Seguidores

sexta-feira, 2 de março de 2012

Em meio a muita festa e alegria foi inaugurada na noite desta quinta-feira a Escola Técnica de AURORA

Por: José Cícero
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGgUcMMCy55TtFiV4R85YIKi6TX2-DzJL-7QM2x_Io6dMR1k3Xe-iVRPbfOlKKmXGvptc7EbLkLzrOrrVja83gRNuKTBGPUFbxRRG-LC6p3aQxAj28uaW_CvSfKuknm6mAPVW0mCbD2Jyp/s400/01032012%2528082%2529.jpg

Secretária de Educação do Estado do Ceará Profª Izolda Cela no momento da sua fala
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEghUI1nBG6YvlRB0Bj2XmFh_2Q1w-9RCn4jwezkJ4b3I9FzzTv1CIbw31fQu3OBda_R34oWI2JbrdFi9Uls3ARADfemQwu0tOCrdHY8IEyxm4h6dasxw9KeSSuFJTmTibWcmixtudRCDR37/s400/01032012%2528066%2529.jpg
Dr. Paulo Napoleão Quezado(filho da homenageada) quando do seu discurso na solenidade
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjWladgJh6-yCSYYW_RVqY-0v6DCMcjA-whO06GOr_sPxK5Cdy0e6Vvm3CCNUHjl6d9ssSK_J2TwMRdtoYd1clOIr_6bmZcrzojKzLBk7r3KVWIpm2rk7LpLnxGKn1idEc7BdzUM2cvg43X/s400/01032012%2528073%2529.jpg
Prefeito municipal Adailton Macedo durante o seu discurso na solenidade
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsT98ihayV0shsIaHGc-WykzppDLlcxQNU9N_MGukHxeiMzIRC3r-DYtwsnF0-qaceCCEp515_DXDNPdiDMM2S609oXFgY2OfpeCxwUkyEX861Y6qj-qdHu3INyhsde5NBB3lUJFr-_LI9/s400/SAM_5229.JPG
Apresentação da Banda de música(Fanfarra) da Escola Técnica de Juazeiro do Norte
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh3kYsOVLRbQswHnmtbYD3_URimLfIZmGaFHDCWrclw5Bhe7dAt2T-3wpGzhCPrepGfAC0RiFyDMwkz6ggj1iBNTB90nm2Bc3HkPBqJIrlx-BanA4xPCHgOo7Kl5anYnLiLS7FwQZY9ilEN/s400/SAM_5236.JPG
Apresentação da fanfarra juazeirense durante a abertura do ato inaugural























Imagens da solenidade de inaguração da Escola Técnica profissionalizante de Aurora-CE
Num clima de muito entusiasmo e alegria aconteceu na noite desta quinta-feira, dia 1º de março a inauguração oficial da Escola Técnica profissionalizante de Aurora que recebeu a denominação de Leopoldina Gonçalves Quezado.
A população de Aurora, assim como muitos convidados da região circunvizinha lotaram as dependências do mais novo estabelecimento de ensino público do Sul do Ceará, por sinal um dos mais belos já edificados no Cariri. Uma obra realmente monumental para os padrões locais. O contentamento pela conquista de tão importante iniciativa saltava, por assim dizer, os olhos de todos os que estiveram conhecendo a escola pela primeira vez.
A solenidade de inauguração contou com a presença da secretária de educação do Estado, a professora Izolda Cela que esteve representando o governador Cid Gomes que por questão de agenda não pôde vir à Aurora. Também esteve presente no ato inaugural o Dr. Paulo Quezado como filho da homenageada que emprestou seu nome a escola – a 1ª tabelião de Aurora, professora e ex-vereadora D. Leopoldina Quezado conhecida pelos aurorense até hoje por Dona Louzinha. Prefeitos de várias cidades da região, assim como diversas outras autoridades também estiveram prestigiando o acontecimento.
Num discurso dos mais eloqüentes e emocionados o Dr. Paulo Quezado agradeceu a homenagem feita a memória de sua genitora. Falou ainda do seu profundo amor por Aurora – a sua terra natal e colocou em relevo todo o profícuo trabalho empreendido pelo prefeito Adailton Macedo nos seus três nãos de mandado a quem chamou de “o roceiro que deu certo”.
O prefeito Adailton por sua vez, também estava inspirado na noite, quando fez um dos seus melhores discursos sendo por diversas vezes ovacionados e aplaudido pela população presente. Ressaltou o seu esforço em prol de uma Aurora melhor para todos e, inclusive, do seu empenho para trazer a escola técnica, quando a mesma quase foi perdida devido a um certo descaso cometido pelo seu antecessor. Também aproveitou para anunciar outro leque de novas inciativas já garantidas, inclusive pelo governador Cid Gomes. Ainda fizeram uso da palavra o diretor do estabelecimento Isnard Gonçalves e a secretária de educação do Ceará Izolda Cela.
Logo após o descerramento da placa, toda a população pode finalmente adentrar a grande escola para conhecer in loco as suas estruturas físicas assim como a sua parte instrumental. Todos ficaram por demais alegres e entusiasmados diante da grandiosidade daquele empreendimento educacional. “Coisa de primeiro mundo, afirmou o senhor Risalvo”. “Parece até que não estamos em Aurora, disse o jovem morador do Araçá Damião Gomes”.
Uma verdadeira multidão lotou as dependências da escola tanto no térreo quanto no 1º andar. O prefeito Adailton Macedo ao lado do Dr. Paulo Quezado e demais autoridades também estiveram visitando passo a passo todos os ambientes internos da obra. Um verdadeiro marco na história da educação e da gestão pública de Aurora. De modo que o sentimento de gratidão ao governador Cid Gomes era algo visível no semblante de todos os que estiveram presentes na solenidade. Antes da solenidade aconteceu um show musical sob a animação da banda local Forró Xoteado em ritmo de forró de pé de serra.
---------------------------------
Da Redação do Blog da Aurora.
Fotos: J.Cícero e Edson Morreira(Seculte-Aurora)
..........................................................
LEIA MAIS EM:

Enviado pelo Secretário de Cultura de Aurora-CE - José Cícero

O Poço do Nêgo e a Caravana Cariri Cangaço

Por: Manoel Severo
Manoel Severo Gurgel Barbosa
 
O Poço do Nêgo e a Caravana Cariri Cangaço
Rio "seco" Poço do Nêgo
O rio Poço do Nêgo divide os municípios de Serra Talhada e Floresta; a segunda morada da família Ferreira, logo após o episódio da prisão de Levino em Floresta, os embates com o desafeto José Saturnino e a forçada partida da Passagem das Pedras, fica bem ali, quase às margens do rio, cerca de 2 km do centro de Nazaré. Nosso anfitrião, Ulisses de Sousa Ferraz nos guiava com o passo firme dos abnegados perseguidores nazarenos na direção do sítio onde estiveram Virgulino, Antonio e Levino, antes de se entregarem totalmente à vida cangaceira. Era cerca de 16 horas da quarta-feira de cinzas...
Caravana Cariri Cangaço-GECC rumo ao que restou da Casa da fazenda Poço do Nêgo
O grande e velho umbuzeiro, os faxeiros, xique-xique, o velho cavalo pardo pastando por entre uma pequena manada de cabras eram as únicas testemunhas daquele que foi um dos cenários marcantes do inicio da vida e dos confrontos entre os filhos de Zé Ferreira e os valentes nazarenos, entre esses; Os irmãos Flor: Euclides, Afonso, Hildbrando, Manoel e Odilon; Manoel Neto, João Gomes Jurubeba, David Jurubeba e tantos outros bravos que se tornaram lenda ao longo da campanha contra o cangaceirismo, estar ali era como se tivéssemos voltado no tempo.
O anfitrião Ulisses Ferraz e as ruinas da casa...
Pedro Luiz e a gravação para o Documentário da Caravana
Aderbal Nogueira e Ulisses Ferraz
Neste local se erguia a casa do Poço do Nêgo
Da velha casa da família restou apenas o abandono e as ruínas pontuadas pelo amontuado de tijolos soltos em meio à caatinga. Do Poço do Nêgo os irmãos Ferreira partiram para o desafio mais duro de suas vidas, o desafio do cangaço e como ponto de partida seus mais ferrenhos inimigos: Nazarenos.
Manoel Severo
Cariri Cangaço

A INVENÇÃO DE HUGO CABRITO (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

A INVENÇÃO DE HUGO CABRITO

Antes que possam imputar plágio ao presente texto, informo que o mesmo é tão original quanto às melhores estórias inventadas. Portanto, não tem absolutamente nada a ver com “Central do Brasil, de Walter Salles, e muito menos com o mais recente filme de Martin Scorsese, “A Invenção de Hugo Cabret”.
Com relação a este, apenas uma proximidade nos nomes. Mas não tenho culpa se o menino nordestino aqui tratado tinha Hugo por nome e o apelido de Cabrito. Assim, não há o que modificar se o pestinha daqui era Hugo Cabrito, um exímio inventor de coisas para sobreviver.
Antes de falar sobre as invenções do menino e aquela que lhe deu notoriedade, será preciso voltar um pouco no tempo para informar como o pequeno Hugo Cabrito veio parar na Estação Ferroviária, também chamada Gare do Relógio, e aí permaneceu forçadamente como morador.
Havia deixado as terras sertanejas do Mundaréu juntamente com sua mãe viúva. Carregando consigo o filho único, pois não deixava nada pra trás como herança, a pobre mulher ia tentar sobreviver no sul do país, na casa de uma irmã que desde algum tempo já morava por lá. Pobre demais, só trazia a mala, o menino e o dinheirinho contado da passagem.
Desceram na rodoviária e seguiram até a estação de trem, local onde comprariam bilhete para seguir pelos trilhos em direção ao sul. Mal chegaram à imensa e antiga construção, abarrotada de gente que chegava e partia, a mulher deixou o menino sentado num banquinho e foi comprar o bilhete. Mas enquanto abria a bolsa perto do guichê, passou um ladrão em correria e levou tudo.
Gritou, tentou correr atrás do marginal, porém caiu estatelada no chão vitimada por um ataque fulminante. Foi retirada imediatamente dali e conduzida para necropsia sem ao menos se preocuparem se ali por perto havia algum parente. E estava. O seu filho Hugo Cabrito vagava pelo prédio em busca da mãe, perguntando a um e a outro se a haviam avistado, porém sem nenhuma resposta.
Aquela foi a primeira vez que dormiu estirado, cansado, totalmente exausto por cima de um banco. Acordou ainda de madrugada com um velho beliscando o seu pé para que acordasse. O senhor de mais de oitenta anos era um aposentado maquinista de trem que morava num quartinho na parte dos fundos da estação. Sem família, empobrecido, se arranjava como podia por ali mesmo, levando o seu dia a dia com tantas recordações de partidas e chegadas.
Verdade é que sem ter pra onde ir, o menino Hugo recebeu acolhida do velho senhor. E este, tendo-o como neto e bisneto, passou a ensinar muitas coisas que a vida de maquinista lhe ensinara. Ensinou porque muitas vezes o trem apita mais triste, porque a fumaça dos vagões também cheiram a perfume, porque uma mulher passou mais de trinta anos vindo todas as tardes à estação para receber o seu esposo que nunca chegava. Um dia ela embarcou num vagão e sumiu.
Mas um dia o velho se foi. Simplesmente também subiu no último vagão e Hugo Cabrito só o avistou quando acenava ao longe, com um lenço branco. Depois foi como virasse fumaça e sumisse. Após esse dia o menino teve que se virar como pôde para sobreviver. E foi nesse estado de precisão que começou a inventar coisas e mais coisas. Inventou de atrasar o relógio pra ninguém perder a partida, inventou um óculos que só mostrava paisagem bonita da janela do trem, inventou um lenço de adeus que soluçava quando era levado aos olhos.
Contudo, a sua maior invenção, a extraordinária invenção de Hugo Cabrito foi uma coisa muito estranha chamada palavra. E uma palavra tão diferente que chegava para as pessoas e dizia que sabia o que ela pronunciaria se fosse abrir a boca naquele momento. Mas quando a pessoa ia falar ele se antecipava e dizia: “Isso mesmo, eu sabia que você ia falar de amor, de felicidade, de prazer em viver!”.
E todo mundo ficava encantado e colocava uma moeda na sua mão.

Rangel Alves da Costa* 
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

Úmido (Poesia)

Por: Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

Úmido


 
Saudade
e sua umidade
triste olhar
a se molhar
imenso rio
mar já vazio
derramado
por esse amor
tão amado
me deixando
molhado

enxugar
esse chorar
e depois molhar
de lábio
saliva
suor
da fonte
do prazer
e até da sede
sentida
de tanto amar
e beber na boca
e depois molhar
tanto amor
mais amar.


Rangel Alves da Costa
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com