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Por José Mendes Pereira
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Por Pedro Gonçalves
ANTONIO DE JACÓ ou simplesmente MANÉ VELHO, antes e depois do cangaço. MANÉ velho foi integrante da força volante do tenente JOÃO BEZERRA que participou da emboscada a lampião maria bonita e mais nove cangaceiro em angico em 1938.
MANÉ VELHO também foi o responsável por matar sua esposa em Santa brigida, foi pra São Paulo onde casou novamente e também assassinou sua segunda esposa. MANÉ VELHO ou ANTONIO DE JACÓ terminou seus dias de vida na cidade de Pires do Rio em Goiás e faleceu com quase cem anos.
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Clerisvaldo B. Chagas, 19 de agosto e 2025
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.289
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É uma grata satisfação novamente ir ao experimento de uma iguaria de infância que se vendia nas feiras de Santana, século passado. Trata-se do bolo de mandioca (não de macaxeira), com faixas amarela e branca de forma artesanal. Ainda bem que a indústria aproveitou a ideia e você, atualmente, pode comprar essa delícia em supermercados. O bolo é feito de mandioca, margarina, água e açúcar. Muito bem lembrado e elaborado pelo fabrico em indústria de Bezerros-PE. O único defeito é que você quer comer todo de uma vez, tal a cupidez na gostosura. Também continua nas bancas de feiras o doce “tijolo”, de corte meio duro, feito ou de jaca ou de raiz de imbuzeiro. Este não conseguiu dar um salto para a Indústria como seu colega, bolo de mandioca.
Entretanto, outras guloseimas não resistiram em Santana e, algumas delas vamos encontrá-las no povoado Pé-leve, região da grande Arapiraca e na Massagueira, entre Maceió e Marechal Deodoro. Entretanto nem aqui e nem em outros lugares vimos mais: quebra-queixo com castanha, quebra-queixo com amendoim, pé de moleque na folha da bananeira e nem broa macia de massa puba, coisas que sustentavam tranquilamente e com galhardia o café da manhã. Ano passado estive com um doceiro que mudara de ramo após a sua fama na região. Fazia bolo de tudo que você imaginasse. Pulou para o ramo de ferro velho. Ah, meu Deus! Perdemos um doceiro de mão cheia. O diabo é quem quer saber de comer ferro velho.
Quem possui essas habilidades em fazer doce, só passa fome se quiser. Pode trabalhar por conta própria e abastecer bodegas, feiras mercadinhos e supermercados. Ora! O povo compra sem qualidade imagine um produto bem-feito! Estamos nos referindo aos doces das receitas antigas e seculares que vêm de avós e bisavós sempre agradando no sabor todas as gerações. Admiramos também os grandes profissionais que lidam com os chamados produtos salgados. Entretanto, falando especificamente de bolos, bolo é bom e bolo é ruim. É bom quando bolo é de se comer, é péssimo quando ainda lembra os bolos na mão da palmatória, é diabólico quando alguém “dá” o bolo, isto é, engana, ludibria, rouba, causa prejuízo.
Mãos e mente o amor, para o bolo do bem.
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Por José Mendes Pereira
Por José Mendes Pereira
Vi Dandara (era assim que eu a chamava), pela primeira vez deitada sobre uma pedra de granito na área de sol do meu quarto. Pelo seu tamanho, acho que ela ainda estava na sua plena infância, vivendo no meio de muitas que com ela viviam. Eu não conhecia ninguém da sua família, mas certo dia, a vi acompanhada de outra já adulta, e acho que era a sua mãe, que a protegia dos perigos do mundo. Ali, cada passo que ela dava, a sua mãe também dava, como quem se estivesse ensinando por onde ela deveria seguir a sua trajetória da adolescência, que logo, logo, não demoraria chegar.
O dia todo Dandara ficava sobre a pedra de granito da área de sol do meu quarto, e cada vez que eu chegava no ambiente restrito, eu a via me observando dos pés à cabeça, sabia que a qualquer momento eu iria tomar banho.
Eu nunca fiz nada para que ela fosse embora dali, e com a continuação do tempo, eu me pus a conversar com ela. Mas a Dandara nunca abriu nem se quer a sua boca para me responder. Também pudera! Ela não falava, não ria e nem sorria, apenas comia, bebia e se divertia como qualquer criança saudável a todo instante.
Quando eu pegava a toalha e sabonete para tomar banho, às carreiras, Dandara saía de cima da pedra de granito, e era a primeira a entrar no banheiro, e ficava aguardando que eu ligasse o chuveiro. E assim que a água deslizava sobre o chão do banheiro, ela caía no banho, correndo de um lado para o outro, feliz na vida, nadando naquela água que corria para o ralo do piso, e com isso, molhava todo o seu corpo.
A felicidade de quem está na infância tudo é igual. Ninguém tem comportamento diferente. Toda criança sente feliz quando brinca com qualquer coisa, até mesmo um banho de água fria faz rir e sorrir exageradamente. Dandara não ria e nem sorria, mas era igualzinha a todas as crianças do mundo, se sentia feliz no meio daquele banho de água fria.
Mas como nem tudo é mar de rosas, certo dia, ao entrar no quarto, não encontrei Dandara. Pus-me a invocá-la, mas não deu nem sinal de vida. Procurei-a por todos os lugares do quarto, até mesmo por debaixo da cama, mas não estava lá. Parecia que ela tinha ido passear ou se divertir com as suas coleguinhas.
Fiquei ali interrogando a mim mesmo: Será que Dandara foi levada pela sua mãe, que a poucos dias eu a vi seguindo-a como se estivesse a protegendo? Mas não. A sua mãe já tinha sido morta por um perverso assassino. Vi o seu corpo em plena rua, e não fiquei com dúvida nenhuma, aquele corpo era da mãe da Dandara. E continuei procurando, e bem melhor que eu não tivesse a procurado, porque, a dor foi grande quando a vi morta com as suas vísceras de fora e com os olhos fora da sua cabeça.
Dandara era simplesmente uma Pererequinha ainda muito jovem, e um pé maldito pisou sobre ela, tirando-lhe a vida para sempre.
Oh, que saudade da minha amiguinha! Ela se foi para sempre. Adeus, Dandara!
ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
Por Clerisvaldo Braga das Chagas
Publicado em 25/12/2013 por Rostand Medeiros