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segunda-feira, 15 de maio de 2017

TRECHO DA ENTREVISTA DA CANGACEIRA ADÍLIA AO PROFESSOR GILVAN MELO

Por Noádia Costa
Foto 1: Cangaceiras Adília e Sila
ENTREVISTADOR: E como eram Lampião e Maria Bonita?

ADÍLIA: Lampião era boa pessoa. Ele não era brabo, só quem fizesse brabeza com ele, quem tivesse a língua grande, mas quem era bom com ele, que via ele e não conversava pra ninguém, aí era amigo dele. Agora conversou... não era amigo dele não.

Maria Bonita era boa pessoa, boa, boa pessoa também. Eu não tenho queixa de Maria Bonita. ENTREVISTADOR: E era bonita mesmo?

ADÍLIA: Era bonita, mas não era...

ENTREVISTADOR: Por onde a senhora andou no tempo do cangaço?

ADÍLIA: Isso aí tudo era mato, era caatinga, sempre eu andava pro todo canto, Raso da Catarina, pra Bahia, Santa Brígida. Eu saí ...eu tava pra ganhar neném, num lugar chamado Saco Grande, aí mataram ele. Um primo-irmão meu que matou ele. Aí eu fui e me entreguei. Passei três meses pro lado de Propriá e aí vim me embora pra aqui. Aí eu ganhei o menino e no dia que o menino inteirou um ano eu me casei. Aí casei de verdade, fui casada mesmo, na igreja. Foi quando mataram Canário, e já tinham matado Lampião. Todo mundo foi se entregando, aí eu fui e me entreguei logo em Propriá. Não vou caminhar na frente de soldado, Deus me livre!!

Fonte: facebook
Página: Noádia Costa
Grupo: Historiografia do Cangaço
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RIFLE CURTO WINCHESTER

https://www.youtube.com/watch?v=WMVVO48kLp0

A arma que conquistou o OESTE... Foi usada por Búfalo Bill; Billy The Kid;No Brasil recebeu o nome de " PAPO AMARELO ".

Sensacional vídeo sobre essa famosa arma. Nele, você vê as partes da arma; seu mecanismo de funcionamento e.muito mais. VALE A PENA 

ASSISTIR ESSE VÍDEO...! Veja aí Fabio CarvalhoAdriano Pinheiro e, demais membros especialistas em armas.

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta
Grupo: Lampião, Cangaço e Nordeste
Link: https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/

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POMBAL DÉCADA DE 1970 O BARRACO PADRE CÍCERO.

Por Jerdivan Nóbrega de Araújo.

Duas formas de irritar Zé de Lau, o proprietário.

1. O nome Do fiteiro era "Barraco Padre Cícero". Abreviado para "Pe. Cícero" eu perguntava pra ele por que o nome do Barraco era "Pé Cicero".


2.Devoto do Padre Cícero, Zé de Lau ele tinha exposto na prateleira uma estátua do padre, em gesso.


Eu dizia:

- Zé, abre essa Coca Cola pra gente beber.



Jerdivan Nóbrega de Araújo


 Enviado pelo professor, escritor, pesquisado do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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VISITE O MUSEU DE SUA CIDADE


VISITE O MUSEU de sua CIDADE. 

De 16 a 18/05/2017, O Museu Histórico LAURO DA ESCÓSSIA (Museu Municipal de Mossoró) estará comemorando o DIA internacional dos Museus, com apresentação da ESCOLA DE ARTES e EXPOSIÇÃO de fotografias (Horário das apresentações de 8:00 as 11:00hs). 




Acesso também a todo acervo Histórico da Cidade de Mossoró. Venham nos Visitar de TERÇA a SEXTA de 07 as 13hs e aos SÁBADOS de 07 as 11hs. Fone para contato (84) 3315-4778.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisado do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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A TRÁGICA POPULARIDADE

Imagem ilustrativa da matéria.

Milhares de olhos curiosos receberam, na Bahia, dois terríveis facínoras do bando de “Lampião”

“Volta Seca” faz declarações de verdadeiro fanático.

BAHIA, 24 (A. B.) – A chegada dos bandoleiros, entre eles “Volta Seca", célebre matador de gente, aprisionado nas caatingas, estava sendo ansiosamente esperado em todas as estações da E. F. Norte Baiano.

De Alagoinhas para o sul um grande número de curiosos se apinhavam nas gares para conhecer os famigerados companheiros de “Lampião". Em Periperi, estação próxima a esta capital, quando o comboio parou uma onda popular calculada em mais de 2.000 pessoas se precipitou sobre os carros de 2ª classe, onde vinha a escolta com os bandidos. O tenente Azevedo conseguiu a custo romper a massa de curiosos. Fez desembarcar os presos que saltaram, amarrados ombro a ombro, debaixo de uma formidável vaia das mocinhas e crianças. Em seguida, foram metidos no carro-forte da polícia e conduzidos à Casa de Detenção desta capital.

BAHIA, 24 (A. B.) – Um vespertino publica uma entrevista com o jovem bandoleiro Antônio dos Santos, vulgo “Volta Seca”, que chegou anteontem, no “comboio dos bandidos”, a esta capital.

“Volta Seca” declarou não ter mais de 16 anos. Entrou para o grupo de “Lampião" aos 12 anos. Vivia em Sergipe, como vendedor de doces, quando “Lampião” o convidou para trabalhar em sua companhia. Ordenou-lhe que mudasse de nome. E agora ia se chamar “Volta Seca”. Deu-lhe um fuzil para matar macaco (gente de polícia). E desde isso começou vida nova.

“Volta Seca” declarou que “Lampião” é muito respeitador de mulheres. Essa história de mandar a noiva tirar o vestido é mentira. A seguir prosseguiu:

- “Lampião” é um chefe muito direito. Não nos paga ordenado, mas quando a gente precisa de dinheiro ele dá sem a menor reclamação. O que ele exige é que se mate macacos nos combates.

Alguém perguntou a “Volta Seca” por que ele gostava de Sergipe.

- Ah! – Respondeu ele sorrindo. Ali ninguém faz mal a “Lampião”. Ali ninguém nos faz mal. Nem a polícia. Somos camaradas. Muita gente boa é amiga de “Lampião”. Mandam-lhe dinheiro e até munição.

Jornal O GLOBO – 24/03/1932

Fonte: facebook

O VOLTA SECA QUE JORGE AMADO NÃO CONHECIA

Por Nataly Mendonça, estudante de direito.

“Vou guardar, no dia que eu saí daqui desse xilindró vô atráis desse tar iscritô mintiroso e vô fazê ele inguli todin, tô com a pinimpa no côro agora.” (Volta Seca ao descobrir que Jorge Amado usou sua identidade para criar um personagem.)
Escritor Jorge Amado

Nos meus tempos de Ensino Médio, ao ler Capitães da Areia, senti certa empatia em relação ao personagem da trama cujo padrinho era Lampião. Ao término da leitura, acabei esquecendo o assunto. Tempos depois, lá para meados de 2015, descubro que o menino cangaceiro realmente existiu e que ainda por cima tinha sangue sergipano. Foi o suficiente para atiçar minha curiosidade. Na época, o autor Robério Santos (ele quem me apresentou ao Volta Seca real) me contou superficialmente a história do cangaceirinho e disse que em breve lançaria um livro sobre ele. Desde então, vinha aguardando ansiosamente para ter este tal livro em mãos, que, apesar de ter guardada uma cópia em PDF, esperei para poder folheá-lo e sentir aquele cheirinho típico de livro novo.

As quatro vidas de Volta Seca é uma leitura extremamente deliciosa. Sua narrativa é diferenciada, montada de forma “romanceada”, incluindo falas e descrições de cenários, as quais possibilitam que o leitor imagine toda a situação. Se não fosse a árdua pesquisa por trás da construção desta biografia, o livro poderia facilmente ser considerado uma obra de ficção. No entanto, cada fato narrado ali aconteceu e, enquanto lia, ficava imaginando o minucioso trabalho de coletar, filtrar, selecionar e organizar todas as informações sobre Antônio dos Santos, o menino cangaceiro. Um verdadeiro quebra cabeças. Vale ressaltar que o livro possui uma iconografia superinteressante, que ajuda a ilustrar a trama e enriquece ainda mais a experiência de leitura.

O livro está dividido em quatro “encarnações”; a primeira, narrando sua infância, que não foi muito diferente das demais crianças nordestinas que viveram no sertão. Particularmente, foi minha parte preferida do livro, talvez por reconhecer nas narrativas situações que meus avós e pais vivenciaram em certo momento da vida. É emocionante, além de ser uma boa fonte antropológica. A segunda encarnação se dá início quando Antônio dos Santos entra para o bando de Lampião e se transforma em Volta Seca. Vemos, nessa parte, como era o dia-a-dia nômade da vida dos cangaceiros e alguns dos eventos mais chocantes envolvendo estes, como a chacina em Queimadas, na Bahia, em 1929. A fase do cangaço é a mais chocante, nela vemos uma criança que, ao ser exposta ao determinismo do meio, perde sua inocência e se vê fazendo parte do banditismo. 

A terceira parte do livro enfoca a longa passagem de Volta Seca pela cadeia, o qual foi preso aos treze anos de idade e condenado injustamente a 145 anos de prisão. Nesta encarnação vemos o menino amadurecer físico e mentalmente atrás das grades, suas fugas e também a exploração midiática intensa sofrida por ele enquanto preso. Um detalhe enriquecedor do livro nesta parte são as entrevistas de diversos jornais que foram incluídas. Nelas, fica bem claro o quanto a mídia distorcia, aumentava fatos e inventava mentiras, as quais, na maioria das vezes, denegriam a imagem do menino cangaceiro. A quarta e última parte narra a vida de Volta Seca a partir de quando ele consegue sua tão sonhada liberdade, após cumprir vinte anos de cárcere e ter sua pena reduzida. Ele abandona seu apelido de cangaceiro e volta a ser Antônio dos Santos, um homem que compôs música, se envolveu com cinema, teve muitos filhos, trabalhou honestamente e terminou sua vida de forma simples e pacata.

Em suma, as quatro vidas de Volta Seca é um livro que desperta o interesse de vários públicos. Um adolescente terá uma boa história para ler, um historiador, uma bela fonte sobre o fenômeno do cangaço, um antropólogo com certeza poderá fazer uma análise da vida nordestina, um jurista terá em mãos um caso em que o direito foi mal aplicado, um sociólogo analisará o determinismo. Enfim, uma obra de qualidade, perfeita para presentear inúmeros públicos, que, após terminarem a leitura, provavelmente ficarão tão encantados pelo tema quanto eu.

Fonte: facebook
Página: Robério Santos

Grupo: Ofício das Espingardas

https://www.facebook.com/groups/545584095605711/

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MÃES.

Por Arimathea Barbosa

Extensão do amor divino
Oráculo de luz e saber
As mãos sempre estendidas
Coração que ama e crê
Mulheres guerreiras e corajosas
Pelo Filhos tem o poder

São únicas em sua essência
Na criação na há igual
Delas advém a vida
De maneira divinal
O amor se fecundou nelas
Num espírito maternal

Missão nobre e Santa
As mães foi outorgada
Oferecem tudo de si
Mesmo que não recebam nada
O carinho de seus filhos
Pra elas já é grande paga

O Deus sábio e amoroso
Se utilizou dessas criaturas
Para cuidar de seus filhos
Com mais casta ternura
Missão que nem aos anjos confiou
Somente as filhas da candura

Cristo teve sua mãezinha
E nos deu uma também
Graças aos Céus por essa graça
Que traduz amor e bem
Posso não possuir nada
Mas Jesus e mamãe me querem bem.

Feliz dia das Mães❤💛💚💙💜

Arimathea Barbosa

Enviado pelo professor, escritor, pesquisado do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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domingo, 14 de maio de 2017

NOVO LIVRO NA PRAÇA "O PATRIARCA: CRISPIM PEREIRA DE ARAÚJO, IOIÔ MAROTO".


O livro "O Patriarca: Crispim Pereira de Araújo, Ioiô Maroto" de Venício Feitosa Neves será lançado em no próximo dia 4 de setembro as 20h durante o Encontro da Família Pereira em Serra Talhada.

A obra traz um conteúdo bem fundamentado de Genealogia da família Pereira do Pajeú e parte da família Feitosa dos Inhamuns.

Mas vem também, recheado de informações de Cangaço, Coronelismo, História local dos municípios de Serra Talhada, São José do Belmonte, São Francisco, Bom Nome, entre outros) e a tão badalada rixa entre Pereira e Carvalho, no vale do Pajeú.

O livro tem 710 páginas. 
Você já pode adquirir este lançamento com o Professor Pereira ao preço de R$ 85,00 (com frete incluso) Contato: franpelima@bol.com.br 
fplima1956@gmail.com

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NO MEIO DO MUNDO

*Rangel Alves da Costa

Cão sem dono. Gato de rua. Andorinha de qualquer verão. Pássaro de qualquer telhado. Bicho perdido. Um estranho no ninho, pássaro sozinho. É bom ser e viver assim de vez quando.
É que no meio do mundo o mundo se abre amais, é avistado melhor, não há direção nem norte, não há comprometimento nem de chegar nem de partir. Meio de mundo que é vida e liberdade.
Barco sozinho ao mar. Farol aceso a qualquer embarcação. Folha seca que vai voando e voando até chegar a qualquer lugar. Sopro de vento, apenas, apenas soprando. É bom ser e estar assim de vez em quando.
Somente no meio do mundo, assim como vagante, assim como andarilho, assim como errante, é que se tem aos pés o verdadeiro mundo. Não há o disfarce da casa nem a fila que espera à frente. Por isso que é bom estar assim de vez em quando.
Gota de chuva que cai sobre as águas e logo se dilui em nova vida. Fio de seda que o vento leva do casulo para o distante além. Fumaça perdida, subida, sumida. Horizontes que vão adiante do olhar. Que bom ser assim de vez em quando.
De vez quando no meio do mundo. Depois da porta apenas a estrada, o caminho, a curva adiante, o mundo como destino. Somente se aprende o mundo vivendo o que seja mundo, e não entre quatro paredes.
Areia solta ante a ventania. Estrela cadente caindo e caindo. Fera desgarrada da mata. Pássaro depois que a porta da gaiola é aberta. Janela aberta no vai e vem de qualquer querer. Um eco que se perde no espaço. Assim é melhor viver.
No meio do mundo o mundo é maior. Nada é limitado, nada é indicado, nada é imposto, nada é direcionado. Apenas o mundo, e pronto. Mesmo descalço, mesmo descamisado, o que se busca é o meio do mundo.



Um olhar que se perde além. Uma saudade sem rosto e sem nome. Uma vontade inusitada de fazer qualquer coisa. O pensamento que viaja sem direção. Uma estrada que vai e se longa, e vai e se perde na curva. Como é bom viver numa estrada assim.
A liberdade é o que sempre se busca. O homem não nasceu para viver nem entre muros nem entre paredes. As estradas e os caminhos existem são para serem percorridos. E somente conhecendo adiante é que se conhece mais. Daí ser tão boa essa libertação.
Gota d’água que vai caindo, jorrando e jorrando, seguindo e seguindo. Planta que nasce e vai crescendo até se perder entre as nuvens. As nuvens que sempre passam e sempre parecem as mesmas nuvens. Como é bom viver sensações assim.
Sensação de liberdade, de paz, de soltura, de livre-arbítrio, de alvedrio. Feito pássaro de asas ávidas para alçar voo, a todo instante o homem sonha com a sua viagem de Ícaro, com os seus espaços, com os seus mundos mais além. E só assim ganha forças para seguir.
O desejo incontido de fazer. A necessidade imperiosa de realizar. A vontade imensa de concretizar. Essa intencionalidade tão humana de ser apenas o que. Essa propensão humana de ser além e de estar além. Eis o ânimo da vida humana.
Para que documentos, para que números e números, retratos e fotografias, nomes e sobrenomes, se o homem é apenas ele mesmo? Então deixai o homem ser o que é no seu mundo, na liberdade que deseja seguir na estrada. Assim é que se expressa sua libertação.
A borboleta. O colibri. A abelha. O beija-flor. A folha. O pó. A poeira. Tudo segue seu instante a qualquer instante. E por que não o homem? O que ao homem foi impedido de ser pássaro, de ser brisa, de ser folha, de ser nuvem, de ser o que desejar?
Então que siga. O meio do mundo não é somente para as duras lições da vida. Não é só para amargar sofrimentos. O meio do mundo é caderno aberto, é folha esperando para que seja escrita a liberdade.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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POMBAL EM UMA TARDE DE CHUVA, ANTES DE 1938 E OUTRA FOTOGRAFIA DA MESMA PERSPECTIVA, DEPOIS DE 1938.

Por Jerdivan Nóbrega de Araújo

Pombal em uma tarde de chuva, antes de 1938 e outra fotografia da mesma perspectiva, depois de 1938. Na foto superior, o detalhe do Rio Piancó em época de cheia.


Jerdivan Nóbrega de Araújo 

Enviado pelo professor, escritor, pesquisado do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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SERRA DO PICO- A BALIZA DA NOSSA TERRA.

Por Giovane Gomes

Quando muitos jovens da terra foram perseguir Lampião, depois de 02 anos voltaram para visitaram em 25/11/31. Voltaram para visitar as famílias chegando em cima do velho alto grande de jatobá, avisaram-se a Serra do Pico. Foi festa apesar de nós virmos voltando festa era festejada com tiros de fuzil. A serra do pico tem também outro ponto histórico, ao lado esquerdo está encravada a lagoa do prefeito, não sei calcular a sua altitude, a serra do pico avistada de muito longe e quanto mais longe, era mais bonita. Quando se avistava a Serra do Pico parecia já está tudo em nossa terra, a serra é o marco. Eu devo a minha vida a Serra do Pico. 


Viajando do lado da Bahia, avistei, parei e demorei muito tempo contemplando aquela vista bonita recebendo os raios do sol. Era a tardinha, fiquei muito tempo vendo aquele marco bonito da nossa terra. 

Com está demora, perdi os carros para Floresta e me livre de uma emboscada mortal, os tiros que eram para mim foram para disparados em outro nazareno. A vítima foi Teodoro gomes de Sá, no dia 12 de Dezembro de 1970. Apesar da nossa alegria de ter avistado a Serra do Pico, vinha a tristeza de de chegar em nossa Nazaré faltando companheiros que ficaram enterrados na terra fria do estado de Sergipe, vítima do tiroteios da Maranduba que ao acessa o tiroteio ficou morto no campo de luta 06 soldado e 03 cangaceiros e 11 feridos. 

Os cangaceiros tiveram mais vantagem, por que ficamos em cima de um banco de macambira e eles EM campo livre. Eu, Manoel Cavalcanti, assisti 6 tiroteio com Lampião. O tiroteio do raso da catarina, com o tenente Ozório Cordeiro. Com Coronel Liberato assisti o tiroteio de Maranduba e de riacho da Guia. O mais notável, com o Sargento Odilon Flor, assisti 2 tiroteios em plena caatinga e depois pedi baixa e vim embora para minha terra. Fui morar em Caboclo. Lampião foi me pegar, houve tiroteio, fui cercado, furei o cerco, fui embora, ficando um cangaceiro morto "Pó Corante". Esta foi a minha cooperação na perseguição à Lampião. ajudando aos meus conterrâneos de Nazaré. 

Falando ainda da Serra do Pico e a baliza da nossa terra, eu comparo está baliza com o farol de Olinda, que é a baliza dos navegantes, que viajavam no alto mar. Eu, Manoel Cavalcanti de Sousa, me responsabilizo por todas estas informações. Conto com a idade de 88 anos e meses, tenho residência na rua Manoel Novaes, N º 42-Floresta-PE . Aqui fico entrando na minha decadência dos velhos, mas tenho um passado limpo!

Assinado:

MANOEL CAVALCANTI DE SOUSA , SEU NECO DE PAUTÍLIA.

Seu Neco de Pautilia me presenteou com o original desse documento que ele chamava de seu testamento.

https://www.facebook.com/groups/545584095605711/?ref=br_rs

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DOIS LIVROS DO PROFESSOR WILSON SERAINE DA SILVA FILHO

Por Kydelmir Dantas

Recebendo a ficando maravilhado com os 2 livros do piauiense Prof. Wilson Seraine Da Silva Filho, recentemente publicados pela editora IMEPH de Fortaleza. Ambos tendo ligação intensa com LUIZ GONZAGA, o Rei do Baião: 


A FESTA DA ASA BRANCA (68 pág.) e CORDÉIS GONZAGUIANOS: 

Antologia (356 pág. ricamente ilustradas pelo poeta do traço Jo Oliveira ). Neste último estão contemplados os seguintes cordelistas Potiguares: Antônio Francisco, José AugustoJadson LimaMarcos Medeiros, Nilson Silva, Flávio DantasNildo Da Pedra Branca, Antonio Sobrinho e os radicados Abaeté Do Cordel e este que vos escreve. Vale ouro na Biblioteca de qualquer Gonzaguiano ou pesquisador dos temas cordéis, música e Nordeste. Serão lançados no Cariri Cangaço Exu, que acontecerá entre 20 e 23 de julho próximo.

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O DIA VIRÁ

 Por Medeiros Braga

Vivemos a intensa noite!
Ventos fortes em açoite
Varrem a nossa nação.
É como, na intrepidez,
Cair víssemos de uma vez
Raio, corisco, trovão.

Vive o povo apavorado
Sem saber mais de que lado
Há quem possa socorrer.
Eis a se desesperar
Por não poder mais contar
Com quem devia: o poder!

Do povo que não educou-se
O poder distanciou-se
Imprimindo outro gestor,
Um gestor com suas deixas
Bem indiferente às queixas,
Às injustiças, à dor.

Para tirar o sossego
Vem daí o desemprego
Com problemas sociais.
Vêm a fome, a violência
E que formam em sequência
Um lastro de marginais.

Contra medidas tão cruas
Minorias vão às ruas
Já sem forças, protestar,
O governo vira a cara,
Mas elas, de forma rara,
Virão outras despertar.

Governando para os ricos
Com os seus graúdos bicos
Se esvai toda riqueza,
Das sobras, pelos rigores
Não têm os trabalhadores,
Todo dia, o pão na mesa!

Quando crise se alardia
Continua a confraria
Farta, sem qualquer estorvo,
Vai continuar o estrago
Porque tudo será pago
Com sacrifício do povo.

Em troca compensadora
A classe trabalhadora
Gera a grande produção...
Mas, por outro, a burguesia
Sai gerando a rebeldia,
O ódio, a indignação.

Por isso, que os seus dias
São de perda de alforrias
E geração de guerreiros!...
Como Karl Marx falou
A burguesia criou,
Na extorsão, seus coveiros!

Esse dia vai chegar!...
Vai o povo despertar
Diante da insanidade!
E ao fim da travessia
A sua antiga utopia
Tornará realidade!

Enviado pelo professor, escritor, pesquisado do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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VAMOS ASSISTIR OS ATRITOS ENTRE OS FERREIRAS E OS SATURNINOS

Por José Mendes Pereira

Amigo leitor, nós que somos estudantes do cangaço, e principalmente das confusões entre os Ferreiras e os Saturninos, temos que entender bem como tudo isso começou, as brigas etc. Eu não estou colocando mais lenha na fogueira como se eu estivesse fazendo mais guerra, mas estou apenas querendo que você entenda como aconteceu as primeiras confusões entre estas duas famílias que eram vizinhas, e com o passar dos tempos, tornaram-se rivais.

Para você conhecer tudo isto, lógico que tem que  seguir os seus passos adquirindo o livro "Lampião a Raposa das Caatingas", através deste e-mail: franpelima@bol.com.br com o professor Pereira lá na cidade de Cajazeiras no Estado da Paraíba. 

O livro é recheado de assuntos sobre as duas famílias e sobre o cangaço de modo geral, histórias que você nunca imaginou que um dia iria ler tudo sobre Lampião e seu maior inimigo José Saturnino. 

Estes atritos entre os Ferreiras e os Saturninos você orá conhecer a partir da página 79, no livro "Lampião a Raposa das Caatingas". 

Livro: "Lampião a Raposa das Caatingas"
Autor: José Bezerra Lima Irmão
Página: A partir da 79...

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DOIS MOMENTOS DA FESTA DO ROSÁRIO DE POMBALPor

 Por Jerdivan Nóbrega de Araújo


Enviado pelo professor, escritor, pesquisado do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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O GLOBO, 28 DE AGOSTO DE 1930


Fonte: facebook
Página: Robério Santos
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PROGRAMAÇÃO DAS FESTIVIDADES DOS 90 ANOS DA RESISTÊNCIA DE MOSSORÓ AO BANDO DE LAMPIÃO.


O Presidente da Comissão Organizadora das festividades, Dr Francisco Marcos de Araújo, comunica que os principais eventos programados pela SBEC-Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço para comemorar os 90 anos da resistência de Mossoró ao Lampião e seus cangaceiros são:                        

1. JÚRI SIMULADO DO JARARACA. 2. LANÇAMENTO  DA REVISTA OESTE, do ICOP, com conteúdo sobre o Cangaço.                                              

3. CONCURSO DE PINTURA SOBRE CANGAÇO ( II Salão Dorian Gray de Arte Potiguar-Cangaço ).                        

3. SESSÃO SOLENE PARA CULTUAR OS HERÓIS DA RESISTÊNCIA.              
Obs. Há a possibilidade de se incluir na presente programação, uma Cavalgada percorrendo parte do trecho caminhado pelo bando de Lampião, quando de sua vinda à Mossoró.                                                

R E S E N H A  D O S  E V E N T O S                                             

JÚRI DO JARARACA                              

Local-Sala do Júri do Fórum Silveira Martins, na Av. Jorge Coelho, ao lado da UFERSA. Data - Dia 09 de junho de 2017 (sexta-feira). Horário- 08 horas. Presidente- Juiz de Direito Breno Valério Fausto de Medeiros.  

Promotor-Advogado Diógenes da Cunha Lima.                                            Advogados de Defesa-Escritor e Advogado Honório de Medeiros e Advogado Marcos Araújo.                                                                             Réu-Cangaceiro  José Leite de Santana, vulgo Jararaca.                           Jurados-Ainda estão sendo escolhidos.                                                                                                                                                                               LANÇAMENTO  DA  REVISTA  OESTE    

O número 18 da Revista OESTE, órgão de divulgação técnica do ICOP, será uma edição especial, encerrando artigos e entrevistas sobre cangaço, que está sendo editada pelo escritor Clauder Arcanjo e que será lançado na Sessão Solene da SBEC.                                    

CONCURSO  DE  PINTURA SOBRE  CANGAÇO-este concurso tem nome oficial  de "II SALÃO DORIAN GRAY DE ARTE POTIGUAR-CANGAÇO " e será realizado no FÓRUM DAS A RTES (antigo Fórum Silveira Martins), no período de 13 de junho a 13 de outubro de 2017. Este evento está sendo patrocinado pela Sociedade Amigos da Pinacoteca, Governo do Rio Grande do Norte e Tribunal de Justiça, com apoio da UERN e SBEC. Serão premiados os 10 melhores quadros  sobre cangaço, tendo cada prêmio o valor de 700 reais, totalizando 7.000 reais para as 10 pinturas escolhidas, as quais ficarão fazendo parte do acervo da Pinacoteca de Mossoró. Hoje, o concurso já conta com 100 Artistas Plásticos inscritos e mais de 200 quadros disponíveis para a exposição, que será montada no Fórum das Artes ( antigo Fórum Silveira Martins, na Av. Rio Branco ).                              

SESSÃO  SOLENE DA SBEC                  

Presidente da SBEC: Professor Benedito Vasconcelos Mendes.                   Local - Auditório do Fórum das Artes (antigo Fórum Silveira Martins), localizado na Av. Rio Branco, ao lado do Memorial da Resistência.            Data- Dia 13 de Junho de 2017 ( terça-feira ). 

Horário-19:30 horas.                              

Pauta- Lançamento da Revista Oeste, do ICOP, pelo Editor Clauder Arcanjo.      

Relato das decisões do referido júri proferido pelo organizador e Presidente do Júri Simulado do Jararaca, Juiz Breno Valério Fausto de Medeiros e divulgação  do II Salão Dorian Gray Arte Potiguar-Cangaço, feita pela Professora Isaura Amélia.

Enviado pelos professores Benedito Vasconcelos Mendes e José Romero de Araújo Cardoso

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