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domingo, 13 de agosto de 2023

PAIS

Por José G. Diniz



 Se todos somos iguais

Neste precioso dia

Que o pai transmita aos pais

A mais perfeita harmonia.


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PAIS E FILHOS

Por Hélio Xaxá


Um homem cria os filhos
Com um amor sobre-humano
Comparado apenas ao Divino...
E vê-se nos seus olhos
À imagem de herói ou anjo
Pelo menos enquanto meninos...
Eles vão crescendo
E vão perdendo a inocência
E em vão perdem o fascínio...
O pai vai percebendo
A mudança na adolescência
E acompanha o seu raciocínio...
"A vida toda lutei
Para que tivessem o melhor
E me dessem orgulho no fim...
Só hoje eu notei
Na solidão ao meu redor:
Meus filhos têm vergonha de mim."
Esqueceram meus conselhos
Preferem ver meus defeitos
Seguem exemplos alheios
Pois os meus são imperfeitos
Reclamam do meu gênio
Condenam a minha cachaça
Sou um homem heterogêneo
Mas a lei não me rechaça.
Discordam de minhas ações
(Quem julga no pecado cai)
Esquecem a maior das lições:
Um filho não renega ao pai.
Talvez eu não mereça o amor
De quem carreguei ao peito
Quem cria é amigo ou senhor
Senão amor, merece respeito.
Ando cansado dessa vida...
Peço à Deus, feche a ferida
A morte cura todos os males...
Chora quem riu de alegria...
A ingratidão é filha da covardia
Gritas que me amas ou cales!
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DIA DOS PAIS SEM MEU PAI

Autor: José Di Rosa Maria


Neste dia dos pais me fere a alma
Uma dor infinita como Deus!
Dor que brota da perda irreparável
Do meu pai, também pai dos irmãos meus.
Homem simples, honesto, camarada,
Ser forjado na trempe dos labores,
Que nos anos finais de sua vida
Recebeu mais espinhos do que flores.

Neste dia dos pais cada bom filho
Pede a Deus pra seu pai felicidade
E eu triste sem Ti peço que Deus
Em teu reino de paz e santidade...
Cure as chagas da tua alma boa
E te dê o perdão como troféu,
Este é pai querido, meu presente
Neste dia dos pais aí no céu.

José Di Rosa Maria

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sábado, 12 de agosto de 2023

LIVRO

 Por Célia Maria Silva

Do maravilhoso livro: O Cangaceiro X O Padre, obra do grande escritor e amigo Bismarck Martins de Oliveira, veio a inspiração para a história em cordel pela Cordelista Célia Maria. Trata da última passagem de Antonio Silvino pela cidade de Pocinhos na Paraíba em 28 de novembro de 1914. 

Vale a pena adquirir pelo email: cellia2012@gmail.com

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LIVRO

 Por José Tavares de Araújo Neto 

Pedrinho de Pedrão, amigo desde a adolescência, ja naqueles tempos nos falava de Ulysses Liberato que ouvia de seu pai Pedrão Adonias, um apaixonado pelas histórias de cangaceiros.

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LIVRO

 


 São quase 400 páginas, com fatos novos, inclusive uma certidão do casamento da cangaceira Dulce, com o também, cangaceiro, Criança. Uma iconografia muito rica, que vale a pena ter em uma biblioteca. A excelente obra pode ser adquirida diretamente com o autor, através do email: 

archimedes-marques@bol.com.br

Sobre a sua obra, vejamos o que diz o autor, em poucas palavras:

Neste segundo volume passeamos sobre a estada, a passagem, a vida das cangaceiras naqueles inóspitos tempos, suas dores e seus amores nas guerras do cangaço e também após esse tempo para aquelas sobreviventes. 

A história de Carira, seus arruaceiros, seus bandoleiros, seus pistoleiros, os cangaceiros e policiais que por ali atuaram, também é minuciada e melhor estudada com a participação inequívoca de historiadores locais de renome que remontam esse tempo.

Laranjeiras, a histórica e linda Laranjeiras dos amores e horrores, não poderia ficar de fora, pois além de tudo, há a grande possibilidade de Lampião ali ter pisado, até mais de uma vez, para tratamento do seu olho junto ao médico Dr. Antônio Militão de Bragança. Nesse sentido a história, a ficção e as suposições se misturam para melhor compreensão do leitor.

Boas novidades também são apresentadas neste volume, uma com referência ao “desaparecido” Luiz Marinho, cunhado de Lampião, então casado com a sua irmã Virtuosa, outra referente ao casamento de um casal de cangaceiros ainda na constância desse fenômeno ocorrido em Porto da Folha, com a prova documental e, em especial o extraordinário fato novo relacionado a Maria Bonita em Propriá na sua segunda visita àquela cidade para tratamento médico. Fotos inéditas também estão apostas neste volume, que acredito será bem aceito pelos pesquisadores do cangaço.

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LIVRO

 Por Guilherme Machado

Livro novo na praça... Luiz Gonzaga e a Bahia seus Shows e suas Aventuras. Autor Guilherme Machado. Adquira o seu (75) 99248-4502 Zap.

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O SURGIMENTO DA CANTORIA.

 Por José Di Rosa Maria

Cordel apropriado para sala de aula (Pesquisa). 

Fale com o autor através da sua página no facebook:

facebook: José Di Rosa Maria.

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MEMÓRIAS SANGRADAS; VIDA E MORTE NOS TEMPOS DO CANGAÇO

Por Ricardo Beliel.

ANO DE PUBLICAÇÃO: 2021.

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O ÚLTIMO ZABELÊ.

 Por Rangel Alves da Costa.

O ÚLTIMO ZABELÊ. Adquira antecipadamente o seu livro. Contato com o autor pelo Cel/Whats (79) 99830-5644.

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AO LADO DO AMIGO JOÃOZINHO, FILHO DOS CANGACEIROS CANÁRIO E ADÍLIA.

 Por Rangel Alves da Costa

Nesta manhã de sábado 12 de agosto, em Poço Redondo, ao lado do amigo João Batista, o Joãozinho, filho legítimo do casal de cangaceiros Canário e Adília. Joãozinho reside em Brasília, mas de vez quando vem ao sertão sergipano reencontrar familiares e amigos. Seus pais eram também de Poço Redondo.

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CANGACEIRO ANTÔNIO SILVINO

 Por Célia Maria Silva

 "Como se forja um Cangaceiro" Cordel de Célia Maria. Você vai conhecer toda a saga desse personagem Nordestino em cordéis, e em livros no Cariri Cangaço Serra da Borborema na cidade de Gurjão - PB. Dia 19 de agosto de 2023. Chegue cedo! Será um grande Seminário!

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NAZARÉ DO PICO, E UM ENCARDIDO NAZARENO... - Diário de Viagem - Nazaré do Pico Floresta, Dia 27-12-2010 - 10h 25min

Por Manoel Severo

Tenente João Gomes de Lira e a homenagem do Cariri Cangaço

Da fazenda São Miguel, novamente retornando à PE 390, seguimos rumo a Floresta, não sem antes pararmos para também prestar uma das mais justas homenagens do Cariri Cangaço. Depois de 19 km chegamos a famosa Nazaré, antes Carqueja, Nazaré do Pico, enfim... o solo sagrado onde nasceram e viveram os mais ferrenhos e corajosos perseguidores de Lampião: Os nazarenos , terra de João Gomes de Lira.




Quem chega ou passa por Nazaré, muitas vezes não percebe aquela figura notável, sentado sob uma sombra imensa de uma das poucas árvores defronte aquela simpática casa de alpendre, bem de frente ao cemitério da pequena localidade. Pelas manhãs e sempre ao final da tarde, o Tenente João Gomes de Lira, um dos últimos combatentes de Lampião que ainda estão com vida, e um dos lendários nazarenos, se mantém ali, em sua cadeira de rodas, como o grande paladino e guardião protetor, de sua Nazaré.
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Danielle Esmeraldo e Ricardo Sabadia em visita ao Tenente

Nascido em 03 de Julho de 1913, hoje com 97 anos; impossível não se contagiar com a elegancia, a atenção e a delicadeza deste grande e bravo combatente das caatingas. Filho do lendário Gomes Jurubeba, primo dos não menos famosos; Euclides, Manoel e Odilon Flor, David Jurubeba, Manoel Neto, e tantos outros que deram sua vida ao combate do banditismo, Tenente João Gomes de Lira, recebeu do Cariri Cangaço um justo Certificado de Honra ao Mérito por toda sua história em prol da justiça e da cidadania.



UM EXCELENTE LIVRO. UMA GRANDE HISTÓRIA. Adquira o seu exemplar. Fale com Rangel pelo Cel/Whats (79) 99830-5644.

 

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sexta-feira, 11 de agosto de 2023

LIVRO

  Por José Bezerra Lima Irmão

Diletos amigos estudiosos da saga do Cangaço.

Nos onze anos que passei pesquisando para escrever “Lampião – a Raposa das Caatingas” (que já está na 4ª edição), colhi muitas informações sobre a rica história do Nordeste. Concebi então a ideia de produzir uma trilogia que denominei NORDESTE – A TERRA DO ESPINHO.

Completando a trilogia, depois da “Raposa das Caatingas”, acabo de publicar duas obras: “Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste” e “Capítulos da História do Nordeste”.

Na segunda obra – Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste –, sistematizei, na ordem temporal dos fatos, as arrepiantes lutas de famílias, envolvendo Montes, Feitosas e Carcarás, da zona dos Inhamuns; Melos e Mourões, das faldas da Serra da Ibiapaba; Brilhantes e Limões, de Patu e Camucá; Dantas, Cavalcanti, Nóbregas e Batistas, da Serra do Teixeira; Pereiras e Carvalhos, do médio Pajeú; Arrudas e Paulinos, do Vale do Cariri; Souza Ferraz e Novaes, de Floresta do Navio; Pereiras, Barbosas, Lúcios e Marques, os sanhudos de Arapiraca; Peixotos e Maltas, de Mata Grande; Omenas e Calheiros, de Maceió.

Reservei um capítulo para narrar a saga de Delmiro Gouveia, o coronel empreendedor, e seu enigmático assassinato.

Narro as proezas cruentas dos Mendes, de Palmeira dos Índios, e de Elísio Maia, o último coronel de Alagoas.

A obra contempla ainda outros episódios tenebrosos ocorridos em Alagoas, incluindo a morte do Beato Franciscano, a Chacina de Tapera, o misterioso assassinato de Paulo César Farias e a Chacina da Gruta, tendo como principal vítima a deputada Ceci Cunha.

Narra as dolorosas pendengas entre pessedistas e udenistas em Itabaiana, no agreste sergipano; as façanhas dos pistoleiros Floro Novaes, Valderedo, Chapéu de Couro e Pititó; a rocambolesca crônica de Floro Calheiros, o “Ricardo Alagoano”, misto de comerciante, agiota, pecuarista e agenciador de pistoleiros.

......................

Completo a trilogia com Capítulos da História do Nordeste, em que busco resgatar fatos que a história oficial não conta ou conta pela metade. O livro conta a história do Nordeste desde o “descobrimento” do Brasil; a conquista da terra pelo colonizador português; o Quilombo dos Palmares.

Faz um relato minucioso e profundo dos episódios ocorridos durante as duas Invasões Holandesas, praticamente dia a dia, mês a mês.

Trata dos movimentos nativistas: a Revolta dos Beckman; a Guerra dos Mascates; os Motins do Maneta; a Revolta dos Alfaiates; a Conspiração dos Suassunas.

Descreve em alentados capítulos a Revolução Pernambucana de 1817; as Guerras da Independência, que culminaram com o episódio do 2 de Julho, quando o Brasil de fato se tornou independente; a Confederação do Equador; a Revolução Praieira; o Ronco da Abelha; a Revolta dos Quebra-Quilos; a Sabinada; a Balaiada; a Revolta de Princesa (do coronel Zé Pereira),

Tem capítulo sobre o Padre Cícero, Antônio Conselheiro e a Guerra de Canudos, o episódio da Pedra Bonita (Pedra do Reino), Caldeirão do Beato José Lourenço, o Massacre de Pau de Colher.

A Intentona Comunista. A Sedição de Porto Calvo.

As Revoltas Tenentistas.

Quem tiver interesse nesses trabalhos, por favor peça ao Professor Pereira – ZAP (83)9911-8286. Eu gosto de escrever, mas não sei vender meus livros. Se pudesse dava todos de graça aos amigos...

Vejam aí as capas dos três livros:



https://www.facebook.com/profile.php?id=100005229734351

Adquira-os através deste endereço:

franpelima@bol.com.br

Ou com o autor através deste:


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FURANDO O TEMPO

 Clerisvaldo B. Chagas, 8 de agosto de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.942

Difícil era se deslocar do Sertão para Palmeira dos Índios e Maceió.  Qualquer coisa que se precisasse em Palmeira dos Índios, a viagem seria feita através de caminhão, ou na boleia ou na carroceria igual a qualquer amontoado de algodão, de suínos ou de carvão. Enfrentar uma estrada poeirenta e esburacada no verão e cheia de atoleiros no inverno, era coisa humilhante e sem esperanças. Houve época que para se chegar a Maceió, após o caminhão até Palmeira dos Índios, dormia-se ali em qualquer hotel e, pela madrugada, ainda no escuro da cidade sem luz, procurava-se a estação do trem para embarcar e partir via – cidade de Viçosa. E olhe que já era um relativo conforto, pois antes do trem em Palmeira, fazia-se o trajeto sertão até Viçosa a cavalo para dali embarcar no trem até a capital.

PARTE NOVA DO BAIRRO BARRAGEM MARGEANDO O RIO, VISTA DE LONGE (FOTO: B. CHAGAS).

Quando o asfalto chegou a Palmeira dos Índios (o primeiro do estado) no início dos anos 50, Surgiu também em Santana do Ipanema, uma ônibus, chamado naquela época de “sopa”, e cujas bagagens viajavam no teto da sopa, parte externa, cobertas por uma lona. Em Maceió o ponto final acontecia no famosíssimo “Hotel Lopes”, vizinho a antiga praça da Faculdade de Direito. Em Santana do Ipanema, pontos de saídas e chegadas eram diante da Igrejinha de Nossa Senhora Assunção (Bairro Monumento) e na Pracinha do Centenário (Centro) onde havia uma bomba de gasolina, três bancos sem encostos e um obelisco.

Mas em 1951, a estrada de rodagem do governo havia cruzado Santana do Ipanema, rumo ao Alto Sertão. Aproveitando a primeira ponte sobre o rio Ipanema, foi construída uma barragem tendo como paredão a parte de baixo da referida ponte. A barragem serviria para abastecer Santana que ainda não dispunha de água encanada. Quando os operários (cassacos) do DNOCS – Departamento Nacional de Obras Contra a Seca, terminaram a obra, muitos deles, de fora, quiseram permanecer na cidade, no acampamento. Surgiu assim do acampamento, o Bairro Barragem que ainda hoje permanece com esse nome. Surgiu, muitos anos depois, um filho da Barragem, por trás do casario ao longo da rodagem, a que o povo denominou de Bairro Clima Bom. Do outro da rodagem que era desabitado, surgiu um complemento moderno e bonito do Bairro Barragem que até poderia ter recebido um nome novo de bairro.

Nenhum escritor registrou essas histórias, infelizmente. A propósito, os cassacos do DNOCS, ganhando pouco, diziam, soletrando e interpretando a siga da repartição: “Deus não olha cassaco sofrer”.


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LIVRO

Por Helton Araújo

Com essa riquíssima obra do amigo, escritor e pesquisador João De Sousa Lima , desde já agradeço e indico o trabalho do mesmo.

Ainda tem essas obras e outras disponíveis para vendas.
João é referência no estudo do cangaço.

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CORISCO

Por Mundo das Novelas.


Há 116 anos, no dia 10 de agosto de 1907, nascia nas terras alagoanas o cangaceiro Corisco, o diabo loiro.

Seu nome verdadeiro era Cristino Gomes da Silva Cleto.
O terrível cangaceiro foi retratado nas telas do cinema e televisão por algumas vezes.
Em 1963, no cinema, no filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, foi interpretado pelo ator Othon Bastos.

Em 1969, no cinema, no filme “Corisco, O Diabo Loiro”, foi interpretado pelo ator Maurício do Valle.

Em 1982, na televisão, na minissérie “Lampião e Maria Bonita”, na Rede Globo, foi interpretado pelo ator Sílvio Correia de Lima.

Em 1996, no cinema, no filme “Corisco & Dada”, foi interpretado pelo ator Chico Diaz.

ADENDO - José Mendes Pereira

Cristino Gomes
da Silva Cleto, mais conhecido como Corisco (Água Branca10 de
agosto de 1907 - Barra
do Mendes25 de maio de 1940) foi um cangaceiro do
bando de Lampião. Também era conhecido como "Diabo
Louro".

Biografia

Ingresso no
Cangaço

Aos 17 anos,
em uma briga de rua, Corisco matou um homem que era protegido do coronel da
cidade de Água Branca. Temendo ser punido e sem ter para onde ir, tomou a
decisão de aliar-se ao bando do cangaceiro Lampião.[1]

Era conhecido
por sua beleza, seu porte físico atlético e cabelos longo, que o deixavam com
uma aparência agradável, além da força física muito grande. Por estes motivos
foi apelidado de Diabo Louro, quando entrou no bando de Lampião.

Com a divisão
do bando de Lampião, uma das estratégias para fugir da perseguição policial,
Corisco formou seu próprio grupo, tornando-se seu líder.[1]

Em meados de
1938, a polícia alagoana matou e degolou onze cangaceiros que se encontravam
acampados na grota do Angico, em Sergipe. Entre eles encontravam-se Lampião e Maria
Bonita. Corisco, ao receber essa notícia, resolveu se vingar furiosamente.
Dirigiu-se até a Fazenda Patos, matou e degolou Domingos Ventura e mais seis
pessoas da família do fazendeiro acusado de delatar o bando à polícia. Corisco
ordenou a um fazendeiro local que levasse as cabeças para o tenente João Bezerra e dissesse que eram para
ele "fazer uma fritada". Porém, Corisco assassinou as pessoas
erradas. Os culpados por delatar Lampião e seu bando à polícia foram Pedro de
Cândido e seu irmão Durval de Cândido.

Morte

Em 1940,
governo Vargas promulgou uma lei
concedendo anistia aos
cangaceiros que se rendessem. Corisco e sua mulher Dadá já haviam decidido
deixar o cangaço desde 1939, quando no ano seguinte estavam em Barra
do Mendes, na Bahia, em um povoado denominado Fazenda Pacheco. O casal
repousava em uma casa de farinha após almoçarem. O ataque foi
comandado pela volante do Zé Rufino,
juntamente com o tenente José Otávio de Sena. Corisco foi surpreendido, mas não
se entregou, dizendo a Rufino que não era homem de se entregar. Foi metralhado
na barriga, deixando seu intestino fora do abdômen, ainda vivendo por dez horas
depois da rajada de tiros.[2] Dadá,
atingida na perna, precisou amputar o membro. Com as mortes de Lampião e
Corisco, o cangaço nordestino enfraqueceu-se e acabou
se extinguindo.

Corisco foi
enterrado no cemitério da Consolação, em Miguel
Calmon, na Bahia. Sua cabeça ficou exposta durante 30 anos no Museu Nina
Rodrigues, ao lado das cabeças de Lampião e Maria
Bonita. Porém seus restos mortais foram exumados e cremados a mando de seu
filho Silvio Bulhões, e suas cinzas jogadas no mar.

Vida pessoal

Corisco
sequestrou Sérgia Ribeiro da Silva, a Dadá, quando ela
tinha apenas treze anos. Mais tarde, de ódio, Corisco passou a ser seu grande
afeto. Ele a ensinou a ler, escrever e usar armas. Corisco permaneceu com ela
até no dia de sua morte. Os dois tiveram sete filhos, mas apenas três deles
sobreviveram.[3]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ampulheta

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