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domingo, 4 de junho de 2023

CANINDÉ QUEIROZ, FUNDADOR DA GAZETA DO OESTE E DA RÁDIO GAZETA DO OESTE.

 Por José Mendes Pereira

Uma das figuras mais emblemáticas do jornalismo do Rio Grande do Norte, sem sombra de dúvida, foi o jornalista Francisco Canindé Queiroz e Silva, ou simplesmente Canindé Queiroz, como era mais conhecido em todo o Estado, e principalmente, em sua cidade de origem - Mossoró.

O jornalista esteve à frente de várias empresas na cidade, e algumas delas, fazia parte da sociedade, como por exemplo, FITEMA, que durante muitos anos, sustentou uma porção de funcionários nesta empresa de fiação e tecelagem.  

Fundou no dia 30 de abril de 1977, a GAZETA DO OESTE, um jornal no interior do Rio Grande do Norte, e posteriormente, fundou a Rádio Gazeta do Oeste. 

No dia  26 de maio de 1989 registrou o seu nome na Academia Mossoroense de Letras, Cadeira nº 32, sendo patrono patrono Manoel de Almeida Barreto.

Clique aqui: https://www.uern.br/museu/default.asp?item=museu-historia

Eu nunca fui funcionário do Jornal Gazeta do Oeste, mas, não por muito tempo, tive a oportunidade de fazer horas extras na gráfica daquele extinto jornal, e fui apresentado ao diretor Canindé Queiroz pelo então companheiro José Ferreira, posteriormente conhecido o "Ferreira da Gazeta", porque antes, na Casa de Menores Mário Negócio, nós fomos adeptos, e além do mais, trabalhamos na Editora Comercial S.A. Mas o tempo que passei no jornal, não passou de dois meses, e como meu auxiliar, eu tinha o amigo Alberto, irmão da professora Albinha, como era conhecida na educação, cuja, foi minha professora de português.

Ferreira da Gazeta. 

Desisti de continuar por lá, devido o horário de trabalho no jornal ser  a noite, e atrapalhava com a minha faculdade, e  durante o  dia, eu era funcionário da Editora Comercial. 

Tive também a honra de ser operador desta máquina, que em Mossoró, só existiam 4. Uma na Editora Comercial S.A. que eu a operava. Outra no jornal "Gazeta do Oeste" e duas no jornal O Mossoroense.

Esta máquina para quem teve a oportunidade de conhecê-la, disse Railton Melo, que foi uma das invenções mais maluca que Ottmar Mergenthaler desenvolveu em sua cabeça; Incrível! 

Mas mesmo com toda essa mecânica, eu desmontava quase tudo dela, para manutenção, e depois eu montava novamente sem sobrar nenhuma peça. 

Veja o que escreveu Wilian Robson sobre o famoso jornalista de Mossoró, o nosso conterrâneo Francisco Canindé Queiroz e Silva.

Memória. O que eu sei sobre Canindé Queiroz. Quem conviveu com Canindé, sabe que existiram duas figuras distintas: a destemida da coluna diária e a sensível do convívio

Por William Robson - abr 8, 2022

Na manhã do dia 7 de abril de 2022, data em que se celebra o Dia do Jornalista, tomo conhecimento da morte do jornalista Canindé Queiroz. Parte da minha vida jornalística foi ao lado dele, em diversas situações: como repórter, editor em vários segmentos, editor-assistente e diretor de redação do seu jornal, a Gazeta do Oeste. Não tenho como me dissociar da figura impressionante de Canindé. Inclusive, a Gazeta, que costumávamos grifar com letras maiúsculas (GAZETA), e vou continuar, foi minha primeira experiência enquanto profissional. Escola onde convivi também com outros grandes jornalistas.

Canindé Queiroz, em seu escritório, em 2002

A GAZETA se notabilizou por ser o “jornal de Canindé” e, ao mesmo tempo, por consolidar-se como relevante central de informações da sociedade mossoroense. Na página 5 do seu jornal, fundado em 1977, estava a coluna “Penso, Logo…”. Canindé abordava os mais diversos temas, em escrita elegante e recheada por seu conhecimento intelectual notável. A política era o carro-chefe do espaço de meia página na vertical que ocupava. E de lá saíram muitas polêmicas também, como a famosa coluna agredindo as freiras do Colégio Sagrado Coração de Maria. Não poupava nos palavrões e nos apelidos pejorativos contra aqueles que o contrariavam.

Estes episódios não foram suficientes para atenuar a façanha de Canindé em oferecer a Mossoró um jornalismo forte. E de oferecer a oportunidade a jovens que gostariam de seguir nesta atividade, antes mesmo do surgimento da faculdade de jornalismo. Cheguei na GAZETA em 1995, através de sugestão do jornalista Emerson Linhares, que deixara o diário e onde editava o caderno de cultura. Como já colaborava com o jornal, através de artigos sobre música e cinema, fui convidado. O editor-geral na época era o Pedro Carlos. E, com poucos dias de trabalho, deslumbrado e feliz, eu, com pouco mais de 20 anos, fui apresentado para Canindé Queiroz.

Quem conviveu com Canindé, sabe que existiam duas figuras distintas: a destemida da coluna diária e a sensível do convívio. Não admitia que ninguém agredisse os seus jornalistas. Era brincalhão e atencioso com todos.  Preocupado com os problemas de cada um. E sempre companheiro de dona Maria Emília. Mas, também exigia dedicação quase que exclusiva à GAZETA, coisa que todos faziam sem maiores dificuldades, afinal, a gente adorava aquilo tudo. Ás vezes, lembrava muito o Assis Chateaubriand, na biografia do Fernando Morais. “Chatô, o Rei do Brasil”, aliás, era um dos livros preferidos do jornalista.

Ao lado da esposa Maria Emília, e com padre Sátiro, Canindé celebra a primeira edição da GAZETA, em 1977

Enquanto fui editor, entre 2000 e 2002, tive convivência direta com ele. Aprendi muito observando as conversas, estratégias, perspicácia e discernimento de Canindé sobre os temas locais, sobremodo, os políticos. Constantemente recebia visitas em seu gabinete, onde eu, já na condição de editor-geral, passava boa parte do tempo discutindo os rumos do jornal, detalhes gráficos e linha editorial. Ele estava sempre entusiasmado e apostava em toda novidade que eu trazia dos congressos que participava pelo país. Orgulhava de sua equipe e de ter, segundo ele, “o melhor jornalista de política do RN” na época, o Carlos Santos.

Governadores, prefeitos, senadores, artistas nacionalmente conhecidos, jornalistas renomados, religiosos, ativistas, todos tinham de passar pelo escritório de Canindé Queiroz, caso pisassem na Terra de Santa Luzia. A influência de Canindé, num mundo sem internet, era imensa. O que ele publicava em sua coluna, ganhava repercussão instantânea e absurda, que estremecia a cidade, a ponto de provocar inveja aos melhores digital influencias atuais. A força de sua máquina de escrever espraiava pelo Estado.

Os anos 90 e início dos anos 2000 foram os mais emblemáticos para a GAZETA e para Canindé. Desafiador também, porque a internet estava começando e modificando as estruturas do jornalismo. Lembro que conseguimos transpor a GAZETA para a web, quando Canindé foi terminantemente contra. Ele não queria, mas apoiava. Depois, se rendeu. Mostrava-se encantando com a possibilidade de acessar bibliotecas antes inescrutáveis.

Foi neste período que o jornal foi segmentado. Até então, era um caderno apenas, de pouco mais de 20 páginas. Convencemos Canindé de que o período exigia que atendêssemos a públicos variados. Ele aceitou, na condição de que sua coluna não deixasse a “página 5 do primeiro caderno”. E assim aconteceu. Este espaço ficou tão marcado que outros jornalistas se espelharam e escolheram a página 5 como referência para as suas colunas. O que fazia a diferença não era só o espaço, mas o conteúdo também.

Este período foi marcante ainda pela qualidade da equipe que inovou no jornalismo impresso da época. De Esdras Marchezan a Ivonete de Paula. De Carlos Santos a Dorian Jorge Freire. De Julierme Torres a Paulo Linhares… Foram muitos. Sem falar de nomes do passado igualmente importantes, como Kleber Barros, Emery Costa, Milton Marques, Nilo Santos, Phabiano Santos, Renato Severiano, Gutemberg Moura, só para citar alguns.

Canindé estava sempre presente na redação e na diagramação, onde costumava brincar com todos da equipe, como Abel Rodrigues, Galdino, José Ferreira. À noite, escrevia a sua coluna, martelando a sua Olivetti. Praticamente, fechava o jornal, ao lado de Ferreira e o revisor. Muitas vezes, entrava a madrugada com a gráfica esperando apenas as suas notas. Do original o Canindé lia e relia por muitas vezes, riscando expressões e acrescentando trechos com caneta. Depois, Ferreira passava tudo para o computador e, enfim, para a impressão.

E  inegável a contribuição de Canindé Queiroz para o jornalismo mossoroense. Com a GAZETA e o “vetusto O Mossoroense”, como costumava se  referir ao jornal centenário de nossa cidade, o jornalismo local se transformou. Tudo o que vemos hoje  tem a parcela valiosa de Canindé Queiroz.

A geração de jornalistas formada na GAZETA aprendeu com Canindé. Sua escrita, a forma de fazer jornal, os incentivos, as críticas e os conselhos que extrapolavam a redação. A GAZETA encerrou suas atividades em 2016, após 38 anos de atuação, jornal que se confundiu com a vida de Canindé.

Como o jornalismo não é, mas está sendo (parafraseando Paulo Freire), em Mossoró, ele segue o espírito do fundador da GAZETA.

Abril sempre foi um mês que esperávamos com expectativa na redação pelo aniversário do seu jornal. Este mês agora se eterniza celebrando o jornalismo, a GAZETA e Canindé Queiroz. E, por isso, sempre estará vivo!

https://williamrobson.com.br/o-que-eu-sei-sobre-caninde-queiroz/

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OS SE DO SERTÃO

Clerisvaldo B. Chagas, 1 de junho de 2023

Escritor símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.896

Se o galo cantar fora de hora, é moça fugindo de casa. Se a sombra do sol estiver abaixo da barriga do cavalo, é meio-dia. Se o jumento ornejar, é hora redonda. Se a acauã cantar, vem tempo seco. Se o Vem-Vem cantar perto de casa, vai chegar à pessoa do seu pensamento. Se a ema gemer e a seriema cantar, coisa ruim vai acontecer. Se a coruja rasga-mortalha passar rasgando, vai morrer pessoa conhecida. Se a rãzinha rapa-rapa cantar rapando, vai chover em 24 horas. Se o João-de-barro fizer a porta da casa contrária ao vento, vai chegar muita chuva. Se a garrincha fizer ninho na sua biqueira, é sinal de casa abençoada.  Se a neblina estiver nas baixadas, o tempo será seco. Se o boi estiver cavando o chão, a chuva está próxima. Se formigas se arrancham nas baixadas, vem tempo seco.

SERTÃO, TERRA DA FILOSOFIA POPULAR (FOTO: B. CHAGAS).

Ora, muita gente fala em superstição. Mas se um fato é sempre repetido, como pode ser superstição? Poderiam argumentar: “Quando a ciência comprova o fato não é mais superstição. Beleza! Nesse caso pode se afirmar com mais segurança ainda o acontecimento. Aí se diz: “O povo estava certo”. Mas quando a ciência não estuda o caso e se estuda não sabe dar explicações... Continua o fato sendo superstição, invenção do povo? E onde fica a experimentação popular, a experiencia? Então um milagre acontecido e que a ciência não consegue explicar, é superstição? Os mistérios da Natureza somente são mistérios para os que não conseguem compreender nem estudar esses tais mistérios. Será que Deus só proporcionou sabedoria aos homens da ciência e a mais nenhuma outra pessoa?

E ainda tem os ditados populares que se perdem em quantidade. Muitos trazem uma sentença antecipada. E vários deles tanto foram aproveitados no romance “Curral Novo”, de Adalberon Cavalcanti Lins quanto nos meus: “Ribeira do Panema”, “Defunto Perfumado”. “Deuses de Mandacaru”, “Fazenda Lajeado” e “Papo-Amarelo”, todos do ciclo do cangaço. Vejamos alguns: Parente é carne nos dentes; filhos criados, cuidados dobrados; quando Deus tira os dentes enlarguece a goela; quem dá valor a “cachorro” fica com o rabo na mão; homem que jura, mulher que não jura e cavalo pedrês, desconfiar dos três; Boa romaria faz quem em casa jaz. Formiga quando quer se perder cria asa.

Ainda é pouco para se meditar muito.

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2023/05/os-se-do-sertao-clerisvaldo-b.html

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sábado, 3 de junho de 2023

NOVO LIVRO DO GUILHERME MACHADO.

Em Breve na Praça, o meu mais novo livro Luiz Gonzaga e a Bahia dentro em breve!!!

Reserve logo o seu!

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PARABÉNS PARA VOCÊ, MINHA NETA BEATRIZ!

 Por José Mendes Pereira



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MERGULHANDO NAS PÁGINAS DO CANGAÇO

Vídeo do Aderbal Nogueira apresentando a escritora Maria de Lourdes Ferraz. 

DISSE A ESCRITORA MARIA DE LOURDES FERRAZ:

(...)

Padre Cícero dizia pra todo mundo que Lampião era um castigo de Deus aqui na terra. Ele disse a Lampião que ele não iria terminar bem. As pessoas que conviveram com  Floro e padre Cícero naquele momento, como seu José Casimiro, que brincou muito com Ezequiel, que era da mesma idade, dentro do Juazeiro, que nunca se negaram com Padre Cícero, não, Dr. Floro é que chamou essa gente através de Antônio da Piçarra.

Não deixa de ver ao vídeo através deste link:

 https://www.youtube.com/watch?v=em_wRxzzXnk&t=196s&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

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FOTOGRAFIA TIRADA POUCO ANTES DA SUBIDA À HISTÓRICA SERRA GRANDE, LOCAL ONDE LAMPIÃO TRAVOU A MAIOR BATALHA DE TODA SUA HISTÓRIA E ONDE IMPÔS A MAIOR DERROTA DE TODOS OS TEMPOS ÀS FORÇAS POLICIAIS PERNAMBUCANAS.

 Por Geraldo Júnior

Na imagem estou ao lado do amigo escritor e pesquisador Louro Teles (Calumbi/PE) que é um dos, se não o maior, conhecedor da épica batalha da Serra Grande e a quem agradeço novamente pela disponibilidade de me ciceronear durante a exaustiva subida que realizamos ao topo da serra no dia 01 de dezembro de 2020.

Quem quiser conhecer o local e a história da batalha da Serra Grande, chegando em Calumbi procurem por Louro Teles. Lembrando que Louro Teles é autor do formidável livro A MAIOR BATALHA DE LAMPIÃO: SERRA GRANDE E A INVASÃO DE CALUMBY. Fica a dica.

Geraldo Antônio De Souza Júnior - Criador e administrador do canal Cangaçologia.

Perdi o link, mas isso não faz diferença.

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CONHECEDORES DA NOSSA HISTÓRIA_03

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=em_wRxzzXnk&t=196s&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Tema:O Polêmico Relacionamento de Padre Cícero e Lampião Depoimento: Profª Luitgarde Barros

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MERGULHANDO NAS PÁGINAS DO CANGAÇO

Por Aderbal Nogueira
https://www.youtube.com/watch?v=GB4ievxHs9M&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Uma nova série intitulada "Nas páginas do cangaço", onde colegas pesquisadores e escritores irão comentar suas obras e também deixar seus contatos para quem tiver interesse. Contatos do vídeo de hoje: Ricardo Beliel: (21) 99994-1847 Junior Almeida: (87) 99824-4582 André Nunes: (71) 99216-4714 Prof. Pereira: (83) 99911-8286 Leonardo Gominho: (82) 99949-9831 João de Sousa Lima: (75) 98807-4138 Adriano Carvalho: (88) 99956-1897 Para participar da Expedição Rota do Cangaço entre em contato pelo e-mail: narotadocangaco@gmail.com Seja membro deste canal e ganhe benefícios:    / @aderbalnogueirac...   #lampiao #cangaço #maria bonita #cangaceiros

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sexta-feira, 2 de junho de 2023

DIFÍCIL PARA SE FAZER POSTAGENS MAIORES


DIFÍCIL A GENTE FAZER POSTAGENS MAIORES. 

PROBLEMA NA NET, ACHO QUE É.

 

MOMENTO ATERNIZANTE !

Por Luis Bento
Luís Bento e Carlos Alberto, na fazenda São Miguel Serra Talhada-PE.

História vai, História vem. É mais ou menos assim, quando se encontram pesquisadores e historiadores. O cangaço em se é um tema polêmico e atraente, onde merece muito estudo e visitas aos locais dos acontecimentos.

Luís Bento e Carlos Alberto, presentes ao Cariri Cangaço de 2023 em Serra Talhada-PE, terra de Virgulino Ferreira da Silva o temido Lampião. Por várias vezes abordaram temas relacionados ao Cangaço no sertão nordestino.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=1424896628275051&set=a.182819949149398

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"QUEM COM FERRO FERE COM O FERRO SERÁS FERIDO"

Por Denilson Menezes


José Aleixo Ribeiro da Silva o Cangaceiro Zé Baiano nasceu a em Chorrochó Bahia e morreu no dia 7 de junho de 1936 em Frei Paulo Sergipe.... Foi um cangaceiro que integrou o bando de Lampião. 

Conhecido por sua crueldade, tinha o costume de marcar com um ferro em brasa as iniciais "JB" no rosto ou no púbis de mulheres de cabelo curto ou por estarem usando vestidos cujo comprimento ele considerava inconveniente, passando a ser conhecido por isso como o "ferrador de gente". 

Devido à cor de sua pele, foi apelidado também de "pantera negra dos sertões" Liderou seu próprio bando, em companhia do qual foi morto em 1936 após uma emboscada, onde seus assassinos o decapitaram e desossaram o seu corpo esta terrível sena se deu em Alagadiço, povoado do município de Frei Paulo.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=6890739914293143&set=gm.2206488162893449&idorvanity=179428208932798

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QUEM COMPLETOU 100 ANOS NO ÚLTIMO DIA 25 DE MAIO (2023) FOI DONA MADALENA ALVES, FILHA DO PRIMEIRO CANGACEIRO DE ALCUNHA MORENO.

Por Geraldo Antônio De Souza Júnior
Dona Madalena

Em nome do canal e de todos os seguidores e simpatizantes quero dar meus parabéns, ainda que atrasado, e desejar muitos anos de vida com muita paz e saúde para a aniversariante. 

Se depender do vigor e da vitalidade de dona Madalena ainda teremos muitos anos pela frente para comemorar.

Meus parabéns!

Fotografias: Gilson Marques Evangelista.

https://www.facebook.com/GeraldoJunior2017/posts/pfbid02bZGvy7GUoait453vEjJhEtPzTwrYfgLE4vTYZqsuzL5uEpBV7MgX9y3WWV9AyqGLl?comment_id=988077882320610

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LIVRO - QUEM MATOU DELMIRO GOLVEIA?

Por Gilmar Teixeira

Tá faltando você ler o livro "Quem matou Delmiro Gouveia? " E aí vai ficar lendo o resumo do livro na mídia, saiba tudo da vida desse ícone nordestino e a elucidação dessa misteriosa morte, lendo o nosso livro você vai saber de todos esses detalhes, faça aqui o seu pedido e leve prá casa um pouco de nossa história!

https://www.facebook.com/photo/?fbid=229535829815439&set=a.123289737106716

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quinta-feira, 1 de junho de 2023

A MORTE DE MANOEL CIPRIANO:

Por Histórias do Cangaço

NO DIA EM QUE IA RETORNAR AO PAJEÚ, 15 DE AGOSTO DE 1922, LAMPIÃO FOI PROCURAR UM HOMEM CHAMADO MANOEL CIPRIANO, QUE TINHA SIDO QUEM INFORMOU A POLICIA ONDE ESTAVA SEU PAI, JOSE FERREIRA, ,E QUE ERA, PORTANTO, UM DOS RESPONSÁVEIS POR SUA MORTE. ENCONTROU-O NA FAZENDA LOGRADOURO, QUANDO ELE ESTAVA CHEGANDO EM CASA, VINDO DA FEIRA DE ÁGUA BRANCA, EM COMPANHIA DO SEU VIZINHO CHICO DE ELVIRA. LAMPIÃO PERGUNTOU OS NOMES. AO IDENTIFICAR MANOEL CIPRIANO, MANDOU QUE O HOMEM DESMONTASSE E ENTREGASSE O DINHEIRO QUE TIVESSE. CIPRIANO, PERCEBENDO QUE IA MORRER, PASSOU A PEDIR MISERICÓRDIA, IMPLORANDO QUE NÃO O MATASSE, PIS PRECISAVA CUIDAR DOS FILHOS. LAMPIÃO ROSNOU BAIXO, ESCANDINDO AS SILABAS:

" Entao foi voçe quem diche pra puliça onde meu pai tava, num foi? E fez isso pra quê, num foi pra qui a puliça matasse ele? Apois agora voçe mi paga, seu fi da peste!

DITADA A SENTENÇA, RECUOU UM POUCO E DEU TRÉS TIROS NO HOMEM. ANTONIO E LEVINO TAMBEM ATIRARAM.

LIQUIDADO CIPRIANO, LAMPIAO VOLTOU-SE PRA CHICO DE ELVIRA.

SENTIU ENTÃO UM CHEIRO HORRIVEL, E NÃO ERA CHEIRO DE POLVORA E NEM DE SANGUE. O CANGACEIRO MEIA NOITE FOI QUEM DESCOBRIU A ORIGEM, E AVISOU A LAMPIAO:

"Nego véio, o home ta todo cagado"

LAMPIAO SISUDO DISSE A CHICO DE ELVIRA:.

"Vá simbora desgraçado, vá logo, vá correno, antes que eu mande limpá o seu rabo com cansanção".

💙VIRGULINO SEGUIU DALI PARA CASA DE MANOEL CIPRIANO E SAQUEOU-A. UM FILHO DO INDITOSO HOMEM ESTAVA EM CASA, MAS NAO FOI MOLESTADO:

(FONTE, PESQUISADOR E ESCRITOR JOSÉ BEZERRA LIMA. "LAMPIÃO A RAPOSA DAS DAS CAATINGAS", PAG. 114).

Segue nossa página 

https://www.facebook.com/photo/?fbid=204988609152612&set=a.111091058542368

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O TRISTE FIM DO CANGACEIRO CIRILO DE ENGRÁCIA. TEVE SUA CABEÇA DECAPITADA DOIS DIAS DEPOIS RECOLOCADA PARA A FOTOGRAFIA.

  Por Guilherme Machado

Morto por civis, o cangaceiro Cirilo de Engrácia. A cabeça de Cirilo já havia sido decepada, foi recolocada para a foto. 

A partir da esquerda José Ignácio, João Henriques, Agripino Feitosa este era sub delegado, e Cícero Ribeiro. Data em 5 de agosto de 1934 em Mata grande Alagoas.

https://www.facebook.com/groups/893614680982844/?multi_permalinks=1950156361995332%2C1948865795457722%2C1948299415514360%2C1949987665345535&notif_id=1680706631765436&notif_t=group_activity&ref=notif

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MARIA TRAIU PANCADA COM BALÃO? | CNL | 1303

 Por O cangaço na Literatura

https://www.youtube.com/watch?v=45iWffxjgdo&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

LIVRO MARCO https://www.amazon.com.br/Marco-Rob%C...

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VÍDEO REAL DE LAMPIÃO | O CANGAÇO NA LITERATURA #65

 Por O Cangaço na Literatura

https://www.youtube.com/watch?v=YIu-vUm0fOE&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

Pela primeira vez na história do cangaço o vídeo feito pelo Benjamin Abrahão Botto em 1936 é analisado minunciosamente num programa. Imagens raras de uma época mostrando o dia a dia dos cangaceiros.

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ACERVO DOS CHAPÉUS DE COURO DO MUSEU DO GONZAGÃO DE SERRINHA BA.

 Por Guilherme Machado - Pesquisador e historiador

Chapéus de Couro Símbolo do Sertanejo, Símbolo do Sanfoneiro, e do Vaqueiro bom de Gado. Veem-se. Quatros Chapéus no Painel Acima. O de Copa Branca foi Fabricado Artesanalmente na Cidade de Cachoeirinha Pernambuco. Este é Muito Usado Por Sanfoneiros e Forrozeiros. 

O de Copa Natural foi Fabricado na Região do Moxotó Alagoas. Este Muito Usado Por vaqueiros em Épocas da Missa do Vaqueiro. Os dois de Copa Preta Foram Fabricados na Região de Santana do Ipanema-Al. Estes São Para a Labuta do Agricultor e Criadores Regionais. São Dezenas de Chapéus de Couro, que Faz Parte do Acervo do Museu do Gonzagão. Cada um Com Sua História Cada Qual Com Suas Origens e Simbologias Regionais.

 https://www.facebook.com/groups/893614680982844/?multi_permalinks=1983370972007204&notif_id=1685652127072288&notif_t=group_activity&ref=notif

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VAI FAZER FESTAS DE "DEBUTANTE, CASAMENTO, BATIZADO...", PROCURA CONTRATAR O CANTOR ALAN JONES E SUA GALERA.

 Por José Mendes Pereira


Se vai promover festas de debutante, casamento, batizado..., procura com urgência contratar o cantor Alan Jones e sua galera, para a realização que você deseja. Grupo que faz a sua festa do seu gosto. Um cantor … Alan Jones - Radiola Clube ... Um tecladista - Um saxofonista ... Num cenário ! O mar!! Música , mar , artistas…a vida , a inspiração que vem de Deus !!

 Como entrar em contato com o grupo para contratá-lo:

Basta chegar até ao Restaurante "O ATALAIA" (que é propriedade do cantor Alan Jones),  localizado à Rua Raimundo Firmino de Oliveira, mesmo em frente à empresa TRANSBET, rua do IFRN, antigo CEFET. - Bairro Costa e Silva - Comunidade Teimosos.

Um grupo artístico já consagrado por sua vasta experiência com festa de debutante, casamento, batizado...

Prestigie os artistas mossoroenses! São os nossos conterrâneos que devemos contratá-los para estes fins. Cuida  logo para localizá-lo, porque, às vezes, a agenda já está cheia.

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quarta-feira, 31 de maio de 2023

CANTOR CARLOS ANDRÉ APRESENTA SUA VERSÃO SOBRE PROTESTOS E CONVITE PARA O MCJ 2023

O cantor Carlos André, um dos artistas mais destacados da cena musical mossoroense, entrou em contato com o Blog do Ismael Sousa para esclarecer sua posição diante da polêmica envolvendo os protestos em relação à sua participação no Mossoró Cidade Junina, bem como a exigência de documentação por parte da Secretaria da Cultura para sua contratação no evento. Carlos André afirmou que não realizou nenhum tipo de protesto, conforme mencionado no blog, e que sua ligação com Mossoró, hoje, se deve apenas à amizade com algumas pessoas na cidade, incluindo o filho de Elizeu Ventania, com quem colaborou em um programa de rádio nos anos 50, na extinta Rádio Tapuyo.


https://blogismaelsousa.com.br/noticia/cantor-carlos-andre-apresenta-sua-versao-sobre-protestos-e-convite-para-o-mcj-2023-6477334807f80

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PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO FÓRUM DO CANGAÇO DA SBEC E O CARIRI CANGAÇO NO PAÍS DE MOSSORÓ

 

Acontece entre os dias 09 e 13 de junho de 2023 o XIX Fórum do Cangaço da SBEC, em Mossoró. Em uma iniciativa inédita o Fórum recebe o Cariri Cangaço para num evento único e que promete muitas emoções a partir de um conjunto qualificado de conferências e debates, visitas técnicas e uma espetacular feira de livros; com lançamentos e muita coisa boa de se ver, aprofundar, discutir e se apaixonar.

Vem com a gente: O Cariri Cangaço em Mossoró no XIX Fórum do Cangaço da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço.

Cariri Cangaço
Território de Grandes Encontros

https://cariricangaco.blogspot.com/2023/05/programacao-completa-do-forum-do.html

http://

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COMO REGISTRAR?

Clerisvaldo B. Chagas, 31 de maio de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.895

Não havia negócio de celular. As máquinas de fotografias eram raras e marcas “Kodak”. E na década de 60 tínhamos somente na cidade os fotógrafos fixos profissionais, “Seu Antônio”, que atuava no início da calçada alta da Ponte do Padre e “Seu Zezinho”, que residia e trabalhava também em casa, na Rua Nova. Eram os “Fotos Sport” e o “Foto Fiel”.  Afora esses dois profissionais que depois se mudaram para a Avenida Coronel Lucena, a mais importante da urbe, só havia os lambe-lambes, que ficavam na porta da Matriz de Senhora Santana. A rotina de todos era praticamente a mesma, embora os lambe-lambes atuassem mais em dia de feira, aos sábados. A   rotina era: fotos de casamento, batizado e 3/4 para documentos. Era uma raridade convite para uma inauguração, uma praça, uma outra coisa de grande magnitude. Logo, material fotográfico era raro e caro.  E assim muitas cenas e coisas importantes deixaram de ser registradas através da fotografia.

FOTÓGRAFO LAMBE-LAMBE (FOTO: GUILHERME MARANHÃO)

Quando o padre Delorizano botou para correr os fotógrafos tipo lambe-lambe da porta da Igreja, eles (eram mais ou menos meia dúzia), não se adaptaram na feira em outro lugar: migraram, deixaram a profissão, desapareceram. Não havia mais ninguém para fotografar no interior da Matriz, casamentos, batizados, 10 Comunhão... O ato do padre, certo ou errado, representou a morte dessa etapa da fotografia em Santana do Ipanema. Dos dois fotógrafos fixos, um foi embora e outro morreu. E quantas e quantas coisas extraordinárias da evolução da terra deixaram de ser fotografadas para as futuras gerações! Também nunca vimos nenhum artista pintando a óleo cenas do cotidiano santanense. Escritor era coisa rara e se havia morava fora.

Falar nisso, recebi mensagem de pesquisador de uma cidade pernambucana perguntando se eu tinha foto do padre Francisco Correia, um dos fundadores de Santana do Ipanema e que foi homenageado na escola mais tradicional da cidade, antigo Grupo Escolar Padre Francisco Correia. Nada de foto, nada de retrato a óleo o que era mais evidente no tempo do padre. Portanto, vamo-nos contentando com cerca de uma dúzia ou um pouco mais, de fotografia antigas da nossa terra e que são raras e domínio público. E quando falo antigas, são da época de 1920 a 1950, mais ou menos em torno disso.

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O EX-COMPONENTE DO TRIO MOSSORÓ, CARLOS ANDRÉ, QUE É DE MOSSORÓ, MAIS UMA VEZ FICOU DE FORA DO MOSSORÓ CIDADE JUNINA.

 Por José Mendes Pereira

Fonte da foto: Relembrando Mossoró

Tomei conhecimento hoje através do Relembrando Mossoró que, mais uma vez, a Prefeitura Municipal de Mossoró despreza o seu filho Oséas Lopes (Carlos André), nascido e criado neste querido chão mossoroense, e para que ele fosse incluídos na programação musical do "MOSSORÓ CIDADE JUNINA", foi exigido a ele, apresentar aos organizadores das festividades, cartas da crítica especializada e da opinião pública, totalmente com firma reconhecida em cartório, informando que ele é um cantor consagrado. Veja o esclarecimento do nosso conterrâneo Oséas Lopes (Carlos André) em mensagem endereçada ao blogueiro Ismael Souza.

Todos nós mossoroenses sabemos que, o nome Mossoró foi levado a todos os Estados brasileiros, através do Trio Mossoró, época em que ele fazia sucesso por todas regiões do Brasil. 

Como cantor, fica de fora das comemorações juninas em Mossoró. É um desrespeito não só a Carlos André, como também ao seu irmão João Mossoró. Quem primeiro deveria ter sido convidado, era o Carlos André, que nasceu aqui, aqui se criou. Lamentável!

https://www.youtube.com/watch?v=iOIZnRz1rLQ&ab_channel=lucianohortencio

Mossoró é uma boa madrasta. Quem vem de fora, aqui cresce e enrica, mas os daqui, se são pobres, mais pobres ficam, porque os órgãos públicos não valorizam os daqui.

Lamentável!

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O ACENDEDOR DE LAMPIÕES.

Por Geraldo Maia do Nascimento

O acendedor de lampiões  – por Geraldo Maia do Nascimento – gemaia1@gmail.com - www.blogdogemaia.com

Last updated 19 de maio de 2023

O acendedor de lampiões

A ideia foi do intendente Aderaldo Zózimo de Freitas, mas toda a assembleia aprovou: as ruas de Mossoró precisavam ser iluminadas. E em 1896  foram instalados postes nas esquinas da cidade e nos pontos mais centrais, pelas ruas e pelas praças, onde ficavam pendurados os lampiões de querosene. Era o progresso que chegava ao interior, dando mais segurança e ares de modernidade.

Esta foto é apenas ilustração. Não é de Mossoró - https://docplayer.com.br/58138137-Cidade-a-noite-iluminacao-artificial-e-modernidade-farlley-derze-2014-14.html

Na realidade, o projeto de iluminação tinha sido apresentado no ano anterior, quando o município era administrado pelo comerciante Romualdo Lopes Galvão, que havia tomado posse a 5 de outubro de 1892.  Romualdo Galvão já havia administrado o município no período de 1883 a 86, sendo que no primeiro ano do seu primeiro período administrativo, 1883,  ocorreu em Mossoró o movimento pela libertação antecipada dos escravos, movimento esse que é lembrado e comemorado até os dias atuais. E Romualdo Galvão foi uma das figuras de maior destaque na campanha que teve seu início em 6 de janeiro daquele ano com a fundação da Sociedade Libertadora Mossoroense e culminou em 30 de setembro do mesmo ano, quando foi declarado oficialmente que Mossoró estava livre da mancha negra da escravidão.

Aderaldo Zózimo de Freitas, o autor do projeto, também era comerciante e tinha seu nome ligado ao movimento abolicionista. Tinha, portanto, alguns pontos em comum com o Presidente da Intendência e o respeito da Edilidade, cargos esses que correspondem hoje ao de Prefeito e de Vereadores.

O ano de 1895 estava sendo um ano de bom inverno, o que na linguagem do sertanejo era uma grande riqueza. O município contava com um rebanho de 15.000 cabeças de gado vacum, 2.000 cavalar, 1.000 muares, 10.000 caprinos, 8.000 lanígeros e 1.000 suínos.

https://portalpiracuruca.com/historia/primordios-da-iluminacao-eletrica-em-teresina/

A cidade vivia um período de desenvolvimento, onde já existiam 5 escolas criadas e mantidas pela Edilidade. Existia também, em 1895, uma preocupação muito grande com a saúde pública, tanto assim que nesse ano começou a funcionar o serviço de remoção do lixo e limpeza das ruas e praças da cidade.

Para isso, contratou-se com Antônio Pompílio de Albuquerque o referido serviço, pela quantia de 2.400$ por ano. A limpeza seria feita quatro vezes por ano, em março, junho, setembro e dezembro, a começar do córrego do Canecão à baixa do Caetaninho, inclusive o caminho do Cemitério.  Não só varrimento e remoção do lixo das ruas, praças, becos e travessas, como também a limpeza dos matos, nivelamento dos buracos, deixando apenas capim e relva. Duas vezes por semana as carroças percorriam determinadas ruas, fazendo-se anunciar pelas campainhas, recolhendo o lixo e cisco das casas e edifícios da cidade acomodados em vasilhas próprias.

Mas as ruas da cidade eram iluminadas apenas pela lua.

Sendo aprovado por unanimidade o projeto de iluminação pública da cidade, que contava com uma verba de 600$ no orçamento público, foi providenciada a compra dos lampiões (sessenta e três lampiões), dos postes de madeira, etc. Na sessão de 14 de fevereiro de 1896 foi criado o cargo Zelador da Iluminação. Ao Zelador da Iluminação, ou Acendedor de lampiões, como ficou conhecido. A esse funcionário, cabia abastecer de querosene os lampiões, acender e apagar, enfim, manter os mesmos funcionando.

E assim, quando vinha chegando a hora do escurecer, aparecia o Acendedor de lampiões com uma escada nas costas e uma caixa de fósforo nas mãos. De poste em poste escorava sua escada, subia por ela, tirava a manga de vidro do lampião e acendia o pavio.

Ao amanhecer do outro dia, voltava o Acendedor de lampiões com sua escada, fazendo o mesmo giro, de poste em poste, para abastecer e limpar os vidros das mangas dos lampiões com um pano úmido. E a rotina se repetia dia após dia, menos nas noites claras, pois nestas noites, era a lua que cobria de luz as ruas e praças da cidade.

Pesquisador e Escritor: Geraldo Maia do Nascimento – gemaia1@gmail.com

https://www.omossoroense.com.br/por-geraldo-maia-do-nascimento/

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