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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS

 Por Antônio Corrêa Sobrinho

EM julho de 2014, publiquei no hoje extinto O CANGAÇO, do meu amigo Geraldo Junior, grupo bem sucedido pelo CANGAÇOLOGIA, o seguinte comentário sobre o livro então recém-lançado, de José Bezerra Irmão Lima: LAMPIÃO - A RAPOSA DAS CAATINGAS, opinião que aqui renovo, com algumas alterações no modo de expressar-me, como forma de, novamente, cumprimentar o autor, pelo sucesso do livro e por ter sido, na minha opinião, o trabalho que mais notável, sobre cangaço, dos publicados nos últimos seis anos.

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LAMPIÃO - A RAPOSA DAS CAATINGAS

Confesso que ao me deparar, nesta manhã de julho, na sala de leitura da Livraria Scariz, em Aracaju, com o livro LAMPIÃO – A RAPOSA DAS CAATINGAS, do sergipano-baiano José Bezerra Lima Irmão, das terras agrestes de Frei Paulo, do meu amado Sergipe, esperei defrontar-me com mais um livro sobre Lampião. Confesso, até pelo tamanho do livro, porque já saturado de tanta coisa vã em invólucros grandes e atraentes que a atualidade tem produzido, que, ao abrir suas páginas, veria um amontoado de informações por demais ditas sobre o Cangaço; pior, imaginei um replicar tipo Ctrl C + Ctrl V, encharcado de imagens de personagens e lugares, também já amplamente divulgados. Realmente, desconfiei tratar-se de mais um desses trabalhos produzidos para os mais variados fins, menos o de traduzir o passado de forma honesta e científica.

Para minha surpresa, e contentamento, depois de umas duas horas de leitura e ter folheado inúmeras de suas páginas, constatei tratar-se de uma obra séria, LAMPIÃO – A RAPOSA DAS CAATINGAS, e não um mero apanhado de ditos e opiniões sobre Lampião, mas um verdadeiro compêndio sobre o cangaço lampiônico. Uma obra bem organizada, fundamentada nos principais autores e que se apresenta rica em diversas de suas partes, e inédita noutras, tudo transmitido de forma didática, escorreita, sem preciosismos, de forma clara e objetiva; ilustrado sob medida, com croquis, visando melhor situar o leitor, além de, na parte final, nos ofertar com um presente: genealogias de personagens do Cangaço.

É um "Lampião", este o de José Bezerra Lima, contextualizado e circunstanciado, portanto, menos extremo, menos imaginário, humano, o que nos coloca mais próximo dele.

Vi, por fim, em Bezerra Lima, seriedade, humildade e respeito aos que protagonizaram o Cangaço, consideração que estende aos que de alguma forma fazem parte integrante ou se sentem inseridos na história do Cangaço, cuja maior expressão encontra-se na indelével figura de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.

Cumpre-me recomendar a sua leitura e, de novo, parabenizar o seu autor.

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