidade e disciplina com que se apresentaram seus elementos em público.”
Ao final de 1947, entrou numa fase difícil de sua vida, afastando-se do trabalho por um ano, para tratamento de saúde. Em novembro de 1948, foi operado e desligado do serviço por mais um ano. Finalmente, aos 27 de outubro de 1949, foi transferido, a pedido, para o Quadro Suplementar.
Prefeito
Na década de 1950, com o apoio de João Inocêncio, o coronel Manuel Neto foi eleito prefeito de Ibimirim, passando a fazer uma boa administração .Deixando a prefeitura, passou a viver exclusivamente de sua aposentadoria. Nasceu pobre e morreu pobre, nada deixando para a família.
Calado, introspectivo, não deixava transparecer o homem valente que era. Dificilmente falava sobre suas lutas contra o banditismo. Achava que isso poderia influenciar ou estimular os jovens.
Aos 78 anos, faleceu às 7 horas e 45 minutos do dia 3 de novembro de 1979, no Hospital da Polícia Militar, no Derby (Recife). Seu corpo foi levado para sua terra natal, sendo sepultado em Nazaré.
Morreu solteiro. “Quando se perguntava por que não casava, respondia que era um homem de intrigas e que vivia sujeito” a ser morto “a qualquer momento”. E assim fugia ao casamento. Mas deixou pelo menos dois filhos com Otacília Gomes de Sá:
Fonte:

Aleluia - Roberto Carlos

Matéria da globo sobre a invasão de Lampião em Mossoró

Clique duas vezes para ver os filmes em imagens maiores


Matéria da globo sobre a invasão de Lampião em Mossoró

 
Lampião em Mossoró


Chuva de balas no país de Mossoró


70 anos da morte de Lampião

Quem matou Delmiro Gouveia?

Autor:
Gilmar Teixeira
 
Um livro escrito com respeito ao leitor
Edição do autor:  
152 págs. 
Contato para aquisição 
Valor: R$ 30,00 + R$ 5,00 (Frete simples)
Total R$ 35,00 

Manoel Severo, honrosamente o mais novo membro da SABRI

Danielle Esmeraldo, Geraldo Ferraz e Manoel Severo, no momento em que era sagrado o mais novo membro da SABRI.

Um dos momentos mais significativos do Cariri Cangaço 2011, foi sem dúvidas a sagração do curador do evento, Manoel Severo, como o mais novo "Sabriano"; membro da SABRI - Sociedade dos Amigos da Briosa, honraria concedida através de seu representante no Cariri Cangaço; pesquisador e escritor Geraldo Ferraz, na manhã do último dia do seminário, 25 de setembro no Auditório do Hotel Pasargada em Crato.

A SABRI - Sociedade dos Amigos da BRIOSA, foi criada em Abril de 2010, por militares e civis e que vem marcando presença e adquirindo novos adeptos, tanto nos quadros da Polícia Militar de Pernambuco, para quem dirige seus objetivos, como nos vários segmentos da área cívico-cultural do Recife.

A SABRI é composta por quase 30 integrantes onde se destacam oficiais da ativa e reserva, entre eles, vários ex-chefes de Casa Militar e Comandantes Gerais da Policia Militar de Pernambuco; empresários, intelectuais, jornalistas e outros simpatizantes da Briosa Policia Militar de Pernambuco, coorporação com quase dois séculos de serviços prestados à história brasileira e pernambucana em particular.

Sobre o surgimento do termo "Briosa" com relação à Policia Militar de Pernambuco, trazemos o comentário do Coronel Carlos Bezerra Cavalcante: " A então Brigada Militar de Pernambuco, principalmente por suas participações contra o cangaço, na revolução constitucionalista, em São Paulo , em 1932, e na intentona comunista, em 1935, quando agiu com brio (galhardia e heroismo) passou a ser cognominada pela sociedade e pela imprensa, de Briosa".

Informações:http://blogdabriosa.blogspot.com/p/institucional.html


Heldemar Garcia
Assessoria de Imprensa e Marketing

Extraído do Blog: Cariri Cangaço
http://cariricangaço.blogspot.com

Veredas do Brasil, Jalapão

 Por: Laser Video

Já tivemos oportunidades, aqui mesmo neste espaço do cariricanagco.com, de trazer as muitas produções sobre a temática cangaço com a marca da Laser Vídeo de nosso amigo


 Aderbal Nogueira; entretanto Laser Vídeo não é só cangaço; o talento de seus produtores e de sua equipe técnica é inegável e enche de orgulho a todos nós cearenses. hoje trazemos mais um grande empreendimento de Aderbal Nogueira: Veredas do Brasil, vale a pena conferir o Jalapão!

DA HUMILDADE E DA FÉ (Crônica)

Rangel Alves da Costa

DA HUMILDADE E DA FÉ
Aqueles que conhecem os sertões, já caminharam pelas suas vastidões e conheceram um pouco do jeito de ser do seu povo, principalmente aquele mais carente e que vive nos lugares mais afastados, haverá de saber que em cada olhar se expressa fervorosamente a fé e a religiosidade.
 Cada povoação é igreja e templo, santuário e cruz erguida nas distâncias do horizonte. É, pois, confortante saber que nestes lugarejos empobrecidos e esquecidos pela sorte e principalmente pelas autoridades, vive um povo decidido a enfrentar as durezas da sobrevivência tendo por base apenas a imensa e inabalável confiança no Deus dos humildes.
Logo na porta da casa a plaqueta indica que Deus mora ali. A imagem grande, ladeada por fitas e rosários logo no primeiro vão da morada, realmente não deixa dúvidas, pois o quadro antigo com a representação divina serve para proteger e abençoar. E no entrevão outra plaqueta diz que “Aqui mora uma família feliz”.
Abaixo do ceu de telhado quebrado ou de palha dispersa, pelas paredes de barro os santos e anjos fazem moradia. Deus Pai Eterno, Nosso Senhor Jesus Cristo, Coração Sagrado de Maria, Santo Expedito, São Jorge, A Virgem Imaculada, Nossa Senhora Aparecida e muitos outros emissários da fé dividem espaço no empobrecido ambiente com duas figuras permanentes na devoção sertaneja: Padim Ciço e Frei Damião.
Não existe hora certa para a louvação, para a prece, para a oração. Aliás, o nome de Deus ou de Nosso Senhor são lembrados a cada minuto e diante de cada situação surgida, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Se o tempo está seco demais, a promessa para a chuva cair; se o filho ausente não dá notícia, a prece para o seu retorno; se algum desassossego incomoda, então a velha senhora vai depressa se ajoelhar aos pés do oratório.
Aliás, possuir um oratório num canto de casa é a riqueza maior que uma família sertaneja pode ter. Ajoelhados diante daquele pequeno ceu se torna mais fácil de serem ouvidos e atendidos na busca de proteção, de resolver problemas, de buscar soluções para tudo na vida. Quando sobra dinheiro da feirinha miúda, logo se avistará uma velinha acesa.
Quando não se tem o oratório, os passos cansados todos os dias caminham em direção à capela, à tímida igrejinha, sempre carregando a esperança de que de lá voltará com as bençãos do mundo. E para confirmar tanta fé, mesmo que ninguém saiba ler mesmo juntando letra com letra, uma velha bíblia poderá ser encontrada aberta num sermão, num salmo, numa parábola. E a oração que já se expressa sozinha no coração, desde o primeiro minuto do acordar ao instante de se benzer pra dormir.
E nos terços, ladainhas e procissões, a coisa mais bonita de se ver e sentir são a tanta, a imensa fé e devoção, de um povo crente que Deus é a terra, é o chão, é a natureza, é a casa, é a vida, é tudo. E verdadeiramente é. Como sempre será diante daqueles que fazem da fé a esperança por dias melhores.
E por isso mesmo entoam: “A nós descei, divina luz!/ A nós descei, divina luz!/ Em nossas almas acendei/ O amor, o amor de Jesus!/ Vinde, Santo Espírito/ E do céu mandai luminoso raio!/ Vinde, Pai dos pobres/ Doador dos dons, Luz dos corações!/ Grande defensor/ Em nós habitai e nos confortai!/ Na fadiga pouco, no ardor brandura e na dor ternura!”.
E incansavelmente: “Vitória, tu reinarás, ó cruz tu nos salvarás!/ Vitória, tu reinarás, ó cruz tu nos salvarás!/ Brilhando sobre o mundo/ Que vive sem tua luz/ Tu és um sol fecundo/ De amor e de paz, ó cruz!/ Aumenta a confiança/ Do pobre e do pecador/ Confirma nossa esperança/ Na marcha para o senhor/ À sombra dos teus braços/ A Igreja viverá/ Por ti no eterno abraço/ O Pai nos acolherá”.
Sem estudo algum, pronunciando erroneamente palavras e até criando outras que dão ideia de expressão, mas quando abrem a boca para o canto glorioso, a prece divina, a cantiga louvando o Senhor, então as palavras saem pronunciadas tão corretamente que parecem doutoras de qualquer coisa.
Formadas na fé. Na fé, devoção e religiosidade. Tanta coisa bonita demais num povo que nem sempre sabe se amanhã vai ter o pão pra comer. Mas nada disso importa, pois Deus virá em seu auxílio, estenderá sua mão, estará sempre ao lado. Aliás, sem essa fé não haveria motivos para a vida, pois a vida é Deus.


Rangel Alves da Costa*
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com

Rainha de Castela e Leão

Ficheiro:Isabeldecastilla.jpg

Posteriormente apelidada A Católica. Seus ancestrais na nobreza europeia incluíam Henrique IV da Inglaterra. Pensou a mãe em casá-la com D. Afonso V e com D. Pedro Girón, mestre de Calatrava. Em 1469, celebrou-se o seu matrimónio com Fernando, rei da Sicília e herdeiro de Aragão, primo afastado, filho de Joana Enriquez, senhora de Casarrubios e de João II de Aragão.
Por morte de seu meio-irmão, o rei Henrique IV de Castela, foi proclamada rainha de Castela (1474-1504), depois da derrota de D. Joana, a Beltraneja, filha de D. Joana de Portugal e de Henrique IV de Castela. D. Afonso V, tio e marido de Joana, a Beltaneja, entrou em Castela por Zamora e Toro. O tratado das Alcáçovas pôs fim à luta com Portugal. A morte de D. João II uniu os reinos de Aragão e Castela (1497).
No fim da Reconquista, com a tomada de Granada (1492), a rainha mostrou grande firmeza na governação. Ajudada pelos cardeais Mendoza e Jiménez de Cisneros tentou converter ao catolicismo os muçulmanos e apoiou Cristóvão Colombo na sua expedição ao Novo Mundo (América).
Após a descoberta de Colombo, a rainha se interessou pelo bem estar dos americanos nativos. Ordenou que aqueles que tinham sido levados à Espanha retornassem e por dispositivos em seu testamento determinou que os nativos fossem bem tratados nos territórios controlados pelos espanhóis. Seus desejos no seu testamento não foram sempre honrados.

Monumento a Isabel I de Castela (Madrid, Espanha)
Seu legado também tem um lado mais politicamente incorreto: favoreceu a inquisição espanhola (esta que não era uma intituição da Igreja) e foi responsável pela expulsão dos judeus da Espanha em 1492 (Decreto de Alhambra).
Foi das mulheres mais inteligentes e dinâmicas de então, com papel importantíssimo para manter Castela independente de Portugal.

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Lampião sua morte passada a limpo
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