O DRAMA DE LAMPIÃO ANALISADO POR UM ÂNGULO DIFERENTE.
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sexta-feira, 30 de abril de 2021
LAMPIÃO É NOSSO SANGUE
quinta-feira, 29 de abril de 2021
SANTANA – ÁGUAS BELAS
Clerisvaldo B. Chagas, 28 de abril de 2021
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.522
Quando o interventor Pedro Gaia, vindo de Palmeira dos Índios, assumiu a prefeitura de Santana do Ipanema, aconteceu no mesmo dia a morte de Lampião e Maria Bonita. A gestão de Pedro Gaia foi curta, mas profícua. Entre outras coisas reformou a prédio da prefeitura e que só foi reformada novamente no governo Isnaldo Bulhões, década de 80. Porém, importante mesmo foi a abertura de uma estrada que ligou Santana à cidade pernambucana e fronteiriça de Águas Belas. Um verdadeiro marco econômico, turístico e fraterno entre esses dois núcleos que sempre se respeitaram e se confraternizaram desde os primórdios. Normalmente para se chegar a Águas Belas, o santanense vai pela BR-316, até o entroncamento Carié, município de Canapi e dali continuará seguindo direto a Pernambuco. Arrodeio enorme.
Santana – Água Belas pelo atalho de Pedro Gaia – ainda estrada de terra – é apenas um pulo. A pavimentação asfáltica teria duas opções em Alagoas, uma diretamente pelo povoado São Félix e sítios com Baixio, Imburana do Bicho, Camonga, Gravatá, Poço d’’Anta e vários outros antes e depois de São Félix. A segunda opção teria no roteiro, os sítios Barroso, Água Fria, Salgado, Camoxinga dos Teodósio, Pinhãozeiro e Malembá, puxando um ramal para o povoado São Félix. Esta opção pega boa parte da região serrana de Santana do Ipanema.
O integração em asfalto, já foi cogitada antes, ficou, porém, no campo das ideias. Naturalmente precisaria interesse dos dois prefeitos em questão, além do apoio dos governadores dos estados envolvidos. Um novo leque de progresso se estenderia na região beneficiando os dois municípios em todas as áreas: Economia, turismos, saúde, educação, Comércio e prestação de serviços em geral. O movimento de Águas Belas é para a distante Garanhuns e que poderia reparti-lo com a praça de Santana do Ipanema. O futebol entre os dois núcleos, deixou as portas escancaradas para mais esse futuro intercâmbio que se não acontecer hoje será amanhã. A propósito, ambas às cidades são banhadas pelo rio Ipanema e sempre se ouviu dizer no passado: “Águas Belas e Santana são irmãs”.
Talvez esteja faltando apenas um cacique do lado de cá e um pajé do lado de lá com a boa-vontade no meio.
PREFEITURA DE SANTANA, REFORMADA EM 1986 (FOTO: B. CHAGAS/LIVRO 230).
http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2021/04/santana-aguas-belas-clerisvaldo-b.htmlENTREVISTA DO CANGACEIRO “ COBRA VERDE “..
ENTROU NO CANGAÇO PARA GANHAR UNS “ COBRES “, E, NA MADRUGADA DO TIROTEIO EM ANGICO, FOI BUSCAR O LEITE....!
Fonte: A Noite ( edição ..14/11/ 1938 )
COBRA VERDE tem apenas 21 anos de idade , segundo nos declarou...Há dois anos e 10 meses que é cangaceiro. Natural de Piranhas-AL, fazia parte do grupo de Moreno. O primeiro combate que teve foi no povoado Navio, com a força do sargento Negrinho.
Perguntamos a ele por que abandonou a vida pacata da cidade para viver como bicho na caatinga, ao que ele respondeu, em sua própria linguagem : “ Eu era operário da Fábrica da Pedra e ganhava de dez a quatorze mil réis por semana . Era um aperreio para mim, rapaz novo e que queria viver limpo como os outros . Era muito injustiçado na vida. Por isso resolvi ser bandido para ver se arranja uns cobres. Achei boa a vida. Cheguei a possuir dois contos de réis, fora o “ ouro “ . Conta que nunca maltratou alguém, e que vivia no cangaço só para arranjar “ uns cobres “. Disse que fez diversos saques, alguns com Luiz Pedro. No último apresentou aos bandidos, apenas nove contos de réis, escondendo o resto. O chefe era muito bom , mas era muito sabido.
Declarou-nos, ainda, que esteve no Combate de Angico ( quando morreu Lampião ). Não dentro do cerco, mas fora porque fora buscar LEITE muito cedo para a tropa, a mandado do Capitão. Quando foi chegando no coito viu a bagaceira ( tiroteio ) de longe, saiu correndo para a Fazenda Cuiabá onde encontrou Balão e outros que, igualmente, haviam fugido do tiroteio. – O Grupo – continua- era composto de 42 homens e 07 mulheres . Com a morte de Lampião esfacelou-se o cangaceirismo no nordeste , porque era o “ chefe “ que fornecia e dava ordens a todos os grupos de cangaceiros.
O desejo de COBRA VERDE é trabalhar honestamente. Não quer voltar para o sertão.
OBS:
1-Abaixo, foto de COBRA VERDE, por ocasião das entregas dos cangaceiros à polícia.
2- Foto, autor desconhecido..
3- Local da foto: Quartel da polícia em Santana do Ipanema-AL
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PEÇA LOGO ESTES TRÊS LIVROS PARA VOCÊ NÃO FICAR SEM ELES. LIVROS SOBRE CANGAÇO SÃO ARREBATADOS PELOS COLECIONADORES.
Por José Mendes Pereira
A CRUZ NA COVA RASA DE UM INOCENTE
Nosso amigo Jonas Nemézio nos traz as imagens do “Tanque do Touro”, para alguns ‘pia’ e, para outros ‘calderão’, no sertão da Bahia, local onde Lampião e seu bando passaram por várias vezes para matar a sede e reabastecer as cabaças.
Junto, ele nos presenteia com a triste imagem da ‘Cruz de Zé Pretinho’, o qual foi abatido pela volante do terrível tenente Douradinho. O crível era que Zé Pretinho, até que se prove o contrário, era inocente sobre as acusações de ser ‘coiteiro de cangaceiro’. Ocorrido o assassinato nas terras de dona Generosa, grande coiteira de Lampião. Na casa de ‘dona Generosa’ Lampião e sua caterva curtiam festas e festas promovidas pela proprietária.
Por Jonas Nemézio
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NOTA DE PESAR!
Por Relembrando Mossoró
O Relembrando Mossoró toma conhecimento do falecimento da Professora Charceni Araújo Fernandes, conhecida como "Ninita", seu corpo está sendo velado em sua residência, na Rua Melo Franco, próximo ao Cemitério São Sebastião. Nossos sentimentos aos familiares e amigos.
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MULHER DE 109 ANOS DIZ TER VISTO PADRE CÍCERO E BANDO DE LAMPIÃO, NO CE
Por Diana VasconcelosDo G1 CE
Aposentada completa 109 anos nesta quinta-feira. Viúva duas vezes, mulher teve oito filhos. Dois deles morreram.
A aposentada Amélia Nunes dos Santos, moradora da cidade de Mauriti, a 493 de Fortaleza, completa 109 anos nesta quinta-feira (20). Segundo ela, neste mais de um século de vida presenciou eventos históricos, como as missas celebradas pelo padre Cícero Romão Batista, os confrontos na cidade de Juazeiro, em 1914, e até passagens do cangaceiro Lampião e seu bando pelo sertão cearense.
Nascida em 20 de setembro de 1903, no Sítio Oitis na zona rural da cidade de Milagres, a “Dona Amélia”, como gosta de ser chamada, conta que se mudou para o distrito de Arapuá com pouco mais 10 anos, localidade próxima a Juazeiro do Norte. A partir de então passou a frequentar as missas de padre Cícero e os grupos de orações no turno da tarde.
“Eu o conheci indo para a missa dele, me ajoelhei aos pés dele e ele benzeu minha cabeça. Eu ia toda tarde para a reza dele. Ele era [um homem] miudinho, não era um 'homão', não. Era branquinho”, conta Dona Amélia. No mesmo período, o pai da aposentada foi chamado para combater na Sedição de Juazeiro, confronto de 1914 entre as oligarquias cearenses e o governo federal, no sertão do Cariri.
“Meu pai voltou bem, mas porque foi ajudar padre Cícero”, diz a devota sobre o retorno do pai. Após a revolta, padre Cícero sofreu retaliações políticas. Ele foi excomungado pela Igreja Católica no fim da década de 1920, mas mateve a influência na região. Aos 23 anos, Dona Amélia afirma ter vista aina a passagem do cangaceiro Lampião e seu bando por Irapuã. “O povo ficou com medo, eles [bando] saíram levando os cavalos e os animais do povo”, afirma.
Devota de padre Cícero, Dona Amélia deve renovar votos em cerimônia religiosa neste aniversário (Foto: Família/Arquivo Pessoal)
Lúcida aos 109 anos, a aposentada lembra com tristeza da perda de três irmãos. “Hoje só tenho uma irmã viva. Senti demais a morte dos meus irmãos. Viver de mais tem coisas ruins”, destaca. Dona Amélia perdeu também os dois maridos, primeiro o agricultor Antônio Nunes e depois o irmão dele, Jacó Nunes. “Casei com o mais velho, ele adoeceu e morreu. Depois casei com o mais novo”, conta com risadas.
Dona Amélia teve oito filhos, dois já morreram. “Vivos tenho três mulheres e três homens”, explica e completa dando risadas, “agora, os netos, eu não conto mais não minha filha. Parei de contar”. Apesar das perdas, Dona Amélia diz estar muito feliz com o aniversário e a festa que a família está preparando para ela. “Estou feliz porque eu estou bem, graças a Deus. E estou mais feliz porque minha família está toda aqui, é bom”, afirmou.
Segundo a filha, Nininha Teixeira, a aposentada tem 33 netos, 68 bisnetos e 10 tataranetos, todos participarão da festa de aniversário no fim da tarde. Além deles, parte dos moradores do Distrito da Palestina, em Mauriti, também devem participar. De acordo com a filha, o aniversário causa uma certa comoção na cidade pela aposentada ser muito conhecida.
http://g1.globo.com/ceara/noticia/2012/09/mulher-de-109-anos-diz-ter-visto-padre-cicero-e-bando-de-lampiao-no-ce.html
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CONTOS DO CANGAÇO
POESIA...
Por Veridiano Dias Clemente
Já fui menino Passarinheiro
E andei muito pelo campo
Levei queda e sulavanco
Mas sempre lavei minh' alma
Mas quando a fome vinha
A unica maneira que tinha
Era comer fruta de Palma
Poeta VERÍ
https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5/
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EDIÇÃO...
Por Helton Araújo
Fiz essa edição desses famosos cangaceiros, espero que tenham gostado !
Mas e aí, se você encontrasse com eles, CORRERIA ou ENTRAVA PARA O BANDO ?
Fotos usadas para edição : Benjamim Abrahão e Eronides de Carvalho.
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A CANGACEIRA E A ESCRITORA -
O retrato não é dos melhores, a data incerta, mas a paisagem é inconfundível: os sertões de Poço Redondo, e talvez nos arredores do Alto de João Paulo. Quem são essas duas? Esta morena alta, de corpo esguio e cabelos cobertos com panos, outra não é senão a ex-cangaceira Adília. Sim, a companheira de Canário no Cangaço.
A outra, com algo parecido com um jaleco branco e livros num dos braços, trata-se da pesquisadora e escritora Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros. As duas caminham, seguem pelos sertões, e certamente semeando e colhendo histórias cangaceiras que ainda hoje nos enchem de espantos e encantamentos.
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quarta-feira, 28 de abril de 2021
A CASA DOS SILÊNCIOS
*Rangel Alves da Costa
Uma casa. Portas fechadas, janelas encostadas, silêncios. Pelas frestas, uma visão de penumbra, de tristeza e de desalento.
Uma casa. Na paisagem parecendo um mundo esquecido. Cores desfeitas pelo tempo. Endereço sem visitantes. Uma visão de inexistência de tudo.
Uma casa. Sua existência se resume à presença no meio do tempo. Um caminho que chega até seus arredores. Uma estrada que vai seguindo adiante.
Uma casa assim. Ou duas casas assim. Um monte de casas assim aqui tão perto ou nas lonjuras do mundo. Casas assim e que parecem nunca serem avistadas.
Muita casa assim nos beirais das estradas, nos vultos por dentro das matas, no além-porteiras e além quase tudo. Os olhares avistam, porém nunca encontram presenças.
Ao primeiro olhar, parecendo até mesmo uma casa sem ninguém lá dentro ou mesmo abandonada. Logo se imagina que a família partiu, fechou porta para nunca mais voltar.
Em seu interior, contudo, vidas silenciosas gritam seus instantes de distanciamento de quase tudo. Nas suas entranhas, as vidas reclusas nas solidões e ao querer dos velhos calendários na parede.
Geralmente pessoas envelhecidas, mas também vidas ainda jovens em seus melancólicos e aflitivos percursos cotidianos. Não significa a inexistência de parentes, de amigos e conhecidos.
Muitas vezes são muitos, mas só da porta pra fora. Em muitas situações, nem mesmo as famílias se fazem presentes perante aqueles que vivem como em contínuo abandono.
De vez em quando a porta da frente é semiaberta para então surgir uma feição sem sorriso, sem brilho no olhar, sem alegria.
De vez em quando, a janela é aberta para o sol entrar e alimentar as folhas secas da solidão. Como vivem e o que fazem tais pessoas em seu mundo tão recluso e entristecido?
São pessoas comuns, são históricos de vida cabíveis em qualquer livro. Mas também são pessoas que vivem em diferenciado mundo, e muitas vezes imposto pelos demais.
Os demais que fazem de conta que aqueles pessoas não existem, que não precisam ser visitadas, que não precisam de uma fraterna e afetuosa consideração.
No Natal, um prato de solidão sobre a mesa. Na passagem do ano, talvez já em seus repousos noturnos, apenas serem acordadas pelos fogos e algazarras pelas ruas.
Lá fora, a vida é festa, é sempre festa. Lá dentro, entre silêncios e esquecimentos, o suportar apenas que as horas passem e passem. E sejam menos doloridas a cada segundo.
Ou lá fora a vida sempre passa, sempre segue seu rumo, deixando para trás aquela porta fechada, aquelas vidas em cujas mãos há céus de salvação eterna.
As contas do rosário vão passando pelos dedos. A boca sussurra uma oração. Os olhos brilhos ante a luz do candeeiro. A vela chameja mostrando a face de Deus.
Mas nem sempre se pode imaginar que seja assim. Apenas a casa e seu silêncio. Apenas o silêncio de solidão e vidas à margem da vida.
Não se pretende, contudo, outra felicidade. Ali está Deus nas contas do rosário. Ali está a proteção e a felicidade em cada santo, em cada reza, em cada céu debaixo e acima da cumeeira.
Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com
A EX-CANGACEIRA " SILA " E, A FALTA DÁGUA..!.. O USO DO MIOLO DO XIQUE-XIQUE...
Por Volta Seca
A falta de água nas caatingas sertanejas, era uma constante na vida dos cangaceiros e policiais... Para sobrevivência, utilizavam plantas nativas, a exemplo do XIQUE-XIQUE, e, outras...O miolo da planta, também era comestível, pois em sua composição apresenta, água, sais minerais...etc..
Na foto abaixo, a cangaceira SILA, mostra, como tirava com um facão, os espinhos da planta, e, comiam, o miolo..Foto : Aderbal Nogueira
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O QUE FICOU DE ANTONIO CONSELHEIRO
Por Manoel Severo
O Que ficou de Antônio Conselheiro no imaginário popular de ontem e de hoje, o que será de seu legado no futuro ? Para aprofundar essa reflexão e trazer luz ao presente debate, Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço, recebe os pesquisadores; Bruno Paulino, poeta e escritor; presidente da AQUILETRAS e a professora Goreth Pimentel, especialista em historia e autora do trabalho "O que ficou de Antônio Conselheiro e Canudos no imaginário popular de Quixeramobim", desenvolvido ainda na metade da década de 1990, para mais um espetacular programas Grandes Encontros Cariri Cangaço em nosso canal no You Tube.
VEM COM A GENTE, BASTA CLICAR NO LINK A SEGUIR:
https://www.facebook.com/groups/545584095605711/?multi_permalinks=1917271845103589%2C1917183555112418¬if_id=1619611347069751¬if_t=group_activity&ref=notif
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PRISÃO, FOME, SEDE E COMPAIXÃO CONTO NOVO - 28/04/2021
Por João Filho de Paula Pessoa
ENTREVISTA COM O SOBRINHO DE LAMPEÃO, "A TARDE", 2/3/1939, SALVADOR, BAHIA
MULUNGU
Clerisvaldo B. Chagas, 28 de abril de 2021
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.521
Cheguei bem perto do jogo, mas nada entendia de lances do tabuleiro. Apenas ficava de boca aberta contemplando aquelas sementes grandes, vermelhas vivas, envernizadas pela Natureza. Os jogos da tarde aconteciam na calçada, defronte a entrada do Hotel Central, bem no centro do Comércio. Dizia o ditado sertanejo que “jogo de velho ´é gamão”. E estavam sempre ali o dono de farmácia Cariolando Amaral, o Seu Carola (ô) e seus parceiros diante do tabuleiro de madeira, copinhos de sola, sementes de mulungu, aproveitando a sombra do “sobrado da esquina”. Carola, o único homem de Santana que usava cotidianamente gravata borboleta, comercializava no “prédio do meio da rua”, parecia um galego alemão muito sisudo. Era atração na sua farmácia, o busto de um negro lustroso e fortão, envergando uma barra de aço. Representava o efeito do remédio da propaganda. Quando foi demolido o “prédio do meio da rua”, Cariolando passou a negociar em um dos compartimentos do térreo do “casarão da esquina”, mas Seu Carola continuou desafiando concorrentes do gamão.
Aquele homem tão sério se esbaldava nos carnavais de Santana, trocando incrivelmente o tabuleiro pelo reino de Momo.
Catávamos aquelas sementes maravilhosas no mato, quando as árvores mulungus despejavam-nas no solo colorindo a poeira cinza das capoeiras. Para que servia a semente além do jogo de gamão? Não sabíamos, apenas brincávamos com elas aproveitando o capricho da flora sertaneja.
A árvore mulungu (Erythrina mulungu) pode atingir até vinte metros de altura, é medicinal, usada como calmante. Sua madeira é muito leve e boia na água. Seus pedaços trazidos pelas cheias, serviam para o aprendizado da natação no rio Ipanema. A madeira ficava enganchada nas pedras, sendo aproveitada pelos banhistas.
Infelizmente muitas dessas árvores tão simpáticas, ainda são vítimas dos machados clandestinos, com punições zero.
As sementes de mulungu, pela beleza continuam encantando meninos e adultos.
Após Cariolando Amaral, desapareceram definitivamente os jogos de gamão em nosso município.
A diversão dos idosos agora é um celular que une os estranhos de longe e separa a família de perto.
TÍPICO MULUNGU SERTANEJO (CRÉDITO: PINTEREST).
http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2021/04/mulungu-clerisvaldob.htmlMINHA DADÁ!
Por Indaiá Santos
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NOTA DE PESAR
Por Relembrando Mossoró
O Relembrando Mossoró lamenta profundamente o falecimento do grande professor Francisco de Assis Silva, mais conhecido por "Chiquito", que ocorreu hoje na madrugada.
Ele nasceu na cidade de Campo Grande-RN, no dia 23 de setembro de 1937. Foi Professor no Colégio Diocesano Santa Luzia e na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Seu Chiquito se encontra com alzheimer em sua residência, no bairro Doze Anos, grande Professor de Matemática.
Nossos sentimentos aos familiares e amigos!
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