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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Luiz Gonzaga e a arte na sua musicalidade

Por: José Romero Cardoso


Marcolino Pereira Diniz e Xanduzinha:
Imortalizados através da arte de Luiz "Lua" Gonzaga

 

Discórdias político-econômicas, as quais atingiram frontalmente as estruturas de poder que embasavam o mandonismo local na República Velha, envolvendo


João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque e o "Coronel"


José Pereira Lima, o qual foi considerado por Rui Facó, em “Cangaceiros e Fanáticos”, como o maior chefe político do interior do Nordeste, resultaram em um dos maiores embates armados do Brasil Republicano que figura na História como a Guerra de Princesa.

A contenda envolvendo o governo do estado da Paraíba e os principais expoentes do mandonismo local, nesse estado, teve início em 28 de fevereiro de 1930, quando da invasão da então vila do Teixeira (PB), com o aprisionamento da família Dantas, ligada por profundos laços de parentescos e interesses ao clã Pereira Lima de Princesa (PB).
Imortalizados através da genialidade ímpar de Luiz Gonzaga no baião "Xanduzinha", gravado no ano de 1950, com letra do iguatuense Humberto Teixeira,


Marcolino Pereira Diniz


e Alexandrina Diniz foram remanescentes da campanha de Princesa. Marcolino se destacou como importante lugar-tenente do "Coronel" José Pereira Lima, a quem era ligado por laços de parentescos, sendo cunhado e sobrinho do mesmo. Os dois protagonizaram uma romântica história de amor na área de exceção do sertão de Princesa. Marcolino disputou-a com fidalguia e serenidade com outro pretendente ao casamento, o médico Severiano Diniz, discípulo de Hipócrates que cuidou, junto com o Dr. José Cordeiro, do grave ferimento recebido por Lampião no célebre tiroteio contra a volante comandada pelo


Major Teófanes Ferraz Torres, no qual o chefe bandoleiro teve o tornozelo profundamente afetado por disparo de arma de fogo.
Marcolino fôra incumbido pelo primo Severiano Diniz de entregar a Xanduzinha uma missiva expressando amor eterno em cada linha, não chegando à destinatária com a mesma intacta, pois a rasgou e mostrou-lhe os pedaços, aproveitando para pedir-lhe em casamento. Xandu, incontinenti, aceitou-o como esposo na hora. Nessa disputa romântica houve divisão na família Pereira Diniz, pois uma parcela ficou a favor de Marcolino e outra favorável ao Dr. Severiano Diniz.
Xanduzinha era filha do "Major" Floro Florentino Diniz, poderoso proprietário rural em Princesa e adjacências, dono de incontáveis propriedades rurais, localizadas na fronteira com Triunfo (PE). Irmão deste, de nome Laurindo Diniz, era dono da famosa fazenda da Pedra, ond,e em 1922


o primeiro bando de Lampião, após este assumir a chefia do grupo das mãos do comandante


Sinhô Pereira, foi flagrado em fotografia tirada por Genésio Gonçalves de Lima.
No embate romântico, o "Major" Floro posicionou-se favorável ao Dr. Severiano. A genitora da heroína de Princesa atendia pelo nome de Leonor Douetts Diniz, tendo se decidido em apoiar Marcolino na disputa pelo amor de Xandu.
As oligarquias Pereira Lima e Pereira Diniz enriqueceram principalmente com o cultivo e a comercialização do algodão, exportado para Europa e EUA, via Rio Branco (hoje Arcoverde, estado de Pernambuco), por ramal ferroviário da Great Western, através do porto de Recife (PE), pela família Pessoa de Queiroz, ricos comerciantes com origens paraibanas.
Patos de Irerê, localizado no sopé da serra do Pau Ferrado, a 18 quilômetros de Princesa, era o reduto de Marcolino Pereira Diniz, onde ele cuidava dos seus bois zebus nas fazendas Saco dos Caçulas e Manga, descansando após as labutas sertanejas em sua casa com varanda dando para o norte e para o sul.
Marcolino era filho do "Coronel" Marçal Florentino Diniz, poderoso e influente agro-pecuarista, dono da famosa fazenda Abóboras, localizada entre Serra Talhada (PE) e Triunfo (PE), a qual depois seria permutada pelo sítio Baixio com o "Coronel" José Pereira Lima, de quem era sogro e cunhado. A mãe do caboclo Marcolino, irmã do "Coronel" José Pereira, chamava-se Maria Augusta Pereira Diniz, filha do "Coronel" Marcolino Pereira Lima, natural de São João do Rio do Peixe (PB). O patriarca migrou dessa localidade paraibana em meados da segunda metade do século XIX e formou em Princesa um dos mais importantes blocos políticos que desfrutou a hegemonia política na Paraíba, principalmente após a consolidação do poder por seu filho José Pereira, quando do apoio a Epitácio Pessoa na disputa pelo senado na campanha de 1915, contra o Monsenhor Walfredo Leal.
A ênfase à homenagem a Marcolino e Xanduzinha posteriormente por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira foi referendada quando das refregas da campanha de Princesa, visto que a fim de viabilizar a mobilidade tática das tropas legalistas do governo paraibano que se empenhavam em desbaratar a todo custo a experiência desencadeada em Princesa, a qual com o apoio do Catete firmou Território Livre com absoluta autonomia, fragmentando-se durante meses do restante do estado da Paraíba, o Coronel Elísio Sobreira, comandante das forças militares a serviço do presidente João Pessoa, bem como Severino Procópio, delegado-geral do estado, além do Dr. José Américo de Almeida, Secretário de Interior e Justiça, dividiram o efetivo policial, composto se cerca de 890 homens, entre soldados e oficiais, em colunas volantes. O exército particular do "Coronel" José Pereira era estimado em mais de 1.800 combatentes, diversos desses egressos das hostes do cangaço e também da própria polícia militar paraibana, em razão de que muitos militares haviam sido incorporados à corporação pelo próprio "Coronel" José Pereira.
Assim, a Coluna Oeste, organizada pelo Tenente Ascendino Feitosa, responsável pelos trucidamentos do advogado João Dantas e do seu cunhado, o engenheiro Augusto Caldas, o primeiro assassino do presidente João Pessoa, fragmentou-se e partiu do povoado de Olho D'Água, pertencente na época ao município de Piancó (PB), onde estava aquartelado o comando geral de operações da Polícia Militar paraibana, dirigindo-se à Princesa, transitando pelos povoados de Alagoa Nova (hoje Manaíra, estado da Paraíba), São José e Patos de Irerê. Os comandos desta parcela da Coluna Oeste estavam incumbidos ao Tenente Raimundo Nonato e ao Sargento Clementino Furtado, o "Tamanduá Vermelho" das galhofas dos cangaceiros, cuja presença em Mossoró (RN) foi assinalada em 1927 após o frustrado ataque de Lampião a esta cidade potiguar.
Em Patos de Irerê, mais precisamente no dia 22 de março de 1930, aproveitando a ausência masculina, pois todos os homens estavam no front, os comandantes aprisionaram todas as mulheres que ali se encontravam, incluindo entre estas várias esposas dos combatentes de Princesa, havendo destaque a Xanduzinha.
O grupo comandado por Marcolino interceptou soldado de nome Zeferino, o qual transportava mensagem do Sargento Quelé a Severino Procópio. O delegado-geral do estado se encontrava na ocasião em Piancó, inspecionando atividades militares.
A mensagem transportada pelo soldado informava sobre o intento dos comandantes em marchar sobre Princesa com as reféns formando cordão de isolamento, espécie de escudo humano que objetivava garantir a segurança dos militares. Pensavam que, agindo assim, nenhum defensor de Princesa ousaria atirar nos combatentes do governo paraibano.
O efetivo dessa parcela da Coluna Oeste estacionada em Patos de Irerê era composta de cerca de sessenta homens. Não havia quase nenhuma diferença entre imaginários e ações cangaceiras e volantes, motivos pelos quais os soldados, com raras exceções, se portaram de forma vândala e arrogante durante a ocupação de Patos de Irerê.
Notificado com urgência acerca dos acontecimentos gravíssimos verificados na localidade, o "Coronel" José Pereira autorizou a composição de um grupo de resgate, comandado por Marcolino Pereira Diniz, intuindo libertar as prisioneiras. Na maioria eram os esposos das mulheres seqüestradas. As prisioneiras, quando da invasão da localidade, estavam se preparando para se dirigir a Triunfo (PE), a fim de buscar lugares seguros para se homiziarem.
O violento combate teve início no dia 24 de março de 1930, prolongando-se das oito horas da manhã até as dezesseis horas do mesmo dia. As forças paraibanas perderam mais da metade do efetivo, enquanto do lado oposto houve apenas uma baixa, um senhor de nome Sinhô Salviano desprezou as ordens e, inopinadamente, ficou sob a mira dos soldados atônitos com a intensidade da contra-ofensiva.
Os soldados paraibanos resistiram galhardamente, mesmo em desvantagem numérica, embora inexpressiva, embora se levando em conta o armamento obsoleto, em vista que lutavam com armas geralmente fabricadas em 1912, enquanto os princesenses brigavam com equipamento e munição novos, conseguidos através de um verdadeiro esquema de fornecimento, no qual havia desde a participação de Júlio Prestes ao Catete, passando ainda pela família Pessoa de Queiroz.
Houve gestos louváveis entre as partes envolvidas na luta, com ênfase às ações humanitárias de um soldado de nome Quintino, o qual se compadeceu com o choro persistente de fome de uma criança, filho de Sinhô Salviano, um dos mais aguerridos e corajosos lugar-tenente do "Coronel" José Pereira. O militar, mesmo no mais intenso tiroteio, passou a colocar pequenas quantidades de leite e açúcar em caixas de fósforos à porta da família sitiada.
Por parte das mulheres que foram feitas reféns também houve gestos de perdão e amor ao próximo. Xanduzinha empenhou sua palavra ao Sargento Quelé após a derrota fragorosa da parcela da Coluna Oeste, embora não tenha aceitado. Contudo, aceitou-a para os soldados feridos. O restante dos militares que escapou com vida se embrenhou em território pernambucano.
Antes da campanha de Princesa, e, principalmente, do ataque da Coluna Oeste a Patos de Irerê, Marcolino tinha os seus bois zebus, sua casa com varanda dando para o norte e paro o sul, seu paiol cheiinho de feijão e de andu, sem contar com mais uns cobres lá no fundo do baú. Seus estudos secundários foram realizados no conceituado Mackenzie, na capital paulista, cursando ainda até o terceiro ano da Faculdade de odontologia no Recife.
Homem rico, Marcolino era grande proprietário rural. Suas fazendas eram o Saco dos Caçulas e a famosa Manga, onde diversas vezes Lampião, com quem Marcolino firmou polêmica amizade, descansava dos combates. Quando Marcolino ficou prisioneiro em Triunfo (PB), após seu guarda-costa conhecido por Tocha assassinar em 30 de dezembro de 1923 o magistrado local, de nome Dr. Ulisses Wanderley, o "Coronel" Marçal Florentino Diniz recorreu aos préstimos do cangaceiro a fim de libertar o filho.
A fortuna do caboclo Marcolino ficou seriamente comprometida. O combate, mas, principalmente, a ira dos soldados, destruiu tudo. Canaviais, engenhos de rapadura, moendas, a casa, alvo das bombas "liberais", nada escapou, só restando ao orgulhoso agro-pecuarista os cheiros de Xandu, por quem se arriscou para libertar, reeditando em pleno sertão da Paraíba a saga de Menelau no ensejo da guerra de Tróia.
Xanduzinha saiu ilesa do combate, bem como as esposas dos mais importantes cabos-de-guerra a serviço do "Coronel" José Pereira, durante os turbulentos meses que assinalaram a aguerrida guerra civil paraibana.
A morena mais bela do sertão de Princesa manteve-se impávida ao lado do esposo durante a luta, e, após o término da mesma, recrudesceu a firmeza e a determinação a fim de reconstruir o que havia sido destruído durante as contendas, confirmando o que Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira imortalizaram: "Ai Xanduzinha, Xanduzinha minha flor/ como foi que você deixou tanta riqueza pelo meu amor/ ai Xanduzinha, Xanduzinha meu xodó/ eu sou pobre mas você sabe que o meu amor vale mais que ouro em pó".

Entrevistas pessoais:
SITÔNIO, Hermosa Góes. João Pessoa (PB). 25 de julho de 1989.
SITÔNIO, Zacarias. João Pessoa (PB). 25 de julho de 1989.


José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor Adjunto do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Especialista em Geografia e Gestão Territorial e em Organização de Arquivos. Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente.



Extraído do blog do escritor João de Sousa Lima

Tropeiros da Borborema: Tradução precisa da aventura almocreve pelas veredas da terra do sol

Por: José Romero Araújo Cardoso


Raimundo Yasbek Asfora e Rosil Cavalcanti uniram-se para escrever a letra de uma das mais belas canções em língua portuguesa, a qual homenageia a segunda cidade do Estado da Paraíba.
Nenhum dos autores de “Tropeiros da Borborema” era Campinense de nascimento. Asfora, nascido em 1930 e falecido tragicamente em 1987, era cearense de Fortaleza, descendente do grupo árabe que aportou na terra de Iracema fugindo da convocação forçada pelos ingleses na primeira guerra mundial, enquanto Rosil, cujas músicas antológicas Jackson do Pandeiro, que formou a dupla “Café com Leite” com o grande gênio da música regional nordestina, gravou e imortalizou-as, como “Cabo Tenório”, “Lei da Compensação”, “Quadro Negro” e o clássico “Sebastiana”, entre inúmeras outras, era pernambucano, nascido em Macaparana, no dia 20 de dezembro de 1915. Rosil faleceu em Campina Grande, na fria noite de 10 de julho de 1968.
A importância dos tropeiros para a história social e econômica da antiga Vila Nova da rainha foi tão impressionante que não há como dissociar a dinâmica cidade com a presença dos antigos agentes econômicos que vinham do brejo, do agreste, do curimataú, do sertão, etc., bem como de Estados vizinhos, como o Rio Grande do Norte e o Ceará, carregados com seus fardos de pele e de algodão, em direção a Goiana e Olinda, no Estado de Pernambuco, importantes empórios comerciais no século XIX.
Campina Grande começou a evoluir quando foi observado que boa parte da produção transportada pelos velhos tropeiros poderia ficar em solo paraibano. O investimento em máquina de beneficiar algodão foi de importância basilar para o desenvolvimento local, pois isto permitiu que a cidade se transformasse em grande exportadora do “ouro branco”, o que significou um dos momentos cruciais do “boom” econômico da “Rainha da Borborema”.
A chegada da máquina número 3, da Great Western, no dia dois de outubro de 1907, representou também as condições para que o progresso fosse implementado a partir de então, pois era a garantia da facilidade para o escoamento da produção algodoeira.
Para vencer os obstáculos representados pelo Planalto da Borborema, conduzindo tropas de burros, precisava ser muito corajoso. Conforme a professora Inês Caminha Lopes Rodrigues, em “Revolta de Princesa: Contribuição ao Estudo do Mandonismo Local”, a barreira orográfica era um grande empecilho para o escoamento da produção sertaneja, o que justifica em parte as decisões dos produtores da região polarizada por princesa de buscar na época as praças pernambucanas a fim de implementar os negócios.
Os tropeiros da Borborema sintetizaram a coragem inaudita do povo interiorano em vencer barreira, razão pela qual a imortalidade suscitada na eterna composição de Asfora e Cavalcanti tem a característica de ser oportuna e pioneira na homenagem aos grandes seres humanos que hoje estão representados em monumento em Campina Grande.
A belíssima canção reconhece em seus refrães finais que Campina Grande somente tem a sua grandeza devido à presença dos antigos tropeiros que buscavam pousadas quando demandavam a Pernambuco em tempos idos, mas que as brumas do tempo não conseguem apagar, graças, em muito, à genialidade de dois fenômenos extraordinários que foram beneficiados pela voz e pelo talento de outro gênio chamado Luiz Gonzaga do Nascimento, responsável pela impecável voz para a eternidade da música, pois quando o eterno “Rei do Baião” interpretou “Tropeiros da Borborema”, gravada em 1972, lançou imediatamente as bases da imortalidade desta magistral poesia nordestina surgida nas paragens da antiga Vila Nova da Rainha.  
O acúmulo de capitais a partir das bases lançadas com os tropeiros da Borborema foi sendo responsável pela contínua evolução de Campina Grande, a ponto hoje de ser conhecida como “O Vale do Silício Brasileiro”, devido à presença de várias empresas que desenvolvem tecnologia de ponta, havendo ênfase ainda aos estudos e experiências que resultaram nas impressionantes fibras do algodão colorido, que são orgulhos da cidade de Campina Grande e motivos que a tornaram conhecida internacionalmente como pólo dinâmico e criativo de um nordeste que precisa e pode crescer em ritmo cada vez mais intenso.

(*) José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor-adjunto do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente. Contatos: romero.cardoso@gmail.com. (MSN) romeroc6@hotmail.com.
 
 
Extraído do blog do escritor João de Sousal Lima

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Além mar...

Por: Manoel Severo
Eloisa Farias e Manoel Severo, no MINC

Nesta última semana estivemos no Distrito Federal realizando um conjunto de visitas e reuniões na direção do fortalecimento de nosso Cariri Cangaço; em princípio estivemos no Ministério da Cultura, na Secretaria de Economia Criativa e também na Secretaria de Cultura Digital.

Sobre esse último aspecto é inegável a força das mídias digitais no mundo contemporaneo, dessa forma, os instrumentos que o Cariri Cangaço, dispõe: primeiro o conhecido blog www.cariricangaco.com e os recentes, www.cariricangaco.net e nosso perfil no facebook, já se configuram como iniciativas fortes na direção de abrirmos novos horizontes e projetos mais ousados. No MINC fomos ciceroniados pela querida Eloisa Farias; em breve, novidades no quesito mídias digitais do Cariri Cangaço.

Ministro Felipe Fortuna e Manoel Severo

Gabriel Barbosa, Manoel Severo, Felipe Fortuna e Pedro Barbosa

Outro momento importante foi o encontro com o poeta, escritor e diplomata, Ministro Felipe Fortuna. Em um  almoço mais que sensacional, no restaurante Fred, na 405 - Sul, degustando um autêntico picadinho alemão, pudemos por longas horas trocar idéias e muitas impressões, sobre política cultural, educacional, futuro de nossas novas gerações diante do perigo da ausencia de identidade cultural; percepções sobre como os outros países trabalham suas questões culturais, enfim. Entretanto, sem dúvida, boa parte de nossa conversa teve como foco principal o grande desafio que se descortina nos próximos anos para o Cariri Cangaço; romper as fronteiras de nosso país e desembarcar em terras de além mar...

As realidades se controem a partir de sonhos; alguns tímidos, quase imperceptíveis, outros, meio que malucos, ousados, inimagináveis: Prefiro os últimos. Vamos em frente, não podemos parar. A sorte está lançada, aliás, não apenas lançada; existe muito trabalho pela frente e certamente não estaremos sós. Europa e África se preparem... teremos novidades em.... 2013..2014...2015....quem sabe ?!.

Manoel Severo
Brasília - DF
 
http://cariricangaco.blogspot.com/
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UM COICE DE MULA

Por: José Mendes Pereira

No dia 1º. de Julho de 1994, a Tribuna do Norte publicou o seguinte:

Dix-huit Rosado Maia diz que levou um coice de mula. 


O prefeito de Mossoró, Dix-huit Rosado, foi curto e grosso ao explicar porque negou apoio à candidatura do


senador Lavoisier Maia (PDT), ao governo do Estado do Rio Grande do Norte:

Comparou Lavoisier com mula

"Levei um coice de mula", disse o prefeito ao comentar a atitude
de Lavoisier Maia.

ADENDO 

O certo é que Dix-huit ainda estava sentido com o acordo que os militantes do seu partido haviam feito no ano de 1982, que após o governo de Lavoisier Maia, o grupo indicaria o  seu nome para concorrer as eleições ao governo do Estado do Rio Grande do Norte. Enganaram Dix-huit. Deixaram o velho para trás. 

O grupo tinha certa razão, porque Dix-Huit  já estava: velho, feio e rabugento para disputar as eleições com gente jovem;   colocaram para concorrer ao governo do Rio Grande do Norte José Agripino Maia,  deixando de lado o alcaide,   como ele gostava de ser chamado.

 Na política tudo é possível.

Uns traem, pedem perdão, se desculpam e voltam ao grupo novamente. Depois traem novamente, pedem perdão, são perdoados e voltam a trair novamente. Que bagunça hein?!!. 

Mas se em um grupo político não existir traições, para o povo, a campanha não terá graça. 

Mas valeu o que o senhor fez Dr. Dix-huit, por Mossoró.

Foi Prefeito, Deputado Federal,  Senador, Presidente do INCRA. Trouxe a Escola Superior de Agricultura (hoje UFERSA) para Mossoró. Construiu um braço de rio para evitar que os mossoroenses da Ilha de Santa Luzia saíssem de suas casas no período de enchentes.
Como prefeito de Mossoró o senhor fez além do que prometeu.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com/

Uma modesta reflexão acerca da importância do Cariri Cangaço

Por: José Cícero

Conselheiro José Cícero, Danielle e Severo

Quão lisonjeiro e gratificante é a doce experiência de se viver toda a emoção de, literalmente termos mergulhados no fundo da história destes sertões do mundo. Principalmente em meio a uma sensação de alegria e contentamento quase descomunal, numa sinergia coletiva entre aqueles que procuram o tempo todo viver e sentir os fatos históricos na sua compleição mais forte e verdadeira, quase como uma profissão de fé. Na sua grande maioria, pesquisadores, escritores e historiadores deveras apaixonados que são pela temática dos sertões e, em particular, do fenômeno do cangaço desde a sua gênese. Tendo como pano de fundo, o papel exercido pela ínclita figura de Virgulino Ferreira da Silva - O Lampião, rei do cangaço e os seus comandados, além de coronéis, beatos, jagunços, coiteiros e volantes.
 

Uma grande multidão de aficionados, dos mais diversos e distantes rincões do Nordeste (quando de outras partes do Brasil e do mundo ) reunidos em torno de um tema no mais das vezes, recorrente e por demais palpitante. Movidos todos eles, pelo combustível incontrolável da curiosidade, da leitura e da pesquisa como um farol sempre à serviço da verdade e da ciência social. Uma multidão de abnegados pesquisadores, cuja paixão pela história lampiônica é quase uma marca indelével, notadamente na visão dos que desejam sempre querer aprender um pouco mais.

Um considerável ingrediente que há muito tem fomentado a produção de conhecimento, chamando a sociedade (em especial a acadêmica) a pensar e se debruçar sobre toda uma série de questões a partir do enfoque do cangaço e seus desdobramentos. E, é bom que se diga que o Cariri Cangaço tem jogado um papel de destaque neste processo. Assim como outros eventos do mesmo naipe, que ora acontecem em outras paragens do Nordeste e pelo país afora.


Quem sabe, como uma profunda cicatriz deixada na própria pele (destes sertanejos curiosos), por espinhos de antigos mandacarus durante as inumeráveis andanças e incursões pelas inóspitas caatingas nordestinas. Uma declaração de guerra em favor do bem. O bom combate anunciado como que por meio de medievas trombetas sertanejas, sobre os chapadões destes grotões carirenses. Uma sensação de alegria sem tamanho, estampada nos olhos, bem como no peito de todos estes verdadeiros vaqueiros visionários de uma saga sem fim; chamada cangaço. Pulsão de quase morte a nos impulsionar às andanças e à pesquisa, buscando conhecer um pouco mais daquilo que de fato, aconteceu um dia neste sagrado chão e pelas bibocas desconhecidas de uma elite ainda hoje preconceituosa.

Sem dúvidas, num gesto da mais evidente ousadia dos que, ainda não se deram por satisfeito diante da mentira de uma história descrita e escrita pelos vencedores. E assim, decidem por si mesmos, ir além. Muito além da versão daquilo que há muito se convencionou a chamar de história oficial. Diante de todo este incomensurável contentamento e disposição para este mergulho profundo e perigoso na história, ficamos a nos perguntar: Que força e que energia (talvez sobrenatural) no impulsionam a esta grandiosa empreitada ? Que motivação será tão forte, ao ponto de fazer com que homens e mulheres das mais diferentes classes, profissões, idades, concepções, crenças e lócus geográficos; desconhecendo distâncias venham se compor como num verdadeiro exército de desbravadores pós-modernos ansiando ver de perto os nossos sertões hodiernos? A face cruel da história. Os resquícios do passado que sobreviveu a toda escuridão tenebrosa dos anos idos...

Que argamassa inquebrantável possui a fantástico história do cangaço ainda hoje, ao ponto de mexer o mais profundamente possível com todos nós pesquisadores e entusiastas desta temática ? Será que, como dizem os opositores, estamos implicitamente a enaltecer bandidos? Não. Isso não. O que estamos na verdade, ao meu juízo, é lançando um novo olhar justo, preciso e necessário sobre a fenomenologia dos acontecimentos que, por mais de cem anos, impregnou os sertões e a sua gente de grandes percalços, marcados pela miséria e pela injustiça de toda sorte.

Independente, portanto, de enxergarmos (por exemplo) Lampião, quer seja como herói ou como bandido – o cangaço por seu turno, como um fenômeno eminentemente social e político, deixou sua marca na historiografia de todo o interior nordestino. E, Virgulino Ferreira, o Lampião, quer queira ou quer não, foi o seu protagonista maior. De tal maneira que não poderá passar despercebido neste estudo de casos e acontecimentos. É fundamental que conheçamos nossa verdadeira história... Como de resto, é mister que se diga que, só após as estripulias de Lampião com seu bando, foi que o sertão ‘passou’ a ser visto de uma outra maneira pelos poderes do litoral. Contudo, parte daquela antiga realidade ainda persiste, vez que a ótica dos poderosos também permanece tal qual como no passado: míope, excludente, injusta, massacrante, discriminante e mentirosa.

José Cícero
 
Secretário de Cultura – Aurora/CE
Professor e Pesquisador do Cangaço
 
Conselheiro do Cariri Cangaço
Sócio do GECC
 
 

Uma modesta reflexão acerca da importância do Cariri Cangaço

Por: Alfredo Bonessi
Capitão Alfredo Bonessi

Severo, obrigado a voce e a Danielle pela oportunidade.


Foi uma satisfação muito grande poder colaborar com voces, com o evento e com as pessoas queridas dessa região do Cariri. Gostaria de fazer mais por todos, mas o momento me impede. Peço desculpas por alguma coisa e continuarei a disposição de voces e da região do Cariri para promover esses estudos que fazem parte da nossa cultura e que não podem ser esquecidos. Torço para que a administração do Cariri Cangaço e do GECC atendam os anseios de todos nós e continuarei torcendo e orando por todos para que isso aconteça.

Abraço, Recomendações
Alfredo Bonessi
Sócio da SBEC
Membro do GECC

Acompanho com o pensamento e o coração!

Por: Jack de Witte
Jack de Witte

Caros amigos do Cariri Cangaço,  João, caro Zé, caro Severo, caro Paulo, caros companheiras e companheiros de estrada... Bom dia e saudações cangaceiras a cada um! Não vou fazer um grande discurso por culpa do meu conocimento fragil da lingua portuguesa escrita. Ler, se, tenho nenhum problema.
Então! Ja chego a nova edição do Cariri Cangaço 2011. Depois o magnifico seminario sobre o centenario do nascimento da Maria Bonita não parei de pensar en aquele novo encontro na terra do Padim Ciço. Não parei de pensar a todos vocês, empenhados a  descobrir pedacinhos trechos da vida dos cangaceiros, a andar por trilhas sinuosas , à procura de uma verdade historica. Jamais esquecerei aqueles momentos no sertão de Paulo Afonso. Claro que teria gostado estar hoje com vocês em Juazeiro do Norte ! Mas é um viagem muito longe e também caro para eu, que mora no sul da França. Bem-vindo a quem quer conhecer a minha terra e o meu povo milenario. A minha casa sera sua !

Como ja falei com o meu amigo Severo, espero participar na proxima edição do Cariri Cangaço. Pois, não estou fisicamente com vocês, porém,  saibam que estarei acompanhando  em pensamento e com o meu coração os seus pasos pisando a terra sagrada do Cariri. Até logo

Abração
Jack de Witte
França

NOTA CARIRI CANGAÇO: Jack de Witte, um querido amigo que se apaixonou pelo nordeste e pelas coisas de nosso sertão, pesquisador atento, comprometido e talentoso, nos deu o prazer de estar conosco durante uma semana em nosso Cariri, e daqui para as paragens de Paulo Afonso de Joãozinho de Sousa Lima. Querido Jack, estamos com saudades, e em 2012 esperamos você, da França para o Cariri Cangaço.

Alcino em noite de autógrafos


Lampião em Sergipe' será lançado
próximo dia 19!

O livro ‘Lampião em Sergipe’, do historiador Alcino Alves da Costa, será lançado nesta Quarta-feira dia 19, às 18h, pela Editora Diário Oficial, da Empresa de Serviços Gráficos de Sergipe – Segras.


É a oitava obra a receber o selo da entidade. A solenidade ocorre na Sociedade Semear, bairro São José na capital sergipana.

O lançamento promete reunir intelectuais, imprensa, autoridades e convidados que terão a oportunidade de prestigiar a obra.

O livro que ficou um primor tanto em conteúdo quanto esteticamente. A capa foi impressa em cartão supremo de 300g com aplicação de textura localizada em verniz, e o miolo em papel pólen soft de 80g..
‘Lampião em Sergipe’ proporciona ao leitor em suas 292 páginas uma imersão nos fatos ocorridos na época do Cangaço, além da forte influência do Coronelismo e o Misticismo no sertão nordestino.

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R$ 45,00 +  frete a consultar.

alcino.alvess@gmail.com / (79) 8852 - 7661
julianaischiara@hotmail.com / (88) 9927 - 3499

O cangaceiro "Fuxico" ou "Mexirico"

Por: Rubens Antonio
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O cangaceiro “Fuxico” ou “Mexirico”, de nome José Francisco, ficou famoso no bando de Lampeão, ganhando, inclusive, seus apelidos, por ser um dos maiores levantadores de intriga.

Suas intrigas levaram, inclusive, a um aborrecimento de Maria Bonita com o cangaceiro Gitirana.


Lampeão chegou a se irritar com o verdadeiro tumulto de fofocas que começaram a importunar o bando, minando sua unidade por dentro.

Em aproximadamente junho de 1939, conseguindo escapar ao cerco das volantes aos últimos cangaceiros, no nordeste da Bahia, o cangaceiro “Fuxico” ou “Mexirico” seguiu em direção ao sul baiano.

Abrigando–se em Ilhéus, manteve seu aparato e começou a agregar armas, tentando iniciar atividades na zona rural daquele município. Na tentativa de conquistar aliados e formar um bando, acabou dando indicadores da sua "experiência anterior".

Denunciado, foi preso em junho de 1940, na Fazenda Riacho de Areia, e levado para Salvador, Bahia.

ADENDO

Muito obrigado professor Rubens Antonio, por estes excelentes artigos sobre os cangaceiros do Nordeste. Fico aguardando mais publicações.  


O cangaceiro "Bananeira"

Por: Rubens Antonio

[Rubens+2.jpg]

Horácio Teixeira Junior, o cangaceiro “Bananeira”, foi um dos cangaceiros aprisionados e que sobreviveram ao Cangaço.

Conduzido a Salvador, chegou a esta cidade em março de 1932.
Junto com ele chegaram o cangaceiro “Volta Seca”, Antônio dos Santos, e o coiteiro Manoel Nascimento de Souza.

 Este evento provocou um verdadeiro alvoroço na cidade, transformando o dia da chegada em verdadeiro feriado local.

Volta Seca e Bananeira.

Isto principalmente pela grande propaganda que se fizera em torno das alegadas características de “demência e denegeração racial” dos cangaceiros.
Daí, tanto “Bananeira” quanto “Volta Seca” foram imediatamente encaminhados para exames de craniometria, que buscavam enquadramento de ambos nas “características lombrosianas”. Estas apontariam as “evidências claras que indicavam tendendência ao crime”.
Para constrangimento dos "estudiosos" da época, o crânio dos cangaceiros era normal. Isto é, não apresentando quaisquer dos "indicadores de criminalidade latente", mostravam-se geralmente tranquilos, cordatos nas respostas e sem criar confusões com quem quer que fosse.
Para quem esperava encontrar um monstro... foi uma decepção para os frenologistas e fisiognomistas da "escola lombrosiana", relacionada a Nina Rodrigues... e uma vitória do grupo de Estácio de Lima...



O cangaceiro "Campinas"

Por: Rubens Antonio

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Em Janeiro de 1928, foi preso o cangaceiro “Campinas”, cujo nome era José Soares Santos. Através dele, a polícia conseguiu algumas informações de interesse para os estudiosos do Cangaço.

O cangaceiro foi preso como membro de um pequeno subgrupo que incursionava pela Bahia, em missão de reconhecimento. Anunciava–se aí a intenção mais clara de Lampião adentrar o território baiano. Isto forçou um reforço maior do quantitativo de policiais na fronteira.


O grupo maior, liderado pelo próprio Lampião, conforme apurado então, naquele momento, havia atravessado o Rio São Francisco, em incursões exploratórias primeiras, no Estado de Sergipe.

Outro ponto é que a composição deste grupo principal, dada como com "23 cabras". Nele figuravam, segundo a declaração do cangaceiro, “3 mulheres, bem armadas e municiadas”.

Conforme declaração no depoimento de “Campinas”: “As três mulheres que integram o bando são hábeis amazonas e manejam o rifle com incrível destreza. Algumas são tão cruéis quanto os homens. Tomam parte nos assaltos e combates ao lado dos bandoleiros, – mostram–se tão destemerosas como eles.”
Extraviado do seu subgrupo, foi aprisionado quando se aproximava do seu município natal, Paripiranga, na Bahia.
Conduzido à prisão, na secretaria de Segurança Pública, na Praça da Piedade, em Salvador, Bahia., a fim de minorar seus problemas, declarou ter entrado para o Cangaço obrigado e desertado quando pode.

Em Janeiro de 1928, foi preso o cangaceiro “Campinas”, cujo nome era José Soares Santos. Através dele, a polícia conseguiu algumas informações de interesse para os estudiosos do Cangaço.
O cangaceiro foi preso como membro de um pequeno subgrupo que incursionava pela Bahia, em missão de reconhecimento. Anunciava–se aí a intenção mais clara de Lampião adentrar o território baiano. Isto forçou um reforço maior do quantitativo de policiais na fronteira
O grupo maior, liderado pelo próprio Lampião, conforme apurado então, naquele momento, havia atravessado o Rio São Francisco, em incursões exploratórias primeiras, no Estado de Sergipe.
Outro ponto é que a composição deste grupo principal, com 23 cabras. Nele figuravam, segundo a declaração do cangaceiro “3 mulheres, bem armadas e municiadas”.
Conforme declaração no depoimento de “Campinas”: “As três mulheres que integram o bando são hábeis amazonas e manejam o rifle com incrível destreza. Algumas são tão cruéis quanto os homens. Tomam parte nos assaltos e combates ao lado dos bandoleiros, – mostram–se tão destemerosas como elles.”
Extraviado do seu subgrupo, foi aprisionado quando se aproximava do seu município natal, Paripiranga, na Bahia.
Conduzido à prisão, na secretaria de Segurança Pública, na Praça da Piedade, em Salvador, Bahia., a fim de minorar seus problemas, declarou ter entrado para o Cangaço obrigado e desertado quando pode.

Escritor Rubinho Lima e Zé Lezin


 
O escritor Rubervânio Rubinho Lima posou diante da câmara ao lado de um dos mais famosos  humoristas do Brasil, o  Zé Lezin.
Na foto Zé Lezin aparece  com um livro de contos e "causos matutos" presenteado pelo o próprio escritor Rubinho Lima.
Quem tem talento, segue em frente sem dificuldades.
 
 
 

Delmiro Gouveia: Rádio AM 760 e o Programa Domingo Alegre

Por: João de Sousa Lima
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 Neste Domingo, dia 16 de outubro de 2011, a Rádio AM 760, de Delmiro Gouveia, Alagoas, completou 07 anos do Programa Domingo Alegre, apresentado por Vânia Freire, na programação especial vários convidados  e artistas participaram lotando o estúdio.


O programa que é apresentado todo domingo DAS 12:30 ÀS 15:00H por Vânia Freira, tem uma das maiores audiências da Região.
Vânia tem o suporte técnico do bom profissional Diógenes Modesto.
Na foto Vânia faz um emocionado discurso de agradecimentos.


O operador de Stúdios Diógenes Modesto



Os convidados João de Sousa Lima e o cantor e compositor Oscar Silva.



Oscar Silva, Glória Lira e o cantor Juninho Brasileiro.



Deca do Acorden fez um belissim show com o repertório lembrando o Rei do Baião,  Luiz Gonzaga. O zabumbeiro Sival "Pai de Chiqueiro" acompanhou o arrastar do fole.



Outro destaque foi o sanfoneiro Fernandinho da Serra que acompanhou  Deca e ambos fizeram uma apresentação magistral


Fernandinho da Serra e Deca do Acordeon.



O estúdio lotado pra prestigiar o aniversário dos 07 anos de sucesso do programa.



A locutora e apresentadora Vânia Freire com sua linda filha Deyse.



Participação do sanfoneiro Zé do Leite. Os músicos alagoanos de Piranhas também fizeram uma grande apresentação.

Enviado por e-mail no dia 16 de outubro de 2011, pelo escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa LIma

http://blogdomendesemendes.blogspot.com/ 

O Cariri Cangaço, mostra sua força enorme no cenário cultural

Por:Wilson Seraine
Seraine, João de Sousa, Paulo Gastão, Kiko Monteiro, Felipe e Marcos Passos

Caro Amigo Severo, não sei como agradecer o primeiro convite que Leandro me fez quando da primeira edição do Cariri Cangaço, já no longínquo 2009. Longínquo sim, pois a mim parece que conheço Vosmecê e Daniele há muito tempo, tamanha empatia que tenho pelos dois, e agradecer em segunda pela forma como vocês nos receberam e recebe no evento.

A felicidade de conhecer pessoas como Aninha, João, Aderbal, Kydelmir, Rubinho, Kiko, Leo, Lívio, Dário, Juliana e marido, Antonio Amaury, Pedro Bandeira, Voldi, enfim, pessoas que hoje, posso dizer sem dúvidas, fazem parte do meu principal rol de amizades.

O Cariri Cangaço, mostra sua força enorme no cenário cultural, a cada ano, com os nomes que circulam pelo mesmo, pessoa de um legado histórico-cientifico-cultural que não estão à mostra em outros eventos correlatos, é de impressionar a magnitude de pesquisadores e escritores que estão no Cariri, as discussões de alto nível entre estes, tem atraído cada vez mais pessoas sérias e ligadas aos temas, com certeza o de 2011 foi melhor que de 2010 e o 2012 será melhor que de 2011.

Parabéns nobre Severo e Daniele, que Deus e o nosso Padim Cícero continuem iluminando vocês nesta busca pela perfeição do evento, 2012 estaremos lá com o Centenário de Luiz Gonzaga - O Rei do Baião.


Abraços Gonzagólatras
Wilson Seraine
 
http://cariricangaco.blogspot.com/
http://blogdomendesemendes.blogspot.com