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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Lavras e Fideralina marcam presença na grande Festa da Prévia do Cariri Cangaço 2013

 Manoel Severo, Marcos Santos e Cristina Couto

Uma das personagens mais marcantes de toda a história do Cariri é sem dúvidas Dona Fideralina Augusto Lima, de Lavras da Mangabeira. Autêntica representante da força e da fibra das matriarcas nordestinas, a partir de Lavras influenciou por muito tempo a vida e história de nosso Ceará. Fideralina será a principal personagem do Cariri Cangaço em Lavras da Mangabeira, presença essa confirmada em recente reunião do Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo e representantes do município, tendo a frente a Secretária de Cultura, Cristina Couto.

O encontro se deu no gabinete da Assembléia Legislativaneste último dia 31, e marcou a adesão de Lavras da Mangabeira ao Cariri Cangaço 2013. Além de Manoel Severo e de Cristina Couto, participaram os Assessores do município, Marcos Santos e Jeová Batista.


Para Manoel Severo “já aguardávamos a chegada de Lavras da Mangabeira; terra de meu amigo Melquíades Pinto Paiva; que se juntará aos demais anfitriões do Cariri Cangaço, sem dúvidas não poderíamos abrir mão de mostrar para todo o Brasil a força, a história e a tradição que possui Lavras, sobretudo com a história sem igual de Dona Fideralina e o Clã dos Augustos, é aguardar e conferir no Cariri Cangaço”.

Já Cristina Couto, secretária de cultura do município destacou “ a grande alegria em promover em Lavras o Cariri Cangaço tendo a oportunidade de resgatar os valores históricos de nossa cidade e o prefeito Dr. Gustavo AugustoBisneto já confirmou todo o apoio ao evento, estamos de braços abertos para receber a todos nesta grande festa”.

 Fideralina Augusto Lima

Lavras da Mangabeira sediará a primeira prévia do Cariri Cangaço no ano de 2013, “será um aquecimento para o grande Cariri Cangaço, então para aguardar setembro chegar, teremos essa avant premier, que só poderia ter a marca de outro grande município: Lavras” ressalta Severo. O Assessor de Marketing do evento, jornalista Heldemar Garcia esclarece, “as prévias do Cariri Cangaço serão eventos realizados em várias cidades do nordeste, como precursores do evento, com programação similar ao Seminário Cariri Cangaço, em formato menor, de dois dias: com palestras, debates, discussões, apresentação de vídeos e livros, além de visitas técnicas, e dessa forma, as prévias começam exatamente vestidas de luxo, a partir de Lavras da Mangabeira, logo logo estaremos divulgando a data do Cariri Cangaço – Lavras, aguadem!”

Tudo isso e muito mais enquanto Setembro não chega:

Lavras da Mangabeira por inteiro na Grande Prévia Cariri Cangaço 2013.

Redação Cariri Cangaço

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Convite



Convite

Convidamos aos sócios e amigos do GECC (Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará) para nossa reunião mensal no próximo dia 05 de Fevereiro as 19 horas. Excepcionalmente se realizará na Churrascaria Chopp Grill (Rua Júlio Siqueira n° 580; esquina com a Rua José Vilar, no bairro Dionísio Torres). Contamos com sua presença. Dentre outros assuntos teremos as prévias do próximo cariri cangaço.

Atenciosamente

Ângelo Osmiro Barreto
Fortaleza-Ce

Enviado por: 
Capitão Jorge Alfredo Bonessi - pesquisador do cangaço.

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Semana dedicada ao saudoso escritor e pesquisador do cangaço Alcino Alves Costa

Por: Kydelmir Dantas

PARTIU O MAIOR DEFENSOR DA VERDADE HISTÓRICA SOBRE O MASSACRE NA GROTA DA FAZENDA ANGICO

Alcino Costa partiu... Foi pra terras do benvirá? Só Deus, na sua onipotência, o sabe.

Conheci o Mestre nos idos de 1995, quando do primeiro contato telefônico. Depois, quando veio a Mossoró lançar a primeira edição do seu “Lampião Além da versão: Mentiras e Mistérios do Angico”. 

Amizade que não foi pega em arapuca nem feita em mesa de bar... Respeito mútuo numa relação de pai pra filho, de irmãos nas hostes da pesquisa cangaceira. 

Admiração do pupilo pelo seu Mestre... Foi o que sempre senti pelo Caipira de Poço Redondo.

Neste dia primeiro de novembro a SBEC ficou mais pobre e menos feliz, com sua partida; tanto pela defesa em busca da história, quanto pela eterna alegria ao reencontrar seus amigos. Assim era Alcino... Assim nos lembraremos dele.

Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador do cangaço.

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Centenário de Falecimento do Coronel Totonho do Monte Alegre

Por: João Tavares Calixto Jr

Neste ano de 2013 anota-se a passagem do centenário de morte de uma das figuras mais atuantes da historiografia aurorense, e por que não dizer, do cenário coronelístico nordestino. Antônio Leite Teixeira Netto, o Coronel Totonho Leite, ou ainda, Coronel Totonho do Monte Alegre, como era mais lembrado. Tornou-se amplamente, por enroupar-se com as características inerentes ao coronel de baraço e cutelo, famigerado. Entendido por besta, as vezes bestial, serviu de referência por muito tempo ao mundo pretensioso do coronelismo, onde sua figura era temida ou venerada e sua palavra era lei

Assumiu pela primeira vez o posto de Subdelegado de Polícia do pequeno Distrito da Venda da Vila das Lavras, à época, a principal autoridade policial do lugarejo, aos 12 de junho de 1883, tendo sido exonerado aos 5 de novembro de 1884, sendo substituído por Ernesto Teixeira Rabello.  

Foi nomeado pelo Governador Benjamim Liberto Barroso ao cargo de Intendente Municipal da Vila d'Aurora após a exoneração de João Francisco Leite, ocorrida em 1º de março de 1891. Permaneceu por dois anos a frente do Conselho de Intendência Municipal da Vila d'Aurora, entidade ao qual participou como membro fundador, juntamente a João Francisco Leite, Antônio Francisco Carneiro Monteiro, Firmino Bezerra de Medeiros e José Antônio de Carvalho, em 1890, co-elaborando a primeira Lei Orgânica do Município no mesmo ano de 1890.

Joaryvar Macedo, autor de "Império do Bacamarte"

Toma posse novamente em 11 de junho de 1907 ao cargo de Intendente, nomeado pelo Presidente do Estado no dia 5 do mesmo mês e ano. Por ter apeado do poder o seu sobrinho e também coletor em Aurora, Antônio Leite de Oliveira, discorreram sobre ele, como resultado de vingança e perseguições políticas, um dos mais tétricos causos desta página penumbrosa da história de Aurora e do Nordeste brasileiro, que à época, declinava-se ao amargo dissabor das questões resolvidas ao relampejante pestanejar das lâminas do punhal e da estampida e fumacenta alçada do bacamarte. Sobre o desfecho da deposição, acrescentamos o que disserta Joaryvar Macêdo em Império do Bacamarte (Fortaleza, 1990, p. 96):

“Abrindo campanha contra o sobrinho, o chefe de Aurora passou a convocar grupos familiares, aliás, de modo geral, muito entrelaçados ali, no sentido de aderirem a ele, em seu desiderato. Os que se recusaram a compartilhar do conluio, pela circunstância de serem amigos, correligionários ou ligados por laços de parentesco a Antônio Leite de Oliveira, acabariam vítimas de acerbas perseguições. Entre estas, estavam os Paulinos, que foram espancados sob o comando de um elemento do coronel Totonho, de nome José Gonçalves Pescoço. Posteriormente, revidariam a agressão. Por isso, houve um ataque ao sítio Pavão, de propriedade do coronel Cândido Ribeiro Campos, vulgo Cândido do Pavão, tio dos sobreditos Paulinos, aos quais o cacique aurorense pretendia capturar. O coronel Domingos Furtado veio, então, em auxílio do coronel Cândido, que transferiu os sobrinhos para o Taveira, como já se sabe, nos limites de Aurora com Milagres. Lá, o chefe local, o mencionado coronel Domingos Furtado, os garantiria”.

Estando protegidos no Taveira os Paulinos, enviou o coronel Totonho ao Governador do Ceará, Nogueira Acióli, pedido de força, que fosse suficiente para prendê-los no lugar. Da mesma forma, o chefe de Milagres coronel Domingos Furtado, não mediu esforços para providenciar-lhes a defesa. Outro, este, motivo cabal para desenvolver-se o famoso cerco ao sítio, conhecido por fogo do Taveira. Neste ambiente político tumultuado de Aurora, à época, foram vitimados, à semelhança dos Paulinos, os Macêdos do Tipi. Ainda sem forte inserção na virulenta cloaca da politicalha do município, a família mentoreada por Marica Macêdo (nesta época já casada em segundas núpcias com Antônio Abel de Araújo), sofreu também represália por parte do citado coronel Antônio Leite Teixeira Neto. Eram muito estreitos, entretanto, os laços de familiaridade entre os citados. Referimo-nos que a esposa do coronel Totonho (Ana Isabel de Macêdo ou Naninha) era sobrinha do primeiro esposo de Marica Macêdo (Cazuzinha), e deste casal, viu-se uma filha (Joana da Soledade Landim), matrimoniar-se com Vicente Leite de Macêdo, filho do predito coronel Totonho (CALIXTO JÚNIOR, J. T. Venda Grande d'Aurora. Fortaleza, 2012, p. 113-115).

Quando o coronel Totonho ameaçou retirar do poder Antônio Leite de Oliveira, por intermédio do filho Vicente Macêdo, cunhado dos filhos de Maricav Macedo, conseguiu a adesão deste, que, entretanto, recuaram a pedido dela. Com efeito, ela os obrigou a não tomarem parte na questão, porquanto o supracitado Antônio Leite de Oliveira fora dos maiores amigos do seu primeiro marido e, ademais, José Francisco de Sales Landim, irmão dela, era casado com Joana Leite de Oliveira, irmã do mesmo Antônio Leite de Oliveira. Foi desta forma que Marica Macêdo com sua gente passou a figurar no rol dos desafetos do coronel Totonho do Monte Alegre.

 Pesquisadores Sousa Neto e Bosco André na Fazenda do Major José Inácio, em Barro

Não se permite, entretanto, discorrer sobre este personagem marcante do coronelismo do Nordeste, sem que sejam citados dois dos mais contundentes episódios de Aurora, escritos com sangue: O ataque ao Sítio Taveira, de 16 para 17 de dezembro de 1908, e o massacre da Vila d'Aurora em 23 de dezembro de 1908, fatos estes dos mais bárbaros e representativos da historiografia do coronelismo regional desse período inicial do século passado. Sobre o primeiro evento, deu-se por inimizade aos membros da família Santos que atuavam desregradamente na área do Coxá, local de residência de muitos familiares e correligionários do Coronel do Monte Alegre. Por coincidência, escondia-se Marica Macedo com sua família no sítio Taveira, quando de viagem ao Cariri, sob ameaça de ataque ao seu sítio Tipi, pelo mesmo Coronel Totonho. No ataque, cai tombado Cazuzinha, que a época vivia com 17 anos. Ao chegar ao destino, reduto dos coronéis entrelaçados em forte parentesco com Marica, encontraram um clima de revolta, totalmente inconveniente ao Coronel Totonho e demais aurorenses envolvidos no massacre. A chegada sofrida da família constituiu em motivação fortíssima para a vingança violenta que ocorreria em 1908, no dia 23 de dezembro, onde cerca de 600 cangaceiros, comandados pelo Coronel José Inácio do Barro, fizeram sucumbir a pequena Vila d'Aurora após seis horas de intenso tiroteio. Casas foram incendiadas, assim como o comércio e fazendas, chegando a se ver estupros em moças de família, guardando-se o pior tratamento para as pessoas ligadas ao coronel Totonho Leite. 

Os aurorenses que permaneceram na vila sofreram inomináveis violências por parte dos vândalos. O coronel Totonho fugiu para o Crato, donde foi ter ao oeste paraibano. Ali, refugiou-se no antigo São João do Rio do Peixe, à sombra do padre Joaquim Cirilo de Sá, mais conhecido por padre Sá, vigário da localidade e político de prestígio no Estado da Paraíba.

Não se demorou muito o Coronel Totonho no vizinho Estado da Paraíba. Em notícia do periódico caririense O Rebate (p. 2), de 25 de julho de 1909, apontam-se os nomes dos cidadãos Antônio Leite Teixeira Netto, Joaquim Vasques e Francisco Róseo, todos residentes na Vila de Aurora, como sendo os celerados convidados pelo Cel. Antõnio Luiz, do Crato, para tomarem a ombros a incumbência de acabamento e de destruição, fornecendo-lhes instruções, conforme o pensamento geral, para arrancarem acintosamente os marcos da demarcação do Coxá, requerida pelo Padre Cícero. Tendo conhecimento do episódio a Justiça local, mandou-se às pressas postarem-se quatrocentos homens aos pés dos aludidos marcos, guardando-as dos malfeitores, que pouco resistiram, sendo afinal batidos por aquela força, fugindo todos em debandada para o Crato, em cujas ruas alojaram-se. Não caíram mesmo assim os marcos, continuando de pé.

 Dona Fideralina

Aos 13 de julho de 1910, em depoimento realizado ao Juiz Alfredo de Oliveira, em Lavras, afirma Joaquim Vasques Landim, o famigerado Quinco Vasques (o bravo caririense), terem sido alguns aurorenses, os mandantes da tentativa de deposição ao coronel Gustavo Augusto Lima, de Lavras, um dos mais importantes régulos do período coronelístico nordestino, filho da matrona Fideralina Augusto Lima. Ocorreu este cerco aos 6 de abril de 1910, com a invasão de cerca de 300 cangaceiros a fim de atear-lhe do poder lavrense. Do auto de perguntas, informa o réu terem sido Manoel Gonçalves Ferreira, Antônio Leite Teixeira Neto e Davi Saburá, os aurorenses mandantes do assalto ao coronel Gustavo Augusto de Lavras: “Antônio Leite concorreu com um conto de réis em dinheiro que lhe foi entregue por Joaquim Torquato, Manoel Gonçalves Ferreira concorreu com duas cargas de balas de rifles, entregues pelo mesmo Joaquim Torquato e Davi Saburá concorreu com um conto de réis em dinheiro, também entregue por Joaquim Torquato”. Indagado, ainda, Quinco Vasques, sobre a interferência de outros suspeitos no ataque ao coronel Gustavo, acrescenta nos laudos do interrogatório, o que segue: “(...) além desses mandantes o influenciaram mais para este ataque, Joaquim Torquato, José Torquato, Simplício Torquato, os filhos de Antônio Leite, Isaías e João, assim como quase todos os deportados de Aurora (...)”.

Sobre o objetivo do ataque, informou: “era depor o coronel Gustavo e tomarem depois conta da cidade, a fim de melhor ser facilitada a retomada de Aurora, da qual seria novamente chefe, Antônio Leite (...)”.Veio a falecer em 1913, no dia 10 de dezembro, na Vila d'Aurora, vítima de complicações cardíacas e já em idade avançada. Operando de forma ativa no truculento litígio do poder em Aurora, foi ainda, além de Intendente Municipal e Subdelegado de Polícia, Vereador e Juiz Substituto. 

João Tavares Calixto Junior
Fonte:http://lavrasce.blogspot.com.br/2013/01/centenario-de-falecimento-de-antonio.html

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De Norte a Sul: Cariri Cangaço 2013 !


Prezado amigo Severo. Tudo farei para estar presente nesse evento que, tenho certeza, será um grande sucesso. Um forte abraço.

Carlos Megale
Belo Horizonte - MG


Severo. Viva o Cariri Cangaço!

Daniel Walker
Juazeiro do Norte - CE


Valeu meu amigo Severo, conte comigo !!
Grande abraço,

Dario Castro Alves
Fortaleza - CE


Que venha o Cariri cangaço 2013!!!
 Meu amigo Severo, conte também com minha presença nesta nova caminhada de conhecimentos, de descobertas, de alegrias e principalmente de um novo reencontro com esta família maravilhosa e tão unida que é a Família Cariri Cangaço. Grande abraço.

Ana Lucia Granja Sousa
Petrolina - PE



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Métodos de sangramento utilizados por volantes e cangaceiros.

Por: José Romero Araújo Cardoso(*)

O sangramento era um dos crimes mais hediondos cometido no sertão nordestino no tempo do cangaço, praticado tanto por tropas volantes, as quais dispunham de “sangradores oficiais”, como por cangaceiros.
          
Símbolo de uma cultura forjada pela colonização erigida sob a ênfase da força e da violência, responsável pelo extermínio dos índios que habitavam a hinterlândia, a “técnica” de sangramento foi aperfeiçoada ao máximo. A razão econômica da penetração interiorana exigia que o gado criado de forma ultra-extensiva fosse, necessariamente, abatido para o consumo de uma minoria privilegiada da população, principalmente a do litoral canavieiro. No sertão, se tornou um “trabalho de mestre” matar sangrando a jugular ou a carótida.
          
As carótidas são duas artérias, a comum direita e a comum esquerda, sendo que a comum direita é originária do tronco braquiocefálico e a comum esquerda é originária do arco aórtico. A ruptura dessas artérias significa morte certa. A hemorragia violenta na via arterial do fluxo de sangue da aorta se encarrega de tudo.
          
Quando o soldado João da “mancha”, considerado inclusive por seus antigos colegas de farda, como um psicótico, extravagante sangrador das forças volantes paraibanas, rompeu, com um bisturi pertencente ao medico Luiz de Góes, a carótida do advogado João Dantas, assassino do presidente João Pessoa, quando de sua detenção na penitenciária do Recife (PE).    João Dantas estava preso na companhia do cunhado, o engenheiro Augusto Caldas, também assassinado com a mesma “técnica”. O “serviço” fora feito por um profissional macabro que conhecia muito bem o seu “ofício”. O militar sabia milimetricamente onde iria romper a artéria, visto que a luta corporal travada entre o intrépido advogado João Dantas e os seus algozes impediu o seccionamento no ponto exato, como pretendia Dr. Luiz de Góes. Conforme Arruda, só alguém que estava profundamente em contato com a “arte” de sangrar poderia ter feito um “trabalho” com tamanha perfeição.
          
As veias jugulares, outras que também eram preferidas pelos “sangradores” das lutas do cangaço nordestino, são de extrema importância para o organismo. A veia jugular interna é a principal. Ao rompê-la é quase impossível de haver qualquer possibilidade de salvação, a não ser que haja modernas técnicas de reversão, como presença de médicos e hospital, praticamente inexistentes nos ermos esquecidos dos sertões de outrora, embora ainda hoje encontremos tal situação em diversos lugares espalhados pelo nordeste e pelo Brasil afora.
          
Com o comprometimento da veia braquiocefálica, poucas chances de vida havia às vítimas desse suplício macabro promovido por solados e bandidos no sertão do cangaço, principalmente quando do apogeu de Lampião. Essa veia se anastomisa com a veia braquiocefálica direita, formando a veia cava superior, de fundamental importância à manutenção da vida.
          
Lampião era expert nesta técnica, dispondo para isso de imenso punhal de setenta centímetros de lâmina. Tarimbado na lida do campo, sobretudo no que diz respeito à pecuária, fornecendo peles e couros ao “Coronel” Delmiro Gouveia, com quem a família Ferreira negociava, o “rei do cangaço” inovou e utilizou-a profusamente quando de sua chefia no cangaço (1922 – 1938).
          
A veia jugular externa, quando rompida, representa morte certa. Essa veia é constituída da junção da veia retromandibular com a veia auricular posterior, e, após vários estágios de grande importância, desembocará, mais freqüentemente, na veia subclávia.
          
Segundo o Coronel Manuel Arruda de Assis, sobre quem há registros históricos indeléveis, tendo marcado de forma extraordinária a história das lutas do povo do semi-árido nas primeiras décadas do passado século, outro método bastante utilizado por ambas as partes envolvidas nas lutas, consistia em perfurar a clavícula, introduzindo-se, com violência, o instrumento perfuro-contudente diretamente na aorta, junto ao coração.
          
Depois da hecatombe de Piancó (PB), ocorrida no mês de fevereiro do ano de 1926, cuja participação do velho guerreiro das hostes volantes, natural do município de Pombal (PB), fora decisiva e marcante, houve aprisionamentos de militares da coluna Prestes, bem como da cozinheira da milícia que pregava novos rumos. Era uma baiana conhecida entre os revoltosos por tia Maria. Apenas um escapou da triste sina, devido aos apelos de muitos no sertão,  inclusive do Padre Cícero.
          
Conforme ainda o entrevistado, um prisioneiro quando do sangramento pelos militares comandados pelo Coronel Elísio Sobreira, revelou ter feito muito isso quando da marcha da coluna, entre os diversos combates que travou.
          
Ainda em Piancó (PB), Arruda relembrou a chacina do barreiro, a qual vitimou o Padre Aristides Ferreira e diversos camaradas que lutaram bravamente para tentar conter o avanço da coluna. Todos foram sangrados por membros da coluna, consternados com as mortes dos cavalarianos que formavam a vanguarda da Coluna Miguel Costa – Prestes, os quais chegavam na cidade de Piancó (PB), e terminaram alvejados pela pontaria certeira do então sargento Manuel arruda de Assis.

Entrevista Pessoal:

ASSIS, Manuel Arruda de Assis. Pombal (PB), 27 de abril de 1989.

(*) José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor da UERN.

Enviado pelo autor: José Romero Araújo Cardoso

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Novo livro na praça - Lampião em Alagoas

Autores: Clerisvaldo B. Chagas e Marcello Fausto

O livro tem 468 páginas.

Preço R$ 55,00 (Cinquenta e cinco reais) com frete incluso, para todo o Brasil.
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O Paraíso dos Mossoroenses II - 01 de Fevereiro de 2013

Por: Geraldo Maia do Nascimento
Geraldo Maia e Dr. Vingt-un Rosado

Tibau está localizada na região litorânea do Médio Oeste Potiguar, na divisa do Rio Grande do Norte com o Ceará. É, como se diz, o paraíso dos mossoroenses. E a paixão dos mossoroenses por essa praia vem de longos anos. Através de velhos jornais locais, existentes no Museu Municipal, colhemos notícias que datam do início do século passado. O professor Vingt-un Rosado, através de seus escritos, nos revela depoimentos de pessoas que conheceram Tibau em épocas passadas. Dessas informações tiramos fragmentos que nos permite conhecer um pouco da história antiga de Tibau.



Ficamos sabendo, por exemplo, que em 1908 mantinham casas em Tibau os seguintes cidadãos: Major Migas, que tinha uma pequena bodega para fornecimento de gêneros de primeira necessidade; Dr. Almeida Castro, que era médico em Mossoró; o Major Zeta Cavalcanti e o farmacêutico Jerônimo Rosado. Sobre Jerônimo Rosado há um depoimento bem interessante. Seu Rosado, como era mais conhecido o farmacêutico, era pai de “numerosa e numerada família”, no dizer do seu filho mais novo Vingt-un Rosado. Consta que todo ano ele fretava 2 carros de boi puxados cada um por 4 parelhas, colocavam cuidadosamente todos os seus familiares e saiam em demanda da praia de Tibau onde passavam grande temporada. Os carros, que eram cobertos com couro de boi espichados para fazer sombra sobre a meninada que enchia o lastro dos carros, saíam cantando e rodando lentamente pelo areial, numa jornada que levava até dois dias para chegar ao final. Seu Rosado saia de Mossoró pela madrugada, dormia em Gangorra para no outro dia alcançar Tibau. A casa da praia era pequena, de piso batido e coberta com palha. E por passarem ali grande temporada, como já foi dito, Seu Rosado levava uma professora que lá se encarregava de ministrar os conhecimentos referentes ao curso primário a meninada. A professora em questão era Dona Lutgardes Guerra, que era filha de Felipe Guerra.
               
Por volta de 1918 e 1919 foram construídas várias casas na chapada do morro dentre as quais achava-se a de Antônio Florêncio de Almeida e o afamado chalé de Delfino Freire, todo construído em madeira, pregada a pregos de cobre, plantada em cima da pedra do chapéu, na divisa natural do Rio Grande do Norte com o Ceará. “Seu” Delfino era grande comerciante em Mossoró.
               
Por volta de 1926/1927 foi construída a Capela de Santa Terezinha, onde foi celebrada a primeira missa pelo Padre Manoel Barreto.
               
A estrada de rodagem Mossoró-Tibau foi construída em 1932 pela Associação Comercial de Mossoró, que tinha como superintendente o Sr. Alfredo Fernandes. Os recursos havia sido adquiridos pela Associação nas diversas praças do país, como auxílio aos flagelados da seca, conforme noticia o jornal “Correio do Povo” em sua edição de 29/05/1932. “As antigas viagens para Tibau eram feitas por dois caminhos e algumas variantes: um pela Gangorra-Canto dos Bois-Tibau e o outro pelo caminho que ia para a Barra ganhando-se a praia 18 Km, que distavam até Tibau, os quais somados aos 36 Km da Barra até Mossoró totalizavam 54 Km.” Dix-sept Rosado Maia, quando Governador, mandou piçarrar a estrada em toda a sua extensão. O Governador Dinarte Mariz, atendendo reivindicação do seu Secretário de Educação Dr. Tarcísio Maia, construiu a atual estrada que liga Mossoró a Tibau.
               
A primeira linha de transporte coletivo para Tibau surgiu por volta de 1942 com uma “sopa” de propriedade do Sr. Cícero Gadê. 
                
Continua no próximo domingo

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O Paraíso dos Mossoroenses - 31 de Janeiro de 2013

Por: Geraldo Maia do Nascimento
Raibrito e Geraldo Maia

Mal chega o final do ano e o ritual se repete: Mossoró inteira se entrega as águas mornas de Tibau, o “Paraíso dos Mossoroenses”. E a partir de dezembro, a pequena cidade que tem menos de quatro mil habitantes, se incha para receber a grande massa de veranistas que ali se instala para um curto período de férias.


Tibau está localizada na região litorânea do Médio Oeste Potiguar, na divisa do Rio Grande do Norte com o Ceará. É, como se diz, a praia dos mossoroenses. E a paixão dos mossoroenses por essa praia vem de longos anos. Vamos conhecer um pouco da história de Tibau:
               
O topônimo Tibau vem de ty-pau, que significa baixa-mar (Dicionário da Língua Tupi). Para Teodoro Sampaio a palavra significa “entre águas, entre rios” (O Tupi na Geografia Nacional, Bahia, 1928, p. 324). Em uma Acta Diurna, de maio de 1942, sobre “Praias do Rio Grande do Norte” o Mestre Cascudo sugere que Tibau viria do TI-PAUM, “entre duas águas, entre dois rios”. Seria a localização do Tibau entre os Rios Mossoró e Jaguaribe.
               
Henry Koster conheceu Tibau em dezembro de 1810. Deixou registro sobre o fato: “A volta do meio-dia passamos perto de uma choupana onde residia o vaqueiro de uma fazenda e imediatamente depois deparamos o morro de areia, chamado Tibau, junto ao qual se vê o mar.”
               
Tibau foi descoberta pelo navegador holandês Gideon Morris de Jorge em fevereiro de 1641. Após constatar a existência de salinas do Rio Iwipanim (hoje, rio Mossoró) e maravilhado com a variedade de areias, observadas através de uma luneta, chamou pela cor que predominava: Morro Vermelho.
               
Em 5 de julho de 1708, foi dado um importante passo para a exploração e povoação do território. Foi nesse dia que Gonçalo da Costa Faleiro recebeu das mãos do Capitão-Mor do Rio Grande do Norte, Sebastião Nunes Colares, uma sesmaria compreendendo vasta extensão de terra a partir do Morro do Tibau. Antes desse acontecimento, segundo o historiador Câmara Cascudo, Gonçalo Faleiro esteve em Portugal, a mandado da Câmara de Natal, onde fez um relato ao Rei sobre a difícil situação vivida pela Capitania do Rio Grande do Norte em conseqüência dos problemas criados pela famosa Guerra dos Bárbaros, ocorrida entre os anos de 1687 e 1700.
               
Mas a linda terra de Tibau passou a ser alvo de uma acirrada disputa de posse que se arrastou por muito tempo entre os Estados do Rio Grande do Norte e do Ceará. Após muitas controvérsias a Assembléia Legislativa do Ceará resolveu anexar ao seu Estado as terras de Grossos e Tibau, em 13 de julho de 1901. Depois de três anos da decisão cearense, o extraordinário jurista e Senador da República Rui Barbosa foi convidado para defender os direitos do Rio Grande do Norte. Com uma brilhante defesa Rui Barbosa garantiu a vitória para o Estado potiguar, definitivamente sacramentada no dia 17 de julho de 1920.
               
Com o final da batalha jurídica, Tibau pode experimentar maiores sinais de crescimento. No dia 5 de novembro de 1922 foi celebrado a primeira missa na comunidade, pelo Padre Manoel Gadelha.
               
Em 23 de dezembro de 1948, pela Lei número 146, o povoado chegou a condição de distrito. A partir daí não demorou para ter as características de uma cidade. Mas a autonomia política só chegou muito tempo depois: exatamente no dia 21 de dezembro de 1995, pela Lei número 6.840, Tibau foi desmembrado de Grossos, tornando-se um novo município do Rio Grande do Norte.
               
A cidade, de forte presença turística, tem também grande destaque no campo artesanal. O talento do povo transforma a extraordinária variedade natural de argila e areia existente na praia em matéria prima para um produto que marcou época e permanece famoso em todo o país: as garrafas de areias coloridas, formando os desenhos mais variados, que expressam bem a criatividade dos artesãos de Tibau. A festa da padroeira do município, Santa Terezinha, é comemorada no período de 26 de setembro a 5 de outubro, com muita animação popular e vários eventos religiosos.

Continua...

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Nota: Este blog apesar do link está escrito cangaço, mas não tem nada a ver com o tema. Foi um equívoco na sua criação e ainda não está disponível outro link.

O ABC de Jesuíno Brilhante reeditado pela Queima-Bucha

Por: José Romero Cardoso

Em seu célebre livro por título Cancioneiro do Norte, Rodrigues de Carvalho publicou o ABC de Jesuíno Brilhante, ênfase repetida por Luís da Câmara Cascudo em opúsculo intitulado Flor de Romances Trágicos.

Verdadeira pérola da cultura popular, o ABC de Jesuíno Brilhante não foi identificado, no que diz respeito ao verdadeiro autor, por nenhum dos estudiosos que se desbruçaram sobre o gentleman dos sertões.

Jesuíno Alves de Melo Calado tornou-se uma legenda na história do cangaço nordestino devido a postura ética e honrada que sempre o acompanhou, quando o mesmo ao, se tornar chefe de bando, ficou conhecido devido aos avisos enfáticos referentes à intolerância no que diz respeito à necessária postura respeitadora dos homens do seu bando.

Todos, incondicionalmente, eram obrigado a jurar respeitar as famílias, pobres e desvalidos quando da inserção na vida bandoleira ao lado de Jesuíno, cujo objetivo intuia vingar a honra maculada do clã radicado em Patu, Estado do Rio Grande do Norte.

Vários episódios renderam notoriedade espetacular ao grupo comandado pelo cangaceiro romântico. Um destes diz respeito ao formidável ataque à cadeia da Cidade de Pombal, Estado da Paraíba, no ano de 1874, cujo objetivo era soltar parentes ali aprisionados.

Há destaque ainda à forma justa que Jesuíno implementou em suas ações, salvando donzelas e matronas de situações vexatórias, e ainda quando da distribuição de víveres enviados pelo governo Imperial a fim de minimizar os efeitos dramáticos da terrível seca de 1877-1879.

Outro feito digno de registro foi o ataque à Cidade de Martins, em 1876, cujo ABC resgatado por Rodrigues de Carvalho enfoca integralmente. Narrado em primeira pessoa, os versos de anônimo sertanejo referem-se à estadia inicialmente pacífica de Jesuíno em Martins, quando este em companhia de asseclas procuravam por cidadão de nome Porfírio.

Não o encontrando, acabaram enfrentando o poder coercitivo do Estado que almejava alcançá-los, sem sucesso, visto que a astúcia dos corajosos bandoleiros se responsabilizou pelo sucesso frente ao cerco comandado pelo alferes João Francisco.

Jesuíno e o bando vararam a tentativa de capturá-los, furando as paredes das casas da cidade serrana e, cantando a corujinha, ganharam as matas da zona de exceção do sertão potiguar.

Todos os biógrafos de Jesuíno Brilhante, incluindo entre esses José Gregório e o martinense Raimundo Nonato, são unânimes em afirmar que a retidão de caráter era a maior virtude do cangaceiro nascido no longínquo ano de 1844, na fazenda Tuiuiu. Jesuíno foi assassinado no final de 1879, na localidade Riacho dos Porcos, município de Brejo do Cruz, Estado da Paraíba, vítima de tocaia prepara por acérrimo inimigo conhecido por Preto Limão.

Mantendo os critérios referentes à divulgação da autêntica Literatura Popular Nordestina, a Editora Queima-Bucha reeditou em outubro de 2005 o ABC de Jesuíno Brilhante, cujo trabalho de capa ficou a cargo do célebre poeta popular Arievaldo Viana. Esse folheto, de número sessenta, integra a Coleção dedicada à Literatura de Cordel mantida pela dinâmica e clarividente lucidez de Gustavo Luz, editor mossoroense que vem se transformando no maior divulgador da cultura nordestina.

Livros, cordéis, peças e filme, este último fruto do esforço e da obstinação do ipanguaçuense William Cobbett, enfocam o o bandoleiro romântico cujos feitos épicos se responsabilizaram por sua imortalização através de gerações, marcando indelevelmente o imaginário sertanejo devido sua vinculação estreita com seu povo e com os valores nobres e honrados que perdem espaço ao longo das décadas que separam sua ação cronológica relacionada com a atual conjuntura.

Reeditar o ABC de Jesuíno Brilhante foi uma das mais louváveis idéias de Gustavo Luz, pois a presença marcante do Robin Hood dos sertões nordestino na história regional deve ser perpetuada através dos tempos, como forma do povo do semi-árido render as devidas homenagens àquele que se distinguiu formidavelmente dos seus sucessores em razão da serenidade e objetividade que embasaram suas lutas e ações fantásticas, as quais podem ser compreendidas como épicas na expressão literal do termo.

(*) José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor Adjunto do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Especialista em Geografia e Gestão Territorial e em Organização de Arquivos. Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente.

Enviado pelo o autor.

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O incrível mundo do cangaço - Volumes I e II

Autor: Antonio Vilela de Souza
Volume I

Volume II
Preço por volume: 
R$ 35,00 - incluso despesas de correios.
E-mail para contatos:
incrivelmundo@hotmail.com

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Que venha Setembro !


Cariri Cangaço
17 a 22 de Setembro de 2013
Cariri do Ceará - Brasil

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Aurora promete grande festa no Cariri Cangaço 2013.

Secretário de Cultura de Aurora, José Cícero

Situada às margens do Rio Salgado e cenário de epopéias marcantes da época do cangaço e começo do século vinte, como; as Minas do Coxá e a Guerra do Taveira ou Guerra do Oito e a Trama para Invasão de Mossoró na fazenda Ipueira de Izaias Arruda e Zé Cardoso, Aurora sediará pela terceira vez o Cariri Cangaço.

E a terceira edição do Cariri Cangaço em Aurora promete. O acerto aconteceu na última semana quando o secretário de cultura de Aurora, pesquisador e escritor José Cícero, representando o Prefeito Adailton Macedo; um entusiasta do Cariri Cangaço; acertou os detalhes do evento em terras aurorenses com o curador Manoel Severo.

Prefeito de Aurora, Adailton Macedo

Manoel Severo, idealizador do Cariri Cangaço assegura que "Aurora sem dúvidas, pelo compromisso de seus gestores; o Zé Cícero e o prefeito Adailton Macedo; e toda a competente equipe de trabalho do município, como por toda sua grandeza do ponto de vista histórico e cultural da cidade, Aurora será mais uma vez um dos pontos altos de nosso Cariri Cangaço. Além do mais, visitar a fazenda Ipueira de Zé Cardoso e Izaias Arruda, além da Estação onde o grande coronel foi baleado, é simplesmente imperdível, sem falar na Guerra do Taveira, Totonho do Monte Alegre, Marica Macedo, enfim . O dia do Cariri Cangaço em Aurora vai entrar para a história."

Por:Micheline Andrade
Redação Cariri Cangaço

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O planeta vai chacoalhar, o Ceará vai encandear o mundo

Por: Rubinho Lima
Rubinho Lima e o nono cangaceiro Pedrinho

Prezado amigo Severo e demais "cumpanhêros"...É completamente desnecessário dizermos o quanto um evento de tamanha proporção nos é aguardado, mas cabe aqui dizer, ser mais um, na lista dos inúmeros "contaminados" com essa magia que a temática cultural, pra ser mais preciso, a temática histórica-cultural, que abrange escritores e pesquisadores aclamados pelo mundo, que reúne figuras que são verdadeiros mestres nos assuntos, que percorre, sem esgotar nunca, por temas que dizem respeito ao nosso sertão, e nos evidencia assuntos que são mananciais de culturalidade e história, nunca secam.

Afirmo como um mero pesquisador, apaixonado pelo sertão e Nordestino de pai, mãe, alma e coração, que ficar de fora de algo tão extraordinário e engrandecedor é o mesmo que ver aquela buchada, ver aquele guizado de peba, ver aquele bodinho assado e não salivar....kkk

Vamos que vamos, nessa empreitada, através dos vários canais cibernéticos, através de nossa disposição em divulgar coisa boa e promover, como mais um dos milhares de "viciados" pelas coisas do sertão de meu Deus, todo o burburinho e todo o estardalhaço que (mais uma vez) esse evento vai causar no Brasil (Quiçá no Planeta)... O planeta vai chacoalhar, o Ceará vai encandear o mundo... Lampião, Maria Bonita, Corisco, Padre Cícero, Conselheiro, Pedro Batista, Gonzagão, vão fazer uma zuada da gota serena, e o mundo todo vai parar pra ouvir essa voz saída do Nordeste...

Segue em foto um recado de Pedrinho, o mais novo rastejador do cangaço... 

Rubinho Lima
Paulo Afonso - Bahia

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Bibliografia Gonzageana

Por: Kydelmir Dantas
Infogravura de Arievaldo Viana

O pesquisador Kydelmir Dantas, radicado em Mossoró-RN, fez um levantamento dos livros que foram lançados por ocasião do centenário de Luiz Gonzaga. Segundo ele, foram lançados mais de 60 folhetos de cordel, além dos livros abaixo relacionados:

BIBLIOGRAFIA GONZAGUIANA 2012

Kydelmir Dantas (*)

·        VIANA, Arievaldo. O Rei do Baião - Do Nordeste para o Mundo. Planeta Jovem. São Paulo. 2012.

·         ARLÉGO, Edvaldo. Luiz Gonzaga Centenário. Editora Edificante. Recife, 2012.

·         MATRICÓ, Paulo. Luiz Lua Alegria. Ensinamento. 2012.

·         VIEIRA, Jonas & KHOURY, Simon. Gonzagão e Gonzaguinha: Encontros e Desencontros. Viaman Gráfica e Editora. Rio de Janeiro. 2012.

·        ECHEVERRIA, Regina. Gonzagão e Gonzaguinha: uma História brasileira. 2ª edição. Leya. 2012.

·         LIMA, João de Sousa. Centenário de Luiz Gonzaga e a passagem do Rei do Baião em Paulo Afonso. Paulo Afonso – BA: Fonte Viva. 2012.

·         DANTAS, Kydelmir. Luiz Gonzaga e o Rio Grande do Norte. Mossoró, RN. Queima-Bucha. 2012.

·        ÂNGELO, Assis. Lua Estrela Baião: a história de um Rei. São Paulo: Cortez Editora. 2012.

·        BARBOSA, José Marcelo Leal. Luiz Gonzaga: 100 anos do Eterno Rei do Baião”. Fortaleza-CE. 2012.

·        HOLANDA, Arlene & VIANA, Arievaldo. O “beabá” do sertão na voz de Gonzagão. Armazém da Cultura. 2012.

·        MARCELO, Carlos & RODRIGUES, Rosualdo. O Fole Roncou! Uma história do Forró. Zahar. 2012.

·        ANLIC – Marcos Antonio de Andrade Medeiros (org.). Luiz Gonzaga em Cordel. Academia Norteriograndense de Literatura de Cordel. EDUFRN. 2012.

·        CASTRO, Maurício Barros de & RODRIGUES, Wesley. Luiz Gonzaga - Asa Branca - O Menino Cantador (HQ).  Retina78. 2012.

·        ZEPRAXEDI. Luiz Gonzaga e Outras Poesias. Sebo Vermelho, Natal. 2ª edição. 2012.

·        ARAÚJO, Iramir (org.). Asa Branca – Traços de Canções. Dupla Criação. São Luiz. 2012.

·        MORAES, Jonas Rodrigues. Sons do Sertão: Luiz Gonzaga, música e identidade. Annablume. Teresina. 2012.

·        GALINDO, Carlos. Luiz Gonzaga: O Rei do Baião (Palavras Cruzadas). Passatempo. Paulo Afonso-BA. 2012.

(*) Pesquisador, poeta e cordelista.
De Nova Floresta – PB,
radicado em Mossoró – RN.
Fonte: www.acordacordel.blogspot.com
de: Arievaldo Viana

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...Ficar na Memória do Verdadeiro Nordestino

Por: Archimedes Marques
Archimedes Marques e Manoel Severo

Amigo Manoel Severo, dentre as muitas tristezas que tive no final de ano passado, em especial as perdas do nosso querido e inesquecível amigo Alcino Alves Costa em 01/11/2012 e da minha estimada mãezinha Maria Isabel Melo Marques em 18/12/2012, recebo agora com imensa alegria a noticia da efetiva realização do CARIRI CANGAÇO 2013, que absoluta certeza tenho, além de um evento grandioso, será dos melhores de todos os tempos. Assim, dentro desse contexto, o amigo pode contar com a nossa presença, além de contar também conosco para qualquer tipo de ajuda que for possível.

O sucesso do CARIRI CANGAÇO 2013 será também o sucesso dos seus organizadores e de todos os presentes, que aliás forma uma grande familia, uma familia composta de pessoas comprometidas com a verdade, com o resgate da verdadeira história do cangaço, esse tema tão empolgante quanto intrigante e misterioso que não pode e não deve se perder no tempo, muito pelo contrário, precisa mais e mais ficar na nossa memória, na memória do verdadeiro nordestino.

Saúde, Paz e Prosperidade!
Archimedes Marques
Aracaju-SE

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Luiz Gonzaga prestou serviço ao Exército no Ceará por nove anos

Moradores relembram passagem de Luiz Gonzaga em Ouro Fino, MG (Foto: Reprodução EPTV)
Moradores relembram passagem de Luiz Gonzaga em Ouro Fino, MG (Foto: Reprodução EPTV)

Músico pernambucano teve de mentir idade para se alistar.
Admiradores celebram nesta quinta (13) centenário de Luiz Gonzaga.

O pernambucano Luiz Gonzaga prestou serviço ao Exército no Ceará durante nove anos, entre 1930 e 1939. Gonzaga faria 100 anos nesta quinta-feira (13). Quando ele chegou ao Ceará, então com 17 anos, Luiz Gonzaga aumentou a idade para se alistar. As Forças Armadas exigiam idade mínima de 21 anos para ingressar.

“Ele fugiu porque queria ver coisas diferentes. Dos filhos de Januário e Santana [pais de Luiz Gonzaga], ele era o que tinha mais visão, tanto que, quando ele saiu daqui, todos foram atrás”, diz o sobrinho do Rei do Baião, Joquinha Gonzaga. Antes de decidir sair de casa, ele havia levado uma surra dos pais por causa de uma história de amor mal resolvida.

Até de se alistar no 23º Batalhão, Luiz Gonzaga teve que viajar no lombo de um animal da cidade natal, Exu, em Pernambuco, até Crato, no Sul do Ceará, e depois viajou de trem para Fortaleza. No Crato, ele se maravilhou com as belezas naturais da Chapada do Araripe, de acordo com o sobrinho. O gosto pela cidade o levou a gravar a música “Eu vou pro Crato”.

Ele recebeu baixa das Forças Armadas em 27 de março de 1939, em Barbacena, Minas Gerais. “De Minas Gerais, ele foi ao Rio de Janeiro, onde ia pegar um navio de volta pro Recife”, diz o sobrinho. “Nesse intervalo, ele foi ficando e os amigos sempre pediam para se ele se apresentar em um cabaré, em algum lugar. Foi quando ele teve coragem e se apresentou para uma turma de universitários”, conta Joquinha Gonzaga.

Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga

Outra forte relação que Luiz Gonzaga tinha com o Ceará era a amizade com Humberto Teixeira, com quem escreveu dezenas de música em parceria, inclusive o maior sucesso do Rei do Baião: Asa Branca.

http://g1.globo.com/ceara/noticia/2012/12/luiz-gonzaga-prestou-servico-ao-exercito-no-ceara-por-nove-anos.html

Enviado pelo escritor, poeta e pesquisador do cangaço: 
Kydelmir Dantas

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