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domingo, 29 de janeiro de 2017

POR QUE ENTREI PARA O CANGAÇO!


Muitos foram os motivos daqueles, e daquelas, sertanejos (as), nordestinos (as), que fizeram parte do cangaço. Causas? Seria necessário um livro exclusivamente só para tentar mostrar a causa, razão, de cada uma das personagens. 

Falaremos de uma das personagens que teve um motivo sublime, especial a nosso ver, que foi a paixão, o amor por um dos que lá, nas trilhas sangrentas, há muito vivia.

No município, hoje, de Paulo Afonso, BA, havia umas terras que receberam o nome de Arrasta-pé. Nessas, um casal seguia o que o Livro Sagrado determina, “crescei e multiplicai-vos”. Trata-se do casal Pedro Gomes de Sá e de dona Santina Gomes de Sá.

Os pais da cangaceira Durvinha - Durvalina Gomes de Sá

O velho Pedro Gomes escolhe um local especial para construir sua morada. Ela ficava em um ponto de onde se podia observar todo o vale. Estrategicamente fora, acreditamos ali erguida o seu lar, para que nas tardes em que estivesse em casa, poder, junto à sua amada, vislumbrarem o magnífico panorama que o bioma da caatinga contém. 

 
Alguns os chamam de "tanques", outros de "pias", e outros ainda de "caldeirões".

Além de em seu derredor existirem vários ‘tanques’ naturais na pedra bruta onde se acumulava o líquido mais precioso do Sertão na estação chuvosa, para ser usado na época da estiagem.

Escombros da casa dos pais de Durvinha - queimada pela volante do tenente Douradinho

Dentre seus filhos, aos 15 dias do mês de dezembro do ano de 1915, nasce à bela Durvalina Gomes de Sá. 

Como toda criança sertaneja, sua infância foi curta. Não havia naqueles lugares muito para fazer a não ser começar cedo no ‘batente’. Os filhos, logo seguiam o pai para a lida dos roçados, cuidar de animais e etc... Já as meninas, desde muito pequeninas, seguiam a mãe nas lidas domésticas. Os pais tinham obrigação de ensinarem aos filhos o uso da foice, do machado, da enxada e de como lidar com reses, animais e criações, além de como se portar quando estivessem prontos para seguirem suas vidas independentes. Já as mães, obrigatoriamente, tinham a responsabilidade de ensinar as filhas os afazeres da casa, preparando-as para ser uma espécie de servientes aos maridos, quando a hora chegasse, e, se por ventura, a ‘coisa’ desanda-se, a mãe era responsabilizada pelo resta da vida.

Assim, mais ou menos, era a criação de uma família de tempos não tão longínquos idos, nas quebradas dos sertões nordestino. 

A vida naquela fazenda não era tão monótona como também, alguns, devam estar imaginando. Pelo contrário. O pai de Durvalina sempre fazia tremendas festas em sua casa, tanto que o nome de onde moravam lembra uma dança sempre dançada nos forrós sertanejos “Arrasta-pé”.

A cangaceira Durvinha - Durvalina Gomes de Sá — com luiz pedro da ingazeira.

Normalmente, a adolescente ao completar 15 anos de idade, seus pais fazem uma festa comemorativa que ficará para sempre em suas lembranças. Para Durvalina, o ‘presente’ não veio dos pais, mas de um acaso da vida. Ela, já bastante participativa das festas que o pai promovia, conhecia todos os garotos da sua idade naquela ribeira, até mesmo ensaia um namorico com um deles. Porém, parece nenhum ter-lhe tocado o coração.

A fazenda Arrasta-pé, dos pais de Durvalina, tornou-se uma passagem obrigatória do bando de cangaceiros chefiados por Lampião, pela sua aproximação, quase limítrofe, do Raso da Catarina. A cabroeira ia e vinha sempre parando para resolverem alguma coisa entre Lampião e o velho Pedro Gomes, até o mesmo tornasse um coiteiro do chefe cangaceiro.

Pois bem, dentre os vários cangaceiros que faziam parte da caterva de Lampião, teve um que chamou, em demasia, a atenção da jovem menina. Era um cabra vistoso, alto, forte e sempre andava nos conformes. Passando a prestar mais atenção, nota como ele é elegante e a trata como nunca outro a tratou, isso na prática e nos sonhos "imagináveis" sonhados por todo adolescente. Pronto, cupido fez mais uma das suas, e o seu primeiro amor ‘destaboca’ com uma paixão até mesmo insana, como são as paixões, com a força e o calor de um vulcão em erupção.

O cangaceiro Moderno - Virgínio Fortunato da Silva

O cangaceiro Moderno Virgínio Fortunato da Silva antes de torna-se um cangaceiro, fora casado com uma filha de José Ferreira chamada Angélica Ferreira, sendo a irmã mais velha de Lampião. Quando da ida da família Ferreira para a terra de Padim Ciço, Juazeiro do Norte, CE, já tendo os pais de Lampião falecido em terras alagoanas, Angélica engravida. Historiadores pouco relatam sobre essa gravidez, assim como, nada ou quase nada, citam sobre a sua prematura morte. Pelo pouco que lemos, tem-se a impressão que a causa mortis fora de problemas no puerpério, fase muito crítica no pós-parto, principalmente se ocorreram problemas na gestação, coisa que também não fora ‘explorado’ pelos pesquisadores.

IDENTIDADES: 1- Zé Paulo, primo; 2 -Venâncio Ferreira (tio); 3 - Sebastião Paulo, primo; 4 - Ezequiel, irmão; 5 João Ferreira, irmão; 6 -Pedro Queiroz, cunhado (casado com Maria Mocinha, que está à sua frente, sentada); 7- Francisco Paulo, primo; 8- Virgínio Fortunato da Silva, cunhado (casado com Angélica) 9 - ZÉ DANDÃO, agregado da família. SENTADOS, da esquerda para direita: 10 - Antônio, irmão; 11-Anália, irmã; 12 - Joaninha, cunhada (casada com João Ferreira); 13 -Maria Mocinha, ou Maria Queiroz, irmã; 14-Angélica, irmã e 15 - Lampião. Dos nove irmãos da família Ferreira, dois estão ausentes nesta foto: LEVINO, que morrera no ano anterior, 1925, no sítio Tenório, Flores do Pajeú/PE, em combate contra as volantes paraibanas dos sargentos Zé Guedes e Cícero Oliveira. E VIRTUOSA, que, sinceramente, não sei dizer se simplesmente não quis aparecer na foto, ou já era falecida.

Virgínio contam os historiadores, nascera em 1903, em terras do Estado do Rio Grande do Norte. Muitos deles, escritores, não citam o lugar exato em que nascera, por isso, não citaremos também. Fortunato fica viúvo em 1926. Quando do mandato de prisão, através de Carta Precatória das autoridades pernambucanas, para todos da família Ferreira que em Juazeiro estava, o sargento que fez a escolta dos membros da mesma, revela aos mesmos que havia um plano, e, portanto, uma ‘ordem’ para que todos fossem assassinados. Tendo aberto o jogo, em vez de procurar matá-los, o sargento prontifica-se em dar-lhes proteção até os limites em que poderia atuar. Não gostando desse rumo dos acontecimentos, Virgínio, junto com o irmão mais novo de Virgolino, Ezequiel Ferreira, resolvem não irem presos para Vila Bela, PE, e caem nos matos catingueiros até chegarem onde se encontrava o “Rei dos Cangaceiros”, e entram para o cangaço, ficando conhecidos, a partir desse momento, Virgínio como “Moderno” e Ezequiel como “Ponto Fino”.

Em 1930, já com quatro longos anos como cangaceiro, Moderno já havia ganho a confiança do ex-cunhado e termina por ter seu pequeno bando. Disponibilizado, principalmente, quando se fazia necessário ir buscar alguma coisa de valor como dinheiro extorquido ou mesmo munição e armas compradas a pessoas que nem todos deveriam saber que eram. O coração do cangaceiro depois que perde a esposa, está mais duro que antes. No entanto, ao começarem as passagens por uma casa nos limites do Raso da Catarina, quatro anos depois de enviuvar, uma pequenina jovem, faz com que ele bata mais forte. Ele contando, na época com 27 anos de idade.

O casal cangaceiro Moderno e Durvinha - Virgínio Fortunato da Silva e Durvalina Gomes de Sá

A coisa tornasse até um tanto infantil, como é infantil e imprevisto o amor, quando puro, torna-se fazer parte do respirar, comer, viver... e o gostoso é amar. Entre os dois, o cangaceiro e a menina da fazenda Arrasta-pé, o amor mostra-se completo, insensato, indomável, até mesmo irracional. Sempre havia uma desculpa qualquer para se chegarem e prosearem um pouco. A cada encontro a coisa fica mais amarrada. O cangaceiro, com as ‘teias de aranha’ do seu velho coração limpas e a jovem a imaginar aventuras infinitas nos braços dele, fosse onde fosse. Não restando outra saída, os dois marcam o dia e a hora de fugirem. Data e hora são chegada, os dois se metem nas matas da caatinga. As folhas das árvores serviram de colchão, as árvores como parede e a claridade do luar, ou mesmo o brilho das estrelas, foram testemunhas de várias noites de amor pleno entre os dois apaixonados...

Assim, muitos daqueles que sobreviveram ao fim do Fenômeno, sempre tem uma história para contar sobre sua adesão as fileiras sangrentas do mesmo, seja ela por vingança, perseguições, maus-tratos, etc... Já para a jovem Durvalina Gomes de Sá, conhecida nas hastes da história do Fenômeno Social Cangaço como a cangaceira Durvinha, entrar para o cangaço foi tão somente por opção, por querer. Por estar sentindo amor, um amor que levou consigo por toda sua existência por um cabra de Lampião chamado Moderno... Nas quebradas do Sertão baiano.

Fonte “Moreno e Durvinha – Sangue, amor e fuga no cangaço” – LIMA, João de Sousa (João De Sousa Lima). 1ª Edição. 2007.
Foto Neli Conceição (filha de Durvalina e Moreno)
Ob. Ct.
Benjamin Abrahão

PS// FOTOGRAFIAS COLORIZADAS, DIGITALMENTE, POR NOSSO AMIGO, PROFESSOR Rubens Antonio

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E VOCÊ, LEITOR, ACHA QUE ALÉM DO EZEQUIEL FERREIRA DA SILVA MARIA BONITA CONHECEU JOÃO FERREIRA, VIRTUOSA, ANÁLIA E MARIA FERREIRA IRMÃOS DE LAMPIÃO QUE AINDA ESTAVAM VIVOS?

Por José Mendes Pereira

Eu acho que dos irmãos de Lampião Maria Bonita conheceu o Ezequiel Ferreira da Silva e o João Ferreira da Silva (dos Santos).

Este último havia morado no município de Propiá no Estado de Sergipe, e me parece que foi nesse mesmo período que Lampião foi assassinado.

Eu me baseio João Ferreira ter morado em Propiá no que diz o pesquisador do cangaço Guilherme Machado em seu blog: http://portaldocangaco.blogspot.com.br/…/rarissima-fotograf…

(...) "Seu João Ferreira recebeu a notícia da morte do seu irmão Virgolino dias após o triste passamento. A princípio não acreditou nos boatos que corria. O mesmo aguardava Virgolino para uma reunião de família assim que o mesmo voltasse de alagoas. Quantas vezes corriam o boato da morte do rei do cangaço. ”Lampião foi morto em tal e qual lugar” tinha gente que jurava que viu o cangaceiro morto. Tempos depois, aparecia Lampião brigando, espancando ou fugindo. Uma tarde de sol em Propiá, atracou no porto uma barca e saltaram em terra dois oficiais um major e o capitão João Bezerra. (Subira de posto pela façanha de Angico) procuravam a casa do irmão de Lampião. Queria ter uma conversa com o irmão do assassinado cangaceiro. O capitão Bezerra foi logo ao assunto. Disse que não admitia que o pobre lavrador não falasse em vingança senão! E qualquer alusão nesse sentido, o irmão teria o mesmo fim de Lampião".

Mas lembrando ao leitor que eu não tenho certeza se realmente foi no mesmo período que Lampião rondava pelo Estado de Sergipe, e não tem nenhum valor para a literatura lampiônica.

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ASCRIM/PRESIDÊNCIA -RECESSO ASSOCIATIVO ASCRIM/2017-OF. Nº 009/2017,


 MOSSORÓ(RN) 24 DE JANEIRO DE 2017      

RECESSO  ASSOCIATIVO ASCRIM/2017
INÍCIO: 28/01/2017 TÉRMINO: 28/02/2017

PREZADO(A)S ESCRITOR(AS)ES MOSSOROENSE(S)

1. NA QUALIDADE DE PRESIDENTE EXECUTIVO DA ASCRIM, ALBERGADO NOS PODERES QUE ME CONFEREM O ESTATUTO, DECRETO O RECESSO ASSOCIATIVO DA ASCRIM NO PERÍODO DE 28.01.2017 A 28.02.2017, CONCERNENTE AS FÉRIAS DA ASSOCIAÇÃO.

2. NO PERÍODO DO RECESSO SUPRAMENCIONADO, TODAS ATIVIDADES DA ASCRIM ESTARÃO SUSPENSAS, EXCETO PROGRAMAÇÕES ESPECÍFICAS, JÁ COMUNICADAS OFICIAL E TEMPESTIVAMENTE ANTES DE INICIAR ESSAS FÉRIAS, VIA EMAIL, A TODOS ASSOCIADOS REGULARES INSCRITOS E AOS INTERESSADOS/ENVOLVIDOS.

3. EM CARÁTER EXCEPCIONALÍSSIMO, PARA DESPACHAR COMPROMISSOS EXTERNOS E ADMINISTRAR OBRIGAÇÕES INTERNAS ESPECÍFICAS DA PRESIDÊNCIA, EM ANDAMENTO, APENAS O PRESIDENTE DA ASCRIM MANTERÁ EXPEDIENTE COM PLANTÃO LÍTERO-CULTURAL, PARA CUMPRIR ESSE MISTER.

3.1. EVIDENTEMENTE, CASO ALGUM ASSOCIADO DELIBERADA E ESPONTANEAMENTE QUEIRA PARTICIPAR DESSE PLANTÃO, JUNTO AO PRESIDENTE, ESTARÃO AUTORIZADOS. 

4. DE OUTRO MODO, OS INTEGRANTES DO CORPO SOCIAL DA ASCRIM, ENQUANTO ASSOCIADOS REGULARES INSCRITOS, PODERÃO PARTICIPAR, USANDO O VESTIÁRIO E ACESSÓRIOS OFICIAIS DA ASCRIM, APENAS DE ATIVIDADES LÍTEROS-CULTURAIS EM QUE A PRESIDENCIA TENHA CONFIRMADO SUAS PRESENÇAS, ANTES DO INÍCIO DO RECESSO ASSOCIATIVO ASCRIM/2017, .

5. OUTROSSIM, OS PRAZOS DA ASCRIM ESTARÃO SUSPENSOS NO PERÍODO DO RECESSO SUPRAMENCIONADO, DEVENDO REINICIAR A CONTAGEM NO 1º DIA ÚTIL SUBSEQUENTE AO TÉRMINO DESSE PERÍODO RECESSIVO
.
6. SITUAÇÕES DE CARÁTER EXCEPCIONAIS, RELEVANTES E INADIÁVEIS, PODERÃO SER DEMANDADAS, A CRITÉRIO DO PRESIDENTE EXECUTIVO, ADMITIDA CONSULTA PRÉVIA A DIRETORIA EXECUTIVA, EM REGIME DE URGÊNCIA, CASO NECESSÁRIO.

SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS

BOAS FÉRIAS !

FELIZ RETORNO !

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
PRESIDENTE DA ASCRIM

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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sábado, 28 de janeiro de 2017

TIBAU DE TODOS OS TEMPOS

Autora Lúcia Rocha 

Vendas com entrega via Correios para todo o país. Pedidos através do e-mail: emuribeka@uol.com.br - ao preço de R$ 50,00 - cinquenta reais.
           Contato para mais informações: 84 - 99668.4906

Lúcia Rocha
luciaro@uol.com.br

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ANTÔNIO CORRÊA SOBRINHO E O LIVRO “O FIM DE VIRGULINO LAMPIÃO – O QUE DISSERAM OS JORNAIS SERGIPANOS” DE SUA AUTORIA.


O livro traz inúmeras matérias de jornais sobre a morte de Lampião que foram manchetes nos principais jornais sergipanos. Um livro/documento que não pode faltar na coleção dos estudiosos e apreciadores da história do cangaço.

Quem desejar adquirir o trabalho do escritor e pesquisador Antônio Corrêa Sobrinho, basta entrar em contato diretamente com o autor através do e-mail tonisobrinho@uol.com.br

O Livro custa apenas R$ 30,00 (Trinta Reais) com frete incluso.

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A RAINHA DE PERNAS ABERTAS

*Rangel Alves da Costa

Era uma vez... Era uma vez num reino distante, mas muito distante mesmo, onde uma rainha, ao invés de exercer seus ofícios reais ao lado do velho soberano, preferia fazer coisas mais apimentadas. Era a rainha da luxúria, da devassidão, da libertinagem. Mais tarde, como bem escreveu um insuspeito historiador, seu nome ficaria conhecido como a rainha de pernas abertas.

Rainha, pelo amor que sente ao reino, feche essas pernas, rainha! Alertava o conselheiro da corte. Mas não tinha jeito, pois quando o velho rei cochilava, lá ia a rainha abrir as pernas. Rainha, por tudo mais precioso na vida, feche essas pernas, rainha! Implorava a dama da corte. Porém não tinha jeito. Bastava uma breve distração do rei ancião e a rainha corria soltar os panos e abrir as pernas.

O curandeiro da corte já havia quase endoidado em busca de um remédio para a safadeza da rainha. Já havia testado mais de mil ervas, mais de uma centena de poções diferentes, quase uma carrada de mezinhas e outras preparações. O que se via, contudo, era o fogo da rainha aumentar. O mago da corte já havia desistido. Todos os seus intentos foram de água abaixo ante os prenúncios mostrados nos espelhos. Ou estes se partiam envergonhados ou mostravam uma depravada no cio mais irrequieto.

Rainha, pelo brasão e o escudo da corte, pelo amor da honra real, feche essas pernas rainha. Não fica bem uma senhora impoluta e de sangue azul, de coroa e potestade, viver por aí levantando os panos reais para ficar de pernas abertas diante de qualquer um. Feche as pernas, sua mais que safada alteza! Disse o cozinheiro da corte, num instante em que a rainha devassa exigia uma gemada de mil ovos para recompor suas forças. Até o bobo da corte, de soslaio, soltou a sua: Santa Messalina perto dessa aí. Puta perde, pois isso é mesmo uma cadela dando pra gato e rato.


Todo mundo sabia dessa história, porém ninguém a espalhava livremente por medo de a notícia chegar aos ouvidos do velho rei. Homem justo, bondoso, reinando com respeito aos servos e serviçais, não merecia conhecer o que a sua jovem rainha andava fazendo e fazendo demais. A mulher era tão sedenta de sexo que certa feita agendou de antemão a visita de todo jovem do reino que tivesse entre dezoito e vinte anos.

Guerreiros, soldados, campesinos, pobres aldeões, mancebos e envelhecidos, ninguém escapava do seu flerte. Ordenava que um ou outro fosse trazido às escondidas, pelos fundos do castelo, ou simplesmente se vestia de aldeã para ser usada e abusada por cima do capim, nas estrebarias ou em qualquer lugar. Subia no alto da torre e lá mandava tocar os clarins enquanto abaixava a roupa para ficar de pernas abertas. Toda vez que os clarins tocavam, então o povo já sabia da safadeza da rainha.

Rainha, pela dignidade do seu velho esposo, feche essas pernas. Tal fome de sexo já passou dos limites. Que safadeza é essa de não respeitar sequer os aposentos de um castelo cheio de honra e glória. E do jeito que vai, não vai demorar muito e o seu senhor e rei tomará ciência dos chifres que vem levando a cada dia e da sua quenganhice sem fim. É o conselho que dou. Feche as pernas, rainha. Foi o que afirmou o sacerdote estupefato com os boatos espalhados por todo lugar.

Um dia, a safadeza da rainha chegou aos ouvidos do velho rei. Imediatamente este se dirigiu aos aposentos de sua senhora real e lá, abrindo as portas de surpresa, encontrou a soberana puta de pernas abertas. Diante da cena, teve um piripaqui e morreu. Depois disso o reino ficou sem rei nem rainha. Ela abdicou do trono e resolveu abrir as portas do castelo para outros fins. E ali surgiu um famoso cabaré.

Contudo, como toda a burguesia da antiga corte não saía do cabaré, era nos seus aposentos que todos os destinos eram resolvidos, entre bebidas, grunhidos e pernas abertas.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com 

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DISSE O CORONEL DELMIRO GOUVEIA:


“Si elles tivessem no sangue, nos nervos, nas faces, vergonha, e no organismo alguma coisa de energia e sentimento, deviam orgulhar-se de haver um homem do povo, pobre porém trabalhador, capaz de mostrar-lhes com exemplos que quem lucta pela vida com honradez, actividade e perseverança, póde conseguir uma posição na sociedade e, em vez de andarem pelas ruas, cafés, trens e esquinas empregando-se na maledicência, podiam dedicar-se ao trabalho proveitoso, que nobilita o homem e dá-lhe sempre o direito de confundir seus inimigos gratuitos”.

http://www.alagoanidades.com.br/?p=729

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“PAJEÚ EM CHAMAS: O CANGAÇO E OS PEREIRAS”


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Tudo é muito rápido, e ele entregará em qualquer parte do Brasil.

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DE CIDADÃO A LADRÃO?


O ex-cangaceiro Moreno conta que quando jovem foi preso pela policia da cidade, que lhe bateu até que ele confessasse um roubo de um carneiro. A cada pancada os policiais gritavam:

— Você é ladrão!

E ele respondia:

— Eu sou um cidadão!

E após uma surra de “adormecer o couro”, ele decidiu que, em suas palavras: “agora era viver ou morrer, eu vou é procurar Lampião e vou virar cangaceiro”.

E virou.

*Francimary Oliveira
(Administradora do Grupo)
**Fonte: Documentário "Os últimos Cangaceiros"

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O CACHORRO DE LAMPIÃO

Esta imagem é apenas ilustração e não é o cão de Lampião

Por volta do ano de 1926, Lampião tinha um cachorro vermelho, que atendia pelo nome de Solon, nome de um Oficial da Polícia de Pernambuco (Tenente Solon de Oliveira Jardim). 


Quando Lampião atacou a Vila de São Francisco, houve um grande tiroteio e, o cachorro foi pego pelo soldado Antônio Pequeno, depois, Aureliano de Souza Nogueira (Lero) o levou para Nazaré, fazendo presente do mesmo ao Tenente José Lucena em Alagoas.

Do livro: Lampião - Memória de Soldado de Volante
De: João Gomes de Lira

Fonte: facebook
Página: José João Souza

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O QUE É SER UM GRANDE BRASILEIRO?

Por Alfredo Bonessi

Temos exemplos históricos de grandes brasileiros, independentes de suas origens, se vieram de berços ricos ou não.

Aqui no Brasil diferente, basta apresentar um jornal ou um programa de televisão que o indivíduo já se julga acima dos demais, não se importando com seus dotes físicos, se são feios ou bonitos. A rigor poucas pessoas agradam outras pessoas com relação aos predicados corporais. No que diz respeito ao cinema e a televisão posso afirmar que o sucesso não vem dos dotes corporais, mas sim da expressão do olhar. Fique em frente a um espelho e imagine  um quadrado em torno dos olhos isso aí é o sucesso das telas do cinema. Não importa os demais predicados como corpo escultural, cabelos longos ou curtos, seios fartos ou não, estatura elevada ou não. Temos os baixinhos que mais agradaram ao mundo: Charles Chaplim, Mikey Rooney, Elly Wallace, Franco Nero, Dustim Hoffman, Allan Ladd, e as atrizes: Judi Garland, Shelley Winters, Elizabeth Taylor, Edy Lammar, Anne Baxter;  e aqui, para nós no país do Zé Carioca,  a linda do calendário e amante de Getulio Vargas, Virginia Lane considerada a mulher mais linda do Brasil de todos os tempos. Todas de baixa estatura, e ainda os prodígios de baixas estaturas: Doris Day, Shirley Temple.   Depois vem as cumpridas, de até 1,70 de altura: Joan Crawford, Greta Garbor, Ava Gardner, Gingi Rogers, Jaime Mansifield, Marilyn Moroe e outras estrelas. Se você for  pequeno, não se preocupe, as câmeras darão um jeitinho e tornarão você grande. Mas a fama ? bem isso era algo sobrenatural, inexplicável. Mas aqui no Brasil basta apresentar um jornal que você será famoso e considerado um grande brasileiro.

Já estive várias vezes a frente das câmeras de TV apresentando e mostrando ao público  o tema cangaço sem cortes e ao vivo. Confesso que no início da apresentação não é fácil, mas depois você vai se soltando, buscando no fundo do baú da memória os arquivos ali depositados, e a única preocupação é se fazer entender pelos telespectadores. Não se pode errar e até os gestos precisam ser cuidadosos. Na sala de apresentação o calor é insuportável são muitas lâmpadas encarregadas de retirar do ambiente todas as sombras possíveis. Antes você passa por uma seção de maquiagem onde  a manicure retira todo o brilho gorduroso do rosto o apresentador fica opaco.

O apresentador fica em pé e os demais entrevistados ficam sentados e atento as perguntas que virão nada é combinado antes. A frente do apresentador e atrás das câmeras fica uma equipe de várias pessoas, com seus monitores ligados: essas pessoas enviam o texto para um monitor do tamanho de um monitor de PC algo em torno de 20 polegadas. As letras são enormes, mais de 15 centímetros, em cores. O papel do apresentador é ler e apresentar sem que se perceba que ele está lendo é esse o segredo. Lógico, antes de tudo ser transmitido para o público alvo, há uma censura em que se possa cortar aquilo que foi dito isso evita que o tema seja desvirtuado e levado para o lado da banalidade.

Pergunto: isso exige talento ? fama ? isso tornará o apresentador famoso a ponto de ser considerado um grande brasileiro ?

Claro que não !

- é mais encantador vermos um amanhecer, um casal de passarinhos fabricando o seu ninho, as formigas trabalhando, as abelhas polinizando as flores, os peixes na piracema, as aranhas tecendo as suas teias do que nos encantarmos com um apresentador de jornal pela TV.

E o que dizer das novelas ? o tema, o enredo, é de baixíssima qualidade. O esforço e o trabalho de atores e atrizes é sobrecomum para atender as exigências falhas do diretor. Desde 1974 que vejo essas novelas pela TV e o enredo é sempre o mesmo: um personagem mau caráter; uma vítima; um personagem pobre que é rica e ainda não descobriu; uma cerimônia de casamentos em que se juntam os maus elementos com os bons elementos da novela aí, nessa hora, quem nunca sorriu durante os meses de exibição da novela, agora sorri alegremente  porque a novela terminou e ele já vai partir para outra. Mas um fato em comum em todas as novelas é abrir e fechar portas. Quando você vê e até se assusta, a vilã já está dentro do apartamento, da casa, sem passar por porteiros, elevadores, e discute com a vítima, a mocinha, que assustada, se deixa cair no sofá todos os personagens possuem as chaves das portas das residências dos demais personagens. Outra desgraça para a cultura do povo, principalmente para o povo nordestino, que eu considero até uma ofensa,  é um linguajar que inventaram, bem matuto, cujas origens não se prende a nenhum estado do Brasil; é uma linguagem  sussurrada, acaboclada, sertaneja misturada, dando a impressão que os coronéis de antigamente falavam dessa maneira; e a mulherada, com voz melodiosa, comportamento de quenga, se refestelando para todo o homem que encontra quando na verdade, a mulher sertaneja é uma das mulheres mais sérias que existe e chifre em pleno sertão é raro.

A pergunta é: basta ser ator, atriz de novela para ser um grande brasileiro ?

-claro que não.

Um grande ator americano disse recentemente: eu não sabia fazer nada não prestava para nada, daí resolvi ser ator.

Nesse contexto incluo os cantores, que dotados de uma voz natural, diferenciada, se dedicam ao canto e a música e são considerados reis e rainhas do nosso folclore. Não vejo mérito nenhum em ser um grande cantor possuindo uma bela voz para mim é obrigação em cantar bem, nada mais que isso.

Creio que consegui mostrar a inversão de valores em pauta em nosso Brasil, em que pessoas do nosso cotidiano são consideradas grandes brasileiros.

Quem foram os grande brasileiros ?

- Estácio  de Sá que morreu defendendo o Brasil contra os franceses que invadiram o Rio de Janeiro;

- Dom João VI
- Dom Pedro I
- Dom Pedro II
- Padre Manuel da Nóbrega que fundou a cidade de São Paulo;
- Os heróis da independência a família Alencar do Ceará.  
- Manuel Luis Osório e todos os que lutaram na Guerra contra o Paraguai, principalmente a família Fonseca de Alagoas;
-  O Barão de Mauá
- Barão do Rio Branco
- Marechal Rondon
- Santos Dumont
- Osvaldo Cruz
- Carlos Gomes
- Dr Sabin
- Getúlio Vargas
- Os militares que lutaram na Segunda Guerra Mundial
- Juscelino Kubitschek
- Os Ministros do TCU e os Auditores da Receita Federal.
- Todos os Policiais Federais
- Todos os militares das Forças Armadas
- Alguns Policiais Militares Estaduais
- o Ministério Público federal
- os Procuradores da Republica

A história para por aí. Porque doravante não podemos incluir atletas, músicos particulares, corredores de corridas, bandas de músicas, cantores sertanejos, atores e atrizes como grandes brasileiros e muito menos incluir nessa relação algum político, uma vez que a esses são atribuídos todas as desgraças porque passam os brasileiros, desde o descobrimento até os dias de hoje.

Falsos patriarcas
- José Bonifacio
- Benjamin Constant
- Maj Solon

Falsos mitos
- Ulisses Guimaraes
- Janio Quadros
- Olga Benaro (espiã soviética)
- Franco Montoro
- Miguel Arraes
- Mario Covas
- Requião
- Suplicy

Traidores do Brasil
- Calabar
- Luiz Carlos Prestes
- FHC
- Lula e sua trupe

Incluo no rol dos heróis nacionais todos os escritores brasileiros até 1970 não ouso avançar daí.

No mais, se você estudou direito, fez concurso e saiu Juiz, e depois foi escolhido para o STF, ganhando muito bem, não vejo mérito nenhum nesse feito. Gostaria que houvesse prova escrita e oral com esses cidadãos para que o melhor, de fato, fosse escolhido para o cargo. Um ministro que cumpre com suas obrigações e seus deveres para o qual é muito bem remunerado, não faz mais que sua obrigação pessoas desse porte estão bem longe de serem grandes brasileiros e incluídos no panteão dos nossos verdadeiros heróis que colocaram a sua vida em jogo no cumprimento do dever e muitos ficaram semi-sepulto nos campos de batalha para o engrandecimento do Brasil.

Incluo também como heróis e heroínas, todos os brasileiros e brasileiras,  ao longo da história do seu tempo, que abandonados pelos governos não deixaram de crer na vida, de engrandecê-la pela decência e de construí-la pelo trabalho, sob condições precárias e insalubres formaram seus filhos e os conduziram  no caminho da virtude e do trabalho honesto a eles e elas as nossas justas homenagens.

No mais, vamos ajudar os brasileiros a serem grandes brasileiros, a começar ofertando boas escolas, bons professores, água tratada, saneamento, iluminação pública, transportes, alimento fácil e de boa qualidade para todos  - porque isso tudo é obrigação de quem se candidata a cargos públicos de promover o bem comum,  e parem de engrandecer quem não merece. Não confunda cargo função  - obrigação, com virtude e devotamento a Pátria. Se você quiser conhecer esses temas procure as Forças Armadas Brasileiras e visite também a Policia Federal do Brasil que só nos orgulha e que realmente cumprem com as suas obrigações exemplarmente.

No mais, são gente de terno e gravata que entopem os ministérios por toda a parte, e que só fazem é se aproveitarem do cargo em causa própria uma verdadeira vergonha nacional.

Alfredo Bonessi

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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CAPITÃES DO FIM DO MUNDO


Uma obra do escritor e pesquisador André Carneiro de Albuquerque. Eu fui presenteado com um volume, e pode confiar, é uma excelente obra. 

Você irá adquiri-lo através deste e-mail:a.c.albuquerque@hotmail.com

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O MISTERIO DE ANGICO:

Por Paulo George
 

Na morte de Lampião Maria Bonita, Enedina e oito cabras, no meio dos quais se achava admiravelmente o fiel lugar-tenente Luiz Pedro. 

É preciso termos atenção minuciosa para o que aconteceu realmente no Angico naquela madrugada chuvosa do dia 28 de julho de 1938.

As tentativas de análise históricas concluídas até o presente, tem esbarrado de imediato numa ação militar pura (a qual eu particularmente nunca acreditei) indo da denúncia do vaqueiro Joca Bernardes da fazenda Novo Gosto, até a tortura (que nunca houve tortura) decorrente da delação do coiteiro Pedro e Cândido. Já por aí começa a interrogação geral que a historiografia existente não esclarece:

1º- como um tiroteio que durou uns 15 minutos resulta em uma chacina de 11 mortos, onde existiu tiroteios com Lampião que durou horas resultando em poucas baixas no bando, e baixas consideradas na volante, como por exemplo, o fogo da Serra Grande-Pe e o de Maranduba-Se?

2º - porque Bezerra mandou Pedro e Durval voltar para o lado alagoano nas canoas, ao desembarcar em Sergipe?

3º- Lampião tão esperto que era, não ter pressentido a aproximação da volante?

4º- jamais qualquer uma volante se arriscaria de chegar tão perto de Lampião, no Angico estiveram bem perto.

5º- Gerson Maranhão fazendeiro primo de José Lucena e coiteiro de Lampião, procurou José Lucena e disse que Pedro de Cândido estava falando demais. Dizendo que ele levou veneno para barraca de Lampião. José Lucena disse a Gerson que iria tomar as providencias. Pedro foi morto com 19 facadas, o assassino foi preso, solto num júri e desapareceu misteriosamente...queima de arquivo?

6º- José Lucena recebeu severas ordens do comando da polícia em Maceió, que procurasse Bezerra e resolvessem de uma vez por toda o fim do cangaço. Lucena procura Bezerra e relata toda situação que se encontram, pois o alto comando já desconfiava de " negócios " de João Bezerra com Lampião.

7º- João Bezerra procura Durval Rosa e mostra um telegrama de José Lucena que dizia, "João, ou a cabeça do cego, ou a sua ou a de Pedro de Cândido e Durval".

8º- Pedro de Cândido era de inteira confiança de Lampião, seria a pessoa ideal para levar veneno.

9º- dias depois do ataque simulado em Angico, soldados da volante em bebedeiras na região, falavam que foram ao Angico, atirar em defuntos.

9º- porque os médicos legistas de Maceió dr. José Lages e seu auxiliar José Aristeu não divulgaram o exame das cabeças de Lampião, vindo a ser divulgado o exame anos depois, o resultado foi envenenamento.

10º- no ano de 1998 numa entrevista concedida, Durval Rosa afirmou que levou para Lampião no Angico, uma carga de balas novinhas no lombo de dois jumentos, junto com seu irmão Pedro de cândido, e segundo Durval Rosa, a carga preciosa quem mandou foi João Bezerra.

11º- o fazendeiro da fazenda Emendadas, conhecido por Bié das Emendadas, município de Piranhas-Al, preocupado com a volante já desconfiada de negócios com ele e Lampião, resolve um encontro com José Lucena em Santana do Ipanema-Al. E para sua segurança, o encontro foi na casa do Padre Bulhões na presença de sua mãe. Bié deu depoimentos espantosos que João Bezerra e Lampião passavam toda noite em sua fazenda jogando baralho.

12º- o poderoso fazendeiro e deputado estadual chefe político de Águas Belas-Pe, afirmou que Lampião e João Bezerra sentados em uma grande mesa em sua fazenda, amanheciam o dia jogando cartas.

13º- o valente Nazareno grande perseguidor de Lampião, Euclides flor, esteve no Angico, na semana que Lampião morreu, e disse que ficou surpreso com tantos urubus mortos e outros sem poder voar, junto das carcaças de Lampião e os outros.

14º- João Bezerra relatou que foi baleado na coxa, chegou em Maceió feito exames, não foi constatado nenhum ferimento.

15º- sargento Aniceto inconformado com a divisa do tesouro de Angico, dizia que Bezerra não cumpriu o combinado de sua parte, falava que Lampião foi envenenado, Aniceto foi morto misteriosamente.

Enquanto isso, Angico continua cercado de mistérios.

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NO TEMPO DO FIO DE BIGODE,...


Houve uma época em que o compromisso entre os homens se dava "sob o fio do bigode", houve uma época em que se defendia a honra e a liberdade de seu lugar com sangue, suor e lágrimas... Houve uma época em que homens de coragem e bravura escreveram com letras maiúsculas a história do Sertão...

Bem-vindo ao Cariri Cangaço Floresta 2017
CENTENÁRIO DE NAZARÉ…12 a 15 de outubro

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FLORESTA PRÉDIO HISTÓRICO DA ÉPOCA DE LAMPIÃO ENTRA NA LISTA DE IMÓVEIS TOMBADOS EM PERNAMBUCO


Hoje é um dia histórico para o município de Floresta, no Sertão de Pernambuco. Após vários anos aguardando, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, finalmente decretou o tombamento histórico do Prédio da Antiga Força Pública.

O “Antigo Batalhão” ou “pensionato”, como também é conhecido, foi usado pela polícia da época para combater Lampião e seus cangaceiros.

O decreto nº 44.061 foi publicado hoje no Diário Oficial do Estado e pode ser o ponto inicial para tirar este prédio histórico do esquecimento. Tomara que agora o espaço possa então ser restaurado e cuidado como merece.

Do Blog do Elvis - 
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