Seguidores

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Lampião em Paulo Afonso: Em Março Será Lançado a Segunda Edição

Por: João de Sousa Lima

LAMPIÃO EM PAULO AFONSO  foi o primeiro livro do Escritor João de Sousa Lima. desde 2003 que a obra encontra-se esgotada e agora em março de 2013 sai a segunda edição ampliada.

O livro narra as passagens dos cangaceiros desde a entrada de Lampião na Bahia, passando pelo Raso da Catarina. O Livro também retrata a entrada dos Índios Pankararé para o cangaço, onde homens e mulheres deixaram sua tribo para viverem a saga Lampiônica.

Depois de 10 anos de espera por parte de alguns pesquisadores e escritores o livro finalmente encontra-se no prelo e o lançamento está previsto para a segunda quinzena de março de 2013.

Para adquirir o contato é diretamente com o próprio autor através dos seguintes contatos: joaoarquivo44@bol.com.br - 75-8807-4138 ou 9101-2501 - www.joaodesousalima.com


Personagens que fazem parte do livro.
Na foto o segundo é Ozeias Gomes de Oliveira, irmão de Maria Bonita, o autor e Biri (sobrinho de Maria Bonita)


O autor e a irmã da cangaceira Moça.


Vicente (sobrinho de Pedro de Cândido) o homem que levou a máquina de costura a pedido de Lampião para o coito de Angico. (Ainda é vivo e reside em Poço Redondo).


João e o irmão do cangaceiro Açúcar  (Brejo do Burgo).


João e Raimundo (irmão do cangaceiro Lavandeira). Povoado Juá


Rita (estuprada por Sabiá) e o autor.


O cangaceiro Alecrim e João.


João e o neto da coiteira Generosa Gomes de Sá


João e sobrinhos de Maria Bonita


O autor e o volante Júlio.


João e Coquinho (primo de Arvoredo) - Brejo do Burgo.



O autor e o filho do  coiteiro que prendeu o cangaceiro Passarinho

Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço: 
João de Sousa Lima

http://www.joaodesousalima.com

Um pouco sobre a biografia de Raibrito

 
Raimundo Soares de Brito

Raimundo Soares de Brito (RAIBRITO), nasceu no dia 23 de abril de 1920, na cidade de Caraúbas - RN. 

Raibrito, Vingt-un, Aline Linhares e Dorian Jorge Freire

Filho de José Soares de Brito e Raimunda Saúl da Costa. Casado com Dinorah Brito, pais de Socorro Brito de Figueiredo e ‘adotivos’ do sobrinho Marcos Antonio.

Raibrito e Geraldo Maia do Nascimento

Começou sua vida profissional como comerciante e ingressou na vida pública como Agente de Estatística; posteriormente foi agente postal dos Correios e Telégrafos, Diretor do Museu Municipal de Mossoró e da Biblioteca Pública Ney Pontes Duarte; historiador, pesquisador, palestrante e conferencista.

Sócio das seguintes entidades culturais:

Instituto Cultural do Oeste Potiguar – ICOP, Academia Mossoroense de Letras – AMOL, Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte – IHGRN, Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço – SBEC,
Membro Honorário da Academia de Letras de Uruguaiana – RS.

Dudé Viana, Antônio Marcos (Historiador e sobrinho de Raibrito)

LIVROS PUBLICADOS:

Notícia biográfica de alguns patronos de ruas de Mossoró. ESAM, 1978.
Estudos de História do Oeste Potiguar. ESAM, 1979.
Alferes Teófilo Olegário de Brito Guerra - Um memorialista esquecido. 1980.
Uma viagem pelo arquivo epistolar de Adauto Câmara. 1981.
Pioneiros da História da Indústria e Comércio do Oeste Potiguar. ESAM/FGD, 1982.
Indústria e Comércio do Oeste Potiguar – Um pouco de história. ESAM/FGD, 1982.
Legislativo e Executivo de Mossoró numa viagem mais que centenária. ESAM/FGD, 1985.
Luiz da Câmara Cascudo e a Batalha da Cultura. FVR/CM.
Apostila do Afeto: Câmara Cascudo. FVR/CM.
Notas genealógicas sobre a família de Dona Amélia de Souza Melo Galvão. PMM/SEC, 1982.
Nas garras de Lampião (Diário do Coronel Gurgel) - (1996).
Ruas e Patronos de Mossoró (Dicionário). FVR/CM.Eu, Ego e os Outros (Memórias de Tipos Populares). Editora Queima-Bucha / Petrobras.AMOL – Seus Patronos e Acadêmicos. Editora Queima-Bucha / Petrobras.

http://cariricangaco.blogspot.com
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

NOTA DE PESAR.


A Escola Estadual "Antonio Carlos" se solidariza com os Famíliares do escritor caraubense Sr. Raimundo Soares de Brito, grande homem que prestou relevantes trabalhos em nosso município, e se consagrou como um dos maiores pesquisadores do Rio Grande do Norte.

Nosso votos de pesar e de respeito merecido.

Família "Antonio Carlos".

http://eeantoniocarlos.blogspot.com.br/

OS MISTÉRIOS DO ATAQUE DE LAMPIÃO A MOSSORÓ, QUARTA E ÚLTIMA TEORIA, SÉTIMA PARTE

Por: Honório de Medeiros(*)
[Honório+lindo+026.jpg]

Quarta teoria: o ataque a Mossoró resultou de um plano político (sétima parte)

A oposição chegara ao cúmulo de tentar levar o Coronel Rodolpho Fernandes, um homem sério, respeitado, ao ridículo, como nos lembra Paulo Fernandes na mesma carta: 

As advertências à população e providências tomadas por meu pai eram exploradas pela oposição até com o ridículo. Chamavam-no, por exemplo, de velho medroso, por se preocupar com um possível ataque de Lampião à cidade (...). 

Raul Fernandes confirma: 

 Adversários políticos e maledicentes desfrutavam, com vantagem, o receio do Prefeito. 

Apesar dessa situação política tensa na qual vivia naquele momento, em 1927, o Prefeito, o futuro parecia promissor: sua liderança em Mossoró era inconteste, a cidade crescia a olhos vistos sob sua administração, dois dos seus três filhos homens faziam medicina fora e voltariam, brevemente, para dar continuidade a seu legado político, e sua família era, naquele período, uma das mais ricas do Estado. 

Mesmo assim o Coronel Rodolpho Fernandes não descuidava de tudo quanto lhe dizia respeito. Conhecia bem os meandros da política interiorana. Não saía de sua lembrança a forma violenta através da qual seus parentes de Pau dos Ferros tomaram o poder naquela cidade[1], mandando embora, definitivamente, seu maior líder político, à época, o Coronel Joaquim Correia.

Coronel Joaquim Correia 

As histórias acerca de feitos do cangaço corriam de boca-em-boca pelas feiras, praças e ruas de Mossoró, sempre envolvendo coronéis e tendo disputas políticas como pano-de-fundo, principalmente aquelas oriundas do Cariri cearense no qual, não fazia muito tempo, Pe. Cícero e Floro Bartolomeu tinham liderado a deposição do Governador do Estado do Ceará, pela força das armas. 

Notícias vindas do Acre, por sua vez, davam conta das aventuras de seu parente, o Coronel Childerico Fernandes, o Guerreiro do Yaco, irmão do Coronel Adolpho Fernandes, nessa mesma época Prefeito de Pau dos Ferros, repletas de violência, como a batalha da qual participara, enquanto um dos líderes, em Sena Madureira, à frente de trezentos homens fortemente armados[2].

Coronel Childerico Fernandes, o "Guerreiro do Yaco" 

O Coronel Chico Pinto também lhe punha a par dos desmandos de seus adversários que iriam redundar na invasão da cidade por Massilon e em seu assassinato, alguns anos depois, na campanha do Partido Popular contra o Interventor Mário Câmara. 

As estripulias de Massilon em Brejo do Cruz e região, agindo a mando de pessoas que também tinham interesses políticos em Apodi[3] e região; as histórias oriundas do Cariri cearense, de deposição de Coronéis por outros Coronéis através das armas; as desavenças com José Augusto Bezerra de Medeiros; os embates com a dura oposição que lhe era feita em Mossoró, tudo isso lhe trazia profunda preocupação. 

Assim lhe pareceram particularmente preocupantes as informações que pessoas a si ligadas por laços comerciais e afetivos lhe fizeram chegar por aqueles dias do começo do ano de 1927. É como nos conta seu filho Raul Fernandes, em trecho já citado: 

Na última quinzena de abril, de 27, a notícia veio à luz de modo concreto. Argemiro Liberato, de Pombal[4], escreveu ao compadre Rodolpho Fernandes sobre a pretensão dos chefes de bandidos. Dos remotos sertões de Pernambuco, da Paraíba e do Ceará surgiam indícios dos agenciadores da vergonhosa empreitada. 

Raul Fernandes diz mais a frente, em nota ao texto: 

Ouvi de meu pai referências à missiva. 

Raimundo Nonato, na introdução à primeira edição de seu celebrado “LAMPIÃO EM MOSSORÓ[5]”, recorda: 

Desde alguns meses, é certo, soprava dos sertões um vento de intranquilidade, de sobressalto e permanente insegurança.

Escritor Raimundo Nonato, festejado autor de "Lampião em Mossoró" e "Jesuíno Brilhante" 

Quem agenciava essa empreitada? A mando de quem? Com qual objetivo oculto? 

O Coronel Rodolpho Fernandes sabia mais do que deixava transparecer, naquele momento, aos que lhe eram próximos. 

Não falou a seus filhos acerca de tudo quanto estava por trás desse agenciamento que acontecia no Sertão paraibano e cearense; tampouco disse qualquer coisa a esse respeito, que tenha sido registrado para a história, a seus interlocutores nas reuniões onde expôs a possibilidade de invasão da cidade por Lampião e os convocou para sua defesa. 

Pressentia, entretanto, o Coronel, que o ataque à cidade, se viesse a acontecer, ocultava outro plano, um plano dentro do plano, cujo objetivo era ele. 

Que outra explicação podia ser dada, se não essa, analisando-se os fatos depois de acontecidos, para a excessiva concentração de forças defensoras no entorno de sua residência, quando era sabido que ele, individualmente, jamais teria, consigo, dinheiro suficiente para qualquer resgate que valesse a empreitada do ataque a Mossoró? 

Enquanto isso os planos dos seus inimigos iam, aos poucos, tomando corpo. 

Não seria possível a eliminação pura e simples de Rodolpho Fernandes, com base na jagunçada. Seria um escândalo de proporções nacionais, e, na medida em que centrado exclusivamente na sua pessoa, alvo de uma forte e exaustiva investigação. 

Mossoró, como visto, rivalizava com Natal em tamanho e importância. Era o escoadouro natural para onde desaguavam comerciantes do sertão paraibano, do Ceará[6], e de outras cidades do Rio Grande do Norte. Além disso, ficava a meio caminho entre Natal e Fortaleza e era quase litorânea, com porto importante para o recebimento e escoamento de pessoas e mercadorias. Uma cidade rica e próspera. 

A não ser que fosse possível embutir o projeto de eliminação de Rodolpho Fernandes em outro projeto maior, que funcionaria como cortina de fumaça: invadia-se Apodi[7], para caracterizar a presença do cangaço no Rio Grande do Norte, e, a seguir, invadia-se Mossoró, saqueava-se o que se pudesse saquear e, enquanto o ataque acontecia, um grupo especialmente escolhido atacava a casa do Prefeito de Mossoró e o assassinava, conduzindo a opinião pública à ideia de que tudo quanto acontecera fora consequência da existência do cangaço. 

Para executar essa estratégia, entretanto, era necessária a presença de muitos cangaceiros na invasão. E para ser possível a teoria de que a invasão de Mossoró por Lampião ocultava o projeto de matar o Coronel Rodolpho Fernandes, era preciso que essa trama tivesse sido anterior à entrada, nela, do Rei do Cangaço, do Coronel Isaías Arruda, mas não, obviamente, de Massilon Leite[8].

Em entrevista ao Autor[9], datada de 12 de maio de 2011, o pesquisador Marcos Pinto informa o seguinte:

Cresci ouvindo  meu  avô  paterno ARISTIDES  FERREIRA  PINTO (18.04.1907 / 19.09.1975)  narrar, de forma  minuciosa, no alpendre  de  sua  fazenda, a  saga do seu  irmão Cel. FRANCISCO  FERREIRA  PINTO (17.04.1895 / 02.05.1934), sempre  relatando  trechos da carta  escrita  pelo  mesmo, e  enviada  para o seu  parente  RODOLFO  FERNANDES, por emissário  especial, após o  célebre  ataque à Apodi, por  uma  parte  do bando  do  famigerado Lampião, comandados  pelo  célebre  cangaceiro Massilon  Benevides, fato ocorrido  à  10 de Maio de  1927. 

Lembro-me que o meu avô fez o relato sempre observando ter ouvido inúmeras vezes do seu perseguido irmão, em que dentre o intrincado de particularidades da missiva informando o Rodolfo, destacava:                           

Que fora informado por pessoa de acentuada estima e confiança, de que fora armado um complô com fito único de exterminá-los fisicamente, engendrado pelo quarteto sinistro composto por Jerônimo Rosado, Felipe Guerra, seu cunhado Tilon Gurgel, que por sua vez arregimentou a participação do seu genro Décio Holanda; 

O alerta a Rodolfo para a necessidade e cuidados de chefe de estado maior em só arregimentar pessoas de sua mais íntima amizade e confiança, de preferência parentes; 

Que o complô tinha como objetivo abrir lacunas nos executivos de Apodi e Mossoró, proporcionando a assunção de Tilon Gurgel em Apodi, e o retorno de Jerônimo Rosado ao comando do executivo mossoroense, em Presidência da Intendência municipal (Equivalente ao de Prefeito) já ocupara para o período 1917-1919, tendo como Vice-Presidente da Intendência (equivalente ao cargo de Vice-Prefeito) o Dr. Antônio Soares Júnior, genro de Felipe Guerra;          

Antes de adentrar na resposta, faço a observação de que o grande e profícuo historiador VINGT-UN ROSADO enfatizou, em um dos seus livros em que aborda a atuação de seu irmão Dix-Sept como governador do RN, a importância do mesmo ter ratificado o intrínseco vínculo de amizade existente entre seu pai (Jerônimo Rosado) e o Dr. Felipe Guerra, com a nomeação do Dr. OTO GUERRA para o pomposo cargo de Procurador Geral do Estado.                    


Acredito  que  o  sutil  afastamento do  VINGT-UN  em  relação  a  minha  pessoa dera se  em  decorrência  de um  artigo que escrevi  em  um  jornal  de  Mossoró, com  o sugestivo  título  "FORJARAM  FATOS  NA HISTÓRIA DE  MOSSORÓ" em que desmitifiquei fatos  supostamente históricos elencados  por  VINGT-UN  sobre  o  "MOTIM DAS  MULHERES"  e  sob  o  verdadeiro  motivo que fez  com  que  o  então  governador  DIX-SEPT  ROSADO  encetasse  a  viagem  ao  Rio de Janeiro, então Capital  da  República, ou seja, que a  viagem  dera-se  em atendimento  a  um telegrama  enviado  pelo  Presidente  Getúlio Vargas, que  pretendia  aparar  arestas existentes entre  DIX-SEPT  e  o  CAFÉ  FILHO, então  Vice-Presidente  da  república.  Ressalte-se  que  o Dr. VINGT-UN  nunca deixou  de  saudar-me  quando nos  encontrávamos.  Em que cofre estará escondida  a  carta  do  Cel. Francisco Pinto? Terá sido incinerada  pelo  Dr.  Aldo  Fernandes, genro de  Jerônimo  Rosado ?  Por que  deram  sumiço a  essa  prova, que  paira  apenas como uma referência  metafórica  a  um segredo?

Os  interesses  políticos  e pessoais  que  uniam  JERÔNIMO  ROSADO, FELIPE GUERRA  e  seu  cunhado  TILON GURGEL, somado  à  intrínseca  participação  do seu genro Décio  Holanda, conduz  à  certeza  de que havia  um  consórcio em confidências íntimas  e  profundas. Delas se poderá  até deduzir  que, nos  episódios  dos  10 de Maio  de 1927  e  de  13 de Junho  do mesmo  ano, Jerônimo  e  Felipe  Guerra  atuaram  como espécies  de   mentores  com  acentuadas ascendências. As  perspectivas de  sucesso  das nefastas  empreitadas  alegravam  perversamente os seus  espíritos.  Em  sentido  adverso a eles, os desígnios  divinos anularam  tamanha virulência  em  matéria de  inveja  e  cobiça. Nuances que  anularam  seus princípios de homens públicos  e  anulam  suas individualidades.  Foram   pródigos  em protagonizarem  distorções  de  caráter. A ânsia pelo  poder fez com que perdessem  inteiramente o  contato  com  a  realidade. 

O PLANO DENTRO DO PLANO 

Há indícios que isso seja possível? Há. Basta que nos lembremos dos interesses políticos existentes em descartar o Coronel Rodolpho Fernandes de sua liderança no Oeste e Alto Oeste Potiguar. E basta que nos lembremos das relações de Massilon com os Coronéis Quincas e Benedito Saldanha. 

A comprovação desses interesses é o menosprezo e a agressividade com a qual o Prefeito é tratado quando expõe a possibilidade de invasão da cidade; outra é o permanente trabalho de intriga contra si realizado junto a José Augusto Bezerra de Medeiros, Governador do Estado, já relatado; outra, ainda, é o apoio político e pessoal por ele dado ao Coronel Chico Pinto, em Apodi. 

Cabe lembrar, também, que o Prefeito de Pau dos Ferros, em 1927, o Coronel Adolpho Fernandes, pai de Alfredo Fernandes, primo e dono do palacete vizinho ao do Coronel Rodolpho Fernandes, e um dos seus principais suportes financeiros na compra das armas para a resistência mossoroense, era adversário político ferrenho de José Augusto Bezerra de Medeiros.

Alfredo Fernandes, muito rico, parente próximo de Rodolpho Fernandes, contribuiu financeiramente para a aquisição de armas para a resistência a Lampião em Fortaleza, onde morava 

José Augusto Bezerra de Medeiros depusera os Maranhão do poder e, assim, lançaram na oposição, em Pau dos Ferros, seus aliados (dos Maranhão) naquela Região. Aliados que tinham recebido todo o apoio de Ferreira Chaves, o último da oligarquia Maranhão a governar o Estado, para promover a tomada, em anos passados, pela força das armas, do poder do qual dispunha seu adversário, o Coronel Joaquim Correia. 

Mágoas antigas, mal curadas, essas e muitas outras, redundaram no descaso proposital, QUIÇÁ COSTURADO POLITICAMENTE PELOS QUE TINHAM INTERESSE no fim do poder político dos Fernandes, com que José Augusto Bezerra de Medeiros recebeu o pedido de socorro que o Coronel Rodolpho Fernandes lhe enviou, como nos conta Raul Fernandes[10]: 

Apelaram ao Governador do Estado. (...) ‘Desiludidos de qualquer providência do Governo Estadual’, os mossoroenses compreenderam que teriam de contar com os próprios recursos. 

Se houve, portanto, um plano dentro do plano, então a estratégia foi a seguinte: as verdadeiras causas do assassinato do Coronel Rodolpho Fernandes ficariam ocultas sob o pó que o ataque cangaceiro a Mossoró levantaria; e a estranheza de um ataque de cangaceiros diretamente a Mossoró não seria percebida, pois, antes, fora banalizada por outro ataque, este a Apodi, claro que em menores proporções, para não chamar muita atenção.

Ora, com o ataque a Apodi matavam-se dois coelhos com uma cajadada só: introduzia-se o cangaço no Rio Grande do Norte, criando-se a necessária “cortina de fumaça”, desmoralizava-se o Coronel Chico Pinto e sua liderança, bem como se eliminava a estranheza de um ataque cangaceiro direto a Mossoró, uma cidade grande e quase litorânea de um Estado até então livre da praga do cangaço. 

CONTINUA... 

PARA ENTENDER ESTE TEXTO É CONVENIENTE LER OS TEXTOS ANTERIORES POSTADOS EM www.honoriodemedeiros.blogspot.com PROCURE Cangaço, DENTRE OS Marcadores, E LEIA TUDO QUANTO FOI ESCRITO ANTES ACERCA DO TEMA.

[1] Ver “O Fogo de Pau dos Ferros” em “MASSILON”, do Autor.

[2] Ver “DICIONÁRIO DAS BATALHAS BRASILEIRAS”; DONATO, Hernâni; verbete “SENA MADUREIRA”, bem como “O GUERREIRO DO YACO”, FERNANDES, Calazans.

[3] Os Saldanhas.

[4] Cidade paraibana onde nasceu Jerônimo Rosado. Pertence à mesma área de Brejo do Cruz, PB, cidade na qual eram influentes as famílias Maia e Saldanha.

[5] Sexta edição; Coleção Mossoroense; 2005; Mossoró.

[6] Limoeiro do Norte, Aracati e adjacências.

[7] O maquiavelismo, aqui, do qual Massilon seria o executor, teria sido no sentido de que ele sabia que o Coronel Chico Pinto não seria morto, porque sua morte teria tal repercussão que inviabilizaria o “plano dentro do plano”, mas, disso, não sabiam as lideranças menores apodienses envolvidas, caso contrário haveria perda de prestígio político por parte de quem estava manipulando as ações por trás dos cordéis e precisava continuar dominando o cenário político em Apodi e Região.

[8] Como explicado acima, a chegada inesperada de Lampião em Aurora, CE, pode ter precipitado a execução da estratégia cujos desdobramentos foram anunciados ao Coronel Rodolpho Fernandes pela carta de Argemiro Liberato. Existem, também, relatos de uma famosa carta enviada pelo Coronel Chico Pinto ao Coronel Rodolpho Fernandes informando-lhe acerca do próximo ataque a Mossoró. Dá notícia desta carta o jornal “CORREIO DO POVO” (NONATO, Raimundo; “LAMPIÃO EM MOSSORÓ”; Sexta edição; Coleção Mossoroense; 2005; Mossoró).

[9] Em www.honoriodemedeiros.blogspot.com

[10] “A MARCHA DE LAMPIÃO”; Editora universitária; Universidade Federal do Rio Grande do Norte; 1981; 2ª edição; Natal, RN.

(*) Mestre em Direito; Professor de Filosofia do Direito da Universidade Potiguar (Unp); Assessor Jurídico do Estado do Rio Grande do Norte; Advogado (Direito Público); Ensaísta.

http://honoriodemedeiros.blogspot.com.br/2012/11/os-misterios-do-ataque-de-lampiao_28.html

Prefeito Municipal Decreta Luto Oficial em virtude da morte do escritor Raimundo Soares de Brito

Raibrito ainda Jovem

MUNICÍPIO DE CARAÚBAS
ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
CNPJ Nº 08.349.102/0001-29
SECRETARIA DE GOVERNO

Raibrito já passando dos oitenta anos

DECRETO Nº 021/12 -GAB

EMENTA: Declara luto oficial que especifica e dá outras providências.
O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE CARAÚBAS, Estado do Rio Grande do Norte, no uso das atribuições que lhe confere o art. 27, III, da Lei Orgânica do Município; e
DECRETA:

Art. 1º. Fica declarado luto oficial por tres dias a partir deste dia 27 denovembro de 2012 (terça-feira), no âmbito da Administração Municipal.

Parágrafo único. O referido Decreto faz menção à morte do ex Vereador Raimundo Soares de Brito (Rai Brito), historiador e pesquisador Doutor Honoris Causa da Universidade do Rio Grande do Norte – UERN e em respeito à família enlutada.

Art. 2º. Este decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Palácio Jonas Gurgel, Gabinete do Prefeito de Caraúbas, Em 27 de novembro 2012; 144º de Emancipação Política.
Registre-se, Publique-se e Comunique-se.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL - Chico Costa


Do blog da educadora Aruza Paiva

http://educamidias-aruza.blogspot.com.br/

terça-feira, 27 de novembro de 2012

RAIBRITO - Cai mais um baluarte da Cultura Potiguar

Por: Kydelmir Dantas

Faleceu em Natal – RN, neste dia 27 de Novembro de 2012, aos 92 anos de idade, o nosso historiador - mor RAIMUNDO SOARES DE BRITO.

Raibrito ainda jovem

O velório será na Biblioteca Pública Ney Pontes Duarte, no Salão 

Marieta Lima

Marieta Lima, Praça da Liberdade 

Jornalista Dorian Jorge Freire

(Dorian Jorge Freire) - Centro - Mossoró - RN., a partir das 08:30 h do dia 28/11/2012.

Kydelmir Dantas - poeta, escritor e sócio da 
SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço

MOSSORÓ - RN
Fone: (0xx - 84) - 3323 2307

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O ADEUS A RAIBRITO!

Por: Lúcia Costa
Raibrito no lançamento da sua biblioteca virtual, projeto da Petrobrás. 
Foto: Ricardo Lopes

Faleceu na terça, dia 27 de novembro de 2012, o historiador e escritor Raimundo Soares de Brito. Raibrito, como está registrado em suas obras, nasceu no dia 23 de abril de 1920, em Caraúbas. Filho de José Soares de Brito e de Raimunda Saul da Costa.

Em Caraúbas, Raibrito exerceu diversas atividades como jogador de futebol, fotógrafo, desenhista, comerciário e comerciante.
          
Com passagens por Natal, Fortaleza, Assu e Mossoró, cidade que o acolheu e tornou-se uma paixão, pela sua história, sua gente.
          
Ao longo da vida, Raibrito ocupou diversos cargos públicos. Ainda em Caraúbas foi juiz distrital e exerceu três mandatos como vereador.
          
Raibrito foi gerente postal dos Correios de Caraúbas, Assu e Mossoró, onde se aposentou. Também foi diretor do Museu Municipal Lauro da Escóssia.
          
Desde menino gostava de ler até tarde, sob a luz de lampião, mesmo sofrendo reprimenda do pai. Adolescente, passou a escrever, especialmente sobre a seca e, adulto, teve a ousadia de enviar um de seus textos acompanhado de fotos de dois jumentos mortos de fome, tiradas por ele, para o jornalista já falecido, David Nasser, da revista Cruzeiro, publicação nacional que fazia o maior sucesso na época. 
          
Para surpresa de Raibrito, o renomado jornalista publicou o material com destaque, em página dupla, como se fosse dele, David Nasser. Não deu crédito nem mesmo para as fotos, que Raibrito guardava os originais, bem como cópia em carbono do texto datilografado.
          
A falta de ética do renomado jornalista serviu de estímulo, pois Raibrito não desistiu de sua intuição para a escrita e, de lá para cá, publicou mais de cinquenta obras, sendo as duas últimas EU, EGO E OS OUTROS e o DICIONÁRIO DE RUAS E PATRONOS DE MOSSORÓ, esse último em dois volumes, ambos frutos de quarenta anos de pesquisas.
        
Raibrito dedicava sua vida ao ofício de pesquisar a história e biografia de norterriograndenses, num esforço e abnegação fora do comum. Por isso, recebeu ao longo da vida, muitas homenagens, pois seus arquivos eram disponibilizados sem nenhum custo para estudantes, universitários e profissionais mais diversos.
           
Da comunidade acadêmica, recebeu o título de Doutor Honoris Causa, pela UERN – Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

  
Raimundo em sua hemeroteca, num dos cômodos da casa

Raibrito era sócio de diversas casas de cultura, como Academia Norte rio grandense de Letras, Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, Academia Mossoroense de Letras, Instituto Cultural do Oeste Potiguar, Fundação Vingt-un Rosado e Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço.

Em agosto de 2005, a Petrobras patrocinou a criação da Biblioteca Virtual Raimundo Soares de Brito, que surgiu da necessidade de se preservar o grandioso acervo da hemeroteca de Raibrito, composta de mais de duzentos mil documentos, entre recortes de jornais, revistas, publicações e pesquisas próprias, que testemunham a história do Rio Grande do Norte.

Raibrito era considerado o guardião da cultura potiguar porque durante mais de cinquenta anos sua residência foi visitada  por jornalistas, intelectuais, escritores, professores, estudantes e curiosos que faziam do acervo de Raibrito a fonte de suas pesquisas.
         
Homem simples, desprovido de qualquer vaidade, Raibrito adquiria diariamente todos os jornais do estado, pagando com sua modesta aposentadoria, para alimentar sua hemeroteca, que ocupava todas as dependências da casa, no Conjunto Walfredo Gurgel. Há cerca de dez anos ele adquiriu a casa da frente, para onde foi transferido parte do seu acervo e onde a Petrobras montou uma estrutura para digitalizar o acervo que durante um tempo ficou disponível no site www.raibrito.com.br. Não se sabe o motivo por que saiu da net.
         
Em novembro de 2003, a TCM - TV Cabo Mossoró – gravou o primeiro programa Mossoró de Todos os Tempos, apresentado pelo hoje reitor Milton Marques, na residência de Raibrito, momento em que Raibrito contou sua trajetória, falou de suas obras, paixão pelas letras e, especialmente, pela pesquisa.  
        
Há alguns anos Raibrito havia fixado residência no bairro de Capim Macio, em Natal, com seu sobrinho e secretário, professor Marcos Antonio – Marquinhos - por ele adotado desde criança e a quem transferiu o gosto pela leitura, pesquisa e livros.   
        
Era sonho de Raibrito lançar uma obra com potiguares ilustres, aqueles que fizeram a diferença e conquistaram destaque em nível nacional ou internacional. Para isso, mantinha um excelente material, que vinha pesquisando há um tempão.  

Raibrito foi casado com Dinorá de Brito, falecida em 2004, e pai de Socorro Figueiredo, residente em Brasília. Deixa netos  bisnetos.   

Nas redes sociais Raibrito foi lembrado com carinho, tão logo foi anunciada sua passagem para a casa do Pai. Como ele tinha mania de separar em pastas, tudo o que lia sobre personagens de todos os segmentos da cidade e do estado, o escritor Caio Cesar Muniz postou algo no Facebook, que bem ilustra como funcionava a hemeroteca de Raibrito:  “Qualquer pessoa que figurasse no noticiário do RN ‘ganhava’  uma pasta com seu nome e, a partir dali, sempre que surgia uma nova notícia, Raibrito a recordava e ia montando a história desta personagem. Que alegria e que surpresa não senti ao ser apresentado à ‘minha pasta’! Vá em paz, grande mestre!!!”

Em noite de cultura no Teatro Municipal, Raibrito, Vingt-un Rosado, 
Aline Linhares e Dorian Jorge Freire

É o que todos desejam carinhosamente. Missão cumprida e vida que segue.

http://www.luciarocha.com.br/

A vida após o cangaço. 1


"Lampião tornou-se um herói aos olhos dos pobres e miseráveis" 
Ex Soldado de Volante "Marancó"

Oresto integrou uma das volantes (unidades que caçavam cangaceiros) de José Osório de Farias, conhecido como Zé Rufino,o homem que mais matou cangaceiros no Nordeste e também o mais respeitado por Lampião.

Além da guerra na caatinga, comendo apenas raízes, ele afirma que a sua maior batalha não foi o cangaço, mas sim em São Paulo, em 1944, quando trabalhou na construção da Via Anchieta. Também acompanhou o desenvolvimento político de Cubatão. Viúvo, atualmente mora na Cota 400.

Como foi que o senhor conheceu o rei do sertão?

Eu conheci Lampião com 12 anos. Ele era de estatura média, moreno, cabelos negros e lisos, muito franzino e de pouca conversa. Começou a lutar para vingar a morte do pai, assassinado pelo fazendeiro Zé Saturnino, por questões de brigas por terras. Era tropeiro e o mais velho de seis irmãos. Deixou José Ferreira para tomar conta de duas irmãs e levou os outros para vingar a morte do pai. Luís Pedro, primo de Lampião também se integrou ao grupo para matar os macacos (como eram chamados os soldados). Ele aderiu ao bando de Sinhô Pereira, em 1920, aos 22 anos. Já Maria Bonita morava na fazenda Santa Brigida, povoado pertinho da onde eu morava, em Marancó. Ela tinha 17 anos quando


Lampião passou pelo povoado e foi embora com ele. Ao contrário de Lampião, era muito bonita, simpática e falante. Com 15 anos se casou com o sapateiro Zé de Neném. O rei do sertão, cabra macho, escreveu explicando que Maria Bonita estava abandonando o marido para acompanhá-lo.

Apesar de ter aderido ao cangaço por uma motivação pessoal, Lampião acabou sendo reverenciado como salvador da pátria pelos nordestinos. Como isso ocorreu?

Lampião era o defensor do povo. Tornou-se um herói aos olhos dos pobres e miseráveis porque viam nele um sonho de liberdade e justiça. Nas execuções de espiões e mortes de inimigos, ele nunca matou uma pessoa indefesa, não cometia ato de covardia e de maldade. Lampião defendia o povo dos coronéis. Revoltado com os volantes (caçadores de cangaceiros) que entravam na caatinga e metiam o cacete no povo para descobrir os cangaceiros, matava muitos policiais. Além disso, os policiais também entravam nas fazendas e saíam matando os bois para alimentação e pagavam apenas 70 mi réis, que não valia nem a cabeça do boi. Lampião era contra todo o tipo de repressão.

Como Lampião foi morto?

Ele morreu aos 41 anos, em 1938, encurralado por uma volante, comandada pelo tenente João Bezerra, no interior de Sergipe, depois de ser traído por Joca Bernardes, um coiteiro (protetor) que denunciou o seu esconderijo. Ele morreu com Maria Bonita e mais nove cangaceiros, sem cumprir o seu objetivo que era matar os assassinos de seu pai, a quem perseguiu por mais de 20 anos.

Na força policial baiana, o senhor cumpriu oito anos e três meses sob o comando de Zé Rufino, onde participou de diversas batalhas. A principal delas foi a captura e morte de Corisco (o último dos cangaceiros e mão direita de Lampião), em 1940. Como foi?

Corisco cortou o cabelo e trocou de roupa para não ser reconhecido, fugindo com Dadá e outro casal de cangaceiros. Foram perseguidos e, quando Corisco foi pular uma cerca, levou uma rajada na barriga. Ele morreu quando era transportado no caminhão. Não deu um único grito. Nunca vi um homem como aquele. Zé Rufino ainda disse a Corisco que ele deveria ter se entregado e a resposta veio rápida: estou muito satisfeito desse jeito.

Apesar de ter participado da repressão dos bandoleiros, dá a entender que é admirador de Lampião. Reconhece que seus colegas de farda batiam muito na população civil que, freqüentemente, ficava no meio do fogo cruzado entre cangaceiros e policiais? Qual a sua análise sobre o assunto?
Fui militar, era pago para executar, mas nunca bati nem torturei ninguém. Sou admirador de Lampião, um homem de coragem que saiu guerreando por todo o Nordeste. Seus feitos acabaram se transformando em lendas. Suas vitórias eram contadas e comemoradas com rezas por ele e por seus companheiros de cangaço.

Como o senhor chegou a Cubatão?

Eu tinha 26 anos, foi em janeiro de 1944, praticamente 'desviado' da guerra da Alemanha. A mulher do coronel, que gostava muito de mim e não queria que eu morresse na guerra, me mandou para cá. Demorei 42 dias para chegar aqui. Fiquei oito dias em Juazeiro, fui até Aracaju de jardineira (barcos de madeira com motor na frente), depois peguei o vapor (navio), depois fui para Pirapora (Minas Gerais) e peguei o trem direto para cá. Vim trabalhar na construção da Via Anchieta, pelo Departamento de Estrada de Rodagem (DER).

Como foi construir a Via Anchieta?

Essa serra era tão fria que a gente secava roupa na lenha. Só Deus sabe o que sofremos para construir a rodovia, que foi inaugurada em 1947. Eu morava em uma casa da DER e tinha uma pedreira na Cota 500. Eu fazia ferragens, meio fio, cortava pedras na pedreira. Depois fui trabalhar na Refinaria, como vigia. Aí, o Jânio Quadros me mandou novamente para trabalhar no DER, onde me aposentei em 1980. Lembro com carinho do seu Sebastião Ribeiro, que trabalhava comigo, um grande homem e amigo que ajudou muito.

O senhor acompanhou o desenvolvimento de Cubatão? Quais os pontos positivos e negativos?

Antigamente não tinha nada aqui. Só a Light e o DER, depois vieram a Santista de Papel e o Curtume (fábrica de couro). O melhor prefeito que Cubatão já teve foi o Armando Cunha, que trouxe a Petrobras ao município. Ele ajudou no desenvolvimento da cidade com os impostos das empresas e também construiu o 1º Ginásio (escola). Além disso, a sua esposa, dona Helena, era uma mulher maravilhosa. Ajudava muito o povo. Ela nunca me negou nada. Já Abel Tenório derrubou todas as casas do Centro para a construção das ruas e dos lotes. O 2º melhor prefeito foi Frederico Campos. Depois, todo mundo quis ser prefeito de Cubatão, por ser uma cidade de grande arrecadação.

Como está Cubatão hoje?

Em vista de antigamente, está muito boa, mas poderia estar muito melhor com tanto dinheiro que tem.

Como o senhor vive atualmente?

Hoje, sou funcionário aposentado do DER e recebo R$ 563,85 mensais. O meu tempo de militar não foi contado na aposentadoria. Tenho quatro filhos, mas só duas vivem comigo aqui, nesta casa, aqui na Cota 400, o que me restou do DER. Vou fazer 89 anos e vivo muito feliz com as minhas lembranças. 

Entrevista Publicada em: 10/02/2006 na edição 96 do Jornal Metrópole

Créditos para Ronnyeri, pesquisador e membro das comunidades.

http://lampiaoaceso.blogspot.com


A cantata Gonzaguiana no Congresso nacional


Assunto: A cantata Gonzaguiana no Congresso nacional
 
Estreamos em março de 2012.
O Maestro trabalhou um ano nos arranjos.
Fizemos uma semana de ensaio.
Rodamos muitas cidades em vários estados.
Fizemos mais de 20 apresentações.
Estimamos um público de mais de 200 mil pessoas no total.
As várias, centenas de fotografias do espetáculo por vários fotógrafos , entre os quais, Luciano Klaus que não perdeu nenhuma apresentação, vão compor um Libreto programa com um manifesto político cultural.
Teremos três apresentações culminantes nas vésperas do aniversário de Gonzaga : Iguatu, Crato e Exu. ( a apresentação de Exu será dia 12 de Dezembro na véspera dos cem anos do Rei dentro do Parque Asa Branca)
Estaremos dia  03 de dezembro nos apresentando no Congresso nacional numa sessão solene  conjunta da  Câmara e Senado  em homenagem ao centenário do Rei.
Desde a  primeira apresentação até agora, o espetáculo  cresceu muito.
Prorrogamos as apresentações para o além do ano do Centenário e já temos agenda   em várias datas no mês de Fevereiro do próximo ano.
Um dos links que mandei abaixo é uma matéria circunstanciada de um portal do Piaui.
se for possível e de seu agrado dê algum eco à nossa maratona.
O outro link é um vídeo produzido pela Globo que teve exibição nacional na grade oficial da emissora e também foi veiculado pela INFRAERO em alguns aeroportos do país naqueles monitores espalhados nos salões de embarque



http://www.youtube.com/watch?v=a4c-DlcJZX8&feature=related


Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador do cangaço e Luiz Gonzaga: 
Antonio Kydelmir Dantas de Oliveira