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terça-feira, 21 de novembro de 2023

JACK DE WITTE, O FRANCÊS MAIS NORDESTINO DO PLANETA.

  Por Manoel Severo Publicado em 2011

Bosco André, Jack, Severo e Zé Cícero , em uma de nossas últimas visitas ao Ten João Gomes de Lira em Nazaré

Jack de Witte me foi apresentado pela amiga Luitgard de Oliveira Barros, junto com a apresentação, veio a recomendação: "Severo o homem é espetacular e um apaixonado pelas coisas do nordeste". Sem dúvidas as credenciais apontadas por nossa estimada Luit, se confirmaram sobre maneira. Jack um "brasilianista" que descobriu sua paixão pela caatinga e pelo cangaço, pesquisador atento e escritor, nos deu o prazer de estar ao nosso lado durante quase 10 dias, quando pudemos compartilhar o nosso Cariri, como também visitar alguns dos principais cenários de nossa história cangaceira. 

Jack de Witte, Manoel Severo, Bosco André e Vilson; neto de Antônio da Piçarra
Jack de Witte, Zé Cícero, Anildomá e Bosco André
Rumo a Fazenda São Miguel e Passagem das Pedras

Em principio uma passagem obrigatória; pelas terras de Antônio da Piçarra. Piçarra cenário mais do que vital para entendermos as relações de Virgulino Ferreira com a sociedade rural daquela época. Seu Tôim da Piçarra, coiteiro de confiança que pelas contigências do destino foi obrigado a entregar seu amigo Lampião. Ali nas terras da Piçarra, Lampião foi cercado pelas volantes de Arlindo Rocha e Manoel Neto e ali tombou morto Sabino. "Meu avô disse que entregou Lampião com lágrimas nos olhos", confessa Vilson, neto de seu Tôim da Piçarra e nosso anfitrião.

Serra Talhada e sua lendária "Passagem das Pedras" foi nossa segunda parada, sem deixar de abraçar o confrade Anildoma Willians e nossa querida Cléo da Fundação Cabras de Lampião. Da capital do Xaxado em Pernambuco, partimos para a Bahia não sem antes pisarmos o solo da Estrada Zé Saturnino e as fazendas Passagem das Pedras, onde nasceu Virgulino e São Miguel, berço da família de Seu Luiz de Cazuza.

Nazaré do Pico, a Carqueja, a Vila encardida no meio da caatinga brava, entre Serra Talhada e Floresta, terra de homens valentes e destemidos, ali Virgulino conheceu seus mais ferrenhos inimigos e perseguidores: Os nazarenos. Ali tivemos a oportunidade do último abraço em nosso querido Tenente João Gomes de Lira.

Pedro Luiz, Jack e Alcino Alves Costa na casa de Dona Generosa
Pedro Luiz, Julio Ischiara, Zé Cícero, Jack, Manoel Severo e Bosco André e ainda com Juliana Ischiara, Dra Francisquinha, Sousa Neto, Alcino Costa... na casa de Maria Bonita
Paulo Gastão e Jack de Witte, navegando no São Francisco rumo a Angico
Manoel Severo, Megale e Jack, rumo a Angico
Jack, Lili, Zé Cícero e Bosco André na Grota mais famosa do nordeste

Passando por Pernambuco, Alagoas e desaguando no norte da Bahia para encontrar os confrades que ciceroniadosm por João de Sousa Lima promoviam o Seminário Internacional do Centenário de Maria Bonita. As visitas à Vila de Dona Generosa no sopé da serra do Umbuzeiro, a emblemática Malhada da Caiçara e a Casa de Maria Bonita com direito a abraçar seu irmão, Ozéas Gomes, foi para Jack um  momento único em nossa viagem pelas paragens baianasEm Delmiro Gouveia a visita a ex-cangaceira Aristéa e ao Museu da Fundação Delmiro Gouveia.

Dali à bela Piranhas, e à Grota de Angico, anfitrionados pelos amigos Jairo Luis e Cacau, fez de nosso encontro um momento único onde Jack, pela segunda vez em Angico, pudesse ter o contato com várias correntes de pensamentos e pesquisa na direção de desvendar as Mentiras e Mistérios de Angico. 

Padre Cícero, Padre Bosco e o irmão do Papa...
Em Barbalha com os Conselheiros Cariri Cangaço, Hugo Rodrigues e Rodrigo Sampaio
Cenário: Casa de Izaias Arruda, em Missão Velha
O descanso merecido ao lado de Bosco André na Usina da família Linard

Por fim o nosso amado Cariri...Crato, Juazeiro, Barbalha e Missão Velha fizeram o roteiro do Francês mais nordestino do planeta. Jack de Witte, mais um estimado membro da família Cariri Cangaço !

Manoel Severo

http://cariricangaco.blogspot.com/2011/12/jack-de-witte-o-frances-mais-nordestino.html

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SOLDADO QUE FUZILOU O CANGACEIRO CORISCO.

Colaboração Guilherme Velame Wenzinger

José Pereira Leal, o "Murundu". Soldado que fuzilou e matou o cangaceiro "Corisco", já em idade avançada.

Acervo: Adauto Silva.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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𝐀 𝐌𝐎𝐑𝐓𝐄 𝐋𝐀𝐃𝐎 𝐀 𝐋𝐀𝐃𝐎

Acervo do Guilherme Velame Wenzinger

No cangaço a morte poderia chegar a qualquer momento, e desta vez o fim chegou para os cangaceiros Jurema, Juremeira e Nevoeiro. O jornal A Noite, em sua edição do dia 23 de Março de 1937, noticiava e estampava a foto dos cadáveres dos 3 bandoleiros.

Jurema: Companheiro da cangaceira Ana, de nome Manoel Cililio, era primo de Corisco. Filho de Maria Cleto, tia de Corisco, entrou para o bando depois que seu irmão, o cangaceiro Beija-Flor, e o primo, Ferrugem, aderiram ao cangaço. (Fonte: Antônio Amaury).

Juremeira ou Jureminha: Integrava o subgrupo de Jurema, quando foi morto com Jurema e Nevoeiro. (Bismarck Martins de Oliveira).

Nevoeiro: Antônio Gusmão ou Antônio de Severina, fez parte do bando de Faustino Mão de Onça, depois passou para o subgrupo de Jurema, onde ficou até ser morto. Sua companheira chamava-se Catarina. (Bismarck Martins de Oliveira).

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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A TESOURA E O CORONEL SANTANA DE MISSÃO VELHA.

 Por Bosco André

Bosco André é pesquisador do cangaço...

Certa feita o Cel. Santana chegou à casa de uma sua parenta nas redondezas de Missão Velha, a qual se encontrava chorando muito, ao que foi interpelada pelo coronel, o que estava acontecendo? 

Coronel Santana

Ela lhe disse que havia desaparecido uma tesoura de ouro que fora herança da sua avó, e que suspeitava de umas mulheres que estavam apanhando um feijão na sua roça, em número de oito trabalhadoras rurais. 

A famosa tesoura de ouro

O Cel. Santana pediu calma e perguntou a que horas aquelas mulheres voltariam da roça, tendo a sua parenta dito que ao final da tarde; lá para as quatro e meia da tarde.

À hora marcada o coronel chegou à casa da sua parenta e mandou que as mulheres desocupassem os lençóis, jogando o feijão ao pé da parede e mandou que pegassem quatro lençóis daqueles e cada uma, pegasse numa ponta do lençol e tentassem rasgá-lo. A certa altura o Cel. Santana disse: 

- A mulher que roubou a sua tesoura minha prima, não vai conseguir rasgar o lençol! 

Ao que uma das circunstantes, disse: 

- Não Coronel, eu vou conseguir! 

Então aí o Cel. Santana mandou que ela fosse buscar a tesoura e entregasse a sua legítima dona. Terminando assim o segredo do roubo da tesoura.

O João Bosco André ativamente pesquisador do cangaço do nosso nordeste brasileiro.


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SEPULTAMENTO DAS CABEÇAS DOS CANGACEIROS

 Acervo Guilherme Velame Wenzinger

Raro registro das cabeças sendo finalmente sepultadas no cemitério Quinta dos Lázaros. Salvador(BA), 1969.

Acervo: ?

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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segunda-feira, 20 de novembro de 2023

𝑬𝑿-𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪𝑬𝑰𝑹𝑶 𝑪𝑼𝑹𝑰𝑶

 Por Guilherme Velame Wenzinger

Fotografia do ex-cangaceiro Curió concedendo uma entrevista. 11 de Outubro de 1977.

Foto do arquivo público de Pernambuco, pertencente ao Museu da Imagem e do Som, disponível na internet, em sua página 26.

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CAPELA DE SANTO ANTÔNIO

 Por Lemuel Rodrigues.

Atividade na Capela de Santo Antônio-Alunos da Disciplina Diálogos Paulo Gastão do curso de História da UERN no dia 27/10/23.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=2657605251081883&set=a.102622333246867

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LAMENTÁVEL!

 Por Luiz Benicio

Essa é, ou melhor. . . Era. Uma das igrejas mais antiga da cidade de Mossoró - RN. A igrejinha do Porto de Santo Antônio, centenária, enfim está indo ao chão, desmoronando.

Por algumas vezes tentamos ajudá-la, buscamos ajuda junto a paróquia de São José ( a qual ela pertence ), mas não foi possível, procuramos a Diocese de Mossoró, na pessoa do Bispo Manzzana, mas também não houve interesse por parte da diocese.

Procuramos envolver o IFRN, levando alguns professores especialistas em restauração para ver a igrejinha, e o que poderia ser feito por ela, mas também não foi o suficiente, enfim, tentamos de várias maneiras procurar uma forma de não deixá-la cair, mas infelizmente não não houve interesse por parte de quem deveria ser os mais interessados. Estava fora dos nossos limites, das nossas condições, o que podíamos fazer era procurar ajuda junto á quem deveria ter interesse, e a responsabilidade de fazer alguma coisa pra não deixá-la cair, mas infelizmente por falta de sensibilidade e consciência desses DESINTERESSADOS, não houve o socorro necessário á igrejinha.

Foi ao chão uma das mais antigas igrejas de Mossoró.

Fica aqui, a nossa indignação, e a nossa tristeza por vermos esses patrimônio cultural e religioso indo ao chão, por pura falta de interesse de quem deveria ter o interesse maior.

Imagem: autoria desconhecida.

https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5/posts/pfbid02VUjQnw1dCser6qmZvRbuFkMeWLQCqmNPJSoi9EoRq55Ceu85z1BNzuX6RRNmf38Ll?comment_id=294057940272724

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PEDRA SUSPENSA (TERRITÓRIO SIBERIANO).

Por Victor Mendes - Editor de uma revista online sobre curiosidades!

Parece que estava prestes a cair, mas não.

Na reserva Ergaki existe um milagre da natureza: um bloco de pedra pesando cerca de 600 toneladas à beira do abismo.

A pedra está em uma posição tão instável há milênios e ninguém consegue acreditar como ela mantém sua posição.

Todo o seu aspecto: o declive e a pequeníssima superfície de contacto com a rocha mostram claramente a instabilidade da situação.

https://pt.quora.com/Como-%C3%A9-a-Rocha-Suspensa-do-Territ%C3%B3rio-de-Krasnoyarsk

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HERON CID CESAR SOARES DE MADRID, FILHO DO RADIALISTA JOSÉ MARIA MADRID

Por Heron Cid Cesar Soares Madrid

Amigo José Mendes, me permita tratar você assim a partir de agora, pois sendo amigo do meu pai (José Maria Madrid), também sinto como se fosse meu.

Eu sou filho do segundo relacionamento dele. Ele conheceu minha mãe em Sousa, Sertão da Paraíba, quando foi trabalhar na Rádio Jornal, uma emissora da cidade.

Com ela - na década de 80 - teve dois filhos; eu e meu irmão Hernon Hilário Soares de Madrid.

Quando eu era ainda bem pequeno, três ou quatro anos talvez - ele saiu do Sertão, voltou a Mossoró e se separou dela.

Cresci sem qualquer contato com ele: aos 8 anos estive com ele - por iniciativa de minhas tias e irmãs dele - em Natal, por cerca de um mês.

Foi o primeiro e último contato. Praticamente três anos depois soubemos da morte dele em Mossoró, nos perversos trilhos do trem cuja linha praticamente inexistia, coincidentemente entre a cidade e Sousa.

Somente depois da morte fui começar a saber quem era meu pai, um dos grandes e admiradores jornalistas do Rio Grande do Norte.

O fato causou em mim - que já tinha pendores pelo rádio - grande impacto e influência. Passei a me mirar na sua história e abracei com obstinação a missão de seguir sua profissão.

Meu pai nunca me deu nada, materialmente falando, mas me deixou a maior herança e patrimônio: o dom da comunicação. E foi exatamente o homem com o qual não convivi que mais influenciou na minha vida.

Comecei muito cedo na profissão. Aos 13 anos já estava nos mesmos microfones que anos tinha servido para ecoar a bela voz dele. Coisas do destino.

Me graduei jornalista pela Universidade Federal da Paraíba em 2006. Desde 2007 atuo na imprensa Paraibana. Hoje tenho programas de rádio e TV em João Pessoa e sou diretor-presidente do Portal MaisPB, além de assinar um Blog pessoal na internet.

Podes conferir no www.maispb.com.br ou no heroncid.com.br (Blog).

Te mando aqui um link de uma entrevista recente que dei a um colega aqui de João Pessoa em que falo de meu pai.

https://youtu.be/u153oT5opM8

Tenho o projeto de escrever um livro sobre a vida dele. Já estive com meus irmãos aí em Mossoró e com a ex-esposa dele, Dona Claudette.

Preciso de sua ajuda para recuperar outras histórias com ex-colegas dele. Entrevistei em 2012 o fotógrafo José Rodrigues.

Recuperei alguns documentários na voz dele e seus últimos programas na radio Princesa de Assú.

Muito obrigado pelo seu contato. Fico feliz demais com seu retorno. Espero falar mais sobre ele.

Deus abençoe tua vida!

Heron Cid Cesar Soares de Madrid 

Enviado do meu iPhone

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VIRGULINO FERREIRA DA SILVA, "LAMPIÃO", 1927.

Por Reinaldo Elias - Colorizando o Passado

Acervo do Museu do Ceará - Fortaleza, CE, Brasil. O registro fotográfico foi realizado quando seu grupo invadiu e saqueou a cidade de Limoeiro do Norte, no interior do Ceará, em 15 de junho de 1927.

"Lampião foi o mais famoso chefe cangaceiro que existiu no país e teve atuação entre 1922 e 1938. Ele era de uma família de posição razoável, mas que se viu despossuída de tudo por uma disputa de terras. Lampião liderou um grupo de homens que aterrorizou o interior do Nordeste com seus saques. Foi morto em uma emboscada, em 1938."

"Virgulino Ferreira da Silva nasceu em Serra Talhada, no estado de Pernambuco, em 7 de julho de 1897, e pertencia a uma família de lavradores que levavam vida dura, mas tinham algumas posses. Conhecido na história brasileira como Lampião, sua data de nascimento é alvo de polêmica, uma vez que suas biografias apresentam diferentes datas.

Em 1921, Virgulino Ferreira aderiu ao bando de Sinhô Pereira, um dos cangaceiros de maior expressão no Nordeste. Nesse bando, ele prosperou como cangaceiro, tornando-se o mais famoso e temido do Brasil. Ficou conhecido como Lampião porque sua capacidade de atirar rapidamente fazia com que ele iluminasse a noite.

Sob a liderança de Sinhô Pereira, Lampião aprendeu muito. Ele foi ensinado a sobreviver no cangaço, a esconder seus rastros, a evitar confrontos abertos com a polícia e a como se comportar nos ataques. Em julho de 1922, Sinhô Pereira abandonou o cangaço, e Lampião assumiu a liderança do grupo.

Lampião então passou a liderar ataques contra propriedades e cidades à procura de riqueza. Ele saqueava o que podia, pedia resgate de determinados itens que saqueava, e, muitas vezes, extorquia determinados locais, exigindo um pagamento para que ele não os atacasse. Ele também soube desenvolver uma rede de coiteiros que o auxiliavam sempre que fosse necessário.

Lampião liderou seu bando de cangaceiros de 1922 até 1938, promovendo inúmeros ataques nesse período. Ele enfrentou por diversas vezes as tropas volantes, isto é, as forças policiais móveis que atuavam no combate aos cangaceiros. Entretanto, ele evitava confrontos muito abertos para não ter perdas de homens e desperdícios de munição.

Durante suas andanças, Lampião conheceu Maria Gomes de Oliveira, mulher que fazia parte de uma família de coiteiros. Ela ficou conhecida como Maria Bonita e apaixonou-se por Lampião, abandonando seu marido para ficar com o chefe cangaceiro. Ela aderiu ao bando de Lampião em 1930, e tornou-se a primeira mulher a fazer parte do cangaço.

Até então, as mulheres não faziam parte do cangaço, mas, devido a Lampião, isso mudou, e os seus homens passaram, em geral, a ser acompanhados por suas mulheres. A chegada de Maria Bonita se deu já na fase decadente do cangaço e contribuiu para que as medidas de segurança dos cangaceiros se afrouxassem porque os períodos de descanso tornaram-se maiores. Juntos, Lampião e Maria Bonita tiveram uma filha, em 1932, chamada Expedita Ferreira Nunes."

"Em 27 de julho de 1938, Lampião e seus homens se estabeleceram para descansar na fazenda Angicos, localizada em Poço Redondo, no estado de Sergipe. Acontece que a posição de Lampião foi denunciada (não se sabe até hoje por quem), e as tropas volantes foram ao encontro do seu bando.

Na madrugada do dia 28 de julho de 1938, o bando de Lampião foi pego de surpresa por um ataque das tropas volantes. Seu líder foi atingido por três tiros e faleceu no local. Seu cadáver foi decapitado e sua cabeça foi levada para diferentes locais em exibição de sua morte. Isso se deu porque ele era um dos homens mais caçados do Nordeste.

Outras teorias surgiram explicando sua morte. Alguns pesquisadores afirmam que ele pode ter sido envenenado um dia antes do ataque, enquanto outros apontam que ele pode ter fugido e se escondido pelo restante de sua vida. Essas hipóteses, entretanto, não são aceitas, e considera-se que ele foi realmente assassinado no ataque surpresa."

Texto: Daniel Neves Silva (Professor de História)

 https://www.facebook.com/photo/?fbid=903828447774274&set=a.643721087118346

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O CANGACEIRO CALAIS

Jovem, olhar sereno, aparentava ser calmo e sem experiência. Para aqueles que acham isso, triste engano, por trás desse rosto tranquilo e jovial se escondia um dos seres mais cruéis e perigosos que já pisaram nas hostes do cangaço.

Pedro Silvino do Nascimento ou Pedro de Ciana, ficou popularmente conhecido no mundo hostil do cangaço como " CALAIS ". Apesar de ser jovem, sua ações criminosas eram extensas.

Assassinatos, estupros, castrações, tortura entre outros, são alguns dos métodos que constam no repertório sombrio de Calais.

Um cangaceiro que ficou famoso por marcar o rosto de mulheres com ferro quente de marcar animais, foi Zé Baiano, mas o que muitos não sabem é que Calais e seu parceiro de crimes o também cangaceiro Arvoredo já usavam essa prática bem antes e com muito mais frequência.

Calais também ficou conhecido por ser homem de "reza forte", se invultava no meio dos combates mais adversos, desaparecia como um fantasma. Diz a tradição oral, que por diversas vezes saiu com vida onde não se tinha de perspectivas de salvação.

Perdeu duas companheiras no cangaço, Joana e Delmira, ambas tombaram sem vida em meio a ataques de seus inimigos e Calais como sempre conseguindo fugir. Mas a sorte desse baiano acabou no ano de 1937, quando já vivia pelos matos solitário, cometendo seus crimes. Foi morto enquanto buscava tirar da vegetação rígida das caatingas recursos para sua sobrevivência.

Até hoje paira sobre sua morte a dúvida no campo de pesquisa de quem de fato foi o seu algoz, para uma grande parte dos pesquisadores, Teófilo Pires, para outros João Crisipa. Ao certo, o que se sabe, é que naquele dia 22 de dezembro de 1937 tombava sem vida o " Feiticeiro das Caatingas ".

Obs : Após ser gravemente ferido por disparo de arma de fogo, diz a tradição oral, que Calais persistia em não morrer, mesmo diante de um quandro aparentemente irreversível. Foi quando notou-se em seu pescoço um " Patuá", assim que tirado do corpo do cangaceiro o mesmo deu seus últimos suspiros e morreu.

Por : Helton Araújo

Foto : Eronides de Carvalho

Edição Arquivo Digital Helton Araújo

Apoio : Adelsomota Mota

Atenção : Existem várias versões para morte de Calais.

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𝑷𝑹𝑬𝑺𝑶𝑺

Acervo jaozin jaaozinn 

Fotografia do cangaceiro Faustino de Souza, o Pai do Matto, e a mulher apelidada de Bahiana Caturrada, 1932.

No interior do estado da Bahia, a força volante comandada pelo Tenente Manoel Netto, na região de Jatobá de Tacaratu/BA, acaba capturando o bandoleiro Pai do Matto que, segundo a informação, seduzia nos povoados mulheres que seriam levadas para o grupo e depois deixadas para trás.

Ainda, no mesmo local, é aprendida também uma mulher pela alcunha “Bahiana Caturrada”, que passou cerca de dois anos no grupo do Rei do Cangaço, ganhando esse apelido pelo mesmo. Acabou sendo abandonada.

Em outra informação aponta que Faustino era tio dos cangaceiros Jurema e Nevoeiro. Um dia, o cangaceiro passou em uma fazenda por nome Volta, entrou no local e pediu sal, farinha, canoa para poder atravessar o rio e comida. Entretanto, fora capturado pelo morador Octacíllio Rodolpho –algoz de seus sobrinhos e do bandoleiro Juremeira (ou Jureminha)– junto com o seu sobrinho que tinha 19 anos, onde amarraram o cangaceiro e entregaram para a força volante de Manoel Netto, que se encontrava em Jatobá, levando o bandido para o presídio de Santo Antônio da Glória/BA.

𝑭𝑶𝑵𝑻𝑬𝑺: 𝑱𝒐𝒓𝒏𝒂𝒍 𝑷𝒆𝒒𝒖𝒆𝒏𝒐/𝑷𝑬 - 1932; 𝑱𝒐𝒓𝒏𝒂𝒍 𝑨 𝑵𝒐𝒊𝒕𝒆/𝑹𝑱 - 1937.

. 𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪̧𝑶 𝑩𝑹𝑨𝑺𝑰𝑳𝑬𝑰𝑹𝑶.

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CASA ONDE NASCEU LAMPIÃO.

 Por Judson Carlos Judcarlos


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PADRE CÍCERO ASSINANDO PATENTE DE LAMPIÃO.

 Por Judson Carlos Judcarlos

Padre Cícero assinando o título de capitão para Virgulino ferreira (Lampião).

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domingo, 19 de novembro de 2023

ISAÍAS VIEIRA DA SILVA, O ZABELÊ.

Guilherme Velame Wenzinger

Registro inédito de Isaias Vieira da Silva, o Zabelê, então preso na casa de detenção do Recife.

Arquivo digital: Guilherme Velame.

Publicação: A Província, 29/09/1929.

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PADRE JOSÉ KEHRLE E OS CANGACEIROS

Por Beto Rueda

Padre José Kehrle, homem admirável, culto, proveniente de família Judia, nasceu em 19 de maio de 1891, na cidade de Rheinstetten, Alemanha.

Cursou medicina na Universidade de Munique mas desistiu da carreira no último ano de faculdade para ingressar no seminário e tornar-se sacerdote.

Veio para o Brasil em 1909, optando pela vida religiosa e ordenou-se em 14 de março de 1914, no Mosteiro de São Bento, em Olinda-PE.

Transferiu-se no ano seguinte para Quixadá-CE. e chegou a ter contato com o Pe. Cícero, em Juazeiro do Norte.

Foi encarregado de assumir a secretaria do bispado de Floresta e ficou por quatro anos. Tornou-se o primeiro pároco de Rio Branco, atual Arcoverde.

Assumiu a paróquia de Nossa Senhora da Penha, em Vila Bela (atual Serra Talhada), ficando também responsável pela paróquia de São José do Belmonte.

José Kehrle tinha um irmão, também padre, chamado Luiz Gonzaga Kehrle, que foi pároco na cidade de Araripina - PE, entre 1923 e 1951.

Conheceu Virgolino Ferreira ainda no começo de sua vida como cangaceiro, inclusive seu confessor e conselheiro.

Ainda em sua missão pelo Sertão pernambucano, o padre alemão passou pelas cidades de Venturosa, Afogados da Ingazeira, Brejo da Madre de Deus e Moxotó. Por fim, chegou em Buíque no ano de 1947.

No ano de 1967, a pesquisadora e escritora Aglae Lima de Oliveira, foi a Buíque e coversou com ele:

"Tive a satisfação de conhecê-lo pessoalmente. Pesquisador do banditismo, inteligente, forte sotaque germânico, estimadíssimo na cidade. Conta com 76 anos de idade. Possui vasto documentário sobre o cangaço. Conheceu de perto todos os problemas desse fenômeno. Recorda-se de Lampião como cangaceiro iniciante em Vila Bela.

Perguntei:

- Padre, Lampião e os cabras confessavam-se com o senhor?

- Não.

Nunca se confessaram comigo, os outros padres, tenho certeza, não os receberam no confessionário.

- Fale padre, sobre a personalidade de Lampião, pois tão bem o conheceu.

- Eu fui vigário em Vila Bela, conheci Lampião quase menino. Ele me obedecia. Tomava-me a benção, desarreado e desarmado. Todos os cangaceiros assistiam a Santa Missa, com os chapéus na mão, respeitosos. No momento que chegavam às capelas, as armas eram ensarilhadas, guardadas e trancadas na sacristia.

Os cabras não perdiam missa, principalmente se incursionassem nas fazendas e povoados pertencentes a paróquia onde eu era vigário. Eram fiéis as missas celebradas por mim. Prestavam atenção ao aviso das próximas, fitavam-me com respeito e absoluto silêncio.

- A polícia sabia que Lampião assistia a missa nas capelas da sua Paróquia?

- Sabia, e nunca foram procurá-los nas igrejas.

- Padre, fale sobre Sinhô Pereira.

- Conheci muito. Era de família nobre, neto do barão Andrelino Pereira do Pajeú. Teve suas razões para entrar no cangaço.

- Padre Kehrle, conheceu outros cangaceiros?

- Conheci todos em minha região, até 1940.

- O que achava da personalidade deles, da religião, costumes e da vida que levavam?

- Observava que o meio e as injustiças sociais foram responsáveis por todos os bandidos do Nordeste. Sobre a religião, eu ficava impressionado diante da fé e da confiança. Não desviavam a atenção das imagens e da minha pessoa. Ouviam o meu sermão cabisbaixos. Rezavam rosários e orações fortes.

- Padre Kehrle, fico impressionada com a personalidade complexa dessa gente. Eles não temiam a surpresa de as volantes cercarem as capelas?

- Não.

As volantes também me respeitavam e jamais escolheriam as igrejas para cercar bandos desarmados. A polícia também nunca castigou padres. Lembro-me de que, depois da missa, eu retirava do bolso da minha batina a chave da sacristia e Lampião distribuía as armas e os arreios.

Anotei os costumes e a vida que levavam e consegui encher uma mala cheia de documentários.

- Padre, o senhor aparenta gostar também do assunto?

- Imensamente.

Sou alemão de nascimento mas amo profundamente o Brasil. É a minha segunda pátria, vivo a muitos anos nos sertões.

- O que mais o impressionou em Lampião?

- Seus modos. Era calmo. Falava manso. Atendia aos meus pedidos.

- O senhor lhe solicitava que abandonasse o cangaço?

- Sim. Várias vezes.

Ele baixava a cabeça, segurava o fuzil e dizia:

- Padre José, não tem mais jeito."

José Kehrle faleceu em Buíque no dia 06 de agosto de 1978, aos 87 anos. Foi sepultado na capela Nossa Senhora das Graças, construida por ele. Sua grandiosa contribuição é lembrada para a história do interior de Pernambuco.

REFERÊNCIAS:

OLIVEIRA. Aglae Lima de. Lampião, cangaço e Nordeste. 2.ed. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1970.

MELLO, Frederico Pernambucano de. Guerreiros do sol: violência e banditismo no Nordeste do Brasil. São Paulo: A Girafa Editora, 2004.

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IRMÃS DO CANGACEIRO CORISCO.

 Por Guilherme Velame Wenzinger

Irmãs de Cristino Gomes da Silva Cleto, o "Corisco". Povoado Verdão, Pariconha(AL). Ambas falecidas.

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𝑭𝑶𝑹𝑪̧𝑨 𝑫𝑬 𝑺𝑬𝑮𝑼𝑹𝑨𝑵𝑪̧𝑨

 Jaozin Jaaozinn

𝙵𝚘𝚝𝚘𝚐𝚛𝚊𝚏𝚒𝚊 𝚍𝚎 𝚞𝚖𝚊 𝚖𝚒𝚕𝚒́𝚌𝚒𝚊 𝚖𝚘𝚗𝚝𝚊𝚍𝚊 𝚙𝚎𝚕𝚘 𝚂𝚛. 𝙰𝚗𝚝𝚘̂𝚗𝚒𝚘 𝙱𝚊𝚝𝚒𝚜𝚝𝚊 𝙼𝚊𝚒𝚊 (𝚎𝚖 𝚙𝚎́ 𝚊̀ 𝚎𝚜𝚚𝚞𝚎𝚛𝚍𝚊), 𝚙𝚊𝚛𝚊 𝚛𝚎𝚜𝚐𝚊𝚝𝚊𝚛 𝚊 𝚜𝚞𝚊 𝚒𝚛𝚖𝚊̃ 𝙼𝚊𝚛𝚒𝚊 𝙹𝚘𝚜𝚎́ 𝙻𝚘𝚙𝚎𝚜, 𝚚𝚞𝚎 𝚏𝚘𝚛𝚊 𝚌𝚊𝚙𝚝𝚞𝚛𝚊𝚍𝚊 𝚙𝚎𝚕𝚘 𝚐𝚛𝚞𝚙𝚘 𝚍𝚎 𝙻𝚊𝚖𝚙𝚒𝚊̃𝚘 𝚚𝚞𝚊𝚗𝚍𝚘 𝚎𝚜𝚝𝚊𝚟𝚊𝚖 𝚗𝚊 𝚛𝚎𝚐𝚒𝚊̃𝚘 𝚍𝚘 𝚁𝚒𝚘 𝙶𝚛𝚊𝚗𝚍𝚎 𝚍𝚘 𝙽𝚘𝚛𝚝𝚎, 1927.

𝙵𝚘𝚗𝚝𝚎: 𝚂𝚎́𝚛𝚐𝚒𝚘 𝙳𝚊𝚗𝚝𝚊𝚜.

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𝑽𝑶𝑳𝑨𝑵𝑻𝑬𝑺

 Jaaozin Jaaozinn

Fotografia dos volantes (da esquerda para a direita) Zenon Costa e Manoel de Oliveira Dantas, em Águas Belas/PE, 1935.

𝒁𝑬𝑵𝑶𝑵:

Era pernambucano, integrou a Polícia Militar de Pernambuco e, depois, participou da força volante montada em Vila Bela/PE. Na década de 1930, foi mandado para a Bahia, ingressando na força de Manoel Netto, como um contratado.

𝑴𝑨𝑵𝑶𝑬𝑳:

Como o seu companheiro Zenon, era pernambucano e integrou a Polícia Militar de Pernambuco, depois participando da força volante montada em Vila Bela/PE. Participou do famoso combate da Serra Grande/PE, no ano de 1926. Seguiu a mesma caminhada, sendo mandado para a Bahia, ingressando na força de Manoel Netto, também como um contratado, na década de 1930.

𝑭𝑶𝑵𝑻𝑬𝑺: 𝑳𝒊𝒗𝒓𝒐 𝑶 𝑪𝒂𝒏𝒕𝒐 𝒅𝒐 𝑨𝒄𝒂𝒖𝒂̃, 𝒅𝒆 𝑴𝒂𝒓𝒊𝒍𝒐𝒖𝒅𝒆𝒔 𝑭𝒆𝒓𝒓𝒂𝒛; 𝒍𝒊𝒗𝒓𝒐 𝑽𝒐𝒍𝒂𝒏𝒕𝒆𝒔 𝒅𝒆 𝑨 𝒂̀ 𝒁, 𝒅𝒆 𝑩𝒊𝒔𝒎𝒂𝒓𝒄𝒌 𝑴𝒂𝒓𝒕𝒊𝒏𝒔 𝒅𝒆 𝑶𝒍𝒊𝒗𝒆𝒊𝒓𝒂.

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𝑨 𝑳𝑰𝑺𝑻𝑨

 Jaozin Jaaozinn

𝘍𝘰𝘵𝘰𝘨𝘳𝘢𝘧𝘪𝘢 𝘥𝘰 𝘊𝘢𝘱𝘪𝘵𝘢̃𝘰 𝘟𝘢𝘷𝘪𝘦𝘳 𝘊𝘰𝘴𝘵𝘢, 1933.

Creio que todo mundo já está familiarizado com a famosa lista do preço das cabeças de alguns cangaceiros do bando de Lampião no final da década de 1920. Porém, conhece quem foi o mentor ou um dos que influenciaram a sua criação?

Um dos foi o Capitão Xavier Costa, em que, possivelmente, atuava na região da Bahia. Ele sempre foi dessa opinião, em colocar prêmios nas cabeças dos bandoleiros para que chama-se a atenção de sertanejos e o interesse de capturá-los ou matá-los fosse maior. Sua ideia venceu, fazendo com que fosse organizada a lista:

• Lampeão - 50 contos

•Corisco - 10 contos

• Luiz Pedro, Cirilo e Mariano - 5 contos

• Gato, Zé Baiano e Serra Branca(?) - 4 contos

• Arvoredo e Moderno - 4 contos

• Beija Flor, Medalha e Cajueiro - 2 contos

• Jurema e Maçarico - 2 contos

• Suspeita e Calais - 2 contos

• Jacarandá e Bem-te-vi (de Moreno) 1 conto

• Bem-te-vi (de Corisco) - 1 conto

• Avião (ou Gavião?) e Coqueiro - 1 conto

• Alecrim e Duca - 1 conto

• Pai Velho e Português - 1 conto

• Franqueza e Boi Manso - 1 conto

• Pó Corante e Nevoeiro - 1 conto

• Criança e Moita Brava - 1 conto

• Butão e Bom-de-Veras - 1 conto

• Pancada e Pedra D'Ave - 1 conto

Nesse período, Azulão acabou sendo morto pela força de Zé Rufino, onde sua cabeça era avaliada por quatro contos, e à de seus companheiros, Zabelê e Canjica, por um conto. Meia Noite II, capturado na mesma década, tinha o seu preço por um conto também.

𝑭𝑶𝑵𝑻𝑬: 𝑨 𝑵𝒐𝒊𝒕𝒆/𝑹𝑱 - 1933.

.𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪̧𝑶 𝑩𝑹𝑨𝑺𝑰𝑳𝑬𝑰𝑹𝑶.

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𝑻𝑬𝑵𝑬𝑵𝑻𝑬 𝑱𝑶𝑨̃𝑶 𝑴𝑰𝑮𝑼𝑬𝑳 𝑫𝑨 𝑺𝑰𝑳𝑽𝑨

 Guilherme Velame Wenzinger

No ano de 1932, comissionado como capitão da força pública da Bahia, integrou a campanha contra o cangaço organizada pelo governador Juracy Magalhães. Organizava o serviço de rádio da polícia, melhorando a eficiência da comunicação com as forças volantes.

João Miguel concedeu entrevista e falou, entre outros temas, da suposta invulnerabilidade de Lampião. Disse ele:

"Os sertanejos têm a superstição de que Lampeão tem o ‘corpo fechado’, que não há bala que o alcance, nem armadilha que o colha. (...) eu não sou sujeito a superstições (...), no entanto, estou meio convencido de que o bandido tem mesmo estrela. (...) quando entreguei o comando ao tenente Liberato tinha a impressão de que Lampeão estava perdido. Pois não é que ele conseguiu furar o malho da rede? Eu quase vim convencido de que os sertanejos têm razão... (DIÁRIO DA BAHIA: 30 DE MAIO, 1931.).

Fontes: O cangaço e a representação mística de Lampião, trabalho de Marcos Edilson de Araújo Clemente. O Jornal(RJ).

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