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sexta-feira, 23 de março de 2012

Escadinha


Foi numa tarde do dia 31 de dezembro de 1985, com a ajuda de seu braço-direito, José Carlos Gregório, o Gordo, que o traficante José Carlos dos Reis Encina escapou da antiga penitenciária Cândido Mendes, presídio considerado de segurança máxima da Ilha Grande, numa das fugas mais espetaculares do sistema carcerário brasileiro.
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O helicóptero pousou a 500 metros do muro da casa de detenção. Escadinha estava aguardando em uma área descampada. A operação, bem-sucedida, não enfrentou qualquer dificuldade, tanto que ficou no ar a suspeita de conivência de policiais na fuga na época.
Preso novamente, Escadinha passou 12 anos em Bangu I até ser beneficiado pelo regime semi-aberto.
José Carlos Gregório, o Escadinha, foi morto no ano de 2004, assassinado com tiros na Avenida Brasil.

Subsídio para a história de Mossoró - 23 de Março de 2012

Por Geraldo Maia do Nascimento

Em 12 de janeiro de 1871, pela primeira vez, a Câmara resolve denominar as ruas e numerar as casas e incube ao capital Antônio Filgueira Secundes e Jeremias da Rocha Nogueira para essa missão.
Geraldo Maia do Nascimento

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Fonte:

Madame Satã



O lendário malandro da Lapa Madame Satã, nasceu João Francisco dos Santos em 25 de fevereiro de 1900 no interior de Pernambuco.

Foi preso pelo assassinato de um policial no Rio e em seguida tranferido para o presídio de Dois Rios. Cumpriu cerca de 16 anos na Ilha Grande.

guiadoviajante.com
Após ser solto, Madame Satã trabalhou como cozinheiro num restaurante na Vila do Abraão e desenvolveu algumas receitas de muito sucesso.

Uma moqueca de peixe com molho de coco ganhou seu nome e é até hoje encontrada em restaurantes da Ilha Grande.
Madame Satã faleceu livre no ano de 1976 na Vila do Abraão.

A EQUIVALÊNCIA DO NADA (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa

A EQUIVALÊNCIA DO NADA
Por mais que a filosofia pretenda inferir o valor do nada, afirmando-o como um princípio abstrato, desconhecido, tendente a deixar de não-ser para se tornar em algo, creio que não há outro caminho para entender o nada senão como nada mesmo, como coisa alguma.
Ora, a minha filosofia é realista, baseada na exigibilidade de ideia plausível ou ao menos sentir para pressupor a existência de algo. E, como se vê, totalmente contrária à preocupação filosófica original em buscar o entendimento do universo a partir do ainda não conhecido.
Lógico que é sempre instigante pressupor o não-existente para buscar sua existência, mas não creio que na realidade atua valha a pena deixar de lado o provável e o possível para inferir acasos.
Mas até aqui eu não disse absolutamente nada, alguém poderia supor. E com razão. Afinal, qual a filosofia que chega à cor azul ou no ponteiro do relógio, na data do calendário ou no dia de amanhã? Nenhuma.
A filosofia é incerteza, inexatidão, desconhecimento. Mas serei bem claro a partir de agora e apenas para dizer que igualmente à metafísica, que se volta para explicar o mundo através do abstrato, a vida em sociedade se realiza através da filosofia da incerteza.
E porque a vida em sociedade se confirma e se conforma com o abstrato, com a incerteza, com a inexatidão e com o improvável, diria que ela não passa de um nada. E um nada porque é contraditória, se nega e se desconhece.
Sendo assim jamais se afirma e segue um percurso ao menos certeiro; não busca idealizar uma noção de existência que a confirme como uma realidade onde o povo sabe realmente o que quer para si.
A vida em sociedade é, pois, um nada. E o que seria, então, o nada? Filosoficamente, é o não-ser, o oposto ao ser; é uma existência ausente e não sentida. Heiddegger indagava por que existe o ser e não o nada, confirmando, pois, que o nada é a ausência do existir. Na física, o nada é coisa alguma, aquilo que não há no espaço e nem pode ser preenchido num vazio.
De forma mais inteligível, temos então que o nada é coisa nenhuma, o não existente ou a não-existência; coisa vã, nula, o nada mesmo. Assim se diz que o conselho vai dar em nada; do nada, nada se tira; absolutamente nada parece existir na cabeça da juventude; apenas o nada restou após o festim das vaidades.
Contudo, o nada social é o que interessa aqui. Por mais que a sociedade pareça viver cheia de regramentos, de códigos de conduta, de costumes e tradições morais, o que se observa como fundamento maior é a inobservância generalizada disso tudo. Desse modo, todo preceito e toda lição acaba se transformando em nada porque o ser humano sempre insiste em não obedecer sequer a si mesmo.
Até que poderia se dizer que a vida em sociedade é preenchida demais para se pensar em sua nulificação. Mas o progresso, as inovações tecnológicas, os modismos, a feira de tudo que aparece a cada dia não significam absolutamente nada quando o homem não sabe tirar proveito do que lhe colocado ao dispor. A internet, por exemplo, não é absolutamente nada para quem não sabe usufruí-la; a medicina avançada não é absoluta nada para quem não se preserva ou se cuida.
A sociedade é nada porque não encontrou seu caminho, ainda não sabe o que quer, vive em eterna dúvida de sua capacidade. Tudo que se faz é para o presente, para usufruir no instante, num egoísmo e vaidade exacerbados, num materialismo desenfreado.
A vida em sociedade é também nada porque o simples fato de estar vivo, de estar aqui e ter um lugar dentre os demais não significa absolutamente nada para as pessoas. Pelo que fazem, é realmente um tanto faz.
Quando digo que a sociedade é a equivalência do nada, afirmo e reafirmo o que todo mundo sabe e poucos ousam dizer: o ser humano se acha único, importante demais, o centro de tudo, num egocentrismo exacerbado, sem perceber o nada que é. E se a vida não é nada para a pessoa, o que será dela nesse nada que dispõe apenas de um grão no tempo?
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

Fernando Gabeira


Mineiro de Juiz de Fora, Fernando Paulo Nagle Gabeira nasceu em 1941. Escritor, jornalista e deputado federal (PV-RJ).
Destacou-se como jornalista na função de redator do “Jornal do Brasil”, onde trabalhou de 1964 a 1968.
No final dos anos 60, ingressou na luta armada contra o regime militar. Em 1969 foi preso e mandado para a Ilha Grande.
noticias.r7.com
Foi exilado político durante 10 anos e voltou ao Brasil em 1979.
Considerado um dos poucos políticos de respeito deste país, Gabeira defende a legalização da maconha, a união civil homossexual, a prática do nudismo, os direitos dos presidiários e da liberdade sexual, entre outros temas que somou à tarefa ecológica na volta do exílio.

Manhã, bem cedinho... (Poesia)

Por: Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa

Manhã, bem cedinho...

Enquanto o galo
ainda ensaia o seu canto
a voz já entoa oração
o milho vai ser ralado
o café vai pro pilão
depois torrado e coado
borbulhando no fogão
é um cheiro abençoado
riqueza na precisão
o dia nem clareado
e tudo feito na mão

o galo ainda desperta
quando a tapera é aberta
um povo sem hora certa
na vida só descoberta
tudo em tão pouco tempo
fazer tudo bem cedinho
tirar o leite da vaca
jogar pingo na roseira
botar mais lenha no fogo
tirar o queijo da forma
e ter também um tempinho
pra olhar o amanhecer
e que Deus sempre abençoe
um povo e o seu viver.


Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

O que comprova a morte de Lampião na Grota de Angico?

Por: José Mendes Pereira
ICCA e Sociedade do cangaço - Foto B. Abrahão / Inédito: uma das poucas  fotos que registraram Lampião costurando em uma de suas máquinas Singer, em 1936
 
1 - Os cangaceiros que estavam com ele na noite da chacina, e por sorte não foram abatidos, como: Sila, Zé Sereno, Balão, Candeeiro (este ainda está vivo e mora em Buique-PE), e outros, afirmaram aos pesquisadores, escritores e repórteres, que sem dúvida,  Lampião foi morto lá na grota de Angico.

2 – Do jeito que era Lampião vingativo e não aceitava ser vencido por ninguém, se ele tivesse escapado da chacina, com certeza teria organizado um novo bando, até mesmo com os próprios remanescentes que escaparam da sua saga, e teria dado continuidade a sua empresa de cangaceiros.

Existem alguns que falam que Lampião havia escapado da chacina, mas isso é conversa sem futuro. Se os que estavam lá afirmaram que Lampião não escapou da chacina, como é que quem não estava lá, viu Lampião fugir do ataque.

Se você quiser ver o vídeo com a entrevista do cangaceiro Candeeiro, que cedeu ao escritor Aderbal Nogueira, acesse o blog:
"Cariri Cangaço" - Por que a reunião no coito do Angico?". Por: Aderbal Nogueira.

Vendo o filme,  você vai tirar a sua dúvida e acreditar que Lampião morreu mesmo na grota.

Não se iluda, Lampião foi mesmo abatido naquela madrugada de 28 de julho de 1938, na grota de Angico, no Estado de Sergipe.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Orígenes Lessa

[creditofoto]

Orígenes Lessa, jornalista, contista, novelista, romancista e ensaísta, nasceu em Lençóis Paulista, SP em 12 de julho de 1903.
Em 1932, tomou parte ativa na Revolução Constitucionalista, durante a qual foi preso e removido para o presídio de Ilha Grande.
Ilha Grande
Escreveu "Não há de ser nada", reportagem sobre a Revolução Constitucionalista, e "Ilha Grande", jornal de um prisioneiro de guerra. Dois trabalhos que o projetaram nos meios literários. Nesse mesmo ano, após ser solto, o jornalista ingressa como redator na N. Y. Ayer & Son, atividade que exerceu durante mais de 40 anos em sucessivas agências de publicidade.
Foi eleito em 1981 para a Academia Brasileira de Letras e faleceu no Rio em julho de 1986.

Graciliano Ramos

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Graciliano Ramos foi outro "hóspede" famoso do Presídio de Dois Rios, foi preso político durante a ditadura de Getúlio Vargas sem nunca saber a real razão de ter sido mandado para a cadeia.
É considerado um dos maiores escritores brasileiros do século XX e proeminente representante do romancismo. Também foi prefeito e jornalista em Alagoas.
pt.hostelbookers.com
Graciliano Ramos escreveu o livro “Memórias de um cárcere”, detalhando sua experiência no período em que esteve no presídio da Ilha Grande.
Graciliano Ramos faleceu no Rio de Janeiro, no ano de 1953, vítima de câncer pulmonar.

Cerveja ou aguardente?

Por: José Mendes Pereira

Nesta foto o rei Lampião aparece segurando uma garrafa, possivelmente cerveja. Prova que o afamado cangaceiro gostava de muito luxo, principalmente quando se tratava de bebidas.

Muitos vêem Lampião como um homem mal, desordeiro de primeira classe, mas não devemos esquecer que tudo que ele fez contra alguns, foi por ter sido traído pelos seus melhores amigos, sem falar em Pedro de Cândido, e quando se trai um bandido, com certeza receberá sua punição.
Afirmam os historiadores que Lampião mantinha respeito pelos pobres e velhos. É verdade! O que os seus remanescentes contaram à imprensa e aos perseguidores, não há dúvida. Lampião não só os respeitava como também ajudava os mais necessitados.  
Não só a cangaceira Dadá, mas todos que restaram da sua saga, falavam muito bem de Lampião, que era um homem bom, educado, sabia respeitar os seus comandados. Afinal, Lampião foi vítima de desordens que ele não as praticou.

Dia Internacional da Água:

Por: José Cícero

A água foi quem nos deu a vida...


No passado ela era quase um símbolo dedicado ao sagrado. Tamanho era o respeito e o grau de reverência que as pessoas dedicavam a ela. Um verdadeiro monumento natural dos seres vivos, através do qual a natureza da vida convivia na mais pura harmonia com os interesses e necessidades dos homens. Havia, portanto um notório equilíbrio marcado pela consciência da sua importância para a própria sobrevivência e bonança do planeta.
Era na prática cotidiana, a expressão mais pura da vida de todas as espécies enquanto autêntica dádiva de Deus em benefício de toda a existência humana e ambiental. Dado que ela era respeitada e cultuada por todos os povos do planeta desde os tempos imemoriais. A vida, portanto, estava de um certo modo especial profundamente ligada o tempo todo a ela. Era uma coisa mágica viva. Um espetacular fenômeno pelo o qual a natureza se consolidava em toda a sua beleza e magnitude diante dos seres da biosfera. Um símbolo materializado de tudo o mais que era sagrado. Um acontecimento metafísico e inusitado da ciência química. A substância das substâncias... Um eterno presente dos céus. Um exemplo da mais clarividente bonança com vista o milagre eterno da multiplicação do pão alimentando a Terra.
Semente de toda a grandeza e da fartura fazendo brotar a energia e o alimento do chão. Plena abundância da vida na sua compleição mais forte e verdadeira. Semente a germinar para todo o sempre um paraíso de fartura e de beleza. Um universo de infinitas grandiosidades garantindo aos homens e as demais espécies a necessária perpetuação. De modo que, quase nada podia ser pensado sem que ela fosse considerada.
Hoje, no entanto, estamos aos poucos a matando. Envenenando-a. Destruindo os seus antigos caminhos e os biomas que a ela pertencem. Degradando sua composição natural. E uma vez matando, também morremos junto com ela. Posto que somos todos dependentes da sua existência. Sem ela nada mais será possível sobre a Terra. Nada sobreviverá. Fauna e flora perecerão quando um dia ela morrer ou for embora. A vida da Terra sucumbirá.
Se no passado ela era um bem coletivo. Hoje, infelizmente, virou produto da cônica humana. Uma mercadoria como mecanismo de se ganhar dinheiro pela voracidade louca do capitalismo. Está sendo transformada em propriedade de uns poucos. Os ricos do mundo que no fundo são tão pobres que só possuem dinheiro. Os que morrerão de sede primeiros que nós pelo egoísmo que carregam no coração.
Ao contrário do passado, ela agora é motivo de guerra. O mais novo escândalo da civilização tida como moderna. Um perigo quando ainda consegue brotar do chão. Um bem cada vez mais escasso e que fatalmente comprometerá toda as forma de vida do planeta.
Ela é tão somente o símbolo maior da vida. Nascemos dela. E ainda hoje somos potencialmente compostos química e organicamente por ela. Molécula da existência terrena. Hídrica composição da matéria viva. Sustentáculo de tudo que pode ser chamado de fauna e flora. O mais precioso recurso natural da natureza biodiversa. Combustível da sobrevivência, chamado simplesmente pelo nome de ÁGUA.
Para entender:
Neste dia 22 de março o mundo comemora o ‘dia mundial da água’. Um ato simbólico institucional, mas que se reveste do mais alto valor humanístico, posto quer nos remete não somente nesta data a voltar nossas atenções e preocupações para a problemática da água vivenciada atualmente pelo mundo inteiro. A referida homenagem foi criado em 1993 pela Nações Unidas sob as devidas recomendações da 
Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.
Façamos então, nossa reflexão acerca desta questão vital para a vida na Terra.

Enviado pelo Secretário de Cultura de Aurora - Ce:
José Cíceor

José Cícero
Professor, Pesquisador e poeta.
Secretário de Cultura, Turismo e Esporte.
Aurora - CE.
LEIA MAIS EM:

OS AMIGOS DE ALCINO ALVES COSTA

Por: José Mendes Pereira

Juliana Ischiara e Alcindo Alves da Costa


Kidelmir Dantas e Alcindo Alves da Costa



Ana Lúcia e Alcindo Alves da Costa


Aderbal Nogueira e Alcindo Alves da Costa



Antonio Amaury e Alcindo Alves da Costa



João de Sousa Lima, Alcindo Alves e João



Jairo e Alcindo Alves da Costa



João de Sousa Lima, Alcindo e Antonio Vilela



Juliana, Alcindo e Paulo Medeiros Gastão



Danielle Esmeraldo e Alcindo Alves da Costa



Dr. Ivanildo Alves, João de S. Lima e Alcindo Alves



Cap. Bonessi, Ângelo Osmiro, Alcindo e Tomaz Cisne



Alcindo Alves e Inácio Loiola


Casal Archimedes Marques e Alcino Costa


Rostand, João de Sousa Lima, Nely, Ivanildo Alves,
Alcindo Costa e Juliana Ischiara


Manoel Severo e Alcindo Alves

 

Alcino Costa, Pedro Luiz e Dra. Francisquinha


Chagas Nascimento, Alcino Costa, Manoel Severo e 
João de Sousa Lima


Família de Alcindo Costa e ao lado Manoel Severo


Amaury, Lívio, Manoel Severo, Sousa Neto e Alcino Costa


Professor Pereira, Manoel Severo, e Alcindo Alves Costa


Antonio Vilela, Alcindo Alves Costa e Rubinho Lima


José Cícero, Alcindo e Bosco André


Jack,...Alcindo...
Esclarecimento:
Os demais cangaceirólogos não foram inseridos nesta página, por eu não ter encontrado suas fotos com Alcindo Alves da Costa, e alguns foram repetidos, devido ter que colocar outros que ainda não haviam sido inseridos. Muitos que não participaram desta página, não foi por omissão, pois eu muito gostaria de ter colocado todos que participam do “Tema Cangaço”.
Uma corrente de oração em prol da saúde do escritor
Alcindo Alves da Costa

Maria na terra de Gabriela

O confrade Pawlo Cidade convida

Clique para ampliar
Quando você se embrenha pela caatinga...


Minha mãe dizia que o pai do meu pai tinha sido cangaceiro. Não sei se ela dizia para meter medo em mim e em meus irmãos ou se era mesmo verdade. O certo é que eu fiquei com aquilo na cabeça e a história do cangaço e seus homens me perseguiram. Esta admiração pelas histórias de Virgulino e seus cabras me fizeram criar um projeto que nasceu em 1994, quando montei "Lampião", de Raquel de Queiroz; em seguida, em 2002, concebi e dirigi "Arapuca - tragédia sertaneja", também sobre o cangaço. E por fim, em 2008, estreiamos "Cangaço", que narra a trajetória dos últimos dias de Lampião até a fatídica manhã de 28 de julho de 1938.

Ficamos dois anos em cartaz com "Cangaço", ganhamos três prêmios e fizemos mais de trinta apresentações. Quando pensei que já havia encerrado o ciclo sobre Lampião, eis que escrevo "A Casa de Santinha", texto que narra a vida de Maria Bonita até o dia em que ela foi embora com Lampião. Não sei se montarei algum dia. Talvez, quem sabe.

O fato é que quando você se embrenha pela caatinga, bebe na caneca, arranca os espinhos da pantorrilha e sente o sol escaldante arder o lombo, dificilmente esquece a história deste movimento.
- É, Santinha, quem sabe um dia a gente se encontre atrás da ribalta.
Pescado no sitio de cumpadi Pawlo: Espetáculo Cangaço

Repescado no blog: Lampião Aceso

Erivam Félix em Palestra no NEC - Por: Rosa Bezerra


PREZADOS CANGACEIRÓLOGOS,

Lembramos a todos os interessados que dia 27.03, terça-feira próxima, estaremos promovendo a palestra com o sociólogo Erivam Félix, discutindo
 seu recém-lançado livro
" CORONELISMO E CANGAÇO NO IMAGINÁRIO SOCIAL".


Endereço: Rua de Santana, 202, Casa Forte.
Recife-Pernambuco
Informações no horário comercial : UBE-PE 34417488.

A palestra é gratuita, acessível a todos os nivéis.

Contamos com a presença de todos.

COORDENADORA DO NEC  - NÚCLEO DE ESTUDOS DO CANGAÇO.
Rosa Bezerra
Extraído do blog: Cariri Cangaço

QUEM COSTURA MELHOR, o rei Lampião ou Maria Bonita?

Por: José Mendes Pereira
: ICCA e Sociedade do cangaço - Foto B. Abrahão / Inédito: uma das poucas  fotos que registraram Lampião costurando em uma de suas máquinas Singer, em 1936

Nesta foto o rei Lampião está costurando numa máquina de marca singer,  e faz pose diante da filmadora de Benjamim Abraão, possivelmente no ano de 1936, nas caatingas do nordeste brasileiro.


Esta, a sua rainha Maria Bonita também posa  costurando numa máquina singer, diante da  filmadora do libanês Benjamim Abraão, e o seu amado rei está ao seu lado, com um objeto na mão. Possivelmente esta foto foi feita no ano de 1936.

É possível que nenhuma destas máquinas não foi a que costurou a roupa de José, sobrinho de Lampião, pois o escritor


Paulo Medeiros Gastão diz em seu artigo "Angico", cujo a seguir, ele discorda, que afirmaram, que quando Lampião foi assassinado, o seu sobrinho José havia entrado no bando antes, lá na Grota de Angico, no Estado de Sergipe, e foi adquirido uma máquina para que fosse feita as suas vestes para seguir o bando nas caatingas. 

Observação:
As fotos foram adquiridas nos acervos dos escritores e pesquisadores do cangaço: João de Sousa Lima e Ivanildo Alves da Silveira.

Ângelo Osmiro, João de Sousa Lima e Ivanildo Alves da Silveira

Se você gosta de música,  visite este blog:

Cantinho da Música


Mas se não gostar, não vá mais lá, fique no blog do Mendes..., que tem muitas novidades sobre o cangaço do nordeste brasileiro.