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quarta-feira, 27 de outubro de 2021

1863 NASCEU DELMIRO GOUVEIA EM IPU-CE.

 Por José Mendes Pereira

No dia 05 de Junho de 1863 nasceu em Ipu, no Estado do Ceará que viria ser um dos maiores empresários do nordeste brasileiro "Delmiro Augusto da Cruz Gouveia", que ficou mundialmente conhecido como coronel Delmiro Gouveia.

Veja a seguir um pouco sobre ele no site abaixo:

http://www.ipatrimonio.org/delmiro-gouveia-usina-hidreletrica-de-angiquinho/#!/map=38329&loc=-9.39135703137584,-38.19469928741451,17

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O PROGRESSO DA RAINHA NÃO PÁRA

Clerisvaldo B, Chagas, 27/28 de outubro de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.601

Procuramos tomar a terceira dose da vacina contra o Covid. Fomos conduzidos a um novo Ginásio de Esportes situado às margens do riacho Camoxinga. Como fazia certo tempo que havíamos passado por ali, fiquei abismado com a transformação do lugar que fica após o Aterro de quem vai passar pela ponte que leva ao Colégio Estadual. Na última vez em que ali estive, o local funcionava como Curral do Gado da feira dos sábados. Estava pesquisando e fotografando para “Repensando a Geografia de Alagoas”. Saí constrangido com o desconforto, a insalubridade e o descaso com pessoas e animais. Ali estava agora implantado o Ginásio de Esportes, grande, confortável, sem luxo, mas mostrava atender as necessidades do usuário.

Ao lado do Ginásio, outra surpresa agradabilíssima, uma bonita unidade de saúde chamada “Unidade de Saúde da Família da Baraúna”. Baraúna é uma região de Santana onde se encontra o complexo municipal da Saúde. Uma paisagem completamente transformada que me impressionou bastante. Tudo pavimentado à `base de paralelepípedos, com limpeza total pelos arredores. Sob um sol de 40 graus, fiz questão de percorrer a pé o final da rua até onde faz uma charmosa curva no calçamento, com interrupção â frente. Dali fiquei contemplando o bravo riacho Camoxinga seco (riacho que empresta nome ao maior bairro da cidade). Voltei encantado com a transformação progressista de Santana até nas pontas de ruas.

Informações afirmavam que o Curral do Gado havia se mudado para o outro lado do Aterro, mas não fomos até lá.  Na certa para um terreno antigo pertencente ao saudoso comerciante José Accioly, espaço baldio onde a matutada amarrava os cavalos em dia de feira. E com minha cidade cada vez mais progressista e bela, fomos conhecer a frente da padaria estilo europeu que será inaugurada na Rua São Vicente e mais os prováveis pontos onde funcionarão em breve uma filial da ,mais famosa farmácia de Maceió e um dos mais conhecidos hiper da capital que virão apostar em Santana do Ipanema. Em seguida fomos ao topo do Loteamento Colorado, onde todo estresse desaparece na hora.

Os nossos amigos ausentes de Santana há pelo menos dez anos, ficariam entusiasmados como eu quando visito Centro e periferia. Primeiro comércio do Sertão e segundo do interior das Alagoas.

Progresso à frente rebocando o orgulho.

SAÚDE ONDE ANTES ERA O CURRAL DO GADO (FOTO: ÂNGELO RODRIGUES).

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2021/10/o-progressoda-rainha-nao-para.html

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RARIDADE: PRIMEIRO LIVRO SOBRE A HECATOMBE DE GARANHUNS SERÁ REEDITADO 100 ANOS DEPOIS

 Por Júnior Almeida

Prestes a completar 105 anos, em janeiro próximo, a trágica chacina que colocou a Suíça Pernambucana nas páginas dos jornais de todo país, e que ficou conhecida como a Hecatombe de Garanhuns, ganha agora mais um reforço em sua funesta, porém, importantíssima e  intrigante história.

Acontece que depois dos livros de Mário Márcio e de Alfredo Cavalcante, de 1962, em que o episódio é discorrido e, até então se achava que fossem os pioneiros do tema, eis que “surgiu” agora um livreiro cearense com a primeira obra sobre a Hecatombe de Garanhuns. Trata-se de O Sertão, a Política e os Cangaceiros, de um autor que se identifica como G. Pinto, livro esse, editado no Rio de Janeiro, em 1921, portanto, exatos 100 anos atrás.

A obra rara foi comprada em um site de leilões, por uma quantia não revelada, mas, segundo o referido livreiro, a obra lhe custou um valor considerável. Ele nos revelou também que “o livro vai ser reeditado, que já está sendo digitado, mantendo a linguagem da época e, que em seguida vai ser diagramado e impresso”.  

A obra, a qual tivemos acesso, é romanceada e, nomes foram trocados, como por exemplo, o de Júlio Brasileiro, que no livro é “Julião”, o que é totalmente compreensível,  tendo em vista que o livro foi publicado apenas quatro anos depois do sangrento episódio e, escrito, muito  provavelmente, antes de 1921, quase em tempo real aos fatos da cadeia pública de Garanhuns, então, nada mais natural que a prudência.

Professor Cláudio Gonçalves, autor de dois livros sobre o episódio, dentre eles A Cobertura Jornalística da Hecatombe de Garanhuns de 1917, de 2017, obra mais completa sobre o tema, foi procurado pelo dono da preciosidade literária e histórica e, foi convidado por ele para prefaciar a reedição do livro. Cláudio, que já leu a raridade, disse que “mesmo o livro tendo os nomes dos seus personagens mudados, quem conhece a história, sabe perfeitamente quem é quem no triste enredo”.

A obra nos traz visões diferentes de determinados personagens e fatos que só quem acompanhou de perto a tragédia poderia saber. Achamos que “G. Pinto” é um pseudônimo usado por alguém que quis se proteger, mas ainda precisamos ter certeza disso. Complementou Professor Cláudio. 

O livro, que depois de reeditado vai ser lançado em Garanhuns, em data e local ainda não definidos, pode contribuir, e muito, com os historiadores que buscam compreender melhor todo contexto que desencadearam os tristes fatos de janeiro de 1917. Vamos aguardar.

https://noticiasdecapoeiraspeeregiao.blogspot.com/2021/10/raridade-primeiro-livro-sobre-hecatombe.html?fbclid=IwAR0_WYz4i_wGoFi-uAtIZkXZ3HnpVcRXGU39uLlJCX2u5MqP81RCBh0NrnM

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DOAÇÃO DO BAU COM MAIS DE 100 ANOS.

 Por João de Sousa Lima

Com minha filha Letícia entregando um baú com mais de cem anos para o museu Casa de María Bonita.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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O CANGACEIRO CABELEIRA (José Gomes).

 Por José Mendes Pereira

José Gomes, o Cabeleira considerado como sendo o primeiro cangaceiro do nordeste brasileiro, teria nascido no ano de 1751, em Glória do Goitá, pertencente à Vitória de Santo Antão, cidade da zona da mata pernambucana. Juntamente com os seus comparsas o Cabeleira casou e batizou em sua região nordestina.

Afirmam que no dia 1º de Setembro do ano de 1773, Jose Gomes ao lado do pai Joaquim Gomes, e outro delinquente de nome Teodósio, tiraram o sossego do Estado de Pernambuco, usando a covardia com assaltos e mortes, mais o roubo de armazém. 

O sanguinário foi um dos mais notórios bandidos do fim do século 18, e era famoso por causar mortes e realizar assaltos no estado de Pernambuco ao lado do pai.

A literatura cangaceira diz que na sua vida de marginal, foi alcunhado "Cabeleira", em possível referência às suas mechas compridas. Era filho de mameluco, com olhos escuros, lábios delgados e nariz curto. Seu modo de agir contra as suas vítimas era com muita violência, e geralmente, terminava em mortes. 

Em 1773, na capital de Pernambuco, Recife, roubou um armazém em detrimento da morte de um soldado e de um civil. O ataque foi feito por ele, o pai, e também esteve presente o cangaceiro Teodósio que acompanhou as principais maldades de Cabeleira, que era considerado o homem de sua confiança. O Teodósio  esteve ao lado de Cabeleira em diversos crimes, e principalmente, até no momento de sua execução.

Quem mais escreveu sobre o bandido Cabeleira foi o escritor e folclorista Franklin Távora, que lançou seu livro "O Cabeleira no ano de 1876. Posteriormente, sua vida passou a ser escrita através de poesias por João Cabral de Melo Neto.

"Os crimes de Cabeleira chegaram aos ouvidos das autoridades portuguesas, que foram contatadas pelo governador José César de Menezes em comunicado oficial sobre a situação social de Pernambuco.

Sua trajetória de crimes acabou quando, fugindo da polícia, se esconde num canavial em Paudalho, na zona da mata, e foi capturado. Na justiça, foi condenado à forca pelos assassinatos e roubos, sendo executado no Largo das Cinco Pontas, dentro da capital". 

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MAIS UMA HISTÓRIA DE LUIZ GONZAGA, O REI DO BAIÃO

 

http://www.artecultural.blog.br/2015/04/waldonys-o-garoto-que-aos-14-anos.html

Seu Reginaldo Silva, 59, trabalhou produzindo os shows do Mestre Lua durante 12 anos, entre 1977 e 1989, quando Luiz Gonzaga faleceu. Mora em Juazeiro do Norte e hoje dirige a Fundação Vovô Januário, criada para ajudar as crianças pobres de Exu.

Os patos

Fomos fazer um show em Jardim (CE), em 1984, 1985, por aí. Era um show filantrópico, uma parceira com a igreja do padre Adauto, Vigário da cidade. 

https://www.caminhoes-e-carretas.com/2010/11/transporte-de-rochas-ornamentais-pode.html

O dinheiro ia ser dividido metade para a gente e metade para as crianças do orfanato. Ele tinha ido com uma caminhoneta e apareceu carregado de rapadura, que ia levar para os meninos de Exu. Na hora de se apresentar, ele chegou por trás de mim, cochichou do meu ouvido: 

“Tem pouca gente, né? Não receba nada do padre não”.

E fez o show, artista de grande valor como era ele. Os artistas da mídia nem fazem shows desses tipo. Nem vão nas cidades pequenas, com o sentido de ajudar um orfanato. No dia seguinte, o padre achava que ele ainda estava na cidade e chamou para tomar café da manhã, mas Seu Luiz já tinha ido embora.

- Não, ele não foi embora. A carrada de rapadura ainda está aqui. Mais tarde vem buscar.

- A rapadura é sua, padre, para o senhor dar para os seus meninos. Também disse para fazer o mesmo com o dinheiro.

- Não é possível! Mas, e você?

- Não, obrigado. Eu não como dinheiro não.

- E os músicos?

- Se ele não aceitou, os músicos também não vão aceitar não… Então, para eu não sair daqui sem nada, me dê esse casal de patos.

Aí deixei os patos na fazenda de Seu Luiz, para se criarem. Quando eu lembrei dos patos e fui lá pegar, ele já tinha comido os bichos.

- Mas Seu Luiz, eram os meus patos… 

https://fabiomota1977.wordpress.com/2009/12/17/viva-gonzagao-de-2009-com-a-familia-gonzaga-em-exu/

- Mas o açude é meu. - dizia ele.

- Mas não tava acertado que a gente ia criar os patos na meia [dividindo pela metade]?

- Meia eu não vi meia não, senhor. Só comi os patos - ele me disse. 

http://iurirubim.blog.terra.com.br

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terça-feira, 26 de outubro de 2021

LIVRO DA ESCRITORA E PESQUISADORA DO CANGAÇO VERLUCE FERRAZ

 

Descendente de Nazaré do Pico - em Floresta do Navio. Homenagem a Izaias Ferraz Nogueira, - Volante de Pernambuco.

https://www.facebook.com/groups/1995309800758536

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PEÇA LOGO ESTES TRÊS LIVROS

    Por José Mendes Pereira 

A primeira obra é "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS" que já está na 5ª. edição, e aborda o fenômeno do cangaço e a vida do maior guerrilheiro das Américas. Um homem que não temeu às autoridades policiais  e muito menos aqueles que lutavam contra a sua pessoa, na intenção de desmoralizá-lo nas suas empreitadas vingativas, e eliminá-lo do solo nordestino. Realmente foi feito o extermínio do homem mais corajoso e mais admirado do Nordeste do Brasil, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, no Estado de Sergipe, mas não em combate, e sim, através de uma emboscada muito bem organizada pelo alagoano tenente João Bezerra da Silva. 


O Segundo livro da trilogia do escritor e pesquisador do cangaço é: "FATOS ASSOMBROSOS DA RECENTE HISTÓRIA DO NORDESTE" com 332 páginas, e um grande acervo de fotos relacionado ao assunto. E para aqueles que gosta de ler e ver fotos em uma leitura irá se sentir realizado com todas as fotos.


O terceiro livro da trilogia também do escritor José Bezerra Lima Irmão é: "CAPÍTULOS DA HISTÓRIA DO NORDESTE" resgata fatos sobre os quais a história oficial silencia ou lhes dá uma versão edulcorada ou distorcida: o "desenvolvimento" do Brasil, o desumano progresso de colonização feito a ferro e fogo, Guerra dos Marcates, Cabanada, Balaiada, Revolução Praieira, Ronco da Abelha, Revolta dos Quebra-Quilos, Sabinada, Revolta de Princesa, as barbáries da Serra do Rodeador e da Pedra do Reino, Guerras de Canudos, Caldeirão e Pau-de-Colher, dando ênfase especial à saga de Zumbi dos Palmares, Invasões Holandesas, Revolução Pernambucana de 1817, Confederação do Equador e Guerras da Independência, incluindo o 2 de Julho, quando o Brasil se tornou de fato independente... São assuntos que dão gostos a gente lê-los.  

Adquira-os com o professor Pereira através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br

ou com o autor através deste g-mail: 

josebezerralima369@gmail.com

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LAMPIÃO INVADE SÍTIO PICADA.

 

1927 – Em 13 de Junho, no Sítio Picada, seis quilômetro da cidade de Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte, foi invadido pelos cangaceiros de Lampião, e ainda  sequestraram o fazendeiro Azarias Januário de Oliveira. 

Fonte: http://tokdehistoria.wordpress.com - autor Rostand Medeiros.

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LAMPIÃO VISITA O POVOADO CABOCLO EM ALAGOAS

 

1926 - Em 07 de Junho, Lampião visita o Povoado Caboclo, no Estado de Alagoas, e matou o senhor José Vieira, proprietário na localidade. Fonte: Livro Lampião em Alagoas - Clerisvaldo B. Chagas e Marcello Fausto.

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LAMPIÃO FOI ATINGIDO POR BALA NO PÉ.

Por Rostand Medeiros 

1924 – No dia 23 de Março, por volta das dez da manhã, uma volante comandada pelo major da polícia de Pernambuco, Thoephanes Ferraz, teve um encontro com Lampião e dois cangaceiros em uma área próxima a Lagoa do Vieira, distante cinco quilômetros da Serra do Catolé. 

Na luta, o chefe cangaceiro foi seriamente atingido no pé e sua montaria foi morta, caindo sobre a perna de Lampião. Apesar disto, o bandoleiro consegue fugir. Seu bando então segue para o alto de uma serra, onde o chefe passa por uma recuperação. Sobre este caso. – 

Fonte: http://tokdehistoria.com.br/2011/03/14/662/

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1920, VIRGOLINO FERREIRA DA SILVA E SEUS IRMÃOS, ALÉM DE ALGUNS COMPARSAS, ATACARAM A FAZENDA DO ZÉ SATURNINO.

 Por José Mendes Pereira

Virgolino Ferreira e seu irmão Antonio Ferreira

No ano de 1920, Virgolino Ferreira da Silva (ainda não tinha o apelido de Lampião, só a partir de 1922 e capitão, só a partir do ano de 1926, quando recebeu a patente no Juazeiro do Norte-CE), faz acordo com o cangaceiro Antônio Matilde e vão atacar a fazenda "Pedreira", que pertencia ao seu maior inimigo Zé Saturnino. Estes ataques com o fazendeiro foram diversas vezes.

Livino Ferreira está atrás do seu irmão Virgolino. Virgolino é o primeiro da esquerda.

Os cangaceiros que acompanhavam Virgolino eram: Antônio Ferreira da Silva, Levino Ferreira da Silva (Vassoura), os dois primeiros eram seus irmãos, Antônio Rosa, Baião, Manoel Tubiba, Cajazeira, Baliza, Zé Benedito, Olímpio Benedito e Manoel Benedito. 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2014/05/ze-saturnino-o-inimigo-numero-1-da.html

Vendo o grande prejuízo no gado e a sua fazenda sendo destruída, Zé Saturnino procurou seu tio, o famoso cangaceiro "Cassimiro Honório", que trouxe vários cabras para defesa da fazenda do sobrinho. 

Lá, alguns combates com o bando de Virgolino foram travados. Entres os cabras de Ze Saturnino podemos citar Nego Tibúrcio, Zé Guedes, Zé Caboclo, Vicente Moreira, Batoque e o famoso Marcula. 

Mas o bando de cangaceiros do Cassimiro Honório que era defensor da fazenda pedreira, era bem inferior ao bando do cangaceiro Virgolino.

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1915 - CHEGA AO BRASIL BENJAMIM ABRAHÃO CALIL BOTTO

 Por Governador do Sertão

No ano de 1915 chega ao Brasil Benjamim Abrahão Calil Botto, que vinha fugindo do alistamento militar para guerra na Síria (era obrigado). Trabalhou na loja de ferragens do tio em Recife, tornando-se vendedor, quando em uma viagem à negócios à Rio Branco (Arco Verde-Pe), encontrou com uns romeiros indo ao Juazeiro do Norte no estado do Ceará, que iam visitar o líder religioso Padre Cicero Romão Batista, que posteriormente Benjamin passou a ser secretário do vigário.

- Fonte: facebook, página do Governador do sertão virgulino.

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O CANGACEIRO CASCA GROSSA.

 Por Helton Araújo

Miguel Inácio dos Santos vulgo Casca Grossa, natural de Tacaratu - Pernambuco. Integrou o bando de Lampião no primeiro período da era Lampiônica.

Se entregou as autoridades dois meses após o ataque a Mossoró-RN, em sua cidade natal, Tacaratu-PE.

Foi recambiado por algumas cidades onde tinha questões com a justiça, tais como Sousa e Martins. nesta última, deu longo depoimento as autoridades locais.

Respondeu processo na cidade de Salgueiro-PE, onde junto com outros cangaceiros foi condenado e mantido preso.

Em 1928, já cumpria pena na casa de detenção de Recife, onde foi fotógrafo junto com outros bandoleiros, sua foto foi publicada na revista " O Malho " no ano de 1928.

Curiosidades :

Como podemos notar na foto, Casca Grossa aparentava ser bem jovem, pois bem, como o mesmo não sabia ao certo sua própria idade, foi feito uma perícia para descobri-la.

Ficou então constatado que o mesmo tinha entre 19 e 21 anos de idade.

Existe uma lenda na região de Martins-RN, que o cangaceiro Casca Grossa teria sido justiçado no local e que teriam encontrado seus restos mortais por lá. Porém isso não é verídico.

Fonte : Amigo Sérgio Dantas

Foto : Revista " O Malho "

https://www.facebook.com/groups/476477993607651

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O VAQUEIRO RAIMUNDO JACÓ MENDES.

 Por Wikipédia



Raimundo Jacó Mendes (Exu, 16 de Julho de 1912 - Serrita, 08 de Julho de 1954) Foi um vaqueiro nordestino, primo do cantor Luiz Gonzaga, e é ícone da missa do vaqueiro.

Apesar da pouca idade, sua inteligência e coragem lhe renderam a experiência que foi reconhecida pelo proprietário do Sítio Lajes, em Serrita, que lhe deu o emprego de vaqueiro, em sua grande fazenda.

Jacó se destacou através de feitos que despertaram a admiração de muitos e a inveja de outros. Entre os invejosos está Miguel Lopes, com quem passou a ter uma rixa.

Narra a lenda que o dono da fazenda ordenou que Jacó e Miguel Lopes fossem pegar na caatinga uma rês, arisca e estimada, que se afastou do rebanho. A data era 8 de julho de 1954.

Ao fim do dia, Miguel Lopes volta à sede da fazenda, sozinho, sem comentar sobre Jacó e a rês. Os outros vaqueiros, preocupados, saíram à procura de Raimundo Jacó no dia seguinte, e, em meio a caatinga, encontraram-no morto, ao lado da rês ainda amarrada, e o seu fiel cachorro latindo, sem sair de perto. Uma pedra manchada de sangue denunciava a covardia do assassinato.

Miguel Lopes foi incriminado, e abriu-se um processo, mas foi arquivado por falta de prova, e o crime ficou sem solução, caindo no esquecimento. Tomando conhecimento disso, Luiz Gonzaga protestou com a música A Morte do Vaqueiro[1]

O assassinato de Raimundo Jacó deu origem a um evento religioso chamado Missa do vaqueiro.[2

 https://pt.wikipedia.org/wiki/Raimundo_Jac%C3%B3

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JESUÍNO BRILHANTE E SEUS COMPARSAS ATACARAM A VELHA CADEIA DE POMBAL.

Lentes Cangaceiras 

1874 - 19 de Fevereiro, às duas horas da manhã, numa quinta feira, chovendo bastante, não havendo ronda noturna, Jesuíno Brilhante, seu irmão João Alves Filho, o cunhado Joaquim Monteiro e outros, perfazendo um total de oito cangaceiros, todos montados a cavalos, atacaram de surpresa a Velha Cadeia de Pombal, que na época era guarnecida por um cabo, onze soldados da Guarda Nacional e um da Polícia. A finalidade era liberar seu irmão que estava preso.

Fonte: http://lentescangaceiras.blogspot.com.br/search/label/A%20Cadeia%20Velha%20de%20Pombal%20%28Verneck%20Abrantes%29

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CIRCO DO INTERIOR!

 Por José Mendes Pereira

O rei do baião Luiz Gonzaga do Nascimento era um homem positivo e gostava de fazer alguma coisa por aqueles que necessitavam de ajuda financeira, e segundo Roberto Amaral um dos que gostava de contar histórias sobre ele, que certa vez, quando retornava de um show em uma cidade do interior da Paraíba, lá do carro seu Luiz Gonzaga avistou um circo bastante humilde, isto é, pano rodado, sem cobertura. E após observar a casa de sorrisos enquanto o carro corria, ele pediu para que o motorista se aproximasse mais um pouco para analisá-lo bem de perto. E por um tempinho, ficou lá de olhos arregalados calculando a sua pobreza, a vida daquelas pessoas humildes que por intermédio do circo, faziam as outras sorrirem, tentando adquirir a sobrevivência.

Sem muita demora um senhor do circo o viu, veio até o carro e disse:

- O senhor é o rei do baião  Luiz Gonzaga?

E ele disse:

- Sim, sou eu mesmo!.

- E o que faz por aqui, seu Luiz? Perguntou o dono do circo espantado!

Seu Luiz Gonzaga falou:

- Vim pedir pra você anunciar que, hoje à noite, Luiz Gonzaga, vai tocar neste circo!.

O homem, meio que sem jeito, disse:

- Seu Luiz Gonzaga, a gente não tem condições de pagar um artista do seu nível!

E Luiz Gonzaga o respondeu:

- Anuncie assim mesmo, homi, que Luiz Gonzaga vai tocar aqui esta noite! E mandou que o motorista tocasse o carro pra pista...

E assim fez o dono do circo anunciando pelas ruas da cidade a presença de seu Luiz Gonzaga em seu humilde circo.

À noite, mesmo desestruturado o circo que nem cobertura tinha, estava lotado, só com a notícia de que Luiz Gonzaga iria ali se apresentar.

Ele procedeu como combinado e na hora acertada, apareceu, tocou e cantor por quase 1 hora!

No final da sua apresentação, o dono do circo chegou para Luiz e falou, com toda honestidade de um sertanejo simples:

- Seu Luiz Gonzaga, divida o apurado como o Senhor achar justo!

Seu Luiz olhou para o bolão de dinheiro que ele segurava e lhe disse:

- Este dinheiro é teu, home! Agora, cria vergonha e compra uma lona nova para o circo! Se eu passar por aqui de novo, não vou querer cantar ao relento! Esse dinheiro é pra você melhorar seu circo e também a tua vida!

Apertou a mão do novo amigo e partiu!

Esse era o velho Lua!

Fonte de pesquisa: http://www.luizluagonzaga.mus.br 

Roberto Amaral

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segunda-feira, 25 de outubro de 2021

CANGACEIRO DESCONHECIDO.

 Por Paulo George

1938 – 9 de Novembro, Jornal de Alagoas perguntava: “- Quem era o bandido que não foi identificado no sucesso de Angico, quando a força policial sob o comando geral do capitão João Bezerra, no feliz reencontro de “Angico”, fulminou o facínora “Lampeão” e os mais temíveis de seus asseclas, um dos cangaceiros não fora identificado?

Surgiram até comentários em torno do bandido desconhecido, pensando algumas pessoas que se tratasse de um aventureiro que houvesse se incorporado ao grupo sanguinário do “Rei do Cangaço”. 

Assim, por muito tempo ficou constituindo uma interrogação a identidade do mesmo. Entretanto, agora, chegam ao nosso conhecimento informações a respeito do famigerado desconhecido, enfim sua identificação. Luiz de Tereza.

Fonte: facebook - Página: Paulo George‎ Cangaço Paraiba – publicado no: 

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EXTRA! EXTRA! SANTANA DO IPANEMA.

 Clerisvaldo B. Chagas, 25/26 de outubro de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.600

Vivendo um Boom de progresso, Alagoas vem mais uma vez anunciar alvissaras ao povo alagoano. Com tantas AL já realizadas ou anunciadas, principalmente em nosso Sertão, como a duplicação Arapiraca – Delmiro Gouveia, via- Batalha, Olho d’Água das Flores, Olho d’Água do Casado. Ficamos alegres com essa duplicação, porém, tínhamos dúvidas se o trânsito pela BR-316, via- Palmeira dos índios, tradicional rota dos santanenses a Maceió, não ficaria esvaziado! Uma rota tranquila, tradicional e segura. Como adivinhando nossos pensamentos, eis que o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, anuncia a duplicação da BR-316, trecho Maceió – Pilar. Isso proporcionará maior segurança ao trecho mais movimentado de Alagoas, na planície litorânea, incluindo as onze curvas perigosas de Satuba, no vale do rio Mundaú.

Mas para vibração do povo do Sertanejo e que habita toda a extensão da BR-316, o ministro afirma que a duplicação continuará em direção à cidade de Palmeira dos Índios, Santana do Ipanema.... A primeira estrada asfaltada de Alagoas, Palmeira-Maceió, continua estreita e sempre precisou de uma duplicação. Já o trecho Palmeira do Índios- Santana do Ipanema, Carié, Inajá (PE), é uma estrada larga, boa e segura. E se agora entra nos planos imediatos do ministro da Infraestrutura, melhor ainda. Isso poderá beneficiar municípios como Atalaia, Maribondo, Belém, Palmeira dos Índios, Estrela de Alagoas, Cacimbinhas, Dois Riachos, Santana do Ipanema e, se houver prolongamento, ainda Canapi até a fronteira com Pernambuco. Isso fora municípios atingidos indiretamente, com acessos, a exemplos de Minador do Negrão, Poço dos Trincheiras, Maravilha e Ouro Branco.

Bem que diz o sertanejo: “quando terminam as terras de Nosso Senhor, começam as de Nossa Senhora”. Com essa nova estrutura muitos e muitos outros empreendimentos acontecerão no trecho e nos municípios citados, permitindo um desenvolvimento contínuo e jamais visto por essas bandas. O transeunte viaja sem medo algum pela BR-316, de dia ou de noite, achando-a mais segura do que pelas ALs que levam a Arapiraca, por causa dos longos trechos desabitados entre cidades. De qualquer maneira, não devemos contar com o ovo dentro da galinha. Aguardar, aguardar que políticos têm conversas que o cão duvida.

 TRECHO URBANO DA BR-316 EM S. DO IPANEMA (FOTO: ÂNGELO RODRIGES)


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CORISCO REVOLTADO MATA 6 PESSOAS DA FAZENDA PATOS.

 Por Juarez Conrado.

1938 - 3 de Agosto, revoltado com o assassinato dos seus chefes Lampião e Maria Bonita, o cangaceiro Corisco matou 6 pessoas na Fazenda Patos, em Piranhas, no Estado de Alagoas, inclusive o seu coiteiro Domingos Ventura, responsabilizando-o pela a entrega às volantes policiais, quando estes chacinaram 11 cangaceiros, em Angico, na madrugada de 28 de Julho deste ano. 

Fonte: Livro: Lampião assaltos e morte em Sergipe.

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