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quinta-feira, 17 de setembro de 2020
O LIVRO O FOGO DA JUREMA ESTÁ SENDO VENDIDO PELO O PROFESSOR PEREIRA
LUCAS DA FEIRA
Por Rubens Antonio
Lucas da Feira. Tentando resgatar sua aparência provável, escapando da antiga imagem caricatura, aproveitando alguns pontos mais aceitáveis desta, somando ao que se percebe do antigo desenho que ficava no laboratório de Nina Rodrigues e à sua descrição, da época.
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A MORTE EM BOTÃO
Por Vicente Cascione
Dezembro, 1978. São Paulo, num dia igual a todos os outros.
Chego, enfim, ao edifício. O porteiro seco e carrancudo, exige-me documentos, referências, e me submete a um rosário de perguntas. Para tentar descontrair o ambiente e quebrar o gelo, digo, desastradamente, ser um ladrão. Então, não escapo de uma revista pessoal, sob vigilância de um outro cidadão, parceiro da primeira sentinela implacável.
Pelo telefone da portaria perguntam ao habitante do 13º andar se eu tenho permissão para subir.
Permissão concedida, subo, chego ao destino, deixo o elevador e vejo, diante de mim, um pequeno hall e a porta do apartamento.
Aperto o botão da campainha e, pelo olho mágico, alguém me espia. Parece-me não confiarem inteiramente nos porteiros. Certificam-se de ser eu, e só então a porta é aberta.
Tenho a sensação de pôr meus pés na intimidade inviolável do templo de Juno, dos jardins do Capitólio, dos aposentos papais, ou do banheiro da Rainha da Inglaterra.
Acomodo-me ali, à mesa do jantar momentaneamente interrompido por minha chegada. Meu anfitrião ceia solitário. Sua mulher aparece, cumprimenta-me delicadamente, e diz ter o hábito de não se alimentar nas horas noturnas.
Abordo o assunto profissional, razão de meu encontro com o homem. A mulher, feito uma estátua, com o olhar vago, finge estar atenta. Mas mantém-se em estado de ausência, o pensamento longínquo.
Surgiu, então, o menino ao qual eu queria me referir, afinal a história dos porteiros não vale uma crônica, mesmo quando falta-me assunto.
O menino entrou na sala, com a ousadia e o destemor de uma criança a dirigir-se em direção ao seu pai.
Trazia nas mãos um brinquedo para mostrar ao meu anfitrião. O homem, desde quando chegara ao apartamento, ainda não tinha visto o menino.
“Boa noite papai! Olha o que a vovó comprou pra mim”!
O papai estava entretido com uma coxa de frango. E comigo.
Nenhuma resposta à criança. Nem um olhar distraído em sua direção. Nem uma palavra convencional, dessas usadas pelos meros genitores para descartar os filhos e suas futilidades.
Olhei o menino. O brilho dos olhos ao vir ao encontro do pai, e o sorriso de contente desenhado em seu rosto, apagaram-se.
Ele saiu dali lentamente, com seu pijaminha folgado, como um personagem de Disney, mergulhado em seu desalento, acompanhado de sua solidão.
O frango e o assunto chegaram ao fim e eu me despedi. Sair foi mais fácil.
Da rua, olhei para as janelas do 13º andar, cujas luzes estão baças pela cortina de névoa e da garoa fina.
Vejo a multidão das luzes das vidraças acesas sobre a cidade. Quantas prisões; quanto medo; quanta solidão; quanto desencanto; quanto silêncio; quanto desencontro; quantos órfãos de pais vivos; quantos pequeninos, pobres crianças, flores efêmeras, infâncias fugazes, envelhecendo em botão.
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RETIFIQUEI E COLORIZEI A EXUMAÇÃO DOS CANGACEIROS JOSÉ BAIANO, ACELINO, CHICO PESTE E DEMUDADO, EM 1936.
Por Rubens Antonio
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Acompanhado de seus comparsas Demudado, Chico Peste e Acelino, Zé Baiano aterrorizou a localidade, cometendo atrocidades, saqueando e impondo sua própria lei em Frei Paulo e vizinhanças. O bando costumava esconder-se da polícia nas casas de fazendeiros, ou então na mata.
Os seis Hhmens corajosos que mataram o cangaceiro Zé Baiano e seu grupo. Pedro Guedes, Toinho, Birindin, Dedé, Antonio de Chiquinho e Pedro de Nica. Um verdadeiro massacre aos cangaceiros Zé Baiano,
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O HABILIDOSO VIRGULINO.
Por João Filho de Paula Pessoa
O Jovem Virgulino Ferreira foi retratado pela cultura popular e por muitos pesquisadores e escritores do Cangaço, como uma pessoa cheia de dons e habilidades desde antes de virar cangaceiro, quando também demonstrou e desempenhou todas estas qualidades, além de outras adquiridas na vida nômade e errante, que lhe fez se tornar o Rei do Cangaço.
Lendas e literaturas do Cangaço apontam que Virgulino era alfabetizado, fez a primeira comunhão, foi crismado e era detentor de extrema religiosidade, era corajoso, educado, carismático, artesão de alforjes, luvas e arreios de couro, era amansador de animais, vaqueiro, parteiro de gado, bom dançarino, tocador de harmônica e sanfona, repentista e compositor e tinha excelente pontaria.
Embora Virgulino sempre tenha demonstrado ter um grande espírito, parte destas qualidades podem ter uma certa dose de exagero pelo folclore popular e por alguns escritores, sendo certo que Virgulino, aos dezesseis anos de idade, já era almocreve junto com seu pai e já percorria grande parte dos sertões e caatingas do Nordeste, de Pernambuco à Bahia, atividade que o fez conhecer com grandeza e riqueza de detalhes toda esta região, onde, tempos depois, estabeleceu seu imponente reinado por longos anos como Senhor absoluto das Caatingas Nordestinas. João Filho de Paula Pessoa, Fortaleza/Ce. 16/09/2020.
Obs: Nossos Contos também são contados em vídeos no YouTube - Canal Contos do Cangaço.
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NESTA SEXTA, DIA 18, IMPERDÍVEL NO CANAL YOUTUBE DO CARIRI CANGAÇO, AS 20 HORAS...
Por Manoel Severo
Sem sombras de
dúvidas uma das mais significativas e ao mesmo tempo polêmicas personalidades
de nosso nordeste e porque não dizer do Brasil, foi o santo padre do Juazeiro
do Norte, o cearense do século. O Cícero Romão Batista nascido no Crato,
ordenado em Fortaleza e que realizando sua Missão sacerdotal no antigo
"Tabuleiro Grande" viria a se tornar a figura mais estudada do clero
brasileiro, com mais de cinco centenas de publicações a seu respeito,
despertando amor e ódio entre todos aqueles que entraram em contato com sua
controversa historia e legado.Muitos e muitos episódios marcantes na vida de
Padre Cícero vieram a se tornar emblemáticos para a história não só do Ceará,
mas do nordeste como um todo, destacando-se dentre eles o mais polêmico de
todos: O chamado "milagre da hóstia" ainda no século XIX, quando
despertou ao mesmo tempo a desconfiança e perseguição da Igreja e a histeria de
toda uma "nação romeira" que passaria a partir dali a se tornar uma
das forças deste grande e mítico sertanejo.Nesse contexto,
recebe os
extraordinários pesquisadores, Angelo Osmiro Barreto e
para uma conversa reveladora sobre o Santo do Juazeiro. GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO: PADRE CICERO: Todas as dimensões do santo do Juazeiro.
ENTRA LÁ, FAZ SUA INSCRIÇÃO E ATIVA AS NOTIFICAÇÕES:
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CAPÍTULOS DA HISTÓRIA DO NORDESTE
Não deixa de adqurir est maravilhosa obra. O autor é o José Bezerra Lima Irmão autor do livro "Lampião a Raposa das Caatingas" que já está na 5ª. edição. A demanda deste livro tem sido assustadora.
Adquira-o através deste e-mail:
franpelima@bol.com.br
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NOTA DE PESAR!
Por Relembrando Mossoró
É com muito pesar que o "Relembrando Mossoró" vem comunicar o falecimento nesse dia 16/09/2020 de nossa Professora e Supervisora de Educação Especial, Vanda Maria de Melo, vítima de um grave acidente automobilístico no caminho da cidade de Almino Afonso-RN. Nossos sentimentos aos familiares e amigos.
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O CAMINHO DE LAMPIÃO NO RIO GRANDE DO NORTE”.
Autor Rostand Medeiros
Rostand Medeiros (Natal, Rio Grande do Norte, 27 de outubro de 1967) é um escritor e pesquisador brasileiro.[1]
Carreira[editar | editar código-fonte]
Rostand Medeiros tem um trabalho dedicado a história do seu Estado e da Região Nordeste do Brasil.
Em 2008 foi coautor do livro “Os Cavaleiros dos Céus: A Saga do voo de Ferrarin e Del Prete” , que conta a história do primeiro voo sem escalas entre a Europa e a América Latina, realizado em 1928 pelos pilotos italianos Arturo Ferrarin e Carlo del Prete [2].
É de sua autoria as biografias “João Rufino-Um visionário de fé” (2011), sobre o criador de um importante grupo industrial brasileiro de torrefação de café, nascido na cidade de São Miguel (Rio Grande do Norte) [3], “Fernando Leitão de Morais-Da Serra dos Canaviais a Cidade do Sol” (2012) [2] e “Eu não sou herói – A História de Emil Petr” (2012), este último sobre um veterano norte-americano da Segunda Guerra Mundial, navegador de bombardeiro B-24, que viveu no Rio Grande do Norte [4].
Em 2014 recebeu da Secretaria Extraordinária de Cultura do Rio Grande do Norte a Medalha de Mérito Deífilo Gurgel[5]. Em 2016 se tornou membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte - IHGRN [6] .
No ano de 2015 foi um dos produtores e participou das filmagens do documentário de longa-metragem "Chapéu Estrelado", com direção de Sílvio Coutinho [7]. Esse filme, lançado em 2017, é baseado em uma pesquisa que Rostand Medeiros realizou em 2010, quando percorreu o mesmo caminho trilhado pelo bando de Lampião (cangaceiro), no episódio da invasão do Rio Grande do Norte para atacar a cidade de Mossoró em junho de 1927 [8].
Em 2017 a Academia Norte-Riograndense de Letras lhe outorgou a medalha Mérito Acadêmico Agnelo Alves. [9]
Em 2019 lançou o livro “Sobrevoo: Episódios da Segunda Guerra Mundial no Rio Grande do Norte”, onde resgatou a história de um desastre aéreo ocorrido em 10 de maio de 1944 com um hidroavião Consolidated PBY Catalina da US Navy, próximo a cidade de Riachuelo (Rio Grande do Norte) [10]. No 75° ano desse episódio, ocorreu uma cerimônia organizada pelo Consulado dos Estados Unidos de Recife e a Prefeitura Municipal de Riachuelo, em memória dos aviadores que morreram nesse acidente [11]. Ainda em 2019, como fruto de uma parceria com o Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte, lançou o livro “Lugares de Memória – Edificações e estruturas históricas utilizadas em Natal durante a Segunda Guerra Mundial” [12].
Em 2020 foi coautor do livro "Jandaíra - História e Cavernas Potiguares", sobre a história e as cavidade naturais do município de Jandaíra (Rio Grande do Norte) e lançou o livro "1927 – O caminho de Lampião no Rio Grande do Norte", obra onde detalha a pesquisa realizada sobre o caminho utilizado pelos cangaceiros de Lampião no ataque a Mossoró [13]. https://pt.wikipedia.org/wiki/Rostand_Medeiros
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Atualmente lançou o livro: "O Caminho de Lampião no Rio Grande do Norte".
Adquira esta maravilhosa obra com o autor através deste g-mail:
Não sei se o professor Francisco Pereira Lima está credenciado para fazer venda do citado livro. Mas vale tentar através deste e-mail:
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RARIDADE BIBLIOGRÁFICA DO NORDESTE.
Annuario Ecclesiastico da Parahyba do Norte, do Cônego Francisco Severiano. Em 2 volumes, publicados em 1919. Excelente fonte de pesquisa da História Eclesiástica da Paraíba e Rio Grande do Norte.
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quarta-feira, 16 de setembro de 2020
LIVRO: VINGANÇA, NÃO...! (A VIDA DO CANGACEIRO CHICO PEREIRA)
Por Francisco Frassales.
O foco do livro é conhecido. Chico Pereira entra no crime para vingar a morte do pai, João Pereira, comerciante, proprietário rural e político em Sousa, com atuação no distrito de Nazaré e em São Gonçalo. O filho prendeu e entregou à polícia o executor da morte do pai, mas com pouco tempo o viu impune, andando livre pelas ruas, em feiras e festas. Um acinte. Depois de muita tocaia, “Zé Dias foi achado morto no meio da estrada. Estendido no chão. Só ele e a morte. E ninguém mais por testemunha”, escreve padre Pereira.
Quarenta e cinco anos depois de publicada, a obra virou peça de teatro e já poderia ter-se tornado filme. É livro perene, um depoimento original, nascido de dentro para fora. Explico. Centenas de livros versam acerca do cangaço, escritos por sociólogos, memorialistas, historiadores, jornalistas, enfim, estudiosos, mas poucos existem como “Vingança, não”. O autor não vivenciou a maioria dos fatos narrados. Ouviu-os da boca de parentes e amigos. Cresceu a escutar as versões familiares. Não se contentou com isso, porém, e durante dois anos checou datas, nomes, lugares e episódios em consultas a processos judiciais, testemunhas e jornais da época.
O livro encerra aspectos relevantes para as pesquisas históricas, sociológicas e políticas da fase final da República Velha, auge do coronelismo, o intricado sistema de relações de poder que nascia no interior dos municípios, propagava-se pelas capitais dos estados e chegava ao centro das decisões políticas e administrativas do País. Essa teia de relações de poder aparece despida no livro, envolta em simplicidade narrativa de fazer inveja. Como se forma um bando de facínoras? Lá está, passo a passo, sob o influxo das injunções políticas interferindo nas atividades comerciais, envolvendo o judiciário, o aparelho policial, as autoridades do executivo estadual, numa promiscuidade que era a própria essência do poder na Primeira República.
Nem a religião escapava dessa urdidura. O autor descreve a esperança que era ir a Juazeiro em busca das bençãos do padre Cícero. Pereira Nóbrega produz uma síntese quase perfeita do messianismo e a exploração política que o cerca, ao referir-se ao mandachuva, deputado Floro Bartolomeu: “Sem ser beato nem cangaceiro, será o ângulo onde se encontram ambos. Sobre essa dupla força se firmará para atingir alturas que jamais suspeitou.” Para quem nada era e nada tinha, isso foi tudo. Enfeite de ficcionista? Que nada, realidade pura.
Tudo isso está escrito com singeleza, sem rebuscadas técnicas literárias, de permeio com o desenrolar de laço amoroso nascido entre “manso e pacato contratante de cal” e uma menina-moça de 12 anos, órfã de pai, assassinado, que casa por procuração aos 14, e enviúva aos 17 anos, com a herança de três filhos e o estigma de mulher de cangaceiro. “Vingança, não” transpira amor em meio à tragédia sertaneja.
Esta crônica, publicada no jornal Gazeta do Alto Piranhas, Cajazeiras, nº 325, de 04 a 10/03/2005,.
P S – Francisco Pereira Nóbrega deixou a batina, casou-se, teve filhos. Fez-se professor, escritor, cronista. Afastou-se do ministério, mas continuou a obra de evangelização. Sua última missão foi dedicar-se ao Catecumenato. Morreu em João Pessoa, em 22 de janeiro de 2007.
Francisco Frassales.
OS TABUS LAMPIÔNICOS
Por Verluce Ferraz
O espaço me permite tratar dos tabus que permeavam a vida dos cangaceiros, em especial de Lampião e da Maria Bonita. Relatos existem em livros que, os mesmos se abstinham de fazer sexo nos dias de sextas-feiras, e quando partiam para uma relação sexual, retiravam as orações e patuás de cima do corpo; deixando-os a certa distância. Que depois de praticarem sexo, se limpavam para afastar desgraça de cima de suas vidas. Pelas descrições de manias não pode-se esses associar esses rituais à religiosidade, tampouco a dignidade, visto que cangaceiro não observava tais preceitos, além de matarem pessoas para apropriarem-se de bens materiais. Não havia remorso pelas vidas cerceadas, pelas famílias viúvas e órfãos. Todos os cangaceiros viviam infringindo às leis Naturais e leis Estatais. Matar gente ou animais era tão mais comum que se possam avaliar. Era costume a pratica de saques, assaltos, e estupros, entre outros crimes. Vamos então aqui registrar o papel desempenhado pelos tabus e seus efeitos conservadores de velhos usos no trato que tais pessoas supersticiosas, desde a antiguidade, acreditavam em um grande número de tabus:
- O flamen dialis, o sumo sacerdote de Júpiter, tinha que observar um número enorme de tabus. Ele
“não podia montar ou mesmo tocar um cavalo, nem ver um exército em armas, nem usar um anel que não fosse partido, nem vestir uma roupa que tivesse algum nó; [...] não podia tocar farinha de trigo nem pão fermentado; não podia tocar ou mencionar um cão, uma cabra, carne crua,, feijão e hera [...] seu cabelo podia ser cortado apenas por um homem livre, com uma faca de bronze, e, quando cortados, o cabelo e as unhas tinham de ser enterrados sob uma árvore auspiciosa; [...]; ele não podia tocar num cadáver [...];não podia ficar descoberto ao ar livre”.
E tudo tinha significado de consequências que conduziam aos perigos. Lampião, nas suas superstições escolhia o dia da sexta-feira para não ter conjunção carnal. Aconselhava também os seus bandos a seguir seus pensamentos, usando orações e símbolos que, exerciam poderes mais para fetiches; isso é confundido por alguns, como obediência espiritual, para livramento do mal. Pelos modos vividos, as contradições serão expressas porque o homem após ser civilizado e religioso, jamais praticaria atos de crueldade quanto praticaram os grupos cangaceiros.
Perdi a fonte, mas foi escrito pela pesquisadora Verluce Ferraz.
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LAMPIÃO E O SERTÃO DO PAJEÚ, de Anildomá Willans de Souza
Por Anildomá Willians
É o livro que trás a saga do Rei do Cangaço dentro de um território ou espaço geográfico – o Sertão do Pajeú – e de um período do tempo, que inicia quando ele foi empurrado para o cangaço, a partir da morte do seu pai, em 1920, até sua travessia do Rio São Francisco, quando deixou pra trás o sertão pernambucano, em 1928, instalando seu reinado na Bahia e Sergipe.
O autor foi buscar depoimentos de ex-cangaceiros e ex-volantes, além de declarações de pessoas que testemunharam algum fato ou passagem de Lampião e seus cangaceiros, narra as cidades, vilas e fazendas que foram invadidas ou visitadas pelos cangaceiros, os memoráveis tiroteios, seus protetores que forneciam armas e munições, matérias de jornais da época noticiando as peripécias do distante sertão, Boletins de Ocorrências e telegramas trocados entre os comandantes de polícia do interior e as autoridades da capital dando noticias dos movimentos dos cangaceiros.
SERVIÇO: Adquira o seu direto com o autor, pelo telefone (87) 99918 5533. E-mail:lampiaoeosertaodopajeu@gmail.com
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VESTIDO DE MARIA BONITA
Por Adelso Mota
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JOCA BERNARDO E A TRAMA DA MORTE DE LAMPIÃO.
Depoimento do senhor Celso Rodrigues da cidade de Piranhas em Alagoas. Nesse vídeo ele fala a respeito da trama envolvendo o coiteiro Joca Bernardo e a polícia que culminou na morte de Lampião, Maria Bonita, nove cangaceiros e um soldado da Força Policial Volante alagoana na manhã de 28 de julho de 1938 na Grota do Angico na época pertencente ao município sergipano de Porto da Folha. Uma história fascinante contada por quem cresceu "respirando" a história cangaceira, principalmente aquela ocorrida em sua região. Um documentário imperdível. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. Inscrevam-se no canal e não esqueçam de ativar o sino para receber todas as nossas atualizações. Forte abraço... Cabroeira! Atenciosamente: Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador do canal. @Cangaçologia
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GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO
Por Manoel Severo
Sem sombras de dúvidas uma das mais significativas e ao mesmo tempo polêmicas personalidades de nosso nordeste e porque não dizer do Brasil, foi o santo padre do Juazeiro do Norte, o cearense do século. O Cícero Romão Batista nascido no Crato, ordenado em Fortaleza e que realizando sua Missão sacerdotal no antigo "Tabuleiro Grande" viria a se tornar a figura mais estudada do clero brasileiro, com mais de cinco centenas de publicações a seu respeito, despertando amor e ódio entre todos aqueles que entraram em contato com sua controversa historia e legado.
Muitos e muitos episódios marcantes na vida de Padre Cícero vieram a se tornar emblemáticos para a história não só do Ceará, mas do nordeste como um todo, destacando-se dentre eles o mais polêmico de todos: O chamado "milagre da hóstia" ainda no século XIX, quando despertou ao mesmo tempo a desconfiança e perseguição da Igreja e a histeria de toda uma "nação romeira" que passaria a partir dali a se tornar uma das forças deste grande e mítico sertanejo.
Nesse contexto, Manoel Severo Barbosa recebe os extraordinários pesquisadores, Angelo Osmiro Barreto e Urbano Silva para uma conversa reveladora sobre o Santo do Juazeiro. GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO: PADRE CICERO: Todas as dimensões do santo do Juazeiro.
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CORISCO E DADÁ TIVERAM VÁRIOS FILHOS
Por Volta Seca
O casal cangaceiro, CORISCO E DADÁ, tiveram vários filhos, dentre eles , Silvio Bulhões ( mora em Maceió); Maria do Carmo (mora em Salvador) e Maria Celeste. (que , também, mora nessa última cidade)
Abaixo, uma foto de Maria Celeste e seu esposo, Sr. Raimundo Gomes.
Indaiá Santos (filha de Mª Celeste)...
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CARIRI CANGAÇO, UMA LUZ DE CULTURA NORDESTINA
Por Luiz Serra
Um movimento que tomou corpo nos últimos anos, no campo das atividades voltadas à cultura raiz nordestino, com foco no sertão agreste, tem o nome sugestivo de Cariri Cangaço. O Curador da agremiação cultural, agora Instituto Cariri Cangaço, é o cearense Manoel Severo Barbosa, que conduz com dinamismo uma plêiade de entusiastas e pesquisadores que essencialmente se voltam a rebuscar os atos e fatos de origem do fenômeno intrínseco às caatingas: o cangaço.
Severo em seu conhecido Blog, cujo título é o nome do projeto, seguido por milhares de atentos admiradores dessa tradição brasileira, sempre se refere ao motor originário do Cariri Cangaço: “É o resultado de um grande sonho”. Citou que desde a infância se encantava com as histórias vividas pelos cangaceiros, autênticas sagas, muitas singulares em extremos conflitos, de um padecimento sem tamanho, e, mesmo assim, admirava-se por ter muitos remanescentes do bando de Lampião chegado à destacada longevidade. Tais personagens assim que proporcionaram aos pesquisadores um campo fértil para discussões temáticas e produção de uma literatura vasta e absorvente.
O centro da extensa laboração entre os tantos seminários e palestras, levados a cabo pelo Cariri Cangaço, está factualmente na figura de Lampião. Uma figura polêmica, sertaneja, que emergiu em cenário de anarquia e desordem de poderes, em meio a precárias ordenações de disputas de terras entre coronéis sertanejos que, não há dúvida, faziam comprimir os sofredores viventes da terra adusta na caatinga imensa.
Disse mais da origem, em março de 2009, após Seminário em Paulo Afonso, região de berço de Maria Bonita, surgiu a ideia de realizar no seu estado, o Ceará, mais precisamente no Cariri, outro seminário para resgatar um pouco da historiografia cangaceira na região. Referiu-se à crítica inicial, vindas de provocações locais como: “Cangaço no cariri?”, “Evento para endeusar bandido?”. Disse que somando ao sonho, pitadas de perseverança, determinação, acabou que muitos jovens, homens e mulheres, entraram nas audiências dos muitos eventos com a aquiescência e apoio de autoridades locais. Pela internet, o Cariri Cangaço é uma realidade nacional. Sem fazer apologia à violência ou crime, anuiu “ter havido um verdadeiro sentimento de proporcionar um ambiente ainda mais propício para o debate e aprofundamento dessa temática que é tão marcante em nossa terra e em nossa gente”.
Os primeiros seminários promovidos pelo Cariri Cangaço, em Serra Talhada, Mossoró, Paulo Afonso, seguindo as pisadas de Virgulino Ferreira da Lampião, acabaram se tornando novos “vaqueiros da história”. Aproximação de novos companheiros de igual disposição pela cultura, em busca de fontes, a cada evento novidades advindas de descendentes de personagens daquele rico filão da história nordestina. Disse de nomes de relevo na jornada crescente do Cariri Cangaço, os vaqueiros da história. Citou Napoleão Tavares Neves, o primaz, das primeiras bençãos” ao sonho; João de Sousa Lima e Antônio Vilela, a SBEC, Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço; Paulo Gastão e Kydelmir Dantas. Aderbal Nogueira e Ângelo Osmiro; professor Francisco Pereira, de Cajazeiras com notável acervo disponível; O escritor Antônio Amaury. Mencionou que a esses se somaram tantos outros, que hoje formam essa grande confraria de amigos, reconhecida como família Cariri Cangaço.
Em nota aos entusiastas do tema, a curadoria do Cariri Cangaço agora informa que esteve cumprindo no dia 08 de maio,intensa agenda de trabalho na cidade de Quixeramobim, na temática de Antônio Conselheiro, mais nova sede do evento previsto para acontecer entre os dias 24 e 26 deste mês, reiterando convite aos interessados.
Manoel Severo externou por derradeiro que o incrível também acontece: “Lampião e o Cangaço que tanto sofrimento trouxe para o ordeiro povo do sertão, hoje promove o encontro, a união e a harmonia na direção da busca da verdade histórica”. Vida longa para o Instituto Cariri Cangaço!
Luiz Serra – Professor e escritor em 23 de maio de 2019
http://www.pontodevistaonline.com.br/cariri-cangaco-uma-luz-de-cultura-nordestina-luiz-serra/
https://cariricangaco.blogspot.com/2020/09/cariri-cangaco-uma-luz-de-cultura.html
LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS
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