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quinta-feira, 20 de julho de 2017

DUAS CHAPAS SE INSCREVERAM PARA A DISPUTA DAS ELEIÇÕES DA ADUERN NO BIÊNIO 2017-2019.


Duas chapas se inscreveram para a disputa das eleições da ADUERN no biênio 2017-2019. Na sexta-feira (21), às 9h a comissão eleitoral divulgará a homologação das candidaturas, após acolhimento de recursos, e dará largada oficial ao período de campanha.

Pela manhã foi registrada a chapa SINDICATO É PRA LUTAR, encabeçada pela professora Rivânia Moura, que é lotada na Faculdade de Serviço Social (FASSO). Os demais membros da chapa são: Alexsandro Donato – Vice-presidente; Márcia Maria Alves – Secretária; Ciclene Alves – Secretária Adjunta; Valdomiro Morais – Tesoureiro; Zacarias Marinho – Tesoureiro Adjunto; Ana Lúcia Gomes – Cultura, esporte e Lazer; Verônica Aragão – adjunta Cultura, esporte e Lazer; Felipe Caetano Oliveira – Diretor Aposentados; Taniamá Vieira – Diretora Adjunta de Aposentados.


Durante a tarde se inscreveu a chapa UNIDOS PELA ADUERN, que terá como candidato à presidência o professor Denys Tavares de Freitas, docente da Faculdade de Direito (FAD). Também compõem a chapa Mademerson Costa – Vice-presidente; Antonia Liria Nogueira – Secretária; Lucirene Lopes – Secretária Adjunta; Janderson Dantas – Tesoureiro; Isac Nogueira- Tesoureiro Adjunto; Leonardo Rolim – Cultura, esporte e Lazer; Isaac Oliveira Filho – adjunto Cultura, esporte e Lazer; Luzinete Cabral – Diretora de Aposentados e Antonio Gomes Diretor adjunto de Aposentados.


Esta é a terceira vez, em 37 anos de história, que a ADUERN terá disputa entre duas ou mais chapas.

Jornalista
Cláudio Palheta Jr.
Telefones Pessoais 
(84) 96147935
(84) 88703982 (preferencial) 
Telefones da ADUERN: 

ADUERN
Av. Prof. Antonio Campos, 06 - Costa e Silva
Cep: 59.625-620
Mossoró / RN
Seção Sindical do Andes-SN
Presidente da ADUERN
Lemuel Rodrigues


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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TENENTE JOÃO BEZERRA E FAMÍLIA.

Por Geraldo Júnior

Antes de identificar os personagens constantes na fotografia abaixo eu quero agradecer ao amigo Paulo Britto filho do Tenente João Bezerra comandante da Força Volante alagoana que em 28 de julho de 1938, atacou e matou Lampião, Maria Bonita e outros nove cangaceiros na Grota do Angico (Porto da Folha/SE). Agradecer pela consideração, apoio e pela concessão do direito de publicar imagens como essa que pertencem ao acervo da família.

Vamos lá...

Na extrema esquerda da fotografia está uma amiga da família (Babá), Dona Cyra Brito esposa do Tenente João Bezerra e uma das defensoras da cidade de Piranhas/AL na ocasião do ataque do cangaceiro Gato (Santílio Barros) à cidade (1936), Dona Valdeci Britto filha do casal Cyra Brito e João Bezerra com sua filha Rosângela nos braços e o célebre Tenente João Bezerra que como disse anteriormente, foi o responsável por dar cabo de Lampião e parte de seu bando em 28 de julho de 1938 na Grota do Angico na época pertencente ao município sergipano de Porto da Folha e atualmente integrado ao município de Poço Redondo/SE.

As duas crianças menores são Rosinete e Alípio Júnior filhos de D. Valdecy Britto.

Fotografia registrada na cidade de Garanhuns/PE entre os anos de 1965 e 1970. Pessoas que fazem parte da história do Nordeste e que merecem todo o nosso respeito.

Meus agradecimentos.
Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo)

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CONVITE ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS POSSE DO ACADÊMICO JOÃO ALMINO EXCELENTÍSSIMO SENHOR ACADÊMICO ELDER HERONILDES DA SILVA. PRESIDENTE DA AMOL - ACADEMIA MOSSOROENSE DE LETRAS


Excelentíssimo Senhor Acadêmico ELDER HERONILDES DA SILVA.
Presidente da AMOL - ACADEMIA MOSSOROENSE DE LETRAS


JOÃO ALMINO tem o prazer de transmitir o convite para sua posse na ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS (Avenida Presidente Wilson 203, Rio de Janeiro, RJ), na 6a. feira, 28 de julho, às 21h. O convite da Academia segue em anexo.


Favor confirmar sua presença em resposta, até o dia 10/07, a este e-mail ou pelos telefones (21) 3974-2569 – 3974-2522, para constar da lista de convidados na entrada da Academia.


Convite pessoal e intransferível para 2 pessoas / Traje passeio completo (terno/blazer com gravata para homens)

Lucia Cristina Deppe da Costa
Secretaria-Geral da ABL
Tel: (21) 2240-1217
luciadeppe@academia.org.br
www.academia.org.br

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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VOLTA SECA (ANTÔNIO DOS SANTOS) UM DOS MAIS PERVERSOS CANGACEIROS QUE SE TEM NOTÍCIA EM TODA A HISTÓRIA DO CANGAÇO.

Por Geraldo Júnior

Filho de Manoel Antônio dos Santos e Arminda Maria dos Santos, nascendo no dia 18 de março de 1918. Era sergipano de Saco Torto, município de Itabaiana/SE. Primeiramente foi apelidado de Antônio da Pinta e depois de Bosta Seca. Juntou-se ao grupo de Lampião nos fins de 1928, quando ele estava reestruturando o bando na Bahia. Foi um dos mais selvagens cangaceiros que se tem notícia. Iniciou sua vida de cangaceiro com apenas onze anos de idade, porque matou um soldado que tinha violentado uma irmã sua (É uma das versões). Gostava de “Pepinar” suas vítimas com a ponta do punhal. Estuprou várias mulheres. Deu cabo, sem qualquer motivo, de uma dezena de sertanejos, sem contar os que caíram sob suas balas em combate.


- Estava no bando de Lampião que, no dia 19 de abril de 1929, visitou o povoado de Poço Redondo/SE. 

- Estava no bando que, no dia 21 de abril, invadiu o Saco do Ribeiro (Ribeirópolis), praticando algumas arruaças, espancamentos e extorsões.

- Participou do combate com a Volante baiana, do Tenente Manoel Campos de Menezes, em Pinhão/SE, em 22 de abril de 1929, onde Lampião e Luiz Pedro ficaram feridos.

- Em 30 de junho de 1929, participa do ataque e incêndio da Estação Ferroviária de Itumirim, município de Jaguarari/BA.

- Ao amanhecer de 04 de julho, sob o comando de Lampião, participou do ataque à Vila de Brejão da Caatinga ou Brejão de Dentro, atualmente município de Campo Formoso/BA, surpreendendo e matando 04 soldados e um cabo sem dar-lhes nenhuma oportunidade de defesa.

- Participou dos ataques aos povoados de Santa Rosa de Lima, município de Jaguarari/BA, e Canoas, município de Senhor do Bonfim/BA, em 27 de setembro de 1929, onde cometeram saques, agressões, extorsões e depredações.

- Em 25 de novembro de 1929, participou das visitas ao distrito de Nossa Senhora das Dores, município de Capela/SE, onde extorquiram comerciantes e populares, depois partindo para Capela/SE, onde permaneceram várias horas na cidade, visitando comerciantes, salão de bilhar e prostíbulo, pagando setenta mil Réis à prostituta que lhe atendeu e extorquiram a quantia de seis Contos de Réis da população.

- Em 27 de novembro de 1929 integrava o grupo que estava na Fazenda Jaramataia, município de Gararu/SE

- Participou do massacre à Queimadas/BA, em 22 de dezembro de 1929. Quando foram mortos sete Soldados do destacamento local.

- Participou do assalto à Mirandela, distrito de Pombal/BA (Atual Ribeira do Pombal/BA), no dia 25 de dezembro de 1929.

- Participou do ataque à Aquidabã/SE em outubro de 1930.

- Participou do ataque à Floresta/PE, em 26 de novembro de 1930, fazendo parte de um grupo de aproximadamente 20 cangaceiros, quando mataram e degolaram vários inimigos de Lampião, extorquiram fazendeiros e praticando depredações.

- Participou do tiroteio na fazenda Umbuzeiro do Touro, município de Paulo Afonso/BA, no dia 24 de abril de 1931, quando morreu o cangaceiro Ponto Fino II (Ezequiel Ferreira). Neste combate a polícia perdeu aproximadamente treze praças, inclusive o Tenente Leonelino Rocha, além de outros seis que foram feridos. 

- Logo após violento combate na Fazenda Maranduba, em Sergipe, no dia 09 de janeiro de 1932, do qual participou, desertou do grupo porque tinha tido uma discussão com Lampião e este havia lhe prometido uma surra. 

Poucos dias depois, no dia 18 de fevereiro, foi capturado, na Fazenda Lagoa da Onça, próximo à Santo Antônio da Glória/BA pelos irmãos Adão e Roxo, juntamente com sua companheira Bidia. Após ter sido julgado por seus crimes, foi condenado a uma pena de 145 anos de prisão. Por causa da sua pouca idade, teve sua pena comutada para trinta anos, dos quais cumpriu vinte. Em 1954, foi perdoado pelo Presidente Getúlio Vargas. Aposentou como funcionário da Rede Ferroviária (Leopoldina). Através de seus depoimentos – ele sempre gostou de dar entrevistas – foram reveladas muitas particularidades dos cangaceiros e muitos segredos do cangaço. Faleceu aos 97 anos de idade de causas naturais na cidade mineira de Leopoldina, onde residia com sua família.

Fonte das informações: Livro Cangaceiros de Lampião de A a Z de Bismarck Martins de Oliveira.
Adendo: Geraldo Antônio de Souza Júnior

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HÁ 83 ANOS MORRIA O PATRIARCA DO JUAZEIRO

Por Júnior Almeida pesquisador do cangaço

O texto a seguir, uma carta do caixeiro viajante LOURIVAL MARQUES, que estava da "Meca Sertaneja" no dia em que Padre Cícero fez sua viagem derradeira. Foi inicialmente publicado no jornal "O Semeador" e depois tomou outros órgãos de imprensa e também a literatura, como um dos melhores livros sobre o religioso, "Padre Cícero" de Lira Neto. 


Diz o texto:

Acordei pelo tropel de gente que corria pela rua. Fiquei sem saber a que atribuir aquelas carreiras insólitas. Quando cheguei à janela tive a impressão de que alguma coisa monstruosa sucedia na cidade. Que espetáculo horroroso, esse de milhares de pessoas alucinadas, correndo pelas ruas afora, chorando, gritando, arrepelando-se... Foi então que se soube... O Padre Cícero falecera... Eu, sem ser fanático, senti uma vontade louca de chorar, de sair aos gritos, como toda aquela gente, em direção à casa desse homem, que não teve igual em bondade e nem teve igual em ser caluniado.


Um caudal de mais de 40 mil pessoas atropelava-se, esmagava-se na ânsia de chegar à casa do reverendo. O telégrafo transbordava de pessoas com telegramas para expedição, destinados a todas as cidades do Brasil. Para fazer idéia, é bastante dizer que só em telegramas, calcula-se ter gasto alguns contos de réis. Logo que os telegramas mais próximos chegaram ao destino, uma verdadeira romaria de dezenas de caminhões superlotados, milhares e milhares de pessoas a pé, marcharam para aqui. “Joaseiro” viveu e está vivendo horas que nem Londres, nem Nova Iorque viverão jamais... O povo, uma onda enorme, invadiu tudo, derrubando quem se interpôs de permeio, quebrando portas, passando por cima de tudo. Pediu-se reforço à polícia, mas o delegado recusou, alegando que o Padre era do povo e continuava a ser do povo.

Arranjaram, no entanto, um meio de colocar o cadáver exposto na janela, a uma altura que ninguém pudesse alcançar e, durante todo o dia, várias pessoas encarregaram-se de tocar com galhos de mato, rosários, medalhas e outros objetos religiosos, no corpo, a fim de serem guardados como relíquias. Milhares de pessoas continuavam a chegar de todos os pontos, a pé, a cavalo, de automóvel, caminhão, de todas as formas possíveis.

Quatro horas da tarde... Surge no céu o primeiro avião do exército. Depois outro. Lançam-se de ponta para baixo, em voos arriscadíssimos, passando a dois metros do telhado da casa do Padre Velho. Duram muito tempo os voos. É a homenagem sentida que os aviadores prestam ao grande vulto brasileiro que cai... Desceram depois no nosso campo, vindo pessoalmente trazer uma riquíssima coroa, em nome da aviação militar.

A cidade é uma colméia imensa; colméia de 60 mil almas, aumentada por mais de 20 mil, que chegaram de fora. Nenhuma casa de comércio, de gênero algum, barbearias, cafés, bares, nada abriu. A Prefeitura decretou luto oficial por três dias. O mesmo imitaram as cidades do Crato, Barbalha e outras. Todas as sociedades e sindicatos têm o pavilhão nacional hasteado a meio-pau com uma faixa negra, em funeral.

https://www.youtube.com/watch?v=S4twtECfeHA

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DISCENTES DO CURSO DE GEOGRAFIA DA UERN

Da esq. para a dir.: Discente Anderson Mikael, Prof. Robson Fernandes Filgueira,  Prof. Filipe Peixoto,  Prof. José Romero Araújo Cardoso, Prof. Fábio Bezerra, Prof. Chagas Silva, Profa. Josélia Carvalho, Discente Raquel Paiva, Prof. Jamilson Azevedo e o Prof. Jionaldo Pereira de Oliveira


Por anos os discentes do nosso curso não tiveram representação estudantil nas reuniões plenárias do departamento, mas nessa quarta-feira dia 19 de julho de 2017 pela primeira vez os estudantes do curso de Geografia da UERN foram representados pelos membros do CA que tomaram posse e estão aptos a participar ativamente das reuniões, discussões e tomadas de decisões a respeito do curso e suas atividades.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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quarta-feira, 19 de julho de 2017

LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS


Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345
FRANPELIMA@BOL.COM.BR
Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
http://araposadascaatingas.blogspot.com.br

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JOSÉ RIBAMAR ALVES


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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19 DE JULHO DIA DO VAQUEIRO


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OS HOMENS QUE MATARAM O FACÍNORA - LAMPIÃO


Publicado em 10 de ago de 2007
Entrevista com Moacir Assunção, autor do livro OS HOMENS QUE MATARAM O FACÍNORA, que ao contrário de outros livros sobre Lampião e o cangaço, tem ênfase sobre os policiais e outras pessoas que combateram Lampião e são frequentemente esquecidas nos livros sobre o assunto.
Porém alguns especialistas apontam a existência de várias falhas no livro.
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GAZETA DO ZÉ


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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NA FEIRA DO INTERIOR

*Rangel Alves da Costa

Não há nada mais gostoso e cativante que uma feira interiorana, bem matuta mesmo, daquelas onde a singeleza brilha mais olhos que os shoppings de capital. Tem caçuá, tem rapadura, tem bolo de milho, tem milho verde, tem arreio, tem arroz-doce, tem melancia e melão coalhada. E também tem aquela magia especial da presença do produtor, do feirante, das pessoas mais simples.
Tudo aceso feito braseiro ainda na madrugada. Pouco tempo depois já começa a fervilhar feito formigueiro. Contudo, mais tarde tudo já parece um descampado abandonado às traças, tomado de bagaceira, sujeira de toda espécie. Não poderia ser diferente. Já é fim de feira. Mas é no seu percurso que está todo o encantamento.
Se feira interiorana é acontecimento dos mais atraentes, instigante e concorrido, o que se vê quando o comércio matuto se finda é coisa de arrepiar. As cores, os cheiros, o povo de matiz trigueiro, as barracas, as bancas, as vozes, as frutas, verduras, farinha, a carne, de tudo um pouco, logo dão lugar à sujeira e imundícies jamais imaginadas para um lugar que há bem pouco guardava tantos atrativos e sabores.
Até parece que a feira espera o povo matar a fome nas barracas cheirosas e apetitosas, se fartando da carne fresca de boi, de porco ou de bode, ou na gulodice do sarapatel, do fígado acebolado ou ainda da invenção sertaneja do dia, para se despedir da função. Enquanto os últimos famintos pedem um pouquinho mais de galinha de capoeira, as barracas já estão sendo desmontadas, os restos embalados e os caçuás recebendo o que não foi vendido.
Já é hora de avistar, e até contar, todos os bêbados do dia. Aqueles que começaram o dia tomando uma pinguinha, e em meio à compra do tomate, do quilo de farinha, do pedaço de fumo de rolo, emborcaram mais uma e depois mais outras. No tropel de fim de feira já não saem mais do balcão, já não sabem nem quantas viraram e quantas raízes de pau talagaram sem pestanejar.


Os bares e barracos ladeando a feira ficam repletos depois que os compradores se dissipam e os feirantes vão contando seus lucros e lamentando o que vai ter de retornar. Aguardente misturada com raiz ou casca de pau, com angico, umburana, aroeira, cedro, uma vegetação sertaneja inteira, faz a festança de um povo sempre disposto a virar mais uma. E aí é onde está o problema.
Já tomados demais, amigos desconhecem amigos, os inimigos de pinga se estranham de peixeira na mão. O fuzuê é criado, é um vexame danado, por pouco um não desembucha o outro. Os dois são retirados do ambiente e por lá mesmo, no pé do balcão ou num canto qualquer, a feirinha da semana é esquecida. E mais tarde, completamente bêbados, às cegas, cortam estrada para apanhar da mulher quando chegar à tapera.
“Coisa feia, um homi véio desse, pai de famia, bom de se arrespeitá, espanta o galo pa ir pa feira e vorta feito um gambá. Tá qui num se sustenta nem de pé, seu desgraçado. A feira, cadê a feira?”. O coitado, sem condições de responder a contento, até mesmo porque não sabe onde o saco de mantimentos ficou, tropeça até a malhada e começa a entoar um desafinado e doloroso aboio. Mas doloroso mesmo vai ficar seu lombo daí em diante.
Mas enquanto a feira vai terminando é que algumas pessoas sempre atrasadas começam a chegar. Não que procurem o lugar pra comprar pano de chita, água de colônia, talco de pó, presilha de cabelo ou um quadro bonito da Virgem Maria. E também não vão até ali para escolher a verdura, a fruta, o arroz, o café, a farinha. Nada disso. Vão precisamente para fazer o que sempre fazem no fim de feira: colher os restos, catar os restos, mendigar pelo chão.
Homens, mulheres, velhos, meninos, pessoas de fim de feira. Acordaram tão ou até mais cedo que as outras pessoas que passaram pelas suas portas em direção ao comércio semanal interiorano. Avistaram adiante, virando a curva, seguindo de mochila, saco ou sacola à mão pra colocar as compras. Aquelas pessoas que passam e que vão certamente levam algum no bolso e poderão escolher sem pedir, sem a submissão da mendicância.
Porém muitas outras não. Quando as pessoas retornam com suas compras e quando, vigiando pelos arredores, sentem que o restante que ficou por ali espalhado não possui mais dono, é que vão catar o alimento do dia e talvez o de amanhã. Banana amassada ou apodrecida, tomate e pimentão imprestáveis, repolhos e folhas deixados pelos cantos. E que festa ao olhar da penúria, da necessidade, da precisão.
Alguns desses sacrificados chegam logo cedinho, se misturam a feirantes e compradores e pedem o quanto podem. Mas outros não. Outros, tomados pela imorredoura honra matuta, preferem catar os restos a estender a mão diante de outra mão, de outro olhar sertanejo. Seria desonra demais, seria dor ainda maior.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com   

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DE PALHAÇO À PROFESSOR. Por: Maria do BomSucesso de Lacerda Fernandes - CESS

Por Maria do BomSucesso de Lacerda Fernandes

Fato notável de um menino que pelo destino chegou até nós e aqui viveu o que o próprio destino lhe preservou.

Gosto de sempre dizer que, ao nascer iniciamos uma história única e irrepetível, e, que cada ser humano possui a sua trajetória de vida. Assim aconteceu com o nosso homenageado José Ronaldo. Nasceu em 19/03/1971, na cidade de Natal-RN e trazido para Pombal, cidade acolhedora, com apenas oito meses de vida, pela senhora Otacília Leite, sua genitora, mulher simples prestadora de serviços domésticos. Aqui chegando, localizou-se no bairro dos Pereiros onde passou parte de sua vida, infância e adolescência, em que faz referência de muito orgulho, pois foi criado com amor e singeleza por sua mãe que muito lutou para vê-lo crescer com uma boa formação.


Em criança foi divertido e alegre. Familiarizado aos colegas, sentia-se feliz no recinto em que se encontrava. Um dia despertou para ser um personagem muito forte: PALHAÇO. Conduzia a meninada ao divertimento e a alegria, contando piadas em que fez nascer o nome de Palhaço Fuleragem.

Acolheu com muito amor e prazer esta personificação. Ao crescer tomou parte ativa em movimentos estudantis e em grupo de jovens teatrais em que ressalta a junção de um grande amigo e irmão artista, Luizinho Barbosa. Ingressou em destacáveis Clubes de serviços a exemplo do Interac e Rotarac.

Jovem inteligente despertou o dom de poetar, construindo versos que lhe viessem aos sentimentos. Lembro bem que, no evento de Lançamento da minha primeira obra “Escada de Sentimentos”, em prosa e versos, realizado no colégio “Josué Bezerra”, em plena solenidade destacou-se aquele jovem ao declamar uma poesia de sua autoria dedicada a mim. A partir daquele momento o conheci e acatei como filho na poesia e como amigo, há exatamente 19 anos passados.

Lutando pela vida, Ronaldo começou a trabalhar em cidades vizinhas, Cajazeirinhas e Paulista, mostranto o seu potencial de amor e competência ao que fazia. Como palhaço e poeta conduzia o seu trabalho confiante àqueles que o contratava. Continuadamente estudava para conseguir a sua progressão cultural e alcançar seus objetivos. Em nossa cidade, Ronaldo deu seu contributo de trabalho ao CEMAR, Polivalente, Arruda Câmara e Arco-Íris. Formou-se em Letras na Faculdade de Ciências e Letras de Cajazeiras e exerce hoje a profissão de professor de Artes e Letras.

No colégio estadual “Arruda Câmara”. Em 03 de dezembro de 2009, houve uma Primeira Mostra de Ciências, evento de destaque e o José Ronaldo, como professor da arte teatral, apresentou com cinco dos seus alunos, poesias da minha lavra. Rica e bela apresentação, provocando-me grande emoção.

Observamos em Zé Ronaldo um homem verdadeiramente progressivo, isto é, aquele que faz por si mesmo o progresso dos seus desejos e sonhos. É um exemplo para tantos jovens que se perdem por não saberem buscar os seus horizontes. É mesmo admirável conhecer a história daquele menino pobre que soube dignamente lutar pelo seu futuro.

Hoje, ele sente orgulho pelo que alcançou com seus esforços, pois de um simples “palhaço” tornou-se um dinâmico “professor”. Parabéns Ronaldo pela história bonita que você tem para contar e pela importante função que exerce hoje.

Parabéns também pelo seu aniversário natalício neste 19 de março, que Deus o cubra com muitas bênçãos para o seu futuro. Beijos no seu coração! Felicidades e muito progresso na continuação de sua vida! São os votos de quem o ama e admira muito! 

Maria do BomSucesso de Lacerda Fernandes - CESSA. Poetisa e escritora pombalense (In Memoriam)


Naturalidade: Pombal – PB
Nascimento: 17 de setembro 1940 / Falecimento: 25 de fevereiro de 2011
Formação: Licenciatura em Letras e Pós-Graduação em Língua Portuguesa pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Cajazeiras (FAFIC).
Atividades artístico-culturais: Poetisa, escritora e artística plástica.
Livros: Escada de Sentimentos (1991), Pombal! História Viva da Comunicação (1999), Homenagem e Resgate: Prosa e Poesia (2001).
Maria do Bom Sucesso de Lacerda Fernandes, conhecida como Cessa Lacerda, ajudou a construir a história cultural da cidade de Pombal. É considerada pela população do seu município como a “Mestra das Mestras”.
Em 1959, concluiu o curso profissionalizante e ingressou como professora na Escola Normal Arruda Câmara. Entrou para o magistério como educadora polivalente liderando o aprendizado de crianças. No ano de 1962, se casou com Francisco Fernandes da Silva (Bibia). Tiveram cinco filhos, Francisco, Francimar, Antônio, Rômulo e Cândida.
Dos anos de 1990, até seu falecimento em 2011, presidiu a Academia de Letras de Pombal. Também participou do Projeto Paraibana de Poesia. Fundou a Associação Poética Pombalense Newton Pordeus Seixas (ASPONPS), assim como o Teatro Infanto-Juvenil de Pombal (TINJU).
Cessa Lacerda apresentava o programa Coração Apaixonado, na Rádio Bonsucesso AM de Pombal. Participou ao vivo de serestas na emissora. Através de seus escritos, lembrava nas rádios de Pombal as comemorações e datas festivas da Paraíba e do Brasil. Por sua influência no meio radiofônico foi considerada a Madrinha dos Radialistas.
Em 2001 e 2007, a escritora foi homenageada pelo Troféu Imprensa Radialista Clemildo Brunet. Como escritora produziu textos em prosa como, “Homenagem ao Carnaval 2010”, “Homenagem ao Talentoso Artista José Ronaldo”, “Homenagem a Poesia”, “Data Festiva” e “Pombal Mais Pobre”. Também escreveu poesias singelas como, “Homenagem a uma grande mulher”, “Parabéns, Pombal Querida!”, “Contradição”, “Confissão”, “Voar” e “Metamorfose”.
Possuía uma versatilidade para as artes. Nas horas vagas usava os pincéis e tinta óleo em telas e tecidos. Em suas obras procurava colorir ideias e expressar sua criatividade.
Cessa Lacerda morreu aos 71 anos em João Pessoa após sofrer um derrame cerebral.
Voar
Como é bom voar!
Levar o pensamento
ao infinito…
e poder alegre respirar!
Trocar a saudade
por um grito,
recebendo o eco
do amor a consagrar!
Sempre, sempre,
voarei para encontrar
no espaço sem fim
a ânsia que tem dentro de mim,
aspirando o puro ar
e a felicidade poder abraçar!
Parabéns! Pombal Querida!
(147 anos de cidade)
Parabéns! Pombal, querida!
Por mais um aniversário.
A Ti, Cidade altaneira,
Rendo a minha homenagem.
POMBAL, cidade heróica,
terra de lutas e vitórias,
de bravo povo e ilustres filhos
que figuram na história.
“Arraial de Piranhas” foste chamada,
honrando a tua memória,
a natureza ostentando
tua beleza e glória.
De “Arraial do Bom Sucesso”
foste também aclamada
pela fé do teu povo varonil
que sempre contará a tua história
por todos os recantos do Brasil!
Finalmente “Pombal”
nosso augusto torrão,
na Paraíba representando
um pedacinho do sertão.
E numa verdade cruel
seca, falta d’água e clamor,
caboclo sentindo saudade
da cabocla que ficou,
na poesia e na canção
o poeta se inspirou!
Nasceu MARINGÁ,
unindo verdade e lenda
que Joubert de Carvalho,
poeta e compositor
fez uma linda poesia
e numa canção transformou.
Maringá,
é a nossa canção popular,
Que será sempre cantada
como UM HINO DE AMOR!
Meu Pombal de nascimento,
Torrão que me ouviu chorar
por isso no meu crescimento
sempre aprendi a amar.
Pombal da minha Infância
fase mais linda da vida
recordação de criança
terra muito querida.
Pombal dos meus amores
Pombal do céu de anil
da natureza em cores
orgulho do meu Brasil.
Pombal, sorriso inocente
Pombal, especial para mim,
tens um povo inteligente
e a tua história não terá fim.
Pombal de grandes artistas
que figuram na história
de músicos, poetas e repentistas
que guardamos na memória.
Meu torrão hospitaleiro!
Oh! Terra dos meus amores
de filhos ilustres e benfeitores
de juristas e de guerreiros.
Pombal de povo altaneiro
que repercutiu vitória
assim como Rui Carneiro
que logrou honra e glória.
Pombal, de Celso Furtado,
Que conquistou vida e glória
Pois no mundo é reconhecido
Como o maior Economista da história.
Fontes:
http://www.paraibacriativa.com.br/artista/cessa-lacerda/


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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IGREJA CONSTRUÍDA POR DONA GENEROSA COITEIRA DE LAMPIÃO

Por Adriano Jordão

Igreja construída por dona Generosa em homenagem ao cangaço coiteira de Lampião e o cruzeiro onde o coiteiro Zé pretinho foi morto.


https://www.facebook.com/groups/1617000688612436/

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TE AMO MUITO!

Por Ingrid Rebouças

Completa-se hoje mais um ciclo de vida, da vida de um ser de luz que foi enviado à terra para amar e cuidar das pessoas. Essa foi a missão concedida a esse espirito que faz isso sem qualquer esforço tornando um momento ou pessoa a mais importante e maravilhosa possível, só quem o conhece sabe o tão especial é Manoel Severo Barbosa. Feliz aniversario meu amor, e parabéns por ser um homem extraordinário em tudo que faz, você é exemplo. Sou muito muito grata a Deus por ter me presenteado você como meu amor. Obrigada por me ensinar a lidar com o mundo, e me ensinar a transmitir a energia positiva mais além.

Você, é o meu trevo de quatro folhas...
No teu abraço me faço a pessoa mais feliz...
E no teu sorriso me encontro...
Te Amo. 

Ingrid Rebouças

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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GUIOMAR JURUBEBA..! A BRAVA NAZARENA, UM RIFLE E UM BORNAL DE BALA..!

Por Voltaseca Volta

GUIOMAR JURUBEBA, a brava nazarena, um rifle e um bornal de bala..!
Em 28 de janeiro de 1925, LAMPIÃO atacou o nazareno Antônio Gomes Jurubeba em seu sítio localizado em Nazaré. 


A jovem GUIOMAR (foto, acima), pegou um rifle e um bornal de balas, e, correu para garantir a porta traseira da casa...

Era, dessa forma, que muitas mulheres nazarenas se comportavam... EITA, mulher guerreira..!

Foto: Cortesia da família Gomes Jurubeba / Nazaré do Pico

https://www.facebook.com/groups/ocangaco/

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terça-feira, 18 de julho de 2017

ESTAMOS COM PROBLEMAS


ESTAMOS COM SÉRIOS PROBLEMAS NESTA PÁGINA, AMIGOS LEITORES. LAMENTAMOS MUITO A FALTA DE POSTAGENS, MAS NÃO TEMOS O QUE FAZER.

FÓRUM DA AGRICULTURA SUSTENTÁVEL DO VALE DO AÇU


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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CONHEÇA O QUE LEVOU O CORONEL JOSÉ PEREIRA LIMA ROMPER A SUA AMIZADE COM O CAPITÃO LAMPIÃO


Adquira logo esta obra do escritor Luiz Serra. Você irá ler muitas informações sobre "Cangaço" que ainda não as conhecia. Não deixa para depois, livro com tema "CANGAÇO" são arrebatados pelos pesquisadores, leitores e colecionadores.

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