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quinta-feira, 17 de agosto de 2023

TEXTO – JOÃO MOSSORÓ, O CANTO DO NORDESTE NA VOZ DE UM MENESTREL

 Por:  Higino Canuto Neto - de Juazeiro – Bahia

João Mossoró, Hermelinda Lopes e Oséas Lopes (Carlos André) - Trio Mossoró

“João Batista Almeida Lopes, conhecido artisticamente por João Mossoró, começou a carreira musical em 1956, quando participou com seus irmãos Oséas Lopes e Hermelinda, do lendário Trio Mossoró, uma homenagem à cidade natal, no Estado do Rio Grande do Norte.

Com a formação do Trio Mossoró, com Oséas na sanfona, Hermelinda no triângulo e João Mossoró no zabumba, o grupo seguiu a mesma estética introduzida por 


Luiz Gonzaga, caracterizada pela forte representação nordestina, nas vestimentas com o gibão e o chapéu de couro e nas músicas a cadência rítmica alegre e festeira do xote, do xaxado e do baião.

José Messias

Apadrinhado por personalidades como José Messias, que era jurado do programa do Raul Gil e o falecido poeta cantador Luiz Vieira, o Trio teve o privilégio de contar com a parceria de grandes compositores como Antonio Barros, Cecéu, Anastácia, Dominguinhos e o maranhense João do Vale.

Em 1965, conquistaram o troféu Elterpe, o prêmio de maior importância da Música Popular Brasileira, na época. A cerimônia de premiação aconteceu no Palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, tendo como sucesso premiado a música “Carcará”, composta por João do Vale e José Cândido. No mesmo ano, Maria Bethânia também gravou a canção que se tornou sucesso nacional e símbolo da resistência do povo nordestino ante as agruras da seca e o sistema repressor ditatorial que governava o Brasil na época.

Durante o tempo em que tocava nos programas na Rádio Mairink Veiga, João Mossoró conheceu e trabalhou com Luiz Gonzaga, tocando zabumba. Pelo Rei do Baião foi apelidado de Cibito, numa referência às suas pernas, cuja alcunha providenciou gravar em seu instrumento a frase “Cibito – O rei do zabumba”.

O Trio Mossoró se desfez em 1972 com 12 LP´s gravados, verdadeiras referências do cancioneiro nordestino em todo o Brasil. Em carreira solo, João Mossoró se manteve fiel às suas raízes, divulgando a sua arte como um menestrel dos cantares e saberes do povo nordestino.

Em 2004 o artista concretiza o seu desejo de prestar uma homenagem ao seu ídolo maior – Luiz Gonzaga, gravando o CD ‘O Mito e a Arte de Luiz Gonzaga’, com reconhecimento pelo critico e historiador musical Ricardo Cravo Albin, que dedicou todo um programa transmitido pela Rádio MEC à divulgação do trabalho. O Sucesso do disco rendeu um novo álbum: ‘O Mito e a Arte de Luiz Gonzaga’ – volume 2, complementando o ciclo de homenagens, prefaciado pelo Cravo Albin que escreveu: ‘bela voz, lindo repertório, tudo isso faz deste disco uma alegria em ligar o aparelho de som, no mais das vezes, emudecido por lançamentos bisonhos, quase insuportáveis’.

Em seu mais recente CD ‘Conexão Nordeste – O Arauto das Raízes Nordestinas’, João Mossoró interpreta canções de outros artistas também consagrados (Belchior, Chico Salles, Gonzaguinha, Nando Cordel, Dominguinhos, dentre outros), como num reconhecimento pela cumplicidade em produzir música de qualidade inspirado pela essência que brota do interior profundo do nordeste brasileiro.

Juntamente com seus irmãos Oséas e Hermelinda, João Mossoró insere o estado do Rio Grande do Norte na geografia musical brasileira, com a mesma grandiosidade com que

Jackson do Pandeiro

Jackson do Pandeiro introduziu a Paraíba, com a mesma intensidade com que João do Vale revelou o Maranhão e o mesmo ideal e devoção com que Luiz Gonzaga apresentava ao Brasil o seu Estado Pernambuco, carregando todo o sentimento nordestino em sua genialidade musical.

João Mossoró é um arauto, um menestrel, um dos últimos ícones do forró em plena atividade, contemporâneo de outros forrozeiros históricos que o Brasil precisa reconhecer e aplaudir em sua grandiosidade.”

Enviado pelo cantor João Mossoró


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quarta-feira, 16 de agosto de 2023

EM RELAÇÃO À FORMATURA DE 3º. GRAU, SOU O PRECURSOR DAS FAMÍLIAS MENDES, GALDINO, NÉO E TALVEZ, 5º. OU 6º. DA FAMÍLIA XAXÁ, PORQUE, SOU NETO DE UMA XAXÁ DA GEMA, E BISNETO DE UM CASAL DE XAXÁS PURO, SENDO ELES GALDINO PEREIRA XAXÁ E MARIA JOANA DO VALE XAXÁ..

 Por José Mendes Pereira

Em relação à formatura de 3º. grau, sou o precursor das famílias Mendes, Galdino, Néo e talvez, 5º. ou 6º. da família Xaxá, porque, sou neto de uma Xaxá da gema, e bisneto de um casal de Xaxás puro, sendo eles Galdino Pereira Xaxá e Maria Joana do Vale Xaxá.

Francisca Rodrigues Duarte - dona Chiquinha Duarte.

Eu gostaria que todos os meus primos, primas e parentes tivessem tido a mesma sorte ou oportunidade que eu tive, quando fui encaminhado por Francisca Rodrigues Duarte, matriarca da família Duarte, e madrasta do senador Duarte Filho, para um internato que não mais existe, "Casa de Menores Mário Negócio", instituição totalmente mantida pelo governo estadual, que desde os 14 aos 18 anos como interno,  e dos 18 aos 20 anos, como hóspede daquela casa, porque, o meu direito de interno já não mais existia, por já ser maior de idade, fiquei por lá.


Sou precursor/pioneiro sim, porque, sou o primeiro destas famílias a conseguir um diploma de curso superior em uma Universidade de Mossoró, que é um diploma totalmente universal, válido em todo globo terrestre, e que graças a muitas oportunidades que foram oferecidas por alguns governos, hoje, em nossa família, têm muitos parentes proprietários de diplomas de faculdades, tanto em Mossoró, como em outros Estado brasileiros. Mas que digo sem sombra de dúvidas, fui o primeiro dono de um curso superior. Mas de forma alguma, estou menosprezando as minhas famílias.

Dona Chiquinha foi a 2ª. esposa do fazendeiro Francisco Duarte, e também considerada como sendo a primeira motorista que dirigiu um automóvel nas terras Mossoroenses. 

Francisco Duarte - Chico Duarte, pai do senador Duarte Filho.

Dona Chiquinha Duarte nasceu no dia 17 de Julho de 1895, na cidade de Ererê, no Estado do Ceará. Era filha de Manoel Lucas Sobrinho e Maria José de Souza.

Conheci bastante a sua mãe dona Maria José de Souza, e diariamente, eu a visitava em sua residência na Fazenda Duarte, bem próxima a casa em que meus pais e eu  morávamos de favor. Mas meu pai nunca foi empregado do fazendeiro Chico Duarte, e nem da viúva dona Chiquinha Duarte. 

Quando antes não tinha propriedade, meu pai fazia empreitas de algumas atividades da fazendeira, e colocava trabalhadores para executarem aquela obrigação empreitada.

Manoel Duarte Ferreira 

Dona Chiquinha era madrasta de Manoel Duarte Ferreira, que na história sobre a invasão de Lampião à Mossoró, no Rio Grande do Norte, no dia 13 de junho de 1927, ele é considerado o matador do cangaceiro "Colchete", e teria baleado o José Leite de Santana -  o famoso facínora Jararaca. Mas alguns estudiosos do cangaço afirmam que existem controvérsias. Se há controvérsias ou não, não posso afirmar.

Francisca Rodrigues Duarte foi quem me colocou na Casa de Menores Mário Negócio em Mossoró, para estudar, e assim, eu cheguei à porta de uma universidade, para cursar Letras, na Fundação Universidade Regional do Rio Grande do Norte - FURRN, que em  29 de setembro de 1997, através da Lei Estadual nº 7.063, o Governador Garibaldi Alves Filho, transformou-a em Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, criando no entanto, a sigla UERN. a Lei 7.761, de 15 de dezembro de 1999, publicada no DOE de 16.12.1999, alterou a denominação anterior para Universidade do Estado do Rio Grande do Norte-UERN. 

O Decreto 14.831, de 28 de março de 2000, publicado no DOE do dia 29.03.2000, modifica a denominação da mantenedora para Fundação Universidade do Estado do Rio Grande do Norte-UERN.

Dona Chiquinha Duarte queria que todos os filhos dos seus moradores estudassem, mas somente eu cheguei a uma faculdade, muito embora, outros iniciaram os seus estudos, e por uma razão qualquer, não concluíram nem se quer o ginásio. 

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SÓ COMO ARQUIVO - A IMPRESSIONANTE MÚMIA DA DAMA JOVEM, A POSSÍVEL MÃE DE TUTANCÂMON

Por HISTÓRIA E CULTURA NO MUNDO - Credito Izabela Barreiros

Com grandes ferimentos e uma constante dúvida sobre sua identidade, a mulher foi um importante membro da dinastia egípcia

Em março de 1898, o egiptólogo francês Victor Loret fez uma descoberta inestimável para a arqueologia. No Vale dos Reis, local conhecido por abrigar inúmeras tumbas construídas para faraós pertencentes ao Império Novo do Egito Antigo, o arqueólogo encontrou um antigo túmulo egípcio que escondia múmias de figuras muito importantes para a época. Hoje, acredita-se que o vale contém pelo menos 63 tumbas e câmaras faraônicas.

No túmulo, que passou a ser chamado de KV35, estavam as múmias dos faraós Amenófis II, Tutemés IV, Ramsés IV, V e VI, entre outros personagens vitais para a História egípcia. No entanto, existia ainda um outro corpo na câmara, cuja identidade permanece em disputa até os dias de hoje. Novas pesquisas e análises de DNA procuram revelar o real nome da múmia da Dama Jovem.

As controvérsias a respeito da múmia começaram logo quando ela foi encontrada. À princípio, não era possível saber se tratava-se do corpo de um homem ou uma mulher que teria vivido há muito tempo atrás. Quando Loret a viu pela primeira vez, pensou que ela fosse um jovem, possivelmente devido à possível cabeça raspada com a qual ela foi encontrada.

Essa percepção permaneceu aceita na comunidade de pesquisa durante muitos anos. O egiptólogo Grafton Elliot Smith, porém, realizou, no início do século 20, uma análise mais aprofundada sobre as características da Dama Jovem e chegou em uma conclusão diferente. Segundo o anatomista, a múmia na verdade era de uma mulher. A descrição feita por ele permanece como a mais aceita atualmente.

Outras informações importantes sobre o corpo foram observadas por Smith. Medindo tinha 1,58 m de altura, ela provavelmente tinha pouco mais de 25 anos quando morreu. Ele também descreveu os ferimentos que a múmia apresentava — muitos foram feitos por ladrões, mas outros já estavam presentes na época que a moça morreu.

De acordo com o especialista, o peito rachado provavelmente foi consequência de vândalos que adentraram no local e depredaram o artefato. O braço direito também havia sido arrancado e colocado de volta despretensiosamente.

Um outro machucado localizado no lado esquerdo da boca e bochecha da múmia também intrigou os pesquisadores. Inicialmente, pensou-se que se tratava do mesmo efeito do peito e do braço da Dama Jovem — a ação de vândalos. No entanto, um reexame mais recente, realizado por meio de testes genéticos e por tomografias computadorizadas, revelou que a ferida pode ter sido o motivo da morte da mulher. Pesquisas feitas pelo especialista Julian Heath afirmam que o machucado pode ter sido resultado de um golpe de machado, tendo sido letal.

Ainda durante o estudo de Smith, foi a primeira vez que a hipótese de que ela fazia parte da família real egípcia foi levantada por um pesquisador. Essa teoria pensada pelo egiptólogo foi muito importante para se questionar quem realmente era essa mulher.

A partir disso, a identidade da Dama Jovem passou a ser objeto de pesquisa de muitos egiptólogos, o que iniciou uma disputa para essa definição final. Até os dias de hoje, porém, existem apenas hipóteses mais aceitas que outras, porque é muito difícil ter uma resposta definitiva para tais assuntos.

Uma das mais conhecidas teorias foi a levantada pelo egiptólogo britânico Nicholas Reeves. Segundo ele, a Dama Jovem era a múmia de ninguém mais ninguém menos que Nefertiti, rainha do Egito Antigo e esposa de Aquenáton. Hoje, a hipótese não é aceita pela comunidade de pesquisa.

De acordo com arqueólogo Zahi Hawass, essa múmia foi identificada, por análises de DNA, como a mãe do faraó Tutancâmon e filha do faraó Amenófis III e da rainha Tiye. Ainda não se sabe quais das esposas de Aquenáton ela teria sido, mas os resultados também demonstraram que ela era irmã completa do marido. Ainda assim, outros pesquisadores, como o francês Marc Gabolde, ainda desafiam essa conclusão.

Atualmente, a Dama Jovem está em exposição no Grande Museu Egípcio, localizado no Cairo, no Egito.

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VAI FAZER FESTAS PARA "DEBUTANTE, ANIVERSÁRIO, CASAMENTO, BATIZADO, CHÁ DE PANELA, CHÁ DE PAPEIRO...", PROCURA COM URGÊNCIA CONTRATAR O CANTOR ALAN JONES E SUA GALERA.

   Por José Mendes Pereira


Se vai promover festas para debutante, casamento, batizado..., procura com urgência contratar o cantor Alan Jones e sua galera, para a realização que você deseja. Grupo que faz a sua festa do seu gosto. Um cantor … Alan Jones - Radiola Clube ... Um tecladista - Um saxofonista ... Num cenário ! O mar!! Música , mar , artistas…a vida , a inspiração que vem de Deus !!

 Como entrar em contato com o grupo para contratá-lo:

Basta chegar até ao Restaurante "O ATALAIA" em Mossoró, (que é propriedade do cantor Alan Jones e sua esposa Príscila),  localizado à Rua Raimundo Firmino de Oliveira, mesmo em frente à empresa TRANSBET, rua do IFRN, antigo CEFET. - Bairro Costa e Silva - comunidade Teimosos, ou ainda através do seu facebook com o título "Alan Jones Príscila".

Príscila e Alan Jones.

Um grupo artístico já consagrado por sua vasta experiência com festa para debutante, casamento, batizado, além outros eventos comemorativos.

Prestigie os artistas mossoroenses! São os nossos conterrâneos que devemos contratá-los para estes fins. Cuida  logo para localizá-lo, porque, às vezes, a agenda já está cheia.

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VAI FAZER FESTA E PRETENDE CONTRATAR POETAS E VIOLEIROS PARA ANIMAREM A SUA SOLENIDADE?

Por José Mendes Pereira


Vai fazer festa em sua residência, escola, fazenda, sítio..., e precisa de poetas e violeiros para animar o seu evento, procura com urgência o poeta José Ribamar, que ele tem uma grande rega de amigos que são poetas e violeiros. 

Aqui o seu endereço eletrônico:

ribamarpoeta@outlook.com 

Cuida logo convidá-los para não ficar sem eles em sua festa. 



PATRIARCAS DO CORDEL


Raimundo Clementino, Chico dos Romances e Arievaldo Vianna

(Não tenho muita certeza, mas me parece que o Ariosvaldo Viana já faleceu. - José Mendes Pereira).

Franciso Pérez de Sousa:

CHICO DOS ROMANCES
E A "ENCANTARIA" DO CORDEL

Por Arievaldo Vianna

No princípio da década de 1980, ainda criança, eu trabalhava como camelô nas ruas de Canindé, no período da romaria a São Francisco das Chagas. De agosto a dezembro eu perambulava pelo Bar Canindé, Abrigo dos Romeiros, na rua Euclides Barroso (antiga Rua da Palha), Alto do Custódio, porém preferia mesmo a rua João Pinto Damasceno, que fica às margens do rio Canindé e dá acesso à Basílica do padroeiro no sentido norte-sul.

Sempre fui admirador incondicional da Literatura de Cordel e numa dessas incursões pela João Pinto deparei com o poeta e folheteiro piauiense Francisco Pérez de Sousa, o Chico dos Romances, no saguão do Hotel Santo Antônio, arrumando a sua mala de romances para começar a sua atividade numa das praças da cidade. Acheguei-me do poeta e pedi para ver os títulos que ele trazia. Praticamente não havia nenhum clássico daqueles editados em Juazeiro do Norte ou Campina Grande. Eram folhetos de sua própria lavra e alguns de Lucas Evangelista, que ele conseguia mediante permuta. Gostei de dois títulos e os adquiri: “História de Sete Cidades ou a Deusa da Encantaria” e “O homem que era ateu e uma graça alcançada por São Francisco”. Comecei a ler imediatamente. Mas os versos, lidos em voz baixa, não tinham o mesmo encanto, o mesmo sabor de quando declamados pela voz de seu autor, que é um verdadeiro show-man. Chico dos Romances é um declamador de grandes recursos, que prende a atenção do público com gracejos, inflexões na voz e a magia dos seus olhos azuis e hipnóticos.

Passaram-se os anos. Muito tempo depois ouvi falar novamente de Chico dos Romances num livro do pesquisador Gilmar de Carvalho: “Poetas populares do Piauí’. Soube um pouco de sua biografia e fiquei contente ao constatar que ainda estava lúcido e em plena atividade. "Um personagem saído dos livros de Guimarães Rosa!" É assim que o descreve Gilmar de Carvalho em sua obra.

Ao ser convocado pela professora Rosilene Melo para uma pesquisa  patrocinada pelo IPHAN, cujo objetivo era fazer um levantamento dos poetas em atividade para reconhecimento do CORDEL, da CANTORIA e do ABOIO como patrimônio imaterial do povo brasileiro, fiz questão de ir até o Piauí e, na companhia do poeta Raimundo Clementino, fomos até Piripiri onde vive o poeta Francisco Pérez de Sousa, atuando nas feiras, declamando e compondo novos folhetos. 

Primeiro entrevistei os poetas radicados em Teresina - Joames, Pedro Costa, Edivaldo Guerreiro, Josefina Gomes, Marina Campelo, Ilza Bezerra, mestre José Barbosa, dr. Pedro Ribeiro, dentre outros. Depois fui ao programa de rádio do professor Wilson Seraine que me deu a preciosa dica: "- Rapaz, você precisa ir a Piripiri entrevistar o Chico dos Romances... Um velhinho engraçado dos zóio bem azuzim, que declama bem e conversa pelos cotovelos".

Foi uma das entrevistas mais rendosas e interessantes. É um dos depoimentos que pretendo peneirar,  aprofundar e transformar em livro num futuro próximo. Pérez me disse que começou a produzir seus folhetos ainda na adolescência e teve como primeiro editor o saudoso poeta Joaquim Batista de Sena (Tipografia Graças Fátima, situada na Rua Liberato Barroso, em Fortaleza) de quem foi discípulo e companheiro de muitas jornadas pelo Brasil afora. São mais de 60 anos dedicados exclusivamente à poesia, pois Chico além de poeta é editor e folheteiro. Bom, mas isso aqui é só um esboço, um texto de introdução às peripécias desse discípulo de Cancão de Fogo. Por enquanto, apresento a vocês tão somente um resumo biográfico de CHICO DOS ROMANCES, extraído de um site de Piracuruca, terra natal do poeta:

Francisco Peres de Souza (Piracuruca, 1 de abril de 1939) - Nascido no local Retiro, município de Piracuruca-PI, em 01 de abril de 1939, filho de Gerviz Rosa de Sousa e Paulo Pereira Neres, Chico do Romance aparenta uma jovialidade na sua narração diária de seus cordéis e na presteza com que atende seus clientes. Se for entrevista se prepare para passar a manhã toda... É que ele se sente orgulhoso aos extremos de sua obra literária.
Perdendo a mãe quando tinha apenas um ano de idade, o futuro cordelista foi morar em com a avó materna, a qual também faleceu cedo, quando Chico tinha apenas seis anos. Mais um golpe na vida do pequeno Francisco Perez. Mas sua predestinação lhe reservava um futuro gratificante.
 Sua biografia, que consta em seus “romances” diz:

Pequeno, ajudava seu pai na lavoura, mas logo veio morar em Piripiri, onde começou a cantar folhetos para os amigos, daí surgiu sua paixão pela literatura de cordel, onde descobriu que em si brotava a poesia, morando com sua tia Cecília em Piripiri e cantando nas casas de fazenda. Viajando para Fortaleza, depois com os melhores poetas da época, viajou pelo Piauí, Ceará, Maranhão, Goiás e Pará. Nas estradas de chão tudo isso dos 10 aos 30 anos.

Depois passou uns tempos em Fortaleza-Ceará, onde afirma ter penado muito, sem dinheiro e sem ter onde morar, fazendo bicos para sobreviver.
Redigindo seus textos fantásticos e sempre cativantes, Chico do Romance estreou como cordelista com 15 anos de idade, e hoje já contabiliza mais de 200 obras editadas. A princípio os cordéis eram impressos pelo tradicional método da xilogravura, ou seja, a matriz de impressão eram chapas de madeira esculpidas. É que as impressões tipográficas eram muito caras nos tempos idos.

A partir do início dos anos 1970, com a disseminação do sistema offset, que barateou os custos elevados do sistema tipográfico, Chico do Romance passou a imprimir seus trabalhos na gráfica de Gilberto Mendes (em Campo Maior) e posteriormente, na gráfica do ex-prefeito de Piripiri, Arimatéia Melo. Hoje seus trabalhos são impressos em impressoras de computador.

O cordelista casou-se aos 21 Anos de idade com Luzia Pessoa de Sousa, e criou família com nove filhos em Piripiri, onde reside, sempre tendo como trabalho principal a edição e venda de obras de cordel. Mora hoje no bairro piripiriense do recreio.

Com 75 anos completados em primeiro de abril de 2014 e em pleno vigor para escrever e ministrar palestras, Chico do Romance é sempre requisitado para fazer palestras e declamar suas poesias populares em colégios, academias, centros culturais, além de se fazer sempre solícito para entrevistas de jornais, Tvs, sites, etc.

UM EXEMPLO NOTÁVEL DA CULTURA POPULAR DE LITERATURA DE CORDEL DO PIAUÍ

Sua biografia acrescenta ainda, dentre tantas homenagens:

Participou de 17 a 21/08/2009 da I Mostra da cultura Popular, realizada na Casa da cultura em Teresina, recebendo a Comenda Fontes Ibiapina. Nos dias 26 e 27 de novembro de 2009, o poeta participou da II Conferência Estadual de Cultura do Piauí, em Teresina, no Clube Atlantic City. Por último, teve ao dia  24 de abril do ano de 2010 outorgado o título de Sócio Honorário da Casa do Padre Freitas, pela ACALPI (Academia de Ciências, Artes e Letras de Piripiri).

Destacam-se, nas suas centenas de obras: História das Sete Cidades e a Deusa da Encantada; Padre Domingos de Freitas e Silva-Fundador de Piripiri; Homenagem ao Piripiri do Século; Pequenos Dados Biográficos de Virgulino Ferreira da Silva - O Lampião; História do Catirina (Lenda de Sete Cidades); As Bravuras de José Pela princesa Franluzia etc.

Piripiri se orgulha de ter entre seus filhos adotivos um dos maiores nomes da literatura cordelista do Brasil.

Fonte: fonte;http://www.piracuruca.com/

http://maladeromances.blogspot.com/2017/01/patriarcas-do-cordel.html

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terça-feira, 15 de agosto de 2023

BOGARI

Por Hélio Xaxá

Dia lindo de sol
E o meu coração está nublado...
Sinto-me como o Bogari
Que colhi à noite passada:
Sem raízes
Porém ainda com alma...
Com vontade de viver
Mas sem forças para renascer.
Lá fora
Outro Bogari se abriu
E espalhou pelo jardim seu perfume...
Que invadiu meu quarto
Tocou-me os sentidos
Feriu-me a calma
E arrancou-me uma lágrima...
Queria ter a alma de um Bogari...
Desabrochar viçoso
Doando perfume e beleza ao mundo
E se não colhido
Se ignorado
Fechar-se e morrer resignado...
Mas logo renascer
Dentre as pétalas ressequidas
Como que por milagre...
Como quem pede uma nova chance...
Eu queria ter
Esse caso de amor com a vida:
Renascer com a Lua
E morrer pelo Sol.

https://www.facebook.com/helio.xaxa

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TRATOR - Mossoró/ RN/15/08/2023.

Por José Di Rosa Maria

Eu era um trator humano
Quando era agricultor,
Se hoje voltasse ao campo
Eu compraria um trator;
Que velho tem pouca força,
O que tem sobrando é dor.

https://www.facebook.com/jose.ribamar.3939

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PISCA O PIRILAMPO NA LAGOA...

Por José G. Diniz

Pisca o pirilampo na lagoa
Passa a brisa dando açoite
Coruja um passarinho da noite
Morcego não enxerga e voa
Um cachorro um peba acoa
A biata reza uma prece
Com um rosário na mão
Em breve o sol desaparece
O dia perde o seu clarão
Depois que a noite aparece
Sobe o galo para o poleiro
A formiga cumpre o seu turno
O seu trabalho é noturno
Budeja o bode no chiqueiro
O tatu é bastante ligeiro
O sol sobe e depois desce
E perde a sua iluminação
O cruzeiro do sul resplandece
Com uma bela constelação
Depois que a noite aparece.

https://www.facebook.com/josegomesd

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PROJETO: INVENTÁRIOS DE MISSÃO VELHA

Por José Cícero da Silva 

Uma notícia por demais alvissareira, um grupo bastante eclético formado a priori no Whatsapp por diversos pesquisadores, escritores, memorialistas, professores, historiadores e entusiastas afins no sentido de organizar os inventarios Missaovelhenses. 

Os mesmos estão reunindo esforços no sentido de resgatar e preservar o quanto antes os inventários docunentais da história de Missão Velha e região. Algo que já vem sendo feito com outros municípios não apenas do Cariri. Os mais recentes foram Icó, Lavras da Mangabeira e Várzea Alegre. Após o minucioso trabalho de sistematização e digitalização docunental o acervo passa a fazer parte do arquivo público em Fortaleza ficando acessível à pesquisadores e demais consulentes interessados. Para tanto, foi formado um grupo de trabalho que ficara responsavel pela busca, tratamento específico e digitalização do material junto ao fórum local. Tudo visando a preservação do patrimônio documental do município. Documentação histórica a ser preservada de uma das cidades berços da própria formação Cariri cearense.

https://www.facebook.com/josecicero.silva.33/posts/pfbid02oU54Qo1mBWY9T8EKgzLb8AJKgDVJysuqBFGuY67ihkN32iJpKRi4x27YdBNzLwK3l?notif_id=1692126609143830&notif_t=tagged_with_story&ref=notif

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A ALMA SERTANEJA PREPARA-SE PARA MAIS UM GRANDE ENCONTRO …

Por Manoel Severo

Dia de 19 de agosto de 2023 na cidade de Gurjão, no Cariri paraibano , vamos conhecer mais de perto um dos maiores personagens do Cangaço : Antônio Silvino - o Rifle de Ouro,
Vem com a gente !
Cariri Cangaço Serra da Borborema, em Gurjão.
Banda Cabaçal
Casa Grande
Nova Olinda CE.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=6582329595122176&set=a.229016400453559

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ROBERTO CARLOS...

 Por O Rei Roberto Carlos de fãs para fãs


Em 2017, o Rei Roberto Carlos, ao chegar no Aeroporto de Marília teve uma surpresa. Pouco depois de descer do jato que o trouxe à cidade, recebeu como presente uma réplica de um helicóptero amarelo em que voou para cenas de um de seus filmes, o "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura", de 1967.

Uma imagem de Roberto como piloto da aeronave foi usada na capa do disco com as músicas do filme. A réplica entregue em Marília foi um presente do piloto José Zamboni Junior, um fã do Rei e do filme, que havia comprado o aparelho há muito tempo.

"Comprei essa réplica já porque era a do filme do Roberto. É de uma fabrica japonesa chamada Kiosho. A réplica voa, tem um motor elétrico. Quando soube que o Roberto vinha decidi dar para ele, se conseguisse chegar perto, claro."

Zamboni aguardava no aeroporto quando o jato do Rei, com prefixo PR-CRC pousou no aeroporto de Marilia.

"Foi difícil chegar, o esquema de segurança estava forte. Mas consegui falar com a produção que estava no aeroporto e levaram o assunto até o Roberto. Ele autorizou eu ir até o local de desembarque. Ele é um ser humano fantástico, muito educado e de uma simpatia muito grande. Tratou a mim e todos que puderam chegar à aeronave com muito carinho".

Zamboni, que é piloto na região há 38 anos, diz ser fã do cantor desde a infância e que acompanhar a carreira de Roberto, em cenas de ação como voo, carros, paraquedas, inspirou a paixão pela aviação.

"Foi muito emocionante conversar com ele e muitas coincidências me fizeram chegar em Marilia hoje. Sou piloto da PPA, voo pelo Brasil inteiro e hoje até isso dei sorte: estava de folga."

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ARCHIMEDES MARQUES

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=-dXb2-enccA

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Drogas: o crack e os novos termos

 Por: Archimedes Marques

Antes de adentrarmos  nos fatos e nas consequências do uso do crack peço permissão à língua portuguesa para usar duas palavras chave do tema, que na verdade são inexistentes no nosso dicionário, quais sejam: crackudo e vacilão.
Crackudo é originário do termo crack que é uma droga sintética. A palavra foi recentemente criada pelo povo brasileiro para identificar o indivíduo que é usuário e viciado dessa droga, ou seja, crackudo nada mais é do que o consumidor do crack, aquele cidadão que adquire o produto para uso próprio.
Quanto a vacilão, tal palavra é originada do verbo vacilar que significa, dentre outros: não estar firme, cambalear, enfraquecer, oscilar, tremer, hesitar, estar irresoluto, incerto... Vacilão na linguagem popular nada mais é do que o indivíduo que não mede as conseqüências dos seus atos e tampouco se importa com o que lhe aconteça.
A composição química do crack é simplesmente horripilante e estarrecedora. A partir da pasta base das folhas da coca acrescentam-se outros produtos altamente nocivos a qualquer ser vivo, tais como: ácido sulfúrico, querosene, gasolina ou solvente e a cal virgem,  que ao serem processados e misturados se transformam numa pasta endurecida homogênea de cor branco caramelizada onde se concentra mais ou menos 50% de cocaína, ou seja, meio à meio cocaína com os outros produtos citados. A droga é fumada pura, misturada em cigarro comum ou em cigarro de maconha.
O crack trás a morte em vida do crackudo arruína a vida dos seus familiares, aumenta a criminalidade onde se instala, degrada e mata mais do que todas as outras drogas juntas.
Lançando um olhar no passado o crackudo vê o rumo errado que tomou. Olhando ao futuro somente se lhe afigura a tumba. O seu presente é só o crack: o crack como o senhor do seu viver, como seu dominador, como seu real transformador do bem para o mal, como destruidor da sua família, como aniquilador da sua vida, como o seu curto caminho para a morte.
Estamos, sem sombras de dúvidas, em aguda e profunda crise social, familiar e criminal relacionada a essa droga avassaladora e mortal. A população mostra-se atônita, indefesa e impotente com tal problemática.
Até parece que apesar de todas as alertas feitas constantemente na mídia, as autoridades constituídas ainda não atentaram para esse gravíssimo problema que gera tantos outros em áreas diversas e que transforma tudo em malefícios.
O homem é o único animal racional existente na face da Terra, mas age, sem sombras de dúvidas de maneira irracional e gananciosa quando conscientemente fabrica o mal para o seu semelhante. Dentre todos os malefícios criados pelo homem para o homem, o crack está entre os primeiros colocados.
Basta o experimento de um único cigarro da pedra do crack para viciar o vacilão. A fumaça altamente tóxica da droga é rapidamente absorvida pela mucosa pulmonar excitando o sistema nervoso, causando euforia e aumento de energia ao usuário. Com  a falta dessa sensação ao passar o efeito da droga,  logo o vacilão é compelido ao segundo cigarro e assim por diante até levá-lo a conseqüências irremediáveis vez que ele é capaz de matar e morrer para sustentar o seu vício.
Com o passar do tempo o crack causa destruição de neurônios e provoca ao crackudo a degeneração dos músculos do seu corpo, fenômeno este conhecido na medicina como rabdomiólise, o que dá aquela aparência esquelética ao indivíduo, ou seja, ossos da face salientes, pernas e braços finos e costelas aparentes.
O crackudo pode ter convulsão e como conseqüência desse fato, pode levá-lo a uma parada respiratória, coma ou parada cardíaca. Além disso, para o debilitado e esquelético  sobrevivente seu declínio físico é devastador, como infarto, dano cerebral, doença hepática e pulmonar, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC), câncer de garganta, além da perda dos seus dentes, pois o ácido sulfúrico que faz parte da composição química do crack assim trata de furar, corroer e destruir a sua dentição.
Conclui-se assim que do mal nasceu o crack, que do crack surgiu o vacilão, que do vacilão gerou o crackudo, que do crackudo restou a morte.
Delegado de Polícia. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) archimedes-marques@bol.com.br
Enviado para este blog pelo autor: Dr. Archimedes Marques em 07 de novembro de 2011..