Seguidores

quinta-feira, 23 de junho de 2016

JERÔNIMO VINGT-UN MENANDRO: NOSSA JUSTA HOMENAGEM

Por José Romero Araújo Cardoso

Nascido no dia 23 de novembro de 2006 em Mossoró, Jerônimo Vingt-un Menandro (foto) teve seu nome escolhido desde quando a pedagoga Tânia Maria de Sousa Cardoso constatou em exame médico o formidável fruto que trazia no ventre, fato ocorrido precisamente em dias de abril.

Conheci Jerônimo Vingt-un Rosado Maia e América Fernandes Rosado Maia no ano de 1993, quando os mecenas apresentavam publicações da Coleção Mossoroense em solenidade ocorrida nas dependências do Instituto Histórico e Geográfico na capital paraibana.


Deusdedit Leitão fez a ponte entre a gente, visto que o historiador sertanejo, natural de São José de Piranhas, teve profundos laços de amizade com meu tio-avô paterno de nome Romeu Menandro da Cruz.

Vingt-un Rosado indagou-me sobre a ligação com Lourenço, a quem Raul Fernandes destacou em livro, por título A Marcha de Lampião – Assalto a Mossoró, como Rosado, quando da enumeração dos defensores da trincheira de Saboinha.


“É a mesma referente a Romeu, Dr. Vingt-un. Eles eram irmãos. Também eram irmãos da minha avó paterna, de nome Francisca Martinha da Cruz Cardoso”, respondi-lhe.

Imediatamente Dr. Vingt-un me disse que havia uma relação entre a gente, pois Menandro José da Cruz, pai de todos supramencionados, era meio-irmão de Jerônimo Rosado.


E disse mais, que na seca de 1877-1879, meu bisavô havia auxiliado muito na salvação da família Rosado, sendo utilizado como instrumento de Deus para livrá-la da terribilíssima hecatombe climática, conduzindo-a para a cidade de Cajazeiras dos Rolim, próxima ao oásis fértil do cariri cearense, palmilhando a região com bancas de fazendas, comercializando-as a fim de fomentar a luta pela sobrevivência.

Vingt-un me contou também que Menandro havia sido criado em Pombal por Dona Vicência, esposa do português Jerônimo Ribeiro Rosado, fato que já havia sido destacado pelos mais velhos de minha família.


Eu já tinha ouvido essa história dos meus antepassados, embora sem as riquezas de detalhes daquele grande historiador, o qual na oportunidade tive o prazer de conhecer nas dependências da casa da cultura e da história paraibanas.

O mecenas me confirmou ainda que as homenagens que existiam em nomes dos meus familiares eram em razão da forte ligação que tradicionalmente embasou os dois troncos genealógicos. Tive tios-avós de nomes Jerônimo e Leopoldina em homenagem a dois tios paternos de Vingt-un.


Aproveitando o ensejo, confirmando a sólida relação de amizade e parentesco, Vingt-un frisou reminiscências que apontaram ao primogênito da irmã do farmacêutico Jerônimo Rosado, de nome Herculana Rosado Bandeira, casada com o também paraibano José Bandeira.

O primeiro filho da matriarca da família Rosado, radicada no município de Governador Dix-sept Rosado, a qual também é originária da velha cidade de Pombal, localizada no adusto sertão paraibano, onde estão minhas mais sólidas raízes, chamava-se Menandro Rosado Bandeira.


Foi uma justa homenagem da descendente do português Jerônimo Ribeiro Rosado e da pombalense Vicência da Costa Rosado ao meio-irmão que se empenhou em lutar para que os meio-irmãos sobrevivessem aos rigores da brutal seca que se abateu por três anos durante a década de setenta do século XIX.

Quando do exercício de funções administrativas na exploração do gesso das vossorocas da espadilha e sua imediações, Vingt-un comandou Severino Cruz Cardoso, de quem sou filho.


Entendi mais sobre as minhas idas e vindas a Mossoró, onde sou batizado, e a Governador Dix-sept Rosado, quando de minha infância, antes da trágica perda do meu pai.

Concluída a graduação de licenciatura em geografia no campus central da Universidade Federal da Paraíba, bem como pós-graduações em nível lato sensu, ambas na instituição de ensino superior que traz a marca indelével da luta do paraibano José Américo de Almeida, entrei em contato com Vingt-un, expressando o desejo de me radicar definitivamente na terra de Santa Luzia do Mossoró.


Prontamente atendido, recebi do velho alcaide da cultura potiguar notícia jornalística de concurso a ser realizado no início do ano de 1998, ao qual submeti-me obtendo primeiro lugar.

Fiquei emocionado ao ser recepcionado por Vingt-un e América na residência da avenida Jorge Coelho de Andrade, pois os criadores da Coleção Mossoroense, além de outras obras imortais, não se continham de alegria com a conquista do bisneto de Menandro José da Cruz, sofrido órfão de pai que nunca teve medo de lutar pela sobrevivência e pelo engrandecimento do próximo.


Vingt-un e América me convidaram para assessorá-los no fomento à dinâmica do sonho cultural de Mossoró, o que, sem titubear aceitei incontinenti. Passei a trabalhar diretamente com mitos da cultura brasileira, cujos nomes se eternizam na História da inteligência nacional.

Meu querido amigo vibrou quando concluí o mestrado em desenvolvimento e meio ambiente, orientado pelo amigo Benedito Vasconcelos Mendes, cujo enfoque centrou-se, para orgulho de Vingt-un Rosado, em estudo sobre a importância da caprino-ovinocultura em assentamentos rurais de Mossoró, cujo texto na íntegra compõe o acervo literário da Coleção Mossoroense, assim como o trabalho monográfico de Tânia, por título Cordel, cangaço e contestação: Uma análise dos cordéis “A chegada de Lampião no céu”(Rodolfo Coelho) e “A chegada de Lampião no inferno (José Pacheco)”.

Íntimo de Vingt-un e América e desfrutando da imensa consideração de ambos, confidenciei ao grande amigo que meu segundo filho homenagearia todos os Jerônimos da família, incluindo Jerônimo Menandro da Cruz, filho do patriarca de minha família, bem como ao próprio, cuja memória venero incessantemente. Afirmei a Vingt-un que o bebê teria o nome de Jerônimo Menandro.

Testemunhei o risonho Vingt-un se emocionar com as minhas palavras, e ainda mais quando lhe disse que os padrinhos seriam ele e Dona América. Imediatamente Vingt-un falou-me que àquele seria um prazer indescritível, aceitando apadrinhar Jerônimo Menandro.

Vingt-un cumpriu sua brilhante missão no plano terreno em 21 de dezembro de 2005. Não pôde apadrinhar Jerônimo Menandro, mas em sua homenagem acrescentei Vingt-un quando meu segundo filho nasceu.

Era impossível não demonstrar minha eterna gratidão ao meu amigo, confessor e incentivador, cujas palavras confortantes ressoam presentemente. Benedito Vasconcelos Mendes e Suzana Goretti Leite, aos quais Vingt-un admirava e dedicava, também, imensa amizade, apadrinham Jerônimo Vingt-un Menandro de Sousa Cardoso.

Confesso com franqueza que convidar Dona América, sem Vingt-un, para essa importante missão de apadrinhar o meu Jerônimo, suscitaria emoção traumática indescritível e muito forte, pois admito, sem titubear, não conseguir suportar a ausência física do eterno mestre e conselheiro.

Não tive coragem, Vingt-un é insubstituível, meu maior desejo é que ele tivesse acompanhado o nascimento de Jerônimo Vingt-un Menandro, tivesse feito visita com Dona América quando Tânia descansou, mas nada disso foi possível, o meu mestre se encantou sem poder conhecer nosso esperado segundo filho.

Nada mais justo do que confiar a tarefa a pessoas da mais absoluta estima de Vingt-un, mas, no fundo, meu segundo pai e Dona América serão os padrinhos verdadeiros, representados pelos dois amigos.

Jerônimo Vingt-un Menandro, eis a razão porque ele homenageia dois grandes homens: Jerônimo Vingt-un Rosado Maia e Menandro José da Cruz. Sobrinho e tio, de cuja consideração expresso de forma emocionada, abrindo meu coração para que a essência da pureza que trago comigo flua externando o âmago da minha ternura e do meu imenso apreço por ambos, por suas memórias, vidas e lutas.

José Romero Araújo Cardoso. Professor adjunto do departamento de geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Especialista em geografia e gestão territorial e em organização de arquivos. Mestre em desenvolvimento e meio ambiente. Membro do Instituto Cultural do Oeste Potiguar, da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, da Comissão Mossoroense de Folclore e do grupo Benigno Ignácio Cardoso DArão.


Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço José Romero de Araújo Cardoso

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

CANGACEIRO TROVADOR, GITIRANA...

O cangaceiro Gitirana



CANGACEIRO TROVADOR, GITIRANA...

Mais um do grupo de Corisco e que "ganhou o mundo", mas reapareceu em 1940, ou seria outro?
Fontes:

Jornal O Globo de 07 e 09 de agosto de 1940.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

VIRGULINO INJUSTIÇADO ?

Virgulino e seu bando, por Benjamim Abraão

A tese de um Virgulino injustiçado, vítima, ela tem pouca sustentação ou nenhuma. Até o próprio, disseminava essa ideia, sendo já um Lampião, justificando a sua sanha avassaladora e cruel, e muitos acreditavam. Ou pelo menos diziam acreditar. As confusões de Virgulino com Saturnino nunca foi motivo de abraçar uma vida cangaceira.

Conflitos de vizinhos eram corriqueiros. O cangaço era um atrativo para quem tinha um viés, uma propulsão para o crime ou um interesse "comercial" naquela atividade bandoleira. Virgulino e os irmãos Antônio e Livino sempre foram problemáticos. Claro que tiveram desafetos problemáticos. Porém, nunca foram "empurrados" para o crime. A não ser, pela própria genitora.

Ingrid Rebouças e Jorge Remígio

Vejam bem; de uns trinta anos para cá, é pouco tempo, o estudo do cangaço evoluiu em outra perspectiva, que foi aprofundar-se na crítica e centrar à pesquisa privilegiando mais os documentos do que exclusivamente a oralidade. Claro que a pesquisa oral é importantíssima, uma vez que haja compromisso com o método. 

Em trabalhos sérios, determinados, criteriosos, não se identifica uma única bondade por parte de Lampião em dezoito anos de cangaço. A área que privilegia o mito, a fantasia, o folclore, foi construída desde os anos vinte e absorvida pela população rural nos Sertões nordestinos. O estudo do cangaço hoje é debatido em seminários e tema de mestrados e teses acadêmicas. Claro que se deve saber que Sinhô convidou Lampião para acompanhá-lo até a atual Dianópolis. Ele recusou porque adorava a vida bandida e era a grande oportunidade que caia ao seus pés ou mãos, a chefia de um bando, até então de cangaço de vingança que automaticamente passou a ser um Cangaço Meio de Vida, de Negócio, no dizer de Frederico Pernambucano de Melo. 


Louro Teles, Heldemar Garcia, Jorge Remígio, Narciso Dias e Jair Tavares em visita do Cariri Cangaço ao Sítio Passagem das Pedras

Mesma ideia teve, quando em entrevista em 1926, questionado se não desejava abandonar àquela vida, respondeu que estava muito bem nela e que não cogitava sair de suas atividades. Outro porém. Lampião nunca quis vingar-se dos seus inimigos declarados. José Alves Sobrinho (Zé Saturnino) e o Tenente José Lucena de Albuquerque Maranhão. Apesar de viver falando deles. 

Jorge Remígio
Pesquisador, membro do GPEC
Conselheiro Cariri Cangaço

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2016/06/virgulino-injusticado-porjorge-remigio.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MISSÃO DE PESQUISAS FOLCLÓRICAS MÁRIO DE ANDRADE EM POMBAL/PB

Por José Tavares de Araújo Neto

Os repentistas Lourival Batista (com 23 anos de idade), seu irmão Dimas Batista (17 anos de idade) e Belarmino de França (41 anos de idade), em fotografia datada de 11 de abril 1938, por ocasião da passagem da Missão de Pesquisas Folclóricas Mario de Andrade pela cidade de Pombal.

FONTE: http://www.caldeiraodochico.com.br/missao-de-pesquisas-folcloricas-mario-de-andrade-em-pombalpb/


Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço José Romero de Araújo Cardoso

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

PROFESSOR NORTE-RIO-GRANDENSE RECEBE HOMENAGENS DO PARQUE O REI DO BAIÃO


O professor universitário José Romero Araújo Cardoso receberá homenagens especiais do Parque Cultural O Rei do Baião durante o IX FESMUZA – Festival de Música Gonzagueana, em agosto próximo.

Na verdade, o professor Romero tem sido um grande colaborador do festival, desde sua fundação.

Ele é natural de Mossoró-RN, exerce docência na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte e receberá o Troféu “Luiz Gonzaga – 103 Anos”.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueano José Romero de Araújo Cardoso.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

FOTOS DA SOLENIDADE DE ABERTURA DO PROJETO "INTEGRAÇÃO CULTURAL INTERESTADUAL FORTALEZA-MOSSORÓ", OCORRIDA NO DIA 17-6-2016 (SEXTA-FEIRA)


Fotos da solenidade de abertura do Projeto "Integração Cultural Interestadual Fortaleza-Mossoró", ocorrida no dia 17-6-2016 (sexta-feira) no Memorial da Resistência (Cafezal), na Av. Rio Branco em Mossoró. 


No sábado, pela manhã, os participantes deste evento visitaram o Museu do Sertão da Fazenda Rancho Verde e à tarde, o Prof. Benedito Vasconcelos Mendes proferiu uma palestra sobre religiosidade sertaneja. 


Participaram deste importante evento cultural as escritoras cariocas Dyandreia Portugal, Juçara Valverde e Maria Araújo e muitos intelectuais de vários Estados, especialmente do Ceará, que teve na sua comitiva o escritor e notável orador, Advogado Neuzemar Morais.

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço Benedito Vasconcelos Mendes

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

quarta-feira, 22 de junho de 2016

LOURENÇO MENANDRO DA CRUZ: O "PADROEIRO"

Por José Romero Araújo Cardoso*

Extremamente afável, educado e sem gestos de alarde, Lourenço Cruz era um verdadeiro diplomata, pois conhecia como ninguém pormenores das relações públicas imbuídos em profundo respeito pelos semelhantes, independente de classe social, credo ou raça.

Posso afirmar que entre os meus tios-avós, irmãos de Francisca Martinha da Cruz Cardoso, foi com Lourenço com quem tive maior convivência, tendo em vista que conheci Romeu Menandro da Cruz, residente em São José de Piranhas (PB), em seu leito de morte, pois veio a falecer em junho de 1976. Guardei na memória as bravuras de Romeu, contadas por Corinta Cruz Cardoso. Muito tempo depois, no ano de 1988, Pedro Lins imortalizou as façanhas do valente pombalense ao lançar opúsculo intitulado “Vida e ações de Romeu Menandro da Cruz”. 

José Menandro da Cruz, outro irmão de Lourenço, não conheci pessoalmente, apenas através de fotografias. Raramente visitava os parentes em Pombal. Fixou-se em Jardim de Piranhas (RN), depois que os jagunços do “Coronel” José Pereira Lima destruíram sua farmácia em Brejo do Cruz (PB), quando dos formidáveis raids encetados pela milícia particular do chefe princesense quando da guerra civil que encharcou o solo paraibano.

Quando das freqüentes visitas a Governador Dix-sept Rosado sempre fui alvo da atenção do velho “padroeiro”. Conversava bastante com ele na sala de sua moradia rural no sítio Santana, pois na zona urbana era difícil ele ter tempo para parar e palestrar sobre as coisas interessantes que vivenciou desde que aportou no Estado do Rio Grande do Norte no ano de 1925, vindo de Pombal (PB) a convite do seu tio Jerônimo Rosado.

Tio Lourenço me contava que chegando a Mossoró foi residir no sítio Canto. Conforme Vingt-un Rosado, com quem trabalhei e convivi durante oito anos a fio na inesquecível residência das dezessete tamarineiras, Lourenço despertou de imediato a afeição dele e dos irmãos em razão da forma calma e serena que sempre foi marca registrada do seu comportamento. Vingt-un me contava que Lourenço consertava com a maior paciência os brinquedos que ele e o irmão Vingt desgastavam com freqüência devido à intensidade das brincadeiras lúicas dos dois filhos numerados em francês do farmacêutico Jerônimo Rosado e de sua segunda esposa Isaura Rosado Maia.

Lourenço contava com saudosismo sobre o trabalho árduo a serviço da empresa do ramo ferroviário dirigida por Vicente Sabóia Filho, o conhecido e popular “Saboinha”. Em treze de junho de 1927, quando do ataque de Lampião à capital do oeste potiguar,foi um dos defensores de Mossoró, entrincheirado na Estação do Trem.

Homem da extrema confiança dos Rosados, dos quais fazia parte devido aos laços genealógicos com o português Jerônimo Ribeiro Rosado, de quem era neto, Lourenço Cruz passou a freqüentar com ênfase a vila de São Sebastião. Tornou-se figura proeminente da estrutura administrativa da pedreira de gesso localizada na Espadilha, da qual era tarefeiro.



Em São Sebastião conheceu a jovem Ismênia Costa, filha do Sr. João Jacinto. Casaram-se e tiveram os segukntes filhos: Hugo (In memorian), Hubenê, Hudson (In memorian), Hugnelson, Francisco e Hélio. Hugnete, Hugnelma, Hugneide e Martinete.

O vínculo afetivo-familiar de Lourenço Cruz era mais intenso com Dix-sept Rosado, de quem se tornou braço direito. Impressionava o relato que o saudoso paraibano fazia sobre a confiança que o número 17 de seu Rosado depositava nele, pois em todas as expansões da extração de gesso feitas pelo grupo empresarial, Lourenço sempre esteve a frente dos empreendimentos, coordenando tarefas em Trindade (PE), Paulistano (PI) e região do Crato (CE).

Meu tio Lourenço tornou-se referência no que tange ao respeito desfrutado junto ao povo da antiga São Sebastião, tendo em vista que devido á forma extremamente racional que sempre caracterizou suas ações, era procurado por muito a fim de resolver problemas, dar conselhos e solucionar impasses.

Em razão do prestígio desfrutado na terra que o adotou, foi eleito prefeito do município de Governador Dix-sept Rosado, em chapa composta com o grande amigo José Ferreira de Macedo.

Lourenço nunca esqueceu um minuto sequer do primo e amigo Dix-sept Rosado. Os olhos dele ficavam marejados de lágrimas quando recordava momentos vividos ao lado do empresário e político mossoroense com raízes no Estado da Paraíba.

Certa vez indaguei-lhe sobre quais tinham sido a  maior alegria e a maior tristeza da vida dele. Não titubeou em responder que subir os degraus do palácio Potengi ladeando Dix-sept tinha sido a maior alegria, enquanto que a maior tristeza fora receber a documentação referente à burocracia da liberação do corpo do primo governador quando da chegada dos restos mortais das vítimas potiguares do acidente aviatório do rio do sal ocorrido na capital sergipana em 12 de julho de 1951.  

Lourenço Cruz faleceu na segunda metade da década de noventa do século passado, sendo enterrado no cemitério de Governador Dix-sept Rosado, onde descansa eternamente lembrado como justo e honesto em razão da forma correta como sempre se portou em vida.

*José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor-adjunto da UERN. 


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

NOTA DE ESCLARECIMENTO: PARQUE CULTURAL ANUNCIA REFORMAS EM ALGUNS CONCURSOS GONZAGUEANOS


A Diretoria do Parque Cultural O Rei do Baião, localizado no município de São João do Rio do Peixe-PB, após reuniões extraordinárias e, levando em conta a crise financeira que o Brasil atravessa, resolveu em comum acordo tomar a seguinte decisão: revogar os concursos EXALTAÇÃO AO XAXADO e LOUVOR AO RITMO além da modificação nos valores dos prêmios oferecidos na 1ª CORRIDA DE SÃO SEVERINO, que passam a obedecer a seguinte ordem de valores:

1º Lugar – R$ 500,00 (quinhentos reais)
2º Lugar – R$ 300,00 (trezentos reais)
3º Lugar – R$ 200,00 (duzentos reais)


Como já existem regulamentos já anunciados, este importante aviso esclarece que ficam nulos os regulamentos emitidos anteriormente e da modificação dos prêmios dos respectivos concursos acima citados.

São João do Rio do Peixe-PB, 21 de junho de 2016.
Francisco Alves Cardoso
Presidente do Parque Cultural O Rei do Baião



Enviado pelo professor e pesquisador do cangaço José Romero de Araújo Cardoso

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LAMPIÃO E SABONETE

https://www.youtube.com/watch?v=vPYeeOBnD1E

Publicado em 19 de fev de 2013
Lampejão o Rob wood do sertão e cangaceiro sabonete juntos num episódio de viver de rir.
Categoria
Licença
Licença padrão do YouTube

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

VERA FERREIRA INTERROGADA PELO JORNAL O POVO

Fotos: Infonet e Revista Veja

Interrogada durante entrevista realizada pela jornalista Eleuda de Carvalho do jornal “O Povo”, sobre “João Peitudo” suposto filho de Lampião e Maria Bonita, Vera Ferreira, neta do casal cangaceiro, foi categórica ao afirmar que João Ferreira Batista o “João Peitudo” é (era) na verdade um impostor.

Obs: João Ferreira Batista “João Peitudo” faleceu no dia 26 de junho de 2000.

Vejam a resposta...

O POVO - Você conheceu João Peitudo, que dizia ser filho de Lampião?

VERA FERREIRA - Minha mãe (Expedita Ferreira) é filha única de Lampião e Maria Bonita. Minha vó teve quatro gestações. Ela entrou no cangaço em finais de 30, em 31 ficou grávida, perdeu a criança. Em 32 (1932) minha mãe conseguiu sobreviver, nascendo em pleno sertão, embaixo de um umbuzeiro, graças à intervenção de uma parteira chamada dona Rosinha, que meu avô conseguiu trazer ao local. Os outros dois nasceram e morreram. Aquele rapaz começou numa mentira, a gente depois foi descobrindo. Primeiro, ele disse que as orelhas foram marcadas pelo meu avô. Dadá foi muito clara quando o rebateu no ar, disse que cangaceiro não marcava a família. Depois descobrimos, ele passou uma época com os índios no Maranhão. Lá, ele era conhecido como João Índio. Outra coisa que a gente refutou é que ele disse que nós éramos muito ricos e ele não queria a riqueza da gente. Se fosse realmente filho dos meus avós, ele saberia que a única riqueza que recebemos foi o ensinamento de vida.

Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior 
Grupo: O Cangaço
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=600158270148073&set=gm.1248108415202274&type=3&theater

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CONVITE MISSA DE SÉTIMO DIA PADRE CÍCERO ROMÃO BATISTA


Em o dia 26 do corrente quinta-feira, às 15 horas começará na Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a celebração das solenes exéquias em homenagem a memória veneranda do Rvdmo. Padre Cícero Romão Batista, terminando na sexta-feira com a missa solene.

Fica o povo convidado para essa demonstração de fé e religiosidade e respeito ao querido e nunca esquecido patriarca do Joazeiro.

Durante a solenidade deve o povo portar-se no máximo silêncio para que todos possam ouvir a Santa Missa que será nessa ocasião rezada e cantos fúnebres, sexta-feira, às 07 horas.

A dor que sentimos deve ser demonstrada, paciente e resignadamente, com lágrimas e preces a Deus para que, misericordiosamente, derrame suas bênçãos sobre todos nós.

É este convite dirigido não só ao povo desta cidade, como a todos os amigos e admiradores do pranteado extinto, residentes em quaesquer outras localidades.

JUAZEIRO, 23 DE JULHO DE 1934

Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior
Grupo: O Cangaço
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=600427173454516&set=gm.1248445688501880&type=3&theater

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

JUAZEIRO DO NORTE/CEARÁ... 1929.


Pensando em alavancar seus negócios (Venda de Santinhos, enfeites, pingentes, entre outros objetos), Benjamin Abrahão espalha entre a população que aquele seria o último ano que o então Padre Cícero daria a sua benção aos fiéis.

Resultado: Juazeiro do Norte/CE é invadida por fiéis de toda a parte do Nordeste, deixando as autoridades locais de mãos atadas diante da massa humana que chegava inesperadamente à cidade. As autoridades policiais e políticas locais ao procurarem saber do Padre Cicero o que estava acontecendo, ficaram sabendo que todo aquele tumulto teria sido causado por um boato espalhado por Benjamin Abrahão.

Mesmo diante de todas as reclamações das autoridades e dos fiéis, Padre Cicero resolveu ficar ao lado do seu “fiel” secretário e disse que se ele fez isso, foi porque teve um motivo. Tamanha era a confiança que o Padre Cicero do Juazeiro depositava no seu pupilo.

Na fotografia abaixo: Padre Cicero e Benjamin Abrahão.

Fonte: facebook
Páginas: Geraldo  Júnior)
Grupo: O Cangaço 
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=600553786775188&set=gm.1248696078476841&type=3&theater

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MOMENTOS DA ENTREGA DE ANJO ROQUE, O LABAREDA, O ÚLTIMO CHEFE DE GRUPO A DEPOR AS ARMAS.




MOMENTOS DA ENTREGA DE ANJO ROQUE, O LABAREDA, O ÚLTIMO CHEFE DE GRUPO A DEPOR AS ARMAS.

FONTES: 

Jornal O Globo 08.04.1940

Derrocada do cangaço no nordeste (Felipe de Castro)
Memória do Cangaço (Paulo Gil Soares)

Geziel Gomes
 Ofício das Espingardas

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=652396881584204&set=pcb.650370618460391&type=3&theater

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

segunda-feira, 20 de junho de 2016

SBEC Convoca !


CONVOCAÇÃO

A SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço CONVOCA a todos os seus sócios para a Assembléia Extraordinária a se realizar no próximo dia 20 de Julho de 2016, na Biblioteca Pública de Mossoró, Rio Grande do Norte a partir das 16 horas.

A Assembléia realizará Eleições para renovação de sua diretoria para o próximo biênio.
A SBEC informa que as inscrições estão abertas para possíveis chapas.

Atenciosamente,

Benedito Vasconcelos Mendes
Paulo Gastão

LAMPIÃO E A SANFONA QUE SERIA USADA NA FESTA DE CANSAMENTO DA SUA PRIMA LICOR


Quixabeira onde Lampião ficou após pegar a sanfona pé-de-bode que seria utilizada na festa do casamento de sua prima Licor Ferreira com Enoque Menezes.

Essa seria a última vez que Lampião entraria no povoado de Nazaré (Atual Nazaré do Pico/PE).

Foto e Informações: Voltaseca Volta (Grupo L.C.N)
Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo)

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LAMPIÃO ENCONTRA UM “VALENTE” EM JATOBÁ DE TACARATU/PE.


Ao amanhecer do dia 27 de novembro (1930), os cangaceiros entraram em Jatobá de Tacaratu/PE, que se encontrava guarnecida por apenas dois soldados. Extorquiram dinheiro e roubaram casas comerciais, além de inutilizar os aparelhos de telégrafo.

O cangaceiro Luzi Pedro

Luiz Pedro prendeu o delegado, Silvino Delgado, e o chefe político local, Aureliano Menezes, conhecido como coronel Lero.

No meio da confusão, os cangaceiros toparam com um sujeito arrogante numa bodega dizendo que não tinha medo de Lampião e se quisessem podia mandar chamá-lo. Foram dizer a Lampião. O chefe partiu pra lá como uma flecha, ia ensinar aquele loroteiro a respeitá-lo. Os cangaceiros foram atrás para ver o espetáculo. Quando Lampião entrou na bodega, tomou um susto:

- Você pur aqui, Eliseu? Eu nunca isperava incontrá tu por estas bandas, home!

Os dois abraçaram-se efusivamente. Os cangaceiros ficaram de queixo caído. Aquele era Eliseu Norberto, de Pedra (Alagoas), vendedor de redes, noivo de Anália Ferreira, irmã de Virgulino.

Anália Ferreira irmã de Virgulino

Ás 4 horas da tarde, os cangaceiros saíram de Jatobá em direção à Alagoas, levando preso o coronel Lero. Quando Lero disse que era amigo do coronel Ângelo da Jia, Lampião mandou soltá-lo.

Fonte: Livro Lampião – A raposa das caatingas de José Bezerra Lima Irmão.

Grupo: O cangaço

Geraldo Júnior
Link: https://www.facebook.com/groups/ocangaco/?fref=ts

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

PALAVRA TEM PODER


A importância da palavra no cangaço integrava a imagem que os bandos queriam transmitir de si mesmos. Novos membros do bando ganhavam um "vulgo" (apelido) a que deviam honrar. Em caso de morte, quem o substituía herdava o vulgo, para perpetuar e imortalizar a reputação do cangaceiro. Os cangaceiros foram donos de uma riqueza vocabular própria, mais rica que os manjados termos a eles associados como "volante" (equipe móvel de perseguição policial) e "macaco" (soldado). Muitos termos usados pelos bandos não eram conhecidos do sertanejo comum e formavam um jargão militar próprio. Com o fim do movimento, parte dos termos passou a ser usado de maneira corrente no sertão. Nem sempre de forma duradoura. Algumas palavras terminaram esquecidas, como "gargulina" (enjoo), "desaprecatado" (desprevenido), "jabiraca" (lenço de pescoço). A estética do cangaço tornou o cangaço um mito primordial brasileiro. De acordo com Pernambucano de Melo os cangaceiros não eram criminosos comuns, que arriscavam se misturar ao ambiente para não serem notados. Não se camuflavam, nem se escondiam: faziam do estardalhaço visual, e verbal, seu cartão de visita. Fernandes e Araújo.

Fonte: facebook
Página: Analucia Gomes
Grupo: O Cangaço
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10208679008446335&set=gm.1246726488673800&type=3&theater

http://blogdomendesemendes.blogspot.com