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quarta-feira, 17 de maio de 2023

SOMBRA DA DOR

Autor José Di Rosa Maria


Eis-me aqui, Ser que ergue os que definham

Mais inútil que as mãos que ceifam vidas

À espera de tua piedade,

Dentre as almas que julgam-se perdidas.

A coroa de espinhos que usaste

E a cruz que aos tombos carregaste

Sobre mim são sentenças recaídas.


À espera das carnes que me formam

Há um bojo de cova miserável

Que mil vezes por hora, soma as horas,

Que me restam da vida lastimável.

Mas aos fios da fé eu me conecto

E quem sabe uma chance no conspecto

De quem fez o perdão inabalável.


Somo décadas de horas respiradas

Na cadência dos passos do destino

Pelos ermos de um globo de descasos

Feito sombra da dor de um ser sem tino.

Regalio-me num plano fictício

Retornando ao real vejo o início

De sofrer eu não sei quando termino.


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