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quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

A CANGACEIRA ÁUREA DE MANÉ MORENO E OS PUNHAIS DA MORTE.

Por Rangel Alves da Costa

Morena de pele tingida de sol, rosto cheio, cabelos negros e descendo até os ombros, altura mediana, olhar fundo e distante, boca que esboça sorriso. Um lenço vasto enlaçado ao pescoço lhe proporciona uma feição majestosa. Assim era a mocinha um dia atraída por um amor cangaceiro e, a partir daí, passando a ser ora uma flor e ora uma cobra peçonhenta em pessoa. Filha de Antônio Nicácio e Dona Josefa, da família Soares do Maranduba, em Poço Redondo, e tia (e não prima!) de duas irmãs também cangaceiras: Rosinha e Adelaide, Áurea foi uma das mais destemidas e aguerridas do feminino cangaço, mas certamente também a mais cruel e vingativa entre todas que eram companheiras de chefes de subgrupos. Sua atuação em meio à cangaceirama e às vinditas é pouco destacada e analisada, mas certamente foi além do que normalmente se descreve acerca do papel desempenhado pela mulher cangaceira. Ora, comumente afirmam que mulher cangaceira nunca estava na linha de frente de combate, não guerreava, que sempre ficava protegida na retaguarda, não tinha voz nem vez de comando, não avançava de arma na mão como faziam os homens, dentre outras especulações. Com Áurea foi diferente. E os exemplos são muitos como se verá adiante. Fato é que a companheira de Mané Moreno, líder de subgrupo, por seu destemor e altivez de luta, era muito diferente da maioria das cangaceiras, mas principalmente das sobrinhas Rosinha e Adelaide, duas irmãs. Filhas do afamado vaqueiro Lé Soares da Maranduba, as irmãs também tiveram seus destinos chamados pelo cangaço. Rosinha - talvez a mais bonita dos Soares do Maranduba - se apaixonou pelo cangaceiro Mariano, ex-companheiro da cangaceira Otília. Quando em outubro de 37 Mariano é morto pela volante de Zé Rufino, no Fogo do Cangaleixo, entre Porto da Folha e Gararu, no sertão sergipano, então a sina de Rosinha se desanda em rosário de sofrimentos. Estava grávida quando seu companheiro Mariano foi morto. Teve que doar sua criança e buscar refúgio no bando de Lampião. Sozinha, desprotegida e sempre entristecida, passou a ser um problema para o bando. De tanto pedir para visitar e passar uns dias com sua família, um dia Lampião atendeu seus rogos, mas exigindo que logo retornasse. Mas ela foi atrasando, e atrasando mais o retorno, até o rei cangaceiro se enfurecer e ordenar sua morte. Foi morta em 37 pelas mãos dos cangaceiros Zé Sereno, Luís Pedro, Quinta-Feira, e Juriti. Uma tropa de elite para matar covardemente uma inocente, e pelo simples fato de não querer mais continuar naquela vida terrível e medonha vida. Já sua irmã, a cangaceira Adelaide, não teve destino mais feliz. Tendo se juntado ao cangaceiro Criança e engravidado nos rincões catingueiros, a filha de Lé Soares acabou morrendo por problemas na gravidez, enquanto era conduzida numa rede – e com o filho já sem vida no ventre – pelos sertões de Canindé de São Francisco. Sua tia Áurea reinou - na condição de primeira-dama do subgrupo de Mané Moreno, até o ano de 37, quando foi morta, ao lado do companheiro e mais o cangaceiro Cravo Roxo, em Porto da Folha, num memorável combate. O episódio ficou conhecido como “Fogo do Poço da Volta”, mas o combate tendo acontecido mesmo na fazenda Palestina, vizinha ao Poço da Volta. Depois do cerco ao bando, a bala da volante de Odilon Flor começou a zunir e só restaram retratos das cabeças decepadas. Com efeito, as cabeças cortadas foram levadas para Gararu, exibidas e fotografadas, e de lá seguiram para Jeremoabo, na Bahia. Não seria outro o fim esperado para um subgrupo tão bárbaro e perverso como o de Mané Moreno. Na linha de frente, no passo a passo junto ao companheiro, Áurea participava de toda empreitada de sangue. No momento da bala zunindo, do cano de fogo pipocando, a filha dos Soares não procurava se esconder atrás de pedras ou se distanciar dos companheiros. Ajudou a matar e a sangrar, escolheu vítimas e exerceu a vingança de forma fria e brutal. Dadá era a mais valente e destemida, mas Áurea preferia o lado mais tempestuoso da brutalidade. Seria uma espécie feminina de Zé Baiano ou Gato. Diversos relatos dão conta de sua sanha cruenta e de sua ferocidade no ataque, com especial gosto pela punhalada, por sentir prazer pelo sangue espargindo nas vítimas, pela pinicação dos corpos ainda vivos ou já mortos, dentre outras atrocidades. Uma vingança muito conhecida foi a perpetrada pela cangaceira contra Badu, um conterrâneo seu que queria entrar para o cangaço, mas que foi reconhecido pela própria cangaceira e logo teve o seu fim anunciado. É que Badu havia chicoteado e ferido a punhaladas as nádegas de Tonho Nicácio seu pai, e tal fato jamais foi esquecido. Também pelo fato de que Badu havia servido à volante de Zé Rufino como contratado. A hora da desforra havia chegado, então ordenou que o angustiado rapaz fosse seguro por outros cangaceiros e ali mesmo morto a punhaladas. A ordem da sangria foi repassada, pois a própria Áurea disse que não ia sujar suas mãos de sangue com um imprestável daqueles. Mas sujou suas mãos quando da morte de Antônio Canela, um sertanejo que falava demais e dizia que andava armado para matar Lampião. Encontrado e cercado pelos cangaceiros, açoitado e torturado, Canela enfim perguntou a Áurea se ia morrer. Ela disse apenas “sim”, e com um gesto de mão sentenciou o seu fim. Estes e outros feitos aterrorizantes fazem parte do histórico cangaceiro de Áurea. Morreu de bala e foi decepada, mas participou ativamente de muitas mortes pelos rincões sertanejos. Na foto abaixo, a primeira é Áurea, e a segunda é sua sobrinha Rosinha.

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SARGENTO DELUZ.

 Guilherme Velame Winzinger

O sanguinário Sargento Deluz em registro pouco divulgado. Foi ele quem matou o ex-cangaceiro Juriti em 1941, queimando-o vivo.

Acervo: Marcelo Rocha.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=2336821713193426&notif_id=1703068791728576&notif_t=group_highlights&ref=notif

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LUIZ PEDRO DO RETIRO

 

Por Helton Araújo

Luiz Pedro do Retiro ou simplesmente Luiz Pedro, Maria Bonita costumava chamá-lo de Caititu. Esse cangaceiro sem dúvidas foi mais leal a Lampião.

Qual sua opinião sobre Luiz Pedro ?

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MAIS LUTO NO RÁDIO MOSSOROENSE: O ADEUS A JOTA PEREIRA!

Por Lindomarcos Faustino

Nos anos 70 e 80 a voz de Jota Pereira foi destaque nos prefixos das Rádios Rural, Tapuyo e também difusora. Exímio noticiarista e Disc Jockey. Nos associamos com pesar aos familiares e amigos do grande comunicador que nos deixa aos 77 anos de idade após complicações em uma cirurgia de hérnia.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=10211486043182718&set=gm.6790670301016342&idorvanity=768856323197800

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NOTA DE PESAR!

Por Lindomarcos Faustino

O Relembrando Mossoró vem comunicar o falecimento do radialista Mister Freitas. Nossos sentimentos aos familiares e amigos.

Mister José Nogueira de Freitas nasceu no dia 18 de agosto de 1967, em Mossoró-RN; filho de José Maria de Freitas e Raimunda Nogueira de Freitas.

Trabalhou na Rádio Tapuyo de Mossoró, na função de controlista; em seguida na Rádio Libertadora Mossoroense; posteriormente trabalhou na Rádio Santa Clara (105FM); em seguida foi empregado pela Rádio Resistência, a partir de 01 de agosto de 1988, sempre na função de operador de som e logo em seguida foi apresentou o programa “Conexão 94”, só com músicas da Jovem Guarda, aos domingos. Mais tarde, teve uma passagem pela Rádio Comunitária Vitória 98 FM, onde apresentou o programa “Músicas do Povo”, também em homenagem a Jovem Guarda.

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COMERCIANTES DE MOSSORÓ, VÃO DE UBER, VÃO DE TÁXI OU DE MOTO TÁXI, PARA LIBERAREM AS RUAS DO COMÉRCIO, PARA QUE OS CLIENTES POSSAM COMPRAR O QUE NECESSITAM.

  Por José Mendes Pereira


Os comerciantes de Mossoró reclamam que as vendas não estão atingindo o que eles esperam neste fim de ano, mas não há dúvida, que os únicos culpados são eles mesmos, quando deveriam deixar os seus carros nas suas garagens, e partirem para o uso do UBER, do TÁXI, pois se isso fizerem, as avenidas no centro da cidade ficarão vazias, e os clientes terão lugares para colocarem os seus automóveis. É bastante duas vezes por semana, para os comerciantes pegarem UBER, TÁXI..., e esvaziarem os estacionamentos, pelo menos no dia que resolverem ir às suas lojas de alternativo.

Não precisa ninguém ter vergonha de ir às suas lojas de UBER, TÁXI... O UBER e TÁXI, são carros seguros, e dentro deles, têm motoristas com responsabilidades. 

Não fará vergonha a nenhum comerciante começar a usar o UBER, TÁXI..., vez que todo mundo ganhará com este meio de esvaziar as avenidas da cidade. 

Muita gente deixa de comprar no comércio no dia a dia, porque não tem lugar para estacionar o seu automóvel, e com essa deficiência, prefere comprar na periferia.

Existem comerciantes que são da mesma casa, e cada um vai para a sua loja em seu automóvel. Então, se quer um comércio que faça boa venda, guarda o seu carro na garagem, e vá de UBER, TÁXI...

Ir para loja em UBER ou de TÁXI, ninguém dirá que o comerciante está quebrado. 

Esta é a melhor solução para melhorar as vendas na sua loja e esvaziar as avenidas, principalmente no centro comercial.

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terça-feira, 19 de dezembro de 2023

FAMOSOS / UAU - TUDO ISSO? RENATO ARAGÃO ACUMULA FORTUNA COM SALÁRIO FARTO E IMÓVEIS; SAIBA QUANTO!

 Por Laura Vicaria

Eterno Didi, Renato Aragão acumula fortuna imensa após anos de trabalho; ator também deixou patrimônio para a ex-esposa, Marta Rangel; veja:

Tudo isso? Renato Aragão acumula fortuna com salário farto e imóveis; saiba quanto! - Reprodução/Instagram

Após 63 anos de carreira e 88 anos de vida, Renato Aragão conseguiu acumular uma fortuna farta que o faz poder viver tranquilamente hoje em dia. Segundo informações dadas pelo amigo do humorista, Dedé Santana, o eterno Didi Mocó é dono de R$ 180 milhões! Dá para acreditar?

Mesmo fora da televisão, o famoso segue ganhando um salário fixo de R$ 400 mil que deve receber até o final de sua vida. Na época dos Trapalhões, na Globo, o artista costumava receber uma das maiores quantias da emissora. 

Além disso, o pai de Livian Aragão também estrelou uma série de filmes que foram um sucesso de bilheteria, como a franquia dos Trapalhões com Trapalhão nas Minas do Rei Salomão (1977), Os Saltimbancos Trapalhões (1981) e Os Trapalhões na Serra Pelada (1982) que levaram mais de 5 milhões de pessoas ao cinema cada um.

https://contigo.uol.com.br/noticias/famosos/tudo-isso-renato-aragao-acumula-fortuna-com-salario-farto-e-imoveis-saiba-quanto.phtml?fbclid=IwAR34UI_wgXG7F7Vn5HafZ3iXjmZqbhX2yhbCEaHGKGWc0xN6zTekrHZyWQk

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SAUDADES...

Por Aderbal Nogueira

O tempo passa, alguns já se foram, mas permanecem na memória.

Alagadiço SE e Fazenda Patos AL.

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O NOME DO MENINO

 Acervo Glorinha Gadelha

Em novembro de 1945 o jovem paraibano de 15 anos Severino Dias de Oliveira foi fazer um teste para se apresentar no programa de calouros da Rádio Clube de Pernambuco. O rapaz que impressionava desde os 8 anos com sua habilidade na sanfona, saíra de Itabaiana para tentar a vida artística em João Pessoa, não deu certo e seguiu para Recife, onde morava um primo.

“Quer tocar uma coisinha pra mim agora?”, perguntou o compositor Nelson Ferreira, diretor musical da rádio. “Quero”, atendeu, já começando um xote. Ao término, Ferreira, também pianista e regente, arregalou os olhos, deslumbrado com o que ouviu. Não o colocaria nos calouros, seria logo contratado.

Entusiasmado com a descoberta, pegou o telefone: “Ô, Maria, vem ver uma coisa! Vem ver esse menino que chegou!”. Minutos depois entra o compositor e cronista Antônio Maria, redator do programa. Quando pediram para tocar novamente, o rapaz surpreendeu com “Tico-tico no fubá”, de Zequinha de Abreu. Maravilhados e incrédulos, pediram mais uma. E ouviram a valsa “Silêncio”, do próprio Nelson Ferreira, que emocionado abraçou o prodígio.

- Você que fazer um programa aqui amanhã?

- Faço, oxe, faço tudo! – Respondeu, sem tirar o instrumento pesado do colo.

No dia seguinte, com uma roupa bem engomada e sapato lustrado, Severino chegou merecidamente feliz para o primeiro dia como músico profissional. Ferreira vendo-o colocar a sanfona, aproximou-se:

- Temos aqui um problema que precisamos resolver. O seu nome é de firma comercial de interior. Severino Dias de Oliveira não dá. Vamos simplificar e usar um nome só. Que tal Sivuca?

- Está bom, maestro, está bom – concordou, tranquilamente, como se o novo nome sempre estivera nele.

No seu fole com os acordes do choro e música clássica ao frevo e xote, do forró e baião ao blues e jazz, do auditório da Rádio Clube ao palco do Olympia de Paris, Sivuca imantava a plateia em cada apresentação.

No final da noite de 14 de dezembro de 2006, uma quinta-feira como hoje, o compositor faleceu aos 76 anos em um hospital em João Pessoa, onde estava tratando de um câncer na laringe.

Nas feiras de mangaios da música brasileira continua o sanfoneiro Sivuca fazendo floreio pra gente dançar.

Foto: Sivuca aos 9 anos. Acervo Glorinha Gadelha;

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COMERCIANTES DE MOSSORÓ, VÃO DE UBER, VÃO DE TÁXI OU DE MOTO TÁXI, PARA LIBERAREM AS RUAS DO COMÉRCIO, PARA OS CLIENTES PODEREM COMPRAR O QUE NECESSITAM.

 Por José Mendes Pereira


Os comerciantes de Mossoró reclamam que as vendas não estão atingindo o que eles esperam neste fim de ano, mas não há dúvida, que os únicos culpados são eles mesmos, quando deveriam deixar os seus carros nas suas garagens, e partirem para o uso do UBER, do TÁXI, pois se isso fizerem, as avenidas no centro da cidade ficarão vazias, e os clientes terão lugares para colocarem os seus automóveis. É bastante duas vezes por semana, para os comerciantes pegarem UBER, TÁXI..., e esvaziarem os estacionamentos, pelo menos no dia que resolverem ir às suas lojas de alternativo.

Não precisa ninguém ter vergonha de ir às suas lojas de UBER, TÁXI... O UBER e TÁXI, são carros seguros, e dentro deles, têm motoristas com responsabilidades. 

Não fará vergonha a nenhum comerciante começar a usar o UBER, TÁXI..., vez que todo mundo ganhará com este meio de esvaziar as avenidas da cidade. 

Muita gente deixa de comprar no comércio no dia a dia, porque não tem lugar para estacionar o seu automóvel, e com essa deficiência, prefere comprar na periferia.

Existem comerciantes que são da mesma casa, e cada um vai para a sua loja em seu automóvel. Então, se quer um comércio que faça boa venda, guarda o seu carro na garagem, e vá de UBER, TÁXI...

Ir para loja em UBER ou de TÁXI, ninguém dirá que o comerciante está quebrado. 

Esta é a melhor solução para melhorar as vendas na sua loja e esvaziar as avenidas, principalmente no centro comercial.

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segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

C O N V I T E.

Fixação da cruz do Cangaceiro Negro João Calangro.

Dia - 6 de janeiro de 2024

às 9 horas.

Local- Barragem Hamilton Timóteo Filho, reservatório de Jati.

Em atendimento ao ofício n° 003, de 22 de abril de 1922. Enviado por Luís Bento de Sousa, Diretor de Cultura de Jati-CE, a este ministério, solicitando a liberação para a fixação da cruz do Cangaceiro " Negro João Calangro ", renascente do grupo cangaceiro de Antônio Quelé de Carvalho em 27 de novembro de 1910, abatido pelos companheiros bem antes a era lampiônica, que si encontra sob-messas as águas da barragem.

" Negro João Calangro, preverso Cangaceiro de Antônio Quelé, assassinado no dia 27 de novembro de 1910 por companheiros seus, nas proximidades de Jati então Macapá entre a ladeira do pacífico e o sítio Oítis. Sua cruz hoje sob-messas às águas da barragem. Cuja morte se ocupou " O rebate ", Juazeiro de, 4-12-1910 ".

Obs: Não se deve confundir João Calangro, natural de Milagres, onde era conhecido por João de senhorinha. seu verdadeiro nome porém era João de Sousa Calangro, com o preverso Negro João Calangro renascente do grupo cangaceiro de Antônio Quelé de Carvalho.

Venha fazer parte desse encontro marcante do cangaço. Você é nosso convidado especial.

Luís Bento

Diretor de Cultura.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=1436411643790216&set=pcb.1436411787123535

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VOLTA SECA

O então Capitão João Bezerra no Rio recebendo do jornalista Melchiades da Rocha os objetos encontrados com Lampião no grota de Angicos,e cedidos pelo interventor alagoano Osman Loureiro para serem expostos no Rio de Janeiro.

Melchiades os trouxe do Nordeste e João Bezerra veio buscá-los para entregá-los ao Instituto Histórico de Alagoas.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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CANGAÇO: LAMPIÃO E "OS PODEROSOS"

 Por Fatos Reais na História


https://www.youtube.com/shorts/fl88eCHDkdA

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CANTOR HAVAIANO ISRAEL KAMAKAWIWO'OLE

 Por Mundo Galático

Às 3 da madrugada de 1988, o cantor havaiano Israel Kamakawiwo'ole ligou para um estúdio local e disse que precisava gravar algo, recebendo um prazo de 15 minutos para chegar. Israel pesava 226 kg e tiveram que rapidamente encontrar uma cadeira de aço para ele sentar. 

Então, em um único take, Kamakawiwo'ole gravou a versão icônica de "Somewhere Over The Rainbow" (Em algum Lugar Além do Arco-Íris), usando apenas a voz e o ukulele (pequeno instrumento de corda), que logo estaria entre as músicas mais tocadas e usadas como trilha sonora em todo o mundo. 

Mesmo após a sua morte em 1997, com apenas 38 anos, sua música e vida simples, mas inspiradora, continuaram a ressoar por todo o mundo. Um vídeo simples, que mostra Israel tranquilamente dedilhando seu ukelele e cantando a música na beira da praia, já chegou à 1 bilhão e 200 milhões de visualizações no YouTube. 

Descendente de nativos havaianos e nascido em Honolulu (Capital do Havaí, onde nasceu também Barack Obama), Israel nunca renegou ou esqueceu suas origens, sempre defendendo os direitos dos povos indígenas do Havaí.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=893575922330205&set=a.626360805718386

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sábado, 16 de dezembro de 2023

CANGACEIRO ABATIDO E CABEÇA EXPOSTA!

Por Guilherme Velame Wenzinger

O jornal o identifica como o bandoleiro "Bento", membro do bando de "Corisco". Alguns pesquisadores defendem que esse foi identificado erroneamente e trata-se na verdade do cabra "Sabonete".

Fotografia retirada do jornal "Diário da Noite(RJ" em publicação de 11 de Maio de 1937.

https://www.facebook.com/search/top?q=guilherme%20velame%20wenzinger&__stsd__=eyJwcmltYXJ5Ijp7InR5cGUiOiJUWVBFQUhFQURfUEVPUExFX0VOVElUSUVTIn19

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sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

𝑶𝑫𝑰𝑳𝑶𝑵 𝑭𝑳𝑶𝑹

 Jaozin Jaaozinn

Fotografia da força volante de Odilon Flor na região de Pernambuco, possivelmente no final da década de 1920.

Odilon Nogueira de Souza, famoso Odilon Flor, nasceu no povoado de Nazaré do Pico/PE, no dia 12/01/1903, filho de João de Souza Nogueira e Teodora Souza Ferraz, pertencendo a respeitada família Flor e seguindo uma grande linhagem de parentes que se aventuraram na campanha contra o cangaço.

Ingressou na Polícia Militar de Pernambuco, em 1923, como contratado para depois ser efetivado, chegando ao posto de cabo. Porém, antes disso, já no ano de 1919, participou de um tiroteio junto com seus parentes e conterrâneos contra os irmãos Ferreira, deixando Livino Ferreira ferido, que foi conduzido para a Delegacia de Floresta/PE.

Participou de muitos combates, sendo os principais:

• 𝐀𝐠𝐨𝐬𝐭𝐨 𝐝𝐞 1923

Enfrentou o grupo de Lampião na Fazenda Barriguda, próximo à Serra do Pico/PE, onde foram mortos os cangaceiros Firmo, Sátil e Batista, tendo o bandoleiro Tubiba como ferido.

• 𝐃𝐞𝐳𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨 𝐝𝐞 1923

Reforçando uma pequena volante comandada pelo Aspirante Galdino, trava combate com o grupo de Lampião no Enforcado, no município de Floresta/PE, morrendo o cangaceiro Piloto.

• 𝐉𝐚𝐧𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐞 1925

Integrando a volante do Sargento José Leal, de Betânia/PE, trava combate com Virgulino na fazenda Melancia, do município de Betânia/PE, morrendo os soldados José Mariano e Manoel Luiz.

• 𝐌𝐚𝐫𝐜̧𝐨 𝐝𝐞 1932

Já contratado pelo Governo do Estado da Bahia para comandar forças volantes na região, integra-se na força do Tenente José Sampaio e em conjunto com a do Sargento Luiz Mariano, travando feroz combate com Lampião no Raso da Catarina, culminando com Luiz e Sampaio feridos no confronto.

•𝐍𝐨𝐯𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨 𝐝𝐞 1932

Segundo algumas informações, comandou uma parte da volante do Tenente Santinho junto com o mesmo, travando um combate com o Sub-grupo do cangaceiro Moderno, na fazenda Bordão/BA, morrendo o cangaceiro Açúcar.

•𝐉𝐮𝐥𝐡𝐨 𝐝𝐞 1934

Comandando uma força baiana, trava combate com Lampião na mata de Folguedo do Menino, em Poço Redondo/SE, morrendo o cangaceiro Mangueira II.

•𝐉𝐮𝐧𝐡𝐨 𝐝𝐞 1937

Comandando uma força volante, e tendo já a participação de seu pequeno filho, Luís Nogueira de Souza, acabam confrontando e liquidando o Sub-grupo do cangaceiro Mané Moreno, na Fazenda Palestina, perto de Garuaru/SE, morrendo Mané Moreno, Cravo Roxo e Áurea, companheira do chefe.

•𝐀𝐛𝐫𝐢𝐥 𝐝𝐞 1939

Comandando uma força de 15 homens, acaba confrontando o Sub-grupo do cangaceiro Labareda, na região do Serrote/BA, morrendo os cangaceiros Pé de Peba e Xofreu, além de Mariquinha, companheira de Labareda.

Depois de seus compromissos a serviço da polícia pernambucana e baiana nas décadas de 1920 e 1930 contra o cangaço, Odilon acaba virando Delegado de diversas cidades baianas, dentre elas, Itabuna. Acabou falecendo em decorrência de um câncer na garganta, no dia 07/11/1950, como 2° Sargento da Polícia da Bahia, e deixando cinco filhos, Luís Nogueira, Aldenora Nogueira, Carlos Nogueira, Normando Nogueira e Raimundo Nogueira.

𝑭𝑶𝑵𝑻𝑬𝑺: 𝑳𝒊𝒗𝒓𝒐 𝑭𝒐𝒓𝒄̧𝒂𝒔 𝑽𝒐𝒍𝒂𝒏𝒕𝒆𝒔 𝒅𝒆 𝑨 𝒂 𝒁; 𝑩𝒍𝒐𝒈 𝒅𝒐 𝑴𝒆𝒏𝒅𝒆𝒔 𝒆 𝑮𝒆𝒏𝒆𝒂𝒍𝒐𝒈𝒊𝒂 𝑷𝒆𝒓𝒏𝒂𝒎𝒃𝒖𝒄𝒂𝒏𝒂.

.𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪̧𝑶 𝑩𝑹𝑨𝑺𝑰𝑳𝑬𝑰𝑹𝑶.

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XAXADO.

 Música de Ruy Grudi

https://www.youtube.com/watch?v=WAmwCMsVh5A&ab_channel=RuiGrudi-Topic

https://www.lojadosom.com.br/rui-grudi/xaxado/433679/o-r/

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LUIZ GONZAGA, DOMINGUINHOS E LAMPIÃO...

 

https://www.youtube.com/shorts/TOb5kraI8FY

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ESTREMECEU...

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/shorts/faIOuHlu6ME

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CANGACEIRO JOÃO 22 FOI ENTERRADO AQUI? - CANAL CANGAÇO EM FOCO

 Por Cangaço em Foco.

https://www.youtube.com/watch?v=1pdMjUXvZIo&ab_channel=CANGA%C3%87OEMFOCO

Cemitério Municipal de Barbalha Ceará. em 1928, o Cangaceiro João 22 entrou em Barbalha como troféu da volante Cearense. Aqui, foi enterrado em cova desconhecida após desfile na cidade. #cangaceiro #cangaço #ceará #lampião #mariabonita #nordeste #sertão #historia #nordestino

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FRANCISCA RODRIGUES DUARTE - DONA CHIQUINHA - CONSIDERADA A MATRIARCA DA FAMÍLIA DUARTE DE MOSSORÓ.

 Por José Mendes Pereira


Dona Chiquinha Duarte nasceu no dia 17 de Julho de 1895, na cidade de Ererê, no Estado do Ceará. Era filha de Manoel Lucas Sobrinho e Maria José de Souza.

Quando eu ainda residia na companhia do meu pai, Pedro Nél Pereira, fui um dos que sempre fazia favores a dona Maria José de Souza, a mãe de dona Chiquinha, como por exemplo: rachar algumas lenhas para ela usar no seu fogão a lenha, encher potes, ou fazer companhia a Antonio Rodrigues de Sousa, o "Naim", seu filho, que era retardado.

Não tenho real certeza, mas me parece que dona Maria José de Souza faleceu com 104 anos, mas ainda era lúcida, cheia de vida e conhecia todos da sua convivência, sem trocar nomes de ninguém.


Francisco Duarte Ferreira - Chico Duarte

Dona Chiquinha era a segunda esposa do viúvo e fazendeiro Francisco Duarte Ferreira, conhecido por Chico Duarte,  dono de uma enorme propriedade, sendo esta nomeada "Fazenda Barrinha", que se estendia ao Sul, pelo lado leste de Mossoró, começando pelos sítios Curral de Baixo, Angicos, Martelo, Tabuleiro Grande, Sítio São Francisco, Mururé, Barrinha, aonde era localizada a sua fazenda, e terminava no Norte, no Sítio Melancias, estremando com  as terras de um fazendeiro de nome Joca Correia.


Ex´-senador Duarte Filho

Chico Duarte Ferreira era pai do ex-senador Duarte Filho, e de Manoel Duarte Ferreira, sendo este último, o homem que na tarde do dia 13 de Junho de 1927, na ocasião da tentativa de invasão à cidade de Mossoró, pelo grupo do afamado Lampião, tem-se conhecimento que ele assassinou o cangaceiro Colchete e baleou o Jararaca.


Manoel Duarte - assassinou o cangaceiro Colchete

O casal também era pai adotivo dE Letícia Rodrigues Duarte, (freira Irmã Aparecida), sendo esta, filha de um dos irmãos do fazendeiro, mas foi criada e registrada como filha do casal.


Letícia Rodrigues Duarte  - Irmã Aparecida


Os meus pais e todos os meus tios, tantos os irmãos do meu pai Pedro Nél Pereira, como os irmãos da minha mãe Antonia Mendes Pereira, nasceram em sua propriedade denominada Barrinha, inclusive meus irmãos e eu, muito embora os nossos nascimentos não foram dentro da fazenda, mas um pouco perto.

http://cscm.com.br/

Guardo ainda na lembranças, que sempre a Irmã Aparecida, morando no Colégio Sagrado Coração de Maria, e eu na Casa de Menores Mário negócio, colocado lá pela sua mãe dona Chiquinha Duarte, sempre ligava e pedia que eu fosse até o colégio pegar um dinheirinho, como espécie de ajuda. Agradeço de coração o que a irmã Aparecida fez por mim, juntamente com a sua mamãe. 

Dona Chiquinha era uma mulher alta, de cor clara, costumeiramente só usava vestidos longos, isto é, abaixo do joelho, de preferência azul e estampado. Muito séria, mas era uma excelente pessoa. Foi a primeira motorista de Mossoró, mas alguns afirmam, ainda não comprovado, que ela também tenha sido  a primeira enfermeira de Mossoró. 

Após a morte do seu esposo, dona Chiquinha fez inventário dos bens, que haviam ficado em seu poder, entregando aos filhos do falecido (não eram seus filhos), as suas partes de terras, rezes, ovelhas e tudo que lhes era de direito.


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O que mais me chama a atenção até hoje, eram as suas fortes rezas, que quando um vaqueiro dava notícia que uma de suas rezes estava com bicheiras, ela se apoderava do terço, e iniciava uma longa reza. Dias depois, o animal havia sido curado.


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Como a palha da carnaubeira depois de seca não pode receber chuvas, porque a água lavará o que é mais precioso, o "pó", geralmente apareciam nuvens preparadas para derramarem uma porção de águas, e ela fazia o mesmo.  E sob o alpendre da sua casa, andando de um lado para o outro, e com o terço em mãos, iniciava as rezas. E não demorava muito para que as nuvens resolvessem mudar de direção.

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Dona Chiquinha tinha um desejo de que todos os filhos dos seus moradores estudassem, mas apenas eu, tive o privilégio de satisfazer o seu desejo, quando cuidou da minha formação, levando-me para a Casa de Menores Mário Negócio.

Pedro Nél Pereira - meu pai 

Geralmente, quando o meu pai me mandava até à sua casa para que ela o emprestasse isso ou aquilo, eu sempre dizia: "- Dona Chiquinha, papai mandou dizer que a senhora emprestasse a ele uma cangalha,  por exemplo, pra mode ele..."

Esta expressão "pra mode" é muito usada pelos camponeses, mas quando eu a pronunciava, parece que doía muito nos seus ouvidos. E todas às vezes que eu a usava, ela me dizia: "-Eu vou arranjar uma escola para você estudar, e deixar de falar esta expressão, "pra mode...- O que significa pra mode?"  - Perguntava-me ela. Eu que não sabia e nem tinha a mínima ideia o que significava, permanecia calado, apenas rindo. 


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Eu agradeço muito o que ela me fez, por ter me trazido para Mossoró, apesar de ser desta freguesia, colocou-me em uma repartição do governo, Casa de Menores Mário Negócio  - SAM - Serviço de Assistência ao Menor,  nos dias de hoje - FEBEM, e hoje sou formado pela Universidade do Rio Grande do Norte, - FURRN - atualmente UERN, e já me encontro aposentado pela Secretaria de Educação, mas devo também a outras pessoas que aqui, cuidaram de mim. Deram-me casa, comida e água fresca.

Sei que muitos me ajudaram durante o tempo em que passei estudando, como dona Caboquinha, dona Severina Rocha, Beatriz, Maria de Lourdes, dona Maria Estela Pinheiro Costa, Dona Lucy Pinheiro, irmã desta última,  mas o passo principal, foi ela quem me deu.  

Francisca Rodrigues ou dona Chiquinha foi uma verdadeira mãe para todos os seus moradores. Faleceu em Mossoró, no dia 14 de Maio de 1988, bem próxima de completar  93 anos de idade.

Minhas Simples Histórias

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