Por Manoel Severo Publicado em 2011
Seguidores
terça-feira, 21 de novembro de 2023
JACK DE WITTE, O FRANCÊS MAIS NORDESTINO DO PLANETA.
SOLDADO QUE FUZILOU O CANGACEIRO CORISCO.
José
Pereira Leal, o "Murundu". Soldado que fuzilou e matou o cangaceiro
"Corisco", já em idade avançada.
Acervo:
Adauto Silva.
https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
𝐀 𝐌𝐎𝐑𝐓𝐄 𝐋𝐀𝐃𝐎 𝐀 𝐋𝐀𝐃𝐎
No cangaço a morte poderia chegar a qualquer momento, e desta vez o fim chegou para os cangaceiros Jurema, Juremeira e Nevoeiro. O jornal A Noite, em sua edição do dia 23 de Março de 1937, noticiava e estampava a foto dos cadáveres dos 3 bandoleiros.
Jurema: Companheiro da cangaceira Ana, de nome Manoel Cililio, era primo de Corisco. Filho de Maria Cleto, tia de Corisco, entrou para o bando depois que seu irmão, o cangaceiro Beija-Flor, e o primo, Ferrugem, aderiram ao cangaço. (Fonte: Antônio Amaury).
Juremeira ou Jureminha: Integrava o subgrupo de Jurema, quando foi morto com Jurema e Nevoeiro. (Bismarck Martins de Oliveira).⠀
Nevoeiro:
Antônio Gusmão ou Antônio de Severina, fez parte do bando de Faustino Mão de
Onça, depois passou para o subgrupo de Jurema, onde ficou até ser morto. Sua
companheira chamava-se Catarina. (Bismarck Martins de Oliveira).
https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
A TESOURA E O CORONEL SANTANA DE MISSÃO VELHA.
Por Bosco André

À hora marcada o coronel chegou à casa da sua parenta e mandou que as mulheres desocupassem os lençóis, jogando o feijão ao pé da parede e mandou que pegassem quatro lençóis daqueles e cada uma, pegasse numa ponta do lençol e tentassem rasgá-lo. A certa altura o Cel. Santana disse:
- A mulher que roubou a sua tesoura minha prima, não vai conseguir rasgar o lençol!
Ao que uma das circunstantes, disse:
- Não Coronel, eu vou conseguir!
Então aí o Cel. Santana mandou que ela fosse buscar a tesoura e entregasse a sua legítima dona. Terminando assim o segredo do roubo da tesoura.
SEPULTAMENTO DAS CABEÇAS DOS CANGACEIROS
Acervo Guilherme Velame Wenzinger
Raro registro das
cabeças sendo finalmente sepultadas no cemitério Quinta dos Lázaros.
Salvador(BA), 1969.
Acervo: ?
https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
segunda-feira, 20 de novembro de 2023
𝑬𝑿-𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪𝑬𝑰𝑹𝑶 𝑪𝑼𝑹𝑰𝑶
Por Guilherme Velame Wenzinger
Fotografia do ex-cangaceiro Curió concedendo uma entrevista. 11 de Outubro de 1977.
Foto do
arquivo público de Pernambuco, pertencente ao Museu da Imagem e do Som,
disponível na internet, em sua página 26.
https://www.facebook.com/groups/179428208932798
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
CAPELA DE SANTO ANTÔNIO
Por Lemuel Rodrigues.
Atividade na Capela
de Santo Antônio-Alunos da Disciplina Diálogos Paulo Gastão do curso de
História da UERN no dia 27/10/23.
https://www.facebook.com/photo/?fbid=2657605251081883&set=a.102622333246867
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
LAMENTÁVEL!
Por Luiz Benicio
Essa é, ou
melhor. . . Era. Uma das igrejas mais antiga da cidade de Mossoró - RN. A
igrejinha do Porto de Santo Antônio, centenária, enfim está indo ao chão,
desmoronando.
Por algumas
vezes tentamos ajudá-la, buscamos ajuda junto a paróquia de São José ( a qual
ela pertence ), mas não foi possível, procuramos a Diocese de Mossoró, na
pessoa do Bispo Manzzana, mas também não houve interesse por parte da diocese.
Procuramos
envolver o IFRN, levando alguns professores especialistas em restauração para
ver a igrejinha, e o que poderia ser feito por ela, mas também não foi o
suficiente, enfim, tentamos de várias maneiras procurar uma forma de não
deixá-la cair, mas infelizmente não não houve interesse por parte de quem
deveria ser os mais interessados. Estava fora dos nossos limites, das nossas
condições, o que podíamos fazer era procurar ajuda junto á quem deveria ter
interesse, e a responsabilidade de fazer alguma coisa pra não deixá-la cair,
mas infelizmente por falta de sensibilidade e consciência desses DESINTERESSADOS,
não houve o socorro necessário á igrejinha.
Foi ao chão
uma das mais antigas igrejas de Mossoró.
Fica aqui, a
nossa indignação, e a nossa tristeza por vermos esses patrimônio cultural e
religioso indo ao chão, por pura falta de interesse de quem deveria ter o
interesse maior.
Imagem:
autoria desconhecida.
https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5/posts/pfbid02VUjQnw1dCser6qmZvRbuFkMeWLQCqmNPJSoi9EoRq55Ceu85z1BNzuX6RRNmf38Ll?comment_id=294057940272724
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
PEDRA SUSPENSA (TERRITÓRIO SIBERIANO).
Parece que estava prestes a cair, mas não.
Na reserva Ergaki existe um
milagre da natureza: um bloco de pedra pesando cerca de 600 toneladas à beira
do abismo.
A pedra está em uma posição tão
instável há milênios e ninguém consegue acreditar como ela mantém sua posição.
Todo o seu aspecto: o declive e a
pequeníssima superfície de contacto com a rocha mostram claramente a
instabilidade da situação.
https://pt.quora.com/Como-%C3%A9-a-Rocha-Suspensa-do-Territ%C3%B3rio-de-Krasnoyarsk
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
HERON CID CESAR SOARES DE MADRID, FILHO DO RADIALISTA JOSÉ MARIA MADRID
Amigo José Mendes, me permita tratar você assim a partir de agora, pois sendo amigo do meu pai (José Maria Madrid), também sinto como se fosse meu.
Eu sou filho do segundo relacionamento dele. Ele conheceu minha mãe em Sousa, Sertão da Paraíba, quando foi trabalhar na Rádio Jornal, uma emissora da cidade.
Com ela - na década de 80 - teve dois filhos; eu e meu irmão Hernon Hilário Soares de Madrid.
Quando eu era ainda bem pequeno, três ou quatro anos talvez - ele saiu do Sertão, voltou a Mossoró e se separou dela.
Cresci sem qualquer contato com ele: aos 8 anos estive com ele - por iniciativa de minhas tias e irmãs dele - em Natal, por cerca de um mês.
Foi o primeiro e último contato. Praticamente três anos depois soubemos da morte dele em Mossoró, nos perversos trilhos do trem cuja linha praticamente inexistia, coincidentemente entre a cidade e Sousa.
Somente depois da morte fui começar a saber quem era meu pai, um dos grandes e admiradores jornalistas do Rio Grande do Norte.
O fato causou em mim - que já tinha pendores pelo rádio - grande impacto e influência. Passei a me mirar na sua história e abracei com obstinação a missão de seguir sua profissão.
Meu pai nunca me deu nada, materialmente falando, mas me deixou a maior herança e patrimônio: o dom da comunicação. E foi exatamente o homem com o qual não convivi que mais influenciou na minha vida.
Comecei muito cedo na profissão. Aos 13 anos já estava nos mesmos microfones que anos tinha servido para ecoar a bela voz dele. Coisas do destino.
Me graduei jornalista pela Universidade Federal da Paraíba em 2006. Desde 2007 atuo na imprensa Paraibana. Hoje tenho programas de rádio e TV em João Pessoa e sou diretor-presidente do Portal MaisPB, além de assinar um Blog pessoal na internet.
Podes conferir no www.maispb.com.br ou no heroncid.com.br (Blog).
Te mando aqui um link de uma entrevista recente que dei a um colega aqui de João Pessoa em que falo de meu pai.
Tenho o
projeto de escrever um livro sobre a vida dele. Já estive com meus irmãos aí em
Mossoró e com a ex-esposa dele, Dona Claudette.
Preciso de sua
ajuda para recuperar outras histórias com ex-colegas dele. Entrevistei em 2012
o fotógrafo José Rodrigues.
Recuperei
alguns documentários na voz dele e seus últimos programas na radio Princesa de
Assú.
Muito obrigado
pelo seu contato. Fico feliz demais com seu retorno. Espero falar mais sobre
ele.
Deus abençoe
tua vida!
Heron Cid
Cesar Soares de Madrid
Enviado do meu
iPhone
VIRGULINO FERREIRA DA SILVA, "LAMPIÃO", 1927.
Por Reinaldo Elias - Colorizando o Passado
Acervo do
Museu do Ceará - Fortaleza, CE, Brasil. O registro fotográfico foi realizado
quando seu grupo invadiu e saqueou a cidade de Limoeiro do Norte, no interior
do Ceará, em 15 de junho de 1927.
"Lampião
foi o mais famoso chefe cangaceiro que existiu no país e teve atuação entre
1922 e 1938. Ele era de uma família de posição razoável, mas que se viu
despossuída de tudo por uma disputa de terras. Lampião liderou um grupo de
homens que aterrorizou o interior do Nordeste com seus saques. Foi morto em uma
emboscada, em 1938."
"Virgulino
Ferreira da Silva nasceu em Serra Talhada, no estado de Pernambuco, em 7 de
julho de 1897, e pertencia a uma família de lavradores que levavam vida dura,
mas tinham algumas posses. Conhecido na história brasileira como Lampião, sua
data de nascimento é alvo de polêmica, uma vez que suas biografias apresentam
diferentes datas.
Em 1921,
Virgulino Ferreira aderiu ao bando de Sinhô Pereira, um dos cangaceiros de
maior expressão no Nordeste. Nesse bando, ele prosperou como cangaceiro,
tornando-se o mais famoso e temido do Brasil. Ficou conhecido como Lampião
porque sua capacidade de atirar rapidamente fazia com que ele iluminasse a
noite.
Sob a
liderança de Sinhô Pereira, Lampião aprendeu muito. Ele foi ensinado a
sobreviver no cangaço, a esconder seus rastros, a evitar confrontos abertos com
a polícia e a como se comportar nos ataques. Em julho de 1922, Sinhô Pereira
abandonou o cangaço, e Lampião assumiu a liderança do grupo.
Lampião então
passou a liderar ataques contra propriedades e cidades à procura de riqueza.
Ele saqueava o que podia, pedia resgate de determinados itens que saqueava, e,
muitas vezes, extorquia determinados locais, exigindo um pagamento para que ele
não os atacasse. Ele também soube desenvolver uma rede de coiteiros que o
auxiliavam sempre que fosse necessário.
Lampião
liderou seu bando de cangaceiros de 1922 até 1938, promovendo inúmeros ataques
nesse período. Ele enfrentou por diversas vezes as tropas volantes, isto é, as
forças policiais móveis que atuavam no combate aos cangaceiros. Entretanto, ele
evitava confrontos muito abertos para não ter perdas de homens e desperdícios
de munição.
Durante suas
andanças, Lampião conheceu Maria Gomes de Oliveira, mulher que fazia parte de
uma família de coiteiros. Ela ficou conhecida como Maria Bonita e apaixonou-se
por Lampião, abandonando seu marido para ficar com o chefe cangaceiro. Ela
aderiu ao bando de Lampião em 1930, e tornou-se a primeira mulher a fazer parte
do cangaço.
Até então, as
mulheres não faziam parte do cangaço, mas, devido a Lampião, isso mudou, e os
seus homens passaram, em geral, a ser acompanhados por suas mulheres. A chegada
de Maria Bonita se deu já na fase decadente do cangaço e contribuiu para que as
medidas de segurança dos cangaceiros se afrouxassem porque os períodos de
descanso tornaram-se maiores. Juntos, Lampião e Maria Bonita tiveram uma filha,
em 1932, chamada Expedita Ferreira Nunes."
"Em 27 de
julho de 1938, Lampião e seus homens se estabeleceram para descansar na fazenda
Angicos, localizada em Poço Redondo, no estado de Sergipe. Acontece que a
posição de Lampião foi denunciada (não se sabe até hoje por quem), e as tropas
volantes foram ao encontro do seu bando.
Na madrugada
do dia 28 de julho de 1938, o bando de Lampião foi pego de surpresa por um
ataque das tropas volantes. Seu líder foi atingido por três tiros e faleceu no
local. Seu cadáver foi decapitado e sua cabeça foi levada para diferentes
locais em exibição de sua morte. Isso se deu porque ele era um dos homens mais
caçados do Nordeste.
Outras teorias
surgiram explicando sua morte. Alguns pesquisadores afirmam que ele pode ter
sido envenenado um dia antes do ataque, enquanto outros apontam que ele pode
ter fugido e se escondido pelo restante de sua vida. Essas hipóteses,
entretanto, não são aceitas, e considera-se que ele foi realmente assassinado
no ataque surpresa."
Texto: Daniel
Neves Silva (Professor de História)
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
O CANGACEIRO CALAIS
Jovem, olhar
sereno, aparentava ser calmo e sem experiência. Para aqueles que acham isso,
triste engano, por trás desse rosto tranquilo e jovial se escondia um dos seres
mais cruéis e perigosos que já pisaram nas hostes do cangaço.
Pedro Silvino
do Nascimento ou Pedro de Ciana, ficou popularmente conhecido no mundo hostil
do cangaço como " CALAIS ". Apesar de ser jovem, sua ações criminosas
eram extensas.
Assassinatos,
estupros, castrações, tortura entre outros, são alguns dos métodos que constam
no repertório sombrio de Calais.
Um cangaceiro
que ficou famoso por marcar o rosto de mulheres com ferro quente de marcar
animais, foi Zé Baiano, mas o que muitos não sabem é que Calais e seu parceiro
de crimes o também cangaceiro Arvoredo já usavam essa prática bem antes e com
muito mais frequência.
Calais também
ficou conhecido por ser homem de "reza forte", se invultava no meio
dos combates mais adversos, desaparecia como um fantasma. Diz a tradição oral,
que por diversas vezes saiu com vida onde não se tinha de perspectivas de
salvação.
Perdeu duas
companheiras no cangaço, Joana e Delmira, ambas tombaram sem vida em meio a
ataques de seus inimigos e Calais como sempre conseguindo fugir. Mas a sorte
desse baiano acabou no ano de 1937, quando já vivia pelos matos solitário,
cometendo seus crimes. Foi morto enquanto buscava tirar da vegetação rígida das
caatingas recursos para sua sobrevivência.
Até hoje paira
sobre sua morte a dúvida no campo de pesquisa de quem de fato foi o seu algoz,
para uma grande parte dos pesquisadores, Teófilo Pires, para outros João
Crisipa. Ao certo, o que se sabe, é que naquele dia 22 de dezembro de 1937
tombava sem vida o " Feiticeiro das Caatingas ".
Obs : Após ser
gravemente ferido por disparo de arma de fogo, diz a tradição oral, que Calais
persistia em não morrer, mesmo diante de um quandro aparentemente irreversível.
Foi quando notou-se em seu pescoço um " Patuá", assim que tirado do
corpo do cangaceiro o mesmo deu seus últimos suspiros e morreu.
Por : Helton
Araújo
Foto :
Eronides de Carvalho
Edição Arquivo
Digital Helton Araújo
Apoio : Adelsomota
Mota
Atenção : Existem várias versões para morte de Calais.
https://www.facebook.com/groups/179428208932798
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
𝑷𝑹𝑬𝑺𝑶𝑺
Acervo jaozin jaaozinn
Fotografia do
cangaceiro Faustino de Souza, o Pai do Matto, e a mulher apelidada de Bahiana
Caturrada, 1932.
No interior do
estado da Bahia, a força volante comandada pelo Tenente Manoel Netto, na região
de Jatobá de Tacaratu/BA, acaba capturando o bandoleiro Pai do Matto que,
segundo a informação, seduzia nos povoados mulheres que seriam levadas para o
grupo e depois deixadas para trás.
Ainda, no
mesmo local, é aprendida também uma mulher pela alcunha “Bahiana Caturrada”,
que passou cerca de dois anos no grupo do Rei do Cangaço, ganhando esse apelido
pelo mesmo. Acabou sendo abandonada.
Em outra
informação aponta que Faustino era tio dos cangaceiros Jurema e Nevoeiro. Um
dia, o cangaceiro passou em uma fazenda por nome Volta, entrou no local e pediu
sal, farinha, canoa para poder atravessar o rio e comida. Entretanto, fora
capturado pelo morador Octacíllio Rodolpho –algoz de seus sobrinhos e do
bandoleiro Juremeira (ou Jureminha)– junto com o seu sobrinho que tinha 19
anos, onde amarraram o cangaceiro e entregaram para a força volante de Manoel
Netto, que se encontrava em Jatobá, levando o bandido para o presídio de Santo
Antônio da Glória/BA.
𝑭𝑶𝑵𝑻𝑬𝑺:
𝑱𝒐𝒓𝒏𝒂𝒍
𝑷𝒆𝒒𝒖𝒆𝒏𝒐/𝑷𝑬
- 1932; 𝑱𝒐𝒓𝒏𝒂𝒍 𝑨
𝑵𝒐𝒊𝒕𝒆/𝑹𝑱
- 1937.
. 𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪̧𝑶 𝑩𝑹𝑨𝑺𝑰𝑳𝑬𝑰𝑹𝑶.
https://www.facebook.com/groups/179428208932798
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
CASA ONDE NASCEU LAMPIÃO.
Por Judson Carlos Judcarlos
PADRE CÍCERO ASSINANDO PATENTE DE LAMPIÃO.
Por Judson Carlos Judcarlos
Padre Cícero
assinando o título de capitão para Virgulino ferreira (Lampião).
https://www.facebook.com/groups/179428208932798
http://blogdomendesemende3s.blogspot.com
domingo, 19 de novembro de 2023
ISAÍAS VIEIRA DA SILVA, O ZABELÊ.
Guilherme Velame
Wenzinger
Registro inédito de Isaias Vieira da Silva, o Zabelê, então preso na casa de detenção do Recife.⠀
Arquivo
digital: Guilherme Velame.
Publicação: A
Província, 29/09/1929.
https://www.facebook.com/groups/179428208932798/user/100002359271733
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
PADRE JOSÉ KEHRLE E OS CANGACEIROS
Por Beto Rueda
Padre José
Kehrle, homem admirável, culto, proveniente de família Judia, nasceu em 19 de
maio de 1891, na cidade de Rheinstetten, Alemanha.
Cursou
medicina na Universidade de Munique mas desistiu da carreira no último ano de
faculdade para ingressar no seminário e tornar-se sacerdote.
Veio para o
Brasil em 1909, optando pela vida religiosa e ordenou-se em 14 de março de
1914, no Mosteiro de São Bento, em Olinda-PE.
Transferiu-se
no ano seguinte para Quixadá-CE. e chegou a ter contato com o Pe. Cícero, em
Juazeiro do Norte.
Foi
encarregado de assumir a secretaria do bispado de Floresta e ficou por quatro
anos. Tornou-se o primeiro pároco de Rio Branco, atual Arcoverde.
Assumiu a
paróquia de Nossa Senhora da Penha, em Vila Bela (atual Serra Talhada), ficando
também responsável pela paróquia de São José do Belmonte.
José Kehrle
tinha um irmão, também padre, chamado Luiz Gonzaga Kehrle, que foi pároco na
cidade de Araripina - PE, entre 1923 e 1951.
Conheceu
Virgolino Ferreira ainda no começo de sua vida como cangaceiro, inclusive seu
confessor e conselheiro.
Ainda em sua
missão pelo Sertão pernambucano, o padre alemão passou pelas cidades de
Venturosa, Afogados da Ingazeira, Brejo da Madre de Deus e Moxotó. Por fim,
chegou em Buíque no ano de 1947.
No ano de
1967, a pesquisadora e escritora Aglae Lima de Oliveira, foi a Buíque e
coversou com ele:
"Tive a
satisfação de conhecê-lo pessoalmente. Pesquisador do banditismo, inteligente,
forte sotaque germânico, estimadíssimo na cidade. Conta com 76 anos de idade.
Possui vasto documentário sobre o cangaço. Conheceu de perto todos os problemas
desse fenômeno. Recorda-se de Lampião como cangaceiro iniciante em Vila Bela.
Perguntei:
- Padre,
Lampião e os cabras confessavam-se com o senhor?
- Não.
Nunca se
confessaram comigo, os outros padres, tenho certeza, não os receberam no
confessionário.
- Fale padre,
sobre a personalidade de Lampião, pois tão bem o conheceu.
- Eu fui
vigário em Vila Bela, conheci Lampião quase menino. Ele me obedecia. Tomava-me
a benção, desarreado e desarmado. Todos os cangaceiros assistiam a Santa Missa,
com os chapéus na mão, respeitosos. No momento que chegavam às capelas, as
armas eram ensarilhadas, guardadas e trancadas na sacristia.
Os cabras não
perdiam missa, principalmente se incursionassem nas fazendas e povoados
pertencentes a paróquia onde eu era vigário. Eram fiéis as missas celebradas
por mim. Prestavam atenção ao aviso das próximas, fitavam-me com respeito e
absoluto silêncio.
- A polícia
sabia que Lampião assistia a missa nas capelas da sua Paróquia?
- Sabia, e
nunca foram procurá-los nas igrejas.
- Padre, fale
sobre Sinhô Pereira.
- Conheci
muito. Era de família nobre, neto do barão Andrelino Pereira do Pajeú. Teve
suas razões para entrar no cangaço.
- Padre
Kehrle, conheceu outros cangaceiros?
- Conheci
todos em minha região, até 1940.
- O que achava
da personalidade deles, da religião, costumes e da vida que levavam?
- Observava
que o meio e as injustiças sociais foram responsáveis por todos os bandidos do
Nordeste. Sobre a religião, eu ficava impressionado diante da fé e da confiança.
Não desviavam a atenção das imagens e da minha pessoa. Ouviam o meu sermão
cabisbaixos. Rezavam rosários e orações fortes.
- Padre
Kehrle, fico impressionada com a personalidade complexa dessa gente. Eles não
temiam a surpresa de as volantes cercarem as capelas?
- Não.
As volantes
também me respeitavam e jamais escolheriam as igrejas para cercar bandos
desarmados. A polícia também nunca castigou padres. Lembro-me de que, depois da
missa, eu retirava do bolso da minha batina a chave da sacristia e Lampião
distribuía as armas e os arreios.
Anotei os
costumes e a vida que levavam e consegui encher uma mala cheia de
documentários.
- Padre, o
senhor aparenta gostar também do assunto?
- Imensamente.
Sou alemão de
nascimento mas amo profundamente o Brasil. É a minha segunda pátria, vivo a
muitos anos nos sertões.
- O que mais o
impressionou em Lampião?
- Seus modos.
Era calmo. Falava manso. Atendia aos meus pedidos.
- O senhor lhe
solicitava que abandonasse o cangaço?
- Sim. Várias
vezes.
Ele baixava a
cabeça, segurava o fuzil e dizia:
- Padre José,
não tem mais jeito."
José Kehrle
faleceu em Buíque no dia 06 de agosto de 1978, aos 87 anos. Foi sepultado na
capela Nossa Senhora das Graças, construida por ele. Sua grandiosa contribuição
é lembrada para a história do interior de Pernambuco.
REFERÊNCIAS:
OLIVEIRA.
Aglae Lima de. Lampião, cangaço e Nordeste. 2.ed. Rio de Janeiro: O Cruzeiro,
1970.
MELLO,
Frederico Pernambucano de. Guerreiros do sol: violência e banditismo no
Nordeste do Brasil. São Paulo: A Girafa Editora, 2004.
https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste
http:blogdomendesemendes.blogspot.com
IRMÃS DO CANGACEIRO CORISCO.
Por Guilherme Velame Wenzinger
Irmãs de
Cristino Gomes da Silva Cleto, o "Corisco". Povoado Verdão,
Pariconha(AL). Ambas falecidas.
https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste
http://blogdomendesemendes.blogpsot.com
𝑭𝑶𝑹𝑪̧𝑨 𝑫𝑬 𝑺𝑬𝑮𝑼𝑹𝑨𝑵𝑪̧𝑨
Jaozin Jaaozinn
𝙵𝚘𝚝𝚘𝚐𝚛𝚊𝚏𝚒𝚊
𝚍𝚎
𝚞𝚖𝚊
𝚖𝚒𝚕𝚒́𝚌𝚒𝚊
𝚖𝚘𝚗𝚝𝚊𝚍𝚊
𝚙𝚎𝚕𝚘
𝚂𝚛.
𝙰𝚗𝚝𝚘̂𝚗𝚒𝚘
𝙱𝚊𝚝𝚒𝚜𝚝𝚊
𝙼𝚊𝚒𝚊
(𝚎𝚖
𝚙𝚎́
𝚊̀
𝚎𝚜𝚚𝚞𝚎𝚛𝚍𝚊),
𝚙𝚊𝚛𝚊
𝚛𝚎𝚜𝚐𝚊𝚝𝚊𝚛
𝚊
𝚜𝚞𝚊
𝚒𝚛𝚖𝚊̃
𝙼𝚊𝚛𝚒𝚊
𝙹𝚘𝚜𝚎́
𝙻𝚘𝚙𝚎𝚜,
𝚚𝚞𝚎
𝚏𝚘𝚛𝚊
𝚌𝚊𝚙𝚝𝚞𝚛𝚊𝚍𝚊
𝚙𝚎𝚕𝚘
𝚐𝚛𝚞𝚙𝚘
𝚍𝚎
𝙻𝚊𝚖𝚙𝚒𝚊̃𝚘
𝚚𝚞𝚊𝚗𝚍𝚘
𝚎𝚜𝚝𝚊𝚟𝚊𝚖
𝚗𝚊
𝚛𝚎𝚐𝚒𝚊̃𝚘
𝚍𝚘
𝚁𝚒𝚘
𝙶𝚛𝚊𝚗𝚍𝚎
𝚍𝚘
𝙽𝚘𝚛𝚝𝚎,
1927.
𝙵𝚘𝚗𝚝𝚎:
𝚂𝚎́𝚛𝚐𝚒𝚘
𝙳𝚊𝚗𝚝𝚊𝚜.
https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste
http://blogdomendesemendesw.blogspot.com
𝑽𝑶𝑳𝑨𝑵𝑻𝑬𝑺
Jaaozin Jaaozinn
Fotografia dos
volantes (da esquerda para a direita) Zenon Costa e Manoel de Oliveira Dantas,
em Águas Belas/PE, 1935.
𝒁𝑬𝑵𝑶𝑵:
Era
pernambucano, integrou a Polícia Militar de Pernambuco e, depois, participou da
força volante montada em Vila Bela/PE. Na década de 1930, foi mandado para a
Bahia, ingressando na força de Manoel Netto, como um contratado.
𝑴𝑨𝑵𝑶𝑬𝑳:
Como o seu
companheiro Zenon, era pernambucano e integrou a Polícia Militar de Pernambuco,
depois participando da força volante montada em Vila Bela/PE. Participou do
famoso combate da Serra Grande/PE, no ano de 1926. Seguiu a mesma caminhada,
sendo mandado para a Bahia, ingressando na força de Manoel Netto, também como
um contratado, na década de 1930.
𝑭𝑶𝑵𝑻𝑬𝑺:
𝑳𝒊𝒗𝒓𝒐
𝑶
𝑪𝒂𝒏𝒕𝒐
𝒅𝒐
𝑨𝒄𝒂𝒖𝒂̃,
𝒅𝒆
𝑴𝒂𝒓𝒊𝒍𝒐𝒖𝒅𝒆𝒔
𝑭𝒆𝒓𝒓𝒂𝒛;
𝒍𝒊𝒗𝒓𝒐
𝑽𝒐𝒍𝒂𝒏𝒕𝒆𝒔
𝒅𝒆
𝑨
𝒂̀
𝒁,
𝒅𝒆
𝑩𝒊𝒔𝒎𝒂𝒓𝒄𝒌
𝑴𝒂𝒓𝒕𝒊𝒏𝒔
𝒅𝒆
𝑶𝒍𝒊𝒗𝒆𝒊𝒓𝒂.
https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
𝑨 𝑳𝑰𝑺𝑻𝑨
Jaozin Jaaozinn
𝘍𝘰𝘵𝘰𝘨𝘳𝘢𝘧𝘪𝘢
𝘥𝘰
𝘊𝘢𝘱𝘪𝘵𝘢̃𝘰
𝘟𝘢𝘷𝘪𝘦𝘳
𝘊𝘰𝘴𝘵𝘢,
1933.
Creio que todo
mundo já está familiarizado com a famosa lista do preço das cabeças de alguns
cangaceiros do bando de Lampião no final da década de 1920. Porém, conhece quem
foi o mentor ou um dos que influenciaram a sua criação?
Um dos foi o
Capitão Xavier Costa, em que, possivelmente, atuava na região da Bahia. Ele
sempre foi dessa opinião, em colocar prêmios nas cabeças dos bandoleiros para
que chama-se a atenção de sertanejos e o interesse de capturá-los ou matá-los
fosse maior. Sua ideia venceu, fazendo com que fosse organizada a lista:
• Lampeão - 50
contos
•Corisco - 10
contos
• Luiz Pedro,
Cirilo e Mariano - 5 contos
• Gato, Zé
Baiano e Serra Branca(?) - 4 contos
• Arvoredo e
Moderno - 4 contos
• Beija Flor,
Medalha e Cajueiro - 2 contos
• Jurema e Maçarico
- 2 contos
• Suspeita e
Calais - 2 contos
• Jacarandá e
Bem-te-vi (de Moreno) 1 conto
• Bem-te-vi
(de Corisco) - 1 conto
• Avião (ou
Gavião?) e Coqueiro - 1 conto
• Alecrim e
Duca - 1 conto
• Pai Velho e
Português - 1 conto
• Franqueza e
Boi Manso - 1 conto
• Pó Corante e
Nevoeiro - 1 conto
• Criança e
Moita Brava - 1 conto
• Butão e
Bom-de-Veras - 1 conto
• Pancada e
Pedra D'Ave - 1 conto
Nesse período,
Azulão acabou sendo morto pela força de Zé Rufino, onde sua cabeça era avaliada
por quatro contos, e à de seus companheiros, Zabelê e Canjica, por um conto.
Meia Noite II, capturado na mesma década, tinha o seu preço por um conto
também.
𝑭𝑶𝑵𝑻𝑬:
𝑨
𝑵𝒐𝒊𝒕𝒆/𝑹𝑱
- 1933.
.𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪̧𝑶
𝑩𝑹𝑨𝑺𝑰𝑳𝑬𝑰𝑹𝑶.
https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
𝑻𝑬𝑵𝑬𝑵𝑻𝑬 𝑱𝑶𝑨̃𝑶 𝑴𝑰𝑮𝑼𝑬𝑳 𝑫𝑨 𝑺𝑰𝑳𝑽𝑨
Guilherme Velame Wenzinger
No ano de 1932, comissionado como capitão da força pública da Bahia, integrou a campanha contra o cangaço organizada pelo governador Juracy Magalhães. Organizava o serviço de rádio da polícia, melhorando a eficiência da comunicação com as forças volantes.
João Miguel
concedeu entrevista e falou, entre outros temas, da suposta invulnerabilidade
de Lampião. Disse ele:
"Os sertanejos têm a superstição de que Lampeão tem o ‘corpo fechado’, que não há bala que o alcance, nem armadilha que o colha. (...) eu não sou sujeito a superstições (...), no entanto, estou meio convencido de que o bandido tem mesmo estrela. (...) quando entreguei o comando ao tenente Liberato tinha a impressão de que Lampeão estava perdido. Pois não é que ele conseguiu furar o malho da rede? Eu quase vim convencido de que os sertanejos têm razão... (DIÁRIO DA BAHIA: 30 DE MAIO, 1931.).
Fontes: O
cangaço e a representação mística de Lampião, trabalho de Marcos Edilson de
Araújo Clemente. O Jornal(RJ).
https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste
http://blogdomendesemendes.blogspot.com











.jpg)








