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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

O QUE FOI O “ASSALTO AO TREM PAGADOR”, NA INGLATERRA?


Foi um dos crimes mais audaciosos da história, quando, sem disparar um tiro, um bando assaltou um trem que levava depósitos bancários da Escócia para Londres. Na ação, ocorrida em 8 de agosto de 1963, no condado inglês de Buckinghamshire, a quadrilha embolsou 2.631.784 libras esterlinas, o equivalente hoje a mais de 9,2 milhões de reais! Mas a festa acabou cedo. Por causa de uma série de vacilos, apenas 5 dos 16 membros da gangue escaparam da polícia – o resto foi parar na cadeia, incluindo o folclórico Ronald Biggs, que virou “celebridade” ao se refugiar no Brasil. 

Ronald Biggs

Biggs escapou da prisão subornando os guardas e passou anos foragido, até que, em 1970, veio para o Rio. Aqui ele se casou com uma brasileira, com quem teve um filho famoso: Michael Biggs, o Mike, da Turma do Balão Mágico, banda infantil da década de 1980. O filho pop é que livrou o pai da cana: pela lei do Brasil, qualquer estrangeiro que tenha um filho com um brasileiro não pode ser extraditado. Biggs se entregou às autoridades britânicas em 2001. Com 79 anos, deve ser liberado por “motivos de compaixão” em fevereiro deste ano. E o velho ladrão de trens já disse que quer passar seus últimos dias com a família no Brasil. As companhias ferroviárias que se cuidem!

CRIME (QUASE) PERFEITO

Espetacular, ação descarrilou por causa de vacilos bobos.

Pouco depois da meia-noite, após receber a confirmação de um informante de que o trem com a bolada estava a caminho, a gangue deixa o esconderijo – a fazenda Leatherslade, a cerca de 40 quilômetros do local da ação – em dois Land Rovers e um caminhão do Exército roubado.

O sinaleiro de Leighton Buzzard, cobrindo o sinal verde e usando baterias para acender a luz amarela (que avisa de parada no ponto seguinte). No sinaleiro de Sears Crossing, local da ação, eles aplicam o mesmo método, mas, desta vez, deixando aceso o sinal vermelho, para parar o trem.


Após cortar a linha do telefone de emergência próximo ao segundo sinaleiro, o grupo toma suas posições. O líder da quadrilha fica distante, em um terreno elevado, para avisar da passagem do trem aos demais integrantes via rádio portátil (walkie-talkie).

Por volta das 3 e meia da madruga, o comboio para no local do bote. Os criminosos entram na locomotiva e rendem o maquinista, que leva uma paulada na cabeça de um dos ladrões. Em seguida, são rendidos os funcionários do correio que estavam no vagão com os malotes de dinheiro.


Um bandido destrava o encaixe de um vagão, de modo a separar a locomotiva e três vagões, incluindo o que levava a grana, do resto do comboio. Os ladrões então obrigam o maquinista a conduzir o trem até a ponte Bridego, onde outros comparsas aguardavam com os veículos.

A gangue descarrega a grana fazendo uma “corrente humana” do vagão com os malotes até os veículos. Pouco depois das 4 da manhã, após já ter carregado 120 sacos de dinheiro, o grupo deixa o local e volta para o esconderijo.


O “trem da alegria”, contudo, vira a maior roubada. Pressionados pela ação da polícia, os caras fogem às pressas do esconderijo, deixando impressões digitais por todo lado. Por causa desse e de outros vacilos, boa parte da quadrilha logo estava na cadeia.

FORA DOS TRILHOS

Confira as mancadas que causaram a prisão de boa parte da gangue.

BRINCANDO DE BANDIDO

A quadrilha ficou à vontade no esconderijo. Jogaram cartas, beberam e até brincaram de Banco Imobiliário – a Scotland Yard encontrou impressões digitais nas peças do jogo – sem se preocupar com os rastros que poderiam deixar pelo local.

LADRÃO QUE ROUBA DE LADRÃO…

A gangue pagou uma grana preta para um cúmplice fazer a “limpeza” da casa, eliminando qualquer vestígio dos assaltantes. Só que o cara foi mais esperto: após os bandidos saírem, levou a grana e deixou a casa exatamente como estava. Ele nunca foi capturado pela polícia.

CAMINHÃO VACILÃO

A polícia chegou até o esconderijo por causa da denúncia de um fazendeiro vizinho. Dias antes do assalto, ele havia estranhado a presença de um caminhão do Exército por ali. Ao escutar a notícia do roubo pelo rádio, sacou logo do que se tratava.

NEGOCIADOR DE ARAQUE

O líder do grupo chamou uma pessoa próxima a ele para agir como falso comprador da fazenda que serviria de esconderijo. Parece piada, mas, além de usar seu verdadeiro nome, essa pessoa contratou uma firma de advocacia para intermediar as negociações. Essa foi a grande pista que levou à prisão do chefe.

http://mundoestranho.abril.com.br/historia/o-que-foi-o-assalto-ao-trem-pagador-na-inglaterra/

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ANIVERSÁRIO TRADICIONAL ASSEMBLEIA UNIVERSITÁRIA MARCA OS 48 ANOS DA UERN


A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) comemora 48 anos nesta quarta-feira, 28 de setembro, e promove a tradicional Assembleia Universitária, às 19h, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado.

Durante a solenidade, presidida pelo Magnífico Reitor, Pedro Fernandes Ribeiro Neto, serão outorgadas honrarias a professores, técnicos e personalidades com relevantes serviços prestados à Instituição e ao município de Mossoró.

O aniversário de 48 anos marca ainda o início das comemorações em torno dos 30 anos de estadualização da UERN. Um selo personalizado, em homenagem ao marco histórico, foi lançado nesta terça-feira (27) pelos Correios.

Ainda em alusão aos 30 anos de Estadualização, um ponto significativo da Assembleia será a entrega da Medalha da Abolição 2016 aos vereadores da Legislatura de 1983/1988, que aprovaram a lei que possibilitou a transferência da UERN para o Estado. Até então, a Universidade era municipal, custeada pelas mensalidades pagas pelos alunos e por verbas federais.

Momento de assinatura da Estadualização da URRN, pelo governador Radir Pereira, em 8 de janeiro de 1987.

Criada em 28 de setembro de 1968, pela Lei Municipal nº 20/68, a UERN nasceu com o nome de Universidade Regional do Rio Grande do Norte - URRN, vinculada à Fundação Universidade Regional do Rio Grande do Norte - FURRN.

Desde sua criação, pelo menos duas fases compõem a história da UERN - a primeira diz respeito à sua instituição jurídica, a segunda, à verticalização de seus cursos. Três eventos marcam essa primeira fase: a criação, em 1968; a estadualização, em 1987; e o reconhecimento como universidade, em 1993, pelo MEC.

PROGRAMAÇÃO


HOMENAGEADOS

Título de Doutor Honoris Causa
Jerônimo Vingt Rosado Maia (in Memoriam)
Título de Professor Honoris Causa
Profa. Dra. Maria dos Remédios Fontes Silva
Título de Professor Emérito
Profa. Esp. Maria Hélderi de Queiroz Diógenes Negreiros
Diploma do Mérito Administrativo
TNS Me. Francisco Fábio Mesquita Oliveira


Medalha da Abolição - Vereadores da Legislatura de 1983/1988
Antonio Fernandes Duarte
Antônio José de Almeida Sobrinho

Davi Lima de Santana (In Memoriam)

Edmilson Lucena Barreto (In Memoriam)

Expedito Mariano de Azevedo (In Memoriam)
Francisca Gurgel de Brito da Silva
Francisco Cornélio Evaristo Nogueira
Francisco Silmar da Silveira Borges
Geraldo Alves de Oliveira
Gilmar Lopes
Herbert de Oliveira Mota
Janúncio Soares da Silveira
Jessé Luiz da Rocha (In Memoriam)
Joalba Vale
José Bernardes da Silva
José Lázaro de Paiva
Mateus Justino Carreiro (In Memoriam)
Paulo Caetano Davi
Raimunda Nogueira do Couto (In Memoriam)
Raimundo Milton da Silveira
Reginaldo Regi Campelo Bezerra Paz (In Memoriam)

por: Iuska Kaliany Freire de Oliveira em 28/09/2016 10:35:32


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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ZÉ RUFINO – O MATADOR DE CANGACEIROS.

Por Geraldo Júnior

José Osório de Farias o “Zé Rufino” pernambucano da cidade de Belmonte, que um dia viu-se forçado a trocar a sua inseparável sanfona pelo Fuzil. Não sabia Zé Rufino que seria exatamente a utilização desse segundo instrumento que o colocaria para sempre nas páginas da história do cangaço nordestino como o maior matador de cangaceiros de todos os tempos.

Um pacato sertanejo que após ter sido convidado a ingressar no cangaço pelo próprio Lampião resolveu ingressar nas Forças de Repressão (Volantes) ao banditismo como forma de proteção.

a uma possível retaliação devido à recusa do convite, para a infelicidade de muitos cangaceiros, inclusive do próprio Rei do cangaço.

Entre todos os perseguidores de cangaceiros, Zé Rufino foi o que matou o maior número, entre os mortos podemos citar Barra Nova II, Pai Velho, Pavão, Mariano, Zeppelin, Azulão II, Canjica, Zabelê II, Maria Dórea “Eudora” (Maria de Azulão), Corisco, entre outros.

O nome de Zé Rufino tirou o sono de muitos cangaceiros e bandidos comuns pelos sertões do Nordeste na época em que o cangaço era predominante e porque não dizer, imperante...

... nas quebradas do Sertão.
Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo)

SEU ACERVO

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INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RN É IMPEDIDO PELO IPHAN DE REALIZAR OBRAS PARA MELHOR ACONDICIONAR O SEU ACERVO


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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A JOSÉ ROMERO

Por Valberto Barbosa de Sena
José Romero de Araújo Cardoso

JOSÉ ROMERO, JESUS LHE ABENÇOE 
COM PLENITUDE NOS DIAS VINDOUROS 
FAÇA QUE CHEGUEM A VOCÊ OS LOUROS 
DE HONRA AO MÉRITO. ESSA CANÇÃO SE ENTOE 
TODAS AS OBRAS PELAS QUAIS SE DOE 
SÓ EM PENSÁ-LAS AS TRANSFORME EM OUROS 
SEJAS A FONTE DE IMORREDOUROS 
BELOS VOCÁBULOS E O MUNDO OS ECOE... 
DEUS NOS PERMITA SERMOS "TODO E PARTE" 
DA TUA VIDA, DA ESCRITA E ARTE 
COMO ELEMENTOS PARA O TEU SUPORTE 
SEJAMOS TODOS OS MAIORES BENS 
À TUA PENA, PELO DOM QUE TENS 
PARA A HISTÓRIA SER CONTADA E FORTE... 

Parabéns, José Romero por mais essa data...!

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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ADUERN DIZ QUE PROFESSORES DA UERN PODEM FICAR SEM PAGAMENTO DO MÊS DE SETEMBRO

https://www.youtube.com/watch?v=TQ2S6lcmsjg

Em vídeo publicado na página oficial da Associação dos Docentes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Aduern), o presidente da entidade, Lemuel Rodrigues, informou que os professores da universidade e outros servidores do estado poderão ficar sem o pagamento do mês de setembro e do 13º salário.

“Recebemos informações vindas do Fórum dos Servidores Estaduais de que os professores e professoras da UERN, assim como os demais servidores públicos, podem ficar sem o pagamento do mês de Setembro e do 13º salário”, disse Lemuel.

A diretoria da Aduern reforçou o chamamento para que todos os professores e professoras da UERN participem da Assembleia Geral dos Servidores Estaduais.

O movimento será realizado nesta quinta-feira, 29, na Praça Cívica, em Natal, e vai reunir centenas de trabalhadores da esfera estadual e também federal.

A Assembleia vai ser o primeiro espaço onde será discutida a possibilidade de uma greve geral no RN, o que faz com que a presença maciça da categoria seja ainda mais importante. O Fórum dos Servidores Estaduais irá discutir a proposta de paralisação nos dias 06 e 07 de outubro, e a possibilidade de outra Assembleia Geral com possível indicativo de greve para o final de outubro.

Após a assembleia, os trabalhadores e trabalhadoras seguem em marcha em um ato público que irá até a Prefeitura do Natal, onde os servidores se unem aos funcionários públicos municipais que também estarão com suas atividades paralisadas em um dia de protesto e defesa de direitos.

A atividade vai debater sobre os atrasos salariais, o anúncio do Governo de que fará demissões de servidores, o PLP 257 e a PEC 241 e a importância da construção de uma Greve Geral unificada por todos os segmentos da classe trabalhadora.

Assista aqui o vídeo do presidente da Aduern Lemuel Rodrigues.


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VÍDEO. O ATAQUE DE LAMPIÃO A MOSSORÓ-RN...!

https://www.youtube.com/watch?v=tsrmELsNdxc

Reportagem especial durante os 80 anos de resistência de Mossoró ao bando de Lampião mostrando o fato histórico e a repercussão do feito para história e cultura da cidade.. A passagem no alto da igreja que exibe as marcas de bala do ataque do bando de lampião e história do santo cangaceiro Jararaca chamam atenção. Publicado em 15 de jan de 2013

Por: Eugênio Bezerra.

Publicado em 15 de jan de 2013
Reportagem especial que fiz durante os 80 anos de resitência de Mossoró ao bando de Lampião mostrando o fato histórico e a repercussão do feito para história e cultura da cidade. Uma viagem bem bacana. A passagem no alto da igreja que exibe as marcas de bala do ataque do bando de lampião e história do santo cangaceiro Jararaca me chamam atenção. Foi exibida na TV Ponta Negra, afiliada do SBT no RN.
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ADMIRAR LAMPIÃO PELA SUA LIDERANÇA


Nunca admirei Lampião pelos seus crimes e sim pelo poder que tinha sua liderança, liderança essa que era capaz de convencer um grupo de pessoas a serem fieis e lutarem ao seu lado até a morte.


Lampião está no rol de líderes que tinham um magnetismo próprio, carisma contagiante entre as massas, ou seja, nasceu pra comandar, e temos como exemplo; Hitler Ho Chi Minn, Antonio Conselheiro, Mariguella, Stalin e Mao Tse Tung, que conseguiram com suas lideranças, convencer pessoas a lutar e morrer por um ideal.


Lampião foi único também no que se diz respeito ao ideal cangaço, ele realmente elevou a vida cangaceira como status social, tanto financeiramente, como estética prova maior são suas indumentárias, com enfeites que chegavam ao carnavalesco, seus anéis, brincos, punhais, banhados a ouro ou prata, tudo mesmo pra chamar a atenção e se exibir, tal qual um grande imperador romano, que exibe seu poder e sua riqueza. Líderes lendários como ele aparecem uma vez por século.

Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=339509496392068&set=gm.1323424201004028&type=3&theater

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GRUPO VINA PELOS CAMINHOS DA MPB III

Por Kydelmir Dantas (*)
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Uma perda irreparável MAURÍCIO DE OLIVEIRA

Mentor intelectual dos Shows do VINA, roteirista e organizador da seleção musical; Engenheiro Agrônomo, formado na Escola Superior de Agricultura de Mossoró – ESAM, atual Universidade Federal Rural do Semi-Árido – UFERSA; Doutor em Solos e Nutrição de Plantas pela Universidade Federal de Viçosa (MG); Professor no curso de graduação em Agronomia e do Mestrado em Fitotecnia da ESAM, no Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento do PRODEMA, coordenado em Mossoró pela UERN, além de professor visitante em cursos de especialização de outras Universidades Brasileiras. Casado com a ex-aluna e Agrônoma Marieta Cosme de Oliveira, têm uma filha – Hílem Estefânia de Oliveira. Encantou-se no dia 08 de janeiro de 2006.

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Marieta Lima e Maurício de Oliveira

O poeta Antônio Francisco, conceituou Maurício no poema “A RESPOSTA”, cordel nº 1 do jornal Plural, dizendo:

Nosso rio ficou sem a espada
Do mais bravo e ferrenho lutador.
Se arrastando aos pés de Mossoró,
Procurando outro grande defensor.
Com o mesmo espírito de Maurício,
Sem bravata, honesto e sonhador.
A HOMENAGEM, O RETORNO, A UNIÃO

No ano de 2006, o IV FestUern, fez-lhe uma justa homenagem, dando nome ao Troféu (Maurício de Oliveira) e apresentou o documentário “Um Rio de Emoções Chamado Maurício”, produzido por professores e alunos do curso de Comunicação Social, à frente Kildare Gomes e Jucieldo, com depoimentos de amigos, artistas, gente da cultura e companheiros da música e da convivência, em relatos emocionantes, sobre o homem, o professor e o artista.

No mesmo poema “A Resposta” o Patativa de Mossoró disse:

E o VINA ficou sem o verão
E a voz da cigarra mais valente.
Procurando no livro da saudade,
Uma réstia do sol de antigamente.
E um pequeno milagre nas estrelas,
Pra voltar a ser VINA novamente.

Na sequência da apresentação do documentário, no dia 20 de julho de 2008 no Teatro Municipal, o Grupo Vivência N’Arte cantou e reencontrou o seu público, pela primeira vez sem a presença física de Maurício. Um retorno já esperado, porém, tenso de início e crescendo na recepção do público e na emoção de seus componentes. Pareceu-nos que ‘ele’ lá estava, dando forças aos companheiros de shows e palcos, de amizades e brincadeiras, de trabalho e seriedade. O que vimos, do meio pro final, é que o VINA iluminou-se, uniu-se. Com isto, deu seu primeiro passo para a celebração dos 15 Anos com o próximo espetáculo, “Em Cantos & Encontros” (Os Sonhos Não Envelhecem).

Antônio Kydelmir Dantas de Oliveira. Paraibano de Nova Floresta. Engenheiro Agrônomo. Funcionário da PETROBRAS S. A. Sócio da SBEC, do ICOP e Conselheiro do Cariri Cangaço.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

FELIZ ANIVERSÁRIO, MESTRE ROMERO CARDOSO! SALVE O DIA 28 DE SETEMBRO DE 2016!

Por Neivaldo Eduardo Sales Duarte*

Chegou o grande dia o dia do professor José Romero Araújo Cardoso , ele é um íntegro e sábio conhecedor da cultura nordestina . A cada momento que diálogo com ele sobre diversos assuntos e temas aprendo por completo com este senhor que hoje completa mais um ano de vida. Desejo-lhe muita paz , saúde e que o senhor continue com este seu jeito encantador .

Prof. Ms. José Romero Araújo Cardoso, docente efetivo adjunto IV do Departamento de Geografia do Campus Central da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, anivresariante do dia 28 de setembro de 2016 (47 anos).


*Neivaldo Eduardo Sales Duarte é discente do curso de Licenciatura Plena em Geografia do Campus Central da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte,

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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NOVO LIVRO NA PRAÇA "O PATRIARCA: CRISPIM PEREIRA DE ARAÚJO, IOIÔ MAROTO".


O livro "O Patriarca: Crispim Pereira de Araújo, Ioiô Maroto" de Venício Feitosa Neves será lançado em no próximo dia 4 de setembro as 20h durante o Encontro da Família Pereira em Serra Talhada.

A obra traz um conteúdo bem fundamentado de Genealogia da família Pereira do Pajeú e parte da família Feitosa dos Inhamuns.

Mas vem também, recheado de informações de Cangaço, Coronelismo, História local dos municípios de Serra Talhada, São José do Belmonte, São Francisco, Bom Nome, entre outros) e a tão badalada rixa entre Pereira e Carvalho, no vale do Pajeú.

O livro tem 710 páginas.
Você já pode adquirir este lançamento com o Professor Francisco Pereira Lima ao preço de R$ 85,00 (com frete incluso) Contato: franpelima@bol.com.br 

fplima1956@gmail.com


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O MAIS BELO RIO

*Rangel Alves da Costa

Nada mais citarei acerca da tragédia com o ator global nas águas do Velho Chico nem das inúmeras teorias conspiratórias envolvendo o episódio. Cada um compreende o fato e procura explicá-lo a seu modo, pautando pelo entendimento e conveniência. Uma coisa só a dizer: que não ousem transformar o rio em vilão ou colocar forças maléficas sobrenaturais nas suas entranhas. Ali, desde a nascente ao desaguadouro, apenas um rio com seu percurso, sua história, seu viver ladeado ao ribeirinho. Apenas um rio, mas o mais belo dos rios.

Tudo, menos o rio, seja o São Francisco ou qualquer outro leito, jamais poderá ser culpabilizado pelos acontecimentos nas suas águas. Diversas embarcações já afundaram ali, canoas já sumiram como por encanto, pescadores e viajantes já conheceram de suas surpresas. Mas apenas um rio que corre o seu destino, que segue adiante mesmo que o homem já tenha tomado grande parte de suas seivas. Porém, não tudo. Suas forças, correntezas e abismos se escondem lá embaixo, movem seus impulsos sem que ninguém perceba. Acima, no espelho d’água, somente o leito escorrendo.

Contudo, não foi pela panela que borbulha ao fundo ou pelo redemoinho que corre de canto a outro, que o Velho Chico se tornou tão conhecido. Sua grandeza antecede a chegada do homem, já se estendia caudalosamente antes mesmo que o homem primitivo lançasse seu dardo em busca de peixe ou o índio nele deitasse a sua rústica canoa. Aquele mundão de água correndo entre serras e descampados, curveando penhascos, encharcando as margens e florescendo o viver, já se fazia de beleza inigualável antes mesmo que a filosofia definisse o belo.

E é tal beleza que ainda pulsa aos olhares e sentimentos. Não somente a beleza visual, mas principalmente a formosura histórica, geográfica, cultural, humana, sentimental. Não há ribeirinho que não se ajoelhe agradecido às suas beiradas, não há beiradeiro que não guarde uma devoção especial pelas suas águas. O São Francisco é algo espiritual, gestado e perpetuado na alma. Não há olhar mais envelhecido que não mareje ante suas antigas histórias, ante as recordações e saudades, ante as relembranças das vidas e dos cotidianos ao lado do seu leito.

Além de sua reconhecida grandiosidade e pujança histórica, sobre leito que foi caminho ao hostil e ao desconhecido, e por muito tempo se mostrou volumoso a cada porto, o São Francisco sempre possuiu o dom de encantar e devocionar todos aqueles que com ele convivem. E tamanha a devoção e o afeto que até hoje, mesmo nas suas magrezas e rasos ossudos e arenosos, é como se ele se derramasse inteiro num poema. Eis que o mais belo rio que passa pela aldeia ribeirinha, pela aldeia sertaneja, pela aldeia nordestina.


Com efeito, o sentimento ribeirinho possui analogia aos versos escritos por Fernando Pessoa, onde o rio de sua aldeia era o mais belo rio simplesmente pelo fato de ser o rio que passa na sua aldeia: “O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia... Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia. E para onde ele vai e donde ele vem. E por isso, porque pertence a menos gente, é mais livre e maior o rio da minha aldeia...”.

Assim, o São Francisco sempre foi o mais belo rio daquela gente, sempre foi o rio da vida beiradeira, sempre foi a razão da existência de gerações. Pelas águas do Velho Chico brotou a existência sertaneja, pelos seus caminhos chegaram os primeiros habitantes, nos seus portos chegavam e partiam riquezas, nos seus costados o embarque e desembarque do alimento e de tudo aquilo que permitia viver ainda num sertão distante de tudo. E nas suas margens as aldeias, as pequenas povoações, os currais, as veredas sendo abertas para o mundo adiante.

Por onde passava, o Velho Chico ia gestando um mundo e um viver tão próprios que até hoje o homem não desapartou da dependência de suas águas.  Desde os tempos mais antigos, ali nos casebres, nas choupanas, nas casinholas de pescadores, por cima dos barcos e no emaranhado das redes, na ponta dos anzóis e nas areias ao redor, tudo filho das águas. Daí ser o São Francisco o pai, a mãe e o protetor, de tudo que se chama ribeira, margem, pescador, barqueiro, vivente daquelas distâncias molhadas e de tão sublime sobrevivência.

Sim, a razão com Fernando Pessoa. Mas também com todo ribeirinho e todo pescador, com todo vivente de suas beiradas. O rio do poeta é mais bonito que o Tejo porque é o rio que passa pela sua aldeia. Assim também a beleza maior do Velho Chico ao passar pelas aldeias nordestinas. Não é mais aquele rio imenso e caudaloso, não é mais caminho de grandes embarcações, mas ainda tão belo quanto aquele caudal de outros tempos. Eis que o amor está no que os olhos avistam e o coração sente. E por isso mesmo a eterna carranca despontando ao longe.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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CANGAÇO NO PIAUÍ


Mais um livro do escritor e fundador da SBEC -  (Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço) Paulo Gastão.


Entre em contato com o autor através deste e-mail:

paulomgastao@hotmail.com


Peça logo o seu para não ficar sem ele: Livros sobre cangaço se demorar adquiri-los ficará sem eles, porque são arrebatados pelos colecionadores.

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ANTÔNIO CORRÊA SOBRINHO E O LIVRO “O FIM DE VIRGULINO LAMPIÃO – O QUE DISSERAM OS JORNAIS SERGIPANOS” DE SUA AUTORIA.


O livro traz inúmeras matérias de jornais sobre a morte de Lampião que foram manchetes nos principais jornais sergipanos. Um livro/documento que não pode faltar na coleção dos estudiosos e apreciadores da história do cangaço.

Quem desejar adquirir o trabalho do escritor e pesquisador Antônio Corrêa Sobrinho, basta entrar em contato diretamente com o autor através do e-mail tonisobrinho@uol.com.br

O Livro custa apenas R$ 30,00 (Trinta Reais) com frete incluso.

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SOBRE CANOAS, A TRAVESSIA NO RIO PARA ZONA RURAL

Por Verneck Abrantes

Em 1916 o município de Pombal possuía 18 engenhos de fabricar rapaduras, 9 fábricas a vapor e 3 a tração animal para descaroçar algodão. 

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O número de cabeças bovinas era de aproximadamente 1000 animais e a população era de 18 mil habitantes, incluindo as localidades de Malta, Condado, Paulista, Lagoa, Cajazerinhas, São Domingos, São Bentinho e Desterro de Malta, todas pertencentes ao município de Pombal.

Verneck Abrantes

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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VIRGULINO DO NORDESTE

Por Eleuda de Carvalho

Num pé de serra pernambucano, por mãos hábeis de parteira, que era assim que vinham ao mundo os meninos daquele tempo, nasceu aquele que se tornaria depois, para mal ou para bem, um líder. O rei do cangaço. Em 7 de junho de 1897, mesmo ano em que o sonho de Canudos seria desmantelado a bala e tiros de canhão, haveria de surgir um outro sonhador para o povo nordestino, ou mais um pesadelo para os senhores do baraço e do cutelo. Dividido entre a figura de bandido, e a efigia de herói, batizou-se na igreja como Virgulino Ferreira da Silva, mas foi crismado na guerra como Lampião. E com este nome se escreveu a história. 


O fenômeno do cangaço, consequência do contexto de opressão e desmandos das elites sertanejas, começa a preocupar o governo federal quando as ações dos bandos armados extrapolam os limites das fazendas, e perigam se instaurar nas cidades. Com o  fim da chamada velha república, em 30, o poder centralizador e patriarcal dos coronéis cede sem volta seu lugar a lideranças mais modernizantes. Mesmo sem a anistia parcial decretada por Getúlio Vargas, o cangaço estava com seus dias contados. A morte de Lampião e seu grupo em Angico, alto sertão de Sergipe, em 38, foi o sinal de que aquela página estava virada. Morto o homem, nascia a lenda. Em prosa e verso, imagem e movimento. 

Lampião é, ele mesmo, o paradoxo da região nordestina. Entre o arcaico e o moderno, o brutal e o generoso, o leal e o traiçoeiro, sua imagem caolha e cabocla transita de maneira tão natural, que não é estranho este sentimento mesclado de pavor e bem-querença com o qual traduzimos nossos sentimentos a respeito dele. Sem dúvida, a indumentária que ele criou, mistura de vaqueiro psicodélico com Napoleão, representa tão bem uma estética/ética guerreira do sertão, que o jovem Luiz Gonzaga, sabido como ele só, travestiu-se de cangaceiro para divulgar seus baiões, xotes e xaxados (ritmo e dança criados Jararaca, segundo alguns), e fez desse visual a marca do seu sucesso.


O sociólogo Daniel Lins no programa Rádio Debate da Universitária FM, critica seu par Gilberto Freyre, quando este sugeriu uma pulsão homossexual em Lampião, por seu gosto ostentatório. "O senhor Gilberto Freyre tinha dito, doi sou três anos antes de morrer, que Lampião, ao costurar - e costurava muito bem, ao bordar, bordava muito bem, ao ser artista, aquele artesão que era, ao se vestir e usar perfumes e usar anéis, aqueles lenços de seda bordados e tudo, daria impressão de um efeminado. O senhor Gilberto Freyre não entendeu nada". Assim como não quer compreender boa parte da comprometida intelectualidade brasileira, que geralmente olha atravessado para tudo que tenha a marca nordestina ou popular.

Ao se debruçar sobre o personagem, investigando a sua trajetória ambígua entre facínora e paladino. Daniel Lins chega a uma conclusão muito interessante: Lampião comprovou o mito. Ele explicou o mito com o próprio mito que era ele. E dentro do estudo herói, você encontra todas as características, Lampião não foge a regra. O problema de ser ou não ser herói para Lampião não depende mais do conceito da elite brasileira, que morre de vergonha da nossa identidade".


Outro ousado pesquisador das manifestações culturais desta região é o jornalista e escritor Gilmar de Carvalho. Há 20 anos ele publicava o romance Parabéllum, em que o herói é composto como um tríptico, apresentando três personalidades. Embalado no espírito da época, o herói, daí em diante, deveria ter não um rosto, mas representar uma face coletiva, evocando a utopia social. Uma das caras deste múltiplo herói trazia as características de Lampião. "Você é um escorpião pronto para o bote e que se insinua certeiro. Você não veio oferecer o outro lado da face, bate. Você veio para escarrar no rastro e derramar pólvora e sal e aceitar ser o contorno preto de uma figura o a mão que empunha o punhal e a boca que prescinde de Palavras".

Lampião começou seu reinado em 1922, mesmo ano da Semana de Arte Moderna. Embora isolado nos ermos pedregosos e ásperos da caatinga, ele estava vinculado ao seu tempo. Fez pose para o fotógrafo e cinegrafista amador Benjamim Abraão, que registrou alguns momentos lúdicos e despreocupados daqueles homens e mulheres, que mesmo perseguidos e com cabeça a prêmio não descuidavam do visual. Era com música que Lampião anunciava sua chegada em vilas e cidades. Ou então a descargas furiosas de fuzis. Para os amigos, festa; aos inimigos, a bala aguda e certeira no coração.

De todas as vilas e povoados por onde andou, um deles foi quase fatal. Velhos agricultores da região de Jaguaruana, ao pé da serra Dantas, que separa o Ceará do Rio Grande do Norte, ainda comentam a passagem de Lampião e seu grupo pela antiga Estrada do Fio (do tempo do telégrafo), em rumo de Mossoró. O revés quase desmantela o bando, além de ter ficado detido o valente Jararaca, jovem chefe cangaceiro de 20 e poucos anos, que embora ferido gravemente e exposto à perversa curiosidade pública, manteve-se tão altivo, impávido colosso, que ainda hoje a sepultura onde foi jogado ainda vivo é centro de romarias. Eis o rastro heroico do cangaço, cujo poder só pode ser comparado ao dos beatos que ainda apregoam o fim do mundo; dois ângulos diferentes de um mesmo cristal.

Todo o agreste solar era o caminho de Lampião, este andarilho. Se sabia sempre onde ele esteve, onde estava sabiam não. Para o produtor e radialista José Rômulo Mesquita Martins, que possui bom acervo sobre tema, "Lampião só nunca desmanchou o trato com o Padre, nunca atacou o Ceará. Diz que tinha feito um pacto co o Padre". Porque é sabido que ele não se submetia a ninguém, não temia tenente ou capitão. Teve a audácia de enfrentar os mais poderosos senhores do sertão nordestino, porém deixava seu arsenal entocado na Chapada do Araripe, quando descia para o Juazeiro, onde encontraria conforto nas palavras do Padrinho. Lampião nem foi ao inferno nem ao céu. Seu reino era deste mondo, era o sertão.

Eleuda de Carvalho

Fonte: "O Povo"
Fortaleza: 07 de julho de 1997
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Digitado e ilustrado por José Mendes Pereira - Perdoem-me alguns erros. Eu estou multo ruim da visão

Este jornal foi a mim presenteado pelo pesquisador do cangaço e membro da SBEC- Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço Francisco das Chagas do Nascimento (Chagas Nascimento).

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