Letra: Xexéu de Limoeiro
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segunda-feira, 12 de maio de 2025
MEUS COLEGAS FALECIDOS - XEXÉU DE LIMOEIRO
SERVIDÃO COMUM - JOSÉ DI ROSA MARIA
Autor José Di Rosa Maria
O SOCIÁVEL
Por Hélio Xaxá
MOSSORÓ X LAMPIÃO: A PRIMEIRA CIDADE A RESISTIR AO BANDO DE CANGACEIROS, QUEIROZ PODCAST
Por Andremíssio Queiroz
/ andremissioqueiroz
Instagram do convidado:
LOCAL DO FUZILAMENTO DOS CANGACEIROS " MARCELINOS " - BARBALHA/CE.
Por Cangaço em Foco
FUGA EM MOSSORÓ: CIDADE EXPULSOU LAMPIÃO HÁ QUASE UM SÉCULO.
Cerca de 150 homens de Mossoró surpreenderam 60 cangaceiros do bando de Lampião e os colocaram para correrFoto: Wikimedia Commons
Com a fuga de dois detentos da Penitenciária Federal de Mossoró, ela volta a ocupar o noticiário policial com um fato histórico da criminalidade. Na primeira vez, em 1927, Lampião e seus cangaceiros tentam tomar a cidade, mas a população, armada pelo prefeito, impede o ataque, derrotando os precursores do crime organizado.
A polícia que caça os dois fugitivos ligados ao Comando Vermelho acredita que eles estão nos arredores de Mossoró, onde também montaram campana os cabras de Lampião. Preparavam o saque à maior cidade do interior potiguar, com 20 mil moradores. Tinha até agência do Banco do Brasil.
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“A comparação é atualíssima”, resume o professor, jornalista e escritor sergipano Robério Santos, especialista em velho e novo cangaço. “A fuga dos dois detentos e as buscas que se fazem neste exato momento lembram as perseguições a cangaceiros nos sertões, nas décadas de 20 e 30. Os dois fugitivos fizeram uma família refém durante a fuga, assim como Lampião fez no Rio Grande do Norte”.
Histórias se repetem
Se o crime organizado realizou uma façanha escapando de Mossoró, cangaceiros realizaram fugas inimagináveis, como em 1944, em Salvador, quando Volta Seca, que fora do bando de Lampião, escapou com um comparsa.
A dupla foi recapturada em Sergipe, meses depois, assim como devem ser, em breve, Tatu e seu truta Deisinho. Além dos vulgos que fazem jus a antológica genealogia, a crueldade os aproxima, especialmente o gosto pela decapitação.
“Os fugitivos de Mossoró, ligados ao Comando Vermelho, estiveram envolvidos com uma rebelião num presídio ano passado, no Acre, que gerou três decapitações. Isso sim, cangaço puro, na sua pior essência”, diz Santos.
Cangaceiro Volta Seca conversa de pertinho com irmã Dulce no presídio em Salvador, do qual fugiria
Foto: Livro Além da Fé, de Valber Carvalho
Sequestro de gerente é anterior ao “novo cangaço”
Muito antes da mais recente retomada do termo midiático “novo cangaço”, vagabundo assaltava banco sequestrando o gerente. Ao invés de entrar na cidade com terror ilimitado, disparando armas e bombas, fazendo até inocentes de escudo humano, prender alguém com acesso ao cofre facilitava as coisas.
Lampião agiu assim, sequestrando o sogro do gerente do banco do Brasil de Mossoró. O resgate, de 400 contos de réis, equivale a uns 7 milhões de reais. Se não fosse pago, a cidade seria invadida.
E foi, mas o prefeito Rodolpho Fernandes havia evacuado Mossoró, mulheres e crianças retiradas de trem, permanecendo a resistência armada dos homens dispostos a lutar. Em poucas horas, impõem a primeira derrota por levante popular a Lampião, que demorou para se recuperar do baque.
Lampião posto pra correr
Antes do combate, Virgulino Ferreira envia cartas ameaçadoras ao prefeito. Sem resposta à primeira, promete, na segunda, que, se não receber o resgate, haverá “muito estrago”. O original da curta resposta do prefeito a Lampião foi achado pelo pesquisador Robério Santos, por acaso, junto a um punhado de recortes de jornal comprados pela internet. Ele devolveu o documento à cidade de Mossoró, em 2020.
Nele, o prefeito, conciso, responde ao líder dos cangaceiros que não há dinheiro para pagar o resgate, o gerente do Banco do Brasil teria fugido e a cidade os receberá “na altura que eles desejarem”. Conclui garantindo que “nossa situação oferece absoluta confiança e inteira segurança”.
Está falando sério, Lampião também. O ataque acontece em 13 de junho de 1927. Cerca de 150 mossoroenses lutam contra uns 60 cangaceiros, que se dão mal. Derrotado, Lampião foge, perdendo dois importantes praças: Colchete, morto; e Jararaca, ferido e preso, depois assassinado.
Memorial da Resistência, em Mossoró, guarda a documentação histórica sobre a vitória contra o bando de Lampião, em 1927
Foto: Prefeitura de Mossoró
A memória e o esquecimento da guerra
Mossoró pode ostentar pelo menos três feitos históricos de repercussão nacional: aboliu a escravatura cinco anos antes da lei Áurea, derrotou o bando de Lampião e, cinco meses depois, instituiu o voto feminino.
A importância da luta vencida pelos mossoroenses contra os cangaceiros está representada no Memorial da Resistência, com documentos, fotos e enormes painéis. A encenação teatral Chuva de Balas no País de Mossoró, relembrando a vitória, é realizada há vinte anos na cidade.
No cemitério, o túmulo de Jararaca, um dos dois cangaceiros mortos na invasão, recebe milhares de pessoas que acendem velas, fazem pedidos e acreditam eu seu poder de milagreiro. A poucos metros de distância, o jazigo do prefeito Rodolpho Fernandes, que organizou a resistência ao bando de Lampião e morreu meses depois, é praticamente desconhecido.
Fonte: Marcos Zibordi
Colunista do Visão do Corre
https://www.terra.com.br/visao-do-corre/fuga-em-mossoro-cidade-expulsou-lampiao-ha-quase-um-seculo,6e67325c8b1966e34e2d36f19be4d6ffb7uv53hr.html?utm_source=clipboard
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domingo, 11 de maio de 2025
CANGACEIRO DESCONHECIDO
Por Histórias do Brasil
Cangaceiro desconhecido - com
Winchester, alpercatas, cartucheiras, bornais, mantas, lenços encarnados ao
pescoço, chapéu de couro, pistola, punhal, cabaças d’água - sem as quais o
cangaceiro não penetraria a caatinga ressequida e deserta.
Fotografia apanhada no alto
sertão pelo tenente Carlos Lopes da Força Pública de Pernambuco. (Vida Policial
- 18 jul. 1925).
Se alguém souber o nome,deixe aí
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MENSAGEM DE DIA DAS MÃES PARA CELEBRAR ESSE AMOR INCONDICIONAL
Equipe editorial do Pensador - Criado e revisado pelos nossos editores
O amor de mãe
é um laço eterno, um refúgio de carinho e força que ilumina cada momento da
vida. Neste Dia das Mães, celebre essa presença única com palavras que
tocam o coração e expressam toda a gratidão por quem sempre esteve ao seu lado.
Afinal, nenhuma homenagem é grande o suficiente para retribuir o amor
incondicional que só uma mãe pode oferecer.
Mãe:
palavra pequena, mas com um significado infinito, pois quer dizer amor,
dedicação, renúncia a si própria, força e sabedoria. Ser mãe não é só dar à luz,
e sim participar da vida dos seus frutos gerados ou criados.
Obrigado por termos você.
Mãe, o seu
amor é a maior bênção que já recebi.
Feliz Dia das Mães! Você é merecedora de todo o amor deste mundo!
Que Deus continue te abençoando sempre!
Para a mulher
mais incrível que conheço: Feliz Dia das Mães!
Sua força e amor são fontes de inspiração para mim. Te amo!
Mãe, você é a
luz que ilumina a minha vida.
Agradeço por toda a sua dedicação sempre!
Feliz Dia das Mães!
Mãe, um dia
pra você é pouco. Você merece todos os dias do ano só por me aguentar dia e noite.
Feliz Dia das Mães!
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CANGAÇO NO CARIRI (JOSIER FERREIRA) - CANAL CANGAÇO EM FOCO.
Por Cangaço em Foco
sábado, 10 de maio de 2025
A FUGA PELO DESERTO
Por Beto Rueda
O ano de 1931
assinalou a mais espantosa e dramática aventura de Lampião: seu homízio no Raso
da Catarina. Magnífico, de uma beleza trágica, nos sertões baianos.
Acossado por
diversas volantes policiais, soldados baianos, pernambucanos e alagoanos a
adivinhar-lhe o rastro invisível, misterioso, desnorteante, fez desse pedaço de
mundo o seu refúgio nesse período.
Lampião,
estava agindo nas longas extensões que iam de Santo Antônio da Glória a Uauá e
de Curaça a Jeremoabo, nessas terras de cactus e favelas.
Ninguém sabia
do seu paradeiro. E já a lenda começava outra vez a cercar-lhe o nome, a
audácia, a memória: morrera, desertara, fugira. As aves do céu testemunharam a
sua desdita, agonizando de sede e fome.
Um dia, o
tenente José Sampaio Macedo prendeu um sertanejo matuto, pobre, mas forte e
inteligente. Não permitiu o oficial que o homem sofresse qualquer vexame por
parte da tropa. Deixou-o à vontade, no meio da volante. Três dias depois, por
livre e espontânea iniciativa, o caboclo disse: - Seu tenente, eu sei onde está
Lampião!
A marcha no
rumo indicada pelo prisioneiro foi penosa. Tenente e soldados afundaram no Raso
a pé e como guia o rastejador Antônio Cassiano e o sargento de larga
experiência e coragem de nome Luiz Mariano.
Passaram-se os
dias sem novidade. De repente, ecoam no deserto, partidos de sobre uma pedra,
sucessivos tiros de fuzil. Era uma sentinela avançada de Lampião que, avistando
a volante, anunciava ao bando a sua aproximação. Estabelecera ele, em torno do
seu acampamento, um cinturão de segurança.
A volante
cerca o bando. O tenente Macedo foi atingido com um tiro no pé, o sargento
Mariano e o guia Cassiano também são feridos. O fogo fechou-se rápido e
nutrido.
O grupo
cangaceiro recua, afundando mais e mais no Raso. Desaparece em poucos instantes
debaixo de gritos e imprecações dos seus homens e dos soldados. No chão, o
tenente Macedo contempla os despojos deixados pelo famoso cangaceiro: roupa,
chapéus de couro, vestidos, pentes, tesouras, chales, agulhas, linhas...
Todos os
objetos foram queimados por ordem do tenente que iniciou a sua longa jornada de
volta. Perdera o oficial a dinâmica do pé. O sertanejo que lhe revelara o
paradeiro de Lampião, foi carregado pelos ombros. Em uma rede regressou o
sargento Mariano.
O Rei dos
Cangaceiros já ia longe quando a volante retornou: dois bandos de avoantes
ensanguentadas sobre o deserto do Raso da Catarina.
REFERÊNCIAS:
MACEDO,
Nertan. Lampião. 3. ed. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1970.
PRATA,
Ranulfo. Lampião. 2. ed. São Paulo: Piratininga, 2010. (Fac-símile de 1934).
https://www.facebook.com/search/top?q=contos%20do%20canga%C3%A7o
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É FATO QUE O EXÉRCITO BRASILEIRO PRODUZIU UM MATERIAL COM FOTOS E FILMES SOBRE NATAL E A BASE DE PARNAMIRIM DURANTE A SEGUNDA GUERRA? E ONDE SE ENCONTRA ESSE RARO MATERIAL?
Por Rostand Medeiros

Descobri Que o Exército Brasileiro Realizou em 1942 Todo um Trabalho Documental e Iconográfico, Com Fotos e Filmes Sobre Natal e a Base de Parnamirim. Mas onde está esse material???
Rostand Medeiros – https://pt.wikipedia.org/wiki/Rostand_Medeiros
Mesmo com muitos historiadores não aceitando essa situação, o tema sobre a cidade de Natal durante a Segunda Guerra Mundial sempre foi algo que chamou (e chama) bastante a atenção do povo dessa cidade, sendo os materiais produzidos sobre esse período da história local os mais consumidos. São livros, vídeos, histórias em quadrinhos, peças de teatro e outros produtos.

A presença de tropas estrangeiras na cidade, dos atos de espionagem nazifascista em Natal, a reação dos natalenses envolvidos nesse contexto, o que mudou na cidade, o que a população conseguiu de vantagem com tudo isso e também o que sofreu, são sempre pontos de interesse dos moradores da “Cidade do Sol”.
Enfim, devido a sua propalada posição estratégica, Natal foi seguramente a cidade mais envolvida na Segunda Guerra Mundial na América do Sul.

Aqui existiu uma das maiores bases aéreas Aliadas envolvidas no conflito e daqui partiram milhares de aeronaves para atuarem em diversas frentes de combate, desde a África, passando pela Europa e chegando até a China.
Por aqui sempre chamou atenção quando surgem novos dados e materiais, principalmente iconográficos, sobre a cidade naqueles tempos turbulentos. Uma coleção de novas fotos, ou até mesmo uma simples foto, já é motivo de discussão entre aqueles que gostam de observar esse período da História da cidade.
E com muita satisfação eu descubro que o Exército Brasileiro realizou em 1942 todo um trabalho documental e iconográfico, com fotos e filmes sobre Natal e a Base de Parnamirim. Todo esse material foi destinado para a produção de uma palestra que se realizou nas primeiras semanas de janeiro de 1943, no antigo Palácio da Guerra, atual Palácio Duque de Caxias, ao lado da Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Vejam abaixo!

Maravilha! Mas como foi produzido esse material? Quem o produziu? Quem foi o oficial que apresentou esse trabalho no Rio? E o mais importante – onde está esse material?
Sobre Quem Apresentou
Nos jornais brasileiros, não consta o nome de quem realizou e produziu o material iconográfico, mas como as notícias apontam o capitão Jefferson Cardim de Alencar Osorio como o palestrante do evento no Palácio Duque de Caxias e devido a sua patente, o mais provável é que ele tenha sido o responsável por essa pesquisa.
Mas quem era Jefferson Cardim e como ele veio parar em Natal?

Sabemos que nasceu em 17 de fevereiro de 1912 no Rio de Janeiro, sendo filho do capitão de corveta Roberto de Alencar Osorio e da professora Corina Cardim de Alencar Osório.
Apesar de ter um pai oficial da Marinha, Cardim decidiu seguir a carreira militar no Exército. Entrou na Escola Militar do Realengo, sendo declarado aspirante a oficial em 25 de janeiro de 1934 (Turma Marechal José Pessoa) na arma de artilharia. Logo ô jovem oficial foi promovido a segundo tenente.
A sua primeira unidade foi o 6º Grupo de Artilharia de Costa (6º G. A. Co.), no Forte de Coimbra, no atual estado do Mato Grosso do Sul. Em 1936 estava no 4º Regimento de Artilharia Montado (4º R. A. M.), em Itu, interior de São Paulo, sendo depois transferido para Santa Maria, no Rio Grande do Sul, para atuar no 5º Regimento de Artilharia Montado (5º R. A. M.), conhecido como Regimento Mallet. Na sequência veio para Niterói, Rio de Janeiro, para servir no Forte de São Luiz, como oficial da 2ª Bateria Independente de Artilharia de Costa (2ª B. I. A. C.).

Em dezembro de 1941, um dia antes do ataque japonês a base americana de Pearl Harbor, ele concluiu o curso de defesa antiaérea e logo foi transferido para o Primeiro Batalhão do 3º Regimento de Artilharia Antiaérea (I/3 R. A. A. Ae.) que estava aquartelado em Natal, tendo sido promovido a capitão.
Como Pode Ter Sido Realizado Esse Trabalho
Certamente trabalhando com outros militares e provavelmente devido ao volume de informações, o capitão Jefferson Cardim decidiu dividir o seu trabalho em duas partes. Em uma das partes ele trabalhou com dados sobre a topografia, clima, custo de vida (que estava subindo bastante em Natal com a presença dos militares americanos), saúde, alimentação, ambiente social e cultural.

Na outra parte, segundo foi publicado nos jornais, foram basicamente contemplados os aspectos relativos a defesa militar de Natal, a defesa da Base de Parnamirim e finalizando havia o foco sobre os militares brasileiros e americanos na região. Foi visado o número de militares atuando na área e, provavelmente, nesse último quesito um dos pontos observados podem ter sido os aspectos da interação e convivência entre as forças do Brasil e dos Estados Unidos, algo que preocupava os dois governos.

Outras coisas colocadas pelo capitão Jefferson Cardim nessa última parte dos estudos e da palestra são os chamados “pontos sensíveis importantes” como as vias de transporte em Natal, tanto terrestre como fluvial, nesse caso certamente o Rio Potengi. Outros pontos eram as “defesas naturais da cidade” uma parte específica sobre as dunas que cercam Natal. Havia ainda uma parte sobre “o moral da tropa” e outro sobre as “Secas na defesa do Nordeste”. Sobre essa última parte parece que esse militar e quem mais o tenha assessorado adentraram para o sertão potiguar.
Apresentação no Rio de Janeiro
Quando esse projeto teve início e quando se deu sua finalização não sabemos. Mas sabemos que o capitão Jefferson Cardim sofreu um acidente quando estava em Natal, mas não é comentado em nenhum local o que lhe aconteceu. Mas aparentemente foi algo grave, pois consta uma notícia publicada no jornal carioca Diário de Notícias, de 9 de agosto de 1942, que ele veio de Natal para o Rio de Janeiro para ficar internado no Hospital Central do Exército e estava acompanhado do soldado Antônio da Conceição, lotado no I/3 R. A. A. Ae.

Dois meses depois, dia 20 de novembro, é publicado no mesmo Diário de Notícias uma reprodução do Boletim Interno nº 269 da Diretoria de Artilharia, ordenando que Cardim fosse “inspecionado” pela Diretoria de Saúde para a conclusão da sua licença de saúde.

As próximas noticias sobre Cardim é a divulgação da palestra, que foi chamada “Conferencia sobre a Defesa de Natal”.

Em um mesmo dia (03/12/1942) foram publicadas três notas explicativas sobre a conferência em jornais do Rio (Jornal do Brasil, Diário de Notícias e Gazeta de Notícias). Dois dias depois esse material foi repetido na imprensa natalense no jornal A Ordem. Todos esses jornais comentaram que a palestra iria ocorrer no dia 9 de dezembro, uma quarta feira, às duas da tarde. Depois surgiu outra nota informando que foi alterada para o dia 13, no mesmo horário.
Bem, se a conferência aconteceu, ou não, sinceramente eu não sei!
Como o evento se desenrolou e como foi apresentado, ou como foi visto e recebido pelos presentes e até quem estava por lá é um mistério!

E a razão foi porque não encontrei nenhuma indicação sobre isso nos jornais e revistas disponíveis no site da Biblioteca Nacional. Também fiz uma busca nos riquíssimos sites do Arquivo Nacional e nada. Mas eu não acredito que depois de tanta propaganda, tanta divulgação em alguns dos principais jornais do país, esse evento deixou de acontecer.

Mas no final das contas, o mais importante é saber o que foi feito desse importante material, que teoricamente foi apresentado pelo capitão Jefferson Cardim.
Guerrilha de Três Passos
Jefferson Cardim continuou no Exército Brasileiro, progrediu na carreira militar, mas adentrou bastante no aspecto político e houve consequências para ele e sua família.

Segundo os sites Memória da Democracia e Memória da Ditadura ( https://memorialdademocracia.com.br/card/ditaduras-se-unem-as-ordens-de-tio-sam e https://memoriasdaditadura.org.br/personagens/jefferson-cardim/ ), esses são os fatos envolvendo Cardim e a criação de um núcleo de guerrilheiros contra o Regime Militar em 1965.
“Na noite de 26 de março de 1965, um grupo de camponeses, militares e profissionais liberais liderado pelo coronel do Exército Jefferson Cardim Osório e pelo sargento da Brigada Militar (PM) Albery Vieira dos Santos toma a cidade de Três Passos (RS).

Depois de cortar a comunicação telefônica da localidade e levar armas, fardas e munição do destacamento policial, o comando invadiu a rádio local e transmitiu um manifesto contra a ditadura. Dali, o grupo partiu para os municípios de Tenente Portela e Barra do Guarita, no Rio Grande do Sul, e Itapiranga, em Santa Catarina, onde tomaram os postos da Polícia Militar.
A prisão dos guerrilheiros deu-se na cidade paranaense de Capitão Leônidas Marques dois dias mais tarde. O coronel Cardim fazia parte do Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), grupo de militares ligados ao ex-governador Leonel Brizola, exilado no Uruguai.

Cardim é conhecido por ser o líder de um dos primeiros movimentos armados contra a ditadura. Filho de um oficial da Marinha, em diversas situações se posicionou contra as orientações do exército. Com o golpe, a ditadura cassou sua patente e o aposentou depois do Ato Institucional Nº 1 (AI-1).
Quando ele já estava no Uruguai, por auxílio de João Goulart, organizou o Movimento 26 de Março, também conhecido como Guerrilha de Três Passos. Da cidade do Rio Grande do Sul de mesmo nome, o grupo do coronel subiu em direção ao Paraná. Isso porque, no dia 26 de março de 1965, o presidente Castelo Branco estaria em Foz do Iguaçu para a inauguração da Ponte da Amizade, na fronteira entre Brasil e Paraguai.

A ação foi frustrada pelas tropas do governo, resultando na dispersão e posterior prisão de todos os insurgentes. Preso e levado a Curitiba (PR), Cardim foi torturado e ficou detido até 1968, quando conseguiu fugir. Em 1970, foi sequestrado na Argentina, como uma das primeiras ações da Operação Condor”.

Em 1985, Jefferson Cardim teve a sua anistia cassada e foi viver fora do país como refugiado Através da ação de setores da Organização das Nações Unidas (ONU), o governo francês o acolheu e durante a sua permanência em Paris. lhe concederam uma ajuda de 3.600 francos, que, segundo Cardim declarou, dava para comer em restaurantes universitários e dormir em um quartinho de hotel no Quartier Latin.
Faleceu no Rio de Janeiro, em 29 de janeiro de 1995.
https://tokdehistoria.com.br/
https://blogdomendesemendes.blogspot.com/





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