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domingo, 21 de novembro de 2021

COMUNICADO.

 Por Antônio Correia Rosa Filho

Como proprietário da Fazenda Lagoa dos Patos no município de Piranhas Alagoas, popularmente conhecida como fazenda Patos, comunico a todos os estudiosos e curiosos sobre a história do cangaço, e principalmente sobre a história que ao meu ver foi a mais fatídica do cangaço que foi o episódio que ocorreu na fazenda Patos, que no dia 17/11/2021 foi dado início às obras de restauração e conservação da CASA e do CURRAL DE PEDRAS desta fazenda. 

Portanto, peço a compreensão de todos os que queiram visitar o local. A partir de agora, só será permitida a visitação por agendamento com o Senhor Jairo e a Senhora Angecila, pelos telefones 82 98823-3973 e 82 98824-5868. Desde já agradeço a compreensão de todos.

ATT.

Antônio Correia Rosa Filho

Proprietário da Fazenda Lagoa dos Patos

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RAIMUNDA COSTA (AMANDA COSTA)

RAIMUNDA COSTA, conhecida por AMANDA COSTA, natural de Areia Branca-RN, nascida no dia 21 de dezembro de 1948, foi a primeira colocada  da Região Oeste Potiguar do concurso  A Mais Bela Voz, em 1968, na época promovido pela Rádio Olinda, Recife-PE. 

Ela  foi representar Mossoró e Região em Natal, realizado pela Rádio Rural de Natal, concorrendo com candidatos da Região Central escolhidos pela Rádio Rural de Caicó, conquistando a primeira colocação, indo representar o Rio Grande do Norte em Recife  em A MAIS BELA VOZ DO NORDESTE, promovido pela Rádio Olinda, conquistando a segunda colocação. 

Essa conquista abriram as portas  para Amanda Costa, ganhando o título de “CINDERELA”, tendo em vista que ela cantou a música Cinderela de Adelino Moreira e é considerada a eterna mais bela voz. 

Gravou dois discos e representou  o Rio Grande do Norte em São Paulo no concurso “A MAIS BELA VOZ DO BRASIL”.

ENTREVISTA COM AMANDA COSTA

Amanda Costa, como é conhecida (ou Raimunda Costa, de batismo), nasceu em Areia Branca aos 21 de novembro de 1948. Filha de família humilde, sempre gostou de cantar nos pastoris realizados na cidade e sua voz aguda sempre era um destaque a mais nas apresentações. Em 1968 foi a vencedora da primeira edição do concurso "A Mais Bela Voz", realizado pela Rádio Rural. Nesta entrevista, ela fala da sua trajetória musical que a levou a mudar de nome e imortalizar a sua musicalidade.

O Mossoroense: Como se deu os seus primeiros contatos com a música?

Amanda Costa: Eu sempre digo que já nasci cantando. Desde muito pequena sempre gostei de cantar. Aqui na cidade o que me levou mais diretamente para a música foram os pastoris. Com seis ou sete anos eu já estava nos palcos, graças as pastoris. Como eu era baixinha, sempre ganhava o papel do pastor, que ficava por trás da personagem principal (a Diana) e a minha mãe me ensinava as canções. Minha mãe também foi uma grande inspiração, uma grande incentivadora. Ela me arrumava, gostava sempre que eu fosse destaque e graças a Deus eu sempre fui, não só nos pastoris, mas em todos os palcos por onde passei.

OM: Quando surgiu e por que a mudança de nome de Raimunda Costa para Amanda Costa?

vei meu segundo vinil, lá no Recife/PE, em 1986, o diretor da Continental, Valdir, juntamente com Luiz GP Luz, dono do selo Colibri, me chamaram e decidiram que eu tinha que mudar de nome. Achavam que o nome "Raimunda" não soava muito bem. Diziam: "Ela é tão meiga, uma voz tão suave, este nome não pega bem". Então, fizemos uma seleção de nomes, inclusive padre Américo e padre Alfredo sugeriram também alguns nomes. Padre Américo queria que colocassem Salésia, porque faria uma ligação com a salinésia. Eu pedia que escolhessem algum nome que não descaracterizasse demais o Raimunda, que ficasse pelo menos perto, para não mudar muito. Então decidimos por Amanda.

OM: Como foi ganhar o primeiro concurso "A Mais Bela Voz"?

AC:Como eu falei anteriormente, eu cantava nas escolas, nas igrejas, mas a minha grande descoberta foi em Mossoró. Costumo dizer que Mossoró é minha casa fora de casa. Em 1968, a Rádio Rural de Mossoró, por meio do padre Américo Simonetti e do jornalista Emery Costa, me levaram para cantar em um programa chamado "O Show das Dez", eu sempre ia aos domingos, cantava algumas canções e eles foram gostando. Quando surgiu o concurso "A Mais Bela Voz", eu me inscrevi, naquele tempo não tinha transporte a todo tempo como hoje, como foi difícil para mim. Todas as cidades que tinham representantes levavam as suas torcidas, caravanas. Eu fui sozinha, minha torcida foi de lá mesmo. Eu cheguei atrasada para o ensaio. Eu fui escolhida entre 25 concorrentes, todos de muito alto nível, como Roberto Meus Amores, Ilo de Sousa, que ainda hoje estão cantando por aí e a banda era Maestro Batista e seu Conjunto.

OM: Quais as melhores lembranças que você traz de sua trajetória musical?

AC: Eu tenho muita coisa boa guardada em minha memória. Quem ganha "A Mais Bela Voz" hoje, ganha um prêmio em dinheiro e um troféu

Naquele tempo, quem ganhasse, passava um ano contratado pela rádio. Por meio da rádio em viajei muito, conheci o Estado todo. Eu fui muito requisitada para shows, muito querida, sempre fazia as aberturas. Cantei nas bandas Som 2001 e Brasil Som 2000, que pertenciam a mesma família, depois Elo Musical, que depois viria ser The Pop Som. Cantei com João de Deus e Zélia, com Zé Arnould. Tive a sorte de sempre cantar com músicos bons. Aprendi muito com as bandas e continuo aprendendo. As bandas são uma grande escola, pode acreditar. Outra boa lembrança foi quando fui levada por Emery Costa para representar o Rio Grande do Norte na "Mais Bela Voz do Brasil", concorri com uma dupla de cantores de São Paulo no programa Jota Silvestre. Lembro que encontrei Sérgio Reis nos corredores depois da apresentação e ele dizia: "Menina, não fique triste por ter ficado em segundo lugar, você é muito boa, vá adiante". E eu nem estava triste por isto.

OM: E Areia Branca, você nunca quis sair da sua terra natal? Há um reconhecimento local ao seu trabalho?

que o santo de casa não obra milagre, mas eu diria que até eu obro. Apesar de eu trabalhar pouco, mas sempre sou chamada para abrir festas. Do jeito que eu comecei lá na minha infância, eu continuo. Gosto de ajudar também em eventos beneficentes: festas para as mães, festas para a igreja. Eu sempre faço isto sem cobrar cachês. Não tenho o que falar da minha cidade. Muita gente me aconselhou a sair daqui quando eu comecei, mas eu sou muito apegada à minha família: minha mãe, hoje com 97 anos, minha filha, Kíria, que também é minha produtora, ela casou, me deu um neto, então moramos juntos e eles são o meu tudo. Aqui é que eu quero estar, junto com minha família. Eu sempre fui assim, se surgia um compromisso fora, eu ia, mas sempre com a intenção de não demorar.

OM: Que avaliação você faz do nosso cenário musical atual?

AC: Olhe, é fácil e difícil ao mesmo tempo explicar. A gente tem ouvido tantas coisas, tudo "estourando" e tem tanta coisa boa guardada. Os locutores, os representantes dos meios de comunicação deveriam resgatar e divulgar mais estas pessoas, estes bons trabalhos que estão guardados. Nós temos escutado muita coisa absurda, quando sabemos que tem tanta coisa boa por aí. Nós, mes - mos, fazemos nossos shows, mas nós não t emos muito espaço nas rádios, por exemplo. Eu soube que Martins Coelho toca sempre músicas minhas, Jota Belmont também. E soube que até Paulo Linhares toca de vez em quando, eu não ouvi, mas já me falaram, então isto é muito bom e seria bom que todos fizessem assim

OM: Você é do tempo em que gravar um disco era algo difícil. Como você vê estas "facilidades" de gravar nos dias atuais?

AC: Hoje, com todo respeito, todo mundo está gravando. Existem pessoas que quase todos os meses "gravam" um CD, gravam um DVD, mas o problema é que este material fica por ali mesmo. O problema não é gravar um trabalho, gravar pode ser fácil, mas não é fácil fazer este trabalho repercutir, isso sim é o mais difícil

OM: Você chegou a ganhar dinheiro com a música?

AC: Dinheiro, muito dinheiro, a gente não ganha (risos). Músico hoje ganha muito pouco. Quando eu era vocalista, o que eu ganhava com música era um "extra", porque eu bem jovem, já era funcionária pública, era professora de alfabetização. Eu viajo muito aqui no Estado: Macau, Felipe Guerra, Apodi, sempre estou cantando, e assim como naquele tempo, estes cachês ajudam, são um "extra". Mas de música mesmo, nós, aqui, pelo menos, não vivemos OM: Tem algum projeto em mente?

OM: Tem algum projeto em mente?

AC: Eu sou meio lenta (risos). Eu gravei dois vinis. Fiz um show com o Trio Irakitan, pensei em transformar em um CD, mas guardei. Tive a sorte então, de minha filha, Kíria Costa, que também é minha produtora, me fazer uma surpresa no Dia das Mães, como se fosse assim, uns "esbregues" pegou as fitas e gravou. Fez umas quarenta cópias, que eu distribui. Se fosse por mim ainda estava guardado, mas agora estamos trabalhando para ver se até novembro fazemos uma edição comercial

FONTE – O MOSOSROENSE, DO DIA 31 DE MAIO DE 2015 (DOMINGO).

https://jm-amandacosta.blogspot.com/2020/07/raimunda-costa-amanda-costa.html

https://jm-amandacosta.blogspot.com/2020/07/entrevista-com-amanda-costa.html

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sábado, 20 de novembro de 2021

ASCRIM/PRESIDENCIA – CONFIRMAÇÃO E RETRANSMISSÃO AO CONVITE AFLAM: “POSSE À IMORTALIDADE ACADÊMICA VANDA MARIA JACINTO, ELOGIO A PATRONA NÍSIA FLORESTA, CADEIRA Nº 15,” - OFÍCIO. Nº 056/2021.

 MOSSORÓ-RN, 18 de NOVEMBRO de 2021.  

 ‘RECEBES ESTE EXPEDIENTE PORQUE A ASCRIM O(A)VALORIZA E RESPEITA, PELO ALTO NÍVEL DE QUEM TEM O PRESTÍGIO DE SER ASSIM CONSIDERADO(a).’   

            

   AGRADECENDO A EXCELENTÍSSIMADRA. TANIAMÁ VIEIRA DA SILVA BARRETO, M.D. PRESIDENTA DA ACADEMIA FEMININA DE LETRAS E ARTES DE MOSSORÓ-AFLAM, PELO CONVITE(RECEBIDO NESTA DATA), RESERVO-ME ATRIBUIR MESMO VALOR DE PARTILHA, DIZENDO QUE É UMA GRANDE  HONRA CONFIRMAR MINHA PRESENÇA A SESSÃO MAGNA ““POSSE À IMORTALIDADE ACADÊMICA VANDA MARIA JACINTO, ELOGIO A PATRONA NÍSIA FLORESTA, CADEIRA Nº 15,”” NO DIA 19(SEXTA-FEIRA) DE NOVEMBRO DE  2021, AS 18H, VIA REMOTO.:  

  

   https://meet.google.com/dei-gysb-woz 

    CONSIDERANDO UM DOS PONTOS MAIS PUNDONOROSOS NA SIMETRIA ENTRE O IMORTAL E O IMORTALIZANDO, EVIDENTE, O “ELOGIO AO PATRONO DA CADEIRA Nº 415, PELA TITULAR DESTA”, ADREDE, PARTICIPAMOS DO ABRAÇO COMUNGATÓRIO, ANTE RITO SINGELO QUE EMOLDURA A FORTALEZA DO ELOGIASTA ESPELHAR-SE NO ELOGIADO, MORMENTE O FASCÍNIO DESSA ELOQUÊNCIA PERMITIR-NOS, CONTEMPLAR E COMPREENDER A PEQUENEZ HUMANA ANTE A GRANDEZA DIVINA, DÍSTICO DO TRANSITÓRIO APRENDIZADO CONTÍNUO DA IMORTALIDADE.  

   PORTANTO, REPASSO A TÍTULO DE LEMBRETE O ASSUNTO DO ALVO CONVITE(ANEXO) DE IGUAL MODO, POR CÓPIA,  AS EXCELENTÍSSIMAS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS,  ACADÊMICOS DA ASCRIM E POTENCIAIS CANDIDATOS A ACADEMICOS DA ASCRIM, ILUSTRES PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS, GOVERNAMENTAIS, PÚBLICAS, PRIVADAS E MAÇÔNICAS,  JORNALISTAS E COMUNICADORES, POR SER DO INTERESSE, CLARO, DOS MESMOS, TOMAREM CONHECIMENTO E DIGNAREM-SE, DO SEU MISTER, CONFIRMAR SUAS PRESENÇAS, JUNTAMENTE COM AS EXCELENTÍSSIMAS FAMÍLIAS CONSORTES.   

    DESTA FORMA, É DA PRAXE DESTA PRESIDENCIA, QUANDO OFICIALMENTE CONVIDADO, DIGNAR-SE RESPONDER AOS ECLÉTICOS CONVITES DO PRESIDENTE DE ACADEMIAS, EXEMPLO QUE NOTABILIZA O VIÉS DE UM PRESIDENTE CORRESPONDER A ESSE ECLETISMO, PORQUE SABE A DIFERENÇA ENTRE O LIAME DA PARTILHA E DO PRESTÍGIO QUE ASCENDE E CRESCE NO INTERCÂMBIO ENTRE OS QUE PRESTIGIAM OS ABNEGADOS DEFENSORES DA CULTURA  MOSSOROENSE. 

   NESTA SINTONIA, UM CONVITE PARA PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS CULTURAIS E A CONFIRMAÇÃO, INTERCAMBIADOS ENTRE PARTICIPANTES E ENTIDADES SINGULARES, MERECE E FUNCIONA COMO UM “FEEDER”, EVIDENTE, REPASSADO A TODOS OS ACADÊMICOS E INTEGRANTES DE SEUS CORPOS ADMINISTRATIVOS/SOCIAIS, PELO SEU PRÓPRIO DIRIGENTE, CUJO ESSE FEEDBACK ALIMENTA, NATURALMENTE O FERVOR E A CONSIDERAÇÃO EM QUE SINGRAM OS INTELECTUAIS E SERVIDORES   DESSAS PLÊIADES. 

 

    CONVOCANDO OS ACADÊMICOS DA ASCRIM PARA ESSE MAGNO EVENTO, COMUNICO, AOS QUE COMPARECEREM E SE IDENTIFICAREM ACADÊMICOS DA ASCRIM NO EVENTO SUPRAMENCIONADO, DEVEM CUMPRIR O RIGOR OBRIGATÓRIO ESTATUTÁRIO DE USO DO UNIFORME OFICIAL (VESTE TALAR), CONSOANTE NORMA ESTATUTÁRIA, ATRIBUTO DIGNITÁRIO DO DECORO INTELECTUAL E ORGULHO DA MORAL QUE ASSIM OS IDENTIFICA, ENTRE OS PARES, EM ATIVIDADES CULTURAIS DESSA GRANDEZA. 

     

SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS, 

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO 

-PRESIDENTE EXECUTIVO DA ASCRIM ACADEM- 

 

MARIA GORETTI ALVES DE ARAÚJO 

-PRESIDENTA EXECUTIVA INTERINA DA ASCRIM- 

P.S.: 1. CONSIDERANDO A ESSÊNCIA DA HUMANIDADE INTELECTUAL, INSERIDA NA REPRESENTATIVIDADE DE TODOS SEGMENTOS SOCIAIS ABAIXO RELACIONADOS, ENCAMINHA-SE ESTA CÓPIA ORIGINAL, EM CARÁTER PESSOAL DIRETO AOS  INSIGNES DIGNITÁRIOS: 

    

P.S.: ESTA É UMA CÓPIA ORIGINAL, ENCAMINHADA EM CARÁTER PESSOAL DIRETO PARA O(A)S:  

 

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES GOVERNAMENTAIS, JURÍDICAS, MAÇONICAS E MILITARES. 

REVERENDÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES RELIGIOSAS. 

MAGNÍFICOS REITORES E AUTORIDADES DE UNIVERSIDADES. 

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES E INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS. 

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGENERES. 

ILUSTRÍSSIMO(A)S DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS, EDUCACIONAIS E DE CIDADANIA. 

ILUSTRÍSSIMO(A)S JORNALISTAS E COMUNICADORES. 

ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM. 

POTENCIAIS CANDIDATO(A)S A ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM.  



De: Taniamá Barreto <silvabarretovieira@gmail.com>
Enviado: quinta-feira, 18 de novembro de 2021 18:16
Para: ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES ASCRIM <asescritm@hotmail.com>; SILVA NETO <planesilva@msn.com>; Elder Heronildes <eheronildes@uol.com.br>; filemon rodrigues <filemonamol@hotmail.com>; Almir Nogueira <almir.ncj@uol.com.br>; jwellingtonbarreto@gmail.com <jwellingtonbarreto@gmail.com>jwellingtonbarreto@bol.com.br <jwellingtonbarreto@bol.com.br>
Assunto: AMANHÃ SERÁ A SOLENIDADE
 
CLIQUE EM 

https://meet.google.com/dei-gysb-woz

Data: 19 / 11 / 2021

Hora: 18:00 

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Enviado pela ASCRIM

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MOMENTO ESPECIAL

 Por Jose Irari

Jose Irari, Robério Santos e o Professor Pereira

Olá, amigos do cariri cangaço! Momento especial. Já adquiri o novo livro, Cabeleira, escritor Roberio Santos. Professor Pereira, dispõe para venda. Abraço fraterno amigos.

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ZÉ RUFINO MATA MARIANO, CANGACEIRO DE LAMPIÃO

 Por No Rastro do Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=hKe1n9ZR4pE&ab_channel=NoRastroDoCanga%C3%A7o

O Cangaceiro Mariano estava com Lampião, o rei do cangaço, havia 12 anos, desde 1924. Viera com ele de Pernambuco, quando o Bando fugira para a Bahia, em 1928. Foi morto pela volante comandada pelo Tenente Zé Rufino, juntamente com os Cangaceiros Pai Véio e Pavão em outubro de 1936. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações. #NoRastroDoCangaço 

Vejam também: 

https://youtu.be/WgJ2gzzmbXQ https://youtu.be/w689lMdvUN0 https://youtu.be/sqhWYPAy2uE https://youtu.be/ZEE32oCF7oA https://youtu.be/HH4xN9FOiQg https://youtu.be/cRvkUIonWEc https://youtu.be/3wuCmkQyaII https://youtu.be/Y1kh7Js_lhA https://youtu.be/rl0RucODGec https://youtu.be/pmPvnN9JRL8 https://youtu.be/cPMXW02sFGs

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SEU MANÉ ALVES DA RURAL COMO ERA CONHECIDO EM MOSSORÓ

 Por José Mendes Pereira - (Crônica 60)

Quando chegou em Mossoró seu Mané Alves foi babá de duas crianças gêmeas e com muito orgulho.

Quase toda cidade de Mossoró conheceu ou que sabia da existência do seu Mané Alves, devido os programas que ele fazia na Rádio Rural de Mossoró.

Seu Mané Alves foi um locutor divertido, e que levou a vida usando a sua maneira de ser na comunicação, não imitando ninguém, usando no seu horário de microfonia coisas engraçadas, isto no intuito de angariar mais e mais ouvintes para os seus programas.

De todas as suas graças que já foram faladas ou escritas uma delas me foi contada recentemente pelo empresário Anibal Fernandes Porto, que:

"Certa vez, diz Anibal Fernandes Porto, num leilão de Santa Luzia, arrematei uma cesta básica pra ele. Ele não se fez de rogado, disse imediatamente; 10,00 pra seu Mané, dou-lhe uma, dou-lhe duas e dou-lhe três. pronto! É pra seu Mané". kkkk.

Informação: Seu Mané Alves era um homem bastante humilde. Apesar de ser um locutor que tinha boas amizades em Mossoró e toda região do Rio Grande do Norte não passou de uma bicicletinha velha. Mas ele fez muita gente feliz. Ele era o apresentador da "A MAIS BELA VOZ" e apresentava as classificações dos calouros em outras cidades do Rio Grande do Norte". 

Apresentado por seu Mané Alves.

Um deles que começou pelo programa "A Mais Bela Voz" da Rádio Rural de Mossoró foi o grande cantor Bartô Galeno, que sempre fez muito sucesso de ponta a ponta do nosso Brasil amado. Apesar de ter nascido na cidade de Sousa, no Estado da Paraíba, foi radicado em Mossoró por muitos e muitos anos, a qual a ama de paixão.

Edy Lemos

Edy Lemos mossoroense da gema, também é um dos que foi revelado pelo Programa "A Mais Bela Voz" e o apresentador era seu Mané Alves. 

Amanda Costa

E Amanda Costa (Raimunda Costa) conhecida como a Cinderela, por interpretar muito bem a música Cinderela, da cantora Ângela Maria. foram os primeiros a ganharem o 1º. lugar do festival da "A Mais Bela voz" pela rádio Rural de Mossoró. Seu Mané Alves era amigos de todos os mossoroenses.

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sexta-feira, 19 de novembro de 2021

VELOCIDADE " O CARRASCO DA FAZENDA PATOS "

 Por Cangaço Eterno

https://www.youtube.com/watch?v=OjE-XvZj3LQ&ab_channel=Canga%C3%A7oEterno

Conheçam mais sobre o cangaceiro Pedro Pau-Ferro o Velocidade.

Vídeo novo para vocês.

Conheça um pouco mais sobre a vida do cangaceiro Pedro Pau-Ferro o Velocidade, homem cruel que ficou conhecido por ter sido o carrasco dos seis membros da família Ventura que tombaram sob as ordens de Corisco no episódio conhecido como " Chacina da Fazenda Patos "... Pessoal peço que se inscrevam nesses dois canais que estarei deixando o link abaixo. " Cangaço Nordestino " canal novo que tem uma garotada da nova geração mostrando serviço. E o " Nas Trilhas do Nordeste " do amigo Kalyfa Barros, onde ele mostra suas viagens de moto por várias cidades do Nordeste, sempre contando suas histórias. Se querem livros sobre o cangaço e outras temáticas de qualidade, sigam a página do amigo Dede Livros, lá vocês podem encontrar produtos de qualidade com um excelente preço. 

Cangaço Nordestino https://youtube.com/channel/UCnJLkf-e... Nas Trilhas do Nordeste https://youtube.com/channel/UClkZALD5... Página no Instagram de Dede Livros https://instagram.com/dedelivros?utm_... #cangaço #lampião #cangaceiro

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AMIGOS MEUS.

Por Aderbal Nogueira

Dois amigos com o qual aprendo muito sobre a história do cangaço, Ivanildo Silveira e Sergio Dantas.

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O ASSASSINATO DE NÉ PEREIRA

  Por Valdir Nogueira

Após o assassinato do tio, Manoel Pereira da Silva Jacobina o Padre Pereira, Manoel Pereira da Silva (conhecido como Né Dadu, Né Pereira ou Né Sinhô), tomou pra si o intuito de realizar as vinganças contra a família Carvalho. Assim, formou um bando de cangaceiros que ocasionalmente atacava as fazendas Umburana, Piranhas e Varzea do Ú, propriedades dos Carvalhos. Por ser protegido pelo seu padrinho, Coronel Antônio Andrelino Pereira, Né Pereira sofreu dura perseguição da polícia pernambucana que mandou para a região diversos oficias para apaziguar a famosa questão nordestina. 

Em 16 de outubro de 1916, na Fazenda Serrinha, em Serra Talhada (PE), Né Pereira foi assassinado enquanto dormia por um de seus cabras, de nome Zé Grande (Palmeira), que havia sido peitado pela família Carvalho. Movido por vingança, seu irmão mais novo, Sebastião Pereira e Silva (Sinhô Pereira), acompanhado do primo Luiz Padre, formaram um bando de cangaceiros que durante 05 anos (1917/1922) reinaram no cangaço nordestino até que foram embora do Nordeste.

Valdir Nogueira (do livro ENTRE REZAS E BACAMARTES)

Conselheiro Cariri Cangaço - São José de Belmonte-PE

https://cariricangaco.blogspot.com/2021/11/o-assassinato-de-ne-pereira-por-valdir.html

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A SAGA DE SINHÔ PEREIRA E LUIZ PADRE E O TRÁGICO FIM DO MAJOR ZÉ INÁCIO DO BARRO.

Por Cangaçologia
https://www.youtube.com/watch?v=rmXqh0eqFjA&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

A epopéia de Sinhô Pereira e Luiz Padre pós-cangaço e o fim trágico do Major Zé Inácio do Barro - Ceará. Um depoimento importantíssimo que coletamos do escritor e pesquisador Sousa Neto (Barro - Ceará), considerado um dos grandes especialistas ao que se refere aos estudos e pesquisas sobre o cangaceirismo no estado do Ceará e em especial aquele ocorrido na região de Barro (Ceará), sua terra natal. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. Forte abraço... Cabroeira! Atenciosamente: Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador dos canais Cangaçologia e Arquivo Nordeste. Seja membro deste canal e ganhe benefícios: https://www.youtube.com/channel/UCDyq...

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A VINGANÇA DE SINHÔ PEREIRA E LUIZ PADRE

Por Nas Pegadas da História
https://www.youtube.com/watch?v=eNzGY7bQLNQ&ab_channel=NASPEGADASDAHIST%C3%93RIA

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POR QUE REPETIÇÃO DE APELIDOS DOS CANGACEIROS NO CANGAÇO?

Por Heitor Araújo 

A repetição de vulgo ( apelido ) no meio do cangaço era uma prática comum, tática essa criada para atrapalhar a polícia ( Força Volante ) a descobrir se de fato determinado cangaceiro havia morrido. Esse método usado pelos cangaceiros ajudou também a mistificar alguns desses homens, que acabavam ficando com fama de ter o corpo fechado.

Porém está artimanha usada no período do fenômeno social, hoje nos trás imensas dificuldades no campo do estudo, ainda mais para aqueles que não se aprofundam no tema.

Quantos textos ou vídeos vemos por aí onde os criadores trocam " as bolas " e misturaram a história de cada personagem ?

Inúmerar quem foi cada cangaceiro do mesmo vulgo não é uma tarefa fácil, pois temos de levar em conta que tivemos diferentes períodos no cangaço, inúmeros bandos, muitos personagens tombaram ou sumiram de cena sem ganhar notoriedade.

Exemplo : falam em 7 cangaceiros com o vulgo Gavião, porém no campo de pesquisa já se sabe que existiram bem mais.

Na imagem abaixo podemos ver 4 CANGACEIROS, sendo na primeira fileira ( de cima para baixo ) estão os cangaceiros de vulgo Cobra Verde, na segunda fileira estão os de vulgo Vila Nova, além deles existiram outros. Esses homens atuaram sob comando de Lampião em décadas diferentes.

Pois bem, agora cabe a nós buscarmos documentos, cruzar informações e de uma forma mais sensata o possível tentar inúmerar uma ordem, exata talvez não seja mas nossa luta é para chegar o mais próximo o possível.

Fotos : Revista O Malho / Via Blog Lampião Aceso

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O QUE ESSES CANGACEIROS FIZERAM EM COMUM ?

Os três que aparecem na foto abaixo, traíram seus companheiros de cangaço em busca de algum perdão das autoridades para deixar tal vida.

Para alguns " espertos " para outros traidores. Qual sua opinião sobre tais atos cometidos por esses criminosos ?

1 - Mamede ( Esperança ll ) : Em março de 1933 usando de traição atirou pelas costas no cangaceiro Cocada, logo em seguida o degolou ainda com vida e se entregou as autoridades.

Esperança foi incorporarado na volante do tenente Santinho ( Ladislau Reis ) onde atuou como corneteiro.

2 - João Correia dos Santos ( Barreira ) : Em Setembro de 1938 saiu em missão com os irmãos Atividade e Velocidade, em um momento planejado que Atividade se destrai ele o mata a tiros, atentou também contra a vida de Velocidade que conseguiu fugir.

Depois se entregou as autoridades levando consigo a cabeça de Atividade.

Barreira teria atendido um pedido de seu pai para deixar tal vida, ele ainda disse que matou Atividade pois o chefe Português mandou eles atentarem contra a vida de alguns de seus familiares.

3 - Teodomiro dos Santos ( Penedinho ) : Também em Setembro de 1938 o cangaceiro Penedinho matou e degolou seu chefe Canário, ambos seguiam viagem em fulga, quando Penedinho apunhalou Canário pelas costas enquanto o mesmo enchia uma cabaça de água. Cortou a cabeça do indivíduo como prova e foi se entregar as autoridades.

Por Helton Araújo

Edição : Helton Araújo

Fontes Consultadas : João de Sousa Lima

Blog Tok de História ( Rostand Medeiros )

Noádia Costa ( Via Blog do Mendes )

Fotos : Benjamin Abrahão

Acervo Antônio Amaury Corrêa de Araújo

Via João de Sousa Lima

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LUTO!

 Por Joselito Rodrigues

Eis funcionário da Telemar, Francisco Canindé faleceu ontem e passa a se chamar saudade eterna Que Deus de o conforto a toda a família enlutada.

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quinta-feira, 18 de novembro de 2021

IRMÃO DE LAMPIÃO VIVEU NO PIAUÍ?

 

Em 1999 estivemos na cidade piauiense de Valença do Piauí, onde iríamos colher subsídios para nosso livro “Antiguidades Valencianas”, sobre vestígios pré-históricos, arte rupestres, lendas, folclore, causos, ufologia, belezas rurais, etc. Ali nos chamou atenção uma curiosa notícia, de que um dos irmãos do famigerado Lampião teria vivido naquela Cidade em tempos idos. O texto abaixo é uma condensação do que escrevemos naquele livro, publicado em 2000, atualizado com notícias de outras fontes.

No Piauí mesmo o temível cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva (1898-1938), vulgo Lampião, nunca pisou. Isso em que pese uma falsa notícia de que travara um combate em forças policiais no sul do Estado.

As sangrentas e polêmicas passagens do cangaceiro pelos sertões nordestinos nunca o trouxeram ao nosso Piauí.

Mas, curiosamente, há um interessante, mas não provado relato de que um dos seus irmãos, o caçula, teria vivido algum tempo em Picos e depois em Valença do Piauí, centro do Estado

Para nos inteirar desta veracidade ou não desta história, nos dirigimos a uma modesta casa no Bairro valenciano de Cacimbas, onde fomos encontrar Dona Luzia Alves Ferreira, nascida em 22 de maio de 1914 (hoje provavelmente falecida).

Ali fomos recebidos pela alquebrada, mas lúcida anciã, sempre muito desconfiada e relutante, nos liberando aos poucos a história do irmão do Rei do cangaço em Valença do Piauí. Porém, vaidosa, não nos permitiu por nada que fosse fotografada, alegando não estar adequadamente trajada para a ocasião. Assim sua imagem conseguimos através de uma fotógrafa da cidade, que nos cedeu gentilmente a preciosa foto que apresentamos neste artigo.

Segundo Dona Luzia, Ezequiel Ferreira, também conhecido como José Gomes (?), seria o irmão caçula de Lampião, muito novo na época do cangaço para empunhar armas.

Este pernambucano, da atual cidade de Serra Talhada, não teria dívida alguma com a justiça e vivia com outro irmão de Virgulino Ferreira, João Ferreira, onde tinham um pequeno comércio. Ezequiel, por sua vez, teria vindo de Picos (Piauí) para Valença por volta de 1980, vendendo, como ambulante, chapéu, fumo e alho.

Sem filhos, o irmão do cangaceiro passou a viver maritalmente com Dona Luzia até sua morte, no início dos anos 1990, sendo enterrado ali mesmo, em Valença do Piauí. Antes teria sido casado mas sobre sua primeira mulher, não sabemos nada. Em Valença teria vivido num sítio de propriedade de Dona Luzia.

“Como a senhora conheceu o irmão de Lampião?” – Indaguei.

“Conheci ele na feira de Valença” – respondeu ponderadamente a Sra.

“Ele não era valente como o famoso irmão? – Perguntamos

“Não senhor. Ele não gostava de armas de fogo. Ele só acompanhou o bando carregando armas e ajudando noutras coisas, pois era muito pequeno. Era um homem de faca...”

“E como a senhora soube que ele era mesmo irmão de Lampião? – Quisemos saber.

“Ele mesmo contou pra todo mundo ouvir.”

“E as pessoas acreditavam nele?” – Interrogamos.

“E ele era muito respeitado pelos vizinhos, pois era um homem calmo, e se dava bem com todo mundo. Mas as pessoas diziam pra mim tomar cuidado com ele. As pessoas não acreditavam que ele era irmão de Lampião porque ele era moreno e não tinha olhos azuis como o cangaceiro.”

Obs: Lampião não possuía olhos azuis mas um deles (o direito) apresentava leucoma, com a característica cor clara.

“Durante todo tempo em que ele viveu em Valença do Piauí ele foi visitado por algum parente?” – Quisemos saber.

“Um tempo veio um casal de filhos de João Peitudo, filho de Lampião que mora em Juazeiro do Norte (Ceará). Nessa época o Ezequiel estava muito doente. Depois, ele foi com João Peitudo conhecer a família em Serra Talhada. Lá inclusive conheceu antigos inimigos da família. Um deles o convidou para uma visita uma sua casa. Desconfiado, o Ezequiel não aceitou o convite.”

“E o que ele dizia sobre o famoso irmão?” – Perguntamos.

“Dizia que Lampião não fazia mal a qualquer um. Só perseguia os inimigos. Também não perdoava os “macacos” da volante (polícia) e os entregadores (dedos duros).”

“Mas o Ezequiel confirmou a morte do irmão em Angico (Sergipe) em 1938?

“Não! Lampião nunca morreu naquela emboscada. Nem ele nem Maria Bonita. Lampião mesmo morreu foi no Rio do Sonho (Sono?), em Goiás, há uns 20 anos. “Nessa época o Ezequiel já estava em Valença.”

Obs: Quem fugiu e morou em Goiás foi Sinhô Pereira (1896-1972), antigo chefe do bando que tinha como membro Lampião. Pereira chegou a convidar Virgulino para se acoitar com ele em Goiás, coisa recusada pelo cangaceiro.

“E os dois mantinham algum tipo de correspondência? – Indagamos.

“Não se comunicavam, não. Mas um dia o Lampião mandou uma carta perguntando se Ezequiel queria ir morar com ele lá em Goiás. Ezequiel respondeu que não, pois gostava da vida tranquila aqui em Valença.”

Esta é uma história que se mistura folclore, com tradições e elementos intrusos suspeitos e incoerentes, senão vejamos.

O irmão de Lampião, Ezequiel Ferreira da Silva, vulgo “Ponto Fino” era realmente mais novo do que Lampião, pois nascera em 1908. Porém integrou o bando como membro armado, como pode se ver numa das imagens desta matéria.

Lampião teve quatro irmãos homens além de quatro mulheres. Dos quatro irmãos homens, três acompanharam Virgulino no Cangaço: Antônio Ferreira, o mais velho (1895-1927) que morreu em 1927 num acidente bobo no qual numa brincadeira com Luiz Pedro seu fuzil caiu no chão e disparou acidentalmente. Livino Ferreira (1896-1925) que morreu em 1925 num combate noturno com uma força volante.

O caçula Ezequiel (1908-1931) foi abatido no dia 23 de abril de 1931 no tiroteio da Fazenda Touro, povoado Baixa do Boi, no Estado da Bahia, ponto conhecido como Lagoa do Mel. João Ferreira (1902-?) foi o único que não abraçou o Cangaço.

Assim, Ezequiel não pode ter vivido com dona Luzia nos anos 1980, já que morrera em 1931.

Também não procede a afirmação de Dona Luzia de que estando vivo Ezequiel em Valença, moraria com outro irmão de Lampião, João Ferreira, o único que nunca entrou no Cangaço. João, ao que se sabe, foi morar em Osasco SP ou em Propriá, Sergipe.

Outro engano de Dona Luzia é que o tal João Ferreira da Silva, o João Peitudo (1942 - 2000), seria filho de Lampião, em que pese supostas provas apresentadas de sua filiação a Lampião e Maria Bonita (inclusive um DNA inconclusivo). Conhecido como João Peitudo por ter sido lutador de boxe, morreu de ataque cardíaco em Juazeiro do Norte-CE. Se nasceu em 1942 não poderia ser filho de Lampião e Maria Bonita, chacinados em 1938.

Longe de taxar dona Luzia como mentirosa, é possível que ela tenha ouvido narrativas de alguém que veio das bandas do cangaço, e talvez até de um parente de Lampião (mas nunca um irmão) esta história e nela tenha acreditado piamente, dentro de suas limitações intelectuais. Assim conviveu maritalmente e acreditou ter como companheiro um irmão do cangaceiro morto há décadas.

Em nenhum momento a velha senhora tentou me impressionar ou ser taxativa de maneira irredutível. Somente discorreu sobre o tema que lhe indaguei.

Quando o suposto Ezequiel esteve em Serra Talhada em 1984 para rever a família e tirar documentos para aposentadoria (?) conseguiu convencer alguns parentes e outros moradores de que era realmente o irmão do Lampião. Mas cometeu alguns escorregões quando, por exemplo, deixou de visitar sua única irmão viva na época, Dona Mocinha. No mais, nenhum pesquisador aceita esta versão de sobrevivência de Ezequiel Ferreira

Em 16 de janeiro de 1985, o Ezequiel de Valença deu uma entrevista ao jornalista Antônio de Pádua, do “Jornal da Manhã”, de Teresina, deixando-se fotografar ao lado do vereador valenciano Luís Rosa. Suponho que o alegado irmão de Lampião temia alguma repercussão jurídica negativa de sua entrevista, pois estava presente na mesma o afamado advogado piauiense Dr. Alfredo Cadena Neto, segundo a reportagem. Garantindo que era o irmão de Virgulino. disse que havia fixado residência em Valença do Piauí por volta de 1980 e era analfabeto, sendo sua profissão “banqueiro”, ou seja, possuía uma banca de vender artigos regionais, como fumo de rolo, rapadura, farinha, calçador, livretos de cordel, remédios caseiros, etc. Disse ainda que frequentava a Cidade desde 1952 como ambulante.

O Ezequiel valenciano acrescentou que viajou constantemente como ambulante para as cidades nordestinas de Mossoró (Rio Grande do Norte), Bom Jardim (Pernambuco) e Catolé do Rocha (Paraíba), lugares onde era bastante conhecido. Mas não explicou se era conhecido como um vendedor valenciano comum ou como irmão do célebre cangaceiro Lampião.

Contou ainda sobre incontáveis anos do bando de lampião em escaramuças contra os “nazarezistas” (ferrenhos inimigos de lampião, os volantes nazarenos viviam no Povoado de Nazaré, próximo a Serra talhada). Disse ainda que não sabe quantas pessoas morreram no campo de luta mas que nunca matou ninguém, sendo apenas um rastejador, destinado a informar ao bando de Lampião a aproximação dos inimigos.

O que o Ezequiel Valenciano nunca explicou em suas entrevistas foi como escapou dos tiros que recebeu das volantes que, historicamente, causaram sua morte nem como escapou para o Piauí.

Outro problema que observamos é que na entrevista, o repórter se refere a Ezequiel como sendo um senhor de 72 anos em 1985, tendo nascido no dia 6 de janeiro. Ora, tendo nascido em 1908, o verdadeiro Ezequiel deveria ter 77 e não 72 anos em 1985.

Na entrevista ao repórter Antônio de Pádua o Ezequiel valenciano fala do assassinato do pai e da mãe quando se sabe que somente o pai foi assassinado. A mãe morreu de desgosto dias depois.

Mistérios, folclore, fantasia, elucubrações desenfreadas e afirmações desencontradas. Cada um faça seu julgamento....

Fontes:

Coutinho, Reinaldo. Antiguidades valencianas. Teresina, 2000.

Irmão de Lampião diz que nunca Matou Ninguém. Matéria publicada por Antônio de Pádua, no Jornal da Manhã, Teresina 16 de janeiro de 1985.

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MÉDICO VETERINÁRIO APOSENTADO DA UFERSA TIRA SUA PRÓPRIA VIDA COM ARMA DE FOGO NO DOM JAIME CÂMARA EM MOSSORÓ-RN

O médico veterinário aposentado da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Paulo Fernando Cisneiros da Costa Reis 74 anos de idade cometeu o ato extremo tirando sua própria vida, no início da noite desta quarta feira 17 de novembro de 2021, na sua residência na Avenida Presidente Dutra no Dom Jaime Câmara, em Mossoró no Rio Grande do Norte. 

A Polícia Militar do 12º BPM sob o comando do Sargento Renixon, foi acionada e encontrou o mesmo sem vida no banheiro da casa, com marca de tiro na cabeça e ao lado do corpo um revólver calibre 38. 

Segundo informações, o mesmo passou a pouco tempo por uma cirurgia cardíaca e se encontrava com sintomas de depressão. Dr. Paulo Cisneiros, foi o fundador do curso de medicina veterinária da UFERSA.

A PM isola o local aguardando a chegada da equipe do do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP), e a Polícia Civil. Lamentável, a família nossos votos de profundo pesar.

https://www.passandonahorarn.com/2021/11/medico-veterinario-aposentado-da-ufersa.html

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ROBIN HOOD EXISTIU MESMO?

 Por Ruy Lima

Ainda hoje não se tem certeza de que Robin Hood existiu realmente, principalmente essa história de que ele foi um bandido de bom coração: roubava os ricos para dar aos pobres. O certo é que, em todo mundo, existiam (ainda existem principalmente aqui no Brasil) bandidos, ladrões, corruptos assassinos, considerados como verdadeiros ídolos. É a chamada bandidolatria. 

Os filmes sobre bandoleiros do Velho Oeste americano, gangsters, piratas, traficanres, pistoleiros profissionais, dão uma ideia de que esses personagens, fictícios ou reais, são verdadeiros heróis. 

Existe uma estátua do bandoleiro Billy the Kid em Hico, Texas, EUA. Em St. Thomas, Ilhas Virgens Americanas, há um museu em homenagem ao pirata Barba Negra, com sua estátua e a de outros piratas, os "cangaceiros do mar". Há uma estátua do gangster Al Capone em Hot Springs, Arkansas, EUA. 

Em Serra Talhada/PE existem as estátuas de Lampião, Maria Bonita e Zabelê, na área externa do Museu do Cangaço. Em quase todas as lojas de artesanato ou não do Brasil, principalmente no Nordeste, há esculturas, pequenas estátuas, camisas e outros apetrechos relativos ao cangaço, em especial Lampião e Maria Bonita. 

Em Água Branca/AL, terra de Corisco, há um posto de gasolina, de um amigo meu, chamado Cangaço. Digitei este comentário usando um boné do posto Cangaço e uma camisa com a figura do Rei do Cangaço. Isso não significa que considero Lampião um herói, embora admiro sua história, sua grande força como líder, sua inteligência e conhecedor de estratégias militares, sem nunca ter sido integrante da força policial ou militar das forças armadas. 

Uso o boné e a camisa para manter vivo fenômeno cangaço na História e na Cultura Nordestina.

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