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sábado, 9 de julho de 2022

“O LAUDO CADAVÉRICO DE UM VIVO”

Por Sálvio Siqueira

Amigos (as), falar da morte de um fora – da – Lei, é uma coisa... Falar também de seus atos, façanhas e etc., mesmo que ‘criadas’, é a mesma coisa. Pelo menos perante o grande público.

No entanto, falar das ações daqueles que tinha, antes de tudo, a farda que representa a ordem e a honra de um Estado, é outra, e bem diferente. Mesmo tendo eles, agido contra a “Lei” que representavam.

Em 13 de junho de 1927, a cidade de Mossoró, RN, é ataca por uma horda de cangaceiros chefiada pelo intrépido pernambucano do sítio Pedra, município de Vila Bela, no Leão do Norte. O resultado da luta foi que o bando de cangaceiros, depois de mais de uma hora de batalha, fugiu deixando um cangaceiro morto, o cabra conhecido como “Colchete”, e outro  gravemente ferido, o cangaceiro “Jararaca”, que seria preso um dia depois, ou seja, no dia 14. 

Atualmente, um belíssimo prédio é muito visitado naquela metrópole por ser o Museu Municipal. Anteriormente, na época do ataque, o prédio era a Cadeia Publica. Local onde o prisioneiro, José Leite de Santana, ferido na altura do tórax e outro ferimento na região glútea, mais precisamente na altura da articulação coxo-femural do membro inferior direito ( o laudo médico,  não especifica o lado do membro, então, verificando um registro fotográfico, em que o prisioneiro encontra-se sentado, notamos seu calcâneo direito um pouco erguido do solo, deixando uma nítida impressão, que seria o mesmo estar traumatizado), é ‘alojado’ e medicado.

O cangaceiro preso, não mostra nenhum receio perante seus captores e, muito a vontade, depois de depor, concede uma entrevista ao jornalista Lauro da Escóssia. Nela, não mede, nem dosa o que diz, relatando ‘acontecimentos’, ‘fatos’ e ‘nomes’ que não poderiam ser proferidos para a população nordestina, e, por que não dizer, brasileira.

Rapidamente são tomadas as ‘devidas’ providências para que aquele ‘delator’, ficasse calado, para sempre.

“(...)Morreu porque sabia demasiado. Conhecia os meandros do banditismo profissional e as complexas ramificações de mórbido sistema. O depoimento do canganceiro prestado à polícia de Mossoró no dia 14 de junho – associado a entrevistas concedidas a jornais em dias subseqüentes – revelou informações de fato comprometedoras. O bandido pernambucano apontou coiteiros, protetores e financiadores das extravagâncias criminosas de Lampião. Tornou notória a delinqüente conivência de poderosos. Para policia não sobrou alternativa:

- Que seja silenciado o falastrão!(...)”. ( “LAMPIÃO E O RIO GRANDE DO NORTE – A história da grande jornada”, DANTAS, Sergio Augusto de Sousa. Pg 286, Cartgraf Gráfica Editora. Natal, RN, 2005)

O cangaceiro, nota, talvez tarde demais, que tinha ‘caído em areia movediça’. Vendo a foice da morte escancarar-se diante de seus olhos, ainda tenta arranjar uma saída do tão profundo e negro buraco que, tendo entrado espontaneamente, tinha que sair. Pede ao carcereiro que “chame o Intendente Rodolfo Fernandes”. (FERNANDES, 197, P. 103).

Como é lógico, seu pedido não foi repassado para o Intendente.

Faltando uma hora a findar-se a noite e começo da madrugada do dia 18 para o dia 19, em frente a Cadeia Pública de Mossoró, um preso dorme profundamente quando, dois carros com vários policiais estacionam bem em frente ao prédio.

Sem delongas o preso é bruscamente acordado e escuta do policial que o acordou, que iriam para a capital do Estado.

Nesse momento, mais dois policias agarram o prisioneiro e, suspendendo-o o arrastam para fora do prédio. Naquele alvoroço todo, o preso refere que estar com os pés descalços e que, na cela, estão as suas alpercatas, que alguém pegue, pois não queria chegar à Capital sem. Alguém, dentre a escolta, diz que, lá chegando, ele lhe presentearia com um par novo.

Nesse momento, experiente como era, José Leite de Santana, deve ter percebido que seu destino, de maneira alguma, seria viajar para cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte, mas, que faria outra “viagem”.

Segue o automóvel pelas ruas desertas e silenciosas da cidade, dentro dele um “condenado” sabedor de seu destino. Rodaram, evitando os maiores logradouros e param diante daquele que seria, para sempre, o endereço do cangaceiro “Jararaca’, o Cemitério Público. 

Sua escolta era formada pelos “tenentes João Antunes, Laurentino de Morais e Abdon Nunes; mais os sargentos João Laurentino Soares, Pedro Silvio de Morais e Eugênio Rodrigues; mais os cabos Manoel e José Trajano; completando com os soldados João Arcanjo e Militão Paulo” (BRITO, 1996)

“(...) Homero Couto, o motorneiro, testemunhou ao escritor Raul Fernandes o início da execução:

O soldado do lado oposto, ( frise-se aqui, que ao descer um dos soldados puxar a perna ferida do preso, arrancando do mesmo um urro de dor), desferi-lhe  violenta coronhada de fuzil na cabeça, sem dar-lhe tempo ao mais leve gesto de defesa. Sucederam-se as pancadas. Tomavam proporções altíssimas, em meio ao silêncio da noite. Parecia que socavam terra. (FERNADES, 1985, P 2110)

Série de coronhadas caiu impiedosa sobre sua cabeça. Chegara a sua hora final. Encontrou ainda breve fio de voz para desabafar aos algozes:

_ vocês querem me matar, mas não vão me ver chorar de medo não! Nem pedir de mãos postas para não me tirar a vida! Vocês vão ver como é que morre um cangaceiro!* (Ob. Ct.)

Quando a barra do dia 19 vem formando-se o ‘Caso Jararaca’ está encerrado. Pelo menos para os mandantes, como para os autores, seria “prego batido e ponta virada” aquele assunto. No entanto, por mais que tente se esconder um crime é deixado alguma pista.

“(...) A causa atribuída à morte restou insofismavelmente escrita para a posteridade:

Projéteis de arma de fogo. Um atingido a região glútea, ao nível da articulação coxo-femural e, outro, alojado no tórax, no segundo espaço intercostal a dois dedos do externo.

E assim foi. Horas antes da execução e sob escuso pretexto de rotina, examinavam-se ferimentos de um corpo, sofridos durante uma batalha.

Logo depois se chancelava, com base em conclusões médico=legais, documento de óbito de homem ainda vivo. ”(Ob. Ct.)

O Dr° Sérgio Augusto de Souza Dantas, Juiz de Direito, em sua Obra Citada nessa matéria, em sua pesquisa para formulação do trabalho científico metodológico, na página 288, em NOTAS, na de nº 11 cita, em seu segundo parágrafo: “A data da realização do exame “cadavérico” de Jararaca é incontroversa.O documento – de indiscutível fé pública – é iniciado na forma seguinte: “Aos dezoito dias do mês de junho de mil novecentos e vinte e sete, nesta cidade de Mossoró, Estado do Rio Grande do Norte, pelas quatro horas da tarde, no edifício da cadeia Pública  desta cidade”. Como resposta à pergunta número 2 do laudo – a qual versava sobre  o motivo que originou a morte do examinando – a explicação dos peritos foi incontroversa: “Projétil de arma de fogo”. Não há, pois, como contestar o seu conteúdo.E nem indícios de uma trama para sua execução.”

* Em nota, o autor da Ob. Ct. frisa: “Há dissenso  quanto às últimas palavras de Jararaca, mas  o sentido final é o mesmo em toda as versões existentes”.

Fonte de pesquisa:

O Mossoroense

“LAMPIÃO E O RIO GRANDE DO NORTE – A história da grande jornada”, DANTAS, Sergio Augusto de Sousa. Cartgraf Gráfica Editora. Natal, RN, 2005

Fotos:

“LAMPIÃO E O RIO GRANDE DO NORTE – A história da grande jornada”, DANTAS, Sergio Augusto de Sousa. Pgs 442,443 e 444. Cartgraf Gráfica Editora. Natal, RN, 2005

PS// FAVOR CITAR A FONTE AO USAR A MATÉRIA OU AS FOTOGRAFIAS.

http://oficiodasespingardas.blogspot.com/2015/11/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x_7.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LAMPIÃO NO RN, MEDO TERROR E SANGUE - PARTE XIV - PROTEÇÃO DE PADRE CÍCERO

 Por José de Paiva Rebouças


Preso na cadeia pública de Mossoró desde o dia 14 de junho, surpreendentemente, o cangaceiro Jararaca apresentava sinais de melhoras, apesar de ter ferido a bala no peito e numa perna.

https://www.youtube.com/watch?v=nwQ0kf1zxHg&ab_channel=OCabocloDoSert%C3%A3o

No mesmo dia em que foi preso, Jararaca concedeu entrevista ao jornalista Lauro da Escóssia, do jornal O Mossoroense.

Jornalista Lauro da Escóssia - https://blogdobarreto.com.br/a-historia-de-lauro-da-escossia-lendario-jornalista-mossoroense/

Segundo o pesquisador Geraldo maia, começou dizendo que se chamava José Leite, que tinha 27 anos e havia nascido no dia 5 de maio em Buíque/PE.

Geraldo Maia do Nascimento - https://colecaomossoroense.org.br/site/2020/07/08/ser-escritor-e-por-geraldo-maia-do-nascimento/

Disse ainda que o ataque a Mossoró foi idealizado por Massilon Leite e que Lampião relutou um pouco, por causa da história das duas igrejas. Que quando Lampião chegou a Mossoró não gostou nada, daquela "Igreja da bunda redonda" (Capela de São Vicente) de onde estavam partindo os tiros contra o bando. 

Igreja de São Vicente de Paulo visto pelos fundos - http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2017/06/igreja-de-sao-vicente-de-paulo-em_27.html

Então Lauro perguntou:

"Mas, enfim, Jararaca, para que Lampião queria tanto dinheiro?"

"Era para comprar os volantes de Pernambuco."

O cangaceiro disse ainda que "encontrava proteção no território cearense, tendo Padre Cícero do Juazeiro, no tempo da revolução, fornecido armas e munição a Lampião".

Padre Cícero - http://www.famososquepartiram.com/2011/07/padre-cicero.html

Lauro da Escóssia o descreveu como sendo "moreno, muito moreno, mas não era negro." Era solteiro e andava com Lampião há um ano e alguns meses. Tinha um fuzil mauser e cartucheiras de duas camadas, mais 500 mil réis no bolso e uma caixinha com obras de ouro no valor de 1 conto de réis.

http://oficiodasespingardas.blogspot.com/2015/11/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x_7.html

No dia seguinte, 15 de junho, deu outra entrevista, agora ao jornal Correio do Povo. Neste momento, falou ainda e passou a dar nome aos apoiadores do cangaço.

Jornal Correio do Povo - https://www.tripadvisor.com.br/LocationPhotoDirectLink-g2346875-d4377358-i109847861-Caldas_Junior_Anthropology_Foundation_Museum-Santo_Antonio_Da_Patrulha_.html


Segundo ele, parte do dinheiro dos saques realizados por Lampião era para comprar os oficiais da polícia de Pernambuco, especialmente o major Teófanes, oficial responsável pela prisão de Antônio Silvino.

Major Teófanes à esquerda. Antônio Silvino à direita - https://tokdehistoria.com.br/tag/theophanes-ferraz-torres/ - https://www.facebook.com/PernambucoArcaico/photos/o-rei-antes-de-lampi%C3%A3ona-hist%C3%B3ria-do-canga%C3%A7o-ant%C3%B4nio-silvino-reinou-por-16-anos-/689013657885825/

Disse ainda que o bando de Lampião vinha armado com 44 fuzis mausers, 9 rifles e 15 mil cartuchos, todos doados pelo médico e político Floro Bartolomeu - responsável pelo combate da Coluna Prestes no Ceará em 1925.

Floro Bartolomeu - https://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?pagina=espaco%2Fvisualizar_aula&aula=33589&secao=espaco&request_locale=es

O cangaceiro informou também que o cangaço recebia apoio dos coronéis José Otávio, de Vila Bela/Pernambuco e Santana, de Serra do Mato/CE, onde armazenava parte da munição.


Depois da conversa, segundo Sérgio Dantas, é possível que o celerado tenha percebido que falou demais. Por isso, pediu uma audiência com o intendente Rodolfo Fernandes, mas não foi atendido pela polícia.

Continuarei amanhã.

Fonte - Revista Brava Gente  do Jornal de fato.com

Página 34.

Mês Junho de 2022.

Digitado e Ilustrado por José Mendes Pereira - administrador deste blog.

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sexta-feira, 8 de julho de 2022

CANGAÇO E FUTEBOL | ENTREVISTA COM ROBÉRIO SANTOS DO "O CANGAÇO NA LITERATURA"

 Por O Cangaço na Literatura

https://www.youtube.com/watch?v=Viw-9s2R8Uk&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

Canal Mandacaru Esportivo https://www.youtube.com/channel/UC69g...

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A EMBOSCADA NA CAATINGA E ONDE NASCEU O PRIMEIRO FILHO DE LAMPIÃO E MARIA

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=_OvcBfTMoq4&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Seja membro deste canal e ganhe benefícios: https://www.youtube.com/channel/UCG8-...

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SILA, DO CANGAÇO AO ESTRELATO DE ELANE MARQUES POR:VOCÊ EM DIA

 

Conselheira Cariri Cangaço, pesquisadora e 
escritora sergipana Elane Marques 
no programa "Você em Dia".
Fonte:YouTube

http://cariricangaco.blogspot.com/2019/02/sila-do-cangaco-ao-estrelato-de-elane.html

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LIVRO DO ESCRITOR ARCHIMEDES MARQUES

 

A excelente obra pode ser adquirida diretamente com o autor, através do email: archimedes-marques@bol.com.br

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LIVRO LAMPIÃO EM ALAGOAS

 Por Sérgio Campos

“Lampião em Alagoas” foi escrito pelo já consagrado escritor, romancista, pesquisador e historiador Clerisvaldo B Chagas, em parceria com o professor e pesquisador Marcello Fausto.

Tive a grata satisfação de receber das mãos de um dos protagonistas desse trabalho, o professor Marcello Fausto, a obra, logo que saíu do “forno”. Posso abalizar o trabalho como sendo um riquíssimo teor literário e histórico para Alagoas.

O assunto Cangaço de há muito vem sendo discutido em todo o Brasil e até no exterior. Quase sempre dividido entre a paixão e a revolta, muitos foram os escritores que falaram dos cangaceiros nordestinos. Mas poucos foram os que buscaram se aprofundar no assunto a fim de passarem, de uma forma imparcial, para os sequiosos pelo tema a verdadeira história de um dos piores momentos vividos por esta região, que muitas vezes pareceu ter sido fadada ao sofrimento eterno.

Lampião em Alagoas é o primeiro livro que fala exclusivamente da história da passagem de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e seu bando, por terras alagoanas.

Como citam os autores, “os veteranos escritores do cangaço, ávidos por novidade, não irão encontrá-las em nosso trabalho, cujo mérito está apenas na organização sequenciada do que já foi dito por vários pesquisadores do estado e fora dele”. Esta obra é interessante pela forma como está sendo apresenta, cronológica e didática, facilitando assim a leitura, sobre a passagem do maior líder do cangaço de todos os tempos no Sertão de Alagoas na década de 30.

SERVIÇO:

* O livro tem 468 páginas;

* Onde comprar?

Com o revendedor oficial e “exclusivo” Professor Pereira através do E-mail: franpelima@bol.com.br ou pelos telefones: (83) 9911 8286 (TIM) / (83) 8706 2819 (OI).

 http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/search/label/Alagoas

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LIVRO DO ESCRITOR JOÃO DE SOUSA LIMA

 Por Volta Seca

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=1826585200883749&notif_id=1643239062982060&notif_t=feedback_reaction_generic&ref=notif

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DE BOSTA SECA A VOLTA SECA

Por Guilherme Machado

Em 1929 Um menino por nome Antônio dos Santos chegar em Guloso atual Novo Triunfo vilarejo a 4 léguas distante de Bom Conselho atual Cicero Dantas Lampião foi visitar um amigo oculto o delegado Antonio Guerra, este casado com a filha de um dos maiores fazendeiros da região, Saturnino Nilo ( Nilo das Abobreiras) este foi avô do deputado Baiano Marcelo Nilo. Lampião conversava com o delegado a espera da hora do almoço, quando Ezequiel e outros Cangaceiros foram dar uma volta nos arredores atrás de cavalos foi quando encontrou um moleque com mais ou menos 10 ou 11 anos com uma franga em baixo dos braços, provavelmente roubada em algum galinheiro dos arredores do Guloso.

Volta Seca

E perguntaram como é o seu nome menino? "Antônio" respondeu o molecote, e perguntou o Cangaceiro: você sabe onde tem cavalos por aqui? E sem tutibiar o moleque respondeu "sei me acompanhe!" e levou os cangaceiros em todos os currais da região onde tinha bons cavalos de fazendeiros. Em virtude da franga que o menino levava em baixo dos braços os cangaceiros passaram a chama-lo de Tonho da Pinta!

Quando chegaram ao Guloso com o menino, Lampião olhou e perguntou: mais onde diabo vocês vai com este menino? Achamos este peste no mato Capitão ele nos ajudou a achar boas montarias ( risos ) com esta franga nas mãos nos botamos seu apelido de Tonho da Pinta; O delegado interveio! Tonho da Pinta? por aqui nos conhecemos ele como Bosta Seca! E falou Lampião ah é:Bosta Seca vá lavar aqueles cavalos, mais cuidado para não sujar os cavalos de bosta ( risos ). Tonho não perdeu tempo banhou os cavalos em tempo recorde e chamou a atenção de Lampião que lhes deu 50 mil réis, até ai o menino ja estava familiarizado com os cangaceiros e eles ao menino que já conhecia a todos pelos seus nomes. 

de Bosta Seca a Volta Seca

Lampião perguntou se ele já tinha comido e ele respondeu que não; logo o moleque estava almoçando na casa do delegado com toda a cabroeira de Lampião, não calava a boca dava conta de tudo e sabia de tudo da vida de todo mundo. Um dos cangaceiros sugeriu que levassem o moleque, a principio Lampião não aprovou disse: este moleque tem a língua solta! de tanto os cangaceiros insistirem Lampião aceitou que o moleque fossem com eles.

Assim que o bando saiu do Guloso o moleque foi na garupa do cavalo de Corisco. Em Tanque Novo atual Duas Serras, Lampião mandou um Bilhete ao Coronel Saturnino Nilo pedindo uma quantia em dinheiro e o portador foi o moleque Bosta Seca. Depois seguiram viajem para Bom Conselho onde prenderam dois Soldados do destacamento de Salvador que vinham servir em Bom Conselho e os dois foram Sangrados por Bosta Seca, onde foi parar nos noticiários da capital; nos jornais saiu a nota escrita soldados mortos e estrangulados pelo terrível cangaceiro "Estrume Seco" por não poderem escreverem Bosta Seca... Com presteza a sabedoria logo logo o molecote teve o reconhecimento de suas perversidades por Lampião que exigiu que o bando o chamasse de Volta Seca, e assim foi feito, e o malfeitor passou a chamar Lampião de Padrinho.

Fontes. Livros Raposa das Catingas. As 4 Vidas de Volta Seca. Jornal da Bahia 1932.

Guilherme Machado, pesquisador e escritor

Bahia, 06 de julho de 2022

https://cariricangaco.blogspot.com/2022/07/de-bosta-seca-volta-seca-por-guilherme.html

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NO RASTRO DE LAMPIÃO - LANÇAMENTO DO PODCAST CARIRI CANGAÇO

Lançamento do Podcast Cariri Cangaço
01 de julho de 2022
NO RASTRO DE LAMPIÃO
Manoel Severo, Ângelo Osmiro e Ricardo Beliel

https://cariricangaco.blogspot.com/2022/07/no-rastro-de-lampiao-lancamento-do.html

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JOSÉ ZEFERINO DOS SANTOS - O CANGACEIRO MENINO DE OURO.

 Por José Mendes Pereira


Todos que estudam cangaço, e que me conhecem através do nosso blog, sabem muito bem, que eu não sou nenhuma autoridade no que diz respeito ao estudo cangaceiro, apenas tenho que dizer aos amigos, não criado por mim, que 

Dona Francisca está ladeada pelos pesquisadores do cangaço Aderbal Nogueira e Kydelmir Dantas.

dona Francisca da Silva Tavares, viúva do ex-cangaceiro Asa Branca, que reside em Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte, certa vez me falou em sua residência, que "Menino de Ouro" morou em Macaíba-RN, e era seu vizinho, e muito ajudou a Asa Branca criar a sua prole. A situação não era muito boa para a família, assim, o cangaceiro foi uma peça muito importante para que o casal criasse os seus filhos. 

O ex-cangaceiro Asa Branca - http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2021/04/dona-francisca-da-silva-tavares-viuva.html

Quero apenas falar o que ela me contou, que na literatura lampiônica, há quem diga que o Menino de Ouro foi morto após sair de Mossoró, quando o bando de Lampião tentou invadir a cidade, no dia 13 de junho de 1927. Lembrando que não estou contrariando, vez que eu sou um apreciador do cangaço, e não autoridade.

Mas ela não me falou quem chegou primeiro em Macaíba. Acho que, devido a amizade que eles construíram quando viviam no cangaço do capitão Lampião, um chegou primeiro, e depois convidou o outro para morar por lá. 

Qualquer dia que eu fizer uma visita em sua residência, vou saber dela quem chegou primeiro em Macaíba e repassarei para os estudiosos do cangaço.

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LAMPIÃO NO RN, MEDO TERROR E SANGUE - PARTE XIII - REFÉNS LIBERTADOS SEM PAGAMENTO

 Por José de Paiva Rebouças


Nas proximidades da fazenda Lagoa do riacho, já no Ceará, um portador apareceu com o resgate de Manoel Freire. Ainda no Vale do Jaguaribe, no dia 18 de junho, o vaqueiro Manoel Alves levou o resgate do coronel Joaquim Moreira.

Fonte - http://lampiaoaceso.blogspot.com/2018/07/lampiao-no-ceara.html

Somente no dia 25 de junho, depois de enfrentar novos confrontos, sede e fome, e por decisão dos cangaceiros, é que Antônio Gurgel e Maria José Lopes foram libertados, mesmo sem pagamento do resgate.


A primeira foto é o coronel Antônio Gurgel com a sua família. - Diversos site publicaram estas fotos.

Lampião pediu que dona Maria tivesse cuidado na volta e a Gurgel entregou duas moedas de ouro. "É para sua netinha", disse para a surpresa do coronel. Os dois se despediram e foram guiados por Sabino, Mormaço e outros três.

Da esquerda e  Mormaço e o da direita é Sabino.

Mais à frente, Sabino mandou que os dois esperassem no leito de um riacho. Ficaram ali meia hora achando que os homens não voltariam, mas dali a pouco, retornaram com alguns mantimentos. Sabino entregou a eles metade de um queijo coalho e 100 mil réis ao coronel e outros 60 à dona Maria.

Apontou o caminho que ia dar numa cabana e partiu sem despedida. No lugar, foram mal recebidos. Tentaram outra casa, mas o medo de que fossem cangaceiros afugentava as pessoas. Dormiram ao relento.

Perto das nove horas do dia 26, toparam com os sertanejos Agápito Ferreira Maia, da fazenda Boqueirão, e Manoel Herculano da Cunha, do sítio Letrado. Os homens os levaram até a fazenda Lagoa do Córrego, de Alexandrino Diógenes, onde foram bem recebidos.

Tylon Gurgel 
http://honoriodemedeiros.blogspot.com/2012/09/os-misterios-do-ataque-de-lampiao.html

Alexandrino emprestou dois cavalos para levá-los até a fazenda Letrado. Ao saber que Tylon, seu irmão estava pelas redondezas, o coronel Antônio Gurgel lhe mandou um bilhete. No mesmo dia se encontraram e seguiram para Mossoró. Dona Maria José Lopes ficou na casa de herculano Cunha, no letrado. Recebeu telegrama do irmão pedindo para esperá-lo ali mesmo.

Quando chegou, Antônio Batista Maia trazia consigo um pequeno grupo volante. Há dias, marchava em busca da irmã. Queria resgatá-la à força. Tinha se unido ao coronel Manoel Gonçalves, de Lastro/PB, mas estavam sempre há dois dias de atraso em relação a Lampião.

Continuarei amanhã.

Fonte - Revista Brava Gente  do Jornal de fato.com

Página 33.

Mês Junho de 2022.

Digitado e Ilustrado por José Mendes Pereira - administrador deste blog.

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quinta-feira, 7 de julho de 2022

JAMES CAAN, ATOR DE 'O PODEROSO CHEFÃO', MORRE AOS 82 ANOS

 Por g1

Ele foi indicado ao Oscar em 1973 por interpretar Sonny Corleone em 'O poderoso chefão'. Ator também fez filmes como 'Louca obsessão', 'Profissão: Ladrão' e 'Rollerball: Os Gladiadores do Futuro'.

James Caan, ator de 'O Poderoso Chefão', morre aos 82 anos
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James Caan, ator de 'O Poderoso Chefão', morre aos 82 anos

O ator James Caan, que interpretou Sonny Corleone em "O poderoso chefão" (1972), morreu na quarta-feira (6) aos 82 anos (veja mais no vídeo acima). A informação foi confirmada nesta quinta-feira (7) em post no perfil oficial do artista no Twitter (leia ao final desta reportagem). A causa da morte não havia sido divulgada até a última atualização desta reportagem.

"É com grande tristeza que informarmos a vocês a morte de Jimmy [apelido de James] na tarde de 6 de julho. A família aprecia as demonstrações de amor e condolências e pede que vocês continuem a respeitar a privacidade deles durante este período difícil", diz o comunicado.

James Caan foi indicado ao Oscar de ator coadjuvante por seu papel como Sonny Corleone, o filho mais velho de Vito Corleone (Marlon Brando) no primeiro filme da trilogia. Ele também está no elenco do segundo filme da saga, lançado 1974.

Nascido em Nova York, Cann começou a atuar em peças de teatro fora do circuito da Broadway e estreou na TV série "Naked city" (1961). Seu primeiro papel no cinema foi em "Irma la Douce", de Billy Wilder, de 1963.

Logo antes de "O poderoso chefão", James Caan se destacou e foi indicado ao Emmy pelo filme "Glória e derrota" (1971).

O ator americano também ficou conhecido por filmes como "Louca obsessão" (1990), "Profissão: Ladrão" (1981) e "Rollerball: Os gladiadores do futuro" (1975).

Entre os filmes mais recentes em que ele, atuou estão "Dogville" (2003), "Um duende em Nova York" (2003) e "Agente 86" (2008), além da série "Las Vegas". Seu longa mais recente é a comédia "Queen bees" (2021).

James Caan participou ainda do filme "Gun Monkey", em fase de pós-produção e previsto para ser lançado em 2023, dirigido por Phillip Noyce. O elenco tem Pierce Brosnan e Morena Baccarin.

O ator deixa o irmão, Ronald; cinco filhos (entre eles, o ator Scott Caan); e quatro netos.

LEIA TAMBÉM:

No vídeo abaixo, Nelson Motta relembra trilogia 'O poderoso chefão':

Nelson Motta relembra trilogia do Poderoso Chefão
Ativar som

Nelson Motta relembra trilogia do Poderoso Chefão

Veja, abaixo, fotos de James Caan:

James Caan no lançamento do filme "Uma Garota Chamada Mercy", em Los Angeles, em maio de 2010 — Foto: AP Photo/Chris Pizzello

James Caan no lançamento do filme "Uma Garota Chamada Mercy", em Los Angeles, em maio de 2010 — Foto: AP Photo/Chris Pizzello

James Caan em 'O poderoso chefão' — Foto: Divulgação

James Caan em 'O poderoso chefão' — Foto: Divulgação

James Caan em 'Louca obsessão' — Foto: Divulgação

James Caan em 'Louca obsessão' — Foto: Divulgação

Os atores Keanu Reeves (esq.) e James Caan posam para foto durante conversa com jornalistas no festival de cinema de Marrakech — Foto: AP

Os atores Keanu Reeves (esq.) e James Caan posam para foto durante conversa com jornalistas no festival de cinema de Marrakech — Foto: AP

James Caan com a mulher, Linda Stokes, durante evento em Nova York, em abril de 2014  — Foto: Evan Agostini/Invision/AP

James Caan com a mulher, Linda Stokes, durante evento em Nova York, em abril de 2014 — Foto: Evan Agostini/Invision/AP

https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2022/07/07/james-caan-ator-de-o-poderoso-chefao-morre-aos-82-anos.ghtml

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