Por José Mendes Pereira
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quinta-feira, 1 de julho de 2021
ADHEMAR BEZERRA DE ALBUQUERQUE É UM POUCO ESQUECIDO NO ESTUDO CANGACEIRO
A EXECUÇÃO DO CANGACEIRO MENINO DE OURO E SUA MORADA ETERNA NO CE
HÁ mais de 90 anos, Lampião e seu bando passou por terras cearenses fugindo da derrotada luta em Mossoró RN 13 DE JUNHO DE 1927, na fazenda Lagoa do Rocha, segundo moradores do local em unanimidade relatam que o cangaceiro Menino de Ouro foi executado na estrada próximo a fazenda, em pesquisa entrevistamos um Neto de seu Anísio Batista dos Santos, Anísio foi o guia dos cangaceiros até Limoeiro CE, seu neto Zildenor dos Santos aos 72 anos de idade nos presenteou com este relato maravilhoso sobre este acontecimento. ÁUDIO E IMAGENS Madson Ney EMBOLADA FILMES PESQUISA Sizinho Junior Produção EMBOLADA FILMES E NA ROTA DO CANGAÇO AGRADECIMENTO: A TODA FAMÍLIA DO SAUDOSO ANÍSIO BATISTA DOS SANTOS EM ESPECIAL AO SEU ZILDENOR DOS SANTOS PELA ENTREVISTA SEDIDA. e você gosta do nosso trabalho e quer nos ajudar nessa caminhada. Siga-nos no instagram e participe do nosso dia a dia. https://www.instagram.com/narotadocan... Inscreva-se no nosso canal e deixe seu like.
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É...FAZ SETE ANOS!...
Por José Bezerra Lima Irmão
É... Faz sete anos!... Essa foto foi em Dores, no agreste sergipano, quando, a convite de João Paulo, apresentei o meu livro "Lampião - a Raposa das Caatingas", num evento público. O livro está na quinta edição. Fraternal abraço, João Paulo.
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NOVO LIVRO NA PRAÇA LAMPIÃO NO DIÁRIO OFICIAL
Por Gildeci de Oliveira Leite [*]
Virgulino Ferreira da Silva continua a dividir opiniões. Para alguns, Lampião continua sendo nosso Capitão, representante do povo nordestino, contestador de agruras impostas aos sertanejos desta parte de cá. Outros, investem na afirmação de que seria Lampião o assassino sanguinário a promover desordem por onde passou. Diversas narrativas tratam de enaltecer e/ou demonizar a imagem do esposo de Maria Bonita e de seu bando. Por onde o bando de Lampião passava, fazia a terra e homens tremerem, alguns sorriam!
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| Gravuras da capa e contracapa é de Leonardo Alencar. |
Entendo ser necessária uma abordagem menos tendenciosa, mais despossuída de amores e desamores. Afirmar que Lampião e seu bando eram uns santos aureolados é tão duvidoso, questionável, risível quanto afirmar que, por exemplo, os coronéis e seus bandos possuíam as áureas dos anjos em todas as suas ações. O que quero chamar atenção é para o tendencioso construir de algumas histórias. Ao mesmo tempo em que se criminaliza Lampião, por suas ações bélicas, diz-se que coronéis são heróis por iniciativas do mesmo gênero, recheados ou não de maior potencial sanguinolento, conforme o contar dos próprios julgadores ou chefes de torcidas.
Fico a imaginar, que talvez queiram afirmar serem as lâminas e as armas de fogo de Lampião emprestadas pelo diabo, já as de alguns coronéis seriam abençoadas, representantes de cruzadas sertanejas, ungidas por Cristo. Prefiro olhar o Capitão Virgulino como alguém, que resolveu seguir o caminho das armas, quase como um Robin Hood, ora a enfrentar o estado, ora a cumprir missões desse próprio poder estatal contra desafetos políticos. É razoável o questionamento sobre os porquês da criminalização de Virgulino, esquecendo de adotar ao menos critérios parecidos para interpretar ações coronelísticas? Com isso, não afirmo que este ou aquele coronel é ou foi um criminoso, só peço mais reflexões! Entretanto, resguardo-me e não me arrisco a emitir mais opiniões por ainda não ter adentrado o suficiente na vasta bibliografia sobre estes líderes do sertão.
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| O jornalista e escritor GILFRANCISCO |
Agora, surge mais uma oportunidade para leituras a respeito de Virgulino Ferreira. O livro “Lampião no Diário Oficial” foi construído graças à teimosia do baiano-sergipano GILFRANCISCO. Desobediente, o pesquisador adentrava o arquivo da imprensa oficial de Sergipe, ao invés de ficar quieto, esperando as horas passarem, conforme orientações de seu chefe. O livro seria publicado desde 2010, quando recebeu do artista plástico Leonardo Alencar a gravura para a capa e contracapa.
Vindas do Diário Oficial de Sergipe ou de qualquer outro estado, as notícias sobre o cangaceiro são oficiais, nem sempre mentirosas e/ou verdadeiras.
Vamos às leituras miradas aos diversos lugares de fala. Viva o sertão!
Para adquirir:gilfrancisco.santos@gmail.com ou (79) 99115-1758 / 998812-7542
[*] É escritor, sócio do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e professor da UNEB.
Pesquei em Evidencie-se
http://lampiaoaceso.blogspot.com/2021/06/novo-livro-na-praca.html
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SEU JULHO
Clerisvaldo B. Chagas, 10 de julho de 2021
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.565
Chegou o Seu Julho, mês mais frio e chuvoso do nosso outono/inverno. E quando dissemos nosso, falamos do sertão de Alagoas. Julho é o mês de festa da Padroeira de Santana do Ipanema, a maior festa religiosa do interior do estado. Tradicionalmente é aberta com procissão de mais de 1.500 carros de boi que conduzem a santa de uma cidade circunvizinha até à sua paróquia, onde, geralmente é celebrada a missa no Largo Cônego Bulhões, ao ar livre. Mas também, para os amantes do tema, é o mês comemorativo do fim do cangaço nordestino, correspondente ao dia 28. E voltando à festa da Padroeira, sempre existe uma trégua da chuva no dia de abertura, quando multidão se desloca do campo para procissão rodando em carros de boi.
Já se foi aquela festa à moda antiga, um frio intenso, todos de japona (casaco de frio de moda importada), desafiando a “cruviana”, para lá e para cá por entre barracas e peças do parque de diversão. Músicas no alto falante enviadas como mensagem para namorados, namoradas e paqueras. Fileiras de bancas de jogos de dados, provocando a matutada. Carro de fogo no arame da praça, desenrolar de imagem da padroeira no poste, Passeio nos barcos, no curre, na onda, no carrossel de patinhas, na roda gigante. Balão colorido cortando os ares e banda de música abrilhantando tudo. Forró no mercado, bancas de jantares, leilão de produtos diversos, repentistas nos bares, bebidas para os apreciadores no entorno das brincadeiras.
Nave lotada, cada noite um pregador, apresentações religiosas, pessoas descalças pagando promessas, presença do bispo na última noite do novenário e procissão final interminável! Era essa a Festa da Padroeira da nossa cidade que, igualmente a outras do mundo inteiro, foi variando com o tempo, cai aqui, melhora ali, mas a devoção e a fé continuam inabaláveis na avó do Cristo que chegou por aqui na Ribeira do Panema em 1787. Mês de julho é tão esperado quanto o seu irmão junho. Além do que já foi dito, é a consolidação da safra anual do campo. O que passa de julho é rebarba e muitas produções da zona rural já foram perdidas por causa da frieza do mês de agosto em outras ocasiões.
O mês 7 é um número místico, o maior de todos. Recebeu o nome de julho, em homenagem a Júlio César. Deus no comando.
TRABALHO CONSTANTE NAS RUA (B. CHAGAS).
http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2021/06/seujulho-clerisvaldob.htmlJOSÉ RUFINO TERROR DOS BOMBEIROS
Por Helton Araújo
Jornal baiano enaltecendo o até então tenente José Rufino, a matéria é categórica ao afirmar que Lampião o temia.
Sensacionalismo, verdade ou não, o que se sabe é que em 4 de Junho de 1940 data da publicação do jornal, o cangaço já estava extinto e alguns chefes de volantes ( outros de patente inferior também como o caso de Antônio Jacó ) começavam a mudar suas vidas com os espólios dos combates que travaram com os cangaceiros abatidos.
Zé Rufino e João Bezerra se derem bem nesse quesito. Enriqueceram com o roubos dos cangaceiros.
Por : Helton Araújo
Foto : Diários Associados-BA.
Via : Blog Lampião Aceso
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FILHA, VIÚVA E NETAS DO EX-CANGACEIRO ASA BRANCA
Por José Mendes Pereira
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1926, ESTAVA EM CARTAZ NO RECIFE O FILME “JOASEIRO DO PADRE CÍCERO
Por Rostand Medeiros
Nos primeiros dias do mês de junho de 1926, as colunas informativas sobre cinema, exibidas nos inúmeros jornais da capital pernambucana, traziam a notícia que em breve seria exibido um “film” que era considerado pelos jornalistas especializados como “diferente” e “interessante”. Era a apresentação de “Joaseiro do Padre Cícero”, um documentário que mostrava a mítica figura do padre Cícero Romão Batista.
Durante as décadas de 1910 e 1920, fotos tradicionais do padre Cícero, com a sua inconfundível batina negra e seu cajado, freqüentemente eram estampadas nas páginas dos jornais recifenses. Mas normalmente estas imagens vinham acompanhadas de uma pródiga quantidade de críticas e comentários ácidos sobre a figura e a trajetória política do conhecido “Padim Ciço”. Não faltavam nas páginas dos jornais adjetivos como “líder de fanáticos”, ou “comandante de um valhacouto de facinorosos”. Com este fluxo de notícias, associado ao interesse do público local pelos acontecimentos da cidade cearense de Juazeiro, a exibição desta película nos cinemas de Recife chamou atenção de muitas pessoas.
Realizado em 1925, a película foi rodada em 35 milímetros, sendo dividida em cinco partes e a direção coube ao cearense Adhemar Bezerra de Albuquerque. Sua primeira exibição ocorreu no Cinema Moderno, em
Fortaleza, no mesmo ano de sua produção. Depois de seu lançamento, a película peregrinou por várias capitais brasileiras, através da ação de Godofredo Castro, então deputado estadual no Ceará, e do presidente da Associação de Jornalistas de Fortaleza, Lauro Vidal.
A intenção destas apresentações era criar uma propaganda positiva em relação à ação política e social do padre Cícero, além de mostrar o crescimento da cidade de Juazeiro.
Em Recife “Joaseiro do Padre Cícero” foi apresentado ao público local na última semana de maio de 1926, onde ficou em cartaz durante dois dias no tradicional Cinema Royal, localizado na Rua Nova. No dia 2 de junho foi exibido no Cinema São José. Segundo a edição do jornal recifense “A Província”, de 3 de junho de 1926, em uma reportagem sobre o filme, os propagandistas Castro e Vidal afirmaram que este projeto teria custado a soma avultada de “40 contos de réis”. Para se ter uma idéia do que significava este valor naquela época, na mesma edição deste matutino, temos um anúncio da loja “Oscar Amorim e Cia.”, localizada na Rua da Imperatriz, número 118, onde era oferecido o modelo mais barato da linha de automóveis da marca Ford, por cinco contos e seiscentos mil réis.
Já a crítica,
de uma maneira geral, se apresentou positiva em relação à obra de Adhemar Albuquerque
e esta aparentemente chamou a atenção da elite cultural recifense. O próprio
diretor do jornal “A Província”, Diniz Perilo de Albuquerque Melo assistiu a
película e teceu comentários. Para o conceituado jornalista “Joaseiro do Padre
Cícero” foi apontado como sendo um filme “nítido”, que servia para mostrar
positivamente o “expoente da admirável feição moderna de Juazeiro, da sua vida
intensa e dos seus aspectos naturais”. Entretanto ele não considerou
“admissível o fanatismo” que era apresentado.
Os jornais mostram que “Joaseiro do Padre Cícero” não foi classificado como um
filme "cansativo", com várias cenas que surpreenderam os jornalistas.
Entre estas são comentadas as que mostravam o imponente açude do Cedro, as
cidades de Juazeiro em dia de feira, Crato, Barbalha e paisagens da região do
Cariri. Da capital Fortaleza foi focalizado o seu porto, o passeio Público, o
Parque da Liberdade, entre outros locais. Mas a figura mais destacada era o
padre Cícero Romão Baptista. Conforme vemos nas páginas do jornal “A Notícia”,
de 3 de junho de 1926, ora o popular sacerdote era aclamado pelo povo, ora era
apresentado na sua casa, mostrando seu trabalho como prefeito de Juazeiro e
sempre junto aos seus fiéis seguidores.
Não conseguimos apurar a rota seguida por “Joaseiro do Padre Cícero” pelas capitais brasileiras. Mas têm-se notícias que foi exibido na então Capital Federal, em setembro daquele mesmo ano. Ocorreu sessão dupla na Sala Parisiense e o filme teria recebido fortes críticas da revista carioca “Cinearte”. Outra exibição confirmada por pesquisadores da história cinematográfica brasileira, mostra que esta película foi exibida no Cinema Politeama, no dia 30 de novembro de 1926, em Manaus.
O periódico pernambucano "O Jornal do Comércio", na sua edição de 2 de dezembro de 1926, informa que houve uma segunda exibição em Recife. Um interessante detalhe que não foi comentado por nenhuma das colunas cinematográficas dos jornais recifenses de junho daquele ano, da conta que aparentemente haviam sido inseridas para a segunda exibição, algumas fotos do grupo de cangaceiros do chefe Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Se esta informação é correta, estas fotografias certamente seriam as chapas obtidas em março de 1926, pelo fotógrafo Pedro Maia, quando da polêmica passagem do famoso bando de cangaceiros pela cidade de “Padim Ciço”.
Independente
desta questão, observando as notas dos jornais recifenses sobre o filme, não se
pode negar que aparentemente este projeto alcançou o resultado que era desejado
pelos seus idealizadores e financiadores. Ou seja, a de desmitificar para as
classes dirigentes e formadoras de opinião dos principais centros urbanos do
Brasil, da segunda metade da década de 1920, que o padre Cícero era sim um
líder carismático, que tinha um grande número de seguidores, mas ao mesmo tempo
era um homem inteligente, sério, cumpridor das leis, que buscava tão somente o
desenvolvimento de sua querida Juazeiro. Não temos informações sobre o destino
desta película.
Adhemar Albuquerque, criador da “Aba Film”
Já Adhemar Bezerra de Albuquerque, o diretor de “Joaseiro do Padre Cícero”, possui o justo reconhecimento de ser cultuado como um dos principais pioneiros e expoentes do cinema cearense, que produziu muitos documentários em 35 milímetros, onde são principalmente apresentados aspectos e acontecimentos da capital Fortaleza e de outras cidades do Ceará. A este homem empreendedor se deve a criação da famosa empresa ligada ao ramo fotográfico “Aba Film”, até hoje em funcionamento e pertencendo a seus descendentes.
Sobre esta empresa, não podemos deixar de comentar o famoso episódio ocorrido em 1936, que envolveu o emigrante Benjamin Abrahão Botto e a filmagem do bando de Lampião em plena caatinga. Com o apoio de Adhemar Albuquerque, o libanês de Zahelh, esteve em duas ocasiões com o “Rei do cangaço”, realizando uma proeza inédita e que se mostrava promissora em termos financeiros.
Mesmo gerando toda uma expectativa entre o público, em pouco tempo a película é confiscada por ordem do governo de Getúlio Vargas. O Brasil se encontrava então em pleno período da ditadura do Estado Novo, que entre outras ações na região Nordeste, desejava exterminar definitivamente Lampião e o cangaço. Assim o filme de Abrahão seguia totalmente na contramão das ações governamentais, criando uma possível propaganda favorável aos cangaceiros e todo o projeto foi sumariamente encerrado.
Logo depois, em maio de 1938, Benjamin Abrahão seria morto a facadas em uma pequena cidade do interior de Pernambuco. Após alguns meses, as margens de um pequeno grotão, próximo ao “Velho Chico”, em território sergipano, Lampião caia fulminado de balas, junto com sua Maria Bonita e outros companheiros.
Do filme sobre os cangaceiros pouco restou. Entretanto se não fosse à iniciativa do libanês Abrahão e o apoio correto de Adhemar Bezerra de Albuquerque, não existiria nenhuma imagem cinematográfica de Lampião e seu bando.
Notas e comentários:
Amigos, podemos contar atualmente com instituições que realmente ajudam a conhecer o nosso passado, a quem quer pesquisar. Uma destas instituições fica na Rua do Imperador, no Centro de Recife e atende pelo nome de Arquivo Público do Estado de Pernambuco.
Quando puderem, façam uma visita. Sem dúvida alguma é o melhor de todo o Nordeste. E lá tem muita coisa, mas muita coisa mesmo.
De Natal a Salvador eu conheci, ou pelo menos tentei conhecer, todos estes arquivos públicos e o de Recife indubitavelmente me impressionou. Salvador vem em segundo e Aracaju em terceiro. O resto é depósito e o nosso Arquivo (Natal) até fechado está a mais de quatro anos.
O arquivo de lá possui, veja bem, 9.000 títulos de jornais. Não são 9.000 exemplares de jornais, são títulos de jornais diferentes e alguns remontam ao início do século XIX. È mais que a Biblioteca Nacional e com a vantagem da pesquisa ser gratuita.
Em Recife, o pessoal do arquivo é ativo, profissional e interessado em
apoiar o pesquisador. Funciona das 8:00 as 17:00, sem fechar para almoço,
é arejado, sua localização é central e de fácil acesso. Existem falhas, mas são
poucas diante das vantagens e do comparativo com outros locais. Fica no Centro,
próximo ao Palácio do Governo.
Este pequeno texto foi feito somente com três notinhas, do material histórico
que fotografei por lá.
Um abração,
Rostand Medeiros,
Pesquisador
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quarta-feira, 30 de junho de 2021
OS TEMIDOS ZÉ BAIANO E TENENTE DOURADINHO
Por Aderbal Nogueira
Almerinda dos Santos, a Dona Miró, fala nesse vídeo sobre o temido volante Douradinho, Zé Rufino e Manoel Neto, dizendo como era que as volantes entravam em Canindé do São Francisco e qual era o sinal que eles davam.
Fala também de Dulce, que foi sua colega de escola.
Conta que escapou de dançar no baile na Fazenda Cuiabá, local onde os cangaceiros ficaram escondidos após Angico.
Narra também que conheceu algumas mulheres ferradas por Zé Baiano, o fogo que os cangaceiros colocaram em
Canindé e o sequestro de seu tio Cacá, bem com o medo que tinha dos cangaceiros. Nesse link a história contada por quem presenciou os fatos.
https://www.facebook.com/groups/893614680982844/?multi_permalinks=1485022055175434%2C1484739741870332¬if_id=1625095355459612¬if_t=group_activity&ref=notif
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SEU JULHO
Clerisvaldo B. Chagas, 10 de julho de 2021
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.565
Chegou o Seu Julho, mês mais frio e chuvoso do nosso outono/inverno. E quando dissemos nosso, falamos do sertão de Alagoas. Julho é o mês de festa da Padroeira de Santana do Ipanema, a maior festa religiosa do interior do estado. Tradicionalmente é aberta com procissão de mais de 1.500 carros de boi que conduzem a santa de uma cidade circunvizinha até à sua paróquia, onde, geralmente é celebrada a missa no Largo Cônego Bulhões, ao ar livre. Mas também, para os amantes do tema, é o mês comemorativo do fim do cangaço nordestino, correspondente ao dia 28. E voltando à festa da Padroeira, sempre existe uma trégua da chuva no dia de abertura, quando multidão se desloca do campo para procissão rodando em carros de boi.
Já se foi aquela festa à moda antiga, um frio intenso, todos de japona (casaco de frio de moda importada), desafiando a “cruviana”, para lá e para cá por entre barracas e peças do parque de diversão. Músicas no alto falante enviadas como mensagem para namorados, namoradas e paqueras. Fileiras de bancas de jogos de dados, provocando a matutada. Carro de fogo no arame da praça, desenrolar de imagem da padroeira no poste, Passeio nos barcos, no curre, na onda, no carrossel de patinhas, na roda gigante. Balão colorido cortando os ares e banda de música abrilhantando tudo. Forró no mercado, bancas de jantares, leilão de produtos diversos, repentistas nos bares, bebidas para os apreciadores no entorno das brincadeiras.
Nave lotada, cada noite um pregador, apresentações religiosas, pessoas descalças pagando promessas, presença do bispo na última noite do novenário e procissão final interminável! Era essa a Festa da Padroeira da nossa cidade que, igualmente a outras do mundo inteiro, foi variando com o tempo, cai aqui, melhora ali, mas a devoção e a fé continuam inabaláveis na avó do Cristo que chegou por aqui na Ribeira do Panema em 1787. Mês de julho é tão esperado quanto o seu irmão junho. Além do que já foi dito, é a consolidação da safra anual do campo. O que passa de julho é rebarba e muitas produções da zona rural já foram perdidas por causa da frieza do mês de agosto em outras ocasiões.
O mês 7 é um número místico, o maior de todos. Recebeu o nome de julho, em homenagem a Júlio César. Deus no comando.
TRABALHO CONSTANTE NAS RUA (B. CHAGAS).
http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2021/06/seujulho-clerisvaldob.htmlORLANDO TAPAJÓS: CRIADOR DO TRIO ELETRÔNICO
Por Conrado Matos – Psicanalista, Poeta, Filósofo e Escritor.
Foto/Arquivo: Rede Bahia
Muitas pessoas não imaginam que o bairro de Peripiri, Subúrbio de Salvador, foi destaque no Carnaval baiano. Tudo começou por aí, quando Seu Orlando Tapajós criou o Trio Eletrônico. Sua primeira apresentação foi justamente em Peripiri, no ano de 1956. Após seis anos de experiência, Orlando Tapajós criou uma espécie de carroceria metálica no caminhão, adaptada para festejar na avenida. Foi o maior sucesso e o carnaval ganhou um novo modelo de trio, diferente do primeiro trio, a fobica, um calhambeque Ford, adaptado por Dodô e Osmar em 1950, que desfilavam tocando em cima deste carro.
Depois vem o Trio Tapajós. Um dos trios mais famosos de 1972, criado por Orlando Tapajós foi o Caetanave, um trio em forma de uma nave, inspirado no avião supersônico da Concorde, produzido entre as décadas de 60 e 70. A ideia do nome do trio foi criada pelo próprio Caetano Veloso, depois do seu retorno do exílio. Caetano desfilou neste trio com gente de peso, Gil, Gal Costa e Maria Bethânia.
Seu nome verdadeiro, Orlando Campos de Souza. Ele falou antes de morrer que ganhou muito dinheiro pelo Brasil afora, porém gastou tudo. Ele criou nada menos o total de 60 Trios Elétricos Tapajós. Levantou uma mansão na Pituba com piscina, cinco quartos e perdeu tudo depois de uma falência.
Para quem não está sabendo, O Trio Elétrico Tapajós foi o primeiro a percorrer o Brasil. Segundo Seu Orlando, o Trio participou de uma abertura do Carnaval Carioca e mais tarde as Escolas de Samba o impediram de participar novamente. Lembrando que o Trio Tapajós participou da comemoração do mundial do Flamengo, em 1981.
O construtor do Trio Elétrico Eletrônico, Orlando tapajós, morreu no dia 17 de junho de 2018, de infarto e estava com 85 anos. Viveu no Marback, Bairro Imbuí, em um apartamento minúsculo, modesto, num beco, na Rua Fortaleza, sem recursos e doente. Porém, nunca perdeu a alegria e a gratidão com o carnaval baiano. Em 2018, antes do seu falecimento, ele ainda chegou a desfilar no carnaval. É considerado um imortal do carnaval baiano, uma lenda viva na história do Trio elétrico.
Conrado Matos – Psicanalista, Poeta, Filósofo e Escritor. Autor dos livros, A RECEITA da FELICIDADE vem de VOCÊ e de O SERtão em Versos. Escritor sergipano, radicado em Salvador há 40 anos.
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APEGO
Dá pra sentir o aconchego
E um calor no coração
Um sentimento sem medo
Guardado com devoção
Amados com tanto zelo
Chega causa comoção
Essa mistura de apego
De ternura e de paixão
Aninhadas dentro do peito
Sem sofrer desilusão
É um retrato da beleza
Que reflete o meu sertão
Aldira Martins
Obs: crédito da foto
@paginacaatinga.oficial
(Instagram)
Compartilhada por SerTão Nordestino
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É HOJE !!!! GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO
Por Manoel Severo
É HOJE !!!! GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO desta quarta-feira, dia 30 de junho de 2021, simplesmente imperdível. Toda a Magia e Força do Cangaço no Cordel. Manoel Severo Barbosa, curador do Cariri Cangaço, recebe os grandes; GERALDO AMÂNCIO, PAULO DE TARSO - O POETA DE TAUÁ E KYDELMIR DANTAS para uma conversa extraordinária sobre a profunda ligação do fenômeno cangaço com uma das mais espetaculares manifestações da arte e cultura popular, o Cordel.
NESTA QUARTA AS 19H30 NO CANAL DO YOUTUBE DO
CARIRI CANGAÇO.
basta clicar no link:
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O SOLDADO ADRIÃO NÃO DEVE SER ESQUECIDO
Por Fatos na História
Adrião Pedro de Souza, soldado e integrante da volante do Aspirante Francisco Ferreira, foi morto ainda no início do combate do Angico. Com a subdivisão da tropa comandada pelo Tenente João Bezerra, para a execução do cerco ao acampamento onde se encontrava Lampião, o grupo liderado pelo Aspirante Ferreira, foi o que primeiro se deparou com os cangaceiros, e iniciaram a ofensiva. Terminado o combate, foi constatada a morte de Adrião...
Referências: .“Como Dei Cabo de Lampião”, de João Bezerra da Silva ."Homenagem ao soldado Adrião", de Paulo Brito .Cariri Cangaço.
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CANGAÇO_SATURNINO E LAMPIÃO - A INTRIGA
Por Aderbal Nogueira
José Alves pesquisador e filho de Luiz de Cazuza conta nesse vídeo o início da desavença entre Virgulino e José Saturnino.
Vídeo gravado em 2005 nos escombros da casa da mãe de José Saturnino. Esse vídeo é dos acervos da SBEC e está em meus arquivos.
https://youtu.be/HsJlsqEJjkY https://youtu.be/HsJlsqEJjkY
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terça-feira, 29 de junho de 2021
UM FILME REAL COM LAMPIÃO E SEU RESPEITADO BANDO DE CANGACEIROS, FEITO NA CAATINGA NORDESTINA POR BENJAMIN ABRAHÃO CALIL BOTTO.
Por José Mendes Pereira
Meu grande amigo que está tentando estudar o cangaço de Lampião ou de modo geral, tenha interesse de ver estas filmagens feitas na caatinga do nordeste brasileiro, pelo então Sírio-libanês Benjamin Abrahão Calil Botto "Zahlé" (em árabe), também chamada de Zahlah ou Zahleh) e é a capital de Beqaa, Líbano. Benjamin Abrahão nasceu no ano de 1890.
Abrahão foi amigo e secretário do padre Cícero Romão Batista, e fotógrafo responsável pelo registro iconográfico do cangaço e de seu admirado líder cangaceiro nordestino Virgolino Ferreira da Silva, o facínora mais estudado, biografado, respeitado, afamado e sanguinário capitão Lampião.
O Sírio-libanês Abrahão Benjamin Calil Botto teve uma morte muito triste, quando foi esfaqueado com 42 facadas, no dia 7 de maio de 1938, aos 48 anos, durante o Estado Novo, 2 meses antes da morte do capitão Lampião, que foi tocaiado e assassinado na fatídica madrugada do dia 28 de julho de 1938, em terras de Porto da Folha, atual Poço Redondo, na Grota do Angico, Fazenda Forquilha, no Estado de Sergipe.
O Benjamin foi comerciante de tecidos, de miudezas e de produtos típicos nordestinos. Principalmente em Recife, e depois fez comércio no Juazeiro do Norte do Padre Cícero Romão batista, e em sua companhia seguiam, dois burros de nome "Assanhado e Buril", mais um cavalo nomeado de "Sultão". Todo este seu esforço, era simplesmente atraído pela grande frequência de romeiros na cidade do padre.
Benjamin Abrahão conheceu Virgolino Ferreira da Silva o Lampião em 1926, quando este fez visita ao Juazeiro, com a finalidade de receber a bênção do padre e a patente de capitão do exército, para perseguir a Coluna Prestes. Em 1924, Lampião e Benjamin estiveram na cidade de Juazeiro, mas não cehgaram a se conheceram.
A patente foi feita com ordem do padre pelo então funcionário federal Pedro de Albuquerque Uchoa, e falam que esta tal patente foi uma autorização dada ao deputado federal Floro Bartolomeu, pelo próprio presidente da república "na época", Artur da Silva Bernardes (1875-1955), patente que não tinha nenhum valor, porque ela não foi considerada nos demais Estados nordestinos, e além do mais, teria que está ligada ao exército brasileiro.
E assim, nem Lampião e nem os cangaceiros efetuaram perseguição à Coluna Prestes, vez que o ódio dominou o capitão, ao saber que era apenas uma maneira de ludibriá-lo. E a partir dali, ficou decepcionado, mas muitos pagaram por isso, até mesmo pessoas inocentes que foram assassinadas pelas suas armas.
Eu não sei o porquê de Lampião ter caído nesta de ser patenteado no Juazeiro do Norte como capitão. Baseio-me na sua inteligência, porque, para ser capitão do exército brasileiro, tem que passar primeiro pelas seguintes patentes:
1 - Soldado, 2 - Taifeiro, 3 - Cabo, 4 - Terceiro-sargento, 5 - Segundo-sargento, 6 - Primeiro-sargento (cuida de tarefas administrativas), 7 - Subtenente, 8 - Aspirante, 9 - Segundo-tenente, 10 - Primeiro-tenente, e aí será capitão, e nesse caso, seria a 11ª. patente no exército brasileiro.
Após a morte do Padre Cícero, Abrahão Benjamin resolveu solicitar uma coisa perigosa, que foi mandar pedir ao rei do cangaço, a permissão para acompanhá-lo na caatinga e filmá-lo juntamente com o seu bando de facínoras, e realizar as imagens que o imortalizaram. E sem nenhuma dificuldades o capitão aceitou. Mas para realizar este legado, ele teve a ajuda do cearense Ademar Bezerra de Albuquerque, dono da ABAFILMEM que, emprestou os equipamentos de filmagem, e ainda ensinou como operá-los.
Os trabalhos do Abrahão foram apreendidos pela ditadura de Getúlio Vargas. Guardada pela família Elihimas, migrantes libaneses, em Pernambuco, a película foi analisada pelo Departamento de Imprensa e Propaganda - DIP, um órgão de censura atuante durante o Estado Novo
Sobre a morte do Abrahão, uns dizem que teria sido queima de arquivo. Outros afirmam que não. A causa da morte do Benjamin, teria sido praticada por um jovem que estava com ciúmes da sua esposa com o libanês, e acabou o assassinando.
Mas ainda outros falam que ele morreu após ser agredido com quarenta e duas facadas, crime que jamais foi esclarecido, tanto na autoria como na motivação, e a especulação, ter sido mais uma das mortes arquitetadas pelo sistema, como outras ocorridas em situação análoga, a exemplo de Horácio de Matos, embora exista a versão de que o fotógrafo sírio-libanês teria sido alvo de roubo, apesar de com este nada de valor haver.
Mas vamos deixar pra lá o Benjamin. Você que está começando a estudar o tema "cangaço", você eu, vamos assistir com cautela ao vídeo real, tendo como personagens "de verdade, não são atores" Lampião, Maria Bonita e todos os seus corajosos algozes.
O filme foi feito na caatinga nos anos de 1936 e 1937, mas foi proibido pela ditadura de ser exibido em telas cinematográficas, e as latas que guardavam as películas, foram estragadas pela ferrugem, restando apenas um pouco mais de 14 minutos de projeção.
Às vezes encontramos pessoas que nos condenam, simplesmente, porque estudamos cangaço. Que mal faz estudar cangaço? E o que faremos com a história de Jesus que sofreu um inferno, por ter sido pregado em uma cruz pelos carrascos que o condenavam? Teremos que abandonar o estudo bíblico? E as guerras que matam e destroem cidades inteiras? Então, temos que abandonar todo tipo de estudo, onde matam pessoas, já que é considerado crime? Não somos nós que cometemos crimes.
O filme não tem uma sequência, como por exemplo, romance, história..., mas foram gravadas imagens do dia a dia dos congaceiros dentro da caatinga nordestina, como seja um documentário e de grande valor.
Leia o que eu encontrei sobre a sua morte:
(...)
A morte dele foi um tanto quanto confusa. O que se sabe é que ele mantinha relações com a mulher de um sapateiro, que era deficiente. Mas o Benjamin também tinha filmado o Lampião, pessoas importantes que tinham relacionamento com Lampião, e eu acho que essa foi a causa da morte dele. Como ele mantinha relacionamento com essa mulher, não sei até onde foi que colocaram na cabeça do sapateiro que ele precisava dar um fim no Benjamin. O genro e o filho do sapateiro mataram o Benjamin com 42 facadas”, diz Araujo.
(...)
Clique aqui: - https://operamundi.uol.com.br/politica-e-economia/4142/quem-era-o-imigrante-libanes-que-fez-as-unicas-imagens-de-lampiao
Leitor, que está começando a estudar o tema cangaço, vá em frente! Ler cangaço é cultura.
Leia sobre cangaço seguindo os blogs:
http://cariricangaco.blogspot.com,
http://lampiaoaceso.blogspot.com,
https://tokdehistoria.com.br,
http://joaodesousalima.blogspot.com,
http://cangaconabahia.blogspot.com
http://blogdomendesemendes.blogspot.com,
além de tantos outros que guardam muitas histórias sobre o cangaço.
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
JOSÉ LÚCIO CORDEIRO LIMA - DR. JOSÉ CORDEIRO
https://www.facebook.com/photo?fbid=3762076683904248&set=g.1685354924854807
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O CORONEL JOÃO NUNES COMANDOU A FORÇA PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO COM INCOMPETÊNCIA E VIOLÊNCIA.
Por José Mendes Pereira
O Coronel João de Araújo Nunes dirigiu os destinos da Força Pública do Estado de Pernambuco, entre os anos de 1922 a 1927. O início de sua administração foi mesmo no período que o velho guerreiro Lampião estava começando o seu futuro reinado, que havia recebido do seu patrão Sinhô Pereira para comandar o seu bando de cangaceiros.
Há quem diga que a sua atuação como comandante da Força policial foi tão desastrada, incompetente e violenta, que o seu colega de farda, o Coronel Optato Gueiros não hesita em afirmar que, além de ter cometido vários desatinos no comando, ele também foi culpado de que a Polícia de Pernambuco tivesse adquirido “fama de perversidade“.
Continua o major: O incêndio da vila de São Francisco, o fuzilamento de prisioneiros doentes da Coluna Prestes e sua derrota e fuga desastrada em Umburanas diante dos revoltosos de Prestes, são os fatos mais conhecidos do seu currículo militar, além de ter sido aprisionado por Lampião, em 1930".
Fonte pesquisada:
https://www.blogueiros.blog.br/post/2016/05/19/lampe%C3%A3o-o-rei-do-canga%C3%A7o
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JOÃO NUNES Por: Antônio Vilela
Por Antônio Vilela
João de Araujo Nunes, nasceu em 27 de janeiro de 1881 em Águas Belas(PE).João Nunes foi um homem de extrema coragem comandando a Força Pública de Pernambuco no combate ao cangaceirismo enfrentando Lampião e seu séquito com uma bravura fora do comum. O Coronel João Nunes era um homem forte e destemido, não tinha medo de Lampião, ao contrario, o Capitão vesgo tinha um respeito muito grande por Nunes.
Lampião teve
uma grande oportunidade de matar o Coronel João Nunes e não o fez graças a
bravura do mesmo. O coronel não se dobrou ao "Capitão" bandido. Em 30
de novembro de 1930, o Coronel, então aposentado estava descansando em sua
fazenda em Águas Belas. Lampião foi lá e sequestrou o brioso militar. Primeiro
o Rei do cangaço exigiu a importância de quinze contos de réis de resgate, mas
João Nunes estava sem essa importância, o velho Coronel jurava que era um homem
morto. Foi levado até o estado de Sergipe,entretanto, por sua coragem e
bravura, sem jamais mostrar fraqueza, foi tratado com educação pelos
cangaceiros e com muita admiração pelo próprio Lampião. Ao chegar à Sergipe e
sem receber os 15 contos de réis pedidos de resgates, Lampião resolveu liberar
o velho e brioso Coronel João de Araújo Nunes.
João Nunes ao lado de Gerson Maranhão e Audálio Tenório
Ao contrário, em vez de pagar o resgate ao Capitão Virgulino, João Nunes acabou recebendo 30 mil réis para as despesas com comida e transporte. O velho Coronel chega ao Recife cansado, mas vitorioso de ter escapado das garras do famigerado Lampião, o terror do sertão, afirmando que Lampião era um "bandido de sentimentos humanos". O que salvou o Coronel João Nunes foi a sua coragem de enfrentar o infortúnio de estar sequestrado pelo bando de Lampião, conseguindo assim a simpatia dos bandoleiros e do próprio Virgulino Ferreira da Silva.
Na revolução de 1930, João Nunes foi preso juntamente com o governador de Pernambuco Estácio Coimbra, ele, João Nunes,foi levado para a Casa de Detenção do Recife, ficando na mesma sela com João Dantas, assassino de João Pessoa, interventor da Paraiba. João Dantas disse ser o Coronel João Nunes "um homem forte". O Coronel teve uma trajetória de vida muito bonita,foi prefeito de Águas Belas,Canhotinho e Garanhuns.
Antônio Vilela - Garanhuns - PE
Sócio da SBEC
Conselheiro Cariri Cangaço
http://cariricangaco.blogspot.com/2012/03/joao-nunes-por-antonio-vilela.html
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