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quarta-feira, 26 de outubro de 2022

PROBLEMA CONTINUA

 Por José Mendes Pereira

Grandes amigos leitores deste simples blog, a falta de postagens é que a internet está muito lenta, e com isso, precisa de muito tempo para a gente conseguir uma postagem. 

Assim que for resolvido este problema, vou tentar compensar com histórias recentes.

Desculpem-me por favor! 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS É COLÍRIO

 Por José Mendes Pereira

Identidades: 1- Zé Paulo, primo; 2 -Venâncio Ferreira, tio; 3 - Sebastião Paulo, primo; 4 - Ezequiel, irmão; 5 João Ferreira, irmão; 6 -Pedro Queiroz, cunhado (casado com Maria Mocinha, que está à sua frente, sentada); 7- Francisco Paulo, primo; 8- Virgínio Fortunato da Silva, cunhado (casado com Angélica) 9 – Zé Dandão, agregado da família. Sentados, da esquerda para direita: 10 - Antônio, irmão; 11-Anália, irmã; 12 - Joaninha, cunhada (casada com João Ferreira); 13 -Maria Mocinha, ou Maria Queiroz ,irmã; 14-Angélica, irmã e 15 - Lampião. Dos nove irmãos da família Ferreira, dois estão ausentes nesta foto: Levino, que morrera no ano anterior, 1925, no sítio Tenório, Flores do Pajeú/PE, em combate contra as volantes paraibanas dos sargentos Zé Guedes e Cícero Oliveira. E Virtuosa, que, sinceramente, não sei dizer se simplesmente não quis aparecer na foto, ou já era falecida. Élise Jasmin afirma no seu Livros cangaceiros, que esta foto foi feita por Lauro Cabral de Oliveira, que dividiu então com Pedro Maia, a fama de fazer as fotos de Lampião, bando e familiares em Juazeiro, Março de 1926. Fonte: Volta Seca.

Às vezes a gente ignora o péssimo comportamento de um amigo, um primo, parente..., ou até mesmo de pessoas que nem fazem parte da nossa família, convivência, do nosso círculo de amizade. Mas para julgarmos o outro, o certo seria colocarmos no seu lugar, para depois abrirmos a boca e dizermos o que bem pensamos do outro.

Muitos que ainda não conhecem o que significa a palavra "cangaceiro", e o porquê das perversidades que fez o rei do cangaço e seus comparsas, acham que eram uns verdadeiros desumanos. Na verdade eles eram. Mas para o sujeito saber como tudo começou e dar a sua opinião, é preciso que leia livros sobre o cangaço, os quais encontrará em diversas livrarias do nordeste e do Brasil, como por exemplo: diretamente na Livraria do Professor Pereira, lá em Cajazeiras, no Estado da Paraíba, através deste e-mail: franpelima@bol.com.br.

A péssima e aperreada vida que ganhara a família de José Ferreira da Silva, não foi fruto de si mesma, mas causada por vizinho que não teve um tico de dó, mudando a sua bela vida que tinha nas terras de Pernambuco, desmoralizando-a desnecessariamente, só no intuito de vencer, de magoar, de humilhar, de vingar as acusações de roubos de animais  feitas por Virgulino Ferreira da Silva, o futuro Lampião.
  
Lampião consertando equipamento

Baixar a cabeça e entregar o lombo para o inimigo bater, o que irá acontecer é que o castigador sente logo a fragilidade do castigado, que não tem coragem de reagir, e daí passará a enfrentá-lo para vencê-lo de qualquer forma, já que o castigado aceita. 

Foi o caso do patriarca José Ferreira da Silva, homem íntegro, paciente, honesto, e não queria ver nenhum escândalo dentro da sua família, e nem desavenças com os seus vizinhos, principalmente causados pelos seus filhos, findou no que findou. Se desde o início José Ferreira da Silva tivesse endurecido o pescoço, como se diz, contra qualquer um dos seus vizinhos que tentasse lhe desrespeitar, juntamente com seus filhos, tinha evitado tamanha confusão, porque o inimigo, no caso o Zé Saturnino, teria temido, e a confusão perderia forças para seguir, morrendo ali mesmo. E como José Ferreira não apoiava os filhos, Zé Saturnino já sabia que um a menos na confusão não participaria, no caso José Ferreira, esperava vencê-los de qualquer jeito.


Antes que julgue a família Ferreira, adquira logo o livro "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS", de autoria do escritor e pesquisador do cangaço José Bezerra Lima Irmão, para você entender o que realmente aconteceu com os Ferreira nos anos 20 e 30 do século passado.

Encontro em Piranhas - da esquerda para a direita: José Bezerra, Paulo Brito e Oleone Coelho Fontes. Paulo Brito, filho do legendário João Bezerra, que comandou a tropa no tiroteio da Grota do Angico, quando morreu Lampião, sustém na mão o livro "No Rastro das Alpercatas do Conselheiro", de Oleone Coelho.

O livro é cheio de informações que muitos estudiosos do cangaço ainda não conhecem. O leitor irá conhecer a vida dos Ferreira, desde os pais de José Ferreira e dos pais de dona Maria Sulena da Purificação, casamento dos patriarcas dos Ferreira, primeira residência, mudanças de sítios para outros, empurrados por

Zé Saturnino da Fazenda Pedreiras - o inimigo nº 1 de Lampião

Zé Saturnino, as propriedades que os pais dos Ferreira possuíram, comprovadas com documentos e cópias em poder do autor do livro; sofrimentos, humilhações, decepções, perseguições, acordos, roubos de animais..., mortes dos pais dos Ferreiras..., a causa da morte de dona Maria Sulena (Maria Lopes), a morte de José Ferreira da Silva... 

O livro é uma excelente obra, e foram 11 anos de pesquisas. O livro não é apenas a família Ferreira, está completo sobre "cangaço". Eu falei apenas um pouquinho sobre a família Ferreira, mas tem tantas novidades que você ainda não as conhece.

- Total de Páginas: 736
- Tamanho: 29 centímetros
- Largura: 21 centímetros
- Altura: 4 centímetros

Para você adquiri-lo é através deste e-mail:

josebezerra@terra.com.br

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terça-feira, 25 de outubro de 2022

PROBLEMA SINAL



 PROBLEMA SINAL.

Estamos com dificuldade para postarmos. Muito lenta a internet.

Esperamos que amanhã seja resolvido o problema no sinal.

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segunda-feira, 24 de outubro de 2022

LITORAL

 Clerisvaldo B. Chagas, 25 de outubro de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.789

 

Caso o amigo ou amiga more na capital, deixe que esse sertanejo fale dos seus mares. Vejamos o Litoral. Litoral é o limite entre o oceano e o continente: representa-se pela faixa coberta e descoberta pelas marés.

As costas constituem os vários aspectos paisagísticos que acompanham este limite. Por isto temos costas altas, com falésias, costas baixas, com as praias, além de manguesais, lagunas e recifes.

As formas de litorais são resultadas dos processamentos efetuados pelos ventos, vagas e as correntes litorâneas movimentando as águas do mar. Deve-se considerar a influência dos rios trazendo sedimentos. Surgem, dessa maneira, as praias, as restingas, (às vezes exibindo dunas), os cordões litorâneos, os mangues, os estuários, as pontas triangulares. Em meio destas são encontrados os terraços marinhos também chamados estáticos.

Os tipos de costas definem-se pelo aspecto geral de todos elementos constitutivos das paisagens junto ao mar, sendo que para isto haja mais a influência de um elemento fundamental. Para o caso das costas de Alagoas, cabe um litoral de “rias”, pois há um afogamento generalizado dos nossos rios da vertente atlântica, assim nós sabemos que seus vales são invadidos pelas águas do mar até certa distância terra a dentro. Para complementar o estudo de um litoral, têm sido objeto dos estudiosos, ultimamente, os movimentos de “levantamento” e “rebaixamento do nível do mar. Seu ramo de pesquisas denomina-se “glaciologia”.

Texto adaptado do professor Ivan Fernandes Lima, Geografia de Alagoas, págs. 74-75

É bom saber que o estado de Alagoas possui um dos mais belos litorais do mundo e com uma formação paisagística altamente diversificada. Tem quem diga que é o mais belo do planeta. Entretanto, estudar o litoral alagoano, nem que seja superficialmente, não pode ser apenas missão de aconselhamento; até porque têm pessoas que estão completamente satisfeitas em apenas contemplar os caprichados cenários de preferência.  Todavia, para quem quer arriscar alguns passos na compreensão dos fenômenos naturais e as interferências humanas no meio ambiente, as praias alagoanas funcionam como laboratórios privilegiados e altamente compensadores.

Eu, Alagoas e nós.


FALÉSIA ALAGOANA NA PRAIA DO GUNGA (FOTO: PINTEREST).



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O TEMPO DÁ UM TEMPO

 Clerisvaldo B. Chagas, 24 de outubro de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.788


Desconsiderando o período anterior às ferrovias em Alagoas e os primeiros ramais, chegamos a 1891. A linha de ferro para o vale do Paraíba, bifurcando-se em Lourenço de Albuquerque, foi inaugurada no ano acima, chegando até Viçosa. Nessa fase, as pessoas do Sertão que viajavam até à capital, passavam dias em lombos de cavalos de sela. Os relatos anteriores à linha férrea em Viçosa, estão praticamente fora das informações encontradas no dia a dia estudantil, no que se refere às maratonas que o sertanejo enfrentava para chegar a Maceió. Com a composição chegando até Viçosa, as viagens sertanejas, receberam até um bom alívio, porque os cavaleiros se dirigiam até àquela cidade, onde embarcavam no trem até Maceió.

Somente 21 anos após Viçosa, isto é, em 1912, já no fim do ano, os trilhos chegaram a Quebrangulo, encurtando bastante a jornada dos sertanejos viajantes a cavalo. Passaram a apanharem o trem em Quebrangulo (antiga Vitória). Somente em 1934 (22 anos após), a estrada de ferro desceu dos altos e alcançou Palmeira dos Índios. Com o trem na “Princesa do Agreste”, as viagens cavaleiras não acabaram, mas foram mais encurtadas ainda para o mundo sertanejo. Somente quando os caminhos foram alargados e surgiram as estradas de rodagens, o Sertão se ligou a Palmeira dos Índios com os ainda raros automóveis e caminhões. Para os dias atuais não, mas para à época já era um belo conforto a mais. Os sertanejos chegavam a Palmeira em boleia/carroceria de caminhão ou automóvel no dia anterior à viagem do trem. Dormiam nos hotéis da cidade e ainda na madrugada, desciam para a estação na cidade às escuras. Foi assim que viajaram às cabeças de Lampião e Maria Bonita até à capital.

Depois, com rodagem direta até o litoral, mesmo na poeira, na lama, nos catabius (solavancos na buraqueira) representava uma conquista extraordinária. Essa geração já chegou com o asfalto pronto, Sertão – Maceió e se não sabe nada do passado, até pensa que tudo foi sempre assim.  Porém, mesmo neste início do Século XXI, o Sertão alagoano ainda não pode contar com um único aeroporto. Estagnou na conquista dos transportes.

Fazer o quê?

PALMEIRA DOS ÍNDIOS, VISTA PARCIAL (FOTO: PREFEITURA).


http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2022/10/otempo-da-um-tempo-clerisvaldob.html

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SERRA GRANDE, O GRANDE COMBATE: CENÁRIO CARIRI CANGAÇO EM CALUMBI

 Por Manoel Severo

Manoel Severo, Louro Teles, Joaquim Pereira, Luiz Ferraz Filho, Clênio Novaes 
e Valdir Nogueira; na Serra Grande

O Cariri Cangaço Serra Talhada - Calumbi - Bom Nome , se aproxima. Uma agenda intensa de visitas técnicas que nos proporcionarão conhecer uma gênese importante do coronelismo e cangaço de nosso nordeste. Em nosso terceiro dia a programação chegamos ao município de Calumbi, cenário de um dos maiores combates do ciclo lampiônico, cenário da emblemática Serra Grande; primeira visita técnica do dia 13 de novembro de 2022. Avante !!!

Manoel Severo, Clênio Novaes, Louro Teles e Junior Almeida em visita à Serra Grande nos preparativos do grande encontro de novembro.

"Serra Grande ! Pedaço de chão encravado no sertão pernambucano de Virgulino Ferreira, serra enigmática com seus mais de 900 metros de altitude situada entre os municípios de Calumbi, Flores e Serra Talhada, no famoso Vale do Pajeú. Serra Grande, palco do maior combate que o cangaço de Lampião protagonizou ao longo de seus 20 anos de reinado." 

Serra Grande chega em grande estilo ao Cariri Cangaço Serra Talhada - Calumbi - Bom Nome 2022, com a expectativa da presença de mais 300 pesquisadores de todo o Brasil, sem dúvidas conhecer mais de perto o que foi esse extraordinário combate, in loco,  será um dos pontos altos de toda a agenda do evento, a visita guiada ao local do combate acontece na manha do dia 13 de novembro de 2022.

Cariri Cangaço nos preparativos para o Cariri Cangaço em Calumbi - Serra Grande 2022

Os números são impressionantes até para aqueles que são afeitos ao estudo do fenômeno: 10 mortos, 14 feridos, quase 300 militares numa sanha desesperada em busca de dar fim a Virgulino com seus mais de 115 cangaceiros; foram cerca de 3 mil tiros em quase 10 horas de combate naquele longínquo 26 de novembro de 1926..

a cidade de Calumbi, distante cerca de 18  Km de Serra Talhado recebe o segundo dia de Cariri Cangaço. As visitas do segundo dia saindo de Serra Talhada as 8h30 para a primeira parada no distrito de Varzinha. Em Varzinha teria sido o local onde Lampião exigiu a entrega do resgate de 20 contos pelo sequestrado Pedro Paulo Magalhães Dias; inspetor da Standard Oil Company; ali também localizava-se a residência de Silvino Liberalino; que tinha sido subdelegado de Vila Bela, em 1911; local onde Lampião estacionou com seu bando antes do fogo e acabou levando o mesmo como refém.  


Comissão Organizadora do Cariri Cangaço visita as trilhas do combate da Serra Grande para o grande encontro de novembro em Calumbi


Dali partiremos para o cenário da guerra !!! Chegaremos a localidade de Monte Alegre, primeiro cenário do famoso combate da Serra Grande e seguiremos a trilha do fogo. Sob o comando dos Conselheiros Cariri Cangaço;  pesquisador e escritor Louro Teles e pesquisador Vilson da Piçarra; os visitantes terão a oportunidade de pisar o solo sagrado de um dos maiores combates de toda a saga cangaceira. 

Calumbi - Serra Grande
Cenário de Serra Talhada, 24 de outubro de 2022
Redação Cariri Cangaço 

https://cariricangaco.blogspot.com/2022/10/serra-grande-o-grande-combate-cenario.html

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O MAESTRO MARCADO PARA MORRER APÓS FOTOGRAFAR LAMPIÃO EM RIBEIRA DO POMBAL

 

Alcides Fraga, o homem que fotografou Lampião, e sua esposa Rita de Cassia Cunha Fraga (Foto: Acervo pessoal)

Alcides Fraga teve que fugir após registrar Virgulino Ferreira e seu bando em uma “Agora imagine a situação de Alcides Fraga? Estava na mira dos policiais volantes e jurado de morte por ninguém mais, ninguém menos, que Lampião. Isso sem ter ajudado nem um lado e nem o outro. Ele fez, então, a única coisa sensata que poderia. Pegou tudo que tinha e partiu embora com a esposa. Era um homem com uma boa condição social e respeitado em Pombal, mas abandonou tudo para sobreviver”, afirma Rubens.

Alcides Fraga passou a levar uma vida errante. Migrava de cidade em cidade esperando a poeira baixar para poder, definitivamente, voltar para casa. Neste ponto, a história se ramifica em muitas versões. Uns dizem que ele nunca mais regressou à vila, perdendo a esposa e se entregando completamente ao álcool. Perderia toda a fortuna e levaria a família à falência.

Recortes dos jornais noticiando a passagem de Lampião pelo norte da Bahia 

Outros afirmam que o maestro, sim, conseguiu voltar para casa, após driblar o cangaceiro rancoroso, àquela altura com outras preocupações prementes na reorganização do seu bando. Há, porém, um consenso entrelaçando estas duas narrativas: o maestro jamais teria sido capturado, impedindo a consumação da vingança.

Cidade hospitaleira
O historiador Oleone Coelho Fontes, autor do livro “Lampião na Bahia”, enxerga na imagem feita em Pombal um recorte ilustrativo da nova etapa na vida do cangaceiro dali em diante.

“Em 1926, Lampião vai sofrer uma das mais importantes derrotas da sua trajetória, em Mossoró, no Rio Grande do Norte. A partir dali, ele reorganiza suas forças e passa a adotar bandos menores. Antes, eram 150, 100 homens seguindo ele. Depois dessa derrota, passa a se organizar em grupos menores e subgrupos. Na foto de Alcides, dá pra ver que ele é seguido apenas por sete cabras, alguns muito famosos, como seu irmão Ezequiel, Mergulhão, Arvoredo e Corisco. A chegada dele na Bahia representa este novo momento”, analisa.

Para os moradores do povoado ficaria a fama de um lugar hospitaleiro. Anos depois, a vila cresceria tanto até se tornar a cidade de Ribeira do Pombal, no norte da Bahia, emancipada em 1933.

“Eu costumo brincar que o povo pombalense é tão acolhedor que até o bando de Lampião, que tocava o terror em todo sertão, foi bem recebido aqui. Esse é um traço nosso, do nosso jeito de ser. O próprio Lampião teria ficado encantado com essa recepção. Meu avô mesmo, na época tinha 11 anos, me contava que pediu a bênção a Lampião e ele deu uma moeda em troca”, diz Osvaldo Rocha, ex-secretário de cultura da cidade.

O lugar onde os cangaceiros posaram hoje é a fonte luminosa da Avenida Getúlio Vargas, principal via da cidade. Rocha conta que, durante os anos 1970 e 1980, os moradores questionaram a própria recepção calorosa oferecida pelos antepassados.

Local onde os cangaceiros posaram para a foto hoje é uma fonte luminosa, na Avenida Getúlio Vargas, em Ribeira do Pombal (Foto: Reprodução/Google Street View)

“Durante muito tempo, os moradores mais novos questionaram se foi certo receber os cangaceiros de forma tão hospitaleira. Afinal, eram foras da lei que cometerem crimes terríveis. Meu próprio avô, que pediu a bênção a Lampião quando criança, depois passou a defender aquilo como um erro. Mas é difícil julgar”, diz.

Este embate polêmico cancelou um projeto de construção de oito estátuas, cada uma representando um dos cangaceiros, enfileiradas no exato local onde a foto de Alcides foi batida. A ideia era explorar o potencial turístico da icônica imagem. 

Por enquanto, o que permanece mesmo intacta, e garante o retorno dos visitantes, é a hospitalidade do povo pombalense.

***

Em tempos de desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informações nas quais você pode confiar. E para isso precisamos de uma equipe de colaboradores e jornalistas apurando os fatos e se dedicando a entregar conteúdo de qualidade e feito na Bahia. Já pensou que você além de se manter informado com conteúdo confiável, ainda pode apoiar o que é produzido pelo jornalismo profissional baiano? E melhor, custa muito pouco. Assine o jornal.

https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/o-maestro-marcado-para-morrer-apos-fotografar-lampiao-em-ribeira-do-pombal/

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domingo, 23 de outubro de 2022

LIVRO

  Por José Mendes Pereira


Recentemente o escritor e pesquisador do cangaço Guilherme Machado lançou o seu trabalho sobre o mundo dos cangaceiros com o título "LAMPIÃO E SEUS PRINCIPAIS ALIADOS". 

O livro está recheado com mais de 50 biografias de cangaceiros que atuaram juntamente com o capitão Lampião. 

Eu já recebi o meu e não só recebi, como já o li. Além das biografias, tem fotos de cangaceiros que eu nem imaginava que existiam. São 150 páginas. Excelente narração. Conheça a boa narração que fez o autor. 

Pesquisador Geraldo Júnior

Prefaciado pelo pesquisador do cangaço Geraldo Antônio de Souza Júnior. Tem também a participação do pesquisador Robério Santos escritor e jornalista. Duas feras no que diz respeito aos estudos cangaceiros.

Jornalista Robério Santos

Não deixa de adquiri-lo. Faça o seu pedido com urgência, porque, você sabe muito bem, livros escritos sobre cangaços, são arrebatados pelos leitores e pelos colecionadores. Então cuida logo de adquirir o seu! 

Pesquisador Guilherme Machado

Adquira-o através deste e-mail: 

guilhermemachado60@hotmail.com
Ou dê um pulinho lá em Cajazeiras:

franpelima@bol.com.br

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LAMPIÃO O JAGUNÇO E A VIÚVA DE HONRA LAVADA

Por Histórias da Vida Real
 https://www.youtube.com/watch?v=-vm5FCw5vtU&ab_channel=Hist%C3%B3riasdaVidaReal

Veja, Lampião O Jagunço e A Viúva de Honra Lavada, essa história aconteceu no cangaço no norte da Bahia, no raso da Catarina, onde aconteceu a justiça feita por uma velha viúva Lampião como justiceiro nato, por ter sido injustiçado, promoveu a justiça de uma velha que teve o seu marido morto por um jagunço a mando de um coronel Fazendeiro. 

SEJA MEMBRO, AJUDE O CANAL: APENAS 5 REAIS POR MÊS:

https://www.youtube.com/channel/UCD8q... 

#historiasdavidareal #historiasdelampião 

Contato: artehoraciomoura@gmail.com

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TOM DO CAJUEIRO O INESQUECÍVEL GUIA TURÍSTICO MIRIM COMPLETA TRINTA ANOS DE IDADE

 Por Sheilla Martins

O inesquecível guia de turismo mirim comemora vinte anos em que se tornou conhecido nacionalmente através do Programa “Brasil legal” de Regina Casé.

Tom do Cajueiro encantou os brasileiros mostrando-se alegre do jeito simples de viver  em sua terra natal no dia 13 de junho de 1995. Na época que emocionou o Brasil participou de filmes, comerciais e especiais da Rede Globo. E com o reconhecimento nacional ingressou na profissão de ator onde estudou teatro por dois anos participando de peças.

Antonio Izaias Barbosa Rodrigues da Costa cresceu e completou 30 anos de idade no dia 10 de abril.

Em março deste ano, Tom foi convidado pela produção do Programa “Esquenta!” para prestar uma  homenagem no aniversário surpresa da Apresentadora  representando todas as pessoas descobertas por ela.  No palco ele fez uma declaração para artista e em seguida foi exibido um vídeo mostrando  momentos dela com todos. “Foi emocionante reencontrá-la! Sou grato eternamente pela sua generosidade. Ela me apresentou para o mundo! Mostrou o amor de uma criança que era feliz sendo o guia  turístico do maior cajueiro. Regina Casé é minha fada madrinha”, diz Tom.

Tom deixou Natal onde vivia no ano de 2008, porque passou por momentos difíceis. Logo após uma depressão, obteve o apoio da família para morar na Cidade de Brotas/SP. Por lá foi Secretário de Turismo e Secretário de Desenvolvimento do Município. “Há sete anos eu saí de casa para me cuidar e estudar. Eu sofri com a superexposição e fiquei muito desiludido. Mas tudo passa. Acabei entrando na política quando cheguei em Brotas. Estudei Psicologia pela UNICEP durante algum tempo. Ao longo dos anos tudo que passei contribuiu para me tornar uma pessoa melhor” declara.

Tom Rodrigues. É assim que passou assinar seu nome abreviado. Profissionalizou-se Jornalista  e  consultor  na área de Marketing e Turismo  abrindo  sua própria Empresa de Assessoria e Consultoria.  Atualmente, ele vive nas duas cidades, entre Natal e São Paulo.  Por ser convidado com frequência para apresentar palestra nas escolas e eventos foi instigado a escrever um livro sobre sua história.

No ano passado retornou ao teatro no espetáculo “Respeitável Público”.  O texto escrito por ele foi transformado em Musical pela Studium Escola de Dança e Artes de São Carlos/SP. Tom interpretou um Palhaço que questionava e filosofava sobre as relações interpessoais.  A receptividade do público com o personagem foi extremamente positiva levando o ator adaptá-lo num Monólogo para estrear ainda este ano.

Tom do Cajueiro  marcou uma geração em Rede Nacional e faz  parte da memória afetiva do povo brasileiro.

CONHEÇA A TRAJETÓRIA DO TOM RODRIGUES

Ele é conhecido como Tom do Cajueiro de Pirangi (RN). O eterno guia mirim do considerado maior cajueiro do Mundo  se tornou famoso aos dez anos de idade, através do Programa “Brasil legal”, da artista Regina Casé.

O potiguar Antonio Izaias Barbosa Rodrigues da Costa carrega em seu currículo uma vasta experiência.  Desde criança na função de personagem marcante da vida real. A da fase adulta, de dificuldades, muito estudo e dedicação para construir uma carreira profissional.

Tom Rodrigues é Jornalista, Ator, Escritor, Consultor profissional na área de Marketing e Turismo. Possui em seu histórico cargo de Secretário de Turismo e Secretário de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura Municipal de Brotas/São Paulo. Além de ter sido também estudante de Psicologia por alguns anos.

FORMAÇÃO ACADÊMICA NA ÁREA ARTÍSTICA E JORNALÍSTICA

1998/2000 - Curso de extensão em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

2004/2006 - Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Potiguar. Jornalista reconhecido pelo Ministério do Trabalho – Matrícula 60.043/SP.

2010/2011 – Psicologia pela UNICEP – São Carlos/SP.

2011 – Técnico em Marketing pela Universidade Anhembi Morumbi.

CARGOS E TÍTULOS

§  Diretor Executivo da TV Litoral, projeto experimental da TV Senado (2006/2007).

§  Diretor e Apresentador do Programa Tom na Estrada; Net TV (2005/2006).

§  Assessoria de comunicação da Vice Governadoria (2003-2004).

§  Assessor de Promoções turísticas da Secretária de Turismo do RN (2002/2003).

§  Membro do Conselho Municipal de Turismo de Parnamirim/RN (2002/2003).

§  Sócio Benemérito da Associação dos Empresários do Litoral de Parnamirim/RN.

§  Padrinho da Festa do Chocolate em Gramado/RS (1999).

§  Ator convidado dos Festivais de Cinema de Natal (1996-2005), Gramado (1997), Recife (1997).

§  Jurado do Festival Petrobrás de teatro de Natal (2002).

§  Membro do Rotaract Club Natal (Clube Jovem de Rotary Internacional) - (2005/2006).

§  Palestrante convidado: Universidades de São Paulo; Universidade Federal do Rio Grande do Norte; Universidade Potiguar, Universidade Federal de Pernambuco.

§  Presidente do Conselho Municipal de Turismo de Brotas- São Paulo. (2009/2010).

§  Membro do Conselho Municipal de Turismo de Brotas – São Paulo. (2009-2010 / 2011-2012).

§  Secretário Municipal de Turismo de Brotas – São Paulo (2009).

§  Chefe de Gabinete da Prefeitura Municipal de Brotas – São Paulo (Janeiro à Julho de 2010).

§  Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico de Brotas – São Paulo. (Julho de 2010/2012).

COMO O ARTISTA MIRIM TOM DO CAJUEIRO PARTICIPOU DOS:

PROGRAMAS

n  Programa Fantástico, matéria especial sobre o ator.

n  Programa Mais Você com Ana Maria Braga - direto do Cajueiro com o Louro José.

n  Programa Domingão do Faustão, ao vivo, direto do Maior Cajueiro do Mundo com Castrinho.

n  Programa Turma do DIDI, interpretando ao lado de Renato Aragão.

n  Programa Livre com Serginho Groisman.

n  Programa do Jô.

n  Programa Hebe Camargo.

n  Programa Censura Livre.

n  Programa Criança Esperança.

n   Especial de Fim de Ano com Didi.

COMERCIAIS E CAMPANHAS PUBLICITÁRIAS

Riachuelo, Kibon, Banco Central, Shopping Iguatemi, Governo Federal, Governo do RN, Governo do RJ, Ministério da Educação e outros.

FILMES E DOCUMENTÁRIOS 

1996 -  Protagonista do filme “O Cangaceiro” de Aníbal Massaini Neto - Interpretou o cangaceiro jovem TICO, atuando ao lado de Jofre Soares, Paulo Gorgulho, Luiza Tomé, Jesse Valadão, entre outros.  

2003- Protagonista no filme “Caldeirão do Diabo” de Edson Soares - Interpretou o bandido Rouxinol, atuando ao lado de atores potiguares.

1999- Espetáculo “Antes da Noite” de Makarios Maia - Espetáculo baseado na obra de Luís da Câmara Cascudo atuou ao lado de Ricardo Canela, Laura Farias, Makarios Maia e outros.  

2000- Espetáculo  “Hamlet”  de William Shakespeare - Atuou no Projeto Experimental de Teatro de Arena

2003-Espetáculo “Não Mexa com Menino”  - Monólogo onde Tom do Cajueiro conta suas experiências de vida em histórias engraçadas e reflexão sobre superação de vida.

2002 - Documentário da TV Cultura “O Rio Grande do Norte do Tom do Cajueiro” - Tom do Cajueiro mostrando seu Estado partindo de suas emoções, cultura e ponto de vista, utilizado atualmente pela TV Futura e TV Escola - como material didático.

2002 - Documentário “Valorize suas Moedas”; Banco Central do Brasil - Material utilizado nas escolas e veiculado na  TV Educativa.

2004- Séries de Documentário – “Tom na Estrada” - Projeto de TV. Atou e dirigiu dez documentários em várias cidades do Rio Grande do Norte mostrando as principais belezas naturais, folclore, personalidades, Gastronomia e curiosidades;

LINKS DE ENTREVISTAS POR ONDE ANDA TOM DO CAJUEIRO:

O GLOGO - http://oglobo.globo.com/cultura/kogut/posts/2009/01/11/onde-esta-tom-do-cajueiro-151867.asp

ESTADÃO - http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,o-reencontro-da-identidade-perdida-em-sp-imp-,729985

Crédito fotos/arte: Reprodução/divulgação – Arquivo pessoal – Rede Globo/CEDOC.

 Informação: Este trabalho foi publicado em 2015, certamente hoje ele já está com 37 anos.

Clique no link abaixo para ver todas as fotos.

http://www.sheillamartins.com.br/2015/04/tom-do-cajueiro-o-inesquecivel-guia.html

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O CANGACEIRO 1997 com Tom do Cajueiro

 https://www.youtube.com/watch?v=ivYEqu8TOUI&ab_channel=TomDoCajueiro

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O CANGACEIRO (1953).

 

https://www.youtube.com/watch?v=oOumq-kWf-Y&ab_channel=oldbrcinema

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O POETA MINERAL EM SUA VISÃO CONCRETA.

 Por José Cícero

Esta noite parece que a lua decidiu descer à terra, e agora mesmo flutua completamente nua na poça d'água formada após a chuva sobre os duros paralelepípedos da rua.

Enquanto isso, corujas, sapos, lagartixas, vaga-lumes e grilos passeiam tranquilos como gentes pelos becos, querendo imitar de qualquer jeito, os namorados e os boêmios seresteiros da zona do baixo meretrício.

E a noite, também se derrama em seus açoites e seus segredos indizíveis pelos quarteirões escuros e esquecidos do tempo. Ainda que sobre a penumbra morta do passado as sombras vivas do esquecimento ensaiam seus gemidos quânticos juntos com os bêbados noturnos e o cio dos gatos, entre outros seres vivos, cheios de amores e de pecados naquele lugarejo.

E é líquido o sonho dos poetas desaquecidos, como invisível e mineral o destino dos fantasmas que ali passeiam calados no plenilúnio em meios aos postes de iluminação apagados da pracinha, do cemitério e dos antigos mercados.

Nada mais que se digne contar aqui sobre a vida e o sofrimento humano, quer seja como encantamento ou pura perdição da imaginação de tudo que não mais faz nenhum sentido prático, nem sentimental no mundo.

De resto, tudo o que sobrevivera ali ao tédio, a loucura e o silêncio hão de ser dor e solidão dos mortos-vivos que já se deram por vencidos, e não mais acreditam, nem em Deus nem tampouco no amor dos seus inimigos íntimos.

Mas mesmo assim, os galos sertanejos do passado, ainda cantam dentro do tempo, como que anunciando a última madrugada do mundo.

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