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sábado, 1 de maio de 2021

DIA DO TRABALHADOR

 Dia do Trabalhador

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Dia do Trabalhador
Mumbaimaydayrally0645.JPG
Dia do Trabalhador na cidade de Mumbai, na Índia
Nome oficialDia Internacional do Trabalhador
TipoInternacional
Data1 de maio

Dia do Trabalhador,[1] Dia do Trabalho,[2] Dia Internacional dos Trabalhadores ou Festa do Trabalhador[3] é uma data comemorativa internacional, dedicada aos trabalhadores, celebrada anualmente no dia 1 de maio em quase todos os países do mundo, sendo feriado em muitos deles.

A homenagem remonta ao dia 1 de maio de 1886, quando uma greve foi iniciada na cidade norte-americana de Chicago com o objetivo de conquistar melhores condições de trabalho, principalmente a redução da jornada de trabalho diária, que chegava a 17 horas, para oito horas. Durante a manifestação houve confrontos com a policia, o que resultou em prisões e mortes de trabalhadores. Este acontecimento serviria de inspiração para muitas outras manifestações que se seguiriam. Estas lutas operárias não foram em vão. “Os trabalhadores de todo o mundo conquistaram uma série de direitos e, em alguns países, tais direitos ganharam códigos de trabalho e também estão sancionados por Constituições".[4]

No período entre-guerras, a duração máxima da jornada de trabalho foi fixada em oito horas na maior parte dos países industrializados.[5]

No calendário litúrgico, o dia celebra a memória de São José Operário, o santo padroeiro dos trabalhadores.

História

Origens operárias e anarquistas

Ver artigo principal: Revolta de Haymarket

Nos Estados Unidos, durante o congresso de 1884, os sindicatos estabeleceram o prazo de dois anos para conseguir impor aos empregadores a limitação da jornada de trabalho para oito horas. Eles iniciaram a campanha em 1 de maio, quando muitas empresas começavam o seu ano contábil, os contratos de trabalho terminavam e os trabalhadores buscavam outros empregos. Estimulada pelos anarquistas, a adesão à greve geral de 1 de maio de 1886 foi ampla,[6] envolvendo cerca de 340 000 trabalhadores em todo o país.

Em Chicago, a greve atingiu várias empresas. No dia 3 de maio, durante uma manifestação, grevistas da fábrica McCormick sairam em perseguição dos indivíduos contratados pela empresa para furar a greve. São recebidos pelos detetives da agência Pinkerton e policias armados de espingardas. O confronto resultou em três trabalhadores mortos. No dia seguinte, realizou-se uma marcha de protesto e, à noite, após a multidão se ter dispersado na Haymarket Square, restaram cerca de 200 manifestantes e o mesmo número de policias. Foi quando uma bomba explodiu perto dos policias, matando um deles. Sete outros foram mortos no confronto que se seguiu.

Em consequência desses eventos, os sindicalistas anarquistas Albert ParsonsAdolph FischerGeorge EngelAugust Spies e Louis Lingg, foram condenados à forca, apesar da inexistência de provas. Louis Lingg cometeu suicídio na prisão, ingerindo uma cápsula explosiva. Os outros quatro foram enforcados em 11 de novembro de 1887, dia que ficou conhecido como Black Friday. Três outros foram condenados à prisão perpétua. Em 1893 eles foram inocentados e reabilitados pelo governador de Illinois, que confirmou ter sido o chefe da polícia quem organizara tudo, inclusive encomendando o atentado para justificar a repressão que viria a seguir.[7][8][9][10][8][11]

Cartaz russo, alusivo ao dia 1º de maio:Trabalhadores não têm nada a perder, a não ser suas correntes ... (1919).

No 20 de junho de 1889, a segunda Internacional Socialista, reunida em Paris, decidiu convocar anualmente uma manifestação com o objetivo de lutar pela jornada de 8 horas de trabalho. A data escolhida foi o primeiro dia de maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1º de maio de 1891, uma manifestação no norte de França foi dispersada pela polícia, resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serviu para reforçar o significado da data como um dia de luta dos trabalhadores. Meses depois, a Internacional Socialista de Bruxelas proclamou a data como dia internacional de reivindicação de condições laborais.[8][9][11]

Em 23 de abril de 1919, o senado francês ratificou a jornada de 8 horas e proclamou feriado o dia 1º de maio daquele ano. Em 1920, a então União Soviética adotou o 1º de maio como feriado nacional, sendo seguida por alguns países.[8]

As lutas e manifestações russas inspiraram artistas de todo o mundo que tinham o socialismo como ideologia. Dentre eles destaca-se o artista mexicano Diego Rivera, o qual consegui expressar sua admiração ao passado da luta dos trabalhadores em uma de suas obras que retrata a Manifestação de Primeiro de Maio em Moscou., finalizada em 1956.

Até hoje, o governo dos Estados Unidos se nega a reconhecer o primeiro dia de maio como o Dia do Trabalhador. Em 1890, a luta dos trabalhadores norte-americanos fez com que o Congresso aprovasse a redução da jornada de trabalho, de 16 horas para 8 horas diárias.

Dia do Trabalhador em Portugal

1º de maio na cidade do Porto

Em Portugal, só a partir de maio de 1974, após a Revolução dos Cravos, é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio, que passou a ser feriado. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração era reprimida pela polícia.

O Dia Mundial dos Trabalhadores é comemorado em todo o país, com manifestações, comícios e festas de carácter reivindicativo, promovidos pela central sindical CGTP-IN (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical) nas principais cidades de Lisboa e Porto, assim como pela central sindical UGT (União Geral dos Trabalhadores).

No Algarve, assim como na Madeira e nos Açores, é costume a população fazer piqueniques, e são organizadas algumas festas alusivas à data.

Dia do Trabalhador no Brasil

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Discurso de Getúlio Vargas no Dia do Trabalho, em 1 de maio de 1940

Com a chegada de imigrantes europeus no Brasil, as ideias de luta pelos direitos dos trabalhadores vieram junto. Em 1917, houve uma Greve geral. Com o crescimento do operariado, o dia 1 de maio foi declarado feriado pelo presidente Artur Bernardes, em 1925.[8][10][11]

Até o início da Era Vargas (1930–1945) certos tipos de agremiação dos trabalhadores fabris eram bastante comuns, embora não constituísse um grupo político muito forte, dada a incipiente industrialização do país. O movimento operário caracterizou-se, em um primeiro momento, teve influências do anarquismo e, mais tarde, do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, essas influências foram gradativamente dissolvidas pelo chamado trabalhismo.[11]

Até então, o Dia do Trabalhador era considerado, no âmbito dos movimentos anarquistas e comunistas, como um momento de luta, protesto e crítica às estruturas socioeconômicas do país. A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, transformou um dia destinado a celebrar o trabalhador em Dia do Trabalho. Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as atividades realizadas no 1º de maio. Até então marcado por piquetes e passeatas, o Dia do Trabalhador passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares.

Aponta-se que o caráter massificador do Dia do Trabalhador, no Brasil, se expressa especialmente pelo antigo costume que os governos tinham de anunciar nesse dia o aumento anual do salário mínimo. Outro ponto muito importante atribuído ao dia do trabalhador foi a criação da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, em 1º de maio de 1943.[10]

A defesa dos direitos dos trabalhadores sempre esteve sob a luz das organizações de trabalhadores e, consequentemente requer repensar o sentido das organizações sindicais e o que se pretende para o futuro da sociedade brasileira. Porém estes direitos sofrem alterações com o passar do tempo, em circunstâncias de pressões vindas de movimentos sociais organizados.[12]

Dia do Trabalhador em Moçambique

Durante o período colonial (até 1975), os moçambicanos estavam proibidos de celebrar o dia do trabalhador em virtude da natureza repressiva do regime colonial português. No entanto, houve manifestações de trabalhadores moçambicanos, em particular em Lourenço Marques (atual Maputo), contra o modo de relações laborais existente naquele período.

Após a Independência Nacional, o Dia do Trabalhador é celebrado anualmente, e com o passar dos anos, com as reformas políticas, econômicas e sociais que o país sofreu a partir de finais da década de 1980, registrou-se um crescimento do movimento sindical em Moçambique. A primeira instituição sindical no país foi a Organização dos Trabalhadores Moçambicanos (OTM), que veio depois a impulsionar o surgimento de novos movimentos sindicais, cada vez mais específicos de acordo com os setores de atividade.

Dia do Trabalhador na Suécia

Manifestação social-democrata no 1º de maio em 2006 em Estocolmo

O dia foi comemorado na Suécia pela primeira vez em 1890, com manifestações e desfiles em 21 cidades.[13]

Em Estocolmo marcharam 30 000 pessoas de Karlavägen até Hakberget, onde esperavam 20 000 outras pessoas.[14]

Os 50 000 manifestantes escutaram então os discursos de vários líderes social-democratas e liberais, entre os quais August Palm e Hjalmar Branting.[14]

Foi aprovada uma resolução exigindo o dia de trabalho de 8 horas.[15]

É um dia feriado desde 1939.

Dia do Trabalhador no mundo

  Dia do Trabalhador cai ou pode cair no dia 1º de maio
  Outro feriado no dia 1º de maio
  Sem feriado no dia 1º de maio, mas Dia do Trabalhador em outra data
  Sem feriado no dia 1º de maio e sem Dia do Trabalhador

Muitos países em todos os continentes celebram o dia 1º de maio como Dia do Trabalhador, Dia do Trabalho, Dia Internacional do Trabalhador ou Dia de Maio. Em países onde o dia 1º de maio não é feriado oficial, manifestações são organizadas nesse dia em defesa dos trabalhadores.

Alguns países celebram o Dia do Trabalhador em datas diferentes de 1º de maio:

  • Nova Zelândia celebra o Dia do Trabalho na quarta segunda-feira de outubro, em homenagem à luta dos trabalhadores locais que levou à adoção da jornada diária de 8 horas diárias antes da greve geral que resultou no massacre nos Estados Unidos;
  • Na Austrália o Dia do Trabalho varia de acordo com a região;
  • Estados Unidos e Canadá celebram o Dia do Trabalho na primeira segunda-feira de setembro. Alega-se que esta escolha nos Estados Unidos foi feita para evitar associar a festa do trabalho com o movimento socialista, então com alguma relevância no país.[16]

Ver também

Referências

  1.  Catarina reis (1 de maio de 2018). «Porquê celebrar o Dia do Trabalhador?». Consultado em 9 de fevereiro de 2019
  2.  SuaPesquisa.com. «História do Dia do Trabalho». Consultado em 9 de fevereiro de 2019
  3.  RicMais (30 de abril de 2018). «Itajaí se prepara para a Festa Do Trabalhador». Balanço Geral Itajaí. Consultado em 8 de fevereiro de 2019
  4.  «Primeiro de Maio | CPDOC»cpdoc.fgv.br. Consultado em 18 de junho de 2019
  5.  «Dia do Trabalho»InfoEscola. Consultado em 24 de dezembro de 2018
  6.  Baillargeon, Normand (2008). L'ordre moins le pouvoir. [S.l.]: Éditions Agone (excerto)
  7.  Gaetano Manfredonia, Histoire mondiale de l'anarchie. Éditions Arte/Textuel, 2014, ISBN 9782845974951
  8. ↑ Ir para:a b c d e «Dia do Trabalho». Brasilescola.com. Consultado em 18 de agosto de 2013 - https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_Trabalhador

CARDINHO SANTO

 Clerisvaldo B. Chagas, 30 de abril de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica:2.523

Saí caminhando pela zona rural, passei pelo sítio Barroso, cheguei ao sítio Água Fria e desci por uma estrada carroçável rumo ao rio Ipanema. Adiante a estrada se bifurcava e se unia mais à frente, deixando um capão de mato entre as duas trilhas. Foi aí que olhei para dentro da capoeira e levei um susto com a imagem de Nossa Senhora em cima de uma pedra de bom tamanho. Parecia escondida e colada diretamente na pedra. Ao me recompor da surpresa, imaginei que teria sido algum tipo de pagamento de promessa por devoto do lugar. É assim com quem anda pelas trilhas sertanejas com os mais diferentes objetivos. Imagine, uma imagem de uma santa colada numa pedra dentro duma capoeira! Sim uma surpresa grande, mas também uma gratificante surpresa.

 

Ainda em trilhas de poeira cinza, daquela trazida pelo remanso do rio, tive outra surpresa.  Desta feita nas imediações do sítio chamado Poço Grande. Caminhando e observando a trilha com o cuidado em possíveis cobras, ao levantar a vista, vejo uma pequena construção verde em cima de uma pedra e se confundindo com a vegetação também muito verde. Era uma espécie de oratório com gradeado, apresentando a imagem do padre Cícero Romão. Fui examiná-lo de perto, segui pela trilha, mas voltei lá outro dia, exclusivamente para fotografar. Segui para tentar ver a cara de um boi que muita gente afirma observar num grande lajeiro formado no Poço Grande também chamado Poço do Boi, por esse motivo. Não consegui distinguir nos desenhos da pedra a cara do ruminante.

Ipanema seco, grande jardim a céu aberto. Nova surpresa que me deixou eufórico. Descobri em um monte de areia num canto de cerca, a mimosa planta Cardinho Santo. É pequena, azulada, folhas recortadas e florzinha amarela. Uma raridade! Era um dos principais ingredientes para fazer garrafadas para pessoas com asma. A Senhora, do sítio Pé da Serra, que fazia o remédio, dizia que só poderia fazer a garrafada com o Cardinho. No rio Ipanema tinha a época de encontrá-lo e a de não o encontrar, daí a minha euforia. Fotografei o espinheiro para adicioná-lo a um Slide de plantas medicinais do rio Ipanema, a ser apresentado na Escola Helena Braga.

Atualmente está muito perigoso andar e pesquisar individualmente.

Missão cumprida, é ajeitar o embornal, aprumar o chapéu e retornar a casa que ninguém é de ferro.

CARDINHO SANTO (ADOBE STOCK).

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2021/04/cardinho-santo-clerisvaldo-b.html

MEMÓRIAS

Por Aderbal Nogueira 

https://www.youtube.com/watch?v=INq8kDc0fI0&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Aderbal Nogueira - Cangaço

Memórias do Ten. João Gomes de Lira e recordações de S. Neco Gomes lembrando de Davi Jurubeba, das histórias de Nazaré e de seu amigo João Gomes de Lira.

Criado com

YouTube Video Editor

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FILHOS DOS FILHOS DE NAZARÉ

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=RXplGWfmoGM&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

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MINHAS FILHAS


Prycylla Paiva e Adrianna Karlla.

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ZULMIRA LANTYER, A PRIMEIRA VEREADORA.

 

Zulmira Lantyer de Araújo Cajahyba nasceu no dia 08 de de maio de 1901, durante a chamada República Velha, cujo Presidente do Brasil era o advogado Manuel Ferraz de Campos Sales (1898/1902), e no âmbito municipal, o intendente era o Sr. José Martins Leitão (1899/1904), aproximadamente quatro anos após a Guerra de Canudos (1897), período em que Queimadas serviu de base logística e militar para as tropas federais que desembarcavam na estação ferroviária.

Filha do casal: Francisco Lantyer de Araújo Cajahyba e Joaquina Nonato Borges Cajahyba, Zulmira Lantyer atravessou períodos importantes da história mundial (As duas Grandes Guerras, os períodos do pós-guerra, a Guerra Fria, etc.), da história do Brasil (A transição da República Velha para a Era Vargas "Estado Novo", a Redemocratização, a Ditadura Militar, os movimentos pelas Diretas Já e a Constituição de 1988), e da história municipal (as duas Grandes Enchentes 1910/1911, as passagens de Ruy Barbosa e de Lampião por Queimadas, etc).

D. Joaquina Lantyer, mãe de Zulmira, deu à luz nove filhos: Dejanira, João, Celso, Solon, Zulmira, Osvaldo, Valdemar, Cajahybinha e Adalgisa. Os dois últimos faleceram ainda crianças.

Zulmira Lantyer cursou o ensino primário em Queimadas, antes chamado de Ensino Elementar.

Aos dezessete anos, Zulmira foi eleita a senhorita mais bonita de Queimadas, com 287 votos, segundo a publicação no jornal da época, "A Nuvem" de 28 de dezembro de 1918.

Durante a passagem de Lampião e seu bando por Queimadas, Zulmira Lantyer que ensaiava uma peça teatral, reconheceu os cangaceiros e tentou avisar aos moradores, porém sua tentativa foi em vão.

Zulmira Lantyer era uma mulher bastante atuante, como relata a sua filha, Marly Lantyer:

" Ela atuou como atriz no drama "Ninho de Amor" em 1929, ano da passagem de Lampião por Queimadas. Realizou dois cordões carnavalescos, como eram chamados na época, intitulados "Cordão das Havaianas", na década de 40, e o outro, "Falenas Douradas", onde contratou a orquestra de Jazz, Apolo, da cidade de Juazeiro, Bahia. Este último cordão teve um concorrente: "As Princesas", organizado por um senhor cujo apelido era Mindú."

Zulmira foi a introdutora da Festa de São Marçal em Queimadas, na década de 30, na casa do Sr. Pedro Gonçalves Primo, na Praça da Bandeira, conhecida na época como Rua de Cima, e atualmente Everaldo Procópio.

Ela também foi membro da diretoria do Elite Clube, onde organizou a Festa da Primavera, com a contratação da orquestra Turunas da cidade de Alagoinhas, Bahia."

Zulmira Lantyer exerceu a função de voluntária, catalogando os prontuários dos pacientes do Hospital Terezinha Salles, situado no Alto da Jacobina, e que tinha como diretor, o Dr. Reinaldo Vicente de Sales, médico e político de grande destaque. Em uma das gestões de Dr. Reinaldo, como prefeito municipal, Zulmira Lantyer colaborou com a distribuição da merenda escolar entre as famílias carentes.

Nas Trezenas de Santo Antônio, Zulmira era convidada pelos ferroviários para ornamentar o altar na noite em homenagem a eles.

No dia 20 de janeiro de 1933, Zulmira Lantyer casou-se com Júlio de Oliveira Rêgo, passando a se chamar Zulmira Lantyer de Araújo Rêgo. Desse matrimônio nasceram dois filhos: Airton Luiz Lantyer Rêgo e Marly Lantyer Rêgo, hoje Marly Lantyer Azevedo.

No dia 05 de fevereiro de 1955, ela mudou-se para Alagoinhas para que a sua filha, Marly Lantyer, completasse os estudos iniciados nas Sacramentinas em Senhor do Bonfim.

Zulmira Lantyer também foi bastante atuante na política, uma mulher à frente de sua época.

Ela participou ativamente das ações da UDN (União Democrática Nacional).

Com a elaboração do primeiro Código Eleitoral do Brasil, em 24 de fevereiro de 1932, houve a criação da Justiça Eleitoral, de eleições padronizadas e voto obrigatório, secreto, universal, incluindo as mulheres, todavia esse direito era concedido apenas a mulheres casadas, com autorização dos maridos, e para viúvas com renda própria. Essas limitações deixaram de existir apenas em 1934, quando o voto feminino passou a ser previsto na Constituição Federal.

Com o direito assegurado, Zulmira Lantyer se candidatou ao cargo de vereadora pelo partido "Tudo por Queimadas", sendo a primeira mulher eleita e a ocupar uma cadeira no Legislativo Municipal.

A participação de Zulmira Lantyer na política, consta numa tese de Doutorado apresentada na UFBA (Universidade Federal da Bahia), com o título "Imagens reveladas, diferenças veladas" de Cláudia Andrade Vieira. Na tese, Zulmira Lantyer é destacada como liderança feminina e também como uma das quinze vereadoras eleitas no interior da Bahia nas eleições de 1934.

Em nota de rodapé, da mencionada tese, a pesquisa baseou-se em dados obtidos do Livro de Atas das reuniões ordinárias, extraordinárias e solenes da Federação Bahiana pelo Progresso Feminino (FBPF), 1931-1948. p. 12 e 13.

A senhora Zulmira Lantyer faleceu no dia 25 de junho de 1989, com 88 anos de idade, 08 meses depois da promulgação da Constituição Federal de 1988.

Zulmira Lantyer foi uma mulher empoderada, ativa e com importante participação social, cultural e política na história de Queimadas. Ela partiu deixando um importante e rico legado!

Zulmira Lantyer faz parte de nossa história. Da história de Santo Antônio das Queimadas.

Texto: Murilo Varjão

Colaboração: Marly Lantyer

Editado em 11/10/2020

 https://www.facebook.com/groups/545584095605711

INÍCIO DA ‘VIDA’ DE ANTÔNIO SILVINO NO CÁRCERE

Por Sálvio Siqueira

“O Governo é bandido, porque mata a gente de fome. No sertão mata-se à faca, ou com bacamarte, mas não de fome. Isso é perversidade. Aqui, os presos passam dias sem comer e, quando soltos, são obrigados a furtar. Cadeia é a escola do crime.”

Relato referente a parte da entrevista publicada no jornal “O Estado de São Paulo” cedida ao corresponde Mário Melo pelo afamado chefe cangaceiro quando o mesmo já encontrava-se preso na Casa de Detenção do Recife, na Capital pernambucana.

Nas primeiras horas do dia 02 de dezembro de 1914 o famoso chefe cangaceiro de alcunha Antônio Silvino, escoltado, adentra pelos corredores da Casa de Detenção do Recife contendo um ferimento na altura do tórax, resultado de sua última troca de tiros com a Força Pública pernambucana comandada pelo Alferes Teófanes Torres, necessitando de cuidados médicos.

Segundo o jornal “Diário de Pernambuco” em sua edição do dia 02 de dezembro de 1914, Silvino fora atendido, na enfermaria da Casa de Detenção, pelos médicos Dr. Vieira da Cunha Filho, Dr. Tomé Dias e Dr. Odilon Gaspar. Relatos destes ao vespertino citado discorre que o paciente estava irrequieto, com dores e apresentando espasmos intermitentes. Que a leitura de seus batimentos cardíacos, pulsação, estava, naquele momento, com a contagem de 112 pulsações por minuto. O escritor Sérgio Dantas, em seu livro “Antônio Silvino – O Cangaceiro, O Homem, O Mito”, relata que o procedimento médico iniciou-se com aplicações de seis ventosas secas. Sendo que quatro destas foram colocadas na parte anterior, frente, do tórax e as demais na extremidade posterior, costas do paciente. O autor ainda refere que fora feito uma medicação a base de antibiótico a fim de conter a inflamação provocada pela infecção do ferimento. Dantas ainda nos diz que a noite o ex-cangaceiro era acometido por uma febre alta e intensa, levando-o ao delírio, tendo seus médicos que administrarem morfina e hidrolato de canela injetáveis.

No dia 04 de dezembro daquele ano, um dos médicos responsáveis pelo paciente, Dr. Vieira da Cunha publica o seguinte Boletim Médico, o qual é publicado pelo jornal “A República”:

“O estado de Antônio Silvino não é desesperador, mas ainda é grave. Provavelmente só daqui a vinte dias, pelo menos, poderá suportar interrogatórios. Não se pode confirmar a possibilidade de infecção tetânica. As contrações espasmódicas de Antônio Silvino são atribuídas ao seu temperamento desesperadamente nervoso”.

Apesar do que ‘reza’ o BM, o quadro clínico do paciente se agrava nos dias seguintes. Tanto que o próprio solicita a presença de um padre para que lhe dê a Extrema Unção. O Capelão do Presídio, a época, era o Frei Norberto Tolle, que atendeu a solicitação do prisioneiro. Dantas nos relata que “o preso estava visivelmente afetado pelas sucessivas infecções. Recebeu, porém, os Sacramentos e rogou ao Reverendo que o perdoasse pelos crimes que cometeu.”

Se um doente precisa de médico para aliviar suas dores, o pecador, o criminoso, precisa, necessita, de orações, de um pedido de perdão e a presença de um sacerdote para aliviar sua consciência.

Os dias passam e, aos poucos, o risco de morte não mais existia sobre as perspectivas médicas quanto ao paciente de número 1.112, de ficha-prontuário 959. No dia 04 de janeiro de 1915 recebe “alta médica”. A partir daquele momento, o cangaceiro Antônio Silvino deixa de existir e retorna a tona o homem sertanejo registrado com o nome de Manoel Baptista de Mores,, com residência fixa na pequena cela de número 35, sito ao “Raio-Leste” da Casa de Detenção do Recife.

Fonte: Obras e jornais citados.

Foto: Cariri Cangaço, O Malho, Tok de História

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sexta-feira, 30 de abril de 2021

LIVRO CORISCO A SOMBRA DE LAMPIÃO

 

A recomendação bibliográfica de hoje: 
CORISCO: A Sombra de Lampião, de Sérgio Augusto S. Dantas. 
Um excelente livro sobre essa figura emblemática do Cangaço. 

franpelima@bol.com.br e 
whatsapp 83 9 9911 8286.

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FLORESTA - RELATOS SOBRE HORÁCIO NOVAES - O CABRA QUE ENGANOU LAMPIÃO.

 Por Geraldo Júnior

https://www.youtube.com/watch?v=uS8YkPYiwVY&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Cangaçologia

INSCREVAM-SE TAMBÉM NO RECÉM-CRIADO CANAL “ARQUIVO NORDESTE”. ACESSEM: https://www.youtube.com/channel/UCjSU...

​ Um relato a respeito da trajetória de Horácio Novaes ou Horácio Grande, como também era conhecido, inimigo pessoal da família Gilo da Fazenda Tapera no município de Floresta no estado de Pernambuco, que foi o principal responsável pelo ataque de Lampião que culminou na morte de vários membros e pessoas próximas da família Gilo. Fato que ocorreu no dia 28 de agosto de 1926. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações. 

Forte abraço... Cabroeira! Atenciosamente: 

Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador dos canais Cangaçologia e Arquivo Nordeste. 

Seja membro deste canal e ganhe benefícios: 

https://www.youtube.com/channel/UCDyq...

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PRIMEIRO CRIME COMETIDO POR LINO DE ZEZÉ O FUTURO CANGACEIRO PANCADA.

 Por Geraldo Júnior

https://www.youtube.com/watch?v=kJDP8to_zbQ&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

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O CARISMA DESPRECONCEITUOSO DE LAMPIÃO - CONTOS DO CANGAÇO - CANGACEIRO LAMPIÃO

 Por Contos do Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=1zWJSahd5BI&ab_channel=ContosdoCanga%C3%A7o

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CABEÇA GIGANTE

 Por José Mendes Pereira

Foto gentilmente cedida pelo professor

Benedito Vasconcelos Mendes é professor, escritor e pesquisador do cangaço, um dos sobralenses que mais Mossoró admira. Foi diretor da ESAM - Escola Superior de Agricultura de Mossoró - atualmente Universidade Federal Rural do Semi-Árido durante 24 anos. A sua biografia é vasta. Esta cabeça está localizada no Museu do Sertão Rancho Verde, na Estrada de Alagoinha em Mossoró, criação sua. Acabou com uma fazenda só para criar o seu museu. 

"BENEDITO VASCONCELOS MENDES Formação & Titulação Engenheiro-agrônomo pela Universidade Federal do Ceará (CE), graduado em 1969. Mestrado: Universidade Federal de Viçosa (MG) - Dissertação: Histopatologia de raízes do cafeeiro parasitadas por Meloidogyne exigua. Ano de Obtenção: 1975. 

Doutorado: ESALQ/USP-Piracicaba (SP) – Tese: Histologia de galhas da coroa de chuchu (Sechium edule) induzidas por Agrobacterium tumefaciens e infestadas por Meloidogyne incognita e desenvolvimento de dois sistemas de cultivo in vitro para Meloidogyne javanica. Ano de Obtenção: 1980. 

Vínculos institucionais & Atuação profissional 1) Docente (Prof. Titular) e Diretor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, antiga ESAM/Escola Superior de Agricultura de Mossoró, RN (1970-1994). 

2) Pesquisador/Dirigente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – CPA do Meio Norte (1997-1999). 

3) Docente (Prof. Adjunto IV) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – Mossoró, RN (1999- ). Endereço: Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Centro de Estudos e Pesquisas do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Departamento de Geografia Fafic Caixa Postal 70 59600-970 - Mossoró, RN - Brasil Telefone: (84) 3152 2197 Ramal: 197 Fax: (84) 3152 2197  E-mail: beneditovasconcelos@uern.br 

Posições ocupadas na SBN Presidente (1980-1983) e Vice-Presidente (1977-1978 e 1985-1986), organizando as 3ª e 10ª Reunião Brasileira de Nematologia, ambas em Mossoró (RN), em 1978 e 1986. Acesso ao Currículo Lattes http://lattes.cnpq.br/1770891942535885".


Foto gentilmente cedida pelo professor

Foto gentilmente cedida pelo professor

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FILHOS DO CANGAÇO - SÉRIE DE DEPOIMENTOS.

Por Geraldo Júnior
https://www.youtube.com/watch?v=FkdmZlmyzL4&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Cangaçologia

Entrevista com Martha L. Anastácio Menezes, filha da ex-cangaceira Dulce Menezes dos Santos a última cangaceira pertencente ao bando de Lampião, ainda viva. Sua mãe, Dulce Menezes, é uma das sobreviventes de Angico, local da morte de Lampião, Maria Bonita, nove cangaceiros e um soldado e a última testemunha ocular dos acontecimentos que antecederam e sucederam a morte do mais famoso cangaceiro de todos os tempos. Nesse documentário iremos conhecer algumas histórias e particularidades envolvendo a personagem histórica em questão, através de quem cresceu ouvindo revelações e histórias dentro do ambiente familiar. 

Imperdível. Deixem suas críticas e opiniões. 

Geraldo Antônio de Souza Júnior

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" TIRO DE MISERICÓRDIA ".

 Por Luis Bento

O Cangaceiro Sabino das Abóboras, alvejado em março do ano de 1928 na fazenda Piçarra de Antônio Teixeira Leite seu Tonho da Piçarra.

Cangaceiro Sabino das Abóboras

Arrastado pelos comparsas dentro do mato, no escuro, escalando cercas, percorrendo veredas, subindo altos, descendo grotas, atravessando riacho. Naquela noite, o Cangaceiro pagou tudo que devia pelas suas numerosas vítimas. Implorava ao seu chefe Cangaceiro ( Lampião ), que acabasse de vez com seu sofrimento. Lampião, pergunta quem do grupo teria coragem de fazer serviço e aliviar o sofrimento do companheiro. 

Cangaceiro Mergulhão

Foi aí que Antônio Juvenal da Silva o Cangaceiro "Mergulho " entrou em sena, se prontificando a eliminar o sofrimento do companheiro. Com um lenço vedou os olhos de Sabino, disparando um tiro a queimar-roupa, aliviou seu sofrimento dessa vida.

" Mergulho. Foi o primeiro Cangaceiro do bando de Lampião a ser morto em terras Baianas, em 7 de janeiro de 1929.

Natural do Pajeú, foi um dos 5 Cangaceiros que cruzou o Rio São Francisco para Bahia, fonte: José Bezerra Lima irmão ".

LUÍS BENTO

JATI 30/04/21/.

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