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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

OS MISTÉRIOS DO ATAQUE DE LAMPIÃO A MOSSORÓ, QUARTA E ÚLTIMA TEORIA, SEXTA PARTE

Por: Honório de Medeiros(*)
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Quarta teoria: o ataque a Mossoró resultou de um plano político (sexta parte)

JERÔNIMO ROSADO


No que diz respeito à Mossoró e a Jerônimo Rosado, a historiografia é avara em relação a essa época, excetuando-se as obras de Raul Fernandes e Raimundo Nonato, que tratam apenas do episódio específico da invasão da cidade por Lampião.

Não há, como se pode constatar, mesmo quando consultamos “NOTAS E DOCUMENTOS PARA A HISTÓRIA DE MOSSORÓ”, de Luis da Câmara Cascudo, ou “HISTÓRIA DE MOSSORÓ”, de Francisco Fausto de Souza, praticamente nada alusivo aos anos vinte.

Sabemos, entretanto, por textos esparsos, que o começo da ascendência dos Rosados em Mossoró nasce com o século XX, a partir de Jerônimo Rosado, paraibano de Pombal, que se casara com uma integrante da tradicional família Maia[1], enviuvara, desposara sua cunhada, e estava em Mossoró desde 1890 pelas mãos do líder político – já nos idos de 1917 - Coronel Francisco Pinheiro de Almeida Castro, casado com Dna. Yayá[2], da família Veras e Saldanha, parenta, portanto, de Benedito Saldanha.

Sob a liderança de Almeida Castro, Jerônimo Rosado  foi Presidente da Intendência Municipal de Mossoró entre 1917 – 1919[3]:

Presidente[4] da Intendência: Jerônimo Rosado; Vice, doutor Antônio Soares Junior[5]. Intendentes: Sebastião Fernandes Gurgel, Francisco Xavier Filho, Francisco Borges de Andrade, Raimundo Leão de Moura e Camilo Porto de Figueiredo.

Em 1920-1922 Jerônimo Rosado seria, novamente, intendente (vereador). Muito amigo de Almeida Castro, chegando a ser, junto com Rafael Fernandes, um dos dois principais suportes de sua trajetória política, quando aquele, em 1921, seguiu para o Rio de Janeiro no intuito de assumir seu mandato de Deputado no Congresso Federal, Jerônimo Rosado foi designado, junto com Rafael Fernandes, para assumir a direção política do município, em carta aberta à população[6].

Mas em 20 de junho de 1922 morria Almeida Castro.

Poucos dias depois, no “O Mossoroense” de 15 de julho de 1922, em sua primeira página, é publicado um Edital do Partido Republicano Federal informando a população que a chefia política do Município ficaria sob os cuidados de um Diretório constituído por Raphael Fernandes, como Presidente; Cel. Manoel Cyrillo dos Santos, Vice; e Jerônimo Rosado, 1º Secretário, dentre outros.

Nesse mesmo “O Mossoroense” se informava que Raphael Fernandes fora indicado pelo Governador Ferreira Chaves para substituir Almeida Castro no Congresso Federal.

Chegavam os Fernandes, assim, à chefia política da segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, com forte influência em todo o Oeste e Alto Oeste potiguar.

Consequência dessa situação vai ocorrer logo em 1926, quando da escolha do novo Prefeito de Mossoró: 

1926-1928: Presidente, Rodolpho Fernandes de Oliveira Martins; Vice, Hemetério Fernandes de Queiroz. Intendentes: Luís Colombo Ferreira Pinto, Francisco Clemente Freire, Antonio Teodoro Soares Frota, Manuel Amâncio Leite e Francisco Borges de Andrade[7].

Por qual razão Jerônimo Rosado foi preterido? Tanto o Presidente, quanto o Vice, eram ligados por laços familiares diretamente a Rafael Fernandes. Jerônimo Rosado foi, assim, escanteado das posições políticas que o falecido Almeida Castro para ele reservou ao longo de sua vida de liderança em Mossoró.

Não que Jerônimo Rosado, discreto, lamentasse publicamente o fato. Muito antes pelo contrário. Em Mossoró era pública e notória sua amizade com Raphael Fernandes.

Mas não havia qualquer aproximação sua com o Coronel Rodolpho Fernandes. Ficou ele ressentido com seu alijamento do poder?

Por sua vez os coronéis Quincas e Benedito Saldanha, se de fato planejavam a hegemonia política na região, e para tal lutaram tão ferozmente contra o Partido Popular alguns anos depois, defendendo o Interventor Mário Câmara, contavam, portanto, com esses dois fatos, para tentar a ampliação de seu espaço de poder no Oeste potiguar: o desejo do Governador José Augusto de minar a liderança ascendente dos Fernandes e ressentimento de Jerônimo Rosado com seu alijamento do topo da política mossoroense pela ascensão do Coronel Rodolpho Fernandes.

Não que Jerônimo Rosado fosse homem de maquinações maquiavélicas na luta pelo poder, diga-se de antemão. Pelo menos até onde se sabe. Muito antes pelo contrário, é de se presumir. Sua conduta foi e é considerada irrepreensível até hoje.

Mas era uma liderança política inconteste e influente em Mossoró, respeitado política e empresarialmente, muito mais significativa, em termos de prestígio, que Antônio Soares, o “nome” da oposição e do Governador José Augusto em Mossoró.

Se Almeida Castro, anos antes, rompera com os Maranhão[8], não seria estranho Jerônimo Rosado romper com os Fernandes e se aliar a José Augusto.

E os coronéis Quincas e Benedito Saldanha sabiam que graças aos laços familiares de Jerônimo Rosado, natural de Pombal, na Paraíba, casado duas vezes no seio da família Maia, tradicional aliada dos Saldanha, com o desaparecimento do Coronel Rodolpho Fernandes da política, a balança penderia a seu favor em Mossoró e Região.

Contra Jerônimo Rosado depõe sua estranha ausência na defesa da cidade que escolhera para si e sua família e que o recebera tão bem ao ponto de lhe guindar à participação concreta na sua elite dirigente. Não há registro, sequer, de sua participação nas reuniões promovidas pelo Coronel Rodolpho Fernandes, antes da invasão, para discuti-la.

Não é aceitável a desculpa, muitas vezes ouvida em Mossoró, de que Jerônimo Rosado fugiu da luta contra Lampião para preservar sua numerosa família.

O Coronel Rodolpho Fernandes, por exemplo, assim como outros, obrigou Raul Fernandes, seu filho, dezoito anos à época, a embarcar com sua esposa, filha e netos no trem que saiu da cidade conduzindo mulheres, crianças e idosos, mas contou sempre com a ajuda de seu filho mais velho[9] na trincheira do Palacete. Paulo Fernandes, seu outro filho, estava naquele ano no Rio de Janeiro, onde fazia medicina.

RODOLPHO FERNANDES[10]

Foto gentilmente cedida por Orlando Martins

Estamos, agora, em pleno 1927, e o Coronel Rodolpho Fernandes é o Prefeito de Mossoró, segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.

Aos poucos vamos inter-relacionando Massilon, Quincas e Benedito Saldanha, José Augusto Bezerrra de Medeiros, Jerônimo Rosado, e Rodolpho Fernandes.

Mossoró rivaliza com Natal, a capital. Sua população, incluindo a do município, era, em 1927, de 20.300 habitantes. Natal alcançava 30.600, nos diz Raul Fernandes[11].

A ascensão ao poder do Coronel Rodolpho Fernandes revela o predomínio político que sua família, descendente do filho[12] de um português casado com uma filha do fundador de Martins, o português Francisco Martins Roriz, adquirira ao longo do tempo, e que se baseava, fundamentalmente, na exploração industrial da cultura do algodão e do sal.

Aqueles eram novos tempos, o Coronel Rodolpho Fernandes o pressentia. O Sertão, através de José Augusto Bezerra de Medeiros granjeara, para si, o poder que os Maranhão, ricos usineiros do açúcar, entregaram lentamente aos coronéis proprietários de terra onde o algodão brotava.

Esse mesmo poder, entretanto, calcado na terra, cedia agora, por sua vez, espaço a uma burguesia que se firmava por intermédio da industrialização e do comércio em larga escala. 

Os Fernandes estavam à frente desse processo de mudança e iriam viver seu apogeu logo mais, após a vitoriosa campanha do Partido Popular[13] contra o Interventor Mário Câmara, com a eleição do médico Rafael Fernandes para dirigir os destinos do Rio Grande do Norte.

Nogueirinha, casado com Julieta Fernandes. Foto gentilmente cedida por Orlando Martins

Enquanto não se consolidava de vez o poder estadual nas mãos dos Fernandes, seguidores de José Augusto Bezerra de Medeiros, na capital, olhavam com preocupação o avanço político da família oestana em Mossoró, cidade de liderança inconteste do Oeste Potiguar, sob o comando do Coronel Rodolpho Fernandes.

 No Alto Oeste, sua cidade principal, Pau dos Ferros, já era dominada pelo Coronel Adolpho Fernandes, parente e correligionário do Coronel Rodolpho Fernandes. De Mossoró para dentro, até a fronteira com a Paraíba e o Ceará, incluindo, portanto, Martins[14] e Luis Gomes, os Fernandes dominavam. Em Apodi, embora o Coronel Chico Pinto não fosse Fernandes, era correligionário, compadre, contraparente[15] e amigo pessoal do Prefeito de Mossoró.

Mas a oposição em Mossoró não descansava, era aguerrida e o eco dos seus passos chegava até os salões do Palácio do Governo, onde auxiliares diretos de José Augusto Bezerra de Medeiros o intrigavam junto ao Coronel Rodolpho Fernandes e vice-versa.

Em carta dirigida ao escritor Nertan Macedo[16], Paulo Fernandes, filho do Coronel Rodolpho Fernandes, enfatiza essa intriga entre os dois líderes políticos: 

O Governador do Rio Grande do Norte, Doutor José Augusto Bezerra de Medeiros e o seu chefe de polícia, Desembargador Manoel Benício de Melo, estavam à época, em franco dissídio com o prefeito de Mossoró (meu pai); O Sr. Mirabeau Melo, chefe da repartição do telégrafo em Mossoró era irmão do chefe de polícia, e atuava como informante das coisas locais e porta voz do governo era um medíocre intrigante, inadequado para a missão que o destino lhe reservou pois tanto o governador do estado e seu chefe de polícia como o prefeito de Mossoró eram homens de bem e do mesmo partido político de modo só se compreende o dissídio entre eles em torno do problema de interesse público em virtude da ação maléfica de mexeriqueiros[17] (...).

                   
Continua...

[1] A família Maia era tradicional aliada dos Saldanha no Sertão paraibano. O Coronel Francisco Pinheiro de Almeida Castro, cearense, era casado com uma Saldanha. Jerônimo Rosado era, portanto, fortemente relacionado com os Maias e os Saldanhas.

[2] Dna. Francisca Veras Saldanha (1862-1909).

[3] “NOTAS E DOCUMENTOS PARA A HISTÓRIA DE MOSSORÓ”; CASCUDO, Luis da Câmara; Fundação Vingt-Un Rosado; Coleção Mossoroense, Série “C”; Volume 849; Maio de 1986; 3ª. Edição; Co-edição com EFERN/UNED Mossoró e Petrobrás S.A.

[4] Presidente da Intendência, ou seja, da Câmara dos Vereadores.

[5] O mesmo Antônio Soares Junior que lideraria a oposição veemente contra o Coronel Rodolpho Fernandes na época da invasão de Lampião. Ligado a José Augusto Bezerra de Medeiros.

[6] “CONVERSA EM TEMPO DE MUTIRÃO SOBRE FRANCISCO PINHEIRO DE ALMEIDA CASTRO”; ROSADO, Tércio e Outros; Coleção Mossoroense; Série “C”; volume 1.080; 1999; Mossoró, RN.

[7] “NOTAS E DOCUMENTOS PARA A HISTÓRIA DE MOSSORÓ”; CASCUDO, Luis da Câmara; Fundação Vingt-Un Rosado; Coleção Mossoroense, Série “C”; Volume 849; Maio de 1986; 3ª. Edição; Co-edição com EFERN/UNED Mossoró e Petrobrás S.A.

[8] “Almeida Castro fora Presidente da Intendência em outubro de 1891, na vaga de Manoel Benício de Melo, e elaborou o primeiro orçamento da Mossoró Republicana. O Dr. Miguel Joaquim de Almeida Castro, também cearense, seu primo, filho de Joaquim Felício, irmão do seu pai, eleito pelo Congresso, assumiu a presidência do Estado em setembro e foi deposto em novembro desse 1891. A Junta Governativa, amiga de Pedro Velho, adversário medular de Miguel Castro, demitiu Castro da presidência a 16 de novembro, nomeando Manoel Cirilo dos Santos. O demitido jamais esqueceu o golpe, jurando oposição a todos os governos da oligarquia Maranhão (“CONVERSA EM TEMPO DE MUTIRÃO SOBRE FRANCISCO PINHEIRO DE ALMEIDA CASTRO”; ROSADO, Tércio e Outros; Coleção Mossoroense; Série “C”; volume 1.080; 1999; Mossoró, RN.).

[9] José Rodolpho.

[10] Dizia-se em Mossoró que o Coronel Rodolpho Fernandes era bom de briga.

[11] “A MARCHA DE LAMPIÃO”; Editora universitária; Universidade Federal do Rio Grande do Norte; 1981; 2ª edição; Natal, RN.

[12] Mathias Fernandes Ribeiro.

[13] Acerca dessa histórica campanha, ler “HISTÓRIA DE UMA CAMPANHA”, de Edgar Barbosa.

[14] O prefeito de Martins era Emídio Fernandes, parente seu.

[15] Conforme telegrama encaminhado pelo Coronel Francisco Pinto ao Coronel Rodolpho Fernandes em 16 de junho, com o seguinte texto: “Queira prezado parente aceitar e transmitir ao povo mossoroense meus sinceros parabéns” (PIMENTA, Antônio Filemon Rodrigues; “O CANGAÇO NA IMPRENSA MOSSOROENSE”; Tomo II; Coleção Mossoroense; Série “C”; nº 1.104; 1999; Mossoró).

[16] Autor de “LAMPIÃO”.

[17] “POLÍGONO – REVISTA DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DO CANGAÇO – TOMO I – ANO I - Coleção Mossoroense; Série “C”; Volume 963; Co-edição ETFRN/UNED; Mossoró; 1997.

(*) Mestre em Direito; Professor de Filosofia do Direito da Universidade Potiguar (Unp); Assessor Jurídico do Estado do Rio Grande do Norte; Advogado (Direito Público); Ensaísta.

Extraído do blog do escritor, professor e pesquisador do cangaço:
 Honório de Medeiros

http://honoriodemedeiros.blogspot.com.br/





terça-feira, 20 de novembro de 2012

Gato, o mais cruel cangaceiro

Por: João de Sousa Lima(*)

Santílio Barros era o verdadeiro nome do cangaceiro Gato e não se tem na história do cangaço, outro homem que tenha sido tão sanguinário, perverso e frio como foi este cangaceiro. Era filho de Ana (Aninha Bola) e Fabiano, um dos sobreviventes da guerra de Canudos, seguidor do reverenciado beato Antonio Conselheiro. Era índio da tribo Pankararé.

Inacinha e Gato

Além de Gato, duas irmãs sua foram pro bando: Julinha, amante de Mané Revoltoso e Rosalina Maria da Conceição, companheira de Francisco do Nascimento, o cangaceiro Mourão.

Mourão mesmo sendo cunhado e primo de Gato, acabou sendo morto por ele, depois que Mourão e Mormaço acabaram uma festa, acontecida no Brejo do Burgo, onde deram alguns tiros colocando a população em pavorosa fuga, Gato sendo cobrado por Lampião que pediu providências por ser o pessoal de sua família, perseguiu e matou os dois companheiros enquanto eles pegavam água em um barreiro, em um dos coitos no Raso da Catarina.  Mourão deixou Rosalina grávida e desta gravidez, nasceu Hercílio Ribeiro do Nascimento, ainda vivo e residindo no Brejo do Burgo.

Gato por pouco não matou sua própria mãe por esta ter feito comentários sobre as constantes passagens dos cangaceiros por sua casa. Gato foi até a casa da mãe com a finalidade de corta sua língua, quando foi dissuadido por alguns familiares do macabro intento, mostrando pra mãe dois facões e dizendo: Este aqui é o cala boca corno e este é o bateu cagou! Gato ainda matou sete pessoas de sua família, em represália a um sumiço de bodes e cabras que estava acontecendo e sendo creditado a Lampião. O cangaceiro perseguiu os envolvidos e encontrando em uma casa de farinha, Calixto Rufino Barbosa e Brás, ceifando a vida dos dois e seguindo até a casa de Valério, na fazenda Cerquinha, onde assassinou Luiz Major e os dois filhos Silvino e Antônio e o sobrinho Inocêncio. Um duro castigo para um pago sem provas.

Antonia Pereira da Silva - primeira esposa do cangaceiro Gato

Gato foi casado com Antônia Pereira da Silva (foto acima, ainda viva, com 104 anos), também índia Pankararé como seu marido. O casamento aconteceu “Nas Caraíbas”, fazenda de Sinhá, no Brejo do Burgo. Gato carregou a outra prima Inacinha e na justificativa de permanecer com as duas primas, teve seu projeto descartado por Antônia, espancando-a. Antônia contou a Lampião o acontecido e no outro dia, fugiu pra casa de um tio que morava na beira do Rio São Francisco, onde ficou por muito tempo escondida.

Gato encontrou a morte depois do ataque a cidade de Piranhas, em Alagoas. Fato acontecido depois da prisão de sua amada Inacinha, realizada pelo tenente João Bezerra. 

Inacinha

Inacinha estava grávida e neste combate saiu ferida. O tiro entrando nas nádegas e saindo no abdômen. Por muita sorte a criança não foi ferida. Gato pede ajuda a Corisco e este organiza o ataque a cidade Alagoana. No trajeto, Gato sai disseminando a morte. A data se tornaria, para algumas famílias, uma lembrança dolorosa. Era 29 de outubro de 1936. Dentre os mortos feitos por Gato, estavam Abílio, Messias, Manuel Lelinho e Antônio Tirana. Sendo refém de Gato, o jovem João Seixas Brito, que seria sangrado alguns minutos depois, quando jurou que não havia policiais na cidade e ao romper o som dos primeiros disparos, ocasionados pe los poucos moradores que se negaram a fugir, abandonando a cidade, o rapazinho de 15 anos de idade foi barbaramente assassinado. 

Assim que os cangaceiros entraram na cidade, o delegado Cipriano Pereira e mais oito soldados fugiram deixando os moradores desguarnecidos. Os populares tiveram que suprir a falta dos “Homens da Lei”. Formaram-se poucos grupos de resistência e entre alguns dos habitantes que lutaram estava 

Cira Britto e o tenente João Bezerra, o matador de Lampião

Cira Brito, esposa do tenente João Bezerra. No cemitério estava Joãozinho Carão e mais alguns companheiros e em um dos sobrados, estavam Chiquinho Rodrigues e Joãozinho Marcelino.

Chiquinho Rodrigues portava um rifle cruzeta e tinha um estoque de 260 cartuchos, dos quais deflagrou 170. Existe uma polêmica em razão do tiro que atingiu o cangaceiro Gato. Uns dizem que o autor do tiro foi Chiquinho Rodrigues, outros creditam o certeiro disparo a Joãozinho Carão. A verdade é que Gato saiu baleado e morreu três dias depois do confronto, acabando-se assim um dos mais cruéis homens que engrossaram as fileiras do cangaço.

João de Sousa Lima

Membro da SBEC, 
Conselheiro Cariri Cangaço
http://www.joaodesousalima.com/

Postado em primeira mão por CARIRI CANGAÇO (Manoel Serevo)

Luiz Gonzaga e Pêdo Mêa Garrafa

Contribuição: Compadre Luiz Lemos

Luiz tinha outro amigo, de nome "Pêdo Mêa Garrafa". (Ele é citado na estória Karolina com K", gravada por Lua. É aquele que dança com Karolina, enquanto Lua toca).

- Pois bom. Cês sabem qual a origem do apelido do "Pêdo Mêa Garafa"?

-Não? 

- Então, prestenção... Pedro, (até intão só Pedro), bebia muito. E Luiz, que gostava muito dele, lamentava o fato. - Luiz não bebia! Uma madrugada, Luiz encontrou com Pedro bêbado, no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, e ainda... com uma garrafa de pinga no bolso. Luiz brigou, deu conselho, fez o diabo. E pediu a Pedro para parar de beber. Pedro concordou, dizendo: 

- Se o cumpadi tá pedino... páro na hora. Pronto, parei.

- Então, cumpade, faz o seguinte: para celebrar este momento, DERRAME AQUI NA CALÇADA essa garafa de pinga! - disse Luiz.

Pedro não concorda: 

- Bão... o cumpadi mi disculpe, mas isso eu não posso fazer, não.

Luiz Gonzaga pergunta: 

- Mas, por que não pode?

Pedro 
dar sua desculpa esfarrapada

- Porque sô mêa garrafa é minha. A ôta metade é do Anselmo de Lica!

Luiz Gonzaga: 

- Ôxente!... então joga fora a SUA METADE, home!

Pedro novamente não concorda: 

- Também não posso, cumpade!

- Não pode... por que? - pergunta-lhe Luiz Gonzaga.

- Porque a MINHA metade é a que está POR BAIXO!!!

Dizem que "Pêdo Mêa Garrafa" nunca parou de beber. Mas também nunca mais se livrou do apelido que Gonzaga lhe deu, naquela mesma hora:

"Então vai com Deus, compadre "Pêdo Mêa Garrafa!!!"

http://www.luizluagonzaga.mus.br

O ÚLTIMO COMBATE DE LAMPIÃO

Por Dr. Leandro Cardoso Fernandes*

Na madrugada do dia 28 de julho de 1938, na margem sergipana do Rio São Francisco, em Angico, irrompeu o tiroteio em que morreram Lampião, Maria Bonita, Enedina, Luiz Pedro, Mergulhão, outros 6 cangaceiros e o soldado Adrião Pedro de Souza.

João Bezerra - primeiro à esquerda com seta azul

O ataque foi fruto da ação conjunta entre as volantes do Tenente João Bezerra da Silva, do Aspirante Francisco Ferreira de Melo e do sargento Aniceto Rodrigues, todos da polícia alagoana. Apesar dos contratempos, Bezerra e Ferreira de Melo conseguiram superar a inteligência bélica de Lampião, impondo ao experiente cangaceiro o fator surpresa, com grande êxito.

Neste pequeno artigo, tentaremos reconstituir, de maneira sucinta, o desenrolar da trama que culminou com a morte do Rei e da Rainha do Cangaço.

Desde meados de 1936, após a invasão de Piranhas (AL) por Gato, Moreno e Corisco, que a perseguição aos cangaceiros acirrou-se sobremaneira. Lampião vinha driblando as volantes na região limítrofe entre Alagoas, Sergipe e Bahia, sempre margeando o Rio São Francisco e as caatingas destes três estados, onde estabelecera grande e sólida rede de coiteiros.

Antes do combate do Angico, o último grande confronto de Lampião com forças volantes foi o combate da Lagoa do Domingos João, arredores de Canindé do São Francisco (SE), em meados de 1937, onde fora surpreendido pela volante de Zé Rufino. Desde então, Lampião estava retraído, escondendo-se ora na margem sergipana, ora na margem alagoana do Velho Chico.

Tenente Zé Rufino - Fonte: Acervo pessoal Leandro Cardoso

Neste período, Maria Bonita começou a “escarrar” sangue. Especula-se que tenha sido sequela do tiro que levara na Serrinha do Catimbau (Garanhuns, Pernambuco) dois anos antes ou, quem sabe, tuberculose. Lampião, com a ajuda e proteção do todo-poderoso Coronel sergipano Hercílio Brito, enviara Maria, incógnita, para Propriá, cidade próspera do interior sergipano, para ser tratada adequadamente por médico, o que foi feito a contento.

No período de ausência de Maria, Lampião ficou gravitando entre os municípios de Canindé do São Francisco, Poço Redondo (SE) e Piranhas. Numa das vezes que visitou a fazenda Pedra D’Água, município de Canindé do São Francisco, de propriedade de Dona Delfina Fernandes. Lampião prometeu, nesta ocasião, que em fins de julho, após o retorno de Maria, retornaria à fazenda para apadrinhar uma criança da fazenda, conforme havia lhe pedido a proprietária.

Quando da travessia do São Francisco, de Alagoas para Sergipe, dias antes do combate do Angico, teria dito ao grupo que estava cansado da perseguição que lhe moviam as volantes da Bahia, Pernambuco (os Nazarenos), Alagoas e Sergipe; que talvez fizesse uma grande viagem para Minas Gerais, e que quem quisesse acompanha-lo estava livre para fazê-lo (palavras do ex-cangaceiro Candeeiro). Disse também que chamara, para uma reunião, os subgrupos de Corisco, Ângelo Roque (o Labareda) e Zé Sereno.

Corisco recebera um bilhete de Lampião, cujo conteúdo (relatado por Dadá) convocava-o para dar uma lição em Zé Rufino, que “queria passar de pato a ganso”. No entanto, o real motivo da reunião, até hoje é motivo de especulação. Corisco ainda chegou até o Angico, dois dias antes do combate, mas disse a Lampião que não gostava daquele lugar que parecia “cova de defunto: com uma entrada e uma saída”. Após conversar com Lampião, atravessou novamente o São Francisco, ficando na margem alagoana, esperando o grupo de Ângelo Roque, que ainda não havia chegado, para novamente se encontrarem.

O coiteiro de Lampião no Angico era Pedro de Cândido, que morava em Entre-Montes, localidade próxima a Piranhas, na margem alagoana do rio. Um vizinho, Joca Bernardes, desconfiou de Pedro, pois este havia comprado muitos queijos, além de ter trazido coisas da feira de Piranhas. Joca, que tinha, talvez, inveja do vizinho (provavelmente pela proximidade deste com Lampião) foi até a delegacia de Piranhas e avisou ao Sargento Aniceto Rodrigues: - Aperte Pedro, que ele tem Lampião!

Aniceto, então, telegrafou para João Bezerra, que estava na cidade de Pedra de Delmiro (AL), com sua volante e com Ferreira de Melo, enviando a seguinte mensagem: “Venha imediatamente. Boi no pasto!”.

Bezerra, que entendeu a mensagem codificada, tomou duas metralhadoras emprestadas da volante do nazareno Odilon Flor, sem nada informa-lo, e apressou-se para retornar a Piranhas.

Na tarde do dia 27, as três volantes (Bezerra, Ferreira de Melo e Aniceto) partiram com a informação dada por Joca Bernardo de que Pedro de Cândido tinha o paradeiro de Lampião. Bezerra, então, manda dois soldados buscarem Pedro em casa.

Pedro é trazido e questionado por Bezerra e Ferreira de Melo. Nega saber do paradeiro de Lampião. O Tenente, então, subjuga-o e arranca uma das unhas de Pedro com a ponta do punhal e “força” sua costela “mindinha” com o cabo do mesmo punhal. Pedro, então, confessa tudo: Lampião está ali perto e ele os levará até ele. Pede, entretanto, para irem buscar seu irmão, Durval Rodrigues Rosa, pois ele sozinho teria dificuldade de guiar as três volantes. Durval, pego de surpresa, é, então, incorporado à tropa.

Procuram o canoeiro Pedro Bengo, que ajouja duas canoas, e, assim, consegue transportar todos os homens para a margem sergipana do rio.

Os soldados seguiram silentes, tomando cachaça com pólvora para vencer o frio e o medo de, naquela madrugada, enfrentarem o Rei do Cangaço.

Voltemos aos cangaceiros.

Após sua recuperação, Maria retorna ao seio do bando, dias antes do combate do Angico. Chega, porém, com uma novidade: cortara o cabelo ‘a la garçon’, então na moda, o que despertou a fúria de Lampião, que não aprovou a “modernidade”. Segundo testemunhas (depoimentos de Dulce e Cila), tiveram um briga feia na véspera do combate.

Na noite daquele 27 de julho de 1938, Maria, Cila e Dulce sentaram-se no alto de uma pedra para fumarem. Maria botou para fora a raiva que estava de Lampião e as três conversaram bastante, inclusive sobre o que aconteceria se fossem presas. Maria dizendo que se fosse presa por uma volante baiana não teria muitos problemas, pois tinha primos que sentaram praça. Cila, por sua vez, disse que preferia as volantes de Sergipe. Em determinado momento, Cila chama a atenção das amigas para uma luz que acendia e apagava ao longe. “- Não será luz de pilha (lanterna)”, perguntou?. Maria, que era a mais experiente, não deu bola e disse que era vagalume. Ledo engano. Era a tropa que avançava.

Enfim, jogaram conversa fora e depois voltaram para dormir. Segundo Balão, todos se recolheram por volta das 22h. Enquanto isso os soldados se aproximavam silenciosamente, tentando fechar o cerco.

Acordaram por volta das quatro e meia/cinco horas da manhã. Lampião convidou para rezarem o Ofício de Nossa Senhora. Os que quiseram, levantaram-se e rezaram. Outros continuaram sob as cobertas, por causa do frio (caso de Candeeiro). Já outros, rezaram e voltaram a deitar-se (caso de Cila). Lampião, Zé Sereno e Luís Pedro já estavam de pé e tomaram um cafezinho feito pelo cangaceiro Vila Nova (o único que estava devidamente equipado naquela hora). Zé Sereno ponderava com Lampião que já haviam se demorado muito ali e que deveriam sair, sob pena de serem emboscados. Lampião disse que sairiam após o café.

Então, Lampião ordenou que Amoroso fosse até um dos caldeirões de água (pequena poça d’água acumulada a uns 70-80 metros de onde estavam). Amoroso, ao chegar no referido caldeirão, se preparou para urinar, e iria fazê-lo em cima dos soldados, que estavam escondidos ali próximos. Estes haviam recebido ordens de João Bezerra para não atirar antes dele, até que o cerco estivesse fechado. Os soldados, porém, não tiveram escolha, pois o cangaceiro estava muito próximo, quase “topando” neles.

Atiraram, então. Mas, por medo ou embriaguez, erraram e Amoroso volta correndo. Nesse ínterim, Maria Bonita vinha na mesma direção, com uma bacia de queijo do reino, para pegar também água. Os soldados, então, não perdem tempo e atiram na cangaceira, que grita: “- Valhei-me, Nossa Senhora!”. Maria foi, então, alvejada na barriga e, quando virou-se para correr, recebeu um balaço nas costas, caindo, logo adiante.

O tiroteio, neste meio tempo, já irrompeu para os lados onde Lampião estava. Zé Sereno, quando ouviu os tiros sobre Amoroso, disse a Lampião: “Não falei que a gente brigava hoje?”.

Logo aos primeiros tiros, o fuzil de Lampião foi atingido no engenho, o que limitou a reação do Rei do Cangaço (palavras de Candeeiro), e o fez ser atingido no tórax e no baixo ventre, caindo ao solo.

Zé Sereno conseguiu escapar ao furar o cerco parcialmente fechado (Aniceto perdera-se e não havia conseguido chegar neste momento) fingindo-se passar por um volante: “- Não atire, que é companheiro!”. Conseguiu, portanto, fugir.

Candeeiro correu, mas topou com os soldados de Aniceto Rodrigues no meio da mata, e foi atingido no braço, perdendo a capacidade de revidar os tiros. Mesmo assim, conseguiu fugir, ajudado por Amoroso e outros cangaceiros.

Cila, que praticamente foi arrastada pelos companheiros, estava em estado de choque. Correu pela caatinga descalça, pois não teve tempo de calçar as alpercatas. Na hora da fuga, a cangaceira Enedina vinha atrás dela. Em determinado momento, Cila sentiu um impacto nas costas e virou-se pra ver o que era. Deparou-se com Enedina caída no chão: levara um tiro na nuca e os pedaços de massa encefálica, meninges e sangue foram às costas de Cila. Segundo relatou em entrevista ao autor destas linhas, demorou muito tempo para tirar as manchas de sangue e cérebro que ficaram no seu vestido.

O tiroteio foi intenso e durou uns 20 a 25 minutos. Um dos soldados, Honorato, deu um tiro na cabeça de Lampião, quando este estava caído no chão, o que suscitou grande reprimenda de João Bezerra, que disse: “-Não atirem na cabeça! Não é pra esbagaçar! É pra cortar e levar!”.

Segundo depoimentos de cangaceiros e volantes, Maria Bonita teria implorado para não morrer. No entanto, foi degolada pelo soldado Santo (na verdade, Sandes), ao que parece ainda com vida.

O tenente João Bezerra foi baleado na perna durante o combate, provavelmente por Zé Sereno. Um soldado, Adrião Pedro de Souza foi morto durante o combate, provavelmente por Balão.

Corisco ouviu o tiroteio, mas como estava no outro lado do rio, não teve como dar uma retaguarda a Lampião. Só depois ficou sabendo o resultado do confronto.

João Bezerra ordenou que os onze cangaceiros mortos fossem decapitados e as cabeças levadas para Piranhas, onde foram fotografadas na escadaria da prefeitura. Depois de condicionadas em latas de querosene, foram levadas para Maceió, não sem antes serem exibidas em várias cidades do interior de Alagoas aos circunstantes, o que muito prejudicou a conservação das mesmas.

Em Maceió, as de Lampião e Maria foram examinadas pelo médico legista da Polícia Militar de Alagoas, Dr. José Lages Filho, que emitiu laudo de necropsia das peças. Posteriormente, foram mandadas para o Instituto Nina Rodrigues, em Salvador, onde ficaram expostas até 1969. Neste ano, foram sepultadas em urnas, após pedido da família.

Aí está, em algumas pinceladas, o combate do Angico, o tiro de misericórdia no Cangaço, que ainda estrebucharia até 1940, com a morte de Corisco. Os grandes vitoriosos deste episódio foram João Bezerra e Francisco Ferreira de Melo, que conseguiram seu intento, apesar dos muitos empecilhos que se apresentaram (a recusa inicial de Pedro em ajudar, o cerco que não estava fechado, a travessia do rio…). As luzes de Bezerra e Ferreira de Melo ofuscaram o brilho de Lampião, que não conseguiu cumprir a promessa que fizera a Dona Delfina. A dona da fazenda Pedra D’Água teve de arrumar outros padrinhos para festa em que aguardava Lampião e seu bando, com muito arroz doce e canjica.

* Leandro Cardoso Fernandes é médico, escritor e consultor da Sertão Games para o Cangaço Wargame. Apaixonado pelo tema desde os 12 anos de idade, coleciona peças e fotos originais. Também realizou várias entrevistas e conversas informais com cangaceiros

Referências:

- Araújo. A.A.C. “Assim Morreu Lampião”. Traco Editora. São Paulo. 1971.
- Depoimentos de Zé Sereno e Balão a Antonio Amaury C. de Araújo. São Paulo. 1970.
- Depoimento de Cila a Leandro Cardoso Fernandes. São Paulo. 2003.
- Depoinento de Leônidas Fernandes (filho de Dona Delfina) a Leandro - Cardoso Fernandes. São Paulo. 2003.
- Candeeiro. Vídeo de Aderbal Nogueira. 2008.

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Semana dedicada à Anathália Cristina Queiroga Pereira


Em plena juventude.


Se você quer saber mais sobre Anathália Cristina Queiroga clique no link abaixo:

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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Convite - lançamento do livro MEMÓRIA, PATRIMÔNIO E IDENTIDADE


Os escritores João Paulo Araújo de Carvalho, Luís Carlos de Jesus e Manoel Messias Moura têm a honra de convidá-lo para o coquetel de lançamento do seu livro MEMÓRIA, PATRIMÔNIO E IDENTIDADE, a ser realizado no dia 13 de dezembro de 2012, às 20 horas, no Restaurante e Lanchonete “Rota do Cangaço”, situado à Pç. da Caixa d´água, 199, N. Sra. das Dores (SE). A animação ficará por conta de Sylvinho Salles voz e violão.

Cordialmente,
Os autores:
João Paulo Araújo de Carvalho, 
Luís Carlos de Jesus e
 Manoel Messias Moura

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"Tecnologias em Educação"

Link para acesso
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Semana dedicada à Anathália Cristina Queiroga Pereira!

Por: José Mendes Pereira

No dia 25 de Novembro de 2012, completarão exatamente, 180 dias (seis meses), que Anathália Cristina Queiroga Pereira resolveu findar a sua vida, partindo para casa do Senhor Deus. 

Não há dúvidas em nossas mentes, Anathália foi bem recebida pelo pai e sua família celestial.

Anathália nasceu na cidade de Pau dos Ferros, no Rio Grande do Norte, e lá, foi criança, aprendeu as primeiras letras, adolescente, fez 1º. E 2º. Graus.

Futura advogada. Aluna do curso de Direito da Universidade Potiguar. 22 anos vividos apenas. 

Mostrava-se ser uma jovem calma, tranquila, feliz com a vida, amou, foi amada pelos seus familiares e todos aqueles que lhe rodeavam.


Sorriu, chorou, comemorou aniversários, desejou feliz aniversário, participou de natal em família. Fez visitas à familiares,  amigos, amigos...


Anathália Cristina Queiroga e seu pai Júlio Batista Pereira

Mas o destino mudou o seu modo de vida; levou-a para um lugar que o chamamos “eternidade”, que todos nós, um dia teremos que visitá-lo e fazermos morada. 

Mas uma ovelha saiu do nosso rebanho e foi participar do Tribunal da Santíssima Trindade.

Se você quer saber mais sobre Anathália Cristina, clique neste link:


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Artigo de Edmílson Caminha sobre Gonzagão, nO TREM ITABIRANO


Enviado pelo poeta, escritor, pesquisador e sócio da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço Kydelmir Dantas

O "Rei do Cangaço" - Lampião


Lampião desde criança demonstrou-se excelente vaqueiro. Cuidava do gado bovino, trabalhava com artesanato de couro e conduzia tropas de burros para comercializar na região da caatinga, lugar muito quente, com poucas chuvas e vegetação rala e espinhosa, no alto sertão de Pernambuco (chama-se Sertão as regiões interiores e distantes do litoral, onde reinava a lei dos mais fortes, os ricos proprietários de terras, que detinham o poder econômico, político e policial).

Lampião formou o seu bando a princípio com dois irmãos, primos e amigos, cujos integrantes variavam entre 30 e 100 membros, e passou a atacar fazendas e pequenas cidades em sete Estados do Brasil; quase sempre a pé e às vezes montados a cavalo, durante 20 anos, de 1918 a 1938.

Grande estrategista militar, Lampião sempre saía vencedor nas lutas com a polícia, pois atacava sempre de surpresa e fugia para esconderijos no meio da caatinga, onde acampavam por vários dias até o próximo ataque. Apesar de perseguido, Lampião e seu bando foram convocados para combater a Coluna Prestes, marcha de militares rebelados. O governo se juntou ao cangaceiro em 1926, lhe forneceu fardas e fuzis automáticos.

Lampião morreu no dia 28 de julho de 1938, na Fazenda Angico, em Sergipe. Os trinta homens e cinco mulheres estavam começando a se levantar, quando foram vítimas de uma emboscada de uma tropa de 48 policiais de Alagoas, comandada pelo tenente João Bezerra. 

Tenente João Bezerra

O combate durou somente 10 minutos. Os policiais tinham a vantagem de quatro metralhadoras Hotkiss. Lampião, Maria Bonita e nove cangaceiros foram mortos e tiveram suas cabeças cortadas. Maria foi degolada viva. Os outros conseguiram escapar.


O cangaço terminou em 1940, com a morte de Corisco, o "Diabo Loiro", o último sobrevivente do grupo comandando por Lampião.


O último cangaceiro do nordeste brasileiro - Cristino Gomes da Silva Cleto - nome de guerra "Corisco". Foi assassinado no dia 25 de Maio de 1940, pelas armas do tenente Zé Rufino

Fontes:
Guia dos Curiosos

Turismosertanejo.com.br


Parte do todo deste site:
http://www.unificado.com.br

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Cartaz palestra Centenário Luiz Gonzaga


MEMÓRIA DA TV E DO CINEMA  ONG - CULTURAL DE RESGATE E PRESERVAÇÃO DE IMAGENS DA TV E CINEMA NO BRASIL

OBRIGADO, AMIGO

COMO DEVE SABER TEMOS VÁRIOS DVDS RAROS COM O SAUDOSO "REI DO BAIÃO"..

LUIZ GONZAGA 1984 especial da TV  “MOSAICOS A LUZ DOS SERTÕES” - 1 dvd

LUÌZ GONZAGA  imagem amadora - dvd foi gravado em 1988 em Caruaru, o Luíz já estava doente, andando de moletas,então,alguns artista de pé de serra prestam uma homenagem ao rei do baião como o cantor Azulão e outros,e de vez em quando Luíz Gonzaga dá uma palhinha nas canções....no começo do dvd ha uma espécie de bastidores onde o ''rei do baião'' reunido com pessoas da alta sociedade da época,como o prefeito de Caruaru e outros...magobardo@yahoo.com DVDs raros

LUIZ GONZAGA SHOW DE DESPEDIDA  1 DVD
LUIZ GONZAGA “DANADO DE BOM” musical raro 1 dvd – voce só acha aqui!!
LUIZ GONZAGA GLOBO REPÓRTER 1984 ESPECIAL RARO 1 DVD
LUIZ GONZAGA 1) 20 Anos da Morte – da série Arquivo N.    2) Seu Lula – da série Nomes do Brasil. 3) Uma Homenagem a Luiz Gonzaga – da série Globo News Especial (2008).                                                                                                             
LUIZ GONZAGA BAR ACADEMIA 1985
LUIZ GONZAGA – ESPECIAL "AQUARELA BRASILEIRA" (Band -1987)
LUIZ GONZAGA  AS SANFONAS DO LUA - DOCUMENTÁRIOS
LUIZ GONZAGA  (21/8/72 ESPECIAL “PROPOSTA”-TV CULTURA) – 1 DVD
LUIZ GONZAGA DOCUMENTÁRIO CAMINHOS DA REPORTAGEM - GONZAGÃO   
SOM BRASIL- GONZAGÃO    LUIZ GONZAGA      
LUIZ GONZAGA ARQUIVO N 
GONZAGÃO E GONZAGUINHA MUSICODRAMA 1 DVD
(VEJA EM FILMES NACIONAIS RAROS,ABAIXO,ALGUNS FILMES COM O “REI DO BAIÃO”)

TFA!
JC.'.

Parte acervo de DVDs raros para trocas 
 ALAN MOORE SENHOR DO CAOS-


Enviado pelo Capitão Jorge Alfredo Bonessi

domingo, 18 de novembro de 2012

Cangaceiros de Lampião "de A a Z"

É o mais novo livro de Bismarck Martins

Como conseguir dados e informações biográficas confiáveis dos cangaceiros que atuaram diretamente com Lampião, inicialmente, como  companheiro de grupos e depois de 1922 e até 1938 sobre suas ordens?

O autor usou como fontes, centenas de livros, revistas, jornais, processos criminais, entrevista com ex- cangaceiros , ex-volantes e seus familiares, coiteiros e roceiros, documentários, entre outros. Foram , aproximadamente, trinta anos de dedicação, trabalho,  pesquisa , paciência e sabedoria na montagem de cada peça desse quebra-cabeça com grau de dificuldade máxima.

Haja vista que, principalmente, os jornais, na sua grande maioria, eram ligados aos governantes e estes veículos de informações,  recebiam informações desencontradas e incompletas  do distante  e remoto interior.  Para completar o grau de dificuldade, podemos constatar  a existência de vários cangaceiros chamados Jararaca, Balão, Gavião, Moreno e tantos outros. Esta estratégia era uma prática de Lampião para despistar as baixas dos grupos cangaceiros. A existência dos homônimos, sempre foi  um  grande obstáculo   àqueles que se dedicam ao estudo da biografia dos “bandoleiros das caatingas”, pois somente resta, como norte, ao pesquisador,  a cronologia  e a geografia . Mas as dificuldades não abalaram a vontade e a determinação de Bismarck Martins, que conseguiu reunir um extraordinário conteúdo biográfico dos “Cabras de Lampião”.

Um trabalho sério, audacioso, que o autor dedica aos estudiosos, pesquisadores e a memória histórica destes personagens, que agiram no palco das caatingas e carrascais do cangaço lampiônico. O autor tem a consciência que essa obra será eternamente inconclusa, pois sempre haverá o que corrigir, alterar e acrescentar, pois as  informações sobre os cangaceiros são infinitas.

O autor  inicia sua obra dissertando sobre Lampião, sua infância e adolescência; os primeiros atritos com José Saturnino; a mudança da família Ferreira para o poço do Negro, próximo à vila de Nazaré, atual Carqueja; as divergência com os Nazarenos e a entrada definitiva dos irmãos, Virgolino, Antônio e Levino,  na vida bandoleira; as primeiras lutas com a polícia, em Nazaré e a mudança para Água Branca, em Alagoas. 

Em seguida, os irmãos Ferreira  integram-se no bando dos Porcinos  e a morte dos pais. A entrada  de Lampião e seus irmãos no grupo de Sinhô Pereira. Continua a partir de 1922, quando Lampião passou a chefiar o grupo e iniciar uma nova fase do Cangaço Nordestino, o período do terror, com mortes, vingança e crueldade, tanto da parte dos cangaceiros como das volantes.

Na sequência, vem a longa relação de Cangaceiros  de Lampião, com os respectivos dados biográficos, notas e informações, que foram possíveis reunir. À primeira vista, parece monótona a leitura, mas se faz necessário repetir as informações sobre cada cangaceiro, pois não é um livro de leitura, e sim  um livro de consulta.

O livro tem 308 páginas e está saindo ao preço de R$ 45,00 (Quarenta e cinco reais) comfrete incluso.


Onde comprar? 

Com nosso revendedor oficial Professor Pereira através do 
E-mailfranpelima@bol.com.br 
ou pelos tels. 
(83) 9911 8286 (TIM) - (83) 8706 2819 (OI)

http://lampiaoaceso.blogspot.com