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sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

O FOGO DAS GUARIBAS – A TRAGÉDIA DE CHICO CHICOTE

 Imagine você, as 7h da manhã, ver sua casa cercada por 70 homens armados, prontos para extermina-lo. Este drama, viveu Chico Chicote em 1° de Fevereiro de 1927, e para lembrar o Fogo das Guaribas, fizemos esta matéria especial que marca os 92 anos do acontecido, que foi resultado do consórcio entre as volantes do Ceará, Pernambuco e Paraíba, com os potentados rurais do Cariri Cearense.

 

Em 28 de Janeiro de 1927, chegou a Brejo dos Santos (atual Brejo Santo), uma volante comandada pelo então Primeiro Tenente – José Gonçalves Bezerra, um dos mais sanguinários integrantes das forças policiais que o Ceará já possuiu em seus quadros, responsável também por parte das operações de desmonte e ataque do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto. A justificativa para tamanha mobilização militar era a presença de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, em terras caririenses – cabe destacar que a região do Cariri foi um dos mais importantes pontos de pouso do grupo de Lampião e de outros cangaceiros, estando eles absolutamente confortáveis e seguros diante dos ilustres anfitriões que possuíam por aqui – e que as tropas estavam no rastro do cangaceiro, o que na realidade era apenas uma cortina de fumaça para uma complexa trama orquestrada anteriormente.

O objetivo final de José Bezerra e seu troço de malfeitores, era na realidade cumprir os mandatos de alguns potentados rurais da região, e dentre estas missões, estava o aniquilamento de Francisco Pereira de Lucena (Chico Chicote), Antônio Grangeiro e Antônio Marrocos de Carvalho ( Nêgo Marrocos).
Não era novidade o uso das forças militares do estado como braço armado do coronéis, muitos casos são relatados na crônica histórica, onde o poder político e financeiro exercido pelos mandões locais foi suficiente para corromper os que deveriam prezar pelo cumprimento da lei, e o caso aqui relatado trata justamente de mais um destes “pacotes de pistolagem” negociados pelos coronéis e executados a seu mando.

UM ALVO A SER ATINGIDO

O caso de Antônio Marrocos de Carvalho é um dos mais absurdos presentes neste relato; residente em Macapá – a época um distrito de Jardim, e atualmente cidade de Jati – Nêgo Marrocos era um coletor de impostos que ganhava expressão popular com rapidez, sendo assim uma verdadeira pedra no sapato nas carcomidas lideranças políticas tradicionais do lugar; o sujeito sofreu difamações e até emboscadas, mas diante do insucesso destas, foi na pessoa do Tenente Zé Bezerra que os mandões do local encontraram solução para seus problemas.
Usando como argumento o fato de que no passado, Antônio Marrocos havia dado abrigo a Lampião e seu bando, Zé Bezerra o convidou para uma missão contra o cangaceiro, o que segundo ele afastaria das autoridades policiais e da população, a sua fama de coiteiro, e traria tranquilidade aos seus dias seguintes. Nêgo Marrocos seria figura central no desenrolar do objetivo final da missão, que era por fim a vida de Chico Chicote e Antônio Grangeiro. Vale destacar que o fato de dar coito a um grupo armado nem sempre é uma atitude voluntária de quem executa, muitos dos que sofreram retaliações e violências por conta dessas ações, as fizeram por meio de coerção

CHICO CHICOTE E ANTÔNIO GRANGEIRO

Francisco Pereira de Lucena nasceu em Brejo dos Santos, em 08 de Janeiro de 1879, e era o filho caçula do Capitão Francisco Pereira de Lucena e Donina Maria de Jesus; Chico Chicote era o que comumente chamamos de “Nó Cego” aqui no sertão; ainda jovem deu provas de seu caráter autoritário e violento, tendo sido expulso do Seminário São José, em Crato, após tentar ferir com um canivete um dos alunos da instituição. Já na vida adulta, Lucena era um tipo robusto o suficiente para impor medo, falava sempre aos berros e demonstrava desdém por qualquer autoridade, assim como também grande lealdade com sua parentela e amigos, e grande receptividade aos que buscavam a casa grande de Guaribas como local de pouso.
Era este homem, compadre de Antônio Gomes Grangeiro, dono do Sítio Salvaterra, em Brejo Santo, uma localidade próxima a Guaribas, numa relação que diante dos relatos e depoimentos, não era totalmente sadia, o que seguia em certa medida o padrão das relações que envolviam os coronéis de outrora. Grangeiro estava há algum tempo envolvido em disputa de terras com José Franklin de Figueiredo, o José Franco; segundo o depoimento de D. Raimunda Grangeiro, última filha viva de Antônio Grangeiro, o pai não havia até o momento buscando meios violentos de resolver a demorada peleja, mas isto não impediu que Chico Chicote, com a desculpa de tomar as dores do amigo, assassinasse José Franklin, causando a ira de Sinhô (Sebastião) Salviano, cunhado do falecido, que diante da fama e capacidade de Chicote, preferiu se retirar para Princesa Isabel, na Paraíba, onde buscou o apoio de José Pereira Lima, o maldito Zé Pereira de Princesa, que o ajudou a montar um pequeno exército de jagunços, e a fazer contato com o Tenente Zé Bezerra, que ficaria responsável por dar ares de legalidade a ação, atendendo assim aos interesses particulares dos coronéis. Assim, fechamos o segundo elo desta narrativa, sendo importante destacar que não existem indícios de que Antônio Grangeiro fosse o mentor intelectual do assassinato de José Franklin, muito pelo contrário, há versões que indicam que Chico Chicote possuía dissabores antigos com o morto, e que diante de uma justificativa que aliviava sua culpa, executou a ação.

A MARCHA SANGUINÁRIA

A volante de Zé Bezerra era composta inicialmente por cerca de 70 homens, sendo o seu auxiliar imediato o Tenente Verissmo Gondim, e acompanhava o batalhão assassino, o Nêgo Marrocos, de quem já falei anteriormente, e que agora irei explicar o motivo de sua importância para a execução dos planos de Bezerra.
Marrocos era amigo de Chico Chicote, e conhecia a casa grande de Guaribas como poucas pessoas, além do mais, sua presença junto aos militares causaria um retardo no poder de resposta após o início do tiroteio. O padrão da construção desses imóveis os tornava verdadeiras fortalezas, localizadas em pontos que proporcionavam visão estratégica, e construídas para durar e para proteger seus moradores de ataques como os dessa natureza, assim sendo, e agindo dissimuladamente para não levantar suspeitas de Antônio Marrocos e outras pessoas que topou no trajeto, Zé Bezerra fraudou documentos e fazia questão de destacar que a passagem na casa de Chicote seria
somente com a finalidades pacificas, tendo supostamente solicitado uma planta da construção, no que teria sido atendido por Marrocos.
Nas primeiras horas de 01 de Fevereiro de 1927, a caminho de Guaribas, que hoje está inserido no munícipio de Porteiras, os militares fizeram parada no casarão do sitio Salvaterra, em Brejo Santo, morada de Antônio Grangeiro, onde com grande violência renderam a ele e mais três pessoas: João Gomes Grangeiro (Louro Grangeiro), Raimundo Madeiro Barros (Mundeiro) e Aprígio Temoteo; o primeiro era sobrinho de Antônio, e os dois últimos moradores de suas terras.
A volante seguiu sua marcha em busca de Chico Chicote, e estima-se que faltando apenas 500 metros da casa do mesmo, Zé Bezerra, para não espantar Nêgo Marrocos e nem dar alarde de sua aproximação, ordenou que o grosso da tropa estacionasse junto dos prisioneiros e aguardasse novas instruções, tendo feito o restante do trajeto acompanhado somente de Marrocos, do Tenente Verissimo Gondim, e também do Sargento Antônio Gouveia e João Alves Feitosa, este último era corneteiro e apelidado de Louro. Enquanto isso, a sorte de Antônio Grangeiro e seus companheiros seria das piores: foram assassinados a tiros, em seguida degolados e tiveram seus corpos incinerados.
A aproximação de Guaribas estava ocorrendo como previsto: Marrocos foi reconhecido pelas pessoas que já enchiam o “oitão” do imóvel, que por sua vez avisaram a Chico Chicote da chegada de seu amigo; eram 7h da manhã. Em seguida, Verissimo Gondim desferiu um disparo nas costas de Antônio Marrocos, que tombou em suas últimas agonias. Em depoimento alguns anos depois, Mundinha Piancó, viúva de Marrocos, informou que o militar responsável pelo disparo havia sido subornado com 5 contos de réis, valor considerável para a época.
Chico estava nas suas plantações vizinhas a casa, preparando os alimentos que seriam utilizados nas festividades de Nossa Senhora das Candeias, sua santa de devoção. Ao escutar o disparo, correu junto do filho, Vicente Inácio, e de dois cabras seus, Sebastião Cancão e Mané Caipora, para a frente do casarão. Armado de rifle, iniciou o combate aos agressores, tendo sido Sebastião Cancão o responsável por derrubar o corneteiro com um tiro na cabeça, enquanto este soava o instrumento que avisou ao restante dos atacantes que era hora de marchar; foi a primeira baixa no lado das volante.
Durante a marcha dos que haviam ficado de tocaia, Joaquim Morais, morador de Chico Chicote, deitou fogo nos militares, travando intenso tiroteio, mas que diante do volume da tropa, terminou sucumbindo e sendo incinerado num depósito de milho nas imediações. A chuva de balas era enorme, o casarão passou a ser atingido por todas as frentes e a resistência era composta por pouquíssimas pessoas, basicamente Chico, seu filho, os dois cabras, e sua esposa e filha, estas últimas atuando na refrigeração e recarregamento dos rifles, tendo como auxilio uma gamela de água.
Ali próximo, na Sitio Malhada Funda, Lampião escutava o intenso tiroteio, e supostamente teria declarado: “Se fosse meu amigo, eu ia lá”. Mas não era o caso,
Chicote era inimigo declarado do Rei do Cangaço, tendo se indisposto com ele após Virgulino ter “levantado falso” num caso de abate de reses do Coronel Pedro Martins, da Fazenda Cacimbas. Antônio Grangeiro também não mantinha laços com o cangaceiro, tendo sido um dos integrantes de um abaixo assinado solicitando reforços policiais contra o bandoleiro, no que foi respondido com uma visita de Lampião em 31 de Janeiro de 1927, véspera do ataque; ciente da ida do cangaceiro, fugiu Grangeiro para evitar danos maiores, tendo sua esposa, D. Celina, relatado que o Virgulino havia dito que não temessem a ele, mas aos “bonzinhos” que vinham no seu rastro, obviamente o Tenente Zé Bezerra e seu magote. Assim temos a dimensão da rede de informações que Lampião dispunha.
Também da sede de Porteiras foi possível ouvir a intensa troca de tiros, e um contingente de 50 pessoas – incluindo dois filhos de Chico, seu genro, populares, e membros do destacamento policial – rumaram para Guaribas, acreditando que era Lampião o responsável por perpetrar o ataque; grande surpresa tiveram ao se deparar com verdadeiros bandidos fardados sitiando o casarão, mas ainda assim endossaram a resistência. Os que já estavam no imóvel eram muito habilidosos com as armas, prova disso é que antes da chegada dos reforços, estavam dando combate cerrado, de modo que as 16:00, Antônio da Piçarra conseguiu meios de tirar Chico daquela peleja, no que foi rechaçado pelo Coronel de Guaribas, que afirmou que dali não sairia, tamanha eram a afronta que estava sofrendo, Chicote perdeu assim sua última chance de salvação.
As 17h chegaram no local volantes do Pernambuco e da Paraíba, esta última reforçada com a participação e comando de Sinhô Salviano; a combatividade de Chico era tão grande, que mesmo após a fuga de boa parte de seus aliados, estando acompanhado de pouquíssimas pessoas, dentre elas o fidelíssimo Mané Caipora, causou sérios estragos nas forças policiais, que somavam um troço de mais de 200 homens. Chicote corria em cada porta e janela do imóvel, dando a impressão de que várias pessoas estavam atirando, e assim afastando os invasores.

O DESFECHO

Após 31 horas de combate, às 14h do dia 02 de Fevereiro de 1927, baleado no maxilar inferior, no braço esquerdo e com o tiro fatal no tórax, Chicote foi encontrado de joelhos, amparado na parede, na posição de atirar e ainda com uma bala na agulha. Estava completamente escura a sua pele do rosto, mãos e braços, por efeito das horas de disparos por ele executados, e naquele momento Sinhô Salviano executou sua vingança pela morte do cunhado, encravando na axila esquerda de Francisco um punhal, configurando semelhante ferimento ao que Chico havia causado em José Franco.
A atuação da família de Chico neste caso, causo imensa estranheza na época, e ainda causa atualmente. A família Chicote era influente na região, de modo que Quinco Chicote era chefe político de Brejo Santo, e dispunha de aliados em toda a redondeza, ainda assim, o mesmo não enviou ajuda ao irmão sitiado, e nem autorizou que coronéis como Isaias Arruda, de Missão Velha, socorressem o atacado. Foi também um sobrinho de Chico quem guiou os assassinos do tio até sua casa, e há indícios de que a atuação de Zé Bezerra era de conhecimento do presidente do estado, Moreira da Rocha, tendo existido influência da família no pedido de intervenção do governador. Tais fatos, deveras escandalosos, são decorrentes de intrigas e desavenças de Chico com os seus familiares, mas houve e há quem diga que o coronel de Guaribas, independente dos dissabores, jamais deixaria de socorrer os parentes e amigos, imagine então conspirar contra eles.
Após a morte de Chico, a propriedade foi totalmente devastada. Animais foram mortos, plantações incineradas, dinheiro, joias e tecidos foram roubados, e até as propriedades vizinhas foram atacadas. Na sede de Brejo Santo, os comandados de Zé Bezerra causaram o terror na população, principalmente nos parentes de Chicote.
Passado o tiroteio e a retirada das forças policiais, populares seguiram até Guaribas para resgatar feridos e o corpo de Chico Chicote. Mais de 20 baixas foram contabilizadas entre os membros da volante, que foram sepultados ali mesmo, fator que contribuiu com a fama de que o local tornou-se assombrado. Chicote foi velado na casa de seu irmão, Pedro Lucena, na Rua da Taboqueira, em Brejo Santo, tendo sido sepultado por volta das 9h do dia 03 de fevereiro no cemitério da mesma cidade. Dona Geracina, sua esposa, e sua filha, Josefa, também foram levadas até Brejo, onde foram amparadas.
Zé Bezerra foi assassinado em 10 de maio de 1937, envolvido em mais um caso escabroso, o do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto. Veríssimo Gondim foi morto em 26 de junho de 1932 – atingido pelas costas assim como fez com o Nêgo Marrocos – pelo coronel Raimundo Augusto Lima, suas últimas palavras teriam sido: “Que homem falso”. Suas ações foram questionadas na época, e hoje principalmente.
Ao fim de tão longo relato, convém destacar que este artigo não traz defesa a figura de Chico Chicote, e sim uma abordagem do uso da máquina pública e suas forças de repressão ao bel prazer dos coronéis e lideranças políticas, sendo inegáveis as permanências históricas de algumas destas práticas, infelizmente. Casos como o Fogo das Guaribas e o Caldeirão, trazem à tona as motivações que fundamentam a ojeriza de boa parte da população as forças policiais naquele período, sentimento este que ainda pode ser sentido. O casarão de Chico Chicote foi demolido no inicio dos anos 2000, e em memória de Antônio Grangeiro e dos outros que foram brutalmente assassinados junto a ele, foi erguido um mausoléu, que hoje corre risco de ser demolido.

FONTES:

  • MACEDO, JoaryvarImpério do
    Bacamarte. Fortaleza: Editora UFC, 1990.
  • ANSELMO, Otacílio. A Tragédia de Guaribas. Itaytera, Crato, 1972.

COMO CITAR:

JÚNIOR, Roberto. O Fogo das Guaribas – A tragédia de Chico Chicote. Juazeiro do Norte, 12 jun. 2019. Disponível em: https://cariridasantigas.com.br/o-fogo-das-guari…de-chico-chicote/. Acesso em: 12 jun. 2019.

Agradecimentos especiais a Alexandre Medeiros e sua família, que gentilmente nos receberam em sua casa e nos guiaram até o local do Fogo das Guaribas, e a Bruno Yacub, pela parceria e empenho na causa.

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A EDIFICAÇÃO QUE LAMPIÃO FICOU EM JUAZEIRO DO NORTE/CE - CANAL CANGAÇO EM FOCO

 Por Cangaço em Foco

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ANTONIO DA PIÇARRA

 Por Cangaço pelo Nordeste Brasileiro


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LUTERO LUÍS E PELÉ.

 


Ao fundo o saudoso ator Lutero Luís atrás de Pelé, em um filme de 1971. Lutero Luís ficou esquecido. Mas pra mim foi um ótimo ator. 1931-1990.

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

LIVRO

   Por José Mendes Pereira

Você leitor, e eu, vamos participar do casamento de José Ferreira da Silva (Santos) com a dona Maria Sulena da Purificação (Maria Lopes) pais dos irmãos Virgolino Ferreira da Silva, Antonio Ferreira da Silva, Levino Ferreira da Silva e Ezequiel Ferreira Silva.

Vamos chegar devagarinho! Pés às alturas, como se nós estivéssemos flutuando em um picadeiro de circo, silêncio total, sem pigarrearmos em momento algum, para vermos o que irá acontecer durante esta união familiar. Não se preocupe, os irmãos Ferreiras não estão aqui entre nós, eles ainda irão nascer, primeiro Antonio Ferreira, depois Levino Ferreira, depois Virgolino Ferreira e por último (dos homens) Ezequiel Ferreira da Silva.

O casamento destes famosos e futuros pais de 4 cangaceiros você irá adquirir toda história no livro: "Lampião a Raposa das Caatingas", do escritor e pesquisador do cangaço José Bezerra Lima Irmão - a partir da página 70.

Esta maravilhosa obra você irá encontrá-la através deste e-mail: franpelima@bol.com.br, com Francisco Pereira Lima, o professor Pereira, lá de Cajazeiras no Estado da Paraíba.

A maior obra já escrita até hoje sobre cangaço, e sobre a família Ferreira, do afamado Lampião.

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Fotos:

1 - Livro: "Lampião a Raposa das Caatingas";

2 - José Ferreira da Silva e Maria Sulena da Purificação os pais de Lampião;

3 - O autor do livro José Bezerra Lima Irmão.

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LIVRO

   Por João de Sousa Lima

Saiu a 2ª tiragem do livro Terra de Brava Gente..... A história da Cangaceira Dulce....para adquirir: direto como autor - 75-988074138 ou supermercado Suprave e hotéis San Marino e Bellavista.

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LIVRO

  Por Luma Hollanda

Gratidão a Deus e a todos que compareceram ao lançamento do meu 3⁰ livro, na Livraria do Luiz. "Lugares de Memória" do Cangaço, reuniu familiares e amigos que estavam tão distantes! Um beijo no coração de cada um.



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NOVO LIVRO DO ESCRITOR E PESQUISADOR DO CANGAÇO JOSÉ BEZERRA LIMA IRMÃO.

 Por José Irari

Prezados confrades estudiosos e pesquisadores do tema nordeste e cangaço!! Novo livro do renomado escritor José Bezerra Lima Irmão!! Desta vez sobre Maria Bonita, recomendo sem medo de decepcionar... escritor de pesquisas honestas e fundamentais para estudos do tema. Adquirir meu exemplar via professor Francisco Pereira Lima. Desde já, parabéns nobre amigo José Bezerra Lima Irmão. 

Que venham outros trabalhos!

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O TERRÍVEL CANGACEIRO MORENO ...

 Por Helton Araújo

https://youtu.be/7flrIY5FuVI

Conhecem a história de Antônio Ignácio da Silva vulgo Moreno ?

Ele foi um dos cangaceiros mais perigosos e cruéis do bando de Lampião. Sobreviveu ao cangaço depois de passar por inúmeros combates em uma vida regada a muita violência, sofrimento e sangue.

Para assistir o vídeo basta clicar no link que está abaixo. Ajude o canal deixando o seu like e comentando no vídeo, desde já agradeço.

https://youtu.be/7flrIY5FuVI

 https://www.facebook.com/groups/414354543685373

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COMUNICADO IMPORTANTE !

 Por Helton Araújo

Devida a alguns problemas envolvendo questões de saúde com alguns familiares, além da difícil tarefa de conciliar os trabalhos na farmácia, canal e área social, venho através deste informar que não teremos mais as lives do " EU, VOCÊ E O CANGAÇO " neste ano, podendo claro, no mês de dezembro caso o quadro mude, voltarmos a programação. Porém até no momento a previsão é de retorno apenas em janeiro de 2023.

Peço desculpas a todos, mas as dificuldades são grandes e o tempo não vêm sendo suficiente para todas as obrigações.

Espero que me entendam e saibam que o motivo para eu continuar trazendo os vídeos aqui no canal são vocês, que sempre me dão força. Pois de fato a valorização em termos da plataforma e em números não compensam.

Seguimos no nosso compromisso inabalável de presevar e propagar a história do cangaço com respeito e imparcialidade.

Deus os abençoe.

Att : Helton Araújo

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ESTADO DE SAÚDE DE PELÉ - COMO ESTÁ A SAÚDE DE PELÉ HOJE, 01/12? Veja últimas notícias sobre o tratamento de câncer do 'Rei do Futebol'

 Cadastrado por Julianna Valença

Pelé voltou a ser internado, mas está com quadro estável, segundo os médicos responsáveis - FOTO: GLOBO/REINALDO MARQUES.

Consagrado mundialmente como o 'Rei do Futebol', o craque brasileiro Pelé enfrenta problemas de saúde; veja seu estado de saúde hoje, 01/12.

Com informações da AFP

Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, de 82 anos, é um dos maiores ídolos nacionais. Consagrado mundialmente como o 'Rei do Futebol', o craque brasileiro enfrenta problemas de saúde.

PELÉ: CONHEÇA A TRAJETÓRIA DO REI DO FUTEBOL

SAÚDE DE PELÉ 

Pelé foi internado no hospital Hospital Albert Einstein de São Paulo para regular seu medicamento para tratamento contra o câncer, informou nesta quarta-feira (30) nas redes sociais Kely Nascimento, filha do ex-jogador.

"Meu pai está internado, está regulando medicamento. Não tem surpresa nem emergência", escreveu Kely em sua conta no Instagram.

"Eu não estou pulando num voo para correr lá. Os meus irmãos estão no Brasil visitando e eu vou no Ano Novo", acrescentou a filha de Pelé, que vive nos Estados Unidos.

O 'Rei', de 82 anos, visita periodicamente o hospital para receber quimioterapia como parte do tratamento de um câncer detectado em setembro de 2021. Ele foi submetido então a uma cirurgia para remover um tumor no cólon detectado em exames de rotina.

Nos últimos dias, Pelé se mostrou ativo nas redes sociais, seu meio de comunicação habitual, desejando sorte e acompanhando os jogos do Brasil na Copa do Mundo do Catar.

NOTÍCIAS DO PELÉ HOJE, 01/12

Segundo o último boletim médico divulgado pela unidade de saúde, Pelé está estável e se mantém capaz de realizar suas funções vitais.

“Edson Arantes do Nascimento foi internado para uma reavaliação do tratamento quimioterápico do tumor de cólon identificado em setembro de 2021. Após avaliação médica, o paciente foi levado a um quarto comum, sem necessidade de internação em uma unidade semi-intensiva ou UTI. O ex-jogador está com pleno controle das funções vitais e condição clínica estável”, informou o hospital.

https://jc.ne10.uol.com.br/cultura/2022/12/15133037-como-esta-a-saude-de-pele-hoje-01-12-veja-ultimas-noticias-sobre-o-tratamento-de-cancer-do-rei-do-futebol.html

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OPINIÃO MARIA BONITA

 Por Ângelo Cibela




Há gestos marcantes que definem a beleza espiritual da Vida. E, contrapondo-se ao conceito geral, há atitudes que possuem a força maga de produzir milagres.
 
A própria psicologia profunda imerge ante as renovações constantes da vida. Maria Bonita, no gesto louvo de defesa de seu amado, produziu o milagre da transfiguração do espírito sobre a matéria.
 
O seu gesto urdiu um poema de encantamentos e um cântico aos imperativos do coração. Se o seu gesto heroico fosse marmorizado, Rodim, o gigante da escultura, ao certo, teria revelado a sua obra-prima.
 
Nem os fenômenos dramáticos da miséria social conseguem obumbrar o gesto de Maria Bonita que, na sublimidade intencional de seu amor, superou em relevo e importância a história amorosa de Balzac, Dumas e outros.
 
Ressurreição admirável em que a fera se transforma e assinala a sensibilidade dos grandes corações. Salomão em seus cânticos disse que “o amor é mais forte do que a morte”.
 


O seu amado era o seu amor e a morte cedeu o seu trono à glorificação de uma força maior.

Se Stendhal e Ingenieros tentassem compreender esse traço vertiginoso de beleza ante a policromia adusta de um cenário selvagem, ao certo a “cristalização do amor” teria outros foros e as cartas desapareceriam ante a igualdade fundamental das manifestações humanas.
 
E Maria Bonita teve a máxima ventura, rara aos amantes, de alar o seu espírito para as alturas de mãos dadas com o seu companheiro, razão única de seu viver.
 
E — senhores meus — isolando o fato, circunscrevendo-o à análise psicológica do amor, sejamos cavalheiros e no longo gesto medieval, saudemos Maria Bonita como o símbolo agreste do sacrifício.



Ela, Maria Bonita, é a encarnação admirável do amor que não conhece fronteiras e nem decálogos.

Mais forte do que a morte, esculpiu sua própria eternidade, testando à posteridade um traço luminoso de excepcional beleza.
 
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*Nota de Archimedes Marques, (01 de junho de 2011):

- O esplendor de texto assinado pelo jornalista Ângelo Cibela em 1938, para o CORREIO DE ARACAJU (jornal extinto há muito tempo) fora capturado com a autorização do escritor sergipano, Antonio Corrêa Sobrinho, autor do livro “O fim de Virgulino Lampião – O que disseram os JORNAIS SERGIPANOS”2ª edição, páginas 137/138, que rompeu meses de trabalho de pesquisa debruçado nos velhos arquivos da nossa Aracaju e além fronteiras para trazer ao público as pertinentes matérias jornalísticas de Sergipe, no período pós-morte de Lampião, em trabalho exaustivo que por certo servirá de parâmetro e ajuda em novos livros, de novos ou velhos autores, sobre esse tema que canta e encanta e que é sem sombras de dúvidas, de inesgotáveis fontes, jamais saturado, sempre em busca da verdade absoluta dos fatos que marcaram para sempre a história nordestina.

Não só recomendo a leitura do livro, como entendo ser necessário colecionar a referida obra na sua biblioteca, como sendo de excelente fonte de pesquisa e aprendizado, para tanto, sugiro a sua aquisição através do contato via endereço de e-mail com o autor Antonio Corrêa Sobrinho: tonisobrinho@uol.com.br 

Atenciosamente
Archimedes Marques

http://lampiaoaceso.blogspot.com/search/label/Antonio%20Corr%C3%AAa%20Sobrinho

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FIM DE MÊS

 Clerisvaldo B. chagas, 1 de dezembro de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.807

Chega o final do mês de novembro, como foi previsto pelos espíritas “tudo vai mudar”, E não somos nós apenas que estamos notando as mudanças no mundo, principalmente sobre o tempo. Novembro, o mês dos ventos para nós do sertão, este ano não aconteceu tantos ventos fortes assim. Final de outubro, quis ensaiar os sopros consistentes, mas ficou por aí. E também sobre a secura do mês que geralmente não chovia e que poderia acontecer ou não uma trovoada, foi diferente. Um mês praticamente chuvoso com alternância dos dias, mas coisa nunca vista por aqui. Hoje mesmo, dia 30, o dia foi nublado com pancadas de chuvas e aspecto de inverno em algumas horas do dia. Quer dizer, tudo está bem diferente após os castigos divinos do Covid 19.

Em várias horas do período, vamos dar uma espiada na rua e até nos causa arrepios. Nem uma viva alma, nem um gato, nem um bicho... E retornamos ao interior da residência pensando: “Será que estamos sozinhos no mundo?”. Tudo, tudo de fato diferente. Quanto ao tempo para o campo, uma riqueza, coisa nunca vista pelos mortais de mais de 70 anos de zona rural. Por algumas poucas horas, os jogos da copa conseguem quebrar a monotonia que se abate pela urbe. E nem presta para engendrar ideias de como será o mês de dezembro na situação temporal da Terra, mas para esquecer as diferenças existenciais, podemos prever boa movimentação financeira no período natalino, com aquelas mesmas esperanças que insuflam a consciência no aniversário de Jesus.

E se os jogos da copa, não só do Brasil, mas de todas as seleções vão mostrando suas curiosidades, também correndo as lembranças dos jogos do interior; nas ruas, nos campinhos, nos areais do rio seco Ipanema. Bola cobrindo o adversário, era lance chamado “banho de cuia”. Bola passando por entre as pernas do oponente era drible “por debaixo da saia” e, bola por um lado e alcance por outro, chamava-se “arrodeio”. Estamos traduzindo o ontem do hoje, respectivamente: ‘chapéu”, “caneta” e “drible da vaca”, será que deu para entender? Estar bem pertinho de terminar essa euforia da copa. Será que a monotonia pós-Covid retorna ou vamos continuar levando da Natureza o drible da vaca?

Paciência, Zé.



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AS ARMAS DE FOGO NO CANGAÇO

 Por fatos na História

https://www.youtube.com/watch?v=Ujjbbkz4Oq4&ab_channel=FatosnaHist%C3%B3ria-Canga%C3%A7oeNordeste

Conheça aqui as armas de fogo que foram utilizadas durante o cangaço no nordeste brasileiro. Referências: ."As armas dos cangaceiros nordestinos", por Luan Kowalski .Mundo das Armas .Sala de Armas Fotos: Site "Mundo das Armas"

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quarta-feira, 30 de novembro de 2022

MARIA BONITA


O destino de cada pessoa,
Na terra ninguém risca.
E nem se pode alterar.
E nem mudar a escrita.
O plano já tá traçado,
Cada um dar seu recado,
E na história ela fica.
Na malhada da caiçara,
No município de glória.
Ninguém jamais imaginou,
Que lá teria uma história.
Que ia ter uma dimensão,
E ia mecher com o sertão,
E espalhar no mundo afora.
Em mil novecentos e onze,
A oito de março nasceu.
Uma menina morena,
No sertão apareceu.
Numa casinha singela,
Uma menina bela,
Seus pais a recebeu.
Os seus pais não imaginava,
Que destino ela teria.
Se trazia com ela tristeza,
Ou se trazia alegria.
Isso o futuro ocultava,
Sua vida tava traçada,
E o tempo revelaria.
Maria Gomes de Oliveira,
Foi o nome que deram a criança.
Maria,nome da Santa,
Que Gera a esperança.
O nome da mãe de Jesus,
Que foi morto na cruz,
Ela recebeu por herança.
Ela cresceu ficou formosa,
E logo virou uma mulher casada.
E seu nome ganha um acréscimo,
Maria de Déa, era chamada.
Assim era conhecida,
Por vizinhos e amigas,
Assim era apelidada.
Mas ,o casamento não deu certo,
Ela para casa dos pais voltou.
Era para se cumprir o roteiro,
Que o destino traçou.
Um dia um cidadão,
Apelidado de lampião,
Em sua casa chegou.

Aqui começa um romance,
O qual o destino pois um laço.
Maria ganha outro apelido,
Ao lado rei do cangaço.
Maria bonita era chamada,
A sua história traçada,
No sertão tem seu espaço.

Sou um poeta amador.
Que gosta de fazer rima.
Quem conhece bem essa história,
E o escritor João de Sousa Lima.
Junto com outros escritores,
Que são pesquisadores,
Do cangaço da caatinga.

Autor.
Cleumir Ferreira

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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