Por Rangel Alves da Costa
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domingo, 6 de junho de 2021
O CANGAÇO MACABRO (OU AS CABEÇAS COMO TROFÉU DE SANGUE)
O ATAQUE DE LAMPIÃO À MOSSORÓ – A HISTÓRIA DO MOTORISTA “GATINHO”
Autor – Rostand Medeiros

Seja por esperteza, medo ou desinformação, naquele dia 12 de junho de 1927, um domingo, João cedeu o veículo para “Gatinho” fazer o serviço que surgisse e ganhar mais perícia na condução.
“Gatinho”, como todos em Mossoró, estava apreensivo com a notícia da invasão do bando ao Rio Grande do Norte, os boatos sobre o tiroteio ocorrido no dia 10 de junho, no lugar Caiçara (próximo ao atual município potiguar de Marcelino Vieira), as muitas informações desencontradas, a movimentação para a defesa da cidade, a fuga dos moradores e outras situações que alteraram aquela inesquecível semana na “Capital do Oeste”. Mesmo assim “Gatinho” estava pronto para realizar qualquer viagem.

Na tarde daquele dia, o carro de Francisco Paula foi contratado pelo comerciante e fazendeiro Antônio Gurgel do Amaral, um rico proprietário que possuía uma fazenda no lugar “Brejo do Apodi”, próximo a então vila de “Pedra de Abelha” (atualmente município de Felipe Guerra). Gurgel estava preocupado com sua esposa, pois a mesma se encontrava na sua fazenda e desejava trazê-la a Mossoró.
Por volta da uma da tarde, os dois seguiram direção sul.
A viagem prosseguia tensa, como não poderia deixar de ser diante da situação reinante. O veículo trafegava por uma estrada irregular, não mais que um caminho estreito, que mal dava para um carro pequeno seguir.
Por falta de conhecimento ou nervosismo, “Gatinho” errou o trajeto e levou seu passageiro para o lugar Apanha Peixe, a 13 léguas da vila de São Sebastião (hoje município de Governador Dix-Sept-Rosado). Nas proximidades se localizava a fazenda “Santana”, de propriedade de Manoel Valentim, que neste momento tinha a sua residência invadida e era prisioneiro do bando de cangaceiros de Lampião.
Eram mais ou menos quatro horas da tarde quando “Gatinho” ouviu tiros que não sabia de onde vinha. O motorista se protegeu como pode, Antônio Gurgel ordenou a parada do veículo. Nove balaços de mosquetão teriam atingido a carroceria do veículo.

Ao levantar a cabeça, “Gatinho” viu um cangaceiro com um fuzil apontado para ele. Era um moreno forte, de estatura elevada, que por esta razão tinha a alcunha de “Coqueiro”.
Este cangaceiro, junto com outros membros do bando, mandou o motorista e o passageiro renderem-se e passou a rapinar os seus pertences. Do fazendeiro Gurgel foram arrecadados uma aliança, um par de óculos, uma caixa com cinquenta balas de rifle Winchester calibre 44, um conto de réis e uma pistola tipo “mauser”. Provavelmente uma pequena pistola com calibre 7,65 m.m., das marca “FN” ou “Colt.
O cangaceiro “Coqueiro” exultava a todo o bando de facínoras a prisão de um “coronelão de muito dinheiro”.
Depois da “coleta”, os dois prisioneiros foram levados à presença de Massilon Leite e Virgulino Ferreira da Silva, o “Lampião”.
Junto ao líder dos bandidos estava José Tibúrcio e Fausto Gurgel, irmãos de Antônio Gurgel, que tiveram seus resgates estipulados em um conto e quinhentos mil réis. O bandido Sabino, depois de uma rápida palestra com o novo prisioneiro, estipulou a vultosa quantia de quinze contos de réis para a sua liberdade. Sem condições dos prisioneiros ponderarem, ficou decidido que o irmão Fausto retornaria Mossoró com “Gatinho”, para buscar a dinheirama.
E era realmente muito dinheiro.
Para se ter uma ideia deste valor, vamos observar como exemplo a edição de 18 de junho de 1927, do jornal “A Republica”, onde se encontra um balanço financeiro, listando as rendas postais apuradas em cada uma das agências dos correios existentes no Rio Grande do Norte em 1926. Na progressista Mossoró de então, que possuía Banco do Brasil, um forte comércio de algodão e até funcionava uma Alfândega, os Correios e Telégrafos apuraram em todo aquele ano 10.255$300 (dez contos, duzentos e cinquenta e cinco mil e trezentos réis).
Diante da quantia pedida, Antônio Gurgel preparou uma carta para ser entregue a seu cunhado Jaime Guedes, então gerente da agência do Banco do Brasil em Mossoró e pessoa certa para lhe salvar desta situação.
Neste meio tempo, “Gatinho” realizava pequenas voltas pela propriedade, com o veículo cheio de bandoleiros. Muitos destes cangaceiros estavam tendo o seu primeiro contato com um automóvel. A brincadeira acabou quando a chamado de Lampião, o motorista e Fausto Gurgel receberam a missão de levar a carta de Antônio Gurgel para Mossoró.
O “Rei do cangaço” exigia dos dois “estafetas” a maior discrição sobre o caso, se não Antônio Gurgel pagaria com a vida.
No retorno, “Gatinho” e Fausto encontraram dois conhecidos que pediam condução na beira do caminho. Eram Alfredo Dias e Porcino Costa, que se dirigiam a Mossoró.

Achando estranho o fato de Fausto estar àquela hora de retorno a “Capital do Oeste”, Dias inquiriu-o sobre o que estava fazendo? De onde viam? Se sabiam notícias dos cangaceiros? Fausto no inicio desviou o assunto, mas diante da insistência cedeu e narrou o ocorrido e o suplício por que passava seu irmão.

Ao chegarem à vila de São Sebastião, atual município de Governador Dix-Sept-Rosado, os dois viajantes pediram para descer do veículo e seguiram para a estação ferroviária, onde deram um alarme para Mossoró através de um telefone existente neste local.
“Gatinho”, para desespero de Fausto, saiu a divulgar pela vila a notícia alarmante; “-Se prepare todo mundo que os cangaceiros vão invadir”. Cinquenta anos depois, em um depoimento prestado ao jornal dominical natalense “O Poti” (edição de 13 de março de 1977), Francisco Agripino afirmava que poucos em São Sebastião lhe deram crédito.
O motorista e Fausto seguiram para Mossoró. Por volta das oito e meia da noite, encontraram-se com Jaime Guedes e o prefeito Rodolfo Fernandes, onde foram narrados os fatos e entregue a carta de Gurgel. O prefeito só ficou satisfeito em relação à veracidade da notícia quando viu a lataria do Chevrolet perfurada de balas.

Nesta mesma noite de 12 de junho, “Gatinho” ainda ajudou na defesa de Mossoró, transportando fardos de algodão de depósitos existentes na cidade, para pontos que seriam utilizados como baluarte de defesa.
“Gatinho” não estava em Mossoró no dia do assalto, fora contratado para seguir para Fortaleza, às nove da manhã de 13 de junho, com a esposa e dois filhos do médico Eliseu Holanda. Segundo o motorista, depois deste episódio, não mais teve notícias se este médico e sua família retornaram a Mossoró, “nem a passeio”.

Em Fortaleza, o “estafeta de Lampião” passou alguns dias esperando a situação se acalmar.
Muitos anos depois, em sua residência na Praça Redenção, 183, na tranquilidade de sua velhice, “Gatinho” narrou ao repórter Nilo Santos, de “O Poti”, as suas inesquecíveis lembranças da meia hora que passou entre o bando de Lampião. Para ele, muitos dos cangaceiros eram demasiado jovens para aquela vida, “umas crianças” ele afirmava. Na sua memória Massilon marcou como um sujeito feio, carrancudo, grosseiro, ignorante, “que dava até medo em olhar para ele”. Lampião lhe deixou uma impressão positiva, apesar da fama, “parecia um sujeito educado, pelo menos neste dia não estava furioso”. Sobre “Coqueiro”, o condutor o considerava um moreno forte, bem disposto e “bastante alto para justificar o apelido”. Quando o cangaceiro “Mormaço”, foi detido, informou as autoridades que “Coqueiro” havia deixado o bando no Cariri e seguira para o Piauí, entretanto, segundo o pesquisador Raimundo Soares de Brito, este cangaceiro foi morto pela polícia cearense, no lugar “Cruz”, aparentemente no município de Maranguape.
Francisco Agripino de Castro se tornou um profissional do volante respeitado, era conhecido como uma pessoa calma, amigo de todos e faleceu em 16 de março de 1991.
https://tokdehistoria.com.br/2014/12/06/o-ataque-de-lampiao-a-mossoro-a-historia-do-motorista-gatinho/
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sábado, 5 de junho de 2021
ANIVERSÁRIO DE VIRGOLINO FERREIRA DA SILVA
Por Edna Santos Araújo
Nascia hoje (ontem) o homem mais destemido que esse nordeste já teve. Ele escreveria sua história a ferro e fogo, deixaria suas marcas por onde passasse... Lampião viveu e morreu cercado de mistérios, e até hoje é um enigma a ser desvendado.
Lampião não foi um homem comum. Era inteligente,sabia de tudo um pouco, era "médico", curandeiro, conhecedor das ervas e seus poderes medicinas, fazia o parto das cangaceiras quando não tinham para quem pedir ajuda, foi artesão e cantador.... em plena caatinga, sabia exatamente onde encontrar água.
Sabia a direção que seus inimigos tomavam, conhecia os atalhos para desviar deles sem deixar rastros. O que causa admiração em muitas pessoas, não foram os crimes por ele cometidos, mas a jeito de viver e se defender das armadilhas da vida e dos seus inimigos, foi a sua perspicácia, o jeito guerreiro de enfrentar os desafios pela vida impostos.
https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5/posts/3774451209332702?comment_id=3774497789328044¬if_id=1622929326512665¬if_t=feed_comment&ref=notif
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FATOS MOSSOROENSES - PADRE HUMBERTO BRUENING
Por Paulo Menezes
Créditos da foto: Lúcia RochaPadre Humberto
Bruening vigário da Catedral de Santa Luzia em Mossoró, era por demais zeloso
e exigente com relação aos preceitos religiosos.
Certo dia, uma senhora altamente maquiada, lábios cobertos de batom vermelho, entrou na fila para receber a hóstia consagrada.
Chegada a vez da carola glamourosa, o vigário saiu de lado e deu a hóstia a pessoa seguinte, e daí por diante.
A mulher ficou no aguardo. Depois do último da fila, padre Humberto olhou para a senhora e aconselhou:
“Vá para casa, passe água com sal nessa “ferida” e venha. A hóstia sagrada não entra em fornalha!”.
http://www.melmenezes.com.br/blog/2012/12/cantinho-do-pe-huberto-2
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PAULO MENEZES FOI MORAR COM DEUS.
Por Lúcia Rocha
O veranista e ultimamente morador de Tibau, Paulo Menezes, foi morar no céu. Para a família, nossos sentimentos, Paulo deixa saudades e excelentes textos que escreveu sobre a natureza, sobre a apicultura e sobre Tibau.
https://www.facebook.com/photo?fbid=4011561072303319&set=gm.1890667877776528
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IGREJA MATRIZ DE LIMOEIRO DO NORTE - CE
Igreja matriz de Limoeiro do Norte(CE), próximo a rua coronel Serafim Chaves, local do Hotel Lucas, de José Celestino de Amorim, local onde foi preparado o almoço para Lampião e seu grupo no dia 15 de junho de 1927.
Fonte:
Araújo Junior, Raimundo da Silva. memórias de Lampião em Limoeiro. Limoeiro do Norte: Pronto Color, 2017.
https://www.facebook.com/groups/1995309800758536/?multi_permalinks=2915958802026960%2C2911020432520797¬if_id=1622289111213536¬if_t=group_activity&ref=notif
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CANGACEIROS CAJUEIRO E BALIZA
Acervo do pesquisador do cangaço Beto Rueda
José Tertuliano Pereira, o Cajueiro.
Filho de Manoel Tertuliano Alves Brasil e Antônia Pereira da Silva. Pernambucano, nascido na fazenda Campo Alegre, situada nas proximidades da Serra do Reino, São José do Belmonte(PE).
Pertenceu aos grupos de Sinhô Pereira de quem era parente e Lampião.
-Esteve no famoso Fogo do Coité, vila de Coité, município de Mauriti(CE). Janeiro de 1922.
-Participou da invasão do município de Catolé do Rocha, povoado de Jericó e das propriedades dos coronéis Valdivino Lobo e Adolfo Maia, de onde roubaram grande quantidade de dinheiro e ouro. Fevereiro de 1922.
-Atacou a cidade de São José do Belmonte sob o comando de Lampião, onde desempenhou importante papel. Outubro de 1922.
-Desapareceu das hoste cangaceiras. Uma versão conta que foi para Goiás ao encontro do antigo chefe Sinhô Pereira. Dezembro de 1922.
-Quando o cangaço foi extinto, reapareceu em Vila Bela para visitar amigos e parentes. Desapareceu novamente.
-Faleceu de causas naturais em 02 de dezembro de 1979 no distrito de Lagoa Grande, município de Presidente Olegário(MG).
José de Souza Ferraz(Zé Dedé), o Baliza.
Filho De Manuel de Souza Ferraz e Alexandrina Maria da Conceição. Nascido no município de Flores(PE).
Acompanhou os bandos de Antônio Matilde com os irmãos Ferreira, Gavião, Sinhô Pereira e Lampião.
-Participou com o grupo de Gavião(Tiburtino Inácio), do assalto a viúva do coronel Domingos Furtado, no sítio Nazaré, município de Mauriti(CE). Janeiro de 1920.
-Esteve no combate contra os cangaceiros de Cassimiro Honório, na Lagoa da Laje, onde foi ferido Antônio Matilde. Março de 1920.
-Atacou a fazenda Serra Vermelha em Vila Bela(PE), com Antônio Matilde, os irmãos Ferreira e alguns homens de Sinhô Pereira, contra Zé Saturnino e os Nogueiras. Incendiaram cercas e currais e mataram muitas cabeças de gado. Setembro de 1920.
-Sob o comando de Sinhô Pereira atacou o arraial de Coité, município de Mauriti(CE). Antônio Ferreira foi ferido. Janeiro de 1922.
-Esteve no fogo da Fazenda Queimadas, no intenso tiroteio com as volantes cearenses comandadas pelos sargentos Romão e Antônio MIguel, onde foram mortos cinco soldados e três cangaceiros: Pitombeira, Lavandeira e Manoel Purvinha. Janeiro de 1922.
-Participou do ataque ao povoado de Jericó, município de Catolé do Rocha(PB). Fevereiro de 1922.
-Participou do combate contra uma volante de aproximadamente cento e vinte homens comandada pelos tenentes Zé Lucena e Enéias Barros com os grupos dos Porcinos, Antônio Matilde e Lampião, na fazenda Poço Branco de José Mandu, próximo a Espírito Santo, entre Pernambuco e Alagoas. Meados de 1922.
-Foi morto em outubro de 1922 quando fazia parte do bando comandado por Lampião e Yoyô Maroto que atacou a cidade de São José do Belmonte(PE), com o objetivo de cumprir um pedido de Sinhô Pereira, a morte do comerciante e político local Luiz GonzagaGomes Ferraz.
Além da versão inicial que ele teria sido atingido pelos defensores, que atiraram de dentro da residência do coronel, quando derrubava uma porta para que a casa fosse invadida; há uma segunda versão, reforçada pelo depoimento do cangaceiro Cajueiro em várias entrevistas, de que o mesmo teria sido vítima de fogo amigo e atingido por um disparo de Antônio Rosa, que em meio a luta, já viera contratado pela família dos Bernardino, do Estado de Alagoas, para eliminar aquele cangaceiro por motivo de vingança.
Uma terceira versão indica que foi Levino Ferreira o matador de Baliza, com o objetivo de roubar a elevada quantia de 10 contos de réis, que o mesmo trazia nos seus bornais, frutos dos últimos roubos por ele praticado.
Posteriormente surgiu uma quarta versão para a sua morte, talvez mais confiável por suas fontes. Baliza teria sido morto por um habitante da cidade e amigo do coronel, de nome João Gomes de Carvalho, que depois entrou para a polícia de Pernambuco.
Abandonado pelo grupo em fuga, seu corpo foi esquartejado e queimado por companheiros do coronel assassinado.
Fonte:
MELLO, Frederico Pernambucano de. apagando o Lampião: vida e morte do rei do cangaço. São Paulo: Global, 2018.
OLIVEIRA, Bismarck Martins de. cangaceiros de Lampião de A a Z. 2.ed. João Pessoa: Mídia, 2020.
CANGAÇO - COMBATE COM LAMPIÃO E CORISCO, POR JOÃO GOMES DE LIRA
Por Sálvio Siqueira
Nosso amigo, pesquisador documentarista, Aderbal Nogueira, em frente a casa do ex- volante João Gomes de Lira, no distrito de Nazaré do Pico, Floresta - PE, numa conversa prá lá de boa sobre sua ida para Bahia para combater Lampião.
Uma produção Laser Vídeo
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CHAPÉU ESTRELADO
Por José Cícero Silva
"CHAPÉU ESTRELADO", um belo Filme-documentário abordando a histórica marcha de Lampião com destino à Mossoró no RN em junho de 1927. Desde a cidade de Aurora no Cariri cearense, passando pela Paraíba até a cidade potiguar onde ocorreu a famosa invasão. Uma interessante narrativa de fatos e depoimentos lançando luz sobre mais esta palpitante história do cangaço nordestino.
Onde tivemos a honra de também participar como um dos pesquisadores entrevistados.
Assistam!
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LAMPIÃO NO MUNICÍPIO DE AURORA PARTE 1
Por Amarílio Gonçalves Tavares
Dentre estes, o mais intenso foi o travado no dia 25 de junho, na Serra da Macambira,, município de Riacho do Sangue, no qual Lampião, mais um vez, provou a sua invencibilidade. Enfrentando uma força de mais de trezentas praças, sob o comando exclusivo do tenente Manoel Firmo, este sendo auxiliado por nove tenentes – José Bezerra, Ózimo de Alencar, Luiz David, Veríssimo Alves, Antonio Pereira, Germano Sólon, Gomes de Matos, João Costa e Joaquim Moura, Lampião pôs-se em fuga incólume, deixando quatro soldados mortos. Seguram-se combates menores em cacimbas (Icó), Ribeiro, no vale do Bordão de Velho, e Ipueiras os dois últimos no município de Aurora, com o rei do cangaço levando a melhor.
Em seu livro “ lampião no Ceará, narra o major Moisés Leite Figuiredo que, no dia 1º de julho de 1927, Lampião cm seu grupo estacionava no alto da serra de Várzea Grande no lugar olho d’água das éguas, e que ali perto, no lugar Ribeiro, já se encontravam as forças do tenente Agripino Lima, José Guedes e Manoel Arruda – o primeiro, da polícia do rio grande do norte, e os dois últimos, da polícia paraibana -, valendo salientar que tais contingentes totalizavam “ cerca de duzentos homens, bem aparelhados, no dizer do major Moisés...
(Cortesia do Envio: Luiz Domingos de Luna)















