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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

O CARISMA DESPRECONCEITUOSO DE LAMPIÃO.

Por João Filho de Paula Pessoa

Embora Lampião refletisse o estereótipo da masculinidade sertaneja, do cabra macho e valente, da virilidade e força bruta, do chefe implacável e sanguinário, em sua liderança manteve uma conduta respeitosa e igualitária a todos seus comandados, sem distinção ou descriminação, manteve a mesma qualidade de tratamento a todos, do bruto e rústico ao medroso e afeminado. Lampião não menosprezava ou humilhava nenhum de seus cabras por qualquer característica pessoal, acolheu brancos, negros, caboclos e índios, homens e mulheres, tratou todos com respeito e consideração, não havendo registros ou relatos de preconceitos por ele emanados aos que lhe seguiam. Sob seu comando passaram valentes e destemidos, como Meia Noite, Labareda e Corisco, bem como, medrosos e molengas como Mané Moreno e Veado Branco e até afeminados como Baliza e Bem te Vi, a todos era respeitoso indistintamente, não desprendia tratamentos diferenciado a nenhum, pelo contrário aceitava-os e os adaptava aos seus dons, a estes últimos, por exemplo, destinou tarefas de cozinhar e tratar alimentos, tolerou suas ausências em combates, inibiu censuras no grupo alcovitando parceiras a estes, dentre outros esforços para melhor adaptá-los. Por estas e outras, Lampião exerceu uma respeitável liderança, carismática e despreconceituosa, foi seguido, respeitado, obedecido e admirado por seus cabras por todo seu reinado. João Filho de Paula Pessoa, Fortaleza/Ce. 30/12/2020.

Assista ao filme deste Conto - https://youtu.be/1zWJSahd5BI

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O NOVO HERÓI NORDESTINO

 Clerisvaldo B. Chagas, 4 de janeiro de 2021.

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.443

 Iguaracy é um município pernambucano da região de Pajeú. Com pouco mais de 12.000 habitantes, está famoso no Brasil inteiro, graças ao seu filho mais ilustre o boi Salgadinho. Pertencente ao Sr. José Carlos dos Correios, Salgadinho foi criado só nas grotas da caatinga da fazenda de José Carlos e hoje é considerado o novo herói do Nordeste. Já está na sua 41 carreira na pega-de-boi-no-mato ou vaquejada autêntica, desafiando vaqueiros e seus cavalos bom de gado. Mais de três mil pessoas se aglomeram na fazenda do seu dono para assistir a corrida do boi Salgadinho com os vaqueiros mais famigerados de todos os estados nordestinos. Vaqueiros do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia e do próprio Pernambuco, são enganados pelo boi Salgadinho.

As apostas vão aumentando e o novo desafio está na casa dos 50.000 para a próxima corrida com vaqueiros sergipanos mais uma vez. Milhares de pessoas se concentram em torno do curral de onde parte o boi para o mato e os vaqueiros aguardam a distância correta para a perseguição ao animal. Gritos, assovios e xingamentos tomam conta da multidão quando o boi dispara do curral e ganha o mato. Os vaqueiros embalam atrás do boi, pega aqui, pega acolá, mas Salgadinho, o Pelé das vaquejadas, dribla formidavelmente os homens encourados até que chegam as notícias: “o boi foi embora!”. Metade dos presentes torce pelo boi, metade pelos vaqueiros. Afora a aposta principal, muitas outras populares são realizadas entre os torcedores, antes de iniciar a corrida. Todos os vaqueiros mais afamados do Nordeste, estado por estado, vão sendo conhecidos e identificados pela multidão. O YouTube não fala sobre outra coisa, estamos aguardando a 42 carreira do boi Salgadinho contra os sergipanos.

Projeto de um vereador da cidade, pretende erguer uma estátua ao boi mais famoso do Brasil, em praça pública na cidade de Iguaracy. Foi ele, o Salgadinho que mostrou até para o estrangeiro que Iguaracy existe no mapa do País. Ao lado desses cenários de corridas, os vaqueiros de maior destaque em seus respectivos estados, tornam-se ainda mais conhecidos e as lendas correm mundo: Gil e Pedro Cachimbeiro, Zé Fernando, Jório de Ioyô, Pavão, Cueca, Buji, Adjaelson e outros mais. Por enquanto estamos aguardando a 42 corrida, a dos 50.000 reais e a merecida estátua ao ruminante Salgadinho.

Façam suas apostas que eu mesmo aposto no boi que deveria estar aposentado por merecimento e bravura.  

(FOTO DIVULGAÇÃO/YOU TUBE).



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A PERVERSIDADE DO CANGACEIRO GATO E A CABEÇA DO DOIDINHO DECEPADA NO BATENTE.

Por Rangel Alves da Costa

O batente era outro, pois de madeira, mas o local continua com a mesma feição daqueles terríveis idos de 1932. Ao passar dos anos, aquela terrível marca logo à entrada da casa principal da Fazenda São Clemente (então propriedade do afamado João Maria de Carvalho da Serra Negra, e hoje reconhecida como terra quilombola e parte do Quilombo Serra da Guia, em Poço Redondo, sertão sergipano), continua dolorosa demais na memória sertaneja, pois ali o testemunho sangrento de um dos episódios mais covardes e cruéis da história do cangaceiro, e tendo como vil e principal protagonista o cangaceiro Gato. 

Cangaceiro Gato

O batente de madeira foi trocado por um mais baixo de cimento, de cimento, mas a barbaridade cangaceira não pôde ser removida. Assim aconteceu. Depois de se afastar das terras baianas e adentrar em Sergipe, Lampião e seu bando desmontam dos animais e o chefe manda que as selas e os arreios sejam escondidos para despistar de possível incursão de volantes na região. Enterrados debaixo de folhagens tais apetrechos sertanejos, eis que um rapazinho chamado Temístocles, morador das redondezas (na Fazenda Couro, do outro lado do riacho que divide Sergipe e Bahia), conhecedor de cada passo e de cada segredo daquela mataria, estranhou quando avistou aquela suspeita arrumação de folhagens entremeadas de terra. O passo seguinte foi querer saber o que ali estava enterrado, e então encontrou os pertences cangaceiros. Não só encontrou como foi logo dar conhecimento a seu genitor do ocorrido. Seu pai, sem saber o que fazer, procurou ajuda perante a vizinhança, até que um último aconselhamento prevaleceu: o rapaz deveria desenterrar os objetos e imediatamente levá-los até a presença do delegado de Serra Negra, na Bahia. Entretanto, Totonho, um daqueles que haviam dito que o melhor a ser feito seria levar os objetos até a delegacia, depois acabou contanto tudo a Lampião. Quando o Capitão, já furioso, campeia a região em busca de informações sobre o paradeiro dos apetrechos, então fica sabendo que Temístocles e outro amigo os desenterraram e foram entregar ao delegado João Batista de Carvalho, que, aliás, era irmão do Coronel João Maria de Carvalho e do Comandante de Volante Liberato de Carvalho. Foi quando Lampião virou na gota serena, no raio da silibrina. Enfurecido, soltando fogo pelas ventas, no instante seguinte já estava ordenando o início de uma das maiores chacinas de inocentes da história sertaneja. O cangaceiro Gato foi o escolhido para comandar a sangria. Seus companheiros de atrocidades foram Azulão, Medalha, Cajueiro e Suspeita. Com as ordens recebidas, foram cortando vereda e dizimando vidas. Passam na Fazenda Monte Azul e torturam uma família inteira, levando seu proprietário como prisioneiro amarrado a um animal. Chegam à Fazenda Santo Antônio e, como não encontram moradores, então matam animais e destroem o que podem. Despontam na Fazenda Lagoa do Capim, recolhem dinheiro e levam também prisioneiros o dono da propriedade e seu filho. Adiante, decidem matar o primeiro prisioneiro que, exaurido pelo sofrimento, já implorava para ser logo morto. No mesmo instante matam também o menino a tiro. Os algozes seguem caminho levando prisioneiro o pai do garoto assassinado e chegam na Fazenda Pelada, já levando mais um prisioneiro: Zé Bonitinho, um demente encontrado na estrada. Na Pelada, todos da família são logo feitos prisioneiros. Clemente, o patriarca, foi o primeiro a ser morto. Em seguida, seu filho Doroteu é varado de balas. Aos dois mortos, juntou-se também Alfredo, o pai do garoto assasinado. Mas a sede de sangue de Gato e seus bestiais companheiros continua. Saem da Pelada em direção à Fazenda São Clemente. Com eles levam Zé Bonitinho e um filho do assassinado Clemente. Não encontram ninguém na sede da fazenda, pois todos haviam fugido. Desapontado e querendo mais sangue, então Gato decide que a hora do doidinho Zé Bonitinho havia chegado. Manda o demente deitar e colocar a cabeça no batente na porta e avança com o facão. Golpe certeiro, sangue espargindo por todo lugar. E, por último, o filho de Clemente recebeu sua sentença de morte. João de Clemente foi a sétima vítima daquele percurso onde a sanha cangaceiro mostrou o seu lado mais perverso e cruel. Nas foto abaixo, o local onde havia o batente de morte de Zé Bonitinho.

Obs:

- Foto de Rangel ( o próprio autor )

- Foto do cangaceiro Gato ( Abafilm/Família Ferreira)

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MEMÓRIA DE UM SONHO DE DELICADEZA. CENA DE "LUZES DA CIDADE" COLORIZADA POR MIM.

 Por Rubens Antonio


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domingo, 3 de janeiro de 2021

FAZENDA GUARDA MARCAS DA PASSAGEM DO BANDO DE LAMPIÃO PELO INTERIOR DO RN

Por Hugo Andrade, Inter TV Costa Branca

Fazenda guarda marcas da passagem do bando de Lampião pelo RN, em Marcelino Vieira — Foto: Hugo Andrade/Inter TV Costa Branca.

Passagem aconteceu em junho de 1927 e o bando percorreu 13 cidades potiguares. Fazenda fica no município de Marcelino Vieira.

A Fazenda Califórnia, no Sítio Lajes, zona rural do município de Marcelino Vieira, é uma daquelas propriedades onde a terra não para de ser produtiva. São cerca de 15 hectares que recebem diversos cultivos ao longo do ano. Agora, é tempo de esperar o ponto certo para colher o feijão verde. A área onde o grão foi plantado já recebeu a batata-doce, meses atrás. Em outra parte, os maracujás estão crescendo e sementes de melancias serão plantadas para fazer um cultivo em consórcio e aproveitar ainda mais a área.

A fartura da produção se deve a boa oferta de água. A fazenda é privilegiada com três cacimbões. Em mais de trinta anos que foram construídos, os reservatórios nunca secaram. Mas não é só pela produtividade que a Fazenda Califórnia é conhecida. Existe outra história que chama atenção: a passagem do bando de Lampião no Rio Grande do Norte, em junho de 1927.

É um capítulo da história conhecido por poucos. Naquele ano, antes de chegar em Mossoró, o bando de Lampião percorreu 13 cidades do estado, na região oeste. A casa grande da Fazenda Califórnia guarda um pedaço dessa passagem.

Enquanto passavam por Marcelino Vieira, na época chamada de Vila Vitória, os cangaceiros foram até a Fazenda Califórnia. As marcas da passagem do bando estão presentes até hoje nas três portas de madeiras que dão acesso ao interior da casa. Até hoje é possível ver o desgaste da madeira provocado pelos canos das armas dos cangaceiros. 

Iramar Oliveira, atual administrador da fazenda — Foto: Hugo Andrade/Inter TV Costa Branca

Segundo Iramar Oliveira, atual administrador da fazenda que foi herdada da família, a visita indesejada do bando de Lampião foi motivada por uma vingança. “A história que a gente conhece é que um homem estava levando seus animais para a cidade de Luiz Gomes e teria parado aqui na fazenda para descansar. A dona da casa, a senhora Liberalina, negou abrigo. Dias depois, o homem voltou com o bando de lampião para se vingar”, conta Iramar. Essa história é passada de geração em geração.

Por causa desse fato, a casa se tornou um espaço de visitação de curiosos e pesquisadores. A construção também é uma atração a parte. A casa tem mais de 150 anos e guarda aspectos da arquitetura bastante usados em casas daquela época. Paredes grossas, teto alto e até parte de um sótão de madeira, preservado até os dias de hoje.

“Muita gente vem aqui. De vez em quando, chega estudante, professor, todo mundo querendo saber como foi a passagem de Lampião”, fala dona Maria Rita, responsável pelos cuidados da casa. “Eu acho muito bom receber o pessoal. Tem gente que só acredita quando vê a marca das armas nas portas”, diz a dona de casa que já recebeu até parentes de Lampião na residência.

Dona Maria Rita, responsável pelos cuidados da casa da fazenda Califórnia — Foto: Hugo Andrade/Inter TV Costa Branca.

https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2021/01/03/fazenda-guarda-marcas-da-passagem-do-bando-de-lampiao-pelo-interior-do-rn.ghtml?fbclid=IwAR3sXbS4sX42DizJXMCAUGRExSdEMznvC48tVJaHSgsMqnd_iOLHjIux_Bw

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O RACISMO EXPLICITO EM UMA CANÇÃO DE 1940!

Por Guilherme Machado Historiador

Esta música é da década de 40 de David Nasser e Rubens Soares... Os autores. Branco ricos e bem sucedidos o David Nasser um dos criadores dos diàrios associados do corrupto mais amado do Brasil! Assis Chateaubriand. O outro compositor foi Rubens Soares Pugilista e musico arranjador. Hoje essa musica peconceituosa não seria gravada nem tão pouco tocada.


Nêga do cabelo duro

Qual é o pente que te penteia?

Qual é o pente que te penteia?

Qual é o pente que te penteia?

(Ô Nêga!)

Nêga do cabelo duro

Qual é o pente que te penteia?

Qual é o pente que te penteia?

Qual é o pente que te penteia?

Ondulado, permanente

Teu cabelo é de sereia

E a pergunta sai da gente

Qual é o pente que te penteia, ô nêga?

Nega do cabelo duro

Qual é o pente que te penteia?

Qual é o pente que te penteia?

Qual é o pente que te penteia?

(Ô Nêga!)

Nêga do cabelo duro

Qual é o pente que te penteia?

Qual é o pente que te penteia?

Qual é o pente que te penteia?

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CANGAÇO NA BAHIA

 Por Rubens Antonio

Nesta segunda-feira, deverão estar, finalmente, entrando em gráfica, os dois volumes de "Cangaço na Bahia". Esta primeira fornada serão somente 100 exemplares de cada volume.

volume Canção Agalopada - 1824 a 1929

volume Cavalos do Cão - 1930 a 1969-

Quem tiver interesse deverá contactar Bruna Mota Pamponet

brunamotagestao@gmail.com

https://www.facebook.com/rubensantoniodasilvafilho/posts/5114301818610071?comment_id=5125559560817630&notif_id=1609462194799313&notif_t=mentions_comment&ref=notif

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CORISCO ERA PRIMO DE DADÁ / SOBRE ZÉ BAIANO FERRAR MULHERES

 Por Histórias do Nordeste

https://www.youtube.com/watch?v=edeNNShBZLk&ab_channel=Hist%C3%B3riasDoNordeste

Olá Pessoal !!!! Este é o primeiro vídeo do ano. Esperamos que gostem. Curtam e inscrevam-se para nos ajudar a crescer. #FelizAnoNovo Ah, quase ia esquecendo... Em breve teremos um site. Agüardem!!!

Adendo - http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Sobre Dadá ter sido raptada pelo o cangaceiro Corisco eu mesmo não tendo muito conhecimento sobre o assunto, mas não acredito. No meu entender, ela foi com Corisco porque quis. 

Este senhor dizer que ela era prima de Corisco acho difícil, porque, outro dia eu perguntei a sua neta Indaiá Santos, e ela me disse que eles não eram primos. Sendo assim, dos dois,eu não sei quem está falando a verdade, mas eu acredito mais nas palavras da neta do casal. Quem sabe sobre a sua origem são os que compõem a família.

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POR RUBENS ANTONIO

"Usaram as águas do rio que nem arma do Medonho... pra destruir a morada... a terra santa... do Beato Santo Antônio." - "Ladainha de Canudos" - Gereba - retificação e colorização minhas sobre foto de Flavio de Barros.

https://www.facebook.com/oleonecoelhofontes.fontes

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VEM AÍ, COM O "CANGAÇO NA BAHIA", A VOLANTE MANOEL CAMPOS DE MENEZES, OS "CARCARÁS DE CHORROCHÓ". .

Por Rubens Antonio

.

"Agora o bicho vai pegar!!!!!!!!!!!!!!!!

Tô chegando de bicho, tô chegando e é de bicho

Pode parar com essa história de se fazer de difícil

Que eu tô chegando, tô chegando e é de bicho

Pode parar com essa marra, pode parando tudo isso

Num dá bobeira não

Cê tá na minha mão, segunda feira é só história pra

Contar

Não vem cum idéia não

Não quero confusão

Mas vamo junto que hoje o bicho vai pegar

Chegou a tropa de elite, osso duro de roer

Pega um pega geral, e também vai pegar você

Tropa de elite, osso duro de roer

Pega um pega geral, e também vai pegar você"

Tihuana - "Tropa de Elite"

https://www.facebook.com/rubensantoniodasilvafilho/posts/5125503850823201?notif_id=1609693311131038&notif_t=close_friend_activity&ref=notif

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A MORTE DE LAMPIÃO

 Acervo do José João Souza

Segundo o relato do policial Antonio Honorato da Silva, o cangaceiro estava acabando de acordar quando foi morto por ele. Lampião tinha ao lado a sua mulher, Maria Bonita, que também não foi poupada, mesmo após se render. O casal e mais nove integrantes do bando foram mortos naquela tocaia.

- Vi Lampeão erguer-se, tinha no rosto um pavor enorme. Levei o fuzil ao rosto e mirei bem. A mulher estendeu os braços, pedindo clemência. Nesse instante, fiz fogo. Ele baqueou e eu acompanhei a queda com outros dois tiros. Estou satisfeitíssimo e sou o homem mais feliz do mundo - descreveu Antonio Honorato da Silva, em depoimento enviado por telégrafo.

Fonte: O GLOBO

https://blogs.oglobo.globo.com/.../ele-tinha-no-rosto-um...

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ZÉ BAIANO TINHA BONS MODOS DE SE COMPORTAR DIANTE DAS PESSOAS

 Por José Mendes Pereira

O escritor e pesquisador do cangaço José Bezerra Lima Irmão fala com clareza sobre o cangaceiro Zé Baiano. Vamos apreciar as palavras do escritor sobre o marginal?

"Entrevistei velhos coiteiros, e todos afirmam que Zé Baiano era um caboclo alto e forte, de rosto comprido cor de bronze, sobrancelhas escassas, maçãs do rosto salientes, nariz afilado, boca média, de lábios finos e bem ajustados, queixo fino, olhos vivos, penetrantes, cabelo liso, de índio. Apesar de ser um sujeito de poucas palavras, em situações normais falava de forma branda e cortês. Era um tipo simpático. 

Nas festas, comportava-se de forma comedida. Nunca dançava. Limitava-se a cantar, sentado, batendo palmas, o rifle atravessado no colo. Tinha uma voz grave, afinada, maravilhosa. Gostava de modinhas românticas. Metia-se a fazer trovas de improviso e tinha certo traquejo no fole de oito baixos. Ao contrário dos demais cangaceiros, ele não bebia, não fumava e não jogava baralho. 

Almoçava à mesa com os grandes fazendeiros da região de Alagadiço, Gameleiro e Pinhão, todos seus amigos – Laurindo Gomes, Pedro Gato, Zeca Ferreira, Etelvino Mendonça, Joãozinho de Donana Rego e seu irmão Costinha, Napoleão Emídio, Josias Tabaréu, José Melquíades e os irmãos Marcionílio e Gersílio do Gameleiro.

Zé Baiano era um rapaz comunicativo, mas não falador. Estava sempre tranquilo, alegre. Usava óculos de grau. Foi um dos cabras mais fiéis a seu chefe, obediente ao código do cangaço, tanto assim que quando os parentes romperam com Lampião Zé Baiano ficou com ele". (...).

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sábado, 2 de janeiro de 2021

CANGAÇO NA BAHIA...

 Por Rubens Antonio


Brevemente... chegando.

Interessados contactar:

Bruna Mota Pamponet

brunamotagestao@gmail.com

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GUERRA DOS CANUDOS

 

A chamada Guerra de Canudos, revolução de Canudos ou insurreição de Canudos, foi o confronto entre um movimento popular de fundo sócio-religioso e o Exército da República, que durou de 1896 a 1897, na então comunidade de Canudos, no interior do estado da Bahia, no Brasil.

O episódio foi fruto de uma série de fatores como a grave crise econômica e social em que encontrava a região à época, historicamente caracterizada pela presença de latifúndios improdutivos, situação essa agravada pela ocorrência de secas cíclicas, de desemprego crônico; pela crença numa salvação milagrosa que pouparia os humildes habitantes do sertão dos flagelos do clima e da exclusão econômica e social. 

Inicialmente, em Canudos, os sertanejos não contestavam o regime republicano recém-adotado no país; houve apenas mobilizações esporádicas contra a municipalização da cobrança de impostos. A imprensa, o clero e os latifundiários da região incomodaram-se com uma nova cidade independente e com a constante migração de pessoas e valores para aquele novo local passaram a acusá-los disso, ganhando, desse modo, o apoio da opinião pública do país para justificar a guerra movida contra o arraial de Canudos e os seus habitantes.

Aos poucos, construiu-se em torno de Antônio Conselheiro e seus adeptos uma imagem equivocada de que todos eram "perigosos monarquistas" a serviço de potências estrangeiras, querendo restaurar no país o regime imperial, devido, entre outros ao fato de o Exército Brasileiro sair derrotado em três expedições, incluindo uma comandada pelo Coronel Antônio Moreira César, também conhecido como "corta-cabeças" pela fama de ter mandado executar mais de cem pessoas na repressão à Revolução Federalista em Santa Catarina, expedição que contou com mais de mil homens.

A derrota das tropas do Exército nas primeiras expedições contra o povoado apavorou o país, e deu legitimidade para a perpetração deste massacre que culminou com a morte de mais de seis mil sertanejos. Todas as casas foram queimadas e destruídas.

Canudos era uma pequena aldeia que surgiu durante o século 18 às margens do rio Vaza-Barris. Com a chegada de Antônio Conselheiro em 1893 passou a crescer vertiginosamente, em poucos anos chegando a contar por volta de 25 000 habitantes. Antônio Conselheiro rebatizou o local de Belo Monte, apesar de estar situado num vale, entre colinas.

A situação na região, à época, era muito precária devido às secas, à fome, à pobreza e à violência social. Esse quadro, somado à elevada religiosidade dos sertanejos, deflagrou uma série de distúrbios sociais, os quais, diante da incapacidade dos poderes constituídos em debelá-los, conduziram a um conflito de maiores proporções.

Povoação de Canudos, Bahia, Brasil.

A figura de Antônio Conselheiro

Antônio Vicente Mendes Maciel, apelidado de "Antônio Conselheiro", nascido em Quixeramobim (CE) a 13 de março de 1830, de tradicional família que vivia nos sertões entre Quixeramobim e Boa Viagem, fora comerciante, professor e advogado prático nos sertões de Ipu e Sobral.

Após a sua esposa tê-lo abandonado em favor de um sargento da força pública, passou a vagar pelos sertões em uma andança de vinte e cinco anos. Chegou a Canudos em 1893, tornando-se líder do arraial e atraindo milhares de pessoas. Acreditava que era um enviado de Deus para acabar com as diferenças sociais e com a cobrança de tributos.

Acreditava ainda que a "República" (então recém-implantada no país) era a materialização do reino do "Anti-Cristo" na Terra, uma vez que o governo laico seria uma profanação da autoridade da Igreja Católica para legitimar os governantes. A cobrança de impostos efetuada de forma violenta, a celebração do casamento civil, a separação entre Igreja e Estado eram provas cabais da proximidade do "fim do mundo".

A escravidão havia acabado poucos anos antes no país, e pelas estradas e sertões, grupos de ex-escravos vagavam, excluídos do acesso à terra e com reduzidas oportunidades de trabalho. Assim como os caboclos sertanejos, essa gente paupérrima agrupou-se em torno do discurso do peregrino "Bom Jesus" (outro apelido de Conselheiro), que sobrevivia de esmolas, e viajava pelo Sertão.

O governo da República, recém-instalado, queria dinheiro para materializar seus planos, e só se fazia presente pela cobrança de impostos. Para Conselheiro e para a maioria das pessoas que viviam nesta área, o mundo estava próximo do fim. Com estas ideias em mente, Conselheiro reunia em torno de si um grande número de seguidores que acreditavam que ele realmente poderia libertá-los da situação de extrema pobreza ou garantir-lhes a salvação eterna na outra vida.

https://www.sohistoria.com.br/ef2/canudos/

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O SONHO DO PADRE CÍCERO

 Kinko Pelegrine

https://www.youtube.com/watch?v=1cLgn6ZCgLE&ab_channel=KinkoPelegrine

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PADRE CÍCERO E O HOMEM QUE O OLHAVA NO CAIXÃO

 Por TV MARIA BONITA

Sempre quando olhava e olho essa foto do Padre Cícero morto no seu caixao, ficava e fico imaginando quem eram essas pessoas ao redor.

Hoje consegui identificar a pessoa que está ao lado do Padre olhando para seu rosto. Trata-se do Senhor José Bezerra, fazendeiro em Juazeiro, pai do ex-governador do Ceará Adauto  Bezerra.

Veja Aqui

https://www.youtube.com/watch?app=desktop&feature=youtu.be&v=WZzayhSn1KE&ab_channel=TVMARIABONITA

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VÊ-LO NESSAS CONDIÇÕES... ERA O DESEJO DE MUITOS.

 Por Geraldo Júnior

Mas até na hora da morte Lampião teve "sorte", porque se tem sido pego com vida por seus inimigos, principalmente pelos Nazarenos, que tinham dívidas de sangue a serem cobradas, teria sofrido todo tipo de suplício, antes de ser finalmente eliminado. A vingança teria sido cobrada lentamente, sem pressa e sem hora para acabar.

Mas quis o destino que o célebre cangaceiro fosse eliminado em instantes e sem dar um único tiro sequer. Escapando assim mais uma vez das mãos de seus tão temidos inimigos.

Geraldo Antônio de Souza Júnior

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O CORONELATO E SUA INFLUÊNCIA NO CANGAÇO.

Por Beto Rueda

Os Coronéis do sertão, quase sempre grandes proprietários de terras, exerciam enorme poder de influência sobre a sua região. Controlavam a política, a economia, os cargos públicos e até a igreja.

Em áreas do interior do Nordeste, surgiram verdadeiras "nações de coronéis" com forças militares próprias que representou uma relação de desigualdade social, a impossilibidade dos cidadãos realizarem seus direitos e a precariedade ou inexistência de serviços assistenciais do Estado.

O reconhecimento da sua autoridade era medido pela quantidade de pessoas que trabalhavam para eles.

Alguns tornaram-se referências históricas, veja por Estados:

Pernambuco:

Francisco Heráclito do Rêgo, Romão Pereira Filgueira Sampaio, Francisco Filgueira Sampaio(Chico Romão), Antônio Angelino, Febrônio de Souza, Manoel Caribé( Né Caribé), Epaminondas Gomes, João Barracão, Francisco Martins de Albuquerque Filho(Chico Martins), Ângelo Gomes de Lima(Anjo da Jia), Zezé Abílio, Júlio Brasileiro, Antônio Serafim de Souza Ferraz(Antônio Boiadeiro), José Medeiros de Siqueira Campos, Manoel Inácio, Antônio Cavalcante, Francisco de França(Chico de França), Constantino Rodrigues LIns, Luiz Gonzaga Gomes Ferraz, Antônio Clementino de |Carvalho(Antônio Quelé), Andrelino Pereira da Silva, Antônio Pereira, Antônio Alvesde Fonseca Barros, Cornélio Aurélio Soares Lima.

Alagoas:

Joaquim Antônio de Siqueira Torres, Paulo Jacinto Tenório, Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, José Rodrigues de Lima Firmo, Manoel Rodrigues, Joaquim Rezende, Ulisses Luna, João Gomes Malta de Sá, José de Aquino Ribeiro, Elísio Maia.

Paraíba:

Jaime Pinto Ramalho, José Bruneto ramalho, Felizardo Leite, Augusto santa Cruz Oliveira(Sinhozinho do Areal), Aristides Ferreira da Cruz, Marçal Diniz, José Pereira Lima(Zé Pereira de Princesa).

Ceará:

Francisco Fernandes Vieira, Antônio Rósco Jamacaru, Isaías Arruda, Antônio Joaquim de Santana, José Belém de figueiredo, Cândido Ribeiro Campos, Raimundo Bento de Souza Baleco, Antõnio Mendes Bezerra, Pedro Silvino de Alencar, Joaquim Alves Rocha, Raimundo Cardoso dos Santos, Antônio Pereira Pinto, João Raimundo Macedo(Joca do Brejão), Mousinho Cardoso, José Inácio.

Rio Grande do Norte:

Salviano Batista, Pedro Ferreira das Neves(Pedro Velho), Ezequiel de Araújo Fernandes, José Bernardo de Medeiros, Tomás de Araújo Pereira(o Neto), Caetano Dantas Correia, Felinto Elísio de Oliveira Azevedo, Francisco Gurgel, José Bezerra de Menezes.

Sergipe:

Sebastião Gaspar de Almeida Boto, Florentino Borba de Almeida, Bento de Melo Pereira, Gonçalo Faro de Rollemberg, José da Trindade Prado, José Inácio de Accióli Prado, Pedro Leopoldo de Araújo Nabuco,Otoniel Dórea, José Ribeiro da Jacoca, Napoleão Emídio, Antônio Ferreira de Carvalho(Antônio Caixeiro), Chico Porfírio, Hercílio Brito.

Bahia:

Clementino Matos, Horácio de Matos, Antônio Landulfo da Rocha Medrado, Felisberto Augusto de Sá, Francisco Augusto de sá, Manoel Fabrício de Oliveira, Militão Rodrigues Coelho,Anfilófio Castelo Branco, Aureliano de Brito Gondim, Franklin Lins de Albuquerque, Abílio Rodrigues de Araújo, João Sá, Saturnino Nilo, João Maria de Carvalho, Petronilo de Alcântara Reis, João Dantas dos Reis Portátil, Cícero Dantas Martins.



REFERÊNCIAS:

MORAES, Walfrido. Jagunços e heróis. São Paulo: Civilização Brasileira, 1963.

COSTA, Alcino Alves. Lampião além da versão: mentiras e mistérios de angico. Cajazeiras: Real Gráfica, 2011.

IRMÃO, José Bezerra Lima. Lampião a raposa das caatingas. Salvador: JM Gráfica, 2014.

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CANDEEIRO E VINTE E CINCO

Por Aderbal Nogueira
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Amizade entre Candeeiro e Vinte e Cinco. Corisco bebia muito? As armas das mulheres e como era Dadá.

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A HISTÓRIA DO BRASIL NAS RUAS DE PARIS

Opera Garnier, na Praça da Opera em Paris

Na terça-feira, 22 de maio de 1877, um visitante inesperado tocou a campainha do apartamento de Victor Hugo, 21 rua de Clichy em Paris.  Quando o então mais famoso escritor da França abriu a porta,  a surpresa foi imensa a ficar frente a frente com o Imperador do Brasil, Dom Pedro II. 

Mesmo sendo um republicano convicto,  Victor Hugo gostou tanto do encontro que passou alguns dias depois no Grand Hotel, na Praça da Ópera, e deixou   para o monarca uma foto com essa comovente homenagem : “Para aquele que tem Marco Aurélio como antepassado”. Essas anedotas, junto a muitas outras, estão no livro agradável e bem documentado de Maurício Torres Assunção, “A historia do Brasil nas ruas de Paris”. Nos 174 endereços listados,  o turista brasileiro vai encontrar novos motivos para gostar de Paris, bem como novos centros de interesses para definir  seus itinerários. 

O bar do Jardin des Plantes

Se Dom Pedro I só ficou uma vez em Paris, depois da sua abdicação, convidado de palácio em palácio  pelo Rei Louis Philippe – mas preferindo se hospedar num palacete na rua de Courcelles, Dom Pedro II era apaixonado pela cidade. Marcou com a sua presencia todos os monumentos parisienses, especialmente nos bairros localizados entre o Louvre, a Opera e os Champs Elysées. Atrás de novidades técnicas ou científicas,  frequentou o Institut De France, o Jardin des Plantes e o Jardin d’Acclimatation, visitou os esgotos e financiou o Institut Pasteur.  

Para o viajante, a mais emocionante lembrança será talvez de caminhar pelo Parc Monceau onde ele gostava de andar, doente e sozinho, nos últimos dias do seu triste exílio. Por ironia da historia, os grandes inimigos do Império, os positivistas, estão também enraizados em Paris onde o movimento de “Amor, Ordem e Progresso” nasceu. No número 5 da rua Cayenne, no Marais, fica a Capela da Humanidade num prédio onde teria morada Clotide de Vaux de Ficquelmont, a musa do Auguste Comte!

Santos Dumont (liderando, a direita) e o 14 bis

O mais parisiense dos brasileiros foi sem dúvida Santos Dumont, o “pequeno Santôs” como era carinhosamente chamado. Nos 22 anos que passou em Paris, são 39 lugares selecionados no livro de Maurício Torres, desde o Jardin d’Acclimation ou o Campo de Jogo de Bagatelle de onde saíram as suas aeronaves, até o Café de la Paix, a Grande Cascade ou o Maxim’s onde ele gostava jantar. Numerosas placas comemoram suas façanhas, o seu primeiro recorde histórico (em Bagatelle), o segundo (em Saint Cloud), o seu impressionante acidente (na avenida Presidente Kennedy) ou seu segundo domicilio nos Campos Elíseos 114, na frente do qual  pousava com seu pequeno balão “Baladeuse” ou, depois, com seu aviãozinho “Demoiselle”.

Sede do Partido Comunista Francês, projeto do Niemeyer

O pais que quase adotou a Marseillaise como hino oficial ainda marcou muitos lugares em Paris, nos passos de Villa-Lobos (Restaurante Le Boeuf sur le Toit, Salle Pleyel ou Maison de l’Amérique Latine), do Lucio Costa ( Maison du Brésil ou sede da UNESCO),  ou do Oscar Niemeyer que afirmou suas ligações políticas desenhando a sede do Partido Comunista francês bem como a (antiga) sede do diário l’Humanité em Saint-Denis. 

Com fatos inéditos ou poucos conhecidos, o livro do Maurício revela com muito humor essas relações excepcionais entre Paris e alguns dos mais famosos Brasileiros. Para o visitante, os seus legados arquitecturais, científicos, sociais ou culturais, celebrados em placas, monumentos e nomes de ruas, podem assim fazer de uma estadia na Cidade Luz uma viagem pela historia do Brasil.

Jean-Philippe Pérol

A História do Brasil nas Ruas de Paris, de Maurício Torres Assunção. Editora Casa da Palavra.

O Parque Monceau, onde passeava o Dom Pedro exilado

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ANÉSIA CAUAÇU - A CANGACEIRA DO SERTÃO DE JEQUIÉ

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Judson Almeida

Antes de Maria Bonita se tornar famosa como a mulher de Lampião, o rei do cangaço, uma outra mulher já fazia história no interior da bahia, bem no início do século vinte. Era Anésia Cauaçu. Foi a primeira mulher no sertão baiano de Jequié a usar calças compridas. Foi a primeira mulher a montar de frente, já que naquele período as mulheres montavam de lado numa cela chamada cilhão. Era uma mulher branca que lutava capoeira naquela época.

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DAÍ ME CHEGA ÀS MÃOS UM PRESENTE DE ANO NOVO...!

 Por Kydelmir Dantas


Daí me chega às mãos um presente de ano novo... Meu cordel publicado pelo #DesengavetaMeuTexto sob a coordenação da Professora Drª Patrícia Rosas e ilustrações da aluna Sarah Silva, de Campina Grande-PB... 

Patrícia também é responsável pela publicação da Revista TERTÚLIA e seu projeto literário concorreu ao Prêmio Jabuti 2020, ficando entre os 5 primeiros classificados no Brasil.



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CANDEEIRO E VINTE E CINCO - PARTE 3

Por Aderbal Nogueira
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Durante as entregas alguns foram responsáveis pela chave do cadeado das cadeias e também ajudaram a achar outros cangaceiros que ainda não haviam se entregado.

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