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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

MANOEL SEVERO BARBOSA E O MITO VIRGULINO:

Por Manoel Severo Barbosa

"Parece estranho falarmos de cangaço e termos que recorrer a conceitos próprios do ambiente empresarial moderno; mas, aprofundando-nos um pouco mais na história intrigante de Virgulino, não nos parece exagero considerar que já naquela época o engenhoso bandido das caatingas conhecia muito bem o valor do Marketing Pessoal, a Política da Boa Vizinhança, Lobby e Tráfico de Influência, até mesmo noções de Logística Empresarial; na verdade não conseguimos conceber um reinado tão extenso de uma vida fora da lei em circunstâncias tão adversas, sem que boa parte desses conceitos não fizesse parte da mente prodigiosa de Lampião.

Desde cedo pela própria profissão da família, Virgulino e os irmãos passaram a conhecer toda a região e fazer um grande ciclo de relacionamentos, que mais tarde, unido a ingredientes como o medo e o favor, seriam de muita valia. Sem falar que essa espetacular rede de “apoiadores”; famosos coiteiros; formada de gente miúda e graúda; foi fundamental para a sobrevivência por tanto tempo do famoso grupo.

As condições inóspitas e hostis da caatinga exigiam, além da extrema capacidade física, um exagerado instinto de sobrevivência. Comida, água, descanso, dormida, eram luxos muitas vezes esperados por dias a fio. Andanças intermináveis, muitas vezes em círculos, passando por vários estados em poucos dias carecia de um mínimo de organização e senso de direção.

Outro fator preponderante era o acesso à munição. Até os mais próximos do grande chefe do grupo, não sabiam de onde vinha tamanha carga de armamento, inclusive recebendo o que havia de mais moderno na época, exclusividade que nem as forças policiais recebiam.

Penso que o maior de todos os diferenciais entre Lampião e os outros grandes chefes do cangaço, como Jesuíno Brilhante, Antonio Silvino e mesmo Sinhô Pereira, sem dúvidas era o seu cérebro privilegiado. Mesmo compreendendo a posição de amigos pesquisadores quando defendem a desconstrução do mito de que Lampião não tinha nada de estrategista militar e que seu sucesso e longevidade na vida cangaceira se deveu a uma “mistura de incompetência e corrupção, por parte dos governos, e instinto de sobrevivência da parte dele, Lampião”; as espetaculares técnicas desenvolvidas para a “guerrilha” na caatinga, muitas vezes foram determinantes para salvar vidas e vencer batalhas, muitas delas beirando ao absurdo do desequilíbrio de forças, como a de Serra Grande onde uma força volante de perto de 400 homens não conseguiu dá cabo do grupo cangaceiro com pouco mais de 70 cabras, que se valiam desde o ousado enfrentamento em nítida desvantagem, à retirada estratégica quando lhe era conveniente, muitas vezes o bando simulava o abandono do embate e voltava pela retaguarda e encontrava a força volante totalmente desprevenida.

No cangaço de Virgulino, cada peça se encaixava em seu lugar...

Na verdade, o próprio estilo de vida cangaceira; uma espécie de nômade das caatingas, o profundo conhecimento da região e suas sólidas redes de apoio logístico, lhes conferiam um grande poder de mobilidade, como também maiores condições de escaparem da polícia.

Um dos maiores cuidados do grupo era evitar o movimento pelas estradas, e mesmo dentro da caatinga tomavam cuidados excessivos com relação aos rastros. O ato de andar em fila indiana, todos seguindo na mesma pegada, o mito de calçar alpercatas com o salto na frente e o último do grupo apagar as pegadas com galhos de plantas eram providências costumeiras para dificultar o trabalho dos rastreadores das volantes, o cuidado em acender o fogo para a comida e até mesmo em enterrar os restos de animais sacrificados e restos de comida eram costumais, além do uso de cães para a sentinela e um entrançado de fios e chocalhos ligados entre si pela catinga, para denunciar a presença indesejada. Ao invadir os lugarejos o primeiro alvo eram sempre os fios do telégrafo.

Outra tática que visava confundir o trabalho das volantes era não deixar os corpos de seus companheiros abatidos em combate, quando era inevitável, cortavam as cabeças dos mesmos para evitar que fossem identificados. O grupo também possuía o hábito de para os novos membros adotar a alcunha ou apelido de outro companheiro morto, também na intensão de confundir a polícia, perpetuando o personagem abatido.

Dessa forma não seria exagero nenhum, declinar Virgulino Ferreira como um dos cérebros mais privilegiados de sua época, razão sem dúvidas que permitiu seu “reinado” por quase vinte anos; de sua simpática Vila Bela em 1918 até o fatídico julho de 1938, em Angico.Virgulino "Um líder consciente do poder de sua própria imagem e mito..."


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domingo, 3 de janeiro de 2016

COMPRE DIRETO COM O AUTOR


O LIVRO:

O romance “A Volta do Rei do Cangaço,” de Junior Almeida, mantém vivo o mito de Lampião.

Neste livro de sabor regional o mais famoso cangaceiro nordestino não foi morto pela polícia em Sergipe, em 1938. Alguém foi assassinado em seu lugar mas prevaleceu a versão das “volantes” e do governo.

Lampião, na verdade, foi atingido por uma espécie de maldição e ainda está vivo, sem nem ao menos envelhecer. Já morou em vários lugares do Nordeste e usou diversos nomes. Atualmente usa o nome de Luiz Ribeiro, é coronel da Polícia Militar de Pernambuco e mora num recanto escondido no município de Capoeiras, no Agreste do Estado.

O romance faz uma viagem ao passado, relembrando os tempos do cangaço e da violência, tanto por parte dos bandoleiros como da polícia. No presente, Virgulino Ferreira, com outro nome interage com militares de alta patente e até com o governador do Estado.

Um historiador, obcecado pela vida misteriosa dos cangaceiros, desconfia que Lampião não morreu em Angicos e começa a fazer investigações por conta própria, enfrentando a descrença de muitos e os perigos dessa busca pela verdade.

“A Volta do Rei do Cangaço” retrata o interior das pequenas cidades do Nordeste, mostra as ligações de Lampião com o padre Cícero Romão e nos apresenta o cangaceiro como uma espécie de justiceiro, capaz ainda hoje de recorrer a violência quando é preciso enfrentar uma desfeita ou punir algum bandido.

Um livro que vai dar o que falar.

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RUA DAS ÁRVORES

Por Clerisvaldo B. Chagas, 3 de janeiro de 2016 - Crônica Nº 1.494

Quem esteve na orla de Maceió no final do ano passado, contemplou a maravilhosa decoração natalina. Um encanto! E se a orla por si só já é belíssima, imaginem decorada artificialmente com aquele marzão ao fundo e no cair da tarde. Vários outros lugares da capital faz jus ao título ganho  como a capital mais bonita do Brasil. Deixando todos esses lugares, voltemo-nos para o comércio que tomou ares de lugar civilizado com os famosos calçadões.

Rua da Árvores, em Maceió. (Foto: Clerisvaldo).

Em alguns pontos desse mesmo comércio falta manutenção em parte do saneamento que fede mesmo. E nesse entrevero todo, entre o progresso e o atraso, particularizamos a Rua Augusta, sempre conhecida como Rua das Árvores. Rua do Ipaseal Saúde, rua de pequeno e médio comércio, rua de comércio ambulante de frutas, rua de pontos de ônibus. Ali você encontra um verdadeiro Frutal, mercadorias vindas de diversos lugares, tanto do estado quanto de fora. Entretanto, os pedestres sofrem com as  calçadas estufadas que a ambição pelo dinheiro não consegue sequer um conserto. E naquele pomar ambulante sobre as sarjetas, escorrem as águas pretas de fossas, misturando a fedentina com o cheiro enjoativo dos pequenos restaurantes. Um descaso total com a saúde pública.

A Rua das Árvores, dessa maneira, torna-se complemento do Calcanhar de Aquiles de Maceió: o imundo mercado que gestor nenhum que meter a mão, como se fosse paciente em estado terminal. Não estamos falando dos Haiti moradias da Levada, nem das grotas inchadas de pobreza. Estamos nos referindo ao centro de Maceió que nos lugares citados continuam no Século XIX.

Continuemos desfrutando as partes sadias, mas não se pode calar diante das mazelas que atentam contra o coletivo. É dever, até, o grito da população para os ouvidos distraídos dos gestores.

Rua das Árvores, pedaço de tradição maceioense.  


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Além do Mito, Virgulino Ferreira da Silva...

Por Manoel Severo

Parece estranho falarmos de cangaço e termos que recorrer a conceitos próprios do ambiente empresarial moderno. Aprofundando-nos um pouco mais na história intrigante de Virgulino, não nos parece exagero considerar que já naquela época o engenhoso bandido das caatingas conhecia muito bem o valor do Marketing Pessoal, da Política da Boa Vizinhança, do Lobby e Tráfico de Influência, até mesmo noções de Logística Empresarial; na verdade não conseguimos conceber um reinado tão extenso de uma vida fora da lei em circunstâncias tão adversas, sem que boa parte desses conceitos não fizesse parte da mente prodigiosa de Lampião.

Desde cedo pela própria profissão da família, Virgulino e os irmãos passaram a conhecer toda a região e fazer um grande ciclo de relacionamentos, que mais tarde, unido a ingredientes como o medo e o favor, seriam de muita valia. Sem falar que essa espetacular rede de “apoiadores”, formada de gente miúda e graúda, foi fundamental para a sobrevivência por tanto tempo do famoso grupo.

As condições inóspitas e hostis da caatinga exigiam, além da extrema capacidade física, um exagerado instinto de sobrevivência. Comida, água, descanso, dormida, eram luxos muitas vezes esperados por dias a fio. Andanças intermináveis, muitas vezes em círculos, passando por vários estados em poucos dias carecia de um mínimo de organização e senso de direção.

Um líder sempre atento à seus próprios movimentos

Outro fator preponderante era o acesso à munição. Até os mais próximos do grande chefe do grupo, não sabiam de onde vinha tamanha carga de armamento, inclusive recebendo o que havia de mais moderno na época, exclusividade que nem as forças policiais recebiam.

Penso que o maior de todos os diferenciais entre Lampião e os outros grandes personagens e chefes do cangaço, como Jesuíno Brilhante, Antonio Silvino e mesmo Sinhô Pereira, sem dúvidas era o seu cérebro privilegiado. Mesmo compreendendo a posição de amigos pesquisadores quando defendem a desconstrução do mito de que Lampião não tinha nada de estrategista militar e que seu sucesso e longevidade na vida cangaceira se deveu a uma “mistura de incompetência e corrupção, por parte dos governos, e instinto de sobrevivência da parte dele, Lampião”; as espetaculares técnicas desenvolvidas para a “guerrilha” na caatinga, muitas vezes foram determinantes para salvar vidas e vencer batalhas, muitas delas beirando ao absurdo do desequilíbrio de forças, como a de Serra Grande onde uma força volante de perto de 400 homens não conseguiu dá cabo do grupo cangaceiro com pouco mais de 70 cabras, que se valiam desde o ousado enfrentamento em nítida desvantagem, à retirada estratégica quando lhe era conveniente, muitas vezes o bando simulava o abandono do embate e voltava pela retaguarda e encontrava a força volante totalmente desprevenida. 

No cangaço de Virgulino, cada peça se encaixava em seu lugar...

Na verdade, o próprio estilo de vida cangaceira; uma espécie de nômade das caatingas, o profundo conhecimento da região e suas sólidas redes de apoio logístico, lhes conferiam um grande poder de mobilidade, como também maiores condições de escaparem da polícia. 

Um dos maiores cuidados do grupo era evitar o movimento pelas estradas, e mesmo dentro da caatinga tomavam cuidados excessivos com relação aos rastros. O ato de andar em fila indiana, todos seguindo na mesma pegada, o fato de calçar alpercatas com o salto na frente e o último do grupo apagar as pegadas com galhos de plantas eram providências costumeiras para dificultar o trabalho dos rastreadores das volantes, o cuidado em acender o fogo para a comida e até mesmo em enterrar os restos de animais sacrificados e restos de comida eram costumais, além do uso de cães para a sentinela e um entrançado de fios e chocalhos ligados entre si pela catinga, para denunciar a presença indesejada. Ao invadir os lugarejos o primeiro alvo eram sempre os fios do telégrafo.

Um líder consciente do poder de sua própria imagem e mito...

Outra tática que visava confundir o trabalho das volantes era não deixar os corpos de seus companheiros abatidos em combate, quando era inevitável, cortavam as cabeças dos mesmos para evitar que fossem identificados. O grupo também possuía o hábito de para os novos membros adotar a alcunha ou apelido de outro companheiro morto, também na intensão de confundir a polícia, perpetuando o personagem abatido. 

Dessa forma não seria exagero nenhum, declinar Virgulino Ferreira como um dos cérebros mais privilegiados de sua época, razão sem dúvidas que permitiu seu “reinado” por quase vinte anos; de sua simpática Vila Bela em 1918 até o fatídico julho de 1938, em Angico; cenário de seu último ato que apesar de mais de 70 anos ainda "assombra a todos" com suas mentiras e mistérios.

Manoel Severo
Curador do Cariri Cangaço

E em Maio de 2016...
Você não perde por esperar:
Cariri Cangaço Floresta

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ALDENORA SANTIAGO

Por Lindomarcos Faustino

Aldenora Santiago de Aquino nasceu no município de Natal-RN, no dia 05 de junho de 1944. Filha de Manoel Lourenço de Aquino e Francisca Santiago de Aquino. Veio para o município de Mossoró ainda quando tinha sete anos de idade e, aos 18 anos, se apresentou como caloura no programa da Rádio Rural de Mossoró, na companhia do Conjunto Totõezinho, de quem recebeu uma proposta para se integrar ao grupo. Esta cantora encantou a sociedade mossoroense nas décadas de 60 e 70.


Esta profissional da música pode ser considerada um dos patrimônios históricos de Mossoró, tendo ela passado pelo cast da Rádio Difusora de Mossoró. Sua memória fez ressurgir grandes sucessos passados, os mossoroenses reviviam o passado ouvindo sua voz, que trazia emoções e grandes recordações. As noites mossoroenses ficaram mais alegres com seus shows, integrando-se o conjunto de Totõezinho e do saudoso Maestro Batista, que eram apresentados no Clube do ACDP e no Cine Caiçara. Era uma mulher que sempre foi aplaudida de pé, pelos seus fãs. Também foi integrante do Conjunto Sayonara, onde fazia a voz principal.

Ela foi revelada nos programas de auditório da Rádio Difusora de Mossoró, apresentado por Genildo Miranda, no Programa “Vesperal das Moças”. Também ela se apresentava no programa “Zy & 20”, que era apresentado aos domingos, no auditório do Cine Caiçara, pelo radialista José Maria Madrid. Ela tinha uma voz encantadora e um repertório inquestionável, sempre cantava na Rádio Difusora, na ACDP, nos cabarés de Copacabana e Casa Blanca e outros lugares. Ela chegou até ser convidada para fazer gravações no Rio de Janeiro, mas não aceitou.

Aldenora Santiago infelizmente se perdeu no alcoolismo e na prostituição. Por muitas vezes dormia nas calçadas das ruas do Alto do Louvor, em Mossoró. Ela faleceu no dia 12 de dezembro de 1984, num leito hospitalar do Rafael Fernandes, vítima de cirrose. Em sua homenagem a Câmara Municipal de Mossoró criou o “Projeto Aldenora Santiago”, para divulgação de música regional por rádio fusão e dispõe sobre a obrigatoriedade da propagação diária nas emissoras de rádio fusão de músicas, intérpretes, autores, bandas e orquestras mossoroenses ou potiguares, pela Lei N°3.228 de 20 de novembro de 2014.

Fonte: facebook
Página: Lindomarcos Faustino


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FERNANDO DA GATA


Conheça a história do facínora do Ceará Fernando da Gata clicando no link abaixo. Se ele não funcionar leve-o até ao google que ele abrirá com certeza.

http://josemendespereirapotiguar.blogspot.com.br/2016/01/fernando-da-gata.html

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sábado, 2 de janeiro de 2016

SOLICITAÇÃO AOS PARENTES DO EX-CANGACEIRO "VOLTA SECA"

Por José Mendes Pereira
Ex-cangaceiro Volta Seca

O blog do Mendes e Mendes solicita aos descendentes de Antonio dos Santos o ex-cangaceiro "Volta Seca" que entrem em contato conosco, para registrarmos em nossos arquivos a sequência da família do cangaceiro. Posteriormente serão registradas pelos pesquisadores e escritores. 

Dois bisnetos de dona Anália Ferreira irmã de Lampião já entraram em contato conosco, e tudo foi registrado neste blog: 


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Já recebemos informações de netas e bisnetas do ex-cangaceiro Volta Seca, mas elas desapareceram, e nunca mais retornaram com informações. 

Os familiares do ex-cangaceiro "Volta Seca" não têm de que temerem, pois o tempo está tão longe do tempo do cangaço. Não haverá mais nenhuma perseguição aos parentes dos cangaceiros, e nem tão pouco a algum cangaceiro que ainda esteja vivo e no anonimato. Sabes-e que tem a ex-cangaceira Dulce Menezes viva, mas é impossível ainda ter cangaceiros vivos no anonimato, mas ninguém sabe.

Os nossos e-mails são: 

josemdnesp58@hotmail.com
josemendesp58@gmail.com 

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LIVROS DO ESCRITOR ANTONIO VILELA DE SOUZA


NOVO LIVRO CONTA A SAGA DA VALENTE SERRINHA DO CATIMBAU
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O livro "DOMINGUINHOS O NENÉM DE GARANHUNS" de autoria do professor Antonio Vilela de Souza, profundo conhecedor sobre a vida e trajetória artística de DOMINGUINHOS, conterrâneo ilustre de GARANHUNS, no Estado de Pernambuco.

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CINE CAIÇARA.

Por Lindomarcos Faustino

Esta casa de cinema foi inaugurada no dia 28 de maio de 1955, uma das mais prestigiadas casas shows do município de Mossoró, além de ser um cinema de grande qualidade. Esta casa cultural foi construída para ser um cinema, na década de 50, localizado na Rua Alfredo Fernandes, centro. Vários artistas renomados do país já passaram pelo palco desse prédio: Alcides Gerardo, Ângela Maria, Emilinha Borba, Cauby Peixoto, Stênio Garcia, Sérgio Mamberti, Aracy Balabanian, Vital Farias, Xangai, Saulo Laranjeira, Patativa do Assaré e muitos outros pisaram no palco do Caiçara. Neste tempo, o programa “Vesperal das Moças”, comandado pelo saudoso Genildo Miranda estava no auge, sendo sempre apresentado aos sábados à tarde. Também os artistas da terra se apresentavam muito no palco do Cine Caiçara, tais como: Socorrinha Melo, Romildo Nunes, Mércia Paiva, Lupércio Luiz de Azevedo, além de outros.


Ainda na década de 50 o prédio passou por uma grande reforma, melhorando sua estrutura e teve uma grande reinauguração, sendo apresentados grandes filmes de Hollywood. Depois este espaço de arte permaneceu um bom tempo fechado, mas em abril de 1990 surgiu na cidade um novo movimento cultural, que resolveram lutar pelo Caiçara, que era o grupo teatral Nocaute à Primeira Vista, que após abertas as portas do prédio foi criada a Cooperativa Caiçara de Artistas, Técnicos e Produtores Culturais de Mossoró – COOCAR, que por muito tempo organizaram diversos shows de teatros, músicas e danças com artistas da terra e de fora. Mas no dia 28 de agosto de 1992 a COOCAR fechou as portas do Cine Caiçara devido à falta de apoio. Por mais de 15 anos permaneceu novamente com suas portas fechadas, com seu palco vazio e luz apagada. Sendo que o prédio foi totalmente derrubado e no seu lugar foi construído o Centro Empresarial Caiçara, inaugurado no dia 23 de outubro de 2008, uma idealização do Engenheiro Civil Jorge do Rosário, dono da REPAV, que foi a construtora responsável pela obra. O edifício atualmente é composto por 71 salas, sua fachada é de pele de vidro.

Esta casa de cinema foi inaugurada no dia 28 de maio de 1955, uma das mais prestigiadas casas shows do município de Mossoró, além de ser um cinema de grande qualidade. Esta casa cultural foi construída para ser um cinema, na década de 50, localizado na Rua Alfredo Fernandes, centro. Vários artistas renomados do país já passaram pelo palco desse prédio: Alcides Gerardo, Ângela Maria, Emilinha Borba, Cauby Peixoto, Stênio Garcia, Sérgio Mamberti, Aracy Balabanian, Vital Farias, Xangai, Saulo Laranjeira, Patativa do Assaré e muitos outros pisaram no palco do Caiçara. Neste tempo, o programa “Vesperal das Moças”, comandado pelo saudoso Genildo Miranda estava no auge, sendo sempre apresentado aos sábados à tarde. Também os artistas da terra se apresentavam muito no palco do Cine Caiçara, tais como: Socorrinha Melo, Romildo Nunes, Mércia Paiva, Lupércio Luiz de Azevedo, além de outros.

Ainda na década de 50 o prédio passou por uma grande reforma, melhorando sua estrutura e teve uma grande reinauguração, sendo apresentados grandes filmes de Hollywood. Depois este espaço de arte permaneceu um bom tempo fechado, mas em abril de 1990 surgiu na cidade um novo movimento cultural, que resolveram lutar pelo Caiçara, que era o grupo teatral Nocaute à Primeira Vista, que após abertas as portas do prédio foi criada a Cooperativa Caiçara de Artistas, Técnicos e Produtores Culturais de Mossoró – COOCAR, que por muito tempo organizaram diversos shows de teatros, músicas e danças com artistas da terra e de fora. Mas no dia 28 de agosto de 1992 a COOCAR fechou as portas do Cine Caiçara devido à falta de apoio. Por mais de 15 anos permaneceu novamente com suas portas fechadas, com seu palco vazio e luz apagada. Sendo que o prédio foi totalmente derrubado e no seu lugar foi construído o Centro Empresarial Caiçara, inaugurado no dia 23 de outubro de 2008, uma idealização do Engenheiro Civil Jorge do Rosário, dono da REPAV, que foi a construtora responsável pela obra. O edifício atualmente é composto por 71 salas, sua fachada é de pele de vidro.

Fonte: facebook
Página: Lindomarcos Faustino

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MEU ÚLTIMO ENCONTRO COM LUIZ GONZAGA

 Por Geraldo Menezes Barbosa
Vídeo do Youtube

Faz muito tempo, mas aconteceu. Vale a pena lembrar. Após abastecer meu veículo, à margem da BR 116, descobri sentado, no restaurante, ao lado do seu motorista, o famoso Luiz Gonzaga, de boné e óculos escuros, tendo o olhar voltado para estrada. Estava absorto, talvez lembrando sua terra no Exu ou estimulado pelo cheiro da carne assada que vinha do alpendre. 


Luiz trazia no rosto desenhos profundos de um homem amargurado, emagrecido, ombros caídos, em nada se assemelhando aquele biótipo amorenado, monumento vivo de braços valentes repuxando os pulmões da sanfona, estremecendo a plateia no melhor ritmo do reinado do baião daqueles velhos tempos.

Aproximei-me dele para tocar-lhe o ombro, em sinal de identificação amiga dos nossos bons momentos da Rádio Progresso de Juazeiro, nos shows delirantes programados.

- Luiz Gonzaga! Que bom revê-lo! Nunca mais andou pelo Juazeiro?

Minha saudação de alegria teve uma resposta melancólica. Erguendo a cabeça, o sanfoneiro fitou-me buscando uma identificação que não conseguia e balbuciou triste:

_ Como vai o senhor?

Resposta anônima e diferente a um passado bem recente, quando nos abraços no acerto de contas dos contratos e na alegria de suas noites de sucessos. Desconversei qualquer coisa e fui saindo entristecido. Seu motorista, ao lado, sinalizou-me com um olhar de decepção confirmando que seu patrão já não era o mesmo.

Vídeo do Youtube

Prossegui viagem profundamente constrangida por aquele encontro. Senti que o rei estava próximo de morrer. Já não expressava a simpática eloquência comunicativa de festa interior, quando dissertava o linguajar do baião em livre palestra regionalista, sem a necessidade de olhar para o teclado. Luiz exibia ali um fantasma amargurado de corpo e alma. Havia perdido a alegria de viver, vítima da falta de saúde, decepção e sem esperança por um amanhã propício.

Vídeo do Youtube

Nunca imaginei ver aquele "monarca nordestino" condenado a um abandono de si próprio, sem a capacidade de sonhar. Ele que distribuiu tantos sonhos de amor por esse mundo a fora. Que encantou os terreiros e palcos. Acelerei o carro na certeza de ter visto, pela última vez, o mais eloquente folclorista do Brasil.

http://blogdosanharol.blogspot.com.br/2015/12/meu-ultimo-encontro-com-luiz-gonzaga.html

Ilustrado por José Mendes Pereira

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MOSSORÓ E A REGIÃO ADJACENTE PERDEM O MAIS VELHO DA CIDADE COM 143 ANOS

Por José Mendes Pereira

A cidade de Mossoró e as cidades vizinhas receberam a notícia do seu falecimento com tristeza. Faleceu  hoje, aos 143 anos, quem mais informou aos Potiguares, o jornal O MOSSOROENSE, pois deixará de circular na região. O jornal O Mossoroense irá continuar as suas atividades somente na versão online.

Pêsames

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O REENCONTRO

Por Clerisvaldo B. Chagas, 2 de janeiro de 2016 - Crônica Nº 1.493

Lembrando o velho casarão da antiga Praça da Bandeira, em Santana do Ipanema, veio ao empresário Juarez Delfino, a ideia de um reencontro com os colegas concluintes de 1966. O primeiro reencontro foi mesmo entre a minha pessoa e Delfino, de modo inusitado. Colega de Ginásio e de república de estudantes, cada qual seguiu seu rumo e há cerca de 30 anos não nos víamos, até que um almoço em sua residência matou saudades e formalizou um pedido: “Clero, pelo amor de Deus, organize em Santana um reencontro com os nossos ex-colegas concluintes de 1966 aqui na minha residência ou em Santana”. Prometi na hora que tentaria.


Iniciamos na antiga 5ª Série com 52 estudantes e encerramos a 8ª com 45. Fomos conhecer a novidade da época: a adutora de Belo Monte que traria água para Santana. Participamos de grêmio estudantil e conseguimos verba através das nossas promoções para um passeio a Paulo Afonso e outro a Fortaleza/Mossoró/ Juazeiro do Norte.

Depois, somente saudades da turma e do casarão que nos abrigara por tantos anos. Cada um procurou seguir o seu rumo e muitos nem sabemos por onde andam.

Pelo menos, na foto oficial da turma, tem um ex-colega falecido.

Vamos assanhando os que conhecemos, com os primeiros contatos sobre o assunto. Iremos tentar juntar o maior número possível dos antigos companheiros de escola, inclusive com aqueles que deverão comparecer com familiares e com surpresas. Temos a impressão de que José Pinto Araújo, ex-diretor do Ginásio Santana e o professor Antônio Dias, aceitarão comemorar conosco a era de ouro do Ginásio. Outros ex-professores também.

Nada está decidido. Entre fevereiro e março deveremos marcar os primeiros encontros de organização. Prazo longo para o evento, chefe, que a missão é árdua, mas saborosa.
Nada como um dia atrás do outro.


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COMO CONHECIMENTO - FOTOS INÉDITAS DE PLUTÃO


Até recentemente, tínhamos uma visão limitada de Plutão; os cientistas tinham mais perguntas do que respostas. Finalmente conseguimos tirar algumas dúvidas em julho desse ano, quando a sonda espacial New Horizons fez um sobrevoo pelo ex-planeta, enviando à Terra incríveis imagens de alta resolução de Plutão.

As fotos forneceram com um tesouro de informações sobre as características geográficas do planeta-anão: cadeias de montanhas, uma planície em forma de coração chamada Sputnik Planum, gelo fluindo por vales, e muito mais. Também vimos de perto a maior lua de Plutão, Caronte.

Caronte lua de Plutão e ele à direita

New Horizons foi lançada em 2006 e fez um sobrevoo em torno de Júpiter em 2007. Depois de passar por Plutão, a sonda agora está a caminho de nos oferecer um olhar igualmente sem precedentes do Cinturão de Kuiper, em algum momento de 2019.

http://professorjosecosta.blogspot.com.br/2015/12/10-grandes-manchetes-da-ciencia-em-2015.html

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OS ÚLTIMOS DIAS DE FERNANDO DA GATA

Publicado em 09/12/2009 por Airton Chips

O maior bandido que já pisou o ‘sul das geraes’, foi morto com um tiro no peito, antes de chegar à cidade de Santa Rita.

O meliante solitário dominava cães ferozes nos quintais, nas quebradas da noite, invadia mansões de ricos empresários, roubava suas joias e estuprava suas esposas e filhas e desaparecia durante o dia.
     
Seus crimes colocaram dezenas de policiais em sua sombra e ele acabou morrendo com apenas um tiro no lado direito do peito, nas margens do rio Sapucaí na fazenda do Huet Moreira.
     
Mesmo depois de morto ele continuou dando trabalho à polícia que o exibiu como troféu e fez seu velório na delegacia.
    
Três semanas depois de sua morte, ele fez sua primeira e única viagem de avião… da morte, para ser sepultado sem os dedos, sob aplausos da população do vale do Jaguaribe, no Ceará, onde se tornou herói.
    
Conheça a história do terror dos ricaços, que passou como um vendaval por Pouso Alegre, levando joias, honra e uma tenra vida, até ser baleado por um policial que o encarou sozinho, ao pé da noite, num matagal.
     
Acesse “Direto da Policia” e saiba como foram os “últimos dias de Fernanda da Gata”.

https://valeindependente.wordpress.com/2009/12/09/os-ultimos-dias-de-fernando-da-gata/

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COMBATE NAS CARAÍBAS


Combate nas Caraíbas: Lampião tomou conhecimento que havia duas volantes em seu encalço, comandadas por Optato Gueiros e Higino Belarmino de morais. Juntas somavam quarenta homens, incluindo alguns nazarenos. Lampião resolveu emboscar seus perseguidores, aproveitando a topografia da região de Caraíbas, ao lado do Riacho Poço da Cruz. Lampião contava com o auxílio de Manoel pequeno, famoso bandoleiro que comandava os "caboclos", moradores de uma localidade chamada jacaré. O tiroteio começou as 17:h no dia 15-02. Lampião abandonou a luta, levando alguns feridos, os sobreviventes da volante deram o incidente por encerrado com a fuga dos cangaceiros, e rumaram para São Silvestre.

Fonte: facebook

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LIVROS DO ESCRITOR GILMAR TEIXEIRA


Dia 27 de julho de 2015, na cidade de Piranhas, no Estado de Alagoas, no "CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015", aconteceu o lançamento do mais novo livro do escritor e pesquisador do cangaço Gilmar Teixeira, com o título: "PIRANHAS NO TEMPO DO CANGAÇO". 

Para adquiri-lo entre em contato com o autor através deste e-mail: 
gilmar.ts@hotmail.com


SERVIÇO – Livro: Quem Matou Delmiro Gouveia?
Autor: Gilmar Teixeira
Edição do autor
152 págs.
Contato para aquisição

gilmar.ts@hotmail.com
Valor: R$ 30,00 + R$ 5,00 (Frete simples)
Total R$ 35,00

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CASA DE LUPUNAR CRIME

Por Francisco de Paula Melo Aguiar - Advogado

 ‘‘Assim, mesmo diante da existência da previsão inserida no artigo 229 do CPB [Código Penal Brasileiro], tanto a doutrina como a jurisprudência tem orientado pela atipicidade material da conduta, frente ao princípio da adequação social’’.

Des. Aymoré Roque Pottes de Mello

Na realidade o nosso país é uma mina da galinha dos ovos de ouro, aqui tudo é proibido na forma da lei, porém, diante da omissão do Estado, a própria legislação dele emanada é a administração pública em sentido amplo tolerante ao fechar os olhos para o funcionamento de certas repartições, vejamos, por exemplo, que para se abrir uma microempresa para vender serviços de quaisquer espécies, o Poder Público exige o preenchimento de uma série de documentos e compromissos presentes e futuros. Entre existe o funcionamento escancarado de casas e ou prostíbulos e ou pontos de favorecimento a prostituição em plena via pública, inclusive de propagandas nas rodovias, cidades e através de rádio, televisão, internet, etc. É daí que vem a indagação para que serve a proibição legal se diante da gestão pública é permitida a olhos vistos? Por analogia isso é mesmo que fazer ouvido de marcador, nos termos da prática de ferrar escravos com os nomes e ou símbolos que representavam seus donos e ou proprietários. A via administrativa para abrir uma casa comercial é semelhante a via sacra romana, porém, “ter casa de prostituição não é crime, decide Câmara Criminal do TJ-RS”, conforme publicação da Revista Consultor Jurídico ¹. Assim sendo, explorar o ramo de casa de prostituição não é crime, tendo em vista “a prevalência deste entendimento levou a maioria da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul a aceitar apelação de uma mulher condenada por manter uma casa de encontros amorosos numa pequena comarca do interior do estado”. Entenda-se que não se trata de uma casa de encontros do tipo motel, constituída como empresa de lazer e ou de sexo ao pé da letra. Trata-se de uma casa duvidosa para se pular fora do muro e envolver figuras que não tem como freqüentar motéis e casas semelhantes, diante de pagamentos específicos de impostos diretos e indiretos. Segundo a publicação referida “no primeiro grau, o juízo local já havia absolvido a denunciada das imputações dos delitos de favorecimento à prostituição e rufianismo (tirar proveito da prostituição alheia), tipificados, respectivamente, nos artigos 228 e 230 doCódigo Penal. Mas acolheu e confirmou in loco a denúncia do Ministério Público para o crime de ‘‘manter casa de prostituição’’, tipificado no artigo 229. O juiz da comarca, junto com outros servidores da Justiça, descreveu em ata a inspeção realizada no estabelecimento. Ele constatou a presença de mulheres, de camas de casal e de embalagens de preservativos masculinos, ‘‘evidenciando abalo à ordem pública pela reiteração delituosa’’, valendo salientar de que “no TJ-RS, a relatora do recurso, desembargadora Vanderlei Teresinha Kubiak, manteve a condenação, mas reduziu a pena para o mínimo legal — dois anos de reclusão em regime aberto —, posteriormente convertida em prestação de serviços à comunidade e ao pagamento de multa. A seu ver, não se poderia falar em ‘‘atipicidade material’’ em razão da conivência social, ‘‘pois a lei penal somente perde sua eficácia sancionadora com o advento de outra lei que a revogue’’, consignou no voto, que restou vencido no final do julgamento”, porém, o princípio da adequação social, fez com que brilhantemente “o desembargador Aymoré Roque Pottes de Mello, que puxou a divergência e foi o redator do acórdão, disse que a conduta é atípica. É que, com a evolução dos costumes, segundo ele, a manutenção de estabelecimentos de prostituição passou a ser tolerada pela sociedade. ‘‘Assim, mesmo diante da existência da previsão inserida no artigo 229 do CPB [Código Penal Brasileiro], tanto a doutrina como a jurisprudência tem orientado pela atipicidade material da conduta, frente ao princípio da adequação social’’, complementou”,porém, com o voto também divergente do desembargador Ícaro Carvalho de Bem Osório, a ré acabou absolvida com base no artigo 386, inciso III, do Código de Processo Penal, ou seja, o fato não se constitui em infração penal. O acórdão foi lavrado na sessão de 11 de dezembro de 2015, o qual pode ser acessado e lido com a devida modificação², segundo nos informa publicação de Geomar Filippin, na Revista Consultor Jurídico, conforme o correspondente Jomar Martins, no Estado do Rio Grande do Sul.
                
Então ter e ou manter casa de lupanar e ou de prostituição não é crime em nosso país e sim uma empresa que deve ser diretamente catalogada pelo Poder Público para pagar seus impostos diretos e indiretos, assim como já fazem os motéis e congêneres, diante da tolerância legal, uma vez que fede mais não incomoda tal tolerância, é tempo de acabar com tanta hipocrisia social diante da falsa moralidade aqui ainda predominante, aos poucos, o aparelho repressor, chamado de Poder Judiciário, nos faça abrir os olhos de que existe a conivência social ou seja a sociedade não permite legalmente, porém, aceita sua existência como meio de vida para muitos e de miséria moral para outros. Viva o principio da adequação social, diante de tais argumentos ali justificados para absolver tal atitude até então tido como criminosa a luz dos autos do referido julgamento. Tal decisão ainda vai render via recurso perante o STJ – Superior Tribunal de Justiça e bem assim no próprio STF – Supremo Tribunal Federal, caso contrário a banalização da existência de casa de prostituição e ou lupanar, crescerá como fermento na massa que se faz pão para alimentar nossas famílias. Então é ou não crime a atividade de cafetina e ou de cafetão e ou em casa de lupanar?

² Cf.: Acórdão modificado.In.:< http://s.conjur.com.br/dl/tj-rs-manter-casa-prostituicao-fato.pdf >. Acessado e lido em 01/01/2016.


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