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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

"ANGICO " - 44 ANOS DEPOIS - PROGRAMA FANTÁSTICO - de 23 de Maio de 1982

Por: Ivanildo Alves da Silveira

Após o final da primeira exibição da minissérie Lampião e Maria Bonita os repórteres


Paulo Markun


e Johnson Gouvê,


acompanhados de Dona Expedita,

 

Vera Ferreira


e Sila, resolveram visitar a fazenda...

Participação de Manoel Felix e Adília.


Veja o vídeo

Parte 02

Fontes: johnsonbg = YouTube e BLOG LAMPIÃO ACESO (Kiko)

Um abraço a todos
IVANILDO ALVES SILVEIRA


A Polícia em proteção ao cidadão idoso

Por: Archimedes Marques


“A comunidade não pode se acostumar à decadência e a estagnação como o peixeiro se acostuma ao mau cheiro da peixaria." (Gilberto Lems)
A atual Polícia, a Polícia cidadã que fora plantada com a Constituição Federal em vigor, nasceu, cresceu, floresceu e já dá bons frutos para toda a sociedade brasileira cumprindo sua função de bem proteger a população contra as ações criminosas diversas e lutar pela cidadania geral.
Dentre todas as classes sociais, dentre todos os grupos de pessoas, encontram-se os grupos dos vulneráveis que carecem de uma maior atenção e proteção por parte da Polícia e das demais organizações constituídas para bem zelar pelo Estado Democrático de Direito estabelecido no nosso País.
Os considerados vulneráveis são aquelas pessoas que por condições diversas têm as diferenças estabelecidas entre eles e a sociedade que os envolve e que em conseqüência os transformam em desiguais. A desigualdade, entre outras determinantes, torna a pessoa em incapaz ou pelo menos, dificulta enormemente a sua faculdade de livremente expressar a sua vontade própria.
Dentre os vulneráveis que necessitam de proteção especial por parte da Polícia, fará o presente texto somente menção ao idoso que também urge de tratamento adequado abrangente a toda a sociedade que o cerca.
A Organização Mundial da Saúde classificou cronologicamente como idosa no nosso País e em outros em desenvolvimento, a pessoa com mais de 60 anos de idade, e assim as nossas Leis seguiram tal classificação e orientação para estabelecerem os seus direitos inerentes, cuja obrigação de cumprimento é da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público em todas as suas esferas, órgãos e instituições.
A enciclopédia virtual Wikipédia nos ensina que: “As pessoas idosas têm habilidade regenerativas limitadas, mudanças físicas e emocionais que expõe a perigo a qualidade de vida dos idosos. Podendo levar à Síndrome da Fragilidade, conjunto de manifestações físicas e psicológicas de um idoso onde poderá desenvolver doenças.”
O Advogado RAEL ROGOWSKI no seu artigo intitulado “No crepúsculo da existência” tece considerações quanto ao fim do ciclo da existência humana que, por si só, já traz seus infortúnios, como as limitações físicas, as perdas anatômicas como a audição, acuidade visual dentre outros não melhores que levam o idoso a uma maior fragilidade e desigualdade de condições no âmbito da sociedade em que se vive.
A Constituição Federal em 1988, chamada carinhosamente de Constituição cidadã, configurou os direitos do cidadão dentre os quais o do cidadão idoso que eram pouco respeitados, entretanto, somente 15 anos depois é que foi promulgada a Lei nº 10.741 em 1º de outubro de 2003, ganhando a denominação de Estatuto do Idoso que é um instrumento de garantias básicas desse grupo e estabelece todos os seus direitos fundamentais com proteção integral do Poder Público, contudo, o distanciamento entre a Lei e a realidade dos idosos no Brasil ainda é enorme e preocupante.
É triste ter que constatarmos, que apesar dos avanços sociais, apesar de seis anos de vigência do Estatuto, uma grande parte da sociedade ainda trata o idoso como se fosse ele um “traste qualquer, sem mais utilidade alguma, um simples objeto descartável, um fardo pesado e inútil, um resto de ser humano, uma coisa imprestável. Para muitos envelhecer é passar do ativo ao passivo, ou seja, deixar de fazer para que façam por ele, é deixar de ter valor, deixar de ter habilidade, deixar de ter opinião própria, deixar de ser cidadão e, passar a ser limitado em tudo. Isso em todos os setores da vida é assim, inclusive nos locais de trabalho. Envelheceu, se aposentou, logo a sua larga folha de serviço prestados ao povo é colocada num canto e só lembrada pós-morte. Esquecendo-se de valorizar em vida a sua sabedoria adquirida na pratica da sua trajetória. Esquecendo-se de enaltecer a riqueza da experiência acumulada ao longo dos anos da sua existência. Esquecendo-se que o idoso pode trazer de volta, pode resgatar muitos valores perdidos pela violência da sociedade que em desabalada correria deixou-se cair pelo caminho, tais quais: A honra, a dignidade e a honestidade, trina valoração maior dos tempos idos, dos velhos tempos”
A questão da humilhação, dos maus tratos e crimes diversos praticados contra os idosos continua sendo sério problema no seio da nossa sociedade apesar de todos os órgãos de denúncia, ajuda e proteção, criados a partir da Lei especifica em vigor. O idoso continua sendo vítima dos mais diversos tipos de violência, tanto no âmbito social e familiar quanto na área das entidades públicas e privadas diversas que agem como se estivessem acima das Leis, quando na verdade, por conta disso, encontram-se à margem dessas.
As Delegacias Especializadas em Proteção ao Idoso que já se fazem presentes nas principais cidades do País, e quando não, as demais unidades da Policia Civil fazem as suas vezes, continuam recebendo diariamente diversas ocorrências de fatos negativos e criminosos praticados contra o idoso em todas as áreas de transgressões possíveis.
O ser humano, único ente supostamente racional, é responsável por todos os atos que pratica. Todos aqueles que são imputáveis penalmente sabem perfeitamente que tem que enfrentar a força das Autoridades superiores em caso da infração das Leis do País, estabelecidas para bem da ordem comum. Alguns procedem corretamente para com o idoso graças a um impulso instintivo de retidão, amor recíproco, concordância e respeito absoluto às normas. Outros andam no caminho da legalidade apenas por temor à Justiça. Outros, porém, não pensam nem agem, nem de uma maneira nem de outra, somente querem levar vantagem em tudo, ultrapassando todas as barreiras da dignidade e praticando todas as espécies de transgressões em nome da sua irracionalidade e inconseqüência.
A mídia mostra de quando em vez, reportagens com filmagens de idosos sendo maltratados pelos chamados “tratadores” dentro das suas próprias residências e, também por funcionários ou enfermeiros de clinicas, casas especializadas nos seus acompanhamentos ou mesmo asilos. O idoso é também vítima fácil para todas as espécies de marginais. Constantemente sofre lesões corporais, injúrias, homicídios, latrocínios, roubos, furtos e golpes de estelionatos ou fraudes diversas.
Tornaram-se praxe em todas as partes do País os golpes que as quadrilhas de estelionatários ou falsários freqüentemente aplicam nos idosos visando as suas ínfimas aposentadorias. Pessoas sem o mínimo escrúpulo, aproveitando-se da boa vontade, da inocência ou da falta de discernimento ou raciocínio lógico de muitos idosos, os enganam facilmente até mesmo por telefone com falsas promessas ou vantagens miraculosas, fazendo empréstimos e compras em seus nomes ou por vezes tomando-lhes os seus proventos.
No âmbito familiar não é diferente. Por vezes os próprios filhos ou parentes próximos, usando de artifício, ardil, fraude ou de posse de procurações, passam a administrar os seus proventos ou realizam empréstimos na mais alta condição possível dos idosos para usar o dinheiro em benefícios próprio, deixando os mesmos a passar necessidades e privações, diminuindo ainda mais a suas mínimas pensões por longos e intermináveis anos.
Crítica maior é a situação em que se acham muitos idosos da classe pobre no nosso País e, pior ainda quando são eles também deficientes físicos ou visuais que parece fugir-lhes toda perspectivas de dias melhores. Além de tentarem sobreviver com pensões irrisórias paga pelo Estado, fazendo verdadeiros malabarismos com o seu minguado dinheiro, quase sempre ainda sofrem da irracionalidade dos seus próprios familiares que lhes tomam todos os bens materiais possíveis.
A problemática se arrasta pela área social, difícil de resolução, quando por vezes, um idoso apesar de provedor da família por conta da sua aposentadoria, é maltratado e humilhado dentro da sua própria casa pelos seus filhos a quem sustenta, e por receio, medo de represálias ou resquícios de amor, não os denuncia, preferindo viver o resto dos seus dias em constante inferno à espera da morte verdadeiramente dita.
De quando em vez a Polícia age a partir de denúncias anônimas ou telefônicas dando conta de maus tratos praticados contra idosos em determinados locais. Comparece nas residências suspeitas, comprova a veracidade dos fatos através de investigação social preliminar em que vizinhos afirmam categoricamente que constantemente ouvem gritos, impropérios, palavras de baixo calão ou frases altamente ameaçadoras e agressivas, barulho de vidros quebrados, pancadas diversas além de choros e gemidos advindos daqueles supostos lares, ao passo que, quando se traz aos autos dos procedimentos instaurados nas Delegacias, as próprias vítimas idosas, desmentem tudo e afirmam viverem em harmonia, em paz, bem e adequadamente com os seus familiares, prejudicando assim o objetivo primordial do Inquérito Policial que é arrecadar o maior número de provas possíveis em busca da verdade absoluta e, que por certo, quando no Judiciário, restarão inócuas com a conseqüente saída ilesa dos criminosos.
A rotina Policial sofre imensamente, de quando em vez, ao constatar verdadeiros cúmulos do absurdo diante ao mais alto grau de maus tratos aliados a ausência de qualquer sentimento de compaixão para com o idoso enfermo, debilitado ou impotente de reação. Já houvera casos comprobatórios dessa miséria absoluta em que a Policia encontrou em barracos feitos de restos de tábuas e papelão situados em invasões, palafitas ou favelas, pessoas idosas enfermas ou debilitadas em condições sub-humanas, prostradas em cima de camas imundas, com aparências esqueléticas, cheias de feridas pustulentas ou enormes chagas a eivar malefícios, em ambiente totalmente insalubres, horríveis, fedentinos, impregnados de urina, fezes, ratos e baratas por todo canto, além das verdadeiras nuvens de moscas a forçarem a existência das suas tristes, deprimentes e horrendas morte em vida. Por vezes são idosos também doentes mentais, que moram sozinhos, que foram abandonados pela família ou que teimam em não procurar apoio dos órgãos estatais competentes, de outras, são idosos que residem com filhos drogados ou alcoólatras inveterados que na verdade são também mortos-vivos nefastos, irresponsáveis, inconseqüentes e desprovidos de quaisquer sentimentos.
É aí que o Policial protetor da sociedade, protetor do idoso, também ser humano, também sensível, também filho, também pai, também futuro idoso... Tem que se conter, tem que saber reter as suas lágrimas, tem que se fazer de forte para não se complicar ao querer ser um carrasco da Lei de Talião contra os culpados por aquelas situações insanas e agressivas a qualquer olhar sentimentalista.
As agressões, as humilhações, as fraudes e outros delitos praticados contra os idosos não são privilégios somente de muitos delinqüentes da classe pobre. Por vezes, com menos freqüência, também a classe média e a rica sofre da mesma inconseqüência, só que em casos bem diferentes, menos agressível e menos sofrível, embora em proporções maiores em termos de confusão pela partilha da “herança em vida” ou pela mantença ou troca de guarda dos idosos, principalmente quando aquele por quem se briga possui boa aposentadoria, rendimentos outros, gorda conta bancaria ou valorizados bens materiais.
Irmãos denunciam irmãos alegando maus tratos contra seus pais que estão sob a guarda dos outros e, de quando em vez, a Polícia constata no final das investigações, indícios fortes da não probabilidade das acusações, muito pelo contrário, caminham os autos, para restarem provados crimes de denunciação caluniosa por conta da ganância dos acusadores em quererem estar a qualquer custo na gerencia do patrimônio dos idosos. É o vil metal falando mais alto para as pessoas inescrupulosas.
Em contra partida há muitos casos adversos de briga entre irmãos, uns jogando a obrigação da guarda dos pais para outros, principalmente quando o idoso recebe pensão irrisória que não dá para o seu sustento próprio. É a insensibilidade falando mais alto para as pessoas nefastas.
E então se rasgam o Estatuto do Idoso, se desmerecem o Código Penal, se ultrajam a Constituição Federal, se esquecem ou pouco se importam que sejam regidos por Leis.
A trina força da linha de frente do Poder Publico trabalha a contento para fazer valer os direitos do cidadão idoso. A Polícia, o Ministério Público e o Judiciário agem em defesa do idoso e da própria ordem constitucional para fazer cumprir as Leis e punir os seus infratores.
A Polícia na qualidade de guardiã das Leis e protetora da sociedade age preventivamente e repressivamente, evitando ou investigando os crimes para entregar os infratores à Justiça.
O Ministério Público na qualidade de fiscal e defensor das Leis e da sociedade age interferindo nas ações Policiais para denunciar os crimes ao Judiciário.
O Judiciário na qualidade de órgão processante, conciliador e julgador pune os infratores quando da comprovação das culpabilidades dos seus atos criminosos.
Neste contexto não podemos deixar de destacar a atuação da Polícia, em especial, da Policia Judiciária que age no calor dos fatos, na versão da voz trêmula dos ofendidos, na emoção e trepidação moral causadas pelos crimes, na emergência e constância das problemáticas e do tumulto das ocorrências e, através dos procedimentos e Inquéritos Policiais, quase sempre entrega ao Judiciário bons autos recheados de provas técnicas e testemunhais, além das configurações de autorias, materialidades e motivações dos crimes, para que assim se façam Justiça depois dos devidos Processos Legais.
Continuemos então todos nós, as pessoas de bom senso, consciência, racionalidade e equilíbrio, na constante luta pelos nossos idosos... Continuemos a debater essa grave problemática que ainda ocorre hodiernamente com os nossos idosos... Continuemos reivindicando melhoras para os nossos idosos... Continuemos nos mobilizando em prol dos nossos idosos... Continuemos denunciando as arbitrariedades praticadas contra os nossos idosos... Continuemos a exigir os direitos dos nossos idosos... Continuemos protegendo os nossos idosos... Continuemos respeitando os nossos idosos... Continuemos honrando e dignificando os nossos idosos!...
Só uma luta constante, vigilante e permanente da grande parte racional da sociedade brasileira é capaz de configurar um novo olhar, um olhar dignificante e merecedor para os nossos queridos idosos que são os nossos irmãos, pais, tios, avós, parentes, amigos, cidadãos e, seremos nós num futuro próximo, se tivermos sorte, caso a morte não antes nos leve.
 Dr. Archimedes Marques - Delegado de Polícia Civil no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela U.F.S. Atualmente lotado na Delegacia de Apoio e Defesa do Idoso, em Aracaju- SE)  archimedes-marques@bol.com.br
Referências bibliografias e sites pesquisados:
CAPEZ, Fernando. Curso de Processo Penal. São Paulo: Saraiva, 2003
SARLET, Ingo Wolfgang. Dignidade da Pessoa Humana e Direitos Fundamentais na Constituição Federal de 1988. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2001.
BARBOSA, L. Igualdade e Meritocracia. Rio de Janeiro: Fundação Getulio Vargas, 1999.
PESSINI, L. Envelhecer com Dignidade. Revista O mundo da saúde. São Paulo, 1997.
SAYEG, N.A questão do envelhecimento no Brasil. Revista O mundo da saúde. São Paulo,1997
TEMER, Michel. Elementos de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros editores, 2000.
BOBBIO, Norberto. A era dos direitos. Rio de Janeiro, 1992.
PIOVESAN, Flávia. Direitos Humanos e o Direito Constitucional Internacional. São  Paulo: Max Limonad Editora, 2000.
COMPARATO,  Konder. A Afirmação Histórica dos Direitos Humanos. São Paulo: Saraiva, 2007.
CRETELLA JUNIOR, Jose. Elementos de Direito Constitucional. São Paulo: RT, 2000.
DE PLÁCIDO E SILVA. Vocabulário Jurídico. Rio de Janeiro: Forense, 1999.
LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. São Paulo: Método, 2003.
MIRABETE, Julio Fabrini: Código Penal Interpretado. Editora Atlas: São Paulo, 2000.
Idecrim/ webartigos/ Jusvi/ Netlegis/ veja.abril/Ucamcesec.com/Novacriminologia/ Soleis/ Conjur/aprendebrasil.com/ Datajus/ Direitopositivo/ Jurisway/ Infodireito/ Lfg.com/ Ufrgs.br

Enviado para este blog pelo autor:
Dr. Archimedes Marques

O JOGO DO CANGAÇO (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

O JOGO DO CANGAÇO
Pegue um tabuleiro, duas vezes maior do que os de serventia para estirar cocada de frade, leve para o meio do tempo e aí, com as próprias peças extraídas da natureza, vá colocando cada objeto em seu devido lugar.
Assim como o xadrez e seus castelos, damas, reis e rainhas, e o jogo de bilhar, com suas caçapas, bolas, giz e tacos, o jogo do cangaço também deverá ser jogado com peças bastante conhecidas por todos. Pedras de pontas, pedras que ferem e que sangram.
Por cima do grande tabuleiro espalha-se barro vermelho, massapê e terra solta, tendo por cima mandacarus, xiquexiques, urtigas, cansanção, jibóia, cascavel, preá zanzando de um lado pro outro, alpercatas de couro cru esquecidas pelas veredas e muito mais. O passo, a pressa, o pavor...
E muito mais. Por cima do tabuleiro não se deve esquecer ainda do mosquetão, da pistola, do punhal, da cartucheira, do alforje, do cantil e do embornal, da carne seca apressada, do gole de barro seco, pode ainda espalhar por ali calça de couro, de tecido grosso, chapeu de couro estrelado, um perfume cheirando a suor e um dente de ouro.
Mas o jogo exige muito mais. O tabuleiro deve ser jogado em espaço apropriado, num lugar amigo das destemperanças do tempo, entregue à sorte da chuva, do sol, da trovoada, da noite estrelada, dos cantos e das vozes misteriosas da natureza, pertinho do silêncio das pedras que falam. Não só falam como choram.
Sendo um jogo já bastante antigo, desde muito que sua fama corre caminho, tanto por alguns famosos jogadores como pelos seus mestres. Muitos professores ensinaram essa arte como ninguém, mestres do quilate de
Jesuíno Brilhante
e Antônio Silvino, mas sendo um tal de
Virgulino Ferreira da Silva, alcunhado Lampião, o catedrático insuperável no jogo do cangaço.
Dizem que Lampião não só ensinava como jogava até com um olho fechado. Sabia de tudo do jogo, as estratégias de ataque e de defesa, o tempo certo para atacar o inimigo e o instante exato para correr em debandada. Ensinou a jogar de trás pra frente e da frente pra trás, de modo a fazer com que o inimigo achasse que suas pedras estavam distantes quando já caíam por cima dos desafetos.
Dentre as táticas que ensinava algumas ficaram famosas. O piado do passarinho dizia onde uma pedra estava escondida; um pio mais agourento indicava que era hora de avançar conjuntamente ou sair do lugar no mesmo instante; quando uma pedra era jogada, levava junto uma folhagem por trás que era pra não deixar rastro; e até o rastro indo pra frente já seguia noutra direção.
Esse tal de Lampião, o mestre dos mestres no jogo do cangaço, teve entre seus alunos jogadores como
Corisco,
Canário, Demudado,
Cajazeira,
Zé Sereno,
Volta Seca, Mergulhão,
Juriti e Zabelê, dentre muitos outros. As mulheres eram também atrevidas e algumas se intrincaram nessa aposta danada demais:
Maria, a bonita,
Sila, Adília,
Enedina, Dadá.
Mas vamos ao jogo em si, para se jogar hoje em dia como se jogava antigamente, ao menos buscando nas lições dos mestres o conhecimento já inútil para o tempo presente, pois aquilo que se jogava com raça, coragem e valentia, hoje se joga no blefe, na falsidade, na covardia, na traição injustificada. Aliás, as pedras, como se denominavam os jogadores, atualmente têm nome de gente mesmo e o que motiva o jogo não é mais revolta contra as injustiças, mas sim bandidagem desavergonhada.
Para jogar o jogo escolha mais três cabras valentes, quatro somando você, ou até mais. Antes de começar a peleja, antes de arriscar sua sorte, tem de saber que correrá risco de morte, passará sede e fome, se privará de qualquer conforto, sua vida dali em diante terá o mesmo valor que um passarinho na mira da baleadeira de menino danado.
No corrupio da ventania, quando o dado da sorte virar na direção de um, a este será dado o direito de fazer o jogo começar. Antes que ele grite “atacar”, lembre que basta uma falha sua para se tornar a primeira vítima. E as peças do tabuleiro serão manchadas com a cor do seu sangue. Foi assim noutros tempos, quando o tabuleiro sertanejo se encharcou de tal forma que rios de sangue ainda hoje fazem curso na história.
Da história, em certas situações é melhor apenas contá-la. Muitos jogadores não tiveram tempo de se arrepender; outros arriscaram pensando que ainda eram pedras quando já eram pó. Lampião, o maior jogador, um dia apostou com a sorte e perdeu. E você, que só tem valentia nos gestos e para os de dentro de casa, vai jogar?
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com

domingo, 20 de novembro de 2011

O MONGE E O ESCORPIÃO


Esta parábola nos faz refletir a forma de melhor compreender e aceitar as pessoas com que nos relacionamos. Não podemos e nem temos o direito de mudar o outro, mas podemos melhorar nossas próprias reações e atitudes, sabendo que cada um dá o que tem e o que pode. Devemos fazer a nossa parte com muito amor e respeito ao próximo. Cada qual conforme sua natureza, e não conforme a do outro. 
Leia com atenção esta parábola e reflita consigo mesmo

Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma  ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido A dor, o monge deixou-o cair novamente no rio.
Foi então a margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou. Voltou o monge e juntou-se ao discípulo na estrada. Ele havia assistido a cena e o recebeu perplexo e penalizado.
- Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!
O monge ouviu tranquilamente o comentário do seu discípulo e em seguida respondeu-lhe: 
- Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha.

Compadre, me diga aí.....

Baú da Memória!


Onde estamos?
Que dia é esse e o que estamos fazendo?
Com a palavra:
 
Danielle Esmeraldo,
Rodrigo Sampaio,
 Dra. Francisquinha,
João de Sousa Lima,
Rubinho,
Eloisa Farias,
 Dra. Maria Amélia,
 Antônio Galdino,
 Gonzaga de Garanhuns,
 Aninha,
Lily e
Alberto Lima...
 
Se tem mais alguém que quer arriscar... basta dizer. Comenta aí!!
 

O cangaceiro Corisco em estudo

Por: Guilherme Machado
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CIDADE SERRINHA SITUADA AO NORTE DO SERTÃO BAIANO

O Portal do Cangaço, orgulhosamente faz uma grande exposição na cidade de Miguel Calmon, Bahia, na Escola Polivalente, onde foi retratado o óbito do cangaceiro Corisco, no último dia 18-11-2011

Marcante debate com o professor e pesquisador Djalma Rios e o pesquisador Guilherme Machado, sobre o lavramento fúnebre de Cristino Gomes da Silva Cleto,
o  cangaceiro "Corisco" que foi  lavrado no dia 25 de Maio de 1940, no pequeno distrito de Djalma Dutra, no município de Jacobina, hoje a bela cidade de Miguel Calmon, encravada no Piemonte da chapada diamantina.

Onde o bate-papo sobre o cangaceiro Corisco "Diabo Loiro" teve a honrosa participação da escritora e professora aposentada Dona Dalva Vilaronga Almeida Silva, 80 anos de muito carinho e dedicação ao município de Miguel Calmon... Também teve a valorosa participação do escritor e professor Gerfeson Carvalho dos Santos, 31 anos de muita experiência e dedicação ao próximo.
Esta dupla de escritores me presenteou com um exemplar do livro de autoria do Duo: Retrato de Miguel Calmon "Análise Geral do Município”... O Livro Relata a Finita Trajetória do cangaçeiro Corisco, que foi covardemente assásinado por uma volante organizada pelo tenente
José Osório de Farias " Zé Rufino",   onde o Tenente organizou a força policial com a participação de vários calmonenses, em desteque do pelotão de caçadores,   os Sargentos: José Otávio de Sena e José Fernandes. Toda esta trajetória de palestras e  conhecimentos,  não teria acontecido sem a valiosa intervenção do pesquisador e amigo Djalma Rios. O professor Djalma é um eterno apaixonado pela saga do cangaço, e pela  boa música do rei do baião, Luiz Gonzaga.  
ADENDO
José Mendes Pereira

Do acervo do Dr. Ivanildo Alves da Silveira



ALGUMAS CONSIDERAÇÕES: 

Certidão de óbito de Cristino Gomes da Silva Cleto, o cangaceiro "Corisco" 

1º. - Certidão de óbito lavrado em: 27 de maio de 1940;      
2º. - Data e hora da morte: 25 de maio de 1940, às 17:00 hr;
3º. - Local: Outrora, Cidade de Djalma Dutra. Hoje Miguel Calmon-BA;
4º. - Profissão:  Bandido (Ora, não existe essa profissão no Ministério do Trabalho...);               
5º. - Estado Civil: Solteiro - Errado - Corisco era casado no religioso com Dadá; 
6º. - Que deu como causa da morte: Tiros de metralhadora no abdomem (errado - esse foi o meio - A morte se deu devido a anemia aguda, choque hipovolêmico; lesões de grandes vísceras...etc...            
7º. - Não teve assistência médica...
8º. - Enterrado no Cemitério da Consolação da cidade de Miguel Calmon-BA. 

Aristeia Soares: Uma Cangaceira Incansável.

Por: João de Sousa Lima


Aristeia Soares representa a longevidade da mulher sertaneja e hoje, diante dos quase 99 anos de idade é um capitulo vivo da história do nordeste. Essa incansável mulher que não para um dia da vida para descansar e rejuvenesce quando fala em retornar para visitar sua casinha, no Capiá da Igrejinha, em Canapí, Alagoas e se prontifica de imediato.

Diante de sua antiga moradia ela se emociona, relembra fatos, sente saudades de tempos idos.
Aristeia nasceu no dia 23 de junho (dia de São João) de 1916. Por perseguições e espancamentos da polícia foi obrigada seguir para o cangaço, mundo onde já se encontrava sua irmã Eleonora.
A Família sempre reunida em torno da Matriarca quase centenária.
Sempre solícita para entrevistas e filmagens.
 Sorridente sempre exprime sua alegria contagiando a todos.
Às vezes o pensamento se perde no silêncio buscando as lembranças que ficaram no passado.
O Capiá da Igrejinha é para Aristeia um pedacinho do céu, e lá ela pretende um dia descansar no eterno sono divino, talvez embaixo de alguma frondosa caraibeira, com seu amarelado tapete de flores douradas.
Agradeço a oportunidade de ser seu amigo e poder conhecer segredos e confidenciar fatos de minha vida. Ter Aristeia como amiga e confidente é prazeroso.
Aristeia Soares é sinônimo de sabedoria, fidelidade, amor, conhecimento, amizade. Aristeia é a síntese da dignidade. Abençoada seja Aristeia Soares

Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço,
 João de Sousa Lima.

Especialistas em arrombamentos de caixas eletrônicos são importados do Sudeste

Por: Antonio Ferreira da Silva Neto 

Investigações realizadas pela Divisão de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor) apontam que os especialistas em arrombamentos de caixas eletrônicos, com o uso de maçaricos, que estão atuando com muita frequência no Rio Grande do Norte, estão sendo importados da região Sudeste, a maioria de Santa Catarina. A conclusão foi tirada depois que três homens conhecidos como "Caixeiros", procedentes da cidade de Joinville (SC), vinham constantemente a Natal para coordenarem grandes roubos a bancos e treinar outros criminosos.

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A delegada Sheila Freitas, titular da Deicor, conseguiu identificar um dos especialistas como sendo Antonio Carlos Marcelino, que domina a técnica de usar o maçarico para abrir as máquinas sem que as notas sejam extraviadas. "Não é tarefa fácil, que qualquer um pode fazer. É preciso conhecimento técnico para evitar que o caixa pegue fogo ou as notas sejam queimadas. Por isso, esses criminosos acabam se tornando os líderes das quadrilhas", disse a delegada.
Para a Deicor, os assaltantes de Joinvile pelo menos duas vezes por mês vinham ao RN para orquestrar as ações criminosas, tanto na capital como no interior. "Eles se articulam com os criminosos daqui e estavam vindo só para fazer o assalto e voltar. Muitas vezes eles nem usam avião para não deixar rastos", explicou a delegada.
Os assaltos aos terminais eletrônicos eclodiram no Estado depois que os bandidos em uma ação ousada explodiram duas agências do Banco do Brasil nas cidades de Umarizal e Martins, em 19 de julho de 2010. Daí para cá as ocorrências se propagaram por diversas cidades do Estado.
A preferência por terminais eletrônicos, ao invés de assalto "no peito e na raça", famosos nos anos 80 e 90, ganhou espaço entre as quadrilhas, devido ser mais prático e eficaz. "O risco de chegar a uma agência, invadir, fazer reféns, esperar que o cofre abra na hora programada é bem maior do que na calada da madruga, render um ou dois vigilantes e queimar com maçarico ou mesmo explodir com dinamites. O número de baixa é quase zero", destacou.
Para o delegado, a técnica de usar o maçarico se popularizou devido chamar menos a atenção do que acordar uma cidade com as explosões, como aconteceu em Umarizal e Martins no ano passado. "Os casos de Umarizal e Martins foram bem orquestrados e a explosão do primeiro, no caso em Umarizal, foi para chamar a atenção da polícia e deixar o caminho livre para a ação de Martins, de onde foi levado uma soma de dinheiro bem maior", disse.
Outro assalto a terminal eletrônico que ficou bastante famoso pela ousadia dos criminosos aconteceu em Natal, quando uma quadrilha armada invadiu a sede do Tribunal de Justiça do RN, no dia 30 de outubro, e levou todo o dinheiro de um dos caixas que ficam localizados no prédio.
Depois de vários dias de investigação, a Deicor preendeu 11 pessoas acusadas de participação no roubo, dentre elas dois policiais militares e um funcionário terceirizado que trabalhava no local. As prisões ocorreram nos bairros de Petrópolis e na Praia dos Artistas, em Natal. 
Uma luz no fim do túnel para transportar dinheiro com segurança
Durante um evento internacional de equipamentos sofisticados de alta tecnologia, uma empresa americana apresentou um sistema de transportes de valores que deverá ser a solução para combater os roubos a carros fortes, no entanto requer um investimento muito alto para os bancos e empresas especializadas.
A nova tecnologia está chegando ao Brasil e que, segundo a empresa idealizadora, tornará os carros-fortes obsoletos e diminuirá drasticamente o assalto a transportes de valores.
Segundo os americanos, a tecnologia, chamada "Cash Protection Solution", é composta por uma maleta para o acondicionamento de dinheiro e gavetas nas quais as maletas são encaixadas. Munida de vários sensores a maleta detecta se for transportada fora do horário marcado e também só pode ser carregada por uma pessoa registrada, que ela reconhece através de leitura de impressões digitais.
A maleta com o dinheiro deve ser transportada no horário certo para uma van que contém as gavetas, que servem como uma espécie de check-point. Após chegar ao local de destino a maleta deve ser retirada dessa gaveta pela pessoa autorizada e ser inserida no caixa eletrônico, num tempo determinado. O sistema todo já é compatível com os caixa existentes no Brasil, facilitando a adoção.
Caso alguma coisa saia do esperado um alarme dispara e a maleta libera um cartucho de tinta que inutiliza todas as notas dentro dela. A ideia da Sintel é que, como essa tecnologia torna impossível o roubo de dinheiro sem destruí-lo, não existe mais motivo para carregá-lo em carro-forte ou por pessoas armadas.
Poder de fogo das quadrilhas mostra lado vulnerável das forças policiais do Estado
Os constantes arrombamentos aos terminais eletrônicos das agências bancárias em cidades do RN tem ocorrido cada vez mais com frequência e vem desafiando a polícia no combate aos criminosos, que a cada dia mais inovam na ousadia.
Cidades localizadas nas mais diferentes regiões do Estado já foram alvos das quadrilhas especializadas, mostrando a vulnerabilidade do sistema de segurança, refletindo no poder de fogo de alta tecnologia, com armamentos potentes que sobrepujam o poder bélico dos policiais.
Foi o que aconteceu no dia 13 de setembro deste ano, quando uma quadrilha fortemente armada invadiu a cidade de Coronel Ezequiel, rendeu os funcionários de um posto de combustíveis, prendeu a polícia e levou todo o armamento. De quebra, os bandidos fizeram dois policiais de reféns e os abandonaram completamente nus em uma estrada carroçável, já no Estado da Paraíba.
A delegada da Deicor, Sheila Freitas, responsável por investigar a maioria dos assaltos ocorridos no interior do Estado, tem encontrado muita dificuldade para prender os assaltantes. A principal delas é a falta de estrutura das delegacias e o pouco policiamento civil nas cidades. Mesmo assim, somente nos últimos três meses mais de 10 quadrilhas foram desarticuladas.
Fonte: diário online de Natal.
Atenciosamente,
 Neto