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sexta-feira, 20 de novembro de 2020

ASCRIM/ACADEM PRESIDENCIA – CONFIRMAÇÃO E RETRANSMISSÃO A “ATIVIDADES HÍBRIDAS DE ANIVERSÁRIOS DE DIPLOMAÇÃO DAS(OS) ACADÊMICAS(OS) DA AFLAM E DA ALAM”- OF. Nº 030/2020.

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MOSSORÓ-RN, 18 de NOVEMBRO de 2020.    

   

- HONRE-NOS COM SUA VISITA AO NOSSO SITE ASCRIM ACADEM, ATRAVÉS DO LINK      

https://www.academiadosescritoresmossoroensesacademascrim.com/      

(IMPORTANTES NOTÍCIAS SOBRE NOMEAÇÃO DAS COMISSÕES DA ASCRIM)   

   

“RECEBES ESTE EXPEDIENTE PORQUE A ASCRIM O(A)VALORIZA E RESPEITA, PELO ALTO NÍVEL DE QUEM TEM O PRESTÍGIO DE SER ASSIM CONSIDERADO(A).”    

    

Quando nos enviam e recebemos um convite, na melhor brevidade, nos reportamos com dignidade e honra !   

   

   É PRAXE DESTA PRESIDÊNCIA, QUANDO OFICIALMENTE CONVIDADO/COMUNICADO (VIA EPISTOLAR OU ELETRÔNICA), TEMPESTIVAMENTE(3 DIAS CORRIDOS), DIGNAR-SE RESPONDER, EM TEMPO HÁBIL, AS ECLÉTICAS DIVULGAÇÕES  DOS EXCELENTÍSSIMOS PRESIDENTES E ENTUSIASTAS DE ENTIDADES LITERÁRIAS, EXEMPLO QUE NOTABILIZA O VIÉS DE UM DIRIGENTE INTELECTUAL CORRESPONDER A ESSE ECLETISMO, PORQUE SABE A DIFERENÇA ENTRE O LIAME DA PARTILHA E DO PRESTÍGIO QUE ASCENDE E CRESCE, NO INTERCÂMBIO DOS QUE RESPEITAM OS ABNEGADOS DEFENSORES DA CULTURA MOSSOROENSE.   

   NESTA SINTONIA, UMA DIVULGAÇÃO DE EVENTOS CULTURAIS/SOLENES E A CONFIRMAÇÃO, PERMUTADA, RECÍPROCA DOS PARTICIPANTES E ENTIDADES SINGULARES, MERECE E FUNCIONA COMO UM “FEEDER”, EVIDENTE, REPASSADO A TODOS OS ACADÊMICOS E INTEGRANTES DE SEUS CORPOS ADMINISTRATIVOS/SOCIAIS, PELO SEU PRÓPRIO DIRIGENTE, CUJO ESSE FEEDBACK ALIMENTA, NATURALMENTE, O FERVOR E A CONSIDERAÇÃO EM QUE SINGRAM OS INTELECTUAIS E SERVIDORES   DESSAS PLÊIADES.   

    

   DESTA FORMA, AGRADECENDO O CONVITE, QUE NOS FOI REPASSADO PELA DRA. TANIAMÁ VIEIRA DA SILVA BARRETOEXCELENTÍSSIMA PRESIDENTA DA AFLAM E DA ALAM, RESERVAMO-NOS ATRIBUIR MESMO VALOR DE PARTILHA, DIZENDO QUE ESTAREMOS IMPOSSIBILITADOS DE COMPARECER AO EVENTO NA FORMA PRESENCIAL, POR MOTIVOS DE ORDEM SUPERIOR ÓBVIAS DIANTE DO ESTADO PANDÊMICO E, NOS FAREMOS PRESENTES NA FORMA REMOTA,  QUE SE COUBER NA SEGUINTE PROGRAMAÇÃO:  

   

a) Painel Temático Integrado, b) Exposição Artística, c) Performances Literárias e Musicais, d) Saraus Híbridos 

Data: 28 (17h as 20h) e 29 (08h as 12h) de novembro de 2020 

Local: link: meet.google.com/rht-vfqf-zcu e 

Presencial: Hotel Serrano – Martins/RN 

 

      PORTANTO, REPASSO, COM SATISFAÇÃO, O ASSUNTO DO ALVO COMUNICADO, DE IGUAL MODO, POR CÓPIA, A0S INSIGNES DIGNITÁRIOS ELENCADOS NO “POST SCRIPTUM”,-OS QUE DISPONIBILIZARAM, GENEROSAMENTE, SEUS ENDEREÇOS ELETRÔNICOS, POR SER DO INTERESSE, CLARO, DOS MESMOS-, TOMAREM CONHECIMENTO E DIGNAREM-SE, DO SEU MISTER, CONFIRMAR SUAS HONRADAS PRESENÇAS, SE ADMITIDOS, JUNTAMENTE COM AS EXCELENTÍSSIMAS FAMÍLIAS CONSORTES.     

    CONCLAMANDO AOS ACADÊMICOS E POTENCIAIS CANDIDATOS DA ASCRIM E DA RECÉM FUNDADA ACADEMIA DE ESCRITORES MOSSOROENSES-ACADEM, QUE COMPARECEREM E SE APRESENTAREM COMO TAIS NO EVENTO SUPRAMENCIONADO, DEVEM USAR, RESPECTIVAMENTE, O UNIFORME COMPLETO OFICIAL(PELERINE E MEDALHÃO) DA ASCRIMOU TRAJE A ALTURA, ATRIBUTO SIGNATÁRIO DO DECORO INTELECTUAL E ORGULHO DA MORAL QUE ASSIM OS IDENTIFICA, ENTRE OS PARES, EM ATIVIDADES CULTURAIS DESSA GRANDEZA.   

        

SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,   

    

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO   

-PRESIDENTE DA ASCRIM  E ACADEM 

 

MARIA GORETTI ALVES DE ARAÚJO 

-VICE-PRESIDENTA INTERINA DA ASCRIM-  

 

 ---  

P.S.: 1. CONSIDERANDO A ESSÊNCIA DA HUMANIDADE INTELECTUAL, INSERIDA NA REPRESENTATIVIDADE DE TODOS SEGMENTOS SOCIAIS ABAIXO RELACIONADOS, ENCAMINHA-SE ESTA CÓPIA ORIGINAL, EM CARÁTER PESSOAL DIRETO AOS  INSIGNES DIGNITÁRIOS:   

     

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES GOVERNAMENTAIS, JURÍDICAS, MAÇONICAS E MILITARES.   

REVERENDÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES RELIGIOSAS.   

MAGNÍFICOS REITORES E AUTORIDADES DE UNIVERSIDADES.   

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES E INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS.   

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGÊNERES.   

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES EDUCACIONAIS E INSTITUIÇÕES CONGÊNERES.   

ILUSTRÍSSIMO(A)S DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS, EDUCACIONAIS E DE CIDADANIA.   

ILUSTRÍSSIMO(A)S JORNALISTAS E COMUNICADORES.   

DIGNOS ACADÊMICO(A)S DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGÊNERES.   

DIGNOS ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM E DA ACADEM.   

DIGNOS POTENCIAIS CANDIDATO(A)S A ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM E DA ACADEM.  
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De: Alam Alam <alamcsaberes5@gmail.com>
Enviado: sábado, 14 de novembro de 2020 17:14
Para: ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES ASCRIM <asescritm@hotmail.com>
Assunto: convite 

Sr. Francisco da Silva Neto
Ilmo Presidente da ASCRIM
Nesta

CONVITE

Temos a honra de convidar Vossa Senhoria e
Excelentíssima Família para comparecerem às
atividades híbridas de aniversários de diplomação
das/os acadêmicas e acadêmicos da AFLAM
(Academia Feminina de Letras e Artes Mossoroense)
e da ALAM (Academia de Letras e Artes de Martins),
oportunidade em que promoverão, de forma remota e
presencial:
a) Painel Temático Integrado
b) Exposição Artística
c) Performances Literárias e Musicais
d) Saraus Híbridos

Data: 28 (17h as 20h) e 29 (08h as 12h) de novembro de 2020
Local: link: meet.google.com/rht-vfqf-zcu e
Presencial: Hotel Serrano – Martins/RN

Taniamá Vieira da Silva Barreto

Presidente

Enviado pela ASCRIM

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88 ANOS DO FOGO DO MARANDUBA

 Por Manoel Severo

Manoel Belarmino e Manoel Severo no Maranduba

Ontem, 9 de janeiro de 2020, completou-se 88 anos do grande combate das volantes com o grupo de cangaceiros comandado por Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, na Fazenda Maranduba dos Soares, no atual Município de Poço Redondo. O evento ficou conhecido como o Fogo do Maranduba. O Sítio e o Maranduba eram duas fazendas que, no tempo do Cangaço, pertenciam aos Soares, meus antepassados. O Fogo do Maranduba, ocorrido naquele dia 9 de janeiro de 1932 foi um dos três maiores combates do Cangaço com as volantes, assim como o combate de Serra Grande em Pernambuco e o combate de Serrote Preto em Alagoas.

Caravana Cariri Cangaço em grande visita a Maranduba

Lampião encontrava-se nas pias da Maranduba com a sua cabroeira, provavelmente no descanso de almoço. Ali foi cercado e atacado por duas tropas das volantes da polícia. Uma comandada pelo capitão Liberato de Carvalho da Serra Negra (que depois chegou à patente de general do Exército Brasileiro) e a outra comandada pelo nazareno de Nazaré do Pico, Manoel Neto. Lampião reagiu com os seus cangaceiros. O tiroteio iniciou ao meio dia se estendendo até por volta das cinco horas da tarde. Lampião sai vencedor mesmo com um número menor de cangaceiros e Liberato e Manoel Neto fogem. 

Oito soldados das volantes morrem ali. Da tropa de Liberato da Serra Negra morreram Pedrinho de Paripiranga, Manoel Ventura, João de Anizia e Elias Marques. Da tropa de Manoel Neto, dos nazarenos, morreram ali entre os sete pés de umbuzeiro do Maranduba mais quatro soldados das volantes: Hercílio Nogueira, Adalgiso Nogueira, João Cavalcante e Antônio Benedito da Silva. Apenas dois cangaceiros da parte de Lampião foram mortos nesse combate, Sabonete e Caatingueira e o cangaceiro Quina-Quina ficou gravemente ferido, vindo a óbito dias depois do evento Fogo do Maranduba. Um trecho do folheto de cordel de minha autoria intitulado O Fogo do Maranduba:
....
"Com um número bem menor
De homens ali lutando
Na fazenda Maranduba
Lampião saiu ganhando
Matou oito policiais
E a volante recuando.


Liberato de Carvalho
Das volantes da Bahia
E o Tenente Mané Neto
De vergonha e de agonia
Fogem dali com as tropas
Naquele final de dia.


O fogo que aconteceu
Ali naquele lugar
Durante uma tarde inteira
Em combate sem parar
De O Fogo do Maranduba
Passou assim a se chamar."

Ivanildo Silveira e a conferencia sobre o Fogo do Maranduba
Toda vez que vou ao Maranduba ou quando escuto um mais velho contar sobre aquele combate, descubro um segredo ou algo que ainda não foi escrito. Vou guardando um a um. É de ficar arrepiado. Mas não vou revelar tudo agora, até porque não cabe em um pequeno texto como este, escrito para uma postagem na rede social.
Vejo que atualmente ainda há uma pequena mancha de caatinga original ali no Maranduba. E vejo também os Sete Pés de Umbuzeiros, um próximo do outro, vivos ainda, resistindo no tempo, como testemunhas daquele grande combate. Os umbuzeiros, todos os sete, serviram de trincheiras para os cangaceiros. Até recentemente naquele local, próximo dos umbuzeiros, eram encontradas cápsulas e balas ainda intactas. E ainda ali, não muito longe da Cruz dos Nazarenos, local onde foram enterrados os volantes (grande parte naturais da Vila de Nazaré do Pico-PE) e os dois cangaceiros, estão as pias (cavidades nas rochas) ainda armazenando quase 500 litros de água captados das chuvas.
Padre Agostinho do Cariri Cangaço e a benção na "Cruz dos Nazarenos"
Todos nós, os poço-redondenses, precisamos conhecer a nossa história, os nossos lugares históricos e de memória. Conhecer o Maranduba, em seus detalhes, in loco, como se deu o combate e as lendas que surgiram depois daquele combate, A Grota do Angico, a História do Quilombo Serra da Guia, a Pia das Panelas, o Riacho do Quatarvo, os nossos Sítios Paleontológicos, as pinturas ruprestes do Morro da Letra, as cachoeiras, os monolitos da Pedrata, as furnas da Serra da Guia, os achados arqueológicos, é importante para o fortalecimento das nossas raízes e da nossa cultura sertaneja.
Com frequência, pesquisadores, escritores, estudantes, professores e amantes da história do Nordeste, vêm ao Maranduba em busca de mais informações daquele grande combate que se enquadra nos três maiores combates entre cangaceiros e volantes da história do Cangaço.

Manoel Belarmino, pesquisador e escritor
Conselheiro Cariri Cangaço, Poço Redondo-SE

Janeiro de 2020 

https://cariricangaco.blogspot.com/2020/01/88-anos-do-fogo-do-maranduba-pormanoel.html?fbclid=IwAR0oem2oXawSkaTaUSBm36mY7TcjhtDI2rBoCHrcvcHjO7pGO95ZybRcc6w

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O MESTRE PELECA FALECEU

 Manoel Belarmino

Eu soube, há pouco, que no início da noite desta quinta-feira, 19, o Mestre Peleca veio a falecer. O Mestre Peleco, vaqueiro e Mestre de Folguedo de São Gonçalo, já estava enfermo.

O Mestre Peleca criou-se na família dos Teobaldo. Família numerosa que ocupou e ainda ocupa este Sertão de Poço Redondo e Canindé de São Francisco. Da Risada Velha à Botija era o mundão caatingueiro dos Teobaldo. Homens como Martin Teobaldo, João Teobaldo, Manoel Teobaldo, Emídio Teobaldo e tantos outros Teobaldo. Todos caatingueiros e vaqueiros.

Peleca é filho criado de Emídio Teobaldo, grande Mestre de Cavaquinho e de Folguedo de São Gonçalo. Peleca aprendeu tudo de seu pai. Há um tempo, eu ainda jovem, tive o privilégio de ver e acompanhar uma Roda de São Gonçalo de Promessa completa, coordenada pelo Mestre Peleca na Fazenda Malhada Bonita, em Serra Negra.

Peleca era casado com Dona Judite (ainda viva), filha da cangaceira Adília.

A história dos Teobaldo do Sertão de Sergipe precisa ser recuperada e contada. Os Teobaldo são grandes mestres vaqueiros, cantadores, dançadores de Coco de Roda, rezadores de novenas, devotos de santos, e tudo mais da cultura do povo caatingueiro deste sertão. Os Teobaldo, de origem negra, representam as danças tradicionais, as rezas, os folguedos, a lida do gado como cultura e a religiosidade popular do povo caatingueiro.

Falar nos Teobaldo não há como não lembrar de Avelino Teobaldo (grande vaqueiro do Quilombo Botija), Martim Teobaldo, Angelina, Marizete, Emídio e Mestre Peleca.

O Mestre Peleca representa a grandiosidade da nossa cultura sertaneja e caatingueira deste nosso sertão.

Mais um mestre da cultura popular que se vai. Meus sentimentos aos familiares e amigos.

Hoje a cultura sertaneja ficou mais pobre e triste. O cavaquinho tradicional dos folguedos se calou aqui no sertão. Mas, sem dúvida, lá nas alturas, o Mestre Peleca foi recebido ao som dos cavaquinhos e com uma animada Roda de São Gonçalo.

 https://www.facebook.com/manoelbelarmino.belarmino

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O CORDEL DE KYDELMIR DANTAS

Por Severino Honorato

Precisamos definir
Com a arte bela e pura
Na escrita Kidelmir
Por sua verve assegura
Que a história faz direito
Ele escreve e eu aceito
Seu cordel feito cultura.
Veja quanto fato traz
Eu lhe daria em presença
Um resumo bem conciso
Tal pena em recompensa
Nos anais tá registrado
Rainha e rei do passado
Que apresentação dispensa.
Você retrata e se deixa
Feito discípulo e pastor
Feito obra de pesquisa
Dado ao dom do inventor
Retratando os artistas
Tá inserido nas listas
Da escrita, um professor.


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O BIOMA DO CANGAÇO.

Por João Filho de Paula Pessoa

O Cangaço, fenômeno social nordestino brasileiro, existiu e habitou o bioma da Caatinga, patrimônio biológico exclusivamente brasileiro, especifico do Nordeste, que ocupa os Estados da Paraíba, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e parte do norte de Minas Gerais, que significa, em tupi, mata branca, e que não é encontrado em nenhum outro lugar do mundo. 

Foi neste rústico e exclusivo bioma, de paisagem esbranquiçada e espinhosa, em que a vegetação perde as folhas no período sem chuva, ficando somente os galhos secos, os troncos de cascas grossas e os espinhos, de clima semiárido, poucas chuvas e muito sol, com grandes estiagens, de temperaturas elevadas e forte evaporação das reservas d’água, que os Cangaceiros nasceram, sobreviveram, percorreram, guerrearam e morreram, numa extrema, natural e espetacular adaptação. Neste habitat viveram entre Angico, Aroeiras, Bromélias, Cactos, Carnaúbas, Coroas de Frade, Catingueiras, Ipês, Juazeiros, Mandacarus, Umbuzeiros, Xique-Xique, Palmas, Facheiros, Juremas, Malícias e Sabiás, juntamente com Pássaros, Aves, Águias, Raposas, Répteis, Cutias, Gambás, Cobras, Macacos, Saguis, Onças, Sapos, Tatus, Veados, Insetos, dentre outros animais, sentiram calor, frio, fome, sede, exaustão, se feriram, adoeceram e se curaram com a medicina tirada desta natureza, tiveram filhos, enterraram seus mortos e foram enterrados, e entraram para a história. 

João Filho de Paula Pessoa, Fortaleza/Ce., 18/11/2020.

Assista este Conto narrado em vídeo - https://youtu.be/bgSeXO7DYSU

https://www.facebook.com/groups/508711929732768

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BAIRRO SÃO PEDRO

Clerisvaldo B. Chagas, 2º de novembro de 2020

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.422

Apesar de trazer tantas histórias para os santanenses, o Bairro São Pedro, continua sendo tranquilo com sua vocação para moradas e pouco comércio. Logo no primeiro dia após o pleito eleitoral, teve início a reforma da praça que tem o mesmo nome do bairro e fica defronte a igrejinha do padroeiro São Pedro. A igrejinha, iniciado em 1915, teve suas obras paralisadas e só foi concluída em 1935, com várias forças sociais entre elas a do comerciante Tertuliano Nepomuceno. O Bairro São Pedro abrigou o Fomento Agrícola quando houve em Santana do Ipanema e todo o sertão alagoano o que ficou conhecido como a Revolução do Arado. Pela primeira vez o arado foi apresentado aos sertanejos, trazendo à Santana inúmeros agricultores de Pernambuco para a novidade. As carcas de arame farpado, as novas tecnologias, a palma forrageira, o plantio do algodão, agitou e mudou os nossos sertões. Isso na década de vinte.

O bairro já teve sua fábrica de mosaicos e importantes fabriqueta de calçados pertencente ao senhor José Elias, sendo a porta de entrada e saída para a capital. Tinha uma tradição muito forte das noites de São João, das danças de quadrilha e das missas com o famoso ‘pãozinho de Santo Antônio”. Ultimamente ganhou reforma da igrejinha do seu padroeiro, Posto de Saúde, Biblioteca Pública exclusiva, escolinha particular que se tornou famosa e asfaltamento nas ruas principais.

IGREJA SENDO REFORMADA E APÓS. (FOTOS B. CHAGAS/ LIVRO 230).

O bairro expandiu seus casarios até às margens do rio Ipanema, por um lado, por outro, teve grande reforço ao subir até encontrar-se com o Bairro Monumento na região da Rodoviária e saiu se estirando pelo asfalto até os antigos subúrbios Maniçoba e Bebedouro. Inúmeros edifícios modernos residenciais ornamentam o final do bairro em direção a Maniçoba. Mesmo assim, o lugar não possui a agitação do comércio e continua na tradição de moradas tranquilas, lembrando quando ouvia, ao Centro, as badaladas longínquas dos sinos da Matriz de Senhora Santana. Também funcionou no prédio do Fomento Agrícola a Defesa Vegetal, onde abrigava o primeiro tanque de Corpo de Bombeiros de Alagoas e que nunca foi levado para o museu, por ignorância social. São Pedro é santo forte e porteiro do céu, amém, amém, amém.

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quinta-feira, 19 de novembro de 2020

PEÇA LOGO ESTES TRÊS LIVROS PARA VOCÊ NÃO FICAR SEM ELES. LIVROS SOBRE CANGAÇO SÃO ARREBATADOS PELOS COLECIONADORES.

  Por José Mendes Pereira


A primeira obra é "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS" que já está na 5ª. edição, e aborda o fenômeno do cangaço e a vida do maior guerrilheiro das Américas. Um homem que não temeu às autoridades policiais  e muito menos aqueles que lutavam contra a sua pessoa, na intenção de desmoralizá-lo nas suas empreitadas vingativas, e eliminá-lo do solo nordestino. Realmente foi feito o extermínio do homem mais corajoso e mais admirado do Nordeste do Brasil, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, no Estado de Sergipe, mas não em combate, e sim, através de uma emboscada muito bem organizada pelo alagoano tenente João Bezerra da Silva. 


O Segundo livro da trilogia do escritor é: "FATOS ASSOMBROSOS DA RECENTE HISTÓRIA DO NORDESTE" com 332 páginas, e um grande acervo de fotos relacionado ao assunto. 


O terceiro livro da trilogia também do escritor José Bezerra Lima Irmão é: "CAPÍTULOS DA HISTÓRIA DO NORDESTE" resgata fatos sobre os quais a história oficial silencia ou lhes dá uma versão edulcorada ou distorcida: o "desenvolvimento" do Brasil, o desumano progresso de colonização feito a ferro e fogo, Guerra dos Marcates, Cabanada, Balaiada, Revolução Praieira, Ronco da Abelha, Revolta dos Quebra-Quilos, Sabinada, Revolta de Princesa, as barbáries da Serra do Rodeador e da Pedra do Reino, Guerras de Canudos, Caldeirão e Pau-de-Colher, dando ênfase especial à saga de Zumbi dos Palmares, Invasões Holandesas, Revolução Pernambucana de 1817, Confederação do Equador e Guerras da Independência, incluindo o 2 de Julho, quando o Brasil se tornou de fato independente... São assunto que dá gosto a gente lê-los.  

Adquira-os com o professor Pereira através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br

ou com o autor através deste g-mail: 

josebezerralima369@gmail.com

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DOIS MESES NO SERTÃO E AS MARCAS JÁ SÃO EVIDENTES.

Por Geraldo Júnior
Dois meses de viagens. Pesquisas. Filmagens em vários locais do sertão e posso afirmar com plena convicção que tudo que fiz até o presente momento valeu a pena. Valeu cada gota de suor derramado e cada centavo investido. Tudo em prol do resgate da nossa fragilizada história.
Em breve estarei retornando para casa, mas levarei na bagagem a sensação do dever cumprido.
Grato a Deus e aos amigos que me auxiliaram nessa jornada.
Breve mais novidades.
Amanhã será a vez da cidade de Triunfo no estado de Pernambuco receber a visita do canal... Cangaçologia.
Forte abraço!

https://www.facebook.com/photo/?fbid=1743762099121012&set=gm.3608077195915894

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CONSCIÊNCIA NEGRA E BRANCA

 Clerisvaldo B. Chagas, 19 de novembro de 2020

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.421

Quando os primeiros escravos negros chegaram a Alagoas trazidos pelos seus donos, o objetivo era o trabalho nos canaviais. Desde a época inicial de povoamento do estado que a preferência econômica estava baseada na Agricultura, principalmente no cultivo da cana-de-açúcar. Os engenhos multiplicavam-se desde a região do Penedo, no baixo São Francisco, atingindo a zona da Mata, escolhida pelas suas terras férteis para a produção da gramínea forte e alta em que o mundo estava precisando. Sem haver braços suficientes para alavancar a lavoura, os escravos trazidos da África, para os que exploravam a terra, foram a solução para fazer rodar os engenhos trabalhados com eles ou puxados por bois amestrados. Logo. Logo Alagoas era uma grande potência tanto em número de engenhos quanto na produção de cana-de açúcar.

No desenrolar dos fatos, a consciência negra era a mesma de todos os povos do mundo que desejam ser completamente livres. Uma fuga dos canaviais, duas fugas, três fugas e fugas em massa para esconderijos nas matas e nas serras de difíceis acesso. Houve debandadas também em direção ao baixo São Francisco. No Sertão de agricultura de roça e pecuária rústica, o número de escravos foi quase inexistente em relação à Zona da Mata, mesmo assim ainda houve vendas de africanos para alguns vaidosos senhores que tinham mais precisão de mostrarem prestígio de que necessidade. Em Santana do Ipanema, a chamada Cadeia Velha, à Rua Nilo Peçanha, também era ponto de venda de escravos. Entretanto, a descendência sertaneja veio mais do cruzamento branco e indígena gerando o caboclo ou curiboca.

A consciência branca em geral era que negro não tinha alma, não era gente e fora designado pela Providência para servir ao branco. As aglomerações de negros fugitivos ganharam as altas serras da Zona da Mata, onde a organização social foi reconstruída e o preparo para a defesa forjou heróis como Ganga Zumba e Zumbi dos Palmares, na serra da Barriga, atual município de União dos Palmares, o maior quilombo do Brasil. O município de Atalaia foi acampamento para as expedições designadas a exterminar o quilombo.

No dia oficial da Consciência Negra, o mundo inteiro reverencia o passado e presente do histórico preto na serra da Barriga, em Alagoas.

Quantos Zumbis serão precisos para uma sociedade igualitária e justa?


http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2020/11/consciencianegra-e-branca-clerisvaldob.html

O VESTIDO DA MULHER DE BRANCO

 *Rangel Alves da Costa

A Mulher de Branco é tão misteriosa e amedrontadora que ninguém sabe ao certo sua origem nem a real motivação de aparecer toda vestida de branco após o anoitecer nas curvas dos caminhos, nas lombadas das estradas, apenas surgindo de forma fantasmagórica.

Também estranho que nem todo mundo consiga avistá-la, pois apenas alguns cujo olhar de repente se assombra diante daquela imagem assustadora. Dizem até que, como num voo, às vezes se lança em direção à vidraça dos veículos. Para depois sumir.

Muitos falam que não passa de uma lenda, de um velho mito que vai se espalhando de geração a geração. Outros, contudo, não só asseveram sua existência como confirmam a sua visão. Muitos juram por tudo na vida já tê-la avistado em determinado lugar de uma estrada.

E muitos até confirmam os lugares mais propícios ao seu encontro. E dizem: “Depois daquela curva, logo na descida, é ali que ela aparece, e do nada, apenas como um vulto todo vestido de branco. E é uma mulher, pois muitas vezes dá até pra ver a feição esbranquiçada da morte e os cabelos desgrenhados dos fantasmas levantados dos túmulos”.

Em Poço Redondo, no sertão sergipano, dizem que na pista em direção a Canindé de São Francisco, principalmente depois da fazenda Santa Rita até chegar ao Mulungu, vez por outra a mulher é avistada nos beirais da estrada.

A visão é tão repentina e assustadora que muita gente sequer acredita no que está diante de si. Somente depois do susto é que vem o medo. Muito motorista se mija nas calças, procura cabelo na cabeça sem encontrar, tremelica tanto que jura nunca mais passar por ali depois do escurecer.

E dizem ainda que a tal mulher também gosta de subir na garupa da moto de solitário viajante. O motoqueiro vai seguindo tranquilo, despreocupado, mas de repente sente um peso maior na garupa. Olha pra trás e logo avista a roupa branca da desconhecida. E também logo sente o bafo frio dos mortos no seu cangote.

Assim já aconteceu, e com gente que não aceita ser chamado de mentiroso. Contudo, eu conheço outra história de outra mulher de branco. Da mulher cujo vestido branco, de casamento, todos os dias é avistado pendurado na parede de uma casinha sertaneja de barro e cipó.

A mulher foi abandonada no dia do casório, enlouqueceu e se trancou para sempre. Uns dizem que já morreu, outros dizem que não. Mas toda noite o vestido some do local onde vive dependurado. E um vulto vestido de branco é avistado andando pelas estradas. 

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com