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sábado, 13 de abril de 2019

EU, PITÚ E TU?

Clerisvaldo B. Chagas, 12 de abril de 2019
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.090

Houve época em que um carro de som, estilizado, bonito e potente desfilava pelas cidades do Sertão e Agreste de Alagoas. Era a propaganda da aguardente pernambucana de marca Pitú. Participava de inúmeras festas regionais apoiando os eventos e divulgando o produto de Vitória de Santo Antão. Além das gravações trazidas no seu bojo, havia o apresentador com o vozeirão que combinava com aquele monumento móvel. E para animar movimentos como vaquejadas sertanejas, nada havia de melhor do que a presença viva da marca da aguardente pelo famigerado carro. Perguntava-se após elogios à cachaça: “Eu, Pitú e tu?”. A combinação da rima, certa ou errada no português, fazia um bom efeito nos ouvintes sedentos por uma “branquinha”.



(FOTO: III CARNAVAL DE ZÉ PILUCA).
PAU-DE-SEBO. (Jarbas Rocha).

as rochaHavia outras marcas de cachaça no mercado regional como a Serra Branca, forte concorrente da Pitú, e a Azuladinha das Alagoas, como as mais salientes no período. Mas com o carro de som perambulando mesmo, só havia a da marca Pitú. Pois bem, dizem que lá nas Águas Belas estava havendo uma brincadeira de vaquejada com animação do carro de som. Verdadeira multidão se divertindo na chamada “festa de cabra macho”. O carro da aguardente de Vitória fazia muito sucesso e o apresentador sempre entremeava a fala com a frase: “Eu, Pitú, e tu?”. Em um desses intervalos, foi passando por ali um caboclo de opinião própria, logo abordado, pelo locutor entusiasmado:
--- Eu, Pitú, e tu?
--- Eu, Serra Grande!... --- respondeu no som potente o caboclo.
Foi um desastre na locução.

Muitas vezes a nossa existência faz comparativos com a malícia das manobras. Vez em quando alguém que se acha poderoso no rádio, na literatura, nas organizações... Tenta nos quebrar a espinha dorsal. Não raras vezes o efeito bumerangue danifica seriamente o desavisado atirador. Uma espinha dorsal com revestimento divino fortifica-se cada vez mais com as ações nefastas dos medíocres. Alíás, o coitado não se cansa de tentar subir no pau-de-sebo com areia no bolso.
 --- Eu Pitú, e tu?
--- Serra Grande.

·         As marcas de aguardente citadas são apenas para ilustrar a “fábula”, merecendo de nós admiração e respeito.


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ACADEMIA CEARENSE DE RETÓRICA COMEMORA 40 ANOS DE FUNDAÇÃO


Por Benedito Vasconcelos Mendes

O Professor Benedito Vasconcelos Mendes recebeu comunicado do Presidente da Academia Cearense de Retórica-ACERE, Escritor Neuzemar Gomes de Moraes, que foi eleito, por unanimidade, para receber o honroso título de SÓCIO EMÉRITO da referida Academia. A Entrega do Título será no Plenário 13 de maio, da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, no próximo dia 17 de abril, por ocasião da Sessão Solene Comemorativa dos 40 Anos de Fundação da ACERE. Além do Professor Benedito Mendes também será homenageado, o Presidente da Academia Cearense de Letras e Sócio Efetivo da ACERE, escritor e ex-Ministro Ubiratan Aguiar, que receberá o garboso Diploma de Orador Modelo da Academia Cearense de Retórica.

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço Benedito Vasconcelos Mendes

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LIVRO COCOCY



O livro Cococy - História e Memórias da Família Feitosa, narra a trajetória da grandiosa família Feitosa, desde as margens do Rio São Francisco; as ligações de parentesco com as famílias pioneiras da Capitania de Pernambuco; Guerra da família Montes contra os aparentados Feitosas; colonização da região dos Inhamuns pela família Feitosa, especialmente nas margens do Rio Jucá; ascensão e queda do lendário município Cococi; catalogação de centenas de propriedades rurais pertencentes ao clã Feitosa. 


Para aquisição do livro contactar com: Feitosa Pereira Darwin ou Francisco Pereira Lima através deste email: franpelima@bol.com.br




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ROBERTO E ORLANDO SILVA

Acervo da Deocele Lucena

Que encontro maravilhoso!
Orlando Silva, o cantor das multidões e o rei Roberto Carlos.
Nos 100 anos do Orlando Silva, 
Um lindo dueto... 
Fascinação!


Que encontro maravilhoso!
Orlando Silva, o cantor das multidões e o rei Roberto Carlos.
Nos 100 anos do Orlando Silva,
Um lindo dueto...
Fascinação!



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.TRECHO DO LIVRO MEMÓRIAS SANGRADAS, A SER LANÇADO, SOBRE A SAGA DOS CANGACEIROS NOS ANOS 20 E 30.


Foto e texto de Ricardo Beliel

Bom de prosa, Zé de Olindo nos diz "Zé Sereno e Sila se casaram na Serra Negra e depois se entregaram apoiados por meu pai Antonio Olindo. Corisco quis se entregar para meu tio João Maria, mas preferiu fugir e Zé Rufino, que era da Serra Negra saiu na perseguição. Os cangaceiros aqui não ficaram na cadeia. Foram para a casa de Chico Capitão, que era comerciante de peles, porque tinham medo de vingança, mas viviam nas ruas. Soltos. 

Era muita curiosidade da gente. Todo mundo queria ver como eles eram. Curiosidade e um pouquinho de medo. Mas Cajazeira e Diferente fugiram. O Cajazeira, que era filho de um coiteiro, o Julião, depois foi candidato a prefeito de Poço Redondo, apoiado por meu tio, mas perdeu e depois roubou as urnas. Para se vingar do prefeito, o Artur, contratou dois pistoleiros, mas quando ele tratou com os dois, o Eron e o Alfredão, eles já estavam entabulados com o outro lado e mataram ele. Cajazeira tinha sobrevivido ao Angico e era casado com Enedina, que morreu no cerco. Depois ele se casou com a irmã dela".

João Capoeira irmão de Enedina e de Estela, a segunda mulher de Cajazeira, tinha agrado por Zé de Julião, como era conhecido Cajazeira entre os seus, e nos conta em sua pequena casa de dois cômodos em Poço Redondo, amparando seus 106 anos num pau de muleta, que "todo mundo aqui queria que ele fosse prefeito, mas o governo não aceitou não. 

O Eronides que foi governador lá na capital, queria outro. Ele pelejou, mas não teve jeito". Julião, um bem sucedido dono de fazendas e pai de seu cunhado, tentou de tudo para tirar da cabeça do filho, Zé, o desejo de se aventurar na companhia dos cangaceiros. "Minha família era pobre e o Zé era fazendeiro. Nós morava na fazenda deles, de nome Jiquiri. 

O pai dele dava tudo para o filho não entrar nessa vida de bandido, pediu para ele escolher uma das quatro fazendas e até uma casa em Aracaju, em todo canto, mas não teve jeito. Terminou de fazer o casamento com minha irmã e os dois foram pros lados dos cangaceiros. 

Ela morreu no fogo, mais Lampeão. Lampeão não era conforme o povo dizia. Era um hominho, respeitador de todo mundo". Seu João Capoeira não seguiu os passos e percalços de Enedina, ainda muito jovem preferiu dar ouvidos às palavras de sua irmã mais velha, "não caia nisso não. É só pra nós que já estamos perdidos, pois que cangaceiro é comida de bala".

(Depoimentos de Zé de Olindo, em Jeremoabo, e João Capoeira, em Poço Redondo).

Infelizmente eu perdi a fonte da "página no facebook", mas me parece ser do pesquisador Voltaseca. Depois de tudo pronto para postagem a página desapareceu da tela.

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sexta-feira, 12 de abril de 2019

MAIS UM PERSONAGEM HISTÓRICO LOCALIZADO

Por Geraldo Antônio De Souza Júnior
Manoel Ribeiro conhecido popularmente como "Mané Gaibó"


Localizado recentemente nos confins do Raso da Catarina o último irmão, ainda vivo, da ex-cangaceira Dadá, companheira do temível cangaceiro Corisco o "Diabo Loiro", chefe de subgrupo ligado ao bando de Lampião.

Manoel Ribeiro conhecido popularmente como "Mané Gaibó", atualmente com cento e nove anos é uma das últimas testemunhas de acontecimentos envolvendo a figura de Lampião e seu bando em solo baiano e que teve uma rápida passagem pelo bando cangaceiro, tempos após sua irmã Dadá ter sido "carregada" por Corisco, fato que gerou humilhações e torturas por parte das policias contra ele e familiares e consequentemente motivou a sua entrada para o bando cangaceiro liderado por Virgolino Ferreira da Silva "Lampião".

Mané Gaibó acompanhou o bando por período inferior a um ano e por não se adaptar a dura vida da canga, resolveu retornar ao convívio familiar, não mais se envolvendo com a vida das armas.

Na primeira parte desse documentário que vocês assistirão em breve, Mané Gaibó fala, principalmente, sobre a entrada de Dadá no cangaço e o sofrimento de sua família causado pela fúria das policias, por conta do ingresso de sua irmã no bando cangaceiro, além de outros relatos envolvendo a sua trajetória no cangaço.

Aguardem!


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SBEC CRIA UMA Comenda PAULO GASTÃO

Por Benedito Vasconcelos Mendes

A Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço-SBEC criou o dia 16 de Março fazer corrente ano, POR Ocasião da XV Jornada Cultural do Museu do sertão, uma COMENDA PAULO MEDEIROS GASTÃO para homenagear como PESSOAS Que tenham Pestados Relevantes Serviços À SBEC Ou Que tenham contribuído para OS ESTUDOS Relacionados com o tema Cangaço. 


Paulo Medeiros Gastão foi o idealizador e Fundador da SBEC e um dos pioneiros no Brasil, dos Estudos Relacionados Ao cangaço. A Mais Importante Comenda da SBEC, denominada Comenda Paulo Medeiros Gastão foi outorgada AOS estudiosos fazer Cangaço Jairo Luiz Oliveira (Piranhas-AL) 



e Aderbal Simões Nogueira (Fortaleza-CE), Que Será Entregue POR Ocasião fazer evento cultural Sertão Cangaço, Que vai ser Realizado na Cidade alagoana de Piranhas, no Próximo Mês de julho. 

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço Benedito Vasconcelos Mendes

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XV JORNADA CULTURAL DO MUSEU DO SERTÃO


 Por Benedito Vasconcelos Mendes

Tornou-SE EM UM EVENTO Interestadual A XV Jornada Cultural do Museu do Sertão Contou com a presence de Intelectuais de Oito Estados brasileiros (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro e Distrito Federal). Cerca de 180 Escritores, Cientistas, Historiadores, poetas e Artistas Plásticos participaram Deste Importante evento cultural. Mais de Uma dezena de Academias de Letras, Academias de Ciências, Academia de Artistas Plásticos, Os institutos Históricos e Geográficos e Outras Instituições de cunho cultural prestigiaram a referida jornada. Dentre tão destacadas Instituições de Outros Estados Que tomaram parte na XV Jornada Cultural do Museu do Podemos Sertão citar a Academia Cearense de Ciências-ACECI, o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, a Academia Lavrense de Letras-ALL, Academia de Letras e Artes do Ceará-ALACE, Academia de Letras Juvenal Galeno-ALJUG, AQQB-DF, UBE-CE, AJEB-CE e Outras Instituições. Do Rio Grande do Norte, Praticamente Todas como Academias de Letras da Capital e das Cidades do Interior jornada participaram Desta. Como Palestras proferidas Durante o evento were de alto nivel e versaram Sobre Ciências, Literatura, Artes e História. O Hino Nacional EO Hino do Museu do Sertão were interpretados Pela Juíza de Direito Welma Menezes, that com SUA voz Belíssima, encantou a todos OS PRESENTES. Uma Outra Atração artística that sensibilizou OS Participantes fazer evento foi uma “dança do xaxado“apresentado Pelos Alunos da Escola Rotary, soluçar a Coordenação da Dinâmica e Eficiente Diretora, Professora Jailma Soares. Além de dos Cientistas, Escritores, poetas e Historiadores, prestigiaram also o evento, uma Empresarial classe. Destacados Empresários do Nosso Estado se fizeram PRESENTES. 

Enviado pelo professor e escritor Benedito Vasconcelos Mendes

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GECC REALIZA SUA REUNIÃO MENSAL DE FORMA SOLENE E CULTURAL



O Grupo de Estudos do Cangaço fazer Ceará- GECC realizou Hoje, 9 de abril de 2019, Mais uma reunião na Residência do Professor Melquíades Pinto Paiva, that constou de Uma primorosa palestra intitulada “Djacir Menezes ea Interpretação Sócio-Científica fazer Cangaço“, proferida Pela Professora, Doutora Arair Pinto Paiva. 

Depois da palestra, o Presidente fazer GECC, Pesquisador Ângelo Osmiro Barreto colocou em DISCUSSÃO o referido tema, Oportunidade em that um Professora Arair, Ao responder Às Perguntas dos PRESENTES, enriqueceu AINDA Mais o Conteúdo da SUA explanação. 

Em SEGUIDA, o Presidente da Dinamarca SBEC-Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, Professor Benedito Vasconcelos Mendes, em ato solene, entregou o Troféu Cultural do Museu do Sertão Ao Cientista Melquíades Pinto Paiva. 

Foi Uma Reunião com MUITOS Participantes, Contando inclusive, com um ilustre Presença da representante da Academia Lavrense de Letras, Escritora Fátima Lemos e fazer ilustre Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo. 

Enviado pelo presidente da SBEC Benedito Vasconcelos Mendes

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O ÚLTIMO APITO_A HISTÓRIA DA ESTRADA DE FERRO NO CEARÁ

Por Aderbal Nogueira

Publicado em 8 de mai de 2011
Versão compacta do vídeo documentário que conta a história da Estrada de Ferro do Ceará. Contato: laser.video@terra.com.br
Categoria
Música neste vídeo
Música
Rabo de Boi (feat. Geraldo Junior, Dudé Casado)
Artista
Dr. Raiz
Álbum
Dr. Raiz (feat. Geraldo Junior, Dudé Casado)
Licenciado para o YouTube por
Believe Music (em nome de Humaita Music Pub)

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BAURU PODE GANHAR CORDELTECA ATÉ ABRIL



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quinta-feira, 11 de abril de 2019

CANGAÇO ECOS NA LITERATURA E CINEMA NORDESTINOS


Adquira-o através deste e-mail:

franpelima@bol.com.br

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LIVROS PAJEÚ EM CHAMAS – O CANGAÇO E OS PEREIRAS (CONVERSANDO COM SINHÔ PEREIRA).

Por Geraldo Júnior

Finalmente terminei de ler e posso afirmar que se trata de um trabalho de referência sobre a história da tradicional família “PEREIRA” e a sua ligação com o cangaço nordestino.

Resta-me apenas agradecer mais uma vez ao Professor Helvécio e parabenizá-lo por magnífico trabalho, que na verdade é um presente de valor inestimável para as futuras gerações, ao que se refere ao estudo, pesquisa e conhecimento histórico.

ADENDO - http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Hervécio Neves Feitosa

Eu também já o li e aconselho aos amigos amantes do tema "Cangaço", que procurem lê-lo, é um excelente trabalho do escritor Hervécio Neves Feitosa.

Quem desejar adquirir o Livro PAJEÚ EM CHAMAS – O CANGAÇO E OS PEREIRAS (CONVERSANDO COM SINHÔ PEREIRA), basta entrar em contato com o Professor Francisco Pereira Lima através do e-mail: franpelima@bol.com.br
Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo)

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PARAHYBA NOS TEMPOS DO CANGAÇO


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LIVROS SOBRE CANGAÇO




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TEASER CAMINHOS GUANABARA QUIXADÁ


Enviado pelo cineasta e pesquisador do cangaço Aderbal Nogueira

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JORNAIS DE ÉPOCA

Resgate de fotografias "2"

C.S.I Bahia tem um novo agente especial que está revirando os baús e pastas das antigas redações de jornais daquele Estado. Vocês já o conhecem é o Rubens Antonio. Que nos traz mais uma canja do material que está sendo escaneado e postado nas comunidades do OrkutLampião, Grande Rei do Cangaço e Cangaço, Discussão Técnica. 

 Uma bela cabrocha

Essa é SEBASTIANA, que viveu com o cangaceiro Moita Brava, após o mesmo, ter sido traído por Lili. Assim aparece no "A Tarde" de 7 de dezembro de 1938.
 O ex cangaceiro Bezouro

 Flagrante das entregas, Novembro de 1938.

Chegam de Jeremoabo os cangaceiros entregues... alguns já em trajes civis... outros ainda "cangaceirados"... nesta foto ordem aleatória encontra-se: Zé Sereno, Creança, Balão, Jurity, Novo Tempo, Pernambucano, Laranjeira, Candeeiro, Ponto Fino, Quina-quina, Marinheiro, Cacheado, Beija-Flor, Devoção, Borboleta, Chá Preto, Penedinho, Cuidado, Azulão.
Quando Corisco se foi...

Sargento Senna e Zé Rufino , após o sepultamento, prestam homenagem a Corisco tirando suas coberturas...


Zé de Rufina ou Zé Rufino à direita... Pelo que percebi, nas fotos, nessa carreira do cangaço, quando ele já estava mais avançado perto de 1940, usava chapéu, não quepe. Quepe... parece que só usava em fotos mais "oficiais", ao lado de superior(es)... e o chapéu ficava para o trabalho de volante em campo.
Mas o que me impressionou e comoveu, de verdade, nesta foto, é o ponto do inimigo-bandido que pode ser também respeitado. Inclusive, conforme depoimento do próprio Zé Rufino, quando um soldado ofendeu a já derrubada Dadá, recebeu a devida bronca e foi afastado as proximidades da mesma.
É uma sepultura providenciada pelos próprios militares, logo após a morte do já então ex-cangaceiro, apenas um foragido. Observe-se o arranjo floral e a cruz...

Pena que os médicos de Salvador estragaram esse evento, impondo aos militares a inumação do cangaceiro e a sua decaptação.. além da retirada de um braço.

Zé Rufino, aspirante, 1938

Dadá ferida

Dadá, na chegada a Salvador.
Abraços 
Rubens Antonio 


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MANDACARU

Clerisvaldo B. Chagas,11 de abril de 2019
                                               Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.089

O mandacaru é uma planta arbustiva, xerófita, nativa do Brasil, disseminada no semiárido nordestino. É chamado também de babão, cardeiro e jamacaru. O (Cereus jamacaru) é muito parecido com o facheiro, sendo este mais delgado, ambos com a mesma elegância de vigilantes das caatingas. Mandacaru vem do tupi (mãdaka’ru ou iamanaka’ru) que significa espinhos agrupados e danosos. É chamado babão pela gosma do seu fruto roxo que abastece os pássaros da caatinga e pode chegar até aos seis metros de altura. Suas folhas se transformaram em espinhos que formam a defesa contra animais herbívoros. O mandacaru é a marca registrada representativa da caatinga e está presente em todas as ilustrações sobre o semiárido.

MANDACARU. (FOTO: DO DESIGN - S)

O sertanejo planta palma forrageira para alimentar o rebanho, mas, durante os períodos de secas prolongadas, vale-se da planta selvagem mandacaru. Para isso corta as suas ramificações levando-as ao fogo para amaciar os espinhos e assim alimenta o gado bovino, caprino e ovino. O mandacaru, além de bem representar o sertão, também possui propriedades medicinais indicadas pelos matutos conhecedores dos poderes mágicos da flora nordestina. “Nasce e cresce no campo sem qualquer trato cultural. A semente espalhada pelas aves ou pelo vento não escolhe lugar para nascer”. Até em telhados de casas rurais e mesmo urbanas, a planta regista sua presença. O mandacaru é adaptado ao clima seco com quantidade de água reduzida.
Embrapa coletou mudas encontradas no entorno da capital do Rio Grande do Norte, para multiplicação por estaquia. A Embrapa Semiárido, em Petrolina (PE), está desenvolvendo a versão sem espinhos como material forrageiro, que já foi plantada em propriedades na Paraíba. No Ceará,Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio do Centro de Zootecnia, desenvolve projetos numa reserva de 246 hectares em Tauá, também com algumas mudas da espécie sem espinhos”.
São inúmeras as histórias de Lampião e o pé de mandacaru. O seu belo porte inspira, poetas e outros artistas que não dispensam o jamacuru em suas obras. Quando deus permitir, publicaremos nosso romance: Deuses de Mandacaru.


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“PARA QUE CHORAR O QUE PASSOU, LAMENTAR PERDIDAS ILUSÕES...”

*Rangel Alves da Costa

Somente quando se apagam as Luzes da Ribalta é que se torna possível compreender a força de versos assim: “Vidas que se acabam a sorrir, luzes que se apagam, nada mais. É sonhar em vão, tentar aos outros iludir, se o que se foi pra nós não voltará jamais. Para que chorar o que passou, lamentar perdidas ilusões, se o ideal que sempre nos acalentou renascerá em outros corações...”.
Charles Chaplin, o autor destes traduzidos versos, tinha razão: Não devemos chorar o que passou nem lamentar as perdidas ilusões, se o que o que se foi não voltará jamais. É um hino à resignação, à compreensão das realidades, à aceitação dos inevitáveis da vida. Mas que não afasta, contudo, o permanente cultivo da boa memória, da recordação proveitosa, da lembrança como entrelaçamento ao que tanto gostou.
Um hino que também fala das perdas, das rupturas, dos adeuses, das despedidas, das partidas. Mas a perda do profundo e do significativo, do verdadeiramente enraizado no coração, daquilo que valeu a pena amar e compartilhar a vida, e não da mesquinhez do vulgar e fútil, das relações de momento e do que sempre foi frágil na essência e no seu tempo de existência.
Para dizer que dói a perda das grandes coisas, daquilo que se rompe ao coração como o seu próprio pulsar, e não do banal, do frívolo, da insignificância. Para dizer que deixar de chorar pela perda não significa esquecer o que deixou de existir. Quem há de esquecer a existência perdida de um ente amado? Por outro lado, vale a pena se martirizar pelo nó desfeito em relações casuais, em ilusões fingidas?
Somente o grande, o importante e significativo, deve permanece além da lágrima. Não mais chorar, não mais lamentar, apenas sentir na alma que a distância não provocou esquecimento. O resto, o restante sem partida e sem distância, apenas fazer de conta que sequer existiu. Não mais viver as ilusões passadas e deixar que os frutos do que merecem acalentem os seus corações.
Sim, muita falta pode fazer o simples ato de desistir. Mas desistir daquilo que não mais possui força para persistência. Amamos os barcos no cais, mas todos eles adentram ao mar e somem. Amam as revoadas e os vermelhos do entardecer, mas tudo se vai, tudo some, tudo passa. Amamos o sonho sonhado na esperança de acontecer, mas de repente acordamos para outras realidades. Nada acontece segundo os nossos desejos. E nada permanece segundo o nosso querer.
Vão-se a s estações, vão-se as folhas do calendário, vão-se os dias. O que era já não mais será. Até mesmo o segundo atrás não poderá ser mais alcançando. Amamos e perdemos, e tudo dói demais. Mas fazer o que? Já não somos mais o que somos no instante passado. E tudo passa, mesmo que rasgando as entranhas do desejo de permanência. É deixar seguir, apenas. E não mais chorar. Não mais chorar pelo que passou.
Que não lamentemos mais as perdidas ilusões.

Escritor
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