Acervo do Voltaseca
fonte: Venício Feitosa Neves.
Acervo do Voltaseca
Por José Mendes Pereira
Por José Mendes Pereira
Por Volta Seca
*Rangel Alves da Costa
Pela estrada, seguem o cego e o surdo...
O cego: Nada consigo enxergar e espero que me ajude nessa caminhada...
O surdo: Não entendi muito bem o que disse, pois sou meio surdo, mas o que quiser saber pode me perguntar em voz alta...
O cego: Quem dera ser assim como você, que tudo vê e pode dizer o que é feio e o que bonito...
O surdo: Esquisito? Sim, tá tudo esquisito mesmo, e tá assim porque desmataram tudo. Como você tá vendo, quase não restou um só pé de pau em pé...
O cego: Não vejo. Minha manhã é na cor da noite, meu dia é no negrume da noite, minha noite é a mais noite das noites...
O surdo: Açoites, isso mesmo. O homem merece uns açoites pra aprender a ser mais homem e ser mais responsável. O sol já desce com fornalha vermelha...
O cego: Por falar em cor vermelha, eu queria demais saber como é o vermelho da cor vermelha. Também a cor amarela do amarelo. Só conheço a cor da noite...
O surdo. Pernoite? Nem pensar. Nada de pernoite, amigo. É muito perigoso pernoitar aqui. Os olhos da maldade e da violência estão por todo lugar...
O cego: Por falar em olhos, não conheço nem os meus. Penso que olhos são feitos de cor vermelha, amarela, azul, de muitas cores. É por isso que as pessoas sabem das cores...
O surdo: Disse bem: dores. Dores do mundo, isso mesmo. Vivemos num mundo de dor, amigo. Em cada passo se carrega um laço...
O cego: Por falar em passo, se eu seguir sozinho, caminhando e caminho, aonde vou parar? Será que o mundo tem fim?
O surdo: Jasmim não, que é flor bonita. Carmim também não, mas a flor mais espinhenta que existir. Mas também faz, pois tem gente que não sabe separar o joio do trigo...
O cego: Infelizmente não sei separar nem a flor nem o espinho. Um dia me disseram que um jardim não tem nada de flor nem de borboleta, pois apenas um lugar aonde muitos vão apenas para sentir o que não conseguem em meio a outros homens.
O surdo: Lobisomens, sim. Existe muito lobisomem por aí, e não somente em noite de breu, mas no clarão do dia e pela cidade. A gente pensa que é gente, mas é tudo lobisomem...
O cego: Acaso eu encontre um lobisomem, pra mim não tô vendo nada. Aliás, não vejo nada mesmo, só por ouvir dizer. Dizem que é muito perigoso...
O surdo: Dengoso, dengoso, dengoso nada. Dengoso é político safado, que chega perto de você com a maior santidade, mas para depois lhe dar o bote. Tudo jararaca, tudo cascavel...
O cego: Por falar em cobra, certa feita dizem que eu pisei em uma. Minha sorte foi que não era o meu calcanhar que ela estava esperando. Também ouvi dizer que cobra é bicho tão ruim que chega a morrer seca se o calcanhar que ela estiver esperando não passar. Só se satisfaz com o calcanhar de quem está esperando...
O surdo: Amando? Que amando que nada. Ninguém ama mais ninguém, muito menos namorado, e muito menos casado. Tem cada mulher bonita que parece uma flor, mas sem amor verdadeiro, sem amor no coração, sem amor para oferecer a ninguém...
O cego: Por falar em flor, flor é bonita mesmo? Mas não adianta me dizer. Não sei o que é bonito nem feio...
O surdo: Veio, e veio parecendo forte. A nuvem tá toda carregada. Vem chuva de trovada por aí. Ou a gente apressa o passo ou a estrada vai virar mar...
O cego: Mar, disse mar? Coisa boa, então vou ficar. Sempre quis, mas nunca estive nem sei o que é o mar. Então vou esperar o mar, vou ficar...
Escritor
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*Rangel Alves da Costa
Com todas as feições do Apocalipse, a besta está aí. E está governando o Brasil. Sim, pois este presidente veio diretamente do reino das trevas para atormentar a vida da maioria dos brasileiros. Digo a maioria porque há uma minoria que alimenta o seu reino de trevas e pode ser denominada como os bestas da besta.
Só que há uma diferença em tal denominação. A besta governante citada é aquela mesma cheirando a enxofre, ainda na fervura do caldeirão das agonizantes escuridões, e que, se passando por gente, passou a aterrorizar o destino de muitos. Uma nação no abismo por causa de um governante sem escrúpulos, sem caráter, sem o mínimo espírito humano.
A besta que aí está é aquela surgiu das sombras perdidas com única missão de semear a maldade, a morte, a pobreza, a desesperança e as perseguições, na terra brasileira. Semear o sofrimento do povo é sua missão maior. Quanto mais o povo se submete e agoniza, mais a besta se sente feliz e realizada.
A besta é a própria maldição governando em tristes tempos. Os sinais da besta estão por todo lugar e nas mais diversas ações: o menosprezo pela vida humana, o tanto faz com a mortandade que prospera em tempos de pandemia, o negacionismo a tudo que possa salvar vidas. É a morte, o sofrimento, a agonia e a dor, o que interessa ao filho das trevas. E que se tornou governante brasileiro.
A insensibilidade, a mentira, desfaçatez, a ironia, tudo isso também faz parte da caracterização da besta. E qual governante se utiliza mais da mentira e da desfaçatez do que esta besta que está no poder? Sua crueldade é tamanha que faz da morte por culpa sua uma desculpa qualquer.
Mas a besta também é covarde. Aliás, a covardia é tamanha que sempre se ampara nos outros na tentativa de se proteger. Diz que tem um exército e daí começa a bradar: Por que meu exército, meu exército, meu exército... Mas como seu suposto exército nunca chega, então se acovarda e se recolhe para pensar na próxima maldade.
A propagação de ameaças é umas das atitudes mais reiteradas pela besta. Vou fechar tudo, diz. Vou escorraçar quem disser que meus filhos não são anjinhos. Vou fechar todo e qualquer poder que não esteja ao meu poder. Vou decretar que ou atende a vontade da besta ou deixará de existir. Já fechou tudo e nada foi fechado.
Mas a besta também gosta de estripulias para agradar os seus bestas. Gosta de confrontar a quem teme, gosta de jurar vingança a seus desafetos, gosta de dizer que vai revirar mundo para fazer sua vontade, mas depois vai colocar o rabinho entre as pernas e pedir arrego. Uma besta cuspindo na própria cara, esparramando fogo nas próprias ventas.
Mas, como dito, são os bestas que alimentam toda maldade e toda besteiras da besta. Um monte de bestas que acreditando na besta, então se inflama e exige a continuidade de tanta besteira que se vê cada dia. Mas quem são esses bestas da besta?
Os bestas da besta são os seus ideólogos, são os seus bajuladores, são aqueles fanatizados e pervertidos, são aqueles partidários que pregam a morte e a destruição da população. São os mentirosos de plantão que vivem alimentando desinformações através de fake news, na enlouquecida tentativa de permanência dos poderes da besta.
Os bestas da besta são aqueles que gostam de um cercadinho para aplaudir a presença da infâmia, da maldade em pessoa, do espírito das trevas. São aqueles que são capazes de matar em nome do mal que os alimenta. São violentos, preconceituosos, inimigos de cada um que não reze na cartilha da maldade de seu governante.
E assim a vida da maioria vai sendo infernizada pela presença da besta com seu séquito de bestas. E não há hóstia, exorcismo ou reza forte que dê jeito. A besta e os bestas só deixaram de atormentar tantas vidas através de um santo remédio: O voto. O voto que mande volta a besta para o seu fervente caldeirão.
Um livro escrito com muito amor!
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Por José Mendes Pereira
Por Volta Seca
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Por Lampião e o Cangaço
Da esquerda
para à direita: Primeiro-tenente Francisco Ferreira de Mello; tenente José
Tenório Cavalcanti (Juca); coronel Theodoreto e o prefeito nomeado de Santana
do Ipanema - AL. Grota do Angico em fins de outubro de 1938.
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A obra traz um conteúdo bem fundamentado de Genealogia da família Pereira do Pajeú e parte da família Feitosa dos Inhamuns.
Mas vem também, recheado de informações de Cangaço, Coronelismo, História local dos municípios de Serra Talhada, São José do Belmonte, São Francisco, Bom Nome, entre outros) e a tão badalada rixa entre Pereira e Carvalho, no vale do Pajeú.
O livro tem 710 páginas.
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Por Nas Pegadas da História
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#Cangaço #HistóriaDoCangaço
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Clerisvaldo B. Chagas, 17 de fevereiro de 2022
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.658
É a ação de
caçar pombas à noite nas dormidas usando fachos, candeeiros ou lanternas. As
aves são surpreendidas dormindo no aveloz, nos espinheiros, nas árvores... Nos
garranchos. Covardemente são abatidas à mão, a cacete, à peteca (estilingue).
Caça-se para o consumo próprio, para vender em bodegas, bares e feiras. Isso
por necessidade, diversão ou instinto de exterminador. A rolinha, a juriti, as
aves de arribação, cujos trechos são conhecidos, são encandeadas e mortas sem
defesa alguma. Embora esse tipo de ação esteja proibido atualmente, a prática
ainda continua, mesmo em menor escala nos lugares mais afastados dos órgãos
fiscalizatórios.
Muitas vezes
as facheadas transformam-se em caçadas de pebas e tatus. São acrescentadas a
elas as grandes companhias dos cães de caça. Bichos de hábitos noturnos também
são surpreendidos dentro da noite, embora ainda tenham pelo menos o direito de
correr. O peba tem carapaça marrom claro, corpo chato e, segundo dizem, gosta
de comer defunto, daí sua carne ser rejeitada por muitos e comida com cachaça e
pimenta por outros. O peba cava o chão para moradia e para se esconder dos seus
predadores. O tatu não cava. Mora em tocas abandonadas por outros animais. Sua
carapaça é escura e roliça. A carne é apreciada como a melhor caça do Brasil,
dizem caçadores de todas as regiões brasileiras.
Apesar da
carne do tatu ser muita procurada, nem todas as pessoas gostam de carne
selvagem, principalmente mulheres. Os caçadores driblam os guardiões do meio
ambiente e as caças são vendidas por encomenda ou nas feiras livres onde as
fiscalizações são frágeis ou inexistentes. O país é muito grande para uma
inspeção em todos os biomas. Já os animais, muitos em extinção, procuram
refúgio cada vez mais longe dos humanos em lugares de difíceis acessos como
faldas e topos de serras. Mesmo assim os bichos não conseguem escapar da sanha
devastadora do predador maior: O bicho de duas pernas, o perna de calça
inconsciente.
Mesmo assim não falta gaiato que aproveita o tema sério para indagar com seu duplo sentido: Qual é a hora que o tatu caminha”?
PEBA, DE PÉ, TATU (IMAGENS PINTEREST)
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Por Igor Jácome, G1 RN
Todos os anos,
Mossoró, no Oeste potiguar, se enche de festa no mês de junho. Além de
comemorar o período de São João, a cidade relembra através do espetáculo
"Chuva de Bala", a resistência do seu povo a Virgulino Ferreira da
Silva, o temido Lampião - ato que marcou, para alguns historiadores, o início
do declínio daquele que ficou conhecido como rei do cangaço. A batalha
aconteceu em 1927 e o bando de cangaceiros saiu fugido da região.
Em 2020, a
festa não vai ser realizada por causa da pandemia do novo coronavírus. Mas os
pesquisadores do tema estão muito mais entusiasmados pelo encontro de uma carta
que foi escrita pelo prefeito coronel Rodolpho Fernandes em resposta ao bando
de Lampião. Ela estava endereçada ao coronel Antonio Gurgel, que no momento das
negociações, era refém do bando e foi escrita, provavelmente, no próprio dia 13
de junho de 1927, data em o ataque ocorreu.
O documento
foi encontrado pelo professor, jornalista e escritor sergipano Robério Santos,
que é um entusiasta do assunto e tem seis livros publicados sobre o cangaço. O
documento chegou a ele em maio, durante sua pesquisa para a publicação da
primeira de uma série de cinco obras que pretende escrever também sobre o tema.
A carta será entregue por ele à prefeitura, oficialmente, no próximo dia 13.
Não é possível
satisfazer-lhe a remessa dos 400000 (quatro centos contos) que pede, pois não
tenho e mesmo no commercio é impossivel de arranjar tal quantia. Ignora-se onde
está refugiado o gerente do Banco, Snr. Jayme Guedes, Estamos dispostos a
recebe-los na altura em que elles desejarem. Nossa situação oferecce absoluta
confiança e inteira segurança.
— Rodolpho
Fernandes, prefeito de Mossoró em 1927
Ao G1, o
pesquisador afirmou que adquiriu alguns recortes de jornais e outros materiais
de uma idosa que mora no Rio de Janeiro e que prefere manter sua identidade em
sigilo, mas que é ligada à história do cangaço.
"Ela
tinha essa carta há muito tempo, mas não conhecia a importância dela, até
porque não estava endereçada diretamente a Lampião. Ela tem muito material. Era
uma resposta do prefeito a ele, porque o coronel Gurgel era refém e escreveu a
outra carta, pedindo o dinheiro, com uma mensagem ditada pelo Lampião",
explicou o pesquisador.
Na mensagem, o prefeito recusa o pedido por 400 contos de réis, feitos por Lampião e diz que a cidade está preparada para responder "à altura" ao ataque dos cangaceiros.
Segundo os
pesquisadores o gerente do Banco do Brasil, Jayme Guedes, era genro do coronel
Gurgel e havia saído da cidade. Apesar de morar em Natal, o comerciante teria
sido feito refém durante uma viagem que fez à região justamente para buscar sua
esposa e filhos, ao saber do iminente ataque do grupo. Ao errar o caminho, o
carro os levou de encontro ao acampamento dos cangaceiros. O motorista do
comerciante teria servido de emissário entre as partes.
Assim como a
carta enviada pelo coronel Gurgel ao prefeito, e outra escrita a próprio punho
pelo Lampião, a carta encontrada já havia sido citada por jornais da época e em
livros importantes sobre o assunto, mas o paradeiro dela era desconhecido, até
porque o documento ficou com o próprio bando e não com o município.
"Eu
fiquei assustado quando comecei a ler, me levantei imediatamente. Retirei do
plástico para fazer uma análise, se era impressão ou se era escrito, e a
assinatura. Realmente é uma carta escrita a punho, e na comparação com a
assinatura e a escrita do prefeito, são iguais", considerou o pesquisador.
"Acho que um documento desse não deve estar em posse de um particular, por
isso busquei entrar em contato para devolver a carta a Mossoró", conta.
Conforme
Asclépius Saraiva Cordeiro, diretor do Museu Lauro da Escóssia - nome do
jornalista que presenciou e noticiou o ataque do bando de cangaceiros a Mossoró
- ao tomar conhecimento da carta por meio de pesquisadores do tema que tiveram
contato com Robério, a prefeitura resolveu pagar uma passagem para a ida do
pesquisador ao município, quando será realizada a entrega da carta.
"A carta
deverá ficar exposta no salão dos grandes atos, no Palácio da Resistência, que
era a casa do prefeito e hoje é a sede da prefeitura municipal. Infelizmente
não teremos o espetáculo Chuva de Bala neste ano, mas temos um motivo de soltar
fogos", considerou.
De acordo com o pesquisador e escritor Geraldo Maia, que é sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) e da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço - SBEC, a carta encontrada seria uma das quatro trocadas entre o grupo que estava com Lampião e o prefeito, ditada pelo cangaceiro e escrita pelo refém coronel Gurgel. Outra missiva foi escrita e assinada pelo próprio Lampião, também respondida pelo prefeito. Ninguém sabe o paradeiro da carta original de Lampião - apesar de haver cópias da original - nem o paradeiro da última resposta.
Invasão e
resistência
Mossoró era
uma cidade com pouco mais de 20 mil pessoas - uma cidade grande para a época,
que tinha até uma agência do Banco do Brasil - a número 036. De acordo com os
pesquisadores, bandos de cangaceiros geralmente não invadiam cidades deste
porte. "Era uma coisa inimaginável", afirma Geraldo.
De acordo com
os pesquisadores, um fazendeiro que acoitava cangaceiros em suas terras no
Ceará, próximo à divisa com Mossoró, ordenou um ataque de Massilon, um
cangaceiro que tinha um grupo pequeno, contra inimigos em Apodi, no interior do
Rio Grande do Norte. O sucesso no saque à cidade teria despertado a cobiça por
Mossoró. Dessa forma, os cangaceiros partiram para convencer Lampião, que não
conhecia muito as terras do Rio Grande do Norte, a fazer um ataque conjunto
também com o bando de Jararaca.
Ao todo, o
grupo de cangaceiros tinha cerca de 80 pessoas. Ao saber das notícias que
corriam pelo sertão, o prefeito começou a se preparar para defender o
município. "A cidade tinha pouco policiamento, cerca de 10 soldados, então
o prefeito se juntou aos comerciantes para fazer uma cota e mandar comprar
armas e munições em Fortaleza. Elas ficaram armazenadas na prefeitura para o
possível ataque", conta Geraldo.
Uma semana
antes do ataque, o grupo com dezenas de cangaceiros entrou no Rio Grande do
Norte pela região de Luis Gomes, no Alto Oeste, e arrasou oito municípios por
onde passou, até chegar, no dia 12 de junho, a São Sebastião, onde hoje é a
cidade de Governador Dix-Sept Rosado. Ainda de acordo com os historiadores, o telégrafo
ainda conseguiu enviar uma mensagem a Mossoró, avisando do ataque.
Ao longo do
dia, a cidade foi sendo esvaziada, com famílias pegando trem para deixar
Mossoró e um grupo de resistência com mais de uma centena de homens começou a
se preparar para o ataque. Segundo os estudiosos, era final da tarde do dia 13
quando o bando começou a percorrer as ruas vazias e começou uma trocou tiros
durante cerca de duas horas com os moradores resistentes.
O bando acabou fugindo, deixando para trás homens feridos, como o cangaceiro Jararaca, que foi preso, morreu e foi sepultado em Mossoró. O prefeito, que tinha a saúde fragilizada, morreu meses após o ataque.
https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2020/06/02/93-anos-depois-carta-que-representa-resistencia-de-mossoro-ao-bando-do-cangaceiro-lampiao-e-encontrada.ghtml
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Por José Mendes Pereira