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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

SERRA VERMELHA


A casa que podemos ver na imagem abaixo, pertenceu à Zé Nogueira, morto a traição por Antonio Ferreira, irmão de Lampião, pelo simples fato de ser cunhado de Zé Saturnino, inimigo dos Ferreiras. Depois pertenceu a seu Filho Luiz Nogueira. Zé Nogueira havia sido sequestrado pela Coluna Prestes na passagem da mesma pela região e tinha acabado de chegar em casa cansado da violência sofrida pelos revoltosos. Sua morte gerou grande ódio na família Nogueira.

Nesse local aconteceram diversas batalhas com o grupo de Lampião, e nesses terreiros ainda hoje são encontradas capsulas de balas e possíveis covas de cangaceiros.

Lembrando que Luiz Nogueira, Raimundo Nogueira e Dãozinho Nogueira, morreram em 1994, de velhice.

Fotos e informações: Robson Nogueira

Fonte: facebook
Página: Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

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VEM AÍ EM SETEMBRO MAIS UM SEMINÁRIO


Seminário CARIRI CANGAÇO 2015 edição AURORA Aguarde!!! EM SETEMBRO.


Do acervo do pesquisador do cangaço José Cícero da Silva

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O PODER DAS ARMAS DO CAPITÃO LAMPIÃO, SÓ RESPEITAVA AUTORIDADES MILITARES, SE O RESPEITASSEM TAMBÉM

Por José Mendes Pereira
Fontes: jornal "a noite" - Geraldo Júnior‎ O Cangaço

Virgolino Ferreira da Silva apesar de ter sido um homem que apenas sabia ler e escrever era super inteligente. Existem várias frases do rei Lampião que se tornaram famosas no mundo dos estudiosos do cangaço. 

Vejam também como ele se vestiu com elegância para fazer esta foto. Lampião sempre foi vaidoso, e isso também muito contribuiu para sua fama de bandoleiro. Um marginal todo sujo, rasgado, sem nenhuma elegância, é tratado como marginal, ao contrário do rei Lampião, que só andava na pinta (elegante), até as autoridades (incluindo alguns patenteados das polícias estaduais), o respeitavam e o tratavam como se fosse um importantíssimo homem.

O REI LAMPIÃO E O CORONEL JOAQUIM RESENDE

 À esquerda, coronel Joaquim Resende - à direita, Melchiades da Rocha

Conta o escritor Alcino Alves Costa em seu livro: “Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angico”, que o rio São Francisco foi um grande agasalhador do povo sertanejo. E lá, o povoamento foi se formando nos alarmados declives de sua margem. 

Já no ano de 1611, um minúsculo povoado nascera lá, onde os sofridos sertanejos construíram as suas barracas, na intenção de sobreviveram através da pesca, uma vez que as dificuldades alimentares eram presentes. Como o rio era favorável à pesca, mesmo faltando-lhes outros alimentos necessários à sobrevivência, todos preferiam viver ali mesmo, no intuito de não morrerem de fome em outras regiões. E nessa época, o lugarejo pertencia ao município de Mata Grande, conhecido em todas as regiões adjacentes por Jaciobá. Os tempos foram se passando, e a cada ano eram construídas mais casinholas, fazendo com que o lugarejo fosse se expandindo gradativamente. E no ano de 1881, no dia 18 de junho, através da lei nº. 756, finalmente o lugarejo foi emancipado, tomando posse como primeiro intendente, ou seja, prefeito, um senhor chamado Serafim Soares Pinto. E assim que passou a ser cidade, começou a se desenvolver mais ainda, tornando-se um importante município nas terras alagoanas. Mas posteriormente, este valoroso município passou a ser chamado definitivamente de Pão de Açúcar. 

E já no século XX, o município passou a ser comandado pelo coronel Joaquim Resende, um senhor de grande força política que chegou a ser odiado por alguns e admirado por outros. Era um homem rancoroso ao extremo, uma vez que não temia a ninguém. Mas apesar de ter seus adversários, mesmo assim, era um homem muito respeitado por todos que moravam lá, e pelos povoados adjacentes. O coronel Joaquim Rezende tinha as suas intrigas, tendo como inimiga, a família Maia, uma das mais tradicionais que também não se rendia ao patenteado.
           
No ano de 1935, dois rancorosos e poderosos, pela primeira vez se encontraram, ambos patenteados. Por um lado, o poderoso e zeloso da sua patente militar, o coronel Joaquim Resende. E pelo outro, o afamado e considerado o governador dos sertões, o amante das armas, o capitão Lampião. No encontro marcado para os afamados, a única finalidade era discutirem os desejos de ambos, como donos da lei.  
         
Como Lampião queria na força e na raça ser governador do sertão, e Joaquim Resende achando que o rei não podia lhe dar ordem, o assecla se sentindo desprestigiado, organizou uma maneira de atormentar a administração de Joaquim Resende. E sempre que colocava os pés naquela região sertaneja, fazia invasões, com depredações e ainda praticava mortes. 

Sendo disposto e exigente com a sua soberania, o coronel Joaquim Resende dizia abertamente, que os arrufos de qualquer ser humano não lhe metiam medo. E nem tão pouco de cangaceiro, assim como Lampião.
                                                          
Como o rei ficou chateado com o que dissera o oficial contra a sua pessoa, resolveu fazer uma perseguição a alguns dos seus amigos. E assim que principiou o ataque aos amigos do coronel, este não querendo deixá-los sozinhos, isto é, entregues às vontades do perigoso Lampião, passou a apoiar as decisões que os seus aliados tomavam contra o assecla.
                                               
Com a decisão tomada por Joaquim Resende, tanto os amigos do patenteado, como os do outro, o rei Lampião, ficaram bastante preocupados, afirmando que se o oficial não medisse as palavras que soltava ferindo o rei, a vingança não tardaria acontecer. E a partir dessa desavença entre os poderosos, os protetores das duas autoridades deram início a uma forma de a quieta, a quieta, na finalidade de acabarem com a briga entre as suçuaranas humanas. O medo que eles tinham era se Joaquim Resende continuasse usando certos termos desrespeitando a majestade, uma vez que este não o perdoaria, e com certeza a sua vingança seria devastadora. 

Na verdade, quem não quisesse ser desmoralizado ou derrotado, não adiantava criar problemas com Lampião, pois além de ser destemido, era altamente perigoso e vingativo. E quando não conseguia dominar os seus inimigos e perseguidores, iniciava uma destruição em massa, sem reservar ninguém e nem a quem, tentando vencê-los na força, com combates e na coragem. Mas era do conhecimento de todos, que o rei Lampião sempre dizia: 

“-Tenho respeito por juízes e coronéis. E só brigo com estes patenteados, quando eles querem, pois se depender de mim, eu não brigo”. 

Mas como em todas as brigas tem sempre uma pessoa que faz o papel de sossega leão, um senhor chamado Zuza Tavares, foi um dos incumbidos pelos amigos para resolver a questão entre os dois indomáveis leões. 

Os amigos de ambas as partes marcaram uma reunião, e decidiram que o importante para os dois se entenderem, seria organizar um encontro entre as duas feras humanas. 

E quando seria este encontro? 

Logo no início do ano de 1936. 

E o local do encontro?  

Na Fazenda Floresta, lá nas terras sergipanas, no Maitá, já que o rei e sua respeitada saga estavam de redes armadas e cachimbos acesos naquele lugar. 

E quem ficaria encarregado de providenciar o transporte até a fazenda? 

O grande honrado para adquirir o transporte foi um senhor chamado Messias de Caduda. 

E qual seria a locomoção que o famoso rei iria até a casa do coronel Joaquim Resende? 

Lógico que seria em uma bela e zelada canoa, já que no lugar não tinha iates, barcos ou outra coisa parecida. 

E de quem seria esta canoa? 

A de um senhor de nome João de Barros. Apesar de ser pescador, era um homem de grande confiança. Este foi o confiado para levar o rei ao encontro do coronel. 

E sem muita demora, foi feito o contrato do aluguel da canoa para este fim;

João de Barros se sentindo importante, por ter sido escolhido para transportar a majestade, deu início a uma grande limpeza no honrado transporte, tirando o excesso de salmouras de peixes entre as tábuas. Afinal, nele iria entrar um dos homens mais importantes do Nordeste. Depois o higienizou com um cheiroso detergente. E em seguida partiu para o local combinado. Canoa pronta, sua majestade dentro dela. E sem mais tardar, João de Barros remou o belo transporte em direção a Pão de Açúcar, até a Fazenda Floresta.    

Mas, desconfiado, sagaz e cuidadoso com a sua vida e as dos seus comandados, o rei Lampião achando que poderia existir alguma armadilha na fazenda Floresta, antes de chegarem ao local combinado, mandou que o João de Barros encostasse a canoa à beira do rio. Este obedeceu a sua ordem. O assecla incumbiu que o Messias descesse e fosse até a fazenda Floresta, e lá fizesse uma rigorosa vistoria, olhando todos os cômodos da casa, revistasse tudo, tim, tim por tim, tim. Assim que terminasse a revista por dentro da mansão, fosse vistoriar as suas laterais, e não deixasse nada por revistar. E ainda o rei o advertiu que não queria nenhuma novidade inesperada, pois se isso acontecesse contra ele e os seus asseclas, Messias já sabia muito bem que ganharia uma penalidade horrorosa. Ou o rei o mataria com um tiro, ou o enfiaria o seu longo punhal na sua clavícula.
                                                            
Messias ao entrar na casa, deu início à revista.  E enquanto fazia a revista, olhou para um dos lados e viu um senhor que pelo seu jeito de se vestir, pareceu-lhe ser uma autoridade. E era mesmo. Sem dúvida, o coronel Joaquim Resende, o grande e respeitado oficial. O Messias que ainda não o conhecia, depois de algumas conversas, pediu que o perdoasse por ter entrado ali sem a sua generosa autorização, e alegou que era ordem do capitão Lampião para revistar o ambiente.   

O coronel Joaquim Resende não tendo nada a opor, disse-lhe que Lampião tinha razão, pois ele estava mais do que certo. É claro que o coronel não iria tirar a razão de Lampião, em mandar alguém para uma averiguação, pois a majestade precisava de proteção, tanto para ele como para os seus comandados.  E sem querer usar os seus poderes, apesar de ser uma autoridade, disse ao coiteiro que naquele momento aquela mansão estava entregue a ele. Autorizando lhe que percorresse todos os cômodos e dependências, inclusive revistasse as laterais da residência.  Terminada a revista, o Messias retornou ao local onde estava a majestade e os seus valiosos asseclas.                            

Mas o capitão Lampião podia ficar tranquilo, pois coronel Joaquim Resende e os seus comandados não eram covardes para prepararem uma armadilha contra ele. O que ali iria acontecer era simplesmente um acordo entre os dois arrogantes, e jamais seria feita uma traição. O rei quando dava uma palavra, cumpria. E por que Joaquim Resende não poderia cumprir a sua? Assim que o coiteiro retornou à presença do rei, ainda meio preocupado com a segurança, e não acreditando, Lampião exigiu que o coronel fosse até a beira do rio São Francisco onde ele se encontrava.                                             

Não temendo o chamado, mas o respeitando, Joaquim Resende dirigiu-se para o local sem se sentir inferiorizado e sem nenhum problema. Na hora do encontro, todos foram abraçados pelo assecla, principalmente o patenteado. Em seguida, tomaram rumo ao palacete do oficial. Lá, foi necessário que o Zuza Tavares se retirasse do local, pois Lampião precisava conversar com o coronel, um assunto a dois.  A reunião muito se demorou, e só terminou lá pela madrugada. E com certeza, o assunto foi de grande interesse entre os poderosos.                                               

Diz o escritor Alcino Alves Costa que quando terminou o encontro, os amigos de ambas as partes se sentiram realizados, uma vez que as queixas de Lampião contra o pessoal do coronel Joaquim Resende, principalmente uma que ele tinha com um fazendeiro de nome Juca Feitosa, as rixas antigas foram dispensadas e jogadas no assombroso rio São Francisco.  E as amizades, reconquistadas.
  

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LANÇAMENTO DA 2ª EDIÇÃO DO LIVRO QUEM MATOU DELMIRO GOUVEIA?


No Cariri Cangaço 2015 em Juazeiro/Crato, a segunda edição do livro "Quem Matou Delmiro Gouveia?" revisado, ampliado e com as provas de quem realmente o matou. A verdade, doa a quem doer, aguardem!

Delmiro Gouveia - Imagens do acervo do Coronel Delmiro Gouveia no facebook

Esta obra escrita pelo escritor e pesquisador do cangaço Gilmar Teixeira fala sobre os envolvidos (acusados), e principalmente os que assassinaram o coronel Delmiro Gouveia. 

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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

CONVITE!


Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço Benedito Vasconcelos Mendes

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A Vingança de Corisco no Palco dos Inocentes:Cariri Cangaço Piranhas 2015


O sol do baixo São Francisco parecia querer nos dar uma trégua. O horário avançado nos imprimiu um ritmo mais acelerado para cumprir uma das agendas mais significativas de todo o Cariri Cangaço Piranhas 2015. Voltaríamos a Fazenda Patos, como nos dois anos anteriores, desta vez, para de forma oficial, prestar uma reta e justa homenagem à família de Domingos Ventura...No Palco dos Inocentes.

Manoel Severo, Antônio Amaury, Celso Rodrigues e João de Sousa Lima
Celso Rodrigues, João de Sousa Lima, Reginaldo Rodrigues e Marcos de Carmelita
Padre Agostinho e a Oração pelos inocentes de Patos 
Novamente a Caravana parte do bairro Xingó e adentra os carrascais da zona rural de Piranhas, margeando o leito do Velho Chico, entrando caatinga a dentro até chegar a um dos mais famosos palcos de uma das mais selvagens covardias do cangaço: Fazenda Patos, de propriedade da família Ventura...

Ali os convidados do Cariri Cangaço Piranhas 2015, viveriam momentos importantes e únicos. O painel sobre o trágico episódio teria a frente o memorialista Celso Rodrigues, filho do emblemático Chiquinho Rodrigues, Antônio Amaury Correa de Araujo, um dos mais destacados pesquisadores e escritores sobre a temática e João de Sousa Lima, pesquisador e escritor da nova geração.

 Ivanildo Silveira, Manoel Severo e Lívio Ferraz
 Carlo Araujo, Ingrid Rebouças e Wescley Rodrigues
Carlos Alberto e Alexandre Wagner

Durante mais de uma hora Celso Rodrigues com um precisão e lucidez incomuns, traçou o passo a passo de toda a penosa trama que acabou traçando o destino final de Domingos Ventura... Contando com o trabalho do confrade e amigo, pesquisador Raul Meneleu, apresentamos a primeira parte do Painel sobre A Vingança de Corisco no Palco dos Inocentes, dentro do Cariri Cangaço Piranhas 2015. Vale a pena ver:

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=art2-i2lXvs

A Caravana Cariri Cangaço Piranhas 2015, reunindo pesquisadores renomados de todo o Brasil tiveram a grande oportunidade de ver in loco e a partir dos relatos preciosos de Celso Rodrigues, Antonio Amaury e João de Sousa Lima; detalhes importantes desse que foi um dos mais marcantes episódios do fim do fenômeno cangaço... A vingança de Corisco no palco dos inocentes...

Antonio Amaury, José Cícero, Marcos de Carmelita e Urbano Silva
Luiz Ruben, Raul Meneleu, Lamartine Lima, Archimedes Marques e Narciso Dias
Paulo Britto, Padre Agostinho, Benedito Denarzi e Renato Bandeira

Cariri Cangaço Piranhas 2015
Fazenda Patos, 27 de Julho
Piranhas, Alagoas

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LIVROS DO ESCRITOR ANTONIO VILELA DE SOUZA

Por Antonio Vilela de Souza

NOVO LIVRO CONTA A SAGA DA VALENTE SERRINHA DO CATIMBAU
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Simão Balbino Guilherme de Melo - 09 de Agosto de 2015

 Por Geraldo Maia do Nascimento

Era integrante da Guarda Nacional de Mossoró, proprietário de terras, criador e agricultor. Ocupou os cargos de Delegado de Polícia, Juiz de Paz, Presidente e vereador da Câmara e o de Juiz Municipal suplente.

Simão Balbino Guilherme de Melo

Nascido em Mossoró a 31 de março de 1816, sendo seus pais o Capitão Simão Guilherme de Melo e dona Inácia Maria da Paixão. Era irmão do Padre Francisco Longino, o primeiro mossoroense a ordenar-se padre, que ficou famoso por deixar a povoação em polvorosa em virtude de uma série de fatos e acontecimentos sangrentos em luta que sustentou ao longo dos anos com os Butragos, seus inimigos, razão pela qual ficou conhecido como “o padre cangaceiro”.
                
Como político, militou nas fileiras do Partido Conservador, sendo grande amigo do Padre Antônio Joaquim Rodrigues. Foi o segundo Presidente da Intendência, sendo eleito para o quatriênio 1857 a 1860. Balbino, como chefe da municipalidade, melhorou a feição urbanística da vila, como nos informa o professor Raimundo Soares de Brito, promovendo a demolição de um velho pardieiro de taipa que servia de mercado, além de outros serviços. Autorizou as despesas necessárias para a abertura de uma estrada partindo da vila, na direção de Aracati/CE, até o limite da província. Preocupou-se também com a instrução pública, criando a primeira escola para o sexo feminino, pela lei de número 478, de 13 de abril de 1860. Durante a sua gestão, o setor da navegação marítima foi beneficiado com dois melhoramentos: lei do Presidente da Província mandando construir um armazém no Pontal da Barra de Mossoró e concessão de uma subvenção de quatro contos de reis para a Companhia Pernambucana de Navegação Costeira, para que o porto de Mossoró (Areia Branca) fosse incluído nas escalas do Norte. Autorizou ainda a despesa de um conto de reis para construção de um cemitério na vila.
               
Há evidências de que nesse período, Mossoró tenha recebido a visita do Padre-Mestre Ibiapina, quando teria fundado uma Casa de Caridade nessa vila. Essa visita é confirmada por Luís da Câmara Cascudo em uma de suas “Actas Diurnas”. Ibiapina era um homem culto, filho de Francisco Miguel Pereira e Teresa Maria. Formou-se em Direito, tendo ocupado cargos na magistratura e na Câmara dos Deputados. Decepcionado, abandonou a vida civil para seguir o catolicismo. Aos 47 anos, iniciou uma obra missionária, percorrendo a região Nordeste em missões evangelizadoras, erguendo inúmeras casas de caridade, igrejas, capelas, cemitérios, cacimbas d\'água, açudes. Ensinou técnicas agrícolas aos sertanejos, atuação que inspirou no Nordeste o Padre Cícero e Antônio Conselheiro, e defendeu os direitos dos trabalhadores rurais.
               
Simão Balbino Guilherme de Melo era casado com sua sobrinha, dona Cosma Damiana da Paixão, nascida em 7 de setembro de 1816, sendo filha de Maria da Paixão e Alexandre José.
               
O casal deixou uma descendência de oito filhos. Ele faleceu em 15 de junho de 1893 e ela em 3 de março de 1899.
               
Mossoró homenageou o seu segundo governante emprestando o seu nome a uma rua da cidade.

Geraldo Maia do Nascimento

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Fonte:
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CORISCO A SOMBRA DE LAMPIÃO


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SONHO NÃO REALIZADO

Por Sálvio Siqueira

               M712 - CARREGADOR 20 CARTUCHOS- CORONHA DE MADEIRA E BANDOLEIRA    
           
Existiam, na época da segunda fase do cangaço, certo tipo de armas que eram, ou foram, o desejo de muitos dos cangaceiros. Inclusive seu chefe maior, aquele que mais tempo permaneceu comandando um bando de cangaceiros. Lampião.


Segundo alguns historiadores, o "Rei Vesgo" tinha uma vontade danada de possuir  uma pistola igual a essa, a qual sabemos que era de uso exclusivo das forças policiais.


Na foto acima, pescada no 'açude' do ilustre Kiko Monteiro, no blog Lampião aceso, mostra-nos, através de setas, o tenente João Bezerra e o Asp. Ferreira de Melo, portando essas pistolas metralhadoras,MAUSER 712 "fogo rápido" (Schenellfeur) , versão com seletor para fogo automático da Mauser C-96, era popularmente chamada de "Caixa de Pau". Essa foto é a oficial. mostrando a tropa depois do evento do riacho Angicos, onde tombaram onze cangaceiros.

HISTÓRIA DA ARMA

Vimos mostrar a vocês um pouco da história do surgimento da tão obcecada arma.

Um dos enganos mais comuns que existem no imaginário popular é o de que foi Peter Paul Mauser o projetista da pistola C96. Paul Mauser tinha, sob sua responsabilidade, a Waffenfabrik Mauser, um complexo fabril de alta tecnologia, herdado de seu pai, de onde saíram os mais famosos e bem sucedidos fuzis militares de repetição de que se tem notícia.



Paul Mauser nasceu em Oberndorf, perto do rio Neckar, Alemanha, em 27 de junho de 1838 e faleceu em maio de 1914. Em 1871, ele e seu irmão Wilhelm desenharam um dos primeiros fuzís militares com ação de ferrolho, o modelo 1871, de um só tiro, em calibre 11x60R, com uso de pólvora negra. Por volta de 1894, os irmãos Feederle já tinham um esboço da pistola, a qual inicialmente usaria o cartucho 7,65 mm X 25 oriundo da pistola projetada um pouco antes por Hugo Borchardt, em 1893 e cuja evolução, quando nas mãos de Georg Luger, iria levá-la a se tornar a famosíssima pistola Parabellum (Luger).



Uma versão da pistola que se sobressaía, em relação as demais, era a carabina, que foi produzida em bem menor quantidade do que as pistolas e que já trazia a coronha de madeira com a empunhadura integrada, embora ela pudesse ser destacada da armação para facilitar o armazenamento. 
Alguns autores costumam relatar que ao tomar conhecimento dos primeiros desenhos e do projeto em si, Paul Mauser havia torcido o nariz. Afinal, tratava-se de algo inteiramente novo para ele e para a Mauser; apesar do primeiro impacto negativo, ainda assim mandou que tocassem o projeto para a frente. Em 11 de dezembro de 1895, depois de excelentes resultados obtidos em testes, "Paul Mauser registrou sua patente na Alemanha sob Nº 90430. Em seguida, ampliou os direitos de patente para inúmeros países do mundo, inclusive no Brasil, onde registrou sob Nº 2088 em 28 de julho de 1896".

Em fevereiro de 1896, o grupo desenvolvedor convenceu Paul Mauser de que a arma poderia ser lançada comercialmente e entrar em linha de produção. Tanto o mercado civil como o militar de diversos países estavam na mira do pessoal da Mauser. Com o aval de Mauser, a  fábrica começou a fabricar a pistola em série, denominada oficialmente de C96 (“Construktion 96″). Neste primeiro instante, decidiu-se pela fabricação de modelos com carregadores fixos de 6, 10 e 20 cartuchos (Obs: todos os carregadores das C96 são fixos e bifilares (cartuchos alinhados aos pares), exceto nas últimas versões) e estabelecer uma mudança fundamental no cartucho empregado.


Optou-se por manter as dimensões do cartucho 7,65 X 25 da pistola Borchardt, mas como a C96 oferecia uma maior resistência mecânica e uma trava de culatra muito reforçada, alterou-se a carga de pólvora então empregada e fez-se modificações no peso do projétil, criando-se assim o cartucho 7,63mm Mauser.


Sendo grande a variedade das versões feitas, fica inviável expor todas elas aqui. Nossa intenção é fornecer alguma informação aos amigos em relação a pesquisas e um pouco de  conhecimento.

Fonte e fotos armasonline.org

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Anésia Cauaçu - A cangaceira do Sertão de Jequié


Anésia Cauaçu - A cangaceira do Sertão de Jequié

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