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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

João de Sousa Lima é notícia no Portal G1 da Globo - http://g1.globo.com/brasil/blog/caminhos-do-brasil-caravana-g1/post/lampiao-em-paulo-afonso.html




 João de Sousa Lima é notícia no portal G1 da Globo- Lançamento do livro Lampião em Paulo Afonso.

O escritor e historiador João de Sousa Lima, um dos maiores pesquisadores sobre Cangaço, lançou sua sétima obra sobre o tema, na noite de sexta-feira (1º), em Paulo Afonso (BA). No dia seguinte ao lançamento, o autor viajou até Piranhas (AL) para encontrar a equipe de reportagem do G1 (veja vídeo abaixo).

O livro “Lampião em Paulo Afonso” retrata a passagem do cangaceiro mais famoso pela cidade. Foi lá que ele conheceu Maria Bonita e a convenceu a seguir com o bando. Na cidade, a casa onde a cangaceira morou, funciona o Museu de Maria Bonita, no povoado de Malhada da Caiçara.

O livro mostra também os relatos do primeiro parto de Maria Bonita, na casa do coiteiro (pessoas que ajudavam e davam guarida para os cangaceiros) Wenceslau. A criança, infelizmente, morreu durante o parto.

Lima já concluiu os manuscritos de outros dois livros, todos sobre o Cangaço, que ele acredita que deve concluir as obras em 2014.

Foto: Glauco Araújo/G1

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http://www.joaodesousalima.com

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A Festa do Reencontro

Por: Ana Lúcia

Ana Lúcia e Wescley Rodrigues

O ano de 2013 para o Seminário Cariri Cangaço foi mais uma vez especial, de reencontros inesquecíveis, de muitas alegrias, de muitas saudades...Mais uma vez a Família Cariri Cangaço se reúne para festejar, se abraçar irmanamente com amor e por amor a um evento de ampla magnitude que acontece no sul do Ceará envolvendo mais dezesseis Estados brasileiros para estudar e debater a temática do Cangaço e outras Histórias sociais de homens e mulheres desse sertão nordestino.

Descrever minha alegria em participar mais uma vez deste maravilhoso evento não tem dimensão, não tem palavras, pois a satisfação de rever os amigos, de compartilhar juntos sorrisos, gargalhadas, brincadeiras, cantorias, para mim a importância de todos esses gestos não tem preço.

O capitão Severo, capitão sim, por ser essa pessoa humilde, carinhosa, amável e compreensiva para com todos nós, soube comandar com maestria esse encontro de estudiosos, pesquisadores e admiradores de um tema tão rico, inesgotável e polêmico que é o cangaço, Canudos, Padre Cícero e outros tão bem discutidos por nossos debatedores.

Não posso deixar de registrar aqui a bela e acolhida calorosa das cidades de Autora, Barbalha, Barro, Crato, Juazeiro do Norte, Missão Velha e Porteiras que nos recebeu de braços abertos, com sorriso no rosto e de uma atenção incrivelmente emocionante. Para essas pessoas, o meu sincero agradecimento e dizendo na ocasião: Até o próximo Cariri Cangaço! E eles respondem com muita alegria: Se Deus quiser! Então é isso que move a todos nós, a certeza de que sempre estaremos juntos e viver para ver momentos lindos como esses.


Wescley Rodrigues, Narciso Dias, Ana Lúcia e Antônio Vilela 

Como em todas as edições acontecem, muitos veteranos e novos estudiosos chegando para aumenta ainda mais a constelação do nosso time de conhecedores da História Lampiônica e de outros bravos e bravas sertanejas que fizeram História nesse sertão nordestino.

Outros astros e estrelas que abrilhantaram nosso Cariri Cangaço que não podem ser esquecidos foram os colaboradores que estavam o todo tempo conosco, nos apoiando, nos orientando em tudo, aos que tomaram conta da latada de livros, o meu muito obrigada pela atenção, vocês também foram fantásticos para o sucesso deste evento.

Sabemos que a jornada foi longa e difícil para que um evento grandioso como este aconteça, mas quando é realizado, pode ter certeza que o sucesso é enorme, visível e que deixa sempre, não tem como, uma saudade imeeeeensa. Valeu, Severo, por mais uma edição de muito sucesso e que com certeza todos nós saímos mais ricos de conhecimentos e renovados para outra nova caminhada que estará por vir. Obrigada a todos.

Ana Lúcia Granja Sousa, Historiadora, Escritora
Sócia da SBEC
Conselheira Cariri Cangaço
Petrolina, PE 

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A FAVELA, ONTEM E HOJE

Por: Francisco de Paula Melo Aguiar

Aqui temos um excelente conjunto de matérias sobre a ETIMOLOGIA da palavra FAVELA¹;²;³;4, escrita por Márcio José Lauria inicialmente enviada pelo Guia Jimmy Havellock Campbell, seguindo a Rosario Amaral que enviou matéria sobre Histórico Ilustrado da Favela e adicionado por mim com um relato em Espanhol e a seleção de outro escrito por Francisco de Paula Melo Aguiar.
                                                      Gerardo Millone

EUCLIDES DA CUNHA, provavelmente foi o primeiro escritor brasileiro a escrever a palavra “FAVELA”, segundo o texto da obra “OS SERTÕES”, onde retrata a campanha da GUERRA DE CANUDOS, valendo salientar de que o mesmo morreu e não chegou a tomar conhecimento do significado pejorativo do referido termo em âmbito nacional nos dias atuais.

Primitivamente, o emprego da palavra FAVELA, na obra Os Sertões, não tinha o significado pejorativo que tem nos dias de hoje. Em Os Sertões, a palavra FAVELA tem acepção meramente geográfica, o autor assim escreve: “TODAS TRAÇAM, AFINAL, ELIPTICA CURVA, FECHADA AO SUL POR UM MORRO, O DA FAVELA, EM TORNO DE LARGA PLANURA ONDEANTE ONDE SE ERIGIA O ARRAIAL DE CANUDOS – E DAÍ, PARA O NORTE, DE NOVO SE DISPERSAM E DECAEM ATÉ ACABAREM EM CHAPADAS ALTAS À BORDA DO SÃO FRANCISCO” (p. 19). Faz referências diretas ao morro da FAVELA nas páginas, 21, 348; 349. 350 e 352. É importante lembrar de que faz uma citação indireta na página 240. Todas as citações de páginas de Os Sertões, referem-se a 23.ª ed., Editora Francisco Alves, 1954.

O escritor Pedro A. Pinto, no raríssimo “Os Sertões de Euclides da Cunha” (Vocabulário e Notas Lexicológicas), Rio, Editora Francisco Alves, 1930, define o termo FAVELA como: “Monte ao sul de Canudos”.

Cita também o termo faveleira, afirmando ser uma espécie de planta euforbiácea, que segundo o próprio Euclides da Cunha, significa leguminosa. Por último, a descrição botânica do termo FAVELA, encontra-se às páginas 37 e 38 da obra citada da seguinte forma: “AS FAVELAS, ANÔNIMAS AINDA NA CIÊNCIA – IGNORADAS DOS SÁBIOS, CONHECIDAS DEMAIS DOS TABARÉUS – TALVEZ UM FUTURO GÊNERO CAUTERIUM DAS LEGUMINOSAS, TÊM, NAS FOLHAS DE CÉLULAS ALONGADAS EM VILOSIDADES, NOTÁVEIS APRESTOS DE CONDENSAÇÃO, ABSORÇÃO E DEFESA”.

Assim sendo, o termo FAVELA, citado em OS SERTÕES de Euclides da Cunha, não tem o significado pejorativo que tem nos dias de hoje: “FAVELA, (...) Conjunto de casebres toscos e miseráveis, geralmente em morros, onde habitam marginais (...).” (Dicionário Caldas Aulete, Rio, Delta, Edição Brasileira, 1958.)
                       
É de se concluir que o termo FAVELA no Brasil, de ontem e de hoje, teve e tem os seguintes significados:
                       
I)Substantivo comum, designativo de arbustos e árvores da caatinga nordestina;            
II) Substantivo próprio; hipônimo de um morro situado nas proximidades de Canudos, Estado da Bahia;
III) Substantivo próprio: topônimo de um morro na cidade do Rio de Janeiro;
IV) Substantivo comum, com sentido depreciativo e/ou pejorativo, ligando-se a habitações de marginais;
V) Substantivo comum, perdido o sentido depreciativo e/ou pejorativo e evidenciada a significação socioeconômica do tipo de habitação popular que designa o termo favela;
VI) A partir da acepção atual, abertura da possibilidade de formação de substantivos, verbos e adjetivos cognatos, alguns ainda não dicionarizados.
                      
A etimologia do termo FAVELA, tem duas hipóteses prováveis: O termo liga a FAVA, planta, segundo Antônio Geraldo da Cunha, no Dicionário Etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa, Saraiva, Rio: 1982. e/ou relaciona-se com o FAVO, ex-vi o que escreve José Pedro Machado, no Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, Lisboa, Livros Horizonte, 4ª, 1987.
                          
O Padre Fernando Bastos de Ávila, S.J., em sua Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo, Rio, MEC/FENAME, 2.ª edição revista e atualizada, 1972, afirma textualmente o seguinte: “FAVELA. Etimologicamente é um termo latino que significa pequena fava. Historicamente, é o nome de uma pequena colina de uma região da Bahia, de onde provieram os migrantes que se instalaram, pela primeira vez, no Rio de Janeiro, nas imediações da Estação Pedro II da Central do Brasil. Ocuparam, na ocasião, uma pequena elevação, que, pela semelhança com a colina baiana, chamaram de favela.
                        
Daí o nome se estendeu a todas as aglomerações de barracos construídos na cidade do Rio de Janeiro, seja em escarpas, seja em regiões planas, em geral alagadiças, e que apresentam as seguintes características:
                        
1) ocupação efetiva do terreno, sem título jurídico que dê aos ocupantes a posse legal do mesmo;
2) carência de serviços básicos de qualquer aglomeração urbana, principalmente água e esgotos;
3) precariedade das construções dos barracos, feitos pelos próprios moradores, não só sem nenhum plano de conjunto que os proteja contra incêndios e facilite a circulação, como sem garantias de estabilidade contra a ação das intempéries, especialmente das chuvas torrenciais;
4) condições subumanas de vida, em especial devidas à exigüidade do espaço que obriga a uma vida de promiscuidade. (...)
                      
As favelas são o resultado de dois fatores básicos:
                     
1) o ritmo das migrações internas (...);
2) o baixo nível dos salários. (...).
                      
Não existe uma solução única para todas as favelas; nem se pode tratar de erradicá-las para as transplantar para as zonas periféricas, porque a favela não é um fenômeno vegetal, e sim humano: nem se trata de urbanizá-las todas “in loco”, porque muitas estão localizadas em sítios que exigiriam custos vultosíssimos para o mínimo de condições indispensáveis de urbanização. (...)”

Fonte: O GUIA LEGAL

http://www.recantodasletras.com.br/artigos/4532605
http://www.oguialegal.com/08-favelaontemehoje.htm
http://www.oguialegal.com/08-palavrafavela.htm

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LAMPIÃO Cangaceiro: 1898 – 1938 - Museu do Cangaço - FINAL

Por: Hélio Pólvora
 

Acompanhado de Maria Bonita e dez cangaceiros, o Rei Vesgo atravessou o Rio São Francisco, a vau, sujeitando-se a perder na água o “corpo fechado” que lhe atribuía a crendice popular, e acampou a 800 metros do lado sergipano, em terras da Fazenda Angico, município de Poço Redondo. Era mais um esconderijo a que o levava o coiteiro Pedro de Cândido.


Estrategicamente, o sítio chamado Grota do Angico era recluso, mas com a desvantagem de encostas pedregosas. Entrava-se pelo arenoso leito seco de um córrego e, uma vez fechado o acesso, em baixo, a grota se converteria em armadilha.

Tenente João Bezerra à esquerda

Raiava o dia 28 de julho, 1938. Às 5:30 o grupo ainda dormia quando a tropa alagoana do tenente Bezerra, com fuzis e três ou quatro metralhadoras, dispostos em quatro grupos, cercaram o grotão.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgQoOhOXoBg6A99SuJbkuDelE9RdAdNDZMFMf-eja5aHlOxPwDoCrUqE57uGyiDVvswl2pioem4iidLAevBJ1GH9OwPkgIcWy34gEyZJJkjyeukGo4W3wFdyQuk74oQgiPBUW7EgEtRPf0/s400/DSC00915.JPG 
Pedro de Cândido à esquerda

O coiteiro Pedro de Cândido, vítima de denúncia, fora torturado à ponta de punhal pelos “macacos”, que lhe arrancaram as unhas, e cedeu.

Durou 15 minutos a fuzilaria. Lampião, um dos primeiros a despertar, foi também o primeiro a tombar morto. 

 
Neném e Luiz Pedro

O cangaceiro Luís Pedro teria furado o cerco e escapado, se não voltasse a chamado de Maria Bonita que lhe lembrava a promessa de morrer ao lado do chefe. Havia mais quatro mulheres: Maria de Juriti, Dulce de Criança, Enedina de Cajazeiras e Sila de Zé Sereno. A rainha do sertão levou uma bala na cabeça, quando escalava uma encosta.


Cortadas as cabeças dos cangaceiros, a tropa atirou-se ao saque. Na ânsia de arrebatar jóias e dinheiro, decepou dedos e pulsos, conforme diz Ivanildo Silveira, de Natal, Rio Grande do Norte. O próprio Bezerra, autor do livro Como Dei Cabo de Lampião, é acusado de ter- se portado com extrema crueldade. Urubus cevaram-se nos corpos e morreram — o que levantou a hipótese de envenenamento prévio dos facínoras, mas é que tinham preservado os restos mortais com cal e creolina. As cabeças dos 11 mortos foram expostas nas escadarias de Piranhas, depois em Santana do Ipanema e Maceió. A macabra mostra itinerante durou anos, até as cabeças serem recolhidas ao Instituto Nina Rodrigues, em Salvador, e posteriormente sepultadas por pressão de intelectuais e do clero.

Corisco


Esta saga sertaneja — não apenas o cangaço sempre permeado de jagunços e pistoleiros de aluguel — é encerrada em 1940 pelo antigo lugar-tenente de Virgulino, o sedutor Corisco, alagoano de porte atlético e comprido cabelo loiro, inspirador do cineasta Glauber Rocha em Deus e o Diabo na Terra do Sol. Passados cinco dias da degola no Angico, ele remete ao tenente Bezerra as cabeças de Domingos Ventura (ou seria Pedro de Cândido?) e mais quatro pessoas da família, instigado por Joca Bernardo, que os supunha denunciantes. Com o seguinte bilhete, segundo José Mendes Pereira: “Faça uma fritada. Se o problema é cabeça, aí tem em quantidade”.

Pedro de Cândido morreu misteriosamente em 1940.

O cangaço à Lampião estava disperso e desmotivado. O Diabo Loiro encerrou as atividades, reuniu pequena fortuna e enfurnou- se com Dadá no interior da Bahia. Queria viver em paz. Vargas dera anistia aos cangaceiros remanescentes; no entanto ele, emboscado pelo coronel Rufino numa casa-de-farinha, em Barra do Mendes, optou pela resistência heróica. Baleada, Dadá teve de amputar uma perna — e sobreviveu.


BIBLIOGRAFIA BÁSICA
Araújo, Antônio Amaury Corrêa de — Assim Morreu Lampião. São Paulo: Editora Traço, 1982, 140 p.
Cascudo, Luís da Câmara — Dicionário do Folclore Brasileiro. Brasília: MEC, Instituto
Nacional do Livro, 1972. ____ Flor de Romances Trágicos. Rio de Janeiro, 1966, s/n.
Fontes, Oleone Coelho — Lampião na Bahia. Petrópolis-RJ: Editora Vozes, 1988.
Grunspun-Jasmin, Élise — Lampião, Senhor do Sertão: Vida e Morte de um Cangaceiro.
São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2006.
Macedo, Nertan — Capitão Virgulino Ferreira Lampião. Rio de Janeiro: Edições O Cruzeiro
1970, 3a edição, 233 p.
Morais, Walfrido — Jagunços e Heróis. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1963.
Prata, Ranulpho — Lampião. Rio de Janeiro: Ariel Editora Ltd. 1934. 210 p.
Sena, Davis Ribeiro — As revoltas Tenentistas Que Abalaram o Brasil. Brasília, 2004.
O Autor consultou textos postados em blogs por autores citados ao longo deste ensaio
Também recorreu aos portais São Francisco, Lampião Aceso e Sama Multimídia,
igualmente na internet.



 http://www.vidaslusofonas.pt/lampiao.htm

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O REI DO BAIÃO


Em 1951 Luiz Gonzaga já era o consagrado ‘Rei do Baião’, e o advogado Humberto Teixeira o ‘Doutor do Baião’! Em maio Luiz Gonzaga sofre um grave acidente de carro, junto com seus músicos: João André Gomes, apelidado Catamilho, do zabumba, e Zequinha, do triângulo. Humberto Teixeira candidata-se a Deputado Federal, e recebe o apoio do parceiro.

Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga

Durante todo o ano de 51 Gonzaga foi convidado permanente da série No Mundo do Baião, produzido por Zé dantas, parte das atrações do Departamento de Música Brasileira da Rádio Nacional, cuja direção era de Humberto Teixeira. 

Zé Dantas e Luiz Gonzaga

Gonzaga havia aproximado os dois parceiros, mas essa convivência era difícil e durou pouco tempo. Foi No Mundo do Baião que Luiz Gonzaga coroou, com chapéu de couro, Carmélia Alves como Rainha do Baião.

Carmélia Alves e Luiz Gonzaga

Ela interpretava o baião com acompanhamento de orquestra, e levava a música do Rei para as boates e ambientes da elite. Luiz Gonzaga e Helena adotam uma menina: Rosa Maria.

http://maniadehistoria.wordpress.com

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