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terça-feira, 11 de abril de 2023

COITEIROS DE LAMPIÃO - PARTE I

 Por Rei Dos Cangaceiros

01- Antonio da Piçarra, 02 - Rosalbo Marinho, 03 - Mané Félix - 04 - Adauto Félix

03 - Mané Félix - O que lhe disse Lampião: Manoel Félix, Lampião encontrou com ele levando uns gados no meio da estrada, na ida pra Angico e pediu pra ele levar grandes volumes de carne no outro dia, e disse-lhe: " três coisas para se viver muito, ver, ouvir e calar"

Padre Cicero e Benjamim Abrão Callil Botto

José Pereira de Princesa-PB, e seus cabras.


Eronides de Carvalho, Governador de Sergipe.

Antonio Linard

Quando na Serra do Mato; famosa fazenda do grande Cel. Santana, de Missão Velha/CE, o Capitão Lampião precisou de um ferreiro para limpar/lubrificar seu armamento, foi logo que trouxeram a sua presença o jovem Antonio Linard.

Ao final do trabalho realizado, o mesmo não cobrou nada ao Capitão Lampião. Esse último perguntou-lhe, qual seria o seu maior desejo ? O jovem ferreiro respondeu: seria adquirir um "Torno mecânico", que á época era muito caro.

O líder cangaceiro fez passar por entre seus cabras, o chapéu da aba virada e ali cada um colocou a justa paga; desse episódio nasceu a história do primeiro torno das Indústrias Linard, um dos mais tradicionais grupos empresariais de Missão Velha/CE.

Torno mecânico de seu Antonio Linard

Seu Arlindo 

Arlindo residia no povoado Várzea, entrada do Raso da Catarina e foi nessa localidade que ele conheceu Lampião e seu grupo, era um menino de 7 anos deparou-se com Lampião, na estrada. Este lhe pediu que subisse na lomba do seu cavalo e o levasse até sua casa. Lá o ri do cangaço conheceu seu Avô João da Varje e seus pais Quinca e Aristéia e a partir deste encontro a sua residência passou a servir de coito e era sempre um dos lugares preferidos pelos cangaceiros para realizarem os famosos bailes. Ele foi casado com dona Nina, irmã do cangaceiro Bananeira.


Audálio Tenório, CHEFE POLITICO, de Águas Belas-PE, ex DEPUTADO ESTADUAL e amigo fiel de Lampião por 8 anos, até a morte de Lampião. ( o quinto de branco, da esquerda do vídeo)


Coiteiro Joca Bernardes

João de Almeida Santos, o Joca Bernardes. falou ao Sargento Aniceto que arrochasse Pedro de Cândido, que ele sabia onde estava o cego, (Lampião).

Coronel Petronilo de Alcântara Reis

Quando em 1928 Lampião cruzou o Rio São Francisco, saindo de Pernambuco pra Bahia, um dos primeiros contatos foi com o coronel Petronilo de Alcântara Reis "Coronel Petro". Petro era o chefe político de Santo Antônio da Glória, cidade hoje submersa pelas barragens do Rio São Francisco.

Vários livros contam que a amizade de Lampião com o coronel foi desfeita porque o coronel traiu Lampião, teriam os dois uma sociedade em terras e aninais.

Quando houve a batalha que morreu Ezequiel, irmão mais novo de Lampião, fato acontecido na Baixa do Boi, em Paulo Afonso, Lampião encontrou em um dos bolsos de um policial morto no combate, um bilhete do coronel endereçado ao comandante da volante e o bilhete falava dos esconderijos dos cangaceiros.

Lampião arquitetou sua vingança incendiando em torno de 18 fazendas do coronel. Começando de Glória, cruzando o Raso da Catarina, Lampião tocava fogo e matava os animais.


Ex-deputado estadual, chefe político de Águas Belas-PE, Audálio Tenório, amigo fiel de Lampião por oito anos.


Firmina Maria da Conceição nasceu em 1905, no povoado “Poços”, uma das fazendas que se situava às margens do Raso da Catarina e foi incluída por Lampião nos seus trajetos como rota secreta e segura, favorecendo sua passagem em direção aos povoados Malhada da Caiçara, São José, Santo Antônio, Várzea, Riacho e todo o estado Sergipano.

O primeiro filho de Firmina acabara de nascer no meio daquele mundo inóspito e primitivo, tendo por testemunha apenas a população resumida de cinco famílias simples. Presente naquele momento de perpetuação da vida estava o sogro Faustino, dona Clara, Batista, Maria de Zeca e Zé Antônio. Cabocla completou quinze dias de resguardo e como de costume acordou cedo e foi fazer a visita matinal na casa da amiga Clara. O que aquela manhã havia lhe reservado de surpresa a acompanharia pelo resto da vida. Na sala da residência de dona Clara, Cabocla parou extasiada diante do que seus olhos contemplaram. 

Muitas vezes ouvira falar de Lampião, porém, jamais imaginaria ficar diante daquela figura real. Uma voz que mais parecia o som de um trovão quebrou o silêncio que se abatera naquele cubículo abarrotado de cangaceiros:

- Tá cum medo?

Diante de toda expectativa a resposta saiu:

- Não!

- Você sabe cunzinhar?

- Sei!

Cabocla rememora sua amizade com Lampião. Com este pequeno diálogo começaria uma grande amizade entre Cabocla e Lampião. Neste dia Cabocla preparou um verdadeiro banquete para os cangaceiros.

Os Poços passaria a ser um dos principais esconderijos do Rei do Cangaço. Os coitos que cercavam os Poços e foram utilizados pelos cangaceiros onde permaneciam por dias e dias arranchados, foram: Saco da Palha, Sítio do Sabino, Malhada Bonita, Quixabeira e Serrotinho.

No princípio Cabocla não contou aos pais do encontro que tivera com Lampião.

Como as visitas de Lampião foram ficando muito frequentes Cabocla teve que pedir ajuda a amiga Lúcia de Sabino para ajudá-la a cozinhar. 

Depois Lúcia se encarregou da cozinha e Cabocla da lavagem das roupas, uma árdua tarefa, tendo em vista que as roupas eram lavadas na casa dos pais, no povoado São José e eram escondidas por causa do forte cheiro que ficava, pela quantidade de perfume que os cangaceiros usavam. Cabocla tinha que adentrar alguns metros no mato temendo ser descoberta pelas volantes policiais.


Sabendo dos rumores que Lampião estava nas redondezas, meu pai José Tibúrcio da Silva, ao viajar para Queimadas mandou que minha mãe, Marcionília Pinho da Silva, fosse dormir na casa do cunhado (Martinho Pereira da Silva) que ficava perto, eu Germinia Pinho da Silva tinha apenas seis meses de idade. José Tibúrcio da Silva como proprietário da Fazenda Paraíba, transportava daqui peles de ovinos, bovinos e caprinos que levava para Queimadas pois lá havia um curtume que era do Coronel Vicente Ferreira da Silva, que era primo de José Tibúrcio da Silva. Ao chegar lá ele deixava as peles para serem curtidas e as que já estavam curtidas ele pegava para trazer, completando a carga com sacas de café que vinham de Jacobina para Queimadas.

Meu pai era dono de uma tropa de oito burros, sendo seu tropeiro o Senhor Higino morador da Fazenda Roda, ao chegar aqui na Vila do Raso, como era conhecido na época, meu pai tinha que ir prestar contas ao Coronel Vicente Ferreira da Silva, pois era ele que dava os fretes para meu pai conduzir. Foi no período desta viagem que Lampião chegou em João Vieira arraial de Araci, no mês de Dezembro de 1928, procurou saber quem era fazendeiro e quem tinha tropas de burros, alguém que se dizia ser amigo de meu pai informou a Lampião sobre meu pai e Lampião mandou o cangaceiro Corisco ir até a Fazenda Paraíba guiado por esta pessoa, pois não sabiam onde era a Fazenda, ao chegar não encontrando ninguém colocaram fogo na casa.

Quando foram cinco horas da manhã, pois eu acordava muito cedo para comer, minha mãe chamou as meninas para ir tirar leite das cabras, pois eu só tomava leite de cabra, ela me levava nos braços, ao chegar na malhada ela avistou o fogo em cima da casa e logo viram os cangaceiros com os fuzis, os burros amarrados e etc.

Ela respeitando os cangaceiros não seguiu, pediu que uma das meninas que ela criava que voltasse na casa do meu tio Martinho para chama-lo para poder encorajá-la, pois ele ia enfrentar eles, ao chegar trazendo consigo nos braços o garoto José Brígido da Silva (Zeles) que tinha apenas dois anos e dois meses de idade, ele se reuniu com minha mãe que estava comigo nos braços, ao se aproximar da fazenda ela avista a fumaça em cima do telhado, pois eles já tinham arrombado a porta e entrado, pegado dinheiro, peças de tecido de seda, saquearam a casa e depois pegaram querosene, que na época meu pai comprava querosene em lata, destelharam a cumeeira da casa ensoparam com o querosene e puseram fogo.

O NOSSO BLOG CONTINUARÁ AMANHÃ COM MAIS COITEIROS.

Fonte: facebook
Página:  Rei Dos Cangaceiros
Link: https://www.facebook.com/virgulinoferreira.ferreira.5?fref=photo

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segunda-feira, 10 de abril de 2023

VIOLA, RIMAS E VERSIFICAÇÕES.

 Por José Mendes Pereira


Amigo leitor, se você é amante do som da viola e gosta de rimas e versificações, acesse o blog do poeta José Di Rosa Maria. Não deixa de acessá-lo. Você irá conhecer os seus poemas, sonetos e mais outros trabalhos.

Aqui o link do seu blog: 

www.cadenciapoetica.com.br

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LIVRO

 


O destino de cada pessoa,
Na terra ninguém risca.
E nem se pode alterar.
E nem mudar a escrita.
O plano já tá traçado,
Cada um dar seu recado,
E na história ela fica.
Na malhada da caiçara,
No município de glória.
Ninguém jamais imaginou,
Que lá teria uma história.
Que ia ter uma dimensão,
E ia mecher com o sertão,
E espalhar no mundo afora.
Em mil novecentos e onze,
A oito de março nasceu.
Uma menina morena,
No sertão apareceu.
Numa casinha singela,
Uma menina bela,
Seus pais a recebeu.
Os seus pais não imaginava,
Que destino ela teria.
Se trazia com ela tristeza,
Ou se trazia alegria.
Isso o futuro ocultava,
Sua vida tava traçada,
E o tempo revelaria.
Maria Gomes de Oliveira,
Foi o nome que deram a criança.
Maria,nome da Santa,
Que Gera a esperança.
O nome da mãe de Jesus,
Que foi morto na cruz,
Ela recebeu por herança.
Ela cresceu ficou formosa,
E logo virou uma mulher casada.
E seu nome ganha um acréscimo,
Maria de Déa, era chamada.
Assim era conhecida,
Por vizinhos e amigas,
Assim era apelidada.
Mas ,o casamento não deu certo,
Ela para casa dos pais voltou.
Era para se cumprir o roteiro,
Que o destino traçou.
Um dia um cidadão,
Apelidado de lampião,
Em sua casa chegou.

Aqui começa um romance,
O qual o destino pois um laço.
Maria ganha outro apelido,
Ao lado rei do cangaço.
Maria bonita era chamada,
A sua história traçada,
No sertão tem seu espaço.

Sou um poeta amador.
Que gosta de fazer rima.
Quem conhece bem essa história,
E o escritor João de Sousa Lima.
Junto com outros escritores,
Que são pesquisadores,
Do cangaço da caatinga.

Autor.
Cleumir Ferreira

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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LIVRO

 

Peça através do g-mail:

rostandmedeiros@gmail.com

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LIVRO

     Por Sálvio Siqueira


No dia 3 de setembro de 2016 será lançado, em Serra Talhada - Pe, mais uma obra prima da literatura sertaneja, intitulado 'O PATRIARCA', o livro nos traz a notória história do cidadão "Crispim Pereira de Araújo", que na história ficou conhecido como "Ioiô Maroto", contada pela 'pena' do ilustre amigo venicio feitosa neves

Crispim Pereira de Araújo (Ioiô Maroto) 

Sendo parente de Sinhô Pereira, chefe de grupo cangaceiro e comandante dos irmãos Ferreira, conta-nos o livro, a história que "Ioiô Maroto" foi vítima de invejas e fuxico. Após sua casa ter sido invadida por uma volante comandada pelo tenente Peregrino Montenegro, da força cearense.

Sinhô Pereira

Sinhô Pereira deixa o cangaço, não sem antes fazer um pedido para o novo chefe do bando, Virgolino Ferreira da Silva o Lampião e o mesmo cumpre o prometido.


Além da excelente narração escrita pelo autor, teremos o prazer e satisfação de vislumbrar rica e inédita iconografia.

Não deixem de ter em sua coleção particular, mais essa obra prima literária.

Adquira através deste e-mail: 
franpelima@bol.com.br

https://www.facebook.com/groups/545584095605711/675945445902908/?notif_t=group_activity&notif_id=1471274094349578

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LIVRO

   Por José Bezerra Lima Irmão

Diletos amigos estudiosos da saga do Cangaço.

Nos onze anos que passei pesquisando para escrever “Lampião – a Raposa das Caatingas” (que já está na 4ª edição), colhi muitas informações sobre a rica história do Nordeste. Concebi então a ideia de produzir uma trilogia que denominei NORDESTE – A TERRA DO ESPINHO.

Completando a trilogia, depois da “Raposa das Caatingas”, acabo de publicar duas obras: “Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste” e “Capítulos da História do Nordeste”.

Na segunda obra – Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste –, sistematizei, na ordem temporal dos fatos, as arrepiantes lutas de famílias, envolvendo Montes, Feitosas e Carcarás, da zona dos Inhamuns; Melos e Mourões, das faldas da Serra da Ibiapaba; Brilhantes e Limões, de Patu e Camucá; Dantas, Cavalcanti, Nóbregas e Batistas, da Serra do Teixeira; Pereiras e Carvalhos, do médio Pajeú; Arrudas e Paulinos, do Vale do Cariri; Souza Ferraz e Novaes, de Floresta do Navio; Pereiras, Barbosas, Lúcios e Marques, os sanhudos de Arapiraca; Peixotos e Maltas, de Mata Grande; Omenas e Calheiros, de Maceió.

Reservei um capítulo para narrar a saga de Delmiro Gouveia, o coronel empreendedor, e seu enigmático assassinato.

Narro as proezas cruentas dos Mendes, de Palmeira dos Índios, e de Elísio Maia, o último coronel de Alagoas.

A obra contempla ainda outros episódios tenebrosos ocorridos em Alagoas, incluindo a morte do Beato Franciscano, a Chacina de Tapera, o misterioso assassinato de Paulo César Farias e a Chacina da Gruta, tendo como principal vítima a deputada Ceci Cunha.

Narra as dolorosas pendengas entre pessedistas e udenistas em Itabaiana, no agreste sergipano; as façanhas dos pistoleiros Floro Novaes, Valderedo, Chapéu de Couro e Pititó; a rocambolesca crônica de Floro Calheiros, o “Ricardo Alagoano”, misto de comerciante, agiota, pecuarista e agenciador de pistoleiros.

......................

Completo a trilogia com Capítulos da História do Nordeste, em que busco resgatar fatos que a história oficial não conta ou conta pela metade. O livro conta a história do Nordeste desde o “descobrimento” do Brasil; a conquista da terra pelo colonizador português; o Quilombo dos Palmares.

Faz um relato minucioso e profundo dos episódios ocorridos durante as duas Invasões Holandesas, praticamente dia a dia, mês a mês.

Trata dos movimentos nativistas: a Revolta dos Beckman; a Guerra dos Mascates; os Motins do Maneta; a Revolta dos Alfaiates; a Conspiração dos Suassunas.

Descreve em alentados capítulos a Revolução Pernambucana de 1817; as Guerras da Independência, que culminaram com o episódio do 2 de Julho, quando o Brasil de fato se tornou independente; a Confederação do Equador; a Revolução Praieira; o Ronco da Abelha; a Revolta dos Quebra-Quilos; a Sabinada; a Balaiada; a Revolta de Princesa (do coronel Zé Pereira),

Tem capítulo sobre o Padre Cícero, Antônio Conselheiro e a Guerra de Canudos, o episódio da Pedra Bonita (Pedra do Reino), Caldeirão do Beato José Lourenço, o Massacre de Pau de Colher.

A Intentona Comunista. A Sedição de Porto Calvo.

As Revoltas Tenentistas.

Quem tiver interesse nesses trabalhos, por favor peça ao Professor Pereira – ZAP (83)9911-8286. Eu gosto de escrever, mas não sei vender meus livros. Se pudesse dava todos de graça aos amigos...

Vejam aí as capas dos três livros:


https://www.facebook.com/profile.php?id=100005229734351

Adquira-os através deste endereço:

franpelima@bol.com.br

Ou com o autor através deste:


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LIVROS - LITERATURA CANGACEIRA E NORDESTINA.

 Por Cangaçologia
https://www.youtube.com/watch?v=LvumQ3lzTks&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Uma pergunta frequente no canal e que agora respondo através desse vídeo, que nada mais é que uma formidável consultoria prestada pelo cangaceirólogo Professor Pereira (Cajazeiras/PB) a respeito das grandes obras já escritas sobre o fenômeno cangaço e Nordeste. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações. Forte abraço... Cabroeira! Atenciosamente: Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador do canal.

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USO DA PUA

Clerisvaldo B. Chagas, 10 de abril de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.861

Você sabe a diferença entre boiadeiro, vaqueiro, vaquejador, tangedor e vacorno? Já falamos sobre isso em um dos nossos trabalhos, mas surgiram dúvidas entre marceneiro, carpinteiro e carapina, também chamado carpina. Esta última palavra fomos ouvi-la pela primeira vez na zona rural. Aí embolou o meio de campo como dizem os aficionados ao futebol, porque alguém pode dizer que todos são a mesma coisa. Existe, porém, uma distinção interessante.  Todos três mexem com a madeira, mas de formas diferentes, vamos a elas:

Marceneiro: profissional que trabalha com madeira confeccionando móvel e fazendo consertos. Hoje em dia também recebe a denominação de moveleiro.

Carpinteiro: Profissional da madeira cujo trabalho está relativo à madeira usada em construção: vigas, escoras, caixas para concreto, e madeirame do teto, etc...

Carapina: Também chamado carpina, mas dizem que o nome correto é carapina que, aliás, é de origem indígena. O carapina trabalha principalmente no campo (zona rural) mexendo com madeira na construção de casa de taipa, por exemplo. Providencia a estrutura da casa como portas, janelas, paredes e teto relativos à madeira. Agem, portanto, como se fossem médicos, mas cada qual com sua especialidade. Quanto ao título da matéria, quem conheceu a pua? Instrumentos hoje obsoleto, usado pelos antigos profissionais da madeira e que servia para fazer furos manualmente. Hoje, substituída pelas furadeiras elétricas, ainda resiste por aí à fora.

A pua ficou famosa durante a Segunda Guerra mundial, quando os brasileiros a usaram no slogan contra os nossos inimigos: “Senta à pua!”. O que equivale a dizer que deveríamos usar todo o rigor sobre eles.

Não queremos dizer que os três profissionais da madeira não saibam sobre os serviços dos outros similares, pois, “quem não tem cão, caça com gato”, já diziam os antigos, todavia, “cada qual no seu quadrado”, fala a gíria hoje em voga.

A Igreja afirma que São José era um carpinteiro, portanto, pela divisória vista acima, o pai de Jesus dirigia seus trabalhos de madeira com destino às construções.

Ô Português complicado! Ou o complicado somos nós?

PUA (Foto).

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O CORDEL DE HOJE

Autor: José Di Rosa Maria


1
Que literatura é
Essa que influencia
Os artistas que o povo
Com amor reverencia
Concentrado na cadência
Da sua filosofia?
2
Será pelos seus quesitos:
Métrica, rima e oração?
Ou a força do enredo
Que tem chamado tenção
Da França, Estados Unidos,
Rússia, Espanha e Japão?
3
Por que universitários,
Filósofos e professores
Dessas universidades
Formadores de leitores
Estão afim e a fundo
Estudando seus valores?
4
Será que não é por que
Ela tem contribuído
Na educação do povo
E no país construído
Um legado valioso
Pelos críticos percebido?
5 Por que ela não saiu Da mente do pessoal Com a chegada do rádio, Da TV e do jornal E hoje na internet Tem seu espaço ideal? 6 Será que essa semente De nome literatura De cordel não pode ser Chamada de estrutura Da alfabetização No cenário da cultura? 7 Quem melhor falou ao povo De Antônio Conselheiro, Do Beato Zé Lourenço, Da guerra de Juazeiro E da saga do cangaço No nordeste brasileiro? 8 Do extermínio de índios, Do mal em nome da fé, Da escravidão dos negros Nas lavouras de café, E de quem mantém ainda Essa maldade de pé? 9 Será que tem quem supere Seu valor educativo? Seu merco de resistência, Seu papel informativo E o critério da força Do seu punho construtivo? 10 Não é por meio da qual Que os poetas criticam O poder quando preciso E também reivindicam Algo de bom para aqueles Que sempre por baixo ficam? 11 Na minha concepção Cheia de experiências, O cordel que simboliza A maior das resistências Migrou dos céus fictícios Pro reino das evidências. 12 E hoje é usado em Especialização, Em mestrado e doutorado Por quem tem ampla visão E por sua relevância.
Viva o CORDEL em ação! FIM

Enviado pelo poeta José Di Rosa Maria.

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CANGAÇO E NEGRITUDE

 Por Dr. Epitácio de Andrade

Depois de fantásticas incursões cordelísticas pelo universo do cangaço, com a publicação de “O Delegado que Virou Cangaceiro”, em março de 2008, e “Jesuíno, o cangaceiro Brilhante”, em maio de 2009, o poeta paraibano Gil Holanda lança “O Grande Encontro do Cangaceiro Jesuíno Brilhante com o Cabo Preto Limão,” que tematiza a interface do fenômeno do cangaço com o resgate histórico da negritude sertaneja.

Com leveza e firmeza, com suavidade e argúcia, a genialidade poética de Gil Holanda vai construindo, em sextilhas de cordel, esse “Grande Encontro” que corresponde ao maior conflito cangaceiro já ocorrido no Oeste do Rio Grande do Norte e fronteira paraibana, envolvendo o bando de Jesuíno Brilhante e o segmento étnico representado pela família Limão.


Minimizada nas abordagens da literatura sobre história do cangaço, o presente cordel contribui para reparar hiatos presentes na descrição da negritude do sertão, quando  afirma sua resistência ao recrutamento forçado para a Guerra do Paraguai(1865-70), a participação na Insurreição dos Quebra-quilos(1874-75) e o enfrentamento ao cangaço de Jesuíno Brilhante (1871-79).

A epopeia Brilhantes versus Limões, ocorrida nos territórios feudais sertanejos do Brasil imperial, está sintetizada nos versos do “Grande Encontro,” de Gil Holanda.

Deliciemo-nos, pois, com sua leitura. Mesmo “acaboclados”, como define alguns indigenistas e antropólogos, os membros da numerosa família Limão (arqui-inimiga de Jesuíno Brilhante) sempre foram tratados pela crônica do cangaço como “ Os negros Limões”.

Epitácio de Andrade Filho – Autor de A Saga dos limões-Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante

*Publicado em junho de 2011.

Enviado pelo autor através de e-mail.

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