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terça-feira, 21 de junho de 2022

GRANDE NOITE DE CONFERÊNCIAS E LANÇAMENTOS NO ENCERRAMENTO DO CARIRI CANGAÇO PAULO AFONSO 2022

 

A terceira e última noite de Cariri Cangaço Paulo Afonso, no dia 26 de Março de 2022, trouxe ao público presente ao Auditório da Escola João Bosco Ribeiro, as Conferências; "Lugares de Memória como Testemunho do Cangaço das Mulheres Paulo Afonsinas", com a recém empossada Conselheira Cariri Cangaço, Luma Holanda e "A Ação das Volantes Baianas contra o Cangaço" com o também recém empossado Conselheiro Cariri Cangaço, Tenente Coronel Raimundo Marins.

Célia Maria e Quirino Silva

Antes mesmo das Conferencias e Lançamentos da noite de encerramento, tivemos as apresentações artísticas do casal Célia Maria e Quirino Silva, em mais uma performance musical onde desponta a arte e o talento desses extraordinários artistas. Em seguida o público presente foi brindado com a apresentação de uma das mais festejadas artistas do sertão baiano e do nordeste; Rita Pinheiro, a Garimpeira da Cultura, que emocionou a todos numa peculiar apresentação teatral.

Rita Pinheiro, a Garimpeira da Cultura
Lugares de Memória com Luma Holanda, Conselheira Cariri Cangaço

A partir de uma pesquisa apurada, a pesquisadora Luma Holanda; à exemplo do trabalho desenvolvido a partir de dissertação que analisou o papel de Jesuíno Brilhante no Cangaço e seus possíveis lugares de memória enquanto representações de um passado que se faz presente na memória social, através da Geografia das Representações; traz a mesma disposição aos cenários pauloafonsinas e principalmente tendo como objeto de pesquisa as  mulheres de Paulo Afonso que entraram no cangaço.

Nadja Claudino, Neli Conceição, João de Sousa, dona Maria Sonia, 
Manoel Severo e Celia Maria
João de Sousa, dona Maria Sonia e Manoel Severo
Nadja Claudino, Neli Conceição, João de Sousa e dona Maria Sonia
Luma Holanda no Cariri Cangaço Paulo Afonso 2022

"Tanto história oral, memória e imaginário quanto representações, se organizaram e se manifestaram numa multiplicidade de linguagens, dentro da história do Cangaço e em Paulo Afonso e suas mulheres cangaceiras não são diferentes. Assim, no que tange aos aspectos metodológicos, a História Oral e o Imaginário Social forneceram elementos que nos possibilitaram melhor compreensão das produções de sentido inerentes ao caráter social dessas mesmas representações" revela Luma Holanda.

"As Volantes Baianas contra o Cangaço" com Raimundo Marins
Conselheiro Cariri Cangaço

Raimundo Marins trouxe ao público presente no Cariri Cangaço Paulo Afonso 2022, um trabalho dedicado e exaustivo de pesquisa, especialmente aos arquivos oficiais da Polícia Militar do Estado da Bahia, quando garimpou um conjunto extraordinário de documentos que revelavam "o dia a dia da tropa" refletindo todas as preocupações e determinação das volantes baianas no combate ao banditismo rural, notadamente dos cangaceiros.

Raimundo Marins no Cariri Cangaço Paulo Afonso 2022

"Nos dedicamos com muito zelo e responsabilidade na busca por elementos que nos ajudassem a compreender melhor a ação das forças públicas da Polícia Militar da Bahia no combate ao cangaço, e encontramos um vasto e rico material, inclusive muitas e variadas curiosidades que hoje compartilhamos com os amigos do Cariri Cangaço" confirma Raimundo Marins.

Raimundo Marins, Archimedes Marques, Manoel Severo, Moacir Assunção

Raimundo Marins, Archimedes Marques, Manoel Severo, Moacir Assunção e Gilmar Teixeira
Archimedes Marques, Manoel Severo, Moacir Assunção e Gilmar Teixeira

A noite de encerramento do Cariri Cangaço Paulo Afonso 2022 ainda guardava a apresentação dos pesquisadores; Archimedes Marques e o lançamento de mais um volume de sua obra máxima "Lampião e Historiografia de Sergipe - Vol 3" , Moacir Assunção e o festejado "Os Homens que Mataram o Facínora"; em nova edição; e Gilmar Teixeira com a esperada segunda edição de "Quem Matou Delmiro Gouveia?"

Archimedes Marques e "Lampião na Historiografia de Sergipe - Vol 3"

Archimedes Marque presidente da ABLAC e Conselheiro Cariri Cangaço, fez o lançamento do mais novo volume de sua obra máxima "Lampião e Historiografia de Sergipe" em seu terceiro volume, e relata: "Foram 12 anos de intensa pesquisa sobre o tema cangaço quando consegui reunir um farto material que certamente dará para chegar ao quinto volume, e neste noite aqui no Cariri Cangaço Paulo Afonso estamos lançando o terceiro; assim penso estar contribuindo com a preservação dessa história que nunca deixa de ser remendada, afinal de contas, o seu líder maior, o cangaceiro Lampião, não passou de um atroz bandido para multidões, mas também de uma espécie de justiceiro para tantos outros”.

Moacir Assunção e "Os Homens que Mataram o Facínora

O segundo lançamento da noite recebeu o jornalista, pesquisador e escritor, Moacir Assunção, lançando seu festejado "Os Homens que Mataram o Facínora" em sua nova edição. Moacir Assunção ressaltou a "imensa satisfação de estar pela primeira vez participando de um Cariri Cangaço, iniciativa que acompanho há muitos anos, respeitando e admirando muito o trabalho de Severo e de todos os amigos." Assunção revela que a obra traz em sua essência o objetivo de “tirar das coxias da história personagens como Zé Saturnino, Zé Lucena, João Bezerra, Davi Jurubeba e Mané Neto, dentre outros, na verdade são personagens que passaram toda a existência como secundários dentro da história do cangaço, quando foram verdadeiramente protagonistas." A nova edição traz ainda um novo capítulo traçando um paralelo entre as "táticas do cangaço e de resistência das autoridades há 80 anos com as dos dias atuais", o trabalho de Assunção traz reflexões que comparam a atuação de Lampião com a dos atuais líderes do crime organizado e dos traficantes de drogas como também os episódios recentes que remetem à existência do chamado ‘Novo Cangaço'

Gilmar Teixeira e "Quem Matou Delmiro Gouveia?"

O terceiro lançamento da noite trouxe o pesquisador e escritor Gilmar Teixeira de Feira de Santana com a polêmica e aguardada segunda edição de "Quem Matou Delmiro Gouveia?" Para o autor, "continuamos a saga para aprofundar e trazer luz à esse que foi um dos mais polêmicos episódios do começo do século passado, quando um dos mais ousados empreendedores da história do nordeste, Delmiro Gouveia é alvejado a bala na varanda de seu chalé, no final da tarde, na localidade de Pedra, atual município de Delmiro Gouveia" e continua Gilmar, "Essa segunda edição, lançada na noite de hoje, traz muitas outras novidades que nos ajudarão a construir o quebra-cabeça da elucidação do assassinato de Delmiro, tivemos o cuidado de mais uma vez confrontar todos os depoimentos e notícias da época, rebuscamos episódios não relatados e ainda despercebidos , enfim, hoje trazemos com humildade o resultado desse trabalho aos amigos do Cariri Cangaço e de todo o Brasil."

Palavras de agradecimento de João de Sousa Lima, 
anfitrião do Cariri Cangaço Paulo Afonso
Dr Juliano Medeiros e os agradecimentos ao Cariri Cangaço

Encerrando toda a programação do Cariri Cangaço Paulo Afonso 2022, o anfitrião e presidente da Comissão Organizadora, Conselheiro Cariri Cangaço, João de Sousa Lima em suas palavras finais agradeceu em nome da equipe e em nome da cidade de Paulo Afonso a todos os presentes a "esse que sem dúvidas foi um dos maiores eventos com a marca Cariri Cangaço" e que "veio consolidar Paulo Afonso como um dos maiores destinos para o turismo cultural, histórico e de conhecimento, do Brasil", em seguida usou a palavra o médico e empresário Dr Juliano Medeiros, que ressaltou a grandeza do Cariri Cangaço como também a imensa vocação de Paulo Afonso para o turismo.

Moacir Assunção e Manoel Severo
João de Sousa e Felipe
Conselheiro Cariri Cangaço Mucio Procópio e Camilo Lemos
Herton Cabral, Ivanildo Silveira e Josué Santana
Bismarck Oliveira e Neli Conceição; Leticia e Felipe; Leonardo Gominho e Valdir Nogueira; Capitão Quirino e Jurivaldo
Padre Agostinho, capelão do Cariri Cangaço e Felipe Teles
Gerivanio e Manoel Severo
Ciço do Pife e Beto Patriota
Raimundo Marins e Junior Almeida

Terceira Noite de Cariri Cangaço Paulo Afonso, 26 de Março de 2022

https://cariricangaco.blogspot.com/2022/06/grande-noite-de-conferencias-e.html

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ENTRANDO NA CANJICA

 Clerisvaldo B. Chagas, 21 de junho de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.719

NEBLINA EM SANTANA (FOTO: GRACILDA FREITAS)

Hoje tem início oficialmente o inverno no hemisfério Sul. Para nós, alagoanos, continua o período chuvoso iniciado em maio até a primeira quinzena de agosto. Nesse contexto estão Alagoas, Pernambuco e Sergipe, tudo igual em relação ao tempo. Mas como os climas da Terra estão em nova formação, não sabemos se a tradição será mantida. Choveu todo mês de maio e continua pelo mês de junho. Muita chuva, muito frio, com a vantagem em ser a chuva mansa em nossa região. As pingadeiras e chamadas garoas já encheram barreiros, lagoas açudes e até mesmo a represa recém construída do riacho João Gomes. Não sabemos o futuro, mas essa fase junina nos permite provar, provar e provar as delícias típicas da culinária, notadamente, pamonha, canjica e bolo de milho.

O mês de julho é o mês mais chuvoso do nosso chamado inverno, todavia não sabemos se ele ainda será o campeão ou o perdedor. Mas aqui temos festa em cima de festa, amigo. Encerrou a de Santo Antônio, vem a de São João, depois a de São Pedro e o cordão da alegria entra “pocando” no mês de julho com a Festa da Juventude e em seguida a da Padroeira Senhora Santana. Aliás, dizem que os festejos do mês seguinte já foram divulgados e as coisas vão acontecendo normalmente. Já tem cabra esperto dando polimento em carro de boi e limpando os acessórios que enfeitam as parelhas, para a procissão dos carreiros que abre a Festa de Senhora Santana. E mais uma vez a atração iniciará no Parque de Exposição Isaías Vieira Rego com missa solene.

E assim segue o nosso Sertão nordestino sofredor e festeiro o ano todo. Ainda aguardamos para o mês a grande festa do padre Cícero, na Pedra, em Dois Riachos e as visitas turísticas e fanáticas dos admiradores de cangaceiros à Grota dos Angicos a partir de Piranhas ou Pão de Açúcar. Mês de julho, mesmo com frieza e possíveis chuvas, promete. Os nossos sertões já possuem asfalto por todas as malocas, o que facilita as coisas para quem gosta de viajar, conhecer... Participar. Por todos os lugares existem bons restaurantes e posadas. Bebida alcoólica para quem gosta, parece brotar da terra e muitas quadrilhas já estão organizadas e dançando sem ferrugens nas juntas. Andar pelo Sertão faz bem à saúde, meu senhor e minha senhora.

Vamos gastar o dinheiro amofambado!

 


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LAMPIÃO EM BARBALHA/CE - CANAL CANGAÇO EM FOCO

Por Cangaço em Foco 

https://www.youtube.com/watch?v=XZdGl8CfXag&ab_channel=CANGA%C3%87OEMFOCO

Passagem de Lampião em Barbalha em 1926, antes de chegar em Juazeiro do Norte. #cangaceiro #cangaço #ceará #lampião #mariabonita #nordeste #historia #cariri #juazeirodonorte

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CANGACEIRO CUNHADO DE LAMPIÃO ERA NATURAL DE FLORÂNIA/RN.

 Por Geraldo Júnior

Recentemente um grupo de pesquisadores/estudiosos do cangaço, encabeçado pelo pesquisador Thiago de Góes, localizou um documento no cartório da cidade de Florânia no Estado do Rio Grande do Norte, que coloca em dúvidas o verdadeiro nome do cangaceiro e sua naturalidade, que acreditava-se até então ser da cidade de Alexandria no citado Estado.

No registro constante no documento consta o nome de um cidadão chamado VIRGÍNIO FORTUNATO DA SILVA NETO, nascido na antiga Vila de Flores, atual cidade de Florânia/RN, no dia 16 de janeiro de 1902 , filho de José Venâncio da Silva e Julia Amélia de Vasconcellos, neto de Virgínio Fortunato da Silva.

Embora necessite de maiores elementos comprobatórios o documento localizado levanta a hipótese de que VIRGÍNIO FORTUNATO DA SILVA NETO, seja o cunhado do temível rei do cangaço. Lampião.

Continuaremos em busca de maiores detalhes a respeito desse caso e por enquanto nos resta apenas apreciar a imagem apresentada.

Geraldo Antônio De Souza Júnior

Informações AQUI

https://edsondantas.com/?p=65007

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LAMPIÃO CONHECE MASSILON LEITE

 Por José de Paiva Rebouças


Com o sucesso da empreitada criminosa, Massilon Leite foi se encontrar com o então coronel Isaías Arruda em Aurora-CE, a 240 km de Apodi. Lá, dividiram o saque. O bandido estava eufórico e fazia grandes planos, um deles era entrar para o cangaço.

Massilon Leite foi o comandante do ataque a Apodi.

Na penúltima semana de maio, Virgínio armou acampamento na Serra do Coxá-Diamante, em Aurora-CE. Tinha fracassado na missão de saquear a Paraíba.

Virgínio Fortunato da Silva

Coube a José Cardoso, primo de Isaías, a tarefa de levar e apresentar Massilon a Lampião. Contou sobre seu assalto e pediu que fosse incorporado ao bando. O cangaceiro desconfiou, mas, como tinha perdido alguns homens nos confrontos recentes, aceitou a parceria.

Continuarei amanhã.

Fonte - Revista Brava Gente  do Jornal de fato.com 

Página 12

Mês Junho de 2022.

Digitado e Ilustrado por José Mendes Pereira - administrador deste blog.

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VERSOS POÉTICOS

 Por Veridiano Dias Clemente


Essa rêde que balança

É feito a onda do mar

Ela me ensina a amar

Feito a onda que vem

Mas também vai embora

E não vejo a hora

De beijar você meu bem


Mas cada vez que você vem

Eu tento de novo te agarrar

Mas sempre voltas prú mar

Com teu véu de espumas

Vejo teus pés pisando

E meus olhos te olhando

Afundando com as brumas


E eu vou tomando umas

Te olhando devagar

Inverso a onda do mar

Que se move ofegante

O teu corpo vai molhando

E cada vez vou te amando

Com esse teu olhar cintilante


Poeta Verí

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segunda-feira, 20 de junho de 2022

LIVRO

 

Saiu a 2ª tiragem da Biografia de Maria Bonita....para adquirir: 75-988074138

https://www.facebook.com/groups/1893861520873829

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LIVRO

     Por Sálvio Siqueira


No dia 3 de setembro de 2016 será lançado, em Serra Talhada - Pe, mais uma obra prima da literatura sertaneja, intitulado 'O PATRIARCA', o livro nos traz a notória história do cidadão "Crispim Pereira de Araújo", que na história ficou conhecido como "Ioiô Maroto", contada pela 'pena' do ilustre amigo venicio feitosa neves

Crispim Pereira de Araújo (Ioiô Maroto) 

Sendo parente de Sinhô Pereira, chefe de grupo cangaceiro e comandante dos irmãos Ferreira, conta-nos o livro, a história que "Ioiô Maroto" foi vítima de invejas e fuxico. Após sua casa ter sido invadida por uma volante comandada pelo tenente Peregrino Montenegro, da força cearense.

Sinhô Pereira

Sinhô Pereira deixa o cangaço, não sem antes fazer um pedido para o novo chefe do bando, Virgolino Ferreira da Silva o Lampião e o mesmo cumpre o prometido.


Além da excelente narração escrita pelo autor, teremos o prazer e satisfação de vislumbrar rica e inédita iconografia.

Não deixem de ter em sua coleção particular, mais essa obra prima literária.

https://www.facebook.com/groups/545584095605711/675945445902908/?notif_t=group_activity&notif_id=1471274094349578

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LIVRO

    

Recebi hoje do Francisco Pereira Lima (Professor Pereira) lá da cidade de Cajazeiras no Estado da Paraíba uma excelente obra com o título "PAJEÚ EM CHAMAS O CANGAÇO E OS PEREIRAS - Conversando com o Sinhô Pereira" de autoria do escritor Helvécio Neves Feitosa. Obrigado grande professor Pereira, estarei sempre a sua disposição.


O livro de sua autoria “Pajeú em Chamas: o Cangaço e os Pereiras”. A solenidade de lançamento aconteceu no Auditório da Escola Estadual de Educação profissional Joaquim Filomeno Noronha e contou com a participação de centenas de pessoas que ao final do evento adquiriram a publicação autografada. Na mesma ocasião, também foi lançado o livro “Sertões do Nordeste I”, obra de autoria do cratense Heitor Feitosa Macêdo, que é familiar de Helvécio Neves e tem profundas raízes com a família Feitosa de Parambu.

PAJEÚ EM CHAMAS 

Com 608 páginas, o trabalho literário conta a saga da família Pereira, cita importantes episódios da história do cangaço nordestino, desde as suas origens mais remotas, desvendando a vida de um mito deste mesmo cangaço, Sinhô Pereira e faz a genealogia de sua família a partir do seu avô, Crispim Pereira de Araújo ou Ioiô Maroto, primo e amigo do temível Sinhô Pereira.

A partir de uma encrenca surgida entre os Pereiras com uma outra família, os Carvalhos, foi então que o Pajeú entrou em chamas. Gerações sucessivas das duas famílias foram crescendo e pegando em armas.

Pajeú em Chamas: O Cangaço e os Pereiras põe a roda da história social do Nordeste brasileiro em movimento sobre homens rudes e valentes em meio às asperezas da caatinga, impondo uma justiça a seus modos, nos séculos XIX e XX.

Helvécio Neves Feitosa, autor dessa grande obra, nascido nos Inhamuns no Ceará, é médico, professor universitário e Doutor em Bioética pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Portugal), além de poeta, escritor e folclorista. É bisneto de Antônio Cassiano Pereira da Silva, prefeito de São José do Belmonte em 1893 e dono da fazenda Baixio.

Sertões do Nordeste I

É o primeiro volume de uma série que trata dos Sertões do Nordeste. Procura analisar fatos relacionados à sociedade alocada no espaço em que se desenvolveu o ciclo econômico do gado, a partir de novas fontes, na maioria, inéditas.

Não se trata da monumentalização da história de matutos e sertanejos, mas da utilização de uma ótica sustentada em elementos esclarecedores capaz de descontrair algumas das versões oficiais acerca de determinados episódios perpassados nos rincões nordestinos.
Tentando se afastar do maniqueísmo e do preconceito para com o regional, o autor inicia seus estudos a partir de dois desses sertões, os Inhmauns e os Cariris Novos, no estado do Ceará, sendo que, ao longo de nove artigos, reunidos à feição de uma miscelânea, desenvolve importantes temas, tentando esclarecer alguns pontos intrincados da história dessa gente interiorana.

É ressaltado a importância da visão do sertão pelo sertanejo, sem a superficialidade e generalidade com que esta parte do território vem sendo freqüentemente interpretada pelos olhares alheios, tanto de suas próprias capitais quanto dos grandes centros econômicos do País.

Após a apresentação das obras literárias, a palavra foi facultada aos presentes, em seguida, houve a sessão de autógrafos dos autores.

Quem interessar adquirir esta obra é só entrar em contato com o professor Pereira através deste e-mail: franpelima@bol.com.br
Tudo é muito rápido, e ele entregará em qualquer parte do Brasil.

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LIVRO

    Por José Mendes Pereira

Você leitor, e eu, vamos participar do casamento de José Ferreira da Silva (Santos) com a dona Maria Sulena da Purificação (Maria Lopes) pais dos irmãos Virgolino Ferreira da Silva, Antonio Ferreira da Silva, Levino Ferreira da Silva e Ezequiel Ferreira Silva.

Vamos chegar devagarinho! Pés às alturas, como se nós estivéssemos flutuando em um picadeiro de circo, silêncio total, sem pigarrearmos em momento algum, para vermos o que irá acontecer durante esta união familiar. Não se preocupe, os irmãos Ferreiras não estão aqui entre nós, eles ainda irão nascer, primeiro Antonio Ferreira, depois Levino Ferreira, depois Virgolino Ferreira e por último (dos homens) Ezequiel Ferreira da Silva.

O casamento destes famosos e futuros pais de 4 cangaceiros você irá adquirir toda história no livro: "Lampião a Raposa das Caatingas", do escritor e pesquisador do cangaço José Bezerra Lima Irmão - a partir da página 70.

Esta maravilhosa obra você irá encontrá-la através deste e-mail: franpelima@bol.com.br, com Francisco Pereira Lima, o professor Pereira, lá de Cajazeiras no Estado da Paraíba.

A maior obra já escrita até hoje sobre cangaço, e sobre a família Ferreira, do afamado Lampião.

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Fotos:

1 - Livro: "Lampião a Raposa das Caatingas";

2 - José Ferreira da Silva e Maria Sulena da Purificação os pais de Lampião;

3 - O autor do livro José Bezerra Lima Irmão.

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LIVRO

   

Com texto e fotos do autor, o livro entrelaça as histórias de 43 personagens que vivenciaram o cangaço ao imaginário do movimento que dominou o interior do nordeste brasileiro entre os anos 1920 e 40, aspectos da vida sertaneja e a própria experiência em busca dessas histórias por mais de uma década. Também estão presentes algumas fotos históricas, apresentando cenas relatadas e reverenciando o trabalho dos fotógrafos que registraram o cangaço. O livro foi selecionado e contou com apoio do programa Rumos Itaú Cultural.

Foram nove longas viagens à região, entre 2007 e 2019, em uma investigação incessante para montar o quebra-cabeças dessa história. Com sua vasta experiência em grandes reportagens, Ricardo Beliel buscava os resquícios das memórias do cangaço. Enquanto era tempo – em uma história que está para completar um século –, queria ouvi-los direto da fonte de quem conviveu com o movimento. No texto, os depoimentos diversos e a experiência pessoal do autor em busca de seus personagens são apresentados através de uma narrativa em que se misturam elementos das linguagens da reportagem, da crônica histórica e, em parte, como um diário de viagem.

Em cada personagem, testemunha-se um fluxo da memória e do esquecimento, e se revela uma potente e épica narrativa das memórias pessoais que envolvem tradições e lugares. Os entrevistados, em sua grande maioria pessoas quase centenários, são descendentes da época do cangaço, personagens de um ciclo da história do Brasil, com suas falas resgatadas no livro para que não fiquem no esquecimento, como pedras silenciosas no meio do caminho.

Com a riqueza semântica da tradição oral que os caracteriza, os relatos reunidos no livro ajudam a recuperar para a historiografia de nosso país um caminho para redesenhar a memória e mística da gente sertaneja, suas histórias entrelaçadas à época do cangaço, seus espaços sociais, religiosos e costume.

Ricardo Beliel

ISBN: 9786588280225

Número de páginas: 320

Formato: 18x25cm

Ano: 2021

Capa: capa dura

Peso: 1,1 kg

https://editoraolhares.com.br/produto/memorias-sangradas-ricardo-beliel/

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O CAMINHÃO E A CABEÇA DE LAMPIÃO | CNL | 1098

 Por O Cangaço na Literatura

https://www.youtube.com/watch?v=xO13FbOkVjs&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

PARTE 1 https://youtu.be/7lIgRc7YNsc PARTE 2 https://youtu.be/EFGR8ZCLtd4 PARTE 3 https://youtu.be/rse_d31rhrA

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MOSSORÓ (RN) COMEMORA VITÓRIA HISTÓRICA SOBRE LAMPIÃO - JORNAL FUTURA - CANAL FUTURA

 Canal Futura

https://www.youtube.com/watch?v=JqVwJmbZOus&ab_channel=CanalFutura

A cidade de Mossoró comemora por mais um ano a vitória que teve sobre o bando de Lampião (Jornal Futura - 26/06/2015) 

A gente vai ver como a cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, comemora mais um aniversário da vitória que teve sobre o bando de Lampião, por sinal a única derrota que o cangaceiro teve em vida. 

A reportagem é da TV UERN.

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MARIA BONITA E CRISTINA

 Por Getúlio Moura

https://www.facebook.com/photo/?fbid=7822706877770691&set=gm.1932567253618876

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ACREDITE SE QUISER

 Clerisvaldo B. Chagas, 20 de junho de 2022 - Escritor Símbolo do Sertão Alagoano - Crônica: 2.718

A surpresa do ano aconteceu em Santana do Ipanema. Poucos dias após a construção da barragem ou represa no riacho João Gomes – a maior obra hídrica do município que para muitos levariam vários anos para encher – encheu em poucos dias após o final das obras e encheu tanto que sangrou. E se na sexta falamos do mar da Ponta Verde, de Maceió, hoje falaremos do mar formado pelo riacho João Gomes. A represa feita com engenharia neste governo da prefeita Christiane Bulhões, fica localizada no curso médio/superior do riacho que escorre contornando a cidade numa distância de 3 Km vindo das bandas de Senador Rui Palmeira, cortando a Al-120 abaixo da Santana, na mesma distância e, despejando no rio Ipanema no sítio Barra do João Gomes muito abaixo da cidade.

A represa na localização acima, fica na antiga travessia do riacho no sítio do mesmo nome na região cabeça de chave Olho d’Água do Amaro.  Recebe no início da represa os riachos Da Onça e Remetedeira vindos da serra da Remetedeira. E riachos alimentados por córregos de serras, são rápidos e violentos nas suas enchentes. Sem dúvida nenhuma a represa será um local de visitas, formando um quarteto turístico com a serra Aguda (onde será construída a maior imagem sacra do mundo), a ermida das Tocaias   e a Reserva Tocaia, todos esses pontos de atrações com distâncias mínimas um dos outros, facilitando praticidade aos visitantes, turistas, romeiros, curiosos, pesquisadores e habitantes em geral. Além do turismo, virão os benefícios da pesca, da irrigação, da facilidade para caminhão-pipa, bebida para os rebanhos domésticos, para os animais selvagens e para os humanos.

Como chegar à represa? É simples, estando no centro de Santana, atravessa a ponte sobre o rio Ipanema, no Comércio, vai em direção ao Bairro Floresta e segue direto pela Rua Joel Marques; no final entra à direita por estrada de terra e segue beirando as faldas da serra Aguda por apenas três quilômetros e se verá diante da Represa do João Gomes. Do outro lado da represa está a grande região rural de Olho d’Água do Amaro e seus inúmeros sítios no entorno.

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2022/06/acreditese-quiser-clerisvaldo-b.html

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TOMADA DE APODI TEVE PAPEL DECISIVO

 Por José de Paiva Rebouças


Massilon e seu bando entraram em Apodi por volta das quatro horas da manhã do dia 10 de maio de 1927. Com tiros e algazarras espalharam o terror. Atacaram prédios importantes e estratégicos como o telégrafo e a cadeia pública, onde prenderam os praças e roubaram as armas.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2022/04/livro-do-geraldo-maia-do-nascimento.html

Segundo o pesquisador Geraldo Maia, os cangaceiros levaram uma lista de tarefas indicando o castigo de cada uma das futuras vítimas: executar o presidente da Intendência Municipal, Francisco Ferreira Pinto (Chico Pinto) e o capitão Jacinto Tavares; espancar e cortar a orelha do comerciante Luiz Leite e saquear as fazendas de Luiz Sulpino e Benevides Laurindo.

https://fatosdeapodi.blogspot.com/2019/04/cel-chico-pinto.html

Ao lado de cada um dos nomes, a pena respectiva ia desde o espancamento até a execução. Na ocasião de Chico Pinto, Massilon anunciou sua morte, mas, não se sabe porque acabou desistindo depois de conversar com o intendente. Levaram do homem cinco contos de réis entre dinheiro e joias da família.

O segundo ataque foi na casa de Luiz Leite. Arrombaram a porta e pediram resgate. O homem implorou pela vida. Depois disse que não tinha em caixa o dinheiro pedido por seu resgate e então pediu permissão para tomar emprestado nas redondezas. Massilon vacilou, mas acabou cedendo. O homem saiu e não voltou mais.

Quase 10h da manhã, os cangaceiros ainda dominavam a cidade. O chefe do bando, enfurecido com a enganação do refém, mandou saquear seu comércio. Acabaram entrando na firma Jásimo & Pinto, pertencente a outro comerciante.

Apossaram-se dos bens mais valiosos e em seguida, incendiaram o lugar. O fogo se espalhou por outros prédios. Os cangaceiros ainda roubaram os comércios de Elpídio Câmara, João de Deus Ferreira Pinto e a agência da Mesa de Rendas Estaduais.               
Ali perto, o quadrilheiro José Pequeno, o Cajazeiras, encontrou, por acaso, com o bodegueiro Manoel Rodrigues de França, conhecido como Manoel Velho, antigo desafeto. Depois de humilhá-lo, atirou nele à queima-roupa. Agonizou até a morte.

Segundo Sérgio Dantas, não aconteceram outras mortes na cidade graças à intervenção do padre Benedito Basílio Alves, De crucifixo na mão, rogou por misericórdia. Devotos, os cangaceiros atenderam.

Sem o retorno de Luiz Leite, o bando foi embora por volta do meio-dia =, deixando a cidade arrasada. No caminho, invadiram e saquearam as propriedades de Antônio Manoel de Sousa, Joaquim Pereira e João Francisco de Oliveira.

De acordo com a edição de 15 de maio de 1927, além dos 5 contos levados de Chico Pinto, os bandidos levaram ainda 1 conto de Luiz Sulpino e 20 contos de Bevenuto Hollanda. João Pinto, Elpídio Câmara e João de Deus também foram assaltados em quantias inferiores a 1 conto de réis.

Um fato interessante, segundo Geraldo Maia, é que embora não fosse comum aos cangaceiros, parte dos bandidos que atacaram Apodi estava mascarado. Mas isso não impediu que alguns fossem identificados como antigos residente do lugar.

Continuarei amanhã.

Fonte - Revista Brava Gente  do Jornal de fato.com 

Página 10

Mês Junho de 2022.

Digitado e Ilustrado por José Mendes Pereira - administrador deste blog.

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