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quarta-feira, 19 de julho de 2017

OS HOMENS QUE MATARAM O FACÍNORA - LAMPIÃO


Publicado em 10 de ago de 2007
Entrevista com Moacir Assunção, autor do livro OS HOMENS QUE MATARAM O FACÍNORA, que ao contrário de outros livros sobre Lampião e o cangaço, tem ênfase sobre os policiais e outras pessoas que combateram Lampião e são frequentemente esquecidas nos livros sobre o assunto.
Porém alguns especialistas apontam a existência de várias falhas no livro.
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GAZETA DO ZÉ


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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NA FEIRA DO INTERIOR

*Rangel Alves da Costa

Não há nada mais gostoso e cativante que uma feira interiorana, bem matuta mesmo, daquelas onde a singeleza brilha mais olhos que os shoppings de capital. Tem caçuá, tem rapadura, tem bolo de milho, tem milho verde, tem arreio, tem arroz-doce, tem melancia e melão coalhada. E também tem aquela magia especial da presença do produtor, do feirante, das pessoas mais simples.
Tudo aceso feito braseiro ainda na madrugada. Pouco tempo depois já começa a fervilhar feito formigueiro. Contudo, mais tarde tudo já parece um descampado abandonado às traças, tomado de bagaceira, sujeira de toda espécie. Não poderia ser diferente. Já é fim de feira. Mas é no seu percurso que está todo o encantamento.
Se feira interiorana é acontecimento dos mais atraentes, instigante e concorrido, o que se vê quando o comércio matuto se finda é coisa de arrepiar. As cores, os cheiros, o povo de matiz trigueiro, as barracas, as bancas, as vozes, as frutas, verduras, farinha, a carne, de tudo um pouco, logo dão lugar à sujeira e imundícies jamais imaginadas para um lugar que há bem pouco guardava tantos atrativos e sabores.
Até parece que a feira espera o povo matar a fome nas barracas cheirosas e apetitosas, se fartando da carne fresca de boi, de porco ou de bode, ou na gulodice do sarapatel, do fígado acebolado ou ainda da invenção sertaneja do dia, para se despedir da função. Enquanto os últimos famintos pedem um pouquinho mais de galinha de capoeira, as barracas já estão sendo desmontadas, os restos embalados e os caçuás recebendo o que não foi vendido.
Já é hora de avistar, e até contar, todos os bêbados do dia. Aqueles que começaram o dia tomando uma pinguinha, e em meio à compra do tomate, do quilo de farinha, do pedaço de fumo de rolo, emborcaram mais uma e depois mais outras. No tropel de fim de feira já não saem mais do balcão, já não sabem nem quantas viraram e quantas raízes de pau talagaram sem pestanejar.


Os bares e barracos ladeando a feira ficam repletos depois que os compradores se dissipam e os feirantes vão contando seus lucros e lamentando o que vai ter de retornar. Aguardente misturada com raiz ou casca de pau, com angico, umburana, aroeira, cedro, uma vegetação sertaneja inteira, faz a festança de um povo sempre disposto a virar mais uma. E aí é onde está o problema.
Já tomados demais, amigos desconhecem amigos, os inimigos de pinga se estranham de peixeira na mão. O fuzuê é criado, é um vexame danado, por pouco um não desembucha o outro. Os dois são retirados do ambiente e por lá mesmo, no pé do balcão ou num canto qualquer, a feirinha da semana é esquecida. E mais tarde, completamente bêbados, às cegas, cortam estrada para apanhar da mulher quando chegar à tapera.
“Coisa feia, um homi véio desse, pai de famia, bom de se arrespeitá, espanta o galo pa ir pa feira e vorta feito um gambá. Tá qui num se sustenta nem de pé, seu desgraçado. A feira, cadê a feira?”. O coitado, sem condições de responder a contento, até mesmo porque não sabe onde o saco de mantimentos ficou, tropeça até a malhada e começa a entoar um desafinado e doloroso aboio. Mas doloroso mesmo vai ficar seu lombo daí em diante.
Mas enquanto a feira vai terminando é que algumas pessoas sempre atrasadas começam a chegar. Não que procurem o lugar pra comprar pano de chita, água de colônia, talco de pó, presilha de cabelo ou um quadro bonito da Virgem Maria. E também não vão até ali para escolher a verdura, a fruta, o arroz, o café, a farinha. Nada disso. Vão precisamente para fazer o que sempre fazem no fim de feira: colher os restos, catar os restos, mendigar pelo chão.
Homens, mulheres, velhos, meninos, pessoas de fim de feira. Acordaram tão ou até mais cedo que as outras pessoas que passaram pelas suas portas em direção ao comércio semanal interiorano. Avistaram adiante, virando a curva, seguindo de mochila, saco ou sacola à mão pra colocar as compras. Aquelas pessoas que passam e que vão certamente levam algum no bolso e poderão escolher sem pedir, sem a submissão da mendicância.
Porém muitas outras não. Quando as pessoas retornam com suas compras e quando, vigiando pelos arredores, sentem que o restante que ficou por ali espalhado não possui mais dono, é que vão catar o alimento do dia e talvez o de amanhã. Banana amassada ou apodrecida, tomate e pimentão imprestáveis, repolhos e folhas deixados pelos cantos. E que festa ao olhar da penúria, da necessidade, da precisão.
Alguns desses sacrificados chegam logo cedinho, se misturam a feirantes e compradores e pedem o quanto podem. Mas outros não. Outros, tomados pela imorredoura honra matuta, preferem catar os restos a estender a mão diante de outra mão, de outro olhar sertanejo. Seria desonra demais, seria dor ainda maior.

Escritor
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DE PALHAÇO À PROFESSOR. Por: Maria do BomSucesso de Lacerda Fernandes - CESS

Por Maria do BomSucesso de Lacerda Fernandes

Fato notável de um menino que pelo destino chegou até nós e aqui viveu o que o próprio destino lhe preservou.

Gosto de sempre dizer que, ao nascer iniciamos uma história única e irrepetível, e, que cada ser humano possui a sua trajetória de vida. Assim aconteceu com o nosso homenageado José Ronaldo. Nasceu em 19/03/1971, na cidade de Natal-RN e trazido para Pombal, cidade acolhedora, com apenas oito meses de vida, pela senhora Otacília Leite, sua genitora, mulher simples prestadora de serviços domésticos. Aqui chegando, localizou-se no bairro dos Pereiros onde passou parte de sua vida, infância e adolescência, em que faz referência de muito orgulho, pois foi criado com amor e singeleza por sua mãe que muito lutou para vê-lo crescer com uma boa formação.


Em criança foi divertido e alegre. Familiarizado aos colegas, sentia-se feliz no recinto em que se encontrava. Um dia despertou para ser um personagem muito forte: PALHAÇO. Conduzia a meninada ao divertimento e a alegria, contando piadas em que fez nascer o nome de Palhaço Fuleragem.

Acolheu com muito amor e prazer esta personificação. Ao crescer tomou parte ativa em movimentos estudantis e em grupo de jovens teatrais em que ressalta a junção de um grande amigo e irmão artista, Luizinho Barbosa. Ingressou em destacáveis Clubes de serviços a exemplo do Interac e Rotarac.

Jovem inteligente despertou o dom de poetar, construindo versos que lhe viessem aos sentimentos. Lembro bem que, no evento de Lançamento da minha primeira obra “Escada de Sentimentos”, em prosa e versos, realizado no colégio “Josué Bezerra”, em plena solenidade destacou-se aquele jovem ao declamar uma poesia de sua autoria dedicada a mim. A partir daquele momento o conheci e acatei como filho na poesia e como amigo, há exatamente 19 anos passados.

Lutando pela vida, Ronaldo começou a trabalhar em cidades vizinhas, Cajazeirinhas e Paulista, mostranto o seu potencial de amor e competência ao que fazia. Como palhaço e poeta conduzia o seu trabalho confiante àqueles que o contratava. Continuadamente estudava para conseguir a sua progressão cultural e alcançar seus objetivos. Em nossa cidade, Ronaldo deu seu contributo de trabalho ao CEMAR, Polivalente, Arruda Câmara e Arco-Íris. Formou-se em Letras na Faculdade de Ciências e Letras de Cajazeiras e exerce hoje a profissão de professor de Artes e Letras.

No colégio estadual “Arruda Câmara”. Em 03 de dezembro de 2009, houve uma Primeira Mostra de Ciências, evento de destaque e o José Ronaldo, como professor da arte teatral, apresentou com cinco dos seus alunos, poesias da minha lavra. Rica e bela apresentação, provocando-me grande emoção.

Observamos em Zé Ronaldo um homem verdadeiramente progressivo, isto é, aquele que faz por si mesmo o progresso dos seus desejos e sonhos. É um exemplo para tantos jovens que se perdem por não saberem buscar os seus horizontes. É mesmo admirável conhecer a história daquele menino pobre que soube dignamente lutar pelo seu futuro.

Hoje, ele sente orgulho pelo que alcançou com seus esforços, pois de um simples “palhaço” tornou-se um dinâmico “professor”. Parabéns Ronaldo pela história bonita que você tem para contar e pela importante função que exerce hoje.

Parabéns também pelo seu aniversário natalício neste 19 de março, que Deus o cubra com muitas bênçãos para o seu futuro. Beijos no seu coração! Felicidades e muito progresso na continuação de sua vida! São os votos de quem o ama e admira muito! 

Maria do BomSucesso de Lacerda Fernandes - CESSA. Poetisa e escritora pombalense (In Memoriam)


Naturalidade: Pombal – PB
Nascimento: 17 de setembro 1940 / Falecimento: 25 de fevereiro de 2011
Formação: Licenciatura em Letras e Pós-Graduação em Língua Portuguesa pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Cajazeiras (FAFIC).
Atividades artístico-culturais: Poetisa, escritora e artística plástica.
Livros: Escada de Sentimentos (1991), Pombal! História Viva da Comunicação (1999), Homenagem e Resgate: Prosa e Poesia (2001).
Maria do Bom Sucesso de Lacerda Fernandes, conhecida como Cessa Lacerda, ajudou a construir a história cultural da cidade de Pombal. É considerada pela população do seu município como a “Mestra das Mestras”.
Em 1959, concluiu o curso profissionalizante e ingressou como professora na Escola Normal Arruda Câmara. Entrou para o magistério como educadora polivalente liderando o aprendizado de crianças. No ano de 1962, se casou com Francisco Fernandes da Silva (Bibia). Tiveram cinco filhos, Francisco, Francimar, Antônio, Rômulo e Cândida.
Dos anos de 1990, até seu falecimento em 2011, presidiu a Academia de Letras de Pombal. Também participou do Projeto Paraibana de Poesia. Fundou a Associação Poética Pombalense Newton Pordeus Seixas (ASPONPS), assim como o Teatro Infanto-Juvenil de Pombal (TINJU).
Cessa Lacerda apresentava o programa Coração Apaixonado, na Rádio Bonsucesso AM de Pombal. Participou ao vivo de serestas na emissora. Através de seus escritos, lembrava nas rádios de Pombal as comemorações e datas festivas da Paraíba e do Brasil. Por sua influência no meio radiofônico foi considerada a Madrinha dos Radialistas.
Em 2001 e 2007, a escritora foi homenageada pelo Troféu Imprensa Radialista Clemildo Brunet. Como escritora produziu textos em prosa como, “Homenagem ao Carnaval 2010”, “Homenagem ao Talentoso Artista José Ronaldo”, “Homenagem a Poesia”, “Data Festiva” e “Pombal Mais Pobre”. Também escreveu poesias singelas como, “Homenagem a uma grande mulher”, “Parabéns, Pombal Querida!”, “Contradição”, “Confissão”, “Voar” e “Metamorfose”.
Possuía uma versatilidade para as artes. Nas horas vagas usava os pincéis e tinta óleo em telas e tecidos. Em suas obras procurava colorir ideias e expressar sua criatividade.
Cessa Lacerda morreu aos 71 anos em João Pessoa após sofrer um derrame cerebral.
Voar
Como é bom voar!
Levar o pensamento
ao infinito…
e poder alegre respirar!
Trocar a saudade
por um grito,
recebendo o eco
do amor a consagrar!
Sempre, sempre,
voarei para encontrar
no espaço sem fim
a ânsia que tem dentro de mim,
aspirando o puro ar
e a felicidade poder abraçar!
Parabéns! Pombal Querida!
(147 anos de cidade)
Parabéns! Pombal, querida!
Por mais um aniversário.
A Ti, Cidade altaneira,
Rendo a minha homenagem.
POMBAL, cidade heróica,
terra de lutas e vitórias,
de bravo povo e ilustres filhos
que figuram na história.
“Arraial de Piranhas” foste chamada,
honrando a tua memória,
a natureza ostentando
tua beleza e glória.
De “Arraial do Bom Sucesso”
foste também aclamada
pela fé do teu povo varonil
que sempre contará a tua história
por todos os recantos do Brasil!
Finalmente “Pombal”
nosso augusto torrão,
na Paraíba representando
um pedacinho do sertão.
E numa verdade cruel
seca, falta d’água e clamor,
caboclo sentindo saudade
da cabocla que ficou,
na poesia e na canção
o poeta se inspirou!
Nasceu MARINGÁ,
unindo verdade e lenda
que Joubert de Carvalho,
poeta e compositor
fez uma linda poesia
e numa canção transformou.
Maringá,
é a nossa canção popular,
Que será sempre cantada
como UM HINO DE AMOR!
Meu Pombal de nascimento,
Torrão que me ouviu chorar
por isso no meu crescimento
sempre aprendi a amar.
Pombal da minha Infância
fase mais linda da vida
recordação de criança
terra muito querida.
Pombal dos meus amores
Pombal do céu de anil
da natureza em cores
orgulho do meu Brasil.
Pombal, sorriso inocente
Pombal, especial para mim,
tens um povo inteligente
e a tua história não terá fim.
Pombal de grandes artistas
que figuram na história
de músicos, poetas e repentistas
que guardamos na memória.
Meu torrão hospitaleiro!
Oh! Terra dos meus amores
de filhos ilustres e benfeitores
de juristas e de guerreiros.
Pombal de povo altaneiro
que repercutiu vitória
assim como Rui Carneiro
que logrou honra e glória.
Pombal, de Celso Furtado,
Que conquistou vida e glória
Pois no mundo é reconhecido
Como o maior Economista da história.
Fontes:
http://www.paraibacriativa.com.br/artista/cessa-lacerda/


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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IGREJA CONSTRUÍDA POR DONA GENEROSA COITEIRA DE LAMPIÃO

Por Adriano Jordão

Igreja construída por dona Generosa em homenagem ao cangaço coiteira de Lampião e o cruzeiro onde o coiteiro Zé pretinho foi morto.


https://www.facebook.com/groups/1617000688612436/

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TE AMO MUITO!

Por Ingrid Rebouças

Completa-se hoje mais um ciclo de vida, da vida de um ser de luz que foi enviado à terra para amar e cuidar das pessoas. Essa foi a missão concedida a esse espirito que faz isso sem qualquer esforço tornando um momento ou pessoa a mais importante e maravilhosa possível, só quem o conhece sabe o tão especial é Manoel Severo Barbosa. Feliz aniversario meu amor, e parabéns por ser um homem extraordinário em tudo que faz, você é exemplo. Sou muito muito grata a Deus por ter me presenteado você como meu amor. Obrigada por me ensinar a lidar com o mundo, e me ensinar a transmitir a energia positiva mais além.

Você, é o meu trevo de quatro folhas...
No teu abraço me faço a pessoa mais feliz...
E no teu sorriso me encontro...
Te Amo. 

Ingrid Rebouças

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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GUIOMAR JURUBEBA..! A BRAVA NAZARENA, UM RIFLE E UM BORNAL DE BALA..!

Por Voltaseca Volta

GUIOMAR JURUBEBA, a brava nazarena, um rifle e um bornal de bala..!
Em 28 de janeiro de 1925, LAMPIÃO atacou o nazareno Antônio Gomes Jurubeba em seu sítio localizado em Nazaré. 


A jovem GUIOMAR (foto, acima), pegou um rifle e um bornal de balas, e, correu para garantir a porta traseira da casa...

Era, dessa forma, que muitas mulheres nazarenas se comportavam... EITA, mulher guerreira..!

Foto: Cortesia da família Gomes Jurubeba / Nazaré do Pico

https://www.facebook.com/groups/ocangaco/

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terça-feira, 18 de julho de 2017

ESTAMOS COM PROBLEMAS


ESTAMOS COM SÉRIOS PROBLEMAS NESTA PÁGINA, AMIGOS LEITORES. LAMENTAMOS MUITO A FALTA DE POSTAGENS, MAS NÃO TEMOS O QUE FAZER.

FÓRUM DA AGRICULTURA SUSTENTÁVEL DO VALE DO AÇU


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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CONHEÇA O QUE LEVOU O CORONEL JOSÉ PEREIRA LIMA ROMPER A SUA AMIZADE COM O CAPITÃO LAMPIÃO


Adquira logo esta obra do escritor Luiz Serra. Você irá ler muitas informações sobre "Cangaço" que ainda não as conhecia. Não deixa para depois, livro com tema "CANGAÇO" são arrebatados pelos pesquisadores, leitores e colecionadores.

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segunda-feira, 17 de julho de 2017

SEU AFONSO E DONA ERMELINDA.

Por Jerdivan Nóbrega de Araújo

Dona Ermelinda que foi minha professora do primário, e seu Afonso protagonizaram um namoro de mais de 48 anos, e que fez parte da paisagem das praças de POMBAL.

Seu Afonso e dona Ermelinda

Muitos antes de eu nascer Dona Ermelinda e seu Afonso já namoravam. Eu saí de Pombal em 1978 com 17 anos, e diziam que aquele namoro já vinha de 35 anos atrás.

Todas as noites era possível ver o casal sentado na Praça Mons. Valeriano namorando ou de mãos dadas na Getúlio Vargas.

Já velhos, finalmente se casaram, mas pouco tempo depois seu Afonso morreu e em seguida Dona Ermelinda sucumbiu a saudade.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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A MENINA DOS OLHOS TRISTES

*Rangel Alves da Costa

Vi num retrato uma menina de olhos tristes. Aliás, eu conheço essa menina de olhos tristes. Eu a fotografei no domingo passado, enquanto partilhava um bolo de aniversário com outras crianças. Fotografei aqueles meninos e somente depois, com mais atenção e cuidado, foi que percebi a diferença daquele olhar para os outros olhares da mesma infância.
Em todas as demais crianças retratadas, sempre o sorriso no olhar, na boca, nas feições alegres. Mas não naquela menina. Nos retratos, as outras meninas e o menino olham para a câmera em pose, desejando realmente mostrar suas alegrias naquele momento. Mas aquela menina não. Ainda que estivesse bem ao lado dos demais, seu olhar parece distante, vago, apenas entristecido. O que avistará de tão diferente aquele olhar sem sorrisos?
Naquele momento, ouvi alguém pronunciando o nome daquela menina, tendo nove ou dez anos. De agora em diante a chamaria apenas de K., e uma inicial que bem poderia ser a palavra de qualquer nome: Maria, Zefinha, Lúcia, Gabriela, Joana, Filó, Clotilde... Mas apenas K. E esta menina, com seu jeito um tanto distante de tudo, quase como alheia àquela realidade, ainda que todas as demais crianças ali fossem suas amigas, fez lembrar o outro lado da meninice, ou primeira adolescência, ainda oculta para muitos.
K. é uma menina linda. De cabelos negros, lisos, longos, porém presos na altura do pescoço, de pele clara e olhos negros, a única diferença para as demais crianças estava mesmo no olhar, e que olhar mais continuamente entristecido o dessa menina. Mas nessa menina algo que a tornava diferente de suas amiguinhas: a roupa. Enquanto as outras estavam prontinhas, arrumadinhas, com roupas apropriadas para um aniversário de um amiguinho, a menina usava uma blusinha envelhecida e uma saia de mesma idade. Será que por isso seu olhar tão entristecido?
Não. Creio que não. O olhar entristecido da menina é o mesmo olhar tristonho de muitas outras meninas que existem por aí. Por diversas razões, são meninas que nascem com sóis no olhar e depois os brilhos alegres vão mudando de cor. Luas e arco-íris no olhar, mas depois as réstias sombrias de vidas sofridas. K. é de família pobre, não tem sempre comida à mesa, não tem roupa nova de festa, não tem lanche na geladeira e nem tem qualquer coisa que toda que toda criança deseja ter.
K. tem muitos irmãos. Sua mãe é nova, mas já parecendo envelhecida das durezas da vida, mas também por que todo ano engravida e todo ano mais um filho sai de suas entranhas. Logo depois de K. há uma irmã, logo antes há um irmão, e assim numa escadinha de filhos que se juntam na pobreza e em todas as dificuldades de sobrevivência. Daí que conhecendo a família da menina, já sabendo das carências tantas que passam no dia a dia, eu não poderia esperar sorrisos e gestos de contentamento, ainda que apenas de uma criança.
K. quase não aceitou acompanhar os demais coleguinhas na festa de aniversário. Os outros estavam prontinhos, bem vestidinhos, e ela não. Quando eu a avistei, logo senti a diferença. Queria se manter afastada, nada falava, não esboçava um sorriso, não compartilhava em nada daquele momento de felicidade para os demais. Na hora da fotografia, por mais que insistissem para que ela sorrisse nada adiantou. Ela se manteve triste e com olhar entristecido. Bebeu refrigerante, comeu bolo e salgadinho, mas como se estivesse num meio totalmente desconhecido. E os demais coleguinhas são todos moradores dos arredores de sua casa.
Por que K. não sorriu? Ainda hoje, já passados mais de um mês, continuo me perguntando por que a menina não sorriu. E depois disso, olhando fotografias de crianças pelo mundo, eis que avistei muitas K. por todo lugar. Meninas e adolescentes expulsos da pátria e lançadas ao mar como refugiadas, crianças famintas por diversas regiões do planeta, adolescentes estupradas e feridas na alma bem aqui e acolá, vidas em flor sofrendo desmerecidas agruras. Crianças, adolescentes, meninos e meninas, vivendo em palafitas, no dia a dia ao lado de lixões, amanhecendo e anoitecendo em meios sangrentos, tendo que suportar navalhas na carne e açoites no corpo. Qual sorriso que tais crianças podem ter?
Não será uma boneca que fará a menina K. sorrir. Certamente ela tem uma boneca de pano. Não será um vestido novo, bonito, que fará a menina sorrir. Ela poderá ficar contente por uma instante, por receber aquilo que sempre foi tão distante de si. Mas depois voltará a ter o olhar entristecido novamente. Sentirá a mesma fome que seus irmãos, sentirá as mesmas carências que sua família. Ora, se seu mundo é triste, se seu mundo é melancólico e aflitivo, como espera que viva sorrindo?
Juro que tudo eu faria para afastar a tristeza dos olhos daquela menina. Mas meu presente, meu pão ou minha presença, pouca valia terá quando os olhos entristecidos de todas as crianças do mundo possuem dolorosas razões para continuarem assim.

Escritor
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CONVITE - DIA NACIONAL DO ESCRITOR



A BIBLIOTECA MUNICIPAL NEY PONTES DUARTE, TEM A MÁXIMA HONRA DE PODER CONTAR COM A VOSSA PRESENÇA PARA PRESTAR HOMENAGENS AOS ESCRITORES POTIGUARES POR OCASIÃO E PASSAGEM E COMEMORAÇÃO AO "DIA NACIONAL DO ESCRITOR".


O EVENTO SERÁ REALIZADO NO DIA 25 DE JULHO AS 09H00, NO AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA MUNICIPAL NEY PONTES DUARTE, LOCALIZADA NA PRAÇA DA REDENÇÃO DORIAN JORGE FREIRE, 17 - CENTRO, MOSSORÓ.

BIBLIOTECA MUNICIPAL NEY PONTES DUARTE

CONTAMOS COM A SUA HONROSA PRESENÇA!
PS: ESTE CONVITE ESTENDE-SE A TODAS OS MEMBROS DAS INSTITUIÇÕES CONVIDADAS.
MARIA DAS GRAÇAS HENRIQUE.
- DIRETORA ADMINISTRATIVA E DE ESTABELECIMENTO -

PRAÇA DA REDENÇÃO DORIAN JORGE FREIRE COM DESTAQUE PARA A ESTÁTUA DA LIBERDADE E A BIBLIOTECA MUNICIPAL NEY PONTES DUARTE, AO FUNDO

Confirmar presença pelos telefones:
(84) 3315-5178/5179 - (84) 98821-7931 - (84) 98951-1969

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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NELI CONCEIÇÃO APRESENTADA A MIM POR JOSÉ ROMERO DE ARAÚJO CARDOSO

Por Humberto Paz
Humberto Paz,  Lili Neli (NELI (Lili) CONCEIÇÃO) e José Romero de Araújo Cardoso.

NELI CONCEIÇÃO foi apresentada a mim pelo nobre pesquisador, escritor, professor da Universidade Estadual do RN, JOSÉ ROMERO DE ARAÚJO CARDOSO conferencista que abriu o grande evento CARIRI CANGAÇO DE PRINCESA (PB)/2015.


Esta doce e meiga senhorinha é NELI (Lili) CONCEIÇÃO, filha do casal Moreno e Durvinha que pertenciam a bando de Virgulino LAMPIÃO e que não estavam presentes por ocasião da chacina que pôs fim à saga do famoso cangaceiro em 28 de julho de 1938, na grota de Angico, no Estado de Sergipe (quando foram mortos Lampião, Maria Bonita e mais nove componentes do bando). 


Tive a honra e o privilégio de conhecê-la por ocasião do grande evento CARIRI CANGAÇO DE PRINCESA ISABEL- PB /2015.



Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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ADQUIRA O LIVRO "QUEM MATOU DELMIRO GOUVEIA" do escritor Gilmar Teixeira


E leia: Sinhô Pereira e Luiz Padre na Vila da Pedra, ambos acusados por Róseo Mores de serem os assassinos do coronel Delmiro Gouveia. 

Esta e outras histórias estão no livro: "Quem Matou Delmiro Gouveia?", do escritor e pesquisador do cangaço Gilmar Teixeira.

E-mail para adquiri-lo: 
gilmar.ts@hotmail.com

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CURIOSIDADES. VOCÊ SABIA...

Por Geraldo Júnior pesquisador do cangaço
A cabeça de Lampião que na época encontrava-se exposta no Museu do Instituto Médico-Legal Dr. Nina Rodrigues em Salvador/BA. Fotografia: Acervo do confrade Voltaseca Volta

... que em Angico Lampião foi alvejado por três tiros?

Um dos projéteis atingiu a região do baixo ventre do cangaceiro e um segundo pegou um pouco acima do peito esquerdo nas proximidades do coração. 

Panta de Godoy

Um terceiro tiro foi disparado pelo então Soldado Panta de Godoy, quando Lampião já se encontrava caído e agonizando. O tiro disparado pelo Soldado atingiu a face de Lampião e o projetil saiu através da calota craniana.


https://www.facebook.com/photo.php?fbid=799848213512410&set=a.703792683117964.1073741835.100004617153542&type=3&theater

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“APLAUDIR O MOSSORÓ CIDADE JUNINA”.

Por Auris Martins Prof. UERN. (Fonte: facebook pessoal em 02/07/2017.

MCJ é o mesmo que concordar com um pai de família que vai pro bar beber cachaça e deixa esposa e filhos em casa sem ter o que comer.

Os grandes lucram com o MCJ. Mas, o município de Mossoró agoniza por falta de incentivo aos micro e pequenos empresários, clama por empregos inexistentes, clama por desenvolvimento sustentável. Nosso município historicamente, o que não era pra ser, sempre pegou carona no ir e vir da economia nacional; e esta quando está em momentos de crise, aqui os efeitos são destrutivos.

Pedintes na rua fazia muito tempo que não víamos perambulando por aí. Hoje é só o que vemos, pessoas humilhadas sem fé e sem esperança, entregues ao "Deus dará".

A situação dos trabalhadores da saúde e educação, bem como condições dignas de trabalho só olhando para crer, um descaso a cada dia pior. Nas escolas municipais ninguém vê sequer segurança para alunos e professores. Recentemente houve um arrastão numa escola pública onde o terror lá imperou. Nas UPAs o pânico nos plantões noturnos é flagrante. O servidor público municipal sai de casa para trabalhar e não sabe sequer se vai voltar vivo para o seu lar.

A iluminação pública em Mossoró só vemos na conta de luz, na taxa que religiosamente pagamos. Os holofotes, as luzes, câmeras, e ação são só para o MCJ. Nos bairros mais periféricos, a escuridão impera, dando aos assaltantes as condições ideais para a prática dos seus crimes. A Avenida Presidente Dutra, o portão de entrada de quem vem da capital nos visitar, está completamente às escuras. O visitante deve dizer, "imagine na periferia da cidade". Quem vem de Fortaleza para Mossoró de imediato se depara com o breu total.

Os buracos nas ruas asfaltadas ou com paralelepípedos danificados depreciam os veículos dos contribuintes e nada é feito, e não adianta reclamar. Tirar dinheiro para consertar os veículos ninguém sabe de onde, mas é o que vemos como algo comum carros danificados por onde trafegamos.

No âmbito da segurança pública melhor não falar, mas tenho que falar também. Pois, se o foco dos gestores municipais fosse prestar serviços para o povo, poderiam ser feitas parcerias entre prefeitura e o poder público estadual, outro omisso de rinchar como diz o jargão popular. Mas, infelizmente nada é feito. Até dentro de casa os munícipes são assassinados. Já ocorreram assassinatos no MCJ, e hoje não mais vimos este tipo de crime lá, mas apenas uns 100 (cem) assaltos e furtos; só isso ironicamente falando.

Geração de emprego não deveria ser viabilizar a um ambulante, sem perspectiva na vida de arrumar um trabalho decente, ter que trabalhar quase 24 horas varando madrugada a dentro no MCJ para vender latas de cerveja ou água mineral, e ganhar uns míseros trocados. Geração de emprego aqui é dar mais de meio milhão antecipado a cantores fúteis e bandas ridículas, que sequer cantam canções tradicionais das festas juninas, mas imundícies que doem no ouvido menos refinado.

Outra forma de se gerar emprego aqui tem sido doar terrenos e doar tudo mais o que se pode imaginar para grandes empreendimentos em troca de algumas dezenas de empregos de um salário mínimo, para depois os empreendimentos desviarem os seus lucros para a região de sua matriz; e ficamos calados e passivos sem cobrar aquilo que cabe a prefeitura para fomentar sua economia.

Meio ambiente, outro caos. O rio Mossoró não agoniza, está morto. Um cadáver que fede no centro da cidade. O lixo toma conta da cidade porque a estrutura está bem aquém da demanda. Recentemente o Aterro Sanitário exalou um fedor insuportável que era sentido em mais da metade da cidade. Quem minimamente entende de meio ambiente sabe que aterro sanitário não emite fedor. Em nossa cidade descuidada sim, chegou a emitir. Eu, Auris Martins de Oliveira, com mais algumas pessoas, tive que formalizar denúncia por escrito deste fedor insuportável na Promotoria do Meio Ambiente, no Ministério Público do RN, e imediatamente cessou este desrespeito, esta agressão ambiental, de proporções macro.

Noutro aspecto, admiro os festejos juninos, sinceramente. Acho bonito as danças tradicionais, gosto da comida de nosso povo, acho bonita nossa cultura. Sou nordestino e me orgulho disto. A peça teatral Chuva de Balas é de um profissionalismo magistral, só que poderia ser no Teatro Municipal Dix-Huit Rosado, que custou milhões e milhões aos cofres públicos e fica lá, sub-utilizado. Mas, a megalomania de alguns colocou a peça no "palco" onde aconteceu efetivamente/realmente o embate com Lampião. Quanta asneira às custas do dinheiro público. Se não tivesse o Teatro Municipal Dix-Huit Rosado diriam, "uma peça bonita como esta, é feita no meio do tempo, porque Mossoró não tem apoio da Petrobras para fazer um Teatro". A luta pela construção deste belo e grande teatro municipal vem desde o início do século passado, vou repetir, vem desde o século passado. A Petrobras bancou a construção do teatro com seus recursos. Mas, hoje, a maior peça teatral do município é feita ao ar livre, e contam isto como uma vantagem. Vá entender...

O fato, para concluir para um ou dois leitores pacientes, ano que vem tem mais gastança, tem mais festa e políticos desta vez inclusive pedindo votos. O MCJ acabou e a farra com o dinheiro do contribuinte também, pelo menos por enquanto. O dinheiro que foi gasto vai faltar para dar insulina aos filhos dos mossoroenses com diabetes, comprar as lâmpadas para acabar com o breu em 70% da cidade, dar um salário digno aos servidores públicos municipais, pagar seus salários em dia (mas sem se gabar disto, pelo amor de Deus!).

"O pai de família foi pro bar gastar com cachaça enquanto esposa e filhos estão sem comida na mesa, e ano que vai vai continuar gastando dinheiro com aquilo que não é prioridade"... .

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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