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sábado, 11 de junho de 2016

ALGODÃO-DOCE E O PESTE

 Por Clerisvaldo B. Chagas, 11 de junho de 2016 Crônica Nº 1.530

Saindo de casa fui surpreendido por uma presepada. Presepada era o termo que usávamos para algo inédito. Um ruído constante e repetitivo incomodava. Foi quando avistei vindo ao meu encontro, uma coisa que lembrava os tempos de criança. Um vendedor de algodão-doce. Não era naquele carrinho em que o produto é feito à vista do cliente, rodando uma manivela e surgindo o emaranhado do algodão, o céu da criançada.

Foto:(gideonimaran).

Esse vendedor vinha com uma vara às costas, onde pedaços de algodão-doce estavam pendurados, como os vendedores faziam transportando galinhas. O rapaz, no sol quente, usava chapéu de palha e mantinha uma cara sem sorrisos. Foi aí que descobri uma espécie de megafone automático, de pilha, com repetição constante e curta: olhe o algodão-doce! Olhe o algodão-doce! Olhe o algodão-doce!... Aquele barulho chato, cabuloso, irritante, poupava a voz do indivíduo, sem dúvida. Mas freguês nenhum tinha prazer em ouvir a geringonça pendurada no pescoço do vendedor. Imaginemos o produto descoberto, sujeito às moscas, à poeira e o sol o dia inteiro, para terminar no bucho das crianças!

Hoje, até cegos e aleijados usam as novas tecnologias para pedir esmola. O barulho incomoda terrivelmente e, ainda mais quando se mistura a outros sons sem controles, no Comércio.

Até que o vendedor poderia ser muito útil, se usasse aquela porcaria para rodear por meia hora o golpista, traidor e safado que em breve pagará o que fez.

FORA FIO DA PESTE! Ainda gritaria o vendedor de algodão-doce no seu pé de ouvido! 

* a foto não é a do meu vendedor.


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O AMOR É TUDO

*Rangel Alves da Costa 

Amor, amor, amor. Uma palavra demasiadamente conhecida e pronunciada ou a essência da vida em seu nome? Amor, amor, amor. Um sentido de afeto, de fraternidade, de união, de enlace, de comunhão, de compartilhamento, ou a expressão real de tudo isso quando gestado no ser de forma verdadeira?

O amor é tudo. Ninguém vive sem amor, ninguém existe sem amar, ninguém pode fugir do seu abraço e do seu afago. O amor humano, entre pessoas, mas também o amor perante outros seres. Zezé amava seu pé de laranja lima, a bela Remédios amava as borboletas que entrava sobre sua janela e ficavam esvoaçando sobre sua cabeça.

Diz o poeta que João amava Teresa, que amava Raimundo, que amava Maria... Já outro poeta diz que o amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente, é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer. Como arremate, ainda outro diz que quero vivê-lo em cada vão momento, e em seu louvor hei de espalhar meu canto, e rir meu riso e derramar meu pranto, ao seu pesar ou seu contentamento.

Drummond, Camões, Vinícius, três poetas, três feições de amor em versos. Mas também o amor nas cartinhas com letras trêmulas, nos bilhetinhos rimando amor com dor, nos beijos lançados à ventania, nos corações desenhados nos troncos dos arvoredos. Ai aquele amor parecendo impossível, e por isso mesmo mais amado, mais querido, mais desejado. E também aquele amor tão insistente em amar que nem a distância diminui a certeza no coração.

Amar os pais, amar os irmãos, amar a família. Amar o próximo, amar até o desconhecido, pois tudo amor sempre retribuído com mais amor. Amar o pobre, o desvalido, o excluído, aquele que nem todos recordam da existência. A este humilde um amor redobrado, pois um afeto tamanho que depois de usufruído possa ser recompensado. E não há retribuição maior do que saber que o outro valoriza o sentir-se amado.


Não há coração que desconheça a força do amor, que não tenha necessidade de amar e ser amado. O silencioso intimamente implora, grita, pede. O entristecido busca encontrar a alegria no seu encontro. Não há olhar que não se encante com as singelas belezas da vida, com uma flor, um alvorecer, um pôr do sol, e em tudo uma demonstração dessa força atraente que somente o amor possui.

Por que o garoto pula o muro para roubar a flor, pula o quintal para afanar goiaba madura, atira bilhetinhos pela janela, escreve nomes ao vento? Por amor. Por que o olhar não se cansa de olhar os velhos retratos na parede, com aquelas feições que também são as suas? Por amor. Por que a lágrima no adeus, na despedida, no luto e por toda a vida, depois da partida de uma pessoa? Por amor.

Tudo por amor porque o amor é tudo. Ama-se a Deus pela fé, pela obediência, pelo que serve de alimento no templo erguido no coração. Ama-se outra pessoa pela confiança, pela necessidade de compartilhamento das coisas boas da vida. Ama-se o filho, o neto, o bisneto e toda a geração familiar, porque o amor é raiz que necessita ser fortalecida com a mesma seiva do primeiro pai ao último filho.

A expressão máxima do amor está no primeiro livro de Coríntios, capítulo 13: Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta...

Eu amo. Amo a mim e amo a você. Não viveria sem amar o mundo, a vida, o meu sertão, os meus conterrâneos. Não sei o tamanho do amor. Só sei que é imenso.

Escritor
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O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO

Por Luiz Serra Novo trecho

Previsão de lançamento: última semana de julho! Outubro Edições (Clara Arreguy).

Espaço cultural do Restaurante Xique-Xique, SQS107, Brasília.

PERSONAGEM QUE VIROU TEMA DE MÚSICA DE LUIZ GONZAGA: CORONEL MARCOLINO de Patos de Irerê, Paraíba (trecho).

CORONÉIS SERTANEJO DOS ANOS VINTE VIVIAM SOB FOGO CRUZADO (ENTRE ELES E) DE CANGACEIROS!

“Nesse tempo conturbativo (do cangaço de Lampião), o então presidente (governador da Paraíba) João Suassuna sustentava o apoio ao coronel José Pereira.


O governante da Paraíba no início de 1925, a pedido do amigo coronel José Pereira, fez estabelecer um posto da força policial em Princesa Isabel, com objetivo de dar combate ao bando de Lampião e seus seguidores. O coronel José Pereira apoiou, executando obras para a sede do que se tornou o 2º Batalhão da Polícia Militar na cidade promissora, limítrofe com Pernambuco. Alguns policiais da Paraíba, como os capitães Manoel Benício e Francisco de Oliveira, entre outros, compunham a força. Também em colaboração com o governo do estado vizinho, chegaram os melhores quadros daquela força policial.

Para inicialmente reforçar o pequeno contingente do batalhão, o coronel Zé Pereira recrutou grande número de jagunços e civis, elevando a tropa consideravelmente. De Princesa partiam as forças volantes em direção a Cajazeiras, Piancó e outros povoados da Paraíba, além de Flores, Triunfo, Vila Bela e circunvizinhança, em Pernambuco.

O médico Aloysio Pereira, filho de José Pereira, em artigo de 1984, intitulado "A chama ainda acesa", edição especial de União, Paraíba, revelou a insatisfação da sua família que, “por circunstâncias singulares, chegou (anos antes) a dar teto algumas vezes a Lampião”.

Os combates ocorridos entre a Paraíba e Pernambuco, apesar do revés das forças na Serra Grande, de resto, foram devastadores para o bando de Lampião, com a morte do irmão Livino e do companheiro perfilhado Sabino Gomes, além do trágico acidente com o irmão Antônio, e o quase fim do próprio Lampião, que agonizou por mais de uma semana com uma bala no pé. 

• Essa tal batalha da Serra Grande fez a fama de Lampião como guerreiro: 70 cangaceiros entrincheirados em um morro venceram uma ruma de volantes que totalizavam 300 homens armados... que se puseram em fuga!!

No artigo para a revista União, Aloysio Pereira deixou ainda registrado que os chefes das forças volantes solicitavam ao seu pai, coronel José Pereira, instruções de como deveriam dar início à missão de perseguir Lampião.

Para se ter ideia do nível de perturbação trazido pelo chefe cangaceiro, certa manhã chegou a informação de que o cangaceiro estaria homiziado no vilarejo de Patos de Princesa, hoje Irerê, ainda protegido por Marcolino Pereira Diniz, cunhado do coronel Zé Pereira, o que provocou esta resposta mordaz do coronel:

Se é verdade esta notícia, e se vocês surpreenderem Lampião debaixo da cama de Marcolino, atirem primeiro neste.

Aloysio Pereira, A União, edição IV Centenário, 1984, pág.19

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LIVROS DO ESCRITOR GILMAR TEIXEIRA


Dia 27 de julho de 2015, na cidade de Piranhas, no Estado de Alagoas, no "CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015", aconteceu o lançamento do mais novo livro do escritor e pesquisador do cangaço Gilmar Teixeira, com o título: "PIRANHAS NO TEMPO DO CANGAÇO". 

Para adquiri-lo entre em contato com o autor através deste e-mail: 
gilmar.ts@hotmail.com


SERVIÇO – Livro: Quem Matou Delmiro Gouveia?
Autor: Gilmar Teixeira
Edição do autor
152 págs.
Contato para aquisição

gilmar.ts@hotmail.com
Valor: R$ 30,00 + R$ 5,00 (Frete simples)
Total R$ 35,00

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O CANGAÇO NA LITERATURA DE CORDEL...

Por Kydelmir Dantas

Esta é uma palestra que fizemos em 1997, no V Fórum do Cangaço, em Mossoró, e que gerou uma plaqueta publicada pela Coleção Mossoroense. Estamos preparando uma 2ª edição, revista, ampliada e atualizada, onde listamos mais de 1000 títulos de cordéis cujo tema versa sobre o Cangaço. Eis a capa da 1ª edição. A quem interessar possa, disponibilizamos em pdf, ao preço da amizade.

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sexta-feira, 10 de junho de 2016

LIVROS DO ESCRITOR ANTONIO VILELA DE SOUZA


NOVO LIVRO CONTA A SAGA DA VALENTE SERRINHA DO CATIMBAU
Adquira logo o seu, antes que os colecionadores venham invadir a estante do autor.

Peça-o através deste e-mail: 

incrivelmundo@hotmail.com


O livro "DOMINGUINHOS O NENÉM DE GARANHUNS" de autoria do professor Antonio Vilela de Souza, profundo conhecedor sobre a vida e trajetória artística de DOMINGUINHOS, conterrâneo ilustre de GARANHUNS, no Estado de Pernambuco.

Adquira logo o seu através deste e-mail:
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R$ 35,00 Reais (incluso frete)

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ABASTECIMENTO COM ÁGUAS DO AÇUDE DE COREMAS VAI SER SUSPENSO NA PB

 Do G1 PB

Segundo ANA, o nível do açude está muito baixo. Mãe D'água vai substituir. Agência vai instalar sondas para avaliar água do açude de Boqueirão.


Do G1 PB


Açude de Boqueirão, está com baixo volume e preocupa especialistas (Foto: Reprodução / TV Paraíba)

O abastecimento com águas do açude de Coremas, na cidade de Coremas no Sertão paraibano vai ser suspenso a partir do mês do agosto deste ano. A decisão foi anunciada pela Agência Nacional de Águas (ANA) em uma reunião da força-tarefa do Ministério Público, realizada em Campina Grande, no Agreste paraibano. Durante a reunião, também ficou definido que vão ser instaladas sondas para aferir a qualidade da água do açude Epitácio Pessoa, conhecido como açude de Boqueirão, no Agreste paraibano.

O encontro aconteceu na tarde desta quinta-feira (9), e reuniu  também órgãos de controle e gestão e abastecimento de água na Paraíba. Após a suspensão do uso da água do açude de Coremas, a população passará a ser abastecida pelo açude Mãe D'água, que fica na mesma cidade.

O motivo para o cancelamento é que o açude de Coremas está com menos de 8% de sua capacidade e o sistema da captação de água por gravidade não está sendo eficaz.

De acordo com a Agência Executiva de Gestão de Águas da Paraíba (Aesa), esta semana o açude Coremas está com apenas 7,8% da capacidade total. Já o açude Mãe D'água está com 13,3% do seu volume total. Juntas as duas barragens beneficiam 112 municípios do Sertão paraibano.

Açude de Boqueirão, em Campina Grande, atinge
pior nível da história (Foto: Reprodução/ TV Paraíba)

Com relação à aferição da qualidade da água de Boqueirão, que fica localizado na cidade de mesmo nome e abastece Campina Grande e mais 18 municípios, segundo a ANA, as medidas que estão sendo usadas atualmente para avaliar a qualidade da água não estão sendo eficientes.

A intenção é avaliar a presença de cianobacterias e saber as águas estão no padrão de portabilidade recomendados pelo Organização Mundial da Saúde (OMS).

A força-tarefa do Ministério Público da Paraíba (MPPB), foi criada em dezembro do ano passado para fiscalizar a segurança hídrica no estado. Além do MPPB a frente da conta com apoio do Fórum Nacional de Recursos Hídricos, vinculado à Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Na reunião desta quinta-feira também participaram os promotores de Justiça, do Meio Ambiente e de Saúde de Boqueirão e de Campina Grande, professores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e representantes da Agência Executiva de Gestão de Águas da Paraíba (Aesa) e da Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa).

Boqueirão

Segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), nesta quinta-feira, o açude Epitácio Pessoa, conhecido como Boqueirão, localizado na cidade de Boqueirão, no Agreste paraibano amanheceu o dia com 37.625 m³. O volume representa apenas 9,13% da capacidade total do manancial que abastece Campina Grande e mais 18 cidades da região.

Por conta do baixo nível, desde 6 dezembro de 2014 as cidades abastecidas pelo açude estão em racionamento. Ainda pela pouca quantidade de água, foram instaladas bombas de captação flutuante, pois o açude pode entrar no volume morto a qualquer momento. A previsão era de que isso acontecesse em fevereiro deste ano, mas até então o sistema convencional a gravidade está sendo eficaz segundo a Cagepa.

Saiba mais



https://mail.google.com/mail/u/0/#inbox/1553a9d04871dd70

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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A PROFECIA DO PADRE QUINCAS TEM SIDO CUMPRIDA

Por Jose Mendes Pereira
Capela da Vila de São Francisco onde o rei Lampião foi batizado pelo Padre Quinca, e Virgulino Ferreira da Silva aos 10 anos de idade - Foto da capela: Cortesia Escritor Valdir Nogueira. - Foto do Padre Quinca : Livro - Autor - Edvaldo Feitosa Foto do menino Virgolino: Livro "Lampeão" Autor: Optato Gueiros
2ª Fonte: Facebook - Página: Voltaseca Volta

Virgulino Ferreira da Silva o Lampião é um dos facínoras mais estudado no chão brasileiro. Não foi só um nem dois cangaceiros que ficaram na história, mas muitos, e o mais estudado e admirado é o perverso e sanguinário rei do cangaço Lampião.

Além dele, reinaram no sertão brasileiro, principalmente no Nordeste: José Gomes, o Cabeleira, e segundo os estudiosos ele foi o primeiro.

 José Gomes o Cabeleira

Posteriormente apareceu o Jesuíno Brilhante, Antonio Silvino e outros tantos, que se destacaram no mundo do crime, mas na verdade, o que foi e continua sendo estudado e admirado é o Virgulino Ferreira da Silva o Lampião.

Dizem que ele foi batizado aos três meses de nascido, na capela do povoado de São Francisco, sendo seus padrinhos os avós maternos: Manuel Pedro Lopes e D. Maria Jacosa Vieira.

Dona Jacosa avó de Lampião está à esquerda na imagem abaixo. Os demais, se os colecionadores souberem quem são, agradecemos por identificá-los. Eu já vi esta foto em algum site, informando que o homem que aparece é o avô materno de Lampião. Mas acho eu que não é, pois o homem é muito jovem para ser esposo da dona Jacosa, que na foto ela já estava muito idosa.

A cerimônia foi oficiada por Padre Quincas, que profetizou:

- "Virgulino - explicou o padre - vem de vírgula, quer dizer, pausa, parada." E arregalando os olhos:

- "Quem sabe, o sertão inteiro e talvez o mundo vão parar de admiração por ele".

O padre Quincas estava mais do que certo. Lampião o rei do cangaço, apesar de ter sido nada agradável durante o seu reino de marginal, ainda continua vivo e bem vivo na mente do povo brasileiro e de outros países que têm interesses pelos estudos cangaceiros.

Dizem os historiadores que ninguém soube melhor administrar um bando de delinquentes/marginais do que ele. Sabia dominar os seus subordinados, e todos o respeitavam como uma grande autoridade militar, muito embora, a sua patente de capitão, não tinha vínculo com corporação militar nenhuma.

Apesar de ter sido desmascarado em Pernambuco (sua terra natal) com a patente que recebera no Ceará das mãos do Padre Cícero, respeitou o padre, e nunca tentou fazer nada contra ele, pela falsa patente que havia recebido.

Supõe-se que ele entendeu, que o padre Cícero Romão Batista não era o culpado pelo desrespeito à sua pessoa, entregando-lhe uma patente fajuta e feita nas coxas.

Floro bartolomeu e Padre Cícero Romão Batista

Algumas autoridades haviam lhe enganado, um deles, o Floro Bartolomeu que fez tudo para que o padre recebesse na sua casa, o Virgulino Ferreira da Silva, e entregasse armas, munições e fardamentos para ele e seus comandados combaterem a coluna Prestes.
No dia 6 de março de 1926, Lampião recebeu das mãos do padre Cícero, tudo isto, só que nesse dia, o deputado Floro Bartolomeu já estava no Rio de Janeiro, e no dia 8, dois dias após as entregas das armas, munições e fardamentos, Floro Bartolomeu faleceu solteiro e pobre no Rio de Janeiro, vítima de angina. Era, na ocasião, general honorário do Exército e deputado federal. Foi enterrado com as honras de seu posto militar.

Com a decepção que passou Lampião, ao chegar na sua terra natal Pernambuco, que não foi considerada a sua patente de capitão, é quase certo que, se o Floro Bartolomeu estivesse vivo, Lampião teria voltado ao Ceará para acertar as contas com ele, para não o patentear com falsidade.

Mas mesmo tendo sido decepcionado ele continuou administrando a sua "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia" sem mais falar na fajuta patente de capitão.

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PROGRAMAÇÃO

Aplausos da ALAM para este dileto e competente Imortal.
para Benedito, museudosertao


Taniamá Barreto silvabarretovieira@gmail.com

Enviado pelo professor e pesquisador do cangaço Benedito Vasconcelos Mendes

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ESSAS SÃO ALGUMAS DAS OBRAS SOBRE O CANGAÇO QUE VOCÊ ENCONTRA NA LIVRARIA VIRTUAL DO PROFESSOR PEREIRA.


ESSAS SÃO ALGUMAS DAS OBRAS SOBRE O CANGAÇO QUE VOCÊ ENCONTRA NA LIVRARIA VIRTUAL DO PROFESSOR PEREIRA.

Para adquirir esses e outros livros relacionados ao assunto entrem em contato através do e-mail: franpelima@bol.com.br e consultem.

Geraldo Antônio de Souza Júnior

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LAMPIÃO - SUA MORTE PASSADA A LIMPO (DOCUMENTÁRIO)

https://www.youtube.com/watch?v=LnSJe69tLhg

ASSISTAM... ESSE DOCUMENTÁRIO IRÁ TIRAR MUITAS DÚVIDAS SOBRE A MORTE DE LAMPIÃO E OS MOMENTOS QUE ANTECEDERAM.

LAMPIÃO - SUA MORTE PASSADA A LIMPO (DOCUMENTÁRIO)

Publicado em 5 de março de 2016

Entrevista com o Escritor e Pesquisador José Sabino Bassetti autor dos livros LAMPIÃO - O CANGAÇO E SEUS SEGREDOS e LAMPIÃO SUA MORTE PASSADA A LIMPO.

Nessa entrevista José Sabino Bassetti fala sobre os acontecimentos, os segredos e mistérios que envolvem os momentos finais do Rei do Cangaço e parte de seu grupo.

ASSISTAM!!!
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A MULHER É MACHISTA, E NÃO SABE

(*) Rinaldo Barros

A conversa de hoje possui uma forte tendência a se tornar polêmica, a partir do título deste artigo. Peço a (o) caro (a) leitor (a) que tenha muita calma e tente ler até o final.

Em nossa cultura, a violência contra a mulher é aceita; e normas não escritas sugerem que a mulher é a própria culpada da violência por ela sofrida, apenas pelo fato de ser mulher.

A origem, o pecado original, é a idéia falsa de que a mulher deve ser, porque sempre foi, um ser inferior, uma subespécie humana, incapaz por natureza, pouco afeita aos fazeres públicos e intelectuais.

Lamentavelmente, este (pre) conceito cultural, construído historicamente, de que a mulher é um ser submisso, paradoxalmente, é assimilado, aceito e reproduzido também pela maioria das pessoas do sexo feminino. Falei “do sexo feminino”.

Aliás, este preconceito somente se tornou de difícil superação porque a maioria esmagadora das mulheres não possui condições de compreender esta contradição: pensa e age como ser submisso.

O outro lado da moeda, o machismo, igualmente é reproduzido - e até fortalecido - pela maioria das mães, tias, vizinhas e professoras; ou seja, aqueles segmentos sociais responsáveis pela educação lato sensu das nossas crianças, em seus primeiros anos de vida.

A reprodução do preconceito começa na escolha das roupinhas do bebê, com ele ainda na barriga da mãe: rosa para as meninas e azul para os novos machinhos. Reproduzem a ideologia machista, dominante.

Logo que nascem, seguem as regras para brinquedos e brincadeiras: os meninos jogam futebol, aprendem lutas marciais, ganham carros, armas e roupas de super-heróis para brincar, coisas de machos que se preparam para dar porrada e impor suas vontades numa vida de aventuras, nas ruas, na esfera pública. As mocinhas em sua maioria, ao contrário, ainda são orientadas para a vida no lar, e ganham presentes de bonecas, produtos de beleza e cozinha, coisas de quem se prepara para uma vida dentro de casa, na esfera da vida privada; seguindo as normas do “bom comportamento”, e pautadas pela opinião da vizinhança.

Ou seja, a violência exercida pelos homens contra as mulheres, no Brasil como em qualquer parte do mundo, é autorizada, sancionada, pela sociedade patriarcal, machista; como um todo.

Sociedade reforçada pelas religiões judaico-cristãs, nas quais a figura feminina é, e sempre foi, uma figura subalterna ou de menor poder, a partir da própria ideia do Pai Salvador (relembro que Nossa Senhora não faz, apenas intercede junto ao seu Filho). Mesma lógica estende-se a sua hierarquia dominada pelo sexo masculino (o Papa, Cardeais, Bispos, Padres, Pastores, Rabinos, Sacerdotes, todos do sexo masculino).  

Aqui no patropi, exceção se faça, em respeito à verdade, aos orixás e entidades do Candomblé, Umbanda, e Quimbanda, os quais se referem e incorporam divindades e espíritos dos dois gêneros.

Como livre pensador, ouso sonhar que a “Lei de Deus” deveria permitir que todo ser humano tivesse sempre condições de exercer seu livre arbítrio. Todavia, isso é negado à mulher brasileira. Fazer o quê?

Culturalmente, o espancamento de namoradas, esposas e amantes por seus companheiros é uma questão da vida privada, na qual a sociedade (patriarcal) “não deve intervir”. Não deve meter a colher.

Vale lembrar que somente a partir da Constituição Federal de 1988 - e também do novo Código de Processo Civil, de 2015; não existe mais hierarquia familiar. Juridicamente, no patropi, a mulher não se subordina mais ao homem, “são todos iguais”. Todavia, ainda falta existir a consciência cidadã.

Quantos (as) brasileiros (as) já leram o texto constitucional e o novo Código Civil?

Diante de casos de violência contra mulheres, é comum que os comentários machistas predominem até mesmo sobre a natural rejeição ao ato de agressão. "Alguma ela fez" ou, na melhor das hipóteses, "melhor não tomar partido". Sem falar nos casos de estupro, quando, freqüentemente, se critica a sensualidade excessiva da dança ou dos trajes das mulheres, responsabilizando-as e “justificando” o estuprador.

Como propriedade do macho, “a mulher é a culpada”. Se reclamar, apanha!

Essas atitudes preconceituosas são exercidas também por profissionais de saúde e policiais, resultando algumas vezes em tratamento inadequado, mas coerente com a cultura predominante.

Resumo da ópera: a mulher, premida por circunstâncias que ela própria ainda não compreende, na maioria das vezes, pensando e agindo como submissa, retira a queixa-crime contra o seu agressor, perdoa-o, e continua a viver com o mesmo e a conviver com sua dor. Como se fora normal ou natural.

Como diz o Chico na canção "Umas e Outras", “o acaso faz com que se cruzem pela mesma rua olhando-se com a mesma dor”. Até quando?

(*) Rinaldo Barros é professor- rb@opiniaopolitica.com 

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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O ALERTA VEM DO CAMPO

Por Clerisvaldo B. Chagas,9 de junho de 2016 - Crônica Nº 1.529

Em nosso trabalho “Repensando a Geografia de Alagoas”, vamos encontrando situações tanto como surpresas agradáveis, quanto desastrosas, principalmente no campo. Mas, dentro do assunto Geografia, um texto simples nos chamou atenção e passamos a reproduzi-lo. Tem o título: ‘O Vale do São Francisco e a Irrigação’.

(Foto Brasiloeste)

“Em regiões como a do rio São Francisco ─ um dos poucos rios perenes do semiárido ─construíram-se canais de irrigação para desenvolver uma agricultura moderna. As lavouras do vale do São Francisco produzem, anualmente, muitas frutas e legumes. As videiras (...) dão frutos o ano todo.

Técnicos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária ─ Embrapa ─ afirmam que se se cuidasse do solo, o vale do rio São Francisco, poderia ser tão desenvolvido como o estado da Califórnia nos Estados Unidos, uma região de características semelhantes.

Tudo depende de como serão resolvidos os problemas causados pela agricultura moderna no São Francisco. A situação do solo e da água piorou na região a partir de 1985, quando o governo incentivou a irrigação.

Irrigação não é chuva artificial. É uma técnica de produção de alimentos muito delicada. Exige conhecimento e especialização. Do contrário, ela pode salinizar os solos, um processo que se torna ainda mais intenso por causa da evaporação da água provocada pelo calor.

A irrigação tem que ser acompanhada de drenagem do excesso d’água. Da mesma forma tem que se estabelecer as verdadeiras necessidades de água de cada cultura e aplicar tantos milímetros quanto forem necessários. Especialmente nos climas semiáridos quando a irrigação é insuficiente e a evapotranspiração é maior há risco de salinização, se os solos contiverem altos teores de sais solúveis (do tipo carbonato, normalmente)”.

·         Atos do meio ambiente do Brasil, Brasília. Terra Viva/Embrapa,1996, p. 85.



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DESCUIDO OU MÁ SORTE DE LAMPIÃO?

Por José Mendes Pereira

Existem mistérios que ainda permanecem não esclarecidos na história de Lampião. Um deles é sobre sua morte que alguns afirmam que ele não foi alvejado na chacina da madrugada de 28 de julho de 1938, lá na Grota de Angico, no Estado de Sergipe.

Mesmo traído por coiteiros como supostamente Pedro de Cândido e/ou Joca Bernardes e outros, aí é que faço algumas perguntas, talvez sem respostas:

1- Por que Lampião como bom estrategista que era, escolheu a Grota do Angico, um buraco sem saída para acampar durante 15 dias?

2 - Como é que pode um grupo de 34 cangaceiros ter sido pego de surpresa, por outro grupo de 48 policiais, que caminhou e rastejou morro acima por quase duas horas e ninguém viu?

3 – Por que os cães e os vigias do bando de Lampião não notaram nada, isto é, sobre a presença de pessoas estranhas rondando próximas ao coito no Angico?

4 - Por que duraram 15 minutos para eliminarem o bando de cangaceiros que nem resistiu, já que a volante policial tinha metralhadoras para eliminá-lo em cinco minutos, no máximo?

5 – Por que o cangaceiro Amoroso não foi metralhado na hora que foi fazer xixi, pois o mesmo ficou cara a cara com um policial, segundo reportagem que eu li?

É "mei pruético" como dizia o coronel Ludugero!

O pesquisador do cangaço Felipe Brito respondeu o seguinte:

Minha humilde opinião sobre o pouco que li: 

1 - Não era a primeira vez que Lampião e seu bando acampavam na Grota de Angico, pois o Capitão achava o local muito seguro e já era acostumado a ficar lá. 

O pesquisador do cangaço Geraldo Júnior diz:

"Felipe Brito, era a terceira vez que Lampião ficava com seu grupo na Fazenda Angico (Grota). Caiu uma garoa fina e não uma forte chuva como alguns apontam. Realmente o cerco não foi completamente fechado devido a equipe liderada pelo Sargento Aniceto Rodrigues não chegou a tempo, devido o trajeto ser maior que o dos outros e o primeiro tiro disparado pelo Soldado Abdon ter sido disparado antes do sinal combinado por causa da aproximação cangaceira".

Continua Felipe Brito:

2 - A volante veio do lado contrário, por Alagoas e não por Sergipe que era o caminho normal.

3 - Dizem que no fatídico dia, chovia muito. 

4 - O local do coito era muito grande e a volante não conseguiu fechar o cerco a tempo.


 6 - O soldado atirou de fuzil em Amoroso, mas errou o tiro.

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