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domingo, 16 de agosto de 2015

Livros sobre "CANGAÇO"


A venda está sendo realizada com exclusividade pelo amigo Francisco Pereira, da cidade paraibana de Cajazeiras, pelo valor de R$ 50,00 (com frete incluso).

Os pedidos poderão ser feitos através do email- 
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ou o telefone 83 – 9911 8286.


O mais novo lançamento do espetacular pesquisador e escritor SABINO BASSETTI
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sabinobassetti@hotmail.com R$ 40,00 (Quarenta reais)

com frete já incluído, e será enviado devidamente autografado pelo autor, para qualquer lugar do país.


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Entre em contato com o professor Pereira lá de Cajazeiras, no Estado da Paraíba, através deste e-mail: 
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Não fique sem ele! Peça logo o seu!

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LIVROS DO ESCRITOR ANTONIO VILELA DE SOUZA

Por Antonio Vilela de Souza

NOVO LIVRO CONTA A SAGA DA VALENTE SERRINHA DO CATIMBAU
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O livro "DOMINGUINHOS, O NENÉM DE GARANHUNS" de autoria do professor Antonio Vilela de Souza, profundo conhecedor sobre a vida e trajetória artística de DOMINGUINHOS, conterrâneo ilustre de GARANHUNS, no Estado de Pernambuco.

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29 DE AGOSTO, CÂMARA MUNICIPAL DE MOSSORÓ FARÁ HOMENAGEM AO DR. BENEDITO VASCONCELOS MENDES


Rogo a Deus para me dar saúde e equilíbrio (emocional e cardíaco) para vivenciar, no próximo dia 29 (sábado), dois grandes momentos de alegria, nas comemorações dos meus 70 anos de existência: a Sessão Magna da Câmara Municipal em homenagem ao meu aniversário, presidida pelo Vereador Jório Nogueira, e o lançamento do livro "BENEDITO  VASCONCELOS  MENDES: UM PROJETO... VÁRIOS  DESAFIOS", organizado pelas Professoras Taniamá Vieira e Susana Goretti e escrito  por 13 valorosos amigos:

1. Francisco Carlos Carvalho de Melo;
2. Joana D'Arc Fernandes Coelho;
3. Antônio Jorge Soares;
4. Gilberto Jales;
5. Vânia Gomes Brito Diógenes;
6. José Romero Araújo Cardoso;
7. Marcela Ferreira Lopes;
8. Maria do Socorro Cavalcanti;
9. Anna Maria Cascudo Barreto;
10. Francisco Marcos de Araújo;
11. Joab Aragão;
12. Pedro Fernandes Ribeiro Neto;
13. José de Arimatea de Matos.

Hoje, tive o prazer de folhear pela primeira vez este livro (boneca), quando senti uma estranha sensação de medo e de dúvida, pois penso que não sou merecedor desta imensa homenagem prestada por estes queridos amigos que escreveram esse livro sobre minha pessoa. 

No dia 29 de agosto, às 19 horas, na Câmara Municipal de Mossoró, estarei esperando os amigos e parentes para celebrarmos, com as graças do Santíssimo, meus 70 anos de vida.


Avisamos aos amigos que no domingo, dia 30-8-2015, a partir das 8 horas, o MUSEU DO SERTÃO  estará aberto para visitas.

Professor Benedito Vasconcelos Mendes

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“O FIM DE VIRGULINO LAMPIÃO” O que disseram os JORNAIS SERGIPANOS

Autor Antonio Corrêa Sobrinho

O livro “O FIM DE VIRGULINO LAMPIÃO” O que disseram os JORNAIS SERGIPANOS custa:

30,00 reais, com frete incluso. 

Como adquiri-lo:
Antonio Corrêa Sobrinho 
Agência: 4775-9
Conta corrente do Banco do Brasil: N°. 13.780-4

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FIM DO CANGAÇO: AS ENTREGAS

Autor Luiz Ruben F. de A. Bonfim

Não deixe de adquirir esta obra. 
Confira abaixo como adquiri-la. 

Lembre-se que se você demorar solicitá-la, poderá ficar sem ela em sua estante. 
Livros que falam sobre "Cangaço" a demanda é grande, e principalmente, os colecionadores que compram até de dezenas ou mais para suas estantes. 

Valor: R$ 40,00 Reais 
E-mail para contato:
 
luiz.ruben54@gmail.com
graf.tech@yahoo.com.br

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HOSANA AO MESTRE NONATO - 16 DE AGOSTO DE 2015

Por Geraldo Maia do Nascimento

Disse o Senhor: “Escreve, pois o que viste...” Apocalipse, 1,19). E o mestre, seguindo as recomendações bíblicas, tornou-se escritor e escreveu sobre sua terra e sua gente. Nada escapou aos olhos investigativos do mestre Nonato. Rafael Negreiro descrevia-o como “infatigável pesquisador da coisa pública, pesquisador de hábitos, costumes, ritos, andante habitual de ruas, vielas, becos, avenidas, alamedas e jardins”.

Escritor Raimundo Nonato da Silva

Raimundo Nonato da Silva nasceu em Martins/RN, em 18 de agosto de 1907, num dia de segunda-feira, sendo filho do casal lavrador João Cardoso da Silva e Ana de Lima e Silva. Desde muito cedo começou a trabalhar com os pais na lida do campo. Segundo seu depoimento: “A bem dizer, não cheguei a ter infância, nem conheci a mocidade, pois mal abri os olhos para o mundo, fui logo atirado aos rudes afazeres do campo, no trato da terra, na vida solta, no meio agreste de uma natureza madrasta; a fome rodava por perto, era raro o dia em que o fogo via a panela”.
               
Em 1919, aos 12 anos de idade, era tangido pela grande seca que assolava a região, descendo a amada Serra do Martins, percorrendo o mesmo caminho de Lampião, até chegar em Mossoró. A “cidade grande” o deslumbra, mas não tem tempo para brincadeiras. Inicia sua vida como engraxate, ocupando também outros subempregos como varredor de hotel, carregador de cadeiras ou qualquer outra ocupação que lhe rendesse algum dinheiro. Não sabia ler; e foi com muita dificuldade que iniciou os estudos das primeiras letras e noções gramaticais, indispensáveis às necessidades educacionais. Com a ajuda de Raimundo Reginaldo da Rocha ingressou na Escola Normal de Mossoró de onde saiu professor primário na sua segunda turma em 1925, já com dezoito anos de idade. Ingressou no magistério público como professor e diretor de Grupos Escolares em São Miguel, Serra Negra, Apodi e Natal, onde serviu adido à Secretaria de Educação do Estado.
               
Sua atuação, quando fixando residência em Mossoró, foi das mais proveitosas nos círculos educacionais, intelectuais e jornalísticos. Exerceu magistério secundário na Escola Normal, Colégio Diocesano Santa Luzia, no Sagrado Coração de Maria e na Escola Técnica de Comércio “União Caixeiral”. Foi colaborador da imprensa local, ora escrevendo artigos, comentários, ora versejando com sua revelação poética que somente mais tarde seria descoberta.
               
Formado em Direito pela Faculdade de Alagoas, ingressou no Ministério Público, sendo nomeado Juiz de Direito da Comarca de Apodi, em cuja função se aposentou. Em 1962 foi morar no Rio de Janeiro, mas nunca esqueceu a sua terra adotiva. Sempre que podia, voltava a Mossoró para encontrar os amigos e rever a cidade, principalmente nas festas de 30 de setembro, que é a maior festa cívica de Mossoró. Além de professor, magistrado e jornalista, tornou-se cronista, historiador, escritor e poeta, possuindo uma bagagem literária que o fez um dos grandes da literatura potiguar.
               
Quando questionado de como tinha se tornado escritor, respondeu:
               
“– Desde o tempo de estudante que eu freqüentava umas pequenas tipografias. Eu vivia lá por dentro e rascunhava umas cronicazinhas e depois uns jornalzinhos de festas, levando pancada e bengalada, porque a gente bolia com os namoros, depois dentro do próprio Mossoroense com outro jornalzinho, depois dentro do Correio do Povo, com jornal mais sério, “O Correio Festivo”, com o Américo de Oliveira Costa, onde nós fomos ameaçados de umas pauladas, por termos bolido com o namoro de alguém e o Américo foi procurar o Juiz para garantir. De forma que vem desse tempo o começo. O livro, cronicazinha, livro mesmo sério, eu publiquei o meu. Sério é a forma de dizer quando publiquei o “Quarteirão da Fome”.
               
Raimundo Nonato era membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, da Academia Norte-rio-grandense de Letras, Federação das Academias de Letras do Brasil, Instituto Genealógico Brasileiro de São Paulo, Associação Brasileira de Escritores, Sindicado dos Advogados do Brasil, Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro, Associação dos Professores do Rio Grande do Norte, Associação Brasileira de Imprensa, Sindicado dos Jornalistas Liberais da Guanabara, Sociedade Brasileira de Folclore de Natal e Instituto Cultural do Oeste Potiguar de Mossoró. Deixou mais de oitenta livros publicados de fundo literário, histórico e biográfico.
               
Morreu no Rio de Janeiro em 22 de agosto de 1993, quatro dias após seu aniversário de 86 anos de idade. Num artigo publicado em 30 de setembro daquele ano, intitulado “Bilhete a Nonato”, o historiador Raimundo Soares de Brito se despede do amigo dizendo: “Enquanto houver um 30 de setembro, você estará aqui conosco marcando presença em espírito na memória dos seus amigos que são inumeráveis. Ficará para sempre porque você deixou o seu nome indelevelmente gravado nas pedras das ruas de Mossoró. Nas pedras e nos corações dos habitantes dessa Mossoró que você tanto amou. Boa viagem, meu velho companheiro e até o próximo “trintão”, se Deus quiser...” 

Geraldo Maia do Nascimento

Todos os direitos reservados

É permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e o autor.

Fonte:
http://www.blogdogemaia.com

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sábado, 15 de agosto de 2015

LANÇAMENTO DA 2ª EDIÇÃO DO LIVRO QUEM MATOU DELMIRO GOUVEIA?


No Cariri Cangaço 2015 em Juazeiro/Crato, a segunda edição do livro "Quem Matou Delmiro Gouveia?" revisado, ampliado e com as provas de quem realmente o matou. A verdade, doa a quem doer, aguardem!

Delmiro Gouveia - Imagens do acervo do Coronel Delmiro Gouveia no facebook

Esta obra escrita pelo escritor e pesquisador do cangaço Gilmar Teixeira fala sobre os envolvidos (acusados), e principalmente os que assassinaram o coronel Delmiro Gouveia. 

Imagens do acervo do Coronel Delmiro Gouveia no facebook

Você pode adquiri-la através deste e-mail:
gilmar.ts@hotmail.com

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CANGACEIROS - SARACURA - BENÍCIO ALVES DOS SANTOS


Perguntado se sentia falta dos tempos do cangaço. Vejam acima a resposta do ex-cangaceiro Saracura ou Benício Alves dos Santos.

Obs: Imagem extraída do Documentário "Memórias do Cangaço" de Paulo Gil Soares (1964).


Fonte: facebook
Página: Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

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O RASTEJADOR FOI UMA DAS PEÇAS MAIS IMPORTANTES NO COMBATE AOS CANGACEIROS NAQUELES IDOS TEMPOS.

Por Sálvio Siqueira

Sabendo seguir 'rastos' que os outros não viam, ele levava as tropas volantes no encalço dos bandidos e também sabiam como encobrir os seus rastros. Por isso, eram muito perseguidos pelos cabras. Onde os cangaceiros soubessem que morava um, a ordem era para dar fim. Todos os comandantes de volantes tinham que ter os serviços prestado por um rastejador. Abaixo veremos um vídeo com os relatos de dois deles. Veremos como eram tratados os ferimentos, usando-se exclusivamente a flora da caatinga e, como a mesma, dava condições de sobrevivência. Bastava saber qual planta ou árvore, estavam bem ali... Vídeos/depoimentos com a produção de Renzo Taddei...

https://www.youtube.com/watch?v=T4B6VszMvGY


OFÍCIO DAS ESPINGARDAS MEMORIAL CANGAÇO

http://oficiodasespingardas.blogspot.com.br/

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O LUGAR DA MORTE DE JESUÍNO BRILHANTE

Por Epitácio Andrade

Antonio AlvesJosé Mendes Pereira Mendes, apresento-lhes link de um site que contém uma versão simplificada do Documentário O Lugar da Morte de Jesuíno Brilhante, de nossa autoria. 

O referido documentário´ resolve de forma peremptória a questão sobre as dúvidas com relação ao lugar da morte de Jesuíno Brilhante o cangaceiro, uma vez que está fundamentado numa entrevista concedida pelo cidadão nonagenário Mário Waldemar Saraiva Leão, aos 98 anos, em São José de Brejo do Cruz/pb. 

As imagens foram captadas pelo repórter cinematográfico João Lima. Acessem o site:

http://www.nastrilhasdejesuino.com.br/outras-trilhas

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GRANDES MATÉRIAS... JORNAL "O GLOBO" DE 29/11/1958 VOLTA SECA... ENTREVISTA PÓS CANGAÇO. FOME E HUMILHAÇÃO


"Infelizmente, tenho a impressão de que as contas com Deus ainda não estão de todo saldadas, pois tenho sofrido bastante. Desde que cheguei ao Rio, não faço outra coisa senão trabalhar nos piores serviços, percebendo os mais baixos salários... Tenho passado por momentos que jamais julguei capaz de suportar. 

Certa feita, estando desempregado e sem dinheiro, caí de cama com uma febre de quarenta graus. Fiquei inconsciente durante dois dias, e, quando comecei a melhorar, por obra e graça de meu organismo, despertei com o choro de meus filhos. Olhei em volta e tudo estava turvo, até que divisei o rosto de minha mulher, sentada na cama a me fitar com lágrimas nos olhos. Aos poucos fui recobrando a consciência, e perguntei o que se havia passado.

Respondeu-me que eu dormia com febre havia dois dias, e então me apavorei. Como meus filhos não parassem de chorar, perguntei a razão daquilo, e minha mulher, baixando a cabeça, respondeu: 

“É fome, Antônio...! Estão chorando de fome...!”

Uma crise de choro me ficou entalada na garganta e eu disse baixinho para mim mesmo: 

“Está certo...! Chorar de fome! E logo meus filhos...!”

Levantei-me cambaleante e, embora minha mulher não me quisesse deixar sair, fui até à padaria e pedi pão ao padeiro, pois meus filhos queriam comer. Eu devia estar pavoroso, pois não esmolei, não supliquei, e o dono da padaria era homem de maus bofes, mas olhou-me meio desconfiado e deu-me um quilo de pão. E, mais, ofereceu-se delicadamente para que, se eu necessitasse de mais alguma coisa, não tivesse receio de pedir... Repito: eu devia estar medonho, devia parecer o homem mais perigoso do mundo, com meus filhos chorando de fome e eu pedindo pão fiado... Essa foi uma das maiores humilhações que já passei na minha vida".

Transcrito por: Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

Fonte:  facebook

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RIXA ENTRE FAMÍLIAS CARVALHO-NOGUEIRA X PEREIRA

Por Sálvio Siqueira

O domínio territorial, naqueles idos tempos, era significativo para o destaque de alguns em relação a maioria das outras pessoas. Possuir muita terra, várias fazendas, também significava comandar a 'vida' daqueles que em sua volta sobreviviam.


Em determinada localidade quando dois ou mais senhores tinham essas posses, normalmente iniciava-se uma guerra particular entre eles e pra eles. Com isso, sobrava sempre para os menores proprietários que, dependendo do local da sua pequena propriedade, tinham porque tinham que aliar-se ao mais próximo. A partir daí, de um lado tinham seus aliados que, de uma ou de outra forma, lhes ajudavam, no entanto, os adversários do grande proprietário, tinham-no como inimigo e, muitas das vezes, sem conseguir ferir, matar e ou castigar seu inimigo maior, descontava nas costas dos pequenos.

Foto de terras do Sertão nordetino - www.poesiafaclube.com
Foto de uma casa de Taipa - www.youtube.com

Desta maneira aconteceu nas plagas e rincões do Sertão do Pajeú, interior do Estado de Pernambuco, no ocaso do século XIX para o início do século XX, com duas famílias, colonizadoras, deste Leão do Norte.

Trata-se das famílias Pereira e Carvalho. Citando essas duas famílias, queremos mostrar como eram que todos e em todos os lugares dos sertões nordestino faziam. O que tentaremos transmitir para o amigo que nos acompanha, é uma 'amostra' daquilo que acontecia com todas as famílias de poder, sem tirar nem colocar nada. Os Pereiras e os Carvalhos, nada fizeram que as outras famílias, do mesmo porte e domínio, também não tenham feito.

Em determinada época, migram para o Sertão do Pajeú, uma família, vinda dos torrões baianos, e se estabelecem na Fazenda Barra do Exu, no município da então Vila Bela - PE, hoje Serra Talhada, tendo como seu patriarca o Sr. Francisco Alves da Fonseca Barros. A partir desse ponto, estava plantado o 'tronco' dos Carvalhos. Ao longo do tempo, espalham-se e seus domínios atravessam fronteiras municipais e estaduais, conseguindo estenderem-se os mesmos, aos municípios, além do de Vila Bela, aos de Mirandiba, Belmonte, Cabrobó e Itacuruba.

Foto de um Carvalho(árvore) - www.belemcrentes.com.br

Antes, porém, também tendo migrado das terras do Estado baiano, o Sr. José Pereira da Silva, um português, que se arrancha no município da Exu - PE, e, não conseguindo ancorar sua 'Caravela' nele, perambula pelos municípios de Bom Nome em Pernambuco e Inhamuns no Ceará. Até dar-se então o casamento do mesmo com uma herdeira das terras da Fazenda Carnaúba, localizada no município de Vila Bela- PE, onde se estabelece. Com o passar dos anos, sua prole é largamente elastecida e seus domínios iam aonde as vistas alcançavam. Possuidores de léguas e léguas de terras, escravos e, segundo alguns escritores, muito ouro. Um de seus descendentes recebe as medalha de Comendador da Imperial Ordem da Rosa e de Cavaleiro da Ordem de Cristo. Ficando, a partir de então, conhecido como "O Comendador", o qual gerará um filho, que na história ficará conhecido como o Barão da Pitombeira, por ser dono de uma fazenda de nome Pitombeira, e mais tarde, por Barão do Pajeú.

Andrelino Pereira da Silva (Barão do Pajeú) Data: De 1892 a 1895 www.fundacaocasadacultura.com.br

Abrimos aqui um parêntese para falarmos de uma outra família, que no futuro, se entrelaça nas famílias Pereira e Carvalho. Trata-se da família Nogueira ou Barbosa Nogueira. Descende também de um português chamado Francisco Barbosa Nogueira, dono de uma grande e conhecida fazenda denominada Escadinha, por isso, todos o conheciam popularmente como Barbosa da Escadinha.

Três troncos, três âncoras, três árvores genealógicas que farão parte, num futuro próximo, de uma das sagas mais sangrentas da história nordestina. Antes, caros amigos, fiquem cientes de que, por serem os senhores destas famílias, donos de tudo, naquela região do semiárido nordestino, na época, as três descendência se entrelaçam. Se misturam, tornando-se ou gerando-se, muita vezes, em um herdeiro dos três sangues.

A política, como sempre, e não poderia ser diferente, está entrelaçada na vida dos homens. Principalmente daqueles que tem, de algum modo, poder sobre os outros. A família Carvalho e a família Nogueira fazem parte do Partido Liberal, sendo, no momento seus adversários, a família Pereira, que eram do Partido Conservador. Por aquelas datas, ocorrem vários movimentos com espingardas em mãos, servindo de ofício para muitos. Citamos alguns desses movimentos que envolvem-se em ideias separatistas, contrária as dos republicanos, tornando-se a primeira como revolucionárias, isso lá pelos anos de 1817, no Segundo Reinado Imperial. Entre 1832 e 1835 tivemos a Cabanada, já nos idos 1848 descambando para 1849, a tão discutida e estudada, Revolução Praieira, até meus caros, nas terras paraibanas, em sua região sertaneja, eclodir, em 1874, a Quebra- Quilos, que estende-se pelos Estados vizinhos.

Revolução Praieira: o levante que se pôs contra o governo de Dom Pedro II - www.brasilescola.com

Voltemos as famílias. Em 1838, Francisco Alves de Carvalho, ligado ao tronco Carvalho-Nogueira, manda assassinar o, então, capitão-general das Ordenanças de Flores, Joaquim Nunes de Magalhães, correligionário da família Pereira. Em represália, Manoel Pereira da Silva, que era cel da Guarda Nacional na ocasião, ataca os Nogueira e os Carvalho. Sendo o ataque revidado a altura pelas famílias conjuntas. Na ocasião os Pereira, por força política, ficaram na legalidade, pois faziam parte do Partido Conservador. Nisso, o chefe atual da família Pereira, Manoel Pereira da Silva é nomeado delegado da Comarca da Pajeú de Flores, hoje Flores, assumindo a vaga do deposto Herculano Ferreira Pena, pelo governador do Estado de Pernambuco.

Mas, meus amigos, mesmo tendo sido uma ação com ordem direta da maior autoridade do Estado, não foi moleza cumprir-se sua decisão. Francisco Barbosa Nogueira Paz, do Partido Liberal, segura um fogo contínuo durante dois dias a fim de impedir que o cargo fosse assumido pela pessoa da família Pereira. Após dois dias de intenso tiroteio, Simplício Pereira da Silva, ciente do que estava a se passar na cidade, reúne seus cabras na fazenda e parte em socorro do familiar, e só assim, com sua ajuda, o novo delegado é empossado.

Pronto, guerra declarada abertamente entre eles. De um lado o Partido Liberal, tendo como chefes os tenentes-coronéis Serafim de Souza Ferraz e Francisco Barbosa Nogueira Paz, fazendo oposição direta, com fogo e bala, aos do Partido Conservador, coronéis da Guarda Nacional, os irmãos Manoel e Simplício Pereira. A velha Pajeú de Flores assim como a região da Serra Negra, juntamente as margens do Riacho do Navio, transformam-se em palcos de lutas, dores, sangue, lágrimas e vinganças constante, só amenizando quando Nogueira Paz, tomba pelas balas mortais dos Pereira, os quais também conseguem deter e prender Serafim Ferraz nos idos de 1849.

Assim, de tempos em tempos, sempre aconteceram tiroteios com várias vidas tiradas, entre essas famílias. Quando o Partido Político que uma segue, está no poder, conseguindo "vencer" as eleições, o outro lado, o lado derrotado, a outra família, que se aguentasse...  pois vinha chumbo quente por aí.

OFÍCIO DAS ESPINGARDAS MEMORIAL CANGAÇO

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O MAIS NOVO LIVRO DO POETA E ESCRITOR JOSÉ EDILSON DE A. G. SEGUNDO


O livro "NAS TRILHAS DE MEU AVÔ" pode ser adquirido: Em Mossoró na Livraria Independência. 

Em Natal na Livraria Nobel, da Avenida Salgado Filho. 
O valor do livro é 30,00 reais. 
Um grande abraço,
Edilson Segundo

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QUINZE DE AGOSTO: NOSSA HOMENAGEM AO ESCRITOR EUCLYDES DA CUNHA NA PASSAGEM DO SEU ANIVERSÁRIO DE MORTE:

Por José Gonçalves do Nascimento

O GALO DE CANTAGALO

Cantou o galo de Cantagalo
e o Brasil encantado
logo desencantou
com o cantar encantador
do Galo de Cantagalo.

Um outro Brasil nasceu
da história que escreveu
da luta que descreveu
da terra que percorreu
do homem que enalteceu
o galo de Cantagalo.

Encantado cantador
cantou sem desencanto
cada canto do Brasil,
cada canto do sertão:
sertão seco,
sertão verde,
ser-tão gente,
ser-tão bicho,
ser-tão fogo,
ser-tão água,
ser-tão Brasil...

Cantador de Cantagalo
canta galo encantador!
canta a caatinga,
canta a floresta
canta o vaqueiro e o aboiador.

Rasga cantador
rasga os desertos do Brasil:
desertos de homens,
desertos de terra,
desertos de paz,
desertos de pão
desertos de luz.

Profeta solitário,
que pregaste no vazio
e abriste aceiros,
e tocaste boiadas,
e colheste poema,
e com lápis e pontes
escreveste o futuro...

E assim ajuntaram-se os brasis,
e assim construiu-se o Brasil.

José Gonçalves do Nascimento

Fonte: facebook
Página: José Gonçalves

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