Seguidores

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

O FAMOSO CANGACEIRO LUIZ PADRE.

 Acervo do Voltaseca


Luiz Pereira da Silva Jacobina nascido no ano de 1891, nas Ribeiras do Pajeú (São Francisco) Belmonte-PE, de uma família de 5 irmãos, 3 homens e 2 mulheres, filho de Manuel Pereira da Silva Jacobina (Padre Pereira) e Francisca Pereira da Silva (Dona Chiquinha Pereira), neto paterno do Coronel Francisco Pereira da Silva e Ana de Sá, neto materno de Andrelino Pereira da Silva (Barão do Pajeú) e Maria Pereira da Silva. 

fonte: Venício Feitosa Neves.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=986477698227841%2C986872074855070%2C986870238188587%2C986861044856173%2C986459698229641&notif_id=1547166486316642&notif_t=group_activity

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O CANGACEIRO LUIZ PEDRO

 Por José Mendes Pereira

Foto do acervo do pesquisador Ivan Ribeiro - https://www.facebook.com/photo/?fbid=278003467808072&set=gm.1437179056751970

Há uma certa dúvida quando se ver esta foto como sendo do cangaceiro Luiz Pedro, mas depois, tem-se certeza que é ele mesmo. Basta comparar com outra foto dele.


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

NOSSO BLOG DISPARA COM TANTOS ACESSOS.

 Por José Mendes Pereira


Amigo leitor, nos últimos meses o nosso blog tem recebido tantos acessos que até me surpreende. Do dia 1º. de fevereiro de 2022, às 6:00 horas da manhã, eu havia anotado um total de acessos 5.317.350. 

Hoje, 18 de fevereiro, até o momento, às 6:26 minutos da manhã, o nosso blog registra um total de 5.419.014 acessos. Sendo assim, em 18 dias, ele recebeu: 

101.664 acessos.  

Continue acessando-o e lendo as melhores histórias sobre cangaço, escritas por quem entende do assunto, principalmente da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia", do afamado capitão Lampião. 

Mas lembrando aos amigos leitores que existem tantos outros blogs que valem ouro, e são de primeira linha, e têm mais materiais sobre cangaço do que o nosso. Além destes, têm vídeos sobre o assunto e bons grupos no facebook. 

Não deixa de visitá-los quantas vezes você quiser, quaisquer blogs citados. São de primeira linha. 

http://lampiaoaceso.blogspot.com, 
http://cariricangaço.blogspot.com, 
http://joaodesousalima.blogspot.com,
http://clerisvaldobchagas.blogspot.com 
http://meneleu.blogspot.com, 
http://blograngel-sertao.blogspot.com, 
https://tokdehistoria.com.br
https://epitacioandradefilho.blogspot.com
https://www.mulheresdocangaco.com.br

Não existem fins lucrativos nestes blogs, somente cultura e mais nada. Também não existem competidores, todos nós trabalhamos em grupos, somos parceiros um dos outros, mas tudo isso, é em prol da cultura brasileira, principalmente do nosso sofrido e querido Nordeste. 

Agradecemos de coração, a sua visita aos nossos blogs culturais.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

O CINEASTA DO CANGAÇO ADERBAL NOGUEIRA, É O ANIVERSARIANTE DO DIA.

 Por Volta Seca

Foto: fonte Google

Hoje (15/02) é o dia do aniversário de Aderbal Nogueira... Uma pessoa muito querida e estimada por todos.

Além de ser uma grande figura humana e, um excelente profissional, tendo singrado com sua equipe, todos os sertões nordestinos, registrando em suas lentes, a várias décadas, a história e a cultura do nosso povo.

Ao ADERBAL, em nome do administração do Grupo LCN ( Volta Seca Seca e Narciso Dias), a nossa sincera homenagem e, que Deus o ilumine, juntamente com toda a sua família.

Adendo - http://blogdomenesemendes.blogspot.com

O blog do Mendes e Mendes e os blogs filiados a este, juntamente com a sua página no facebook, e em nome dos nossos leitores, dedicamos-lhe muita paz, saúde, prosperidade, compreensão e tudo de bom no decorrer de toda a sua vida. 

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=632129363655708&set=gm.601616236713991&type=3&theater

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

PELA ESTRADA, O CEGO E O SURDO...

 *Rangel Alves da Costa

Pela estrada, seguem o cego e o surdo...

O cego: Nada consigo enxergar e espero que me ajude nessa caminhada...

O surdo: Não entendi muito bem o que disse, pois sou meio surdo, mas o que quiser saber pode me perguntar em voz alta...

O cego: Quem dera ser assim como você, que tudo vê e pode dizer o que é feio e o que bonito...

O surdo: Esquisito? Sim, tá tudo esquisito mesmo, e tá assim porque desmataram tudo. Como você tá vendo, quase não restou um só pé de pau em pé...

O cego: Não vejo. Minha manhã é na cor da noite, meu dia é no negrume da noite, minha noite é a mais noite das noites...

O surdo: Açoites, isso mesmo. O homem merece uns açoites pra aprender a ser mais homem e ser mais responsável. O sol já desce com fornalha vermelha...

O cego: Por falar em cor vermelha, eu queria demais saber como é o vermelho da cor vermelha. Também a cor amarela do amarelo. Só conheço a cor da noite...

O surdo. Pernoite? Nem pensar. Nada de pernoite, amigo. É muito perigoso pernoitar aqui. Os olhos da maldade e da violência estão por todo lugar...

O cego: Por falar em olhos, não conheço nem os meus. Penso que olhos são feitos de cor vermelha, amarela, azul, de muitas cores. É por isso que as pessoas sabem das cores...

O surdo: Disse bem: dores. Dores do mundo, isso mesmo. Vivemos num mundo de dor, amigo. Em cada passo se carrega um laço...

O cego: Por falar em passo, se eu seguir sozinho, caminhando e caminho, aonde vou parar? Será que o mundo tem fim?

O surdo: Jasmim não, que é flor bonita. Carmim também não, mas a flor mais espinhenta que existir. Mas também faz, pois tem gente que não sabe separar o joio do trigo...

O cego: Infelizmente não sei separar nem a flor nem o espinho. Um dia me disseram que um jardim não tem nada de flor nem de borboleta, pois apenas um lugar aonde muitos vão apenas para sentir o que não conseguem em meio a outros homens.

O surdo: Lobisomens, sim. Existe muito lobisomem por aí, e não somente em noite de breu, mas no clarão do dia e pela cidade. A gente pensa que é gente, mas é tudo lobisomem...

O cego: Acaso eu encontre um lobisomem, pra mim não tô vendo nada. Aliás, não vejo nada mesmo, só por ouvir dizer. Dizem que é muito perigoso...

O surdo: Dengoso, dengoso, dengoso nada. Dengoso é político safado, que chega perto de você com a maior santidade, mas para depois lhe dar o bote. Tudo jararaca, tudo cascavel...

O cego: Por falar em cobra, certa feita dizem que eu pisei em uma. Minha sorte foi que não era o meu calcanhar que ela estava esperando. Também ouvi dizer que cobra é bicho tão ruim que chega a morrer seca se o calcanhar que ela estiver esperando não passar. Só se satisfaz com o calcanhar de quem está esperando...

O surdo: Amando? Que amando que nada. Ninguém ama mais ninguém, muito menos namorado, e muito menos casado. Tem cada mulher bonita que parece uma flor, mas sem amor verdadeiro, sem amor no coração, sem amor para oferecer a ninguém...

O cego: Por falar em flor, flor é bonita mesmo? Mas não adianta me dizer. Não sei o que é bonito nem feio...

O surdo: Veio, e veio parecendo forte. A nuvem tá toda carregada. Vem chuva de trovada por aí. Ou a gente apressa o passo ou a estrada vai virar mar...

O cego: Mar, disse mar? Coisa boa, então vou ficar. Sempre quis, mas nunca estive nem sei o que é o mar. Então vou esperar o mar, vou ficar...

Escritor

http://blograngel-sertao.blogspot.com/2022/02/pela-estrada-o-cego-e-o-surdo.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

A BESTA E OS BESTAS

 *Rangel Alves da Costa

Com todas as feições do Apocalipse, a besta está aí. E está governando o Brasil. Sim, pois este presidente veio diretamente do reino das trevas para atormentar a vida da maioria dos brasileiros. Digo a maioria porque há uma minoria que alimenta o seu reino de trevas e pode ser denominada como os bestas da besta.

Só que há uma diferença em tal denominação. A besta governante citada é aquela mesma cheirando a enxofre, ainda na fervura do caldeirão das agonizantes escuridões, e que, se passando por gente, passou a aterrorizar o destino de muitos. Uma nação no abismo por causa de um governante sem escrúpulos, sem caráter, sem o mínimo espírito humano.

A besta que aí está é aquela surgiu das sombras perdidas com única missão de semear a maldade, a morte, a pobreza, a desesperança e as perseguições, na terra brasileira. Semear o sofrimento do povo é sua missão maior. Quanto mais o povo se submete e agoniza, mais a besta se sente feliz e realizada.

A besta é a própria maldição governando em tristes tempos. Os sinais da besta estão por todo lugar e nas mais diversas ações: o menosprezo pela vida humana, o tanto faz com a mortandade que prospera em tempos de pandemia, o negacionismo a tudo que possa salvar vidas. É a morte, o sofrimento, a agonia e a dor, o que interessa ao filho das trevas. E que se tornou governante brasileiro.

A insensibilidade, a mentira, desfaçatez, a ironia, tudo isso também faz parte da caracterização da besta. E qual governante se utiliza mais da mentira e da desfaçatez do que esta besta que está no poder? Sua crueldade é tamanha que faz da morte por culpa sua uma desculpa qualquer.

Mas a besta também é covarde. Aliás, a covardia é tamanha que sempre se ampara nos outros na tentativa de se proteger. Diz que tem um exército e daí começa a bradar: Por que meu exército, meu exército, meu exército... Mas como seu suposto exército nunca chega, então se acovarda e se recolhe para pensar na próxima maldade.

A propagação de ameaças é umas das atitudes mais reiteradas pela besta. Vou fechar tudo, diz. Vou escorraçar quem disser que meus filhos não são anjinhos. Vou fechar todo e qualquer poder que não esteja ao meu poder. Vou decretar que ou atende a vontade da besta ou deixará de existir. Já fechou tudo e nada foi fechado.

Mas a besta também gosta de estripulias para agradar os seus bestas. Gosta de confrontar a quem teme, gosta de jurar vingança a seus desafetos, gosta de dizer que vai revirar mundo para fazer sua vontade, mas depois vai colocar o rabinho entre as pernas e pedir arrego. Uma besta cuspindo na própria cara, esparramando fogo nas próprias ventas.

Mas, como dito, são os bestas que alimentam toda maldade e toda besteiras da besta. Um monte de bestas que acreditando na besta, então se inflama e exige a continuidade de tanta besteira que se vê cada dia. Mas quem são esses bestas da besta?

Os bestas da besta são os seus ideólogos, são os seus bajuladores, são aqueles fanatizados e pervertidos, são aqueles partidários que pregam a morte e a destruição da população. São os mentirosos de plantão que vivem alimentando desinformações através de fake news, na enlouquecida tentativa de permanência dos poderes da besta.

Os bestas da besta são aqueles que gostam de um cercadinho para aplaudir a presença da infâmia, da maldade em pessoa, do espírito das trevas. São aqueles que são capazes de matar em nome do mal que os alimenta. São violentos, preconceituosos, inimigos de cada um que não reze na cartilha da maldade de seu governante.

E assim a vida da maioria vai sendo infernizada pela presença da besta com seu séquito de bestas. E não há hóstia, exorcismo ou reza forte que dê jeito. A besta e os bestas só deixaram de atormentar tantas vidas através de um santo remédio: O voto. O voto que mande volta a besta para o seu fervente caldeirão.

 

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O CANTO DO ACAUÃ DE MARIA DE LOURDES FERRAZ

   Um livro escrito com muito amor!


Se você quiser adquiri-lo dê um pulinho até Cajazeiras no Estado da Paraíba através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br. 

Se ele não tem mais em sua livraria  indicará quem ainda o tem para pedidos.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LIVRO DO ESCRITOR E PESQUISADOR DO CANGAÇO GUILHERME MACHADO.

   Por José Mendes Pereira


Recentemente o escritor e pesquisador do cangaço Guilherme Machado lançou o seu trabalho sobre o mundo dos cangaceiros com o título "LAMPIÃO E SEUS PRINCIPAIS ALIADOS". 

O livro está recheado com mais de 50 biografias de cangaceiros que atuaram juntamente com o capitão Lampião. 

Eu já recebi o meu e não só recebi, como já o li. Além das biografias, tem fotos de cangaceiros que eu nem imaginava que existiam. São 150 páginas. Excelente narração. Conheça a boa narração que fez o autor. 

Pesquisador Geraldo Júnior

Prefaciado pelo pesquisador do cangaço Geraldo Antônio de Souza Júnior. Tem também a participação do pesquisador Robério Santos escritor e jornalista. Duas feras no que diz respeito aos estudos cangaceiros.

Jornalista Robério Santos

Não deixa de adquiri-lo. Faça o seu pedido com urgência, porque, você sabe muito bem, livros escritos sobre cangaços, são arrebatados pelos leitores e pelos colecionadores. Então cuida logo de adquirir o seu! 

Pesquisador Guilherme Machado

Adquira-o através deste e-mail: 

guilhermemachado60@hotmail.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LIVRO DO ESCRITOR JOÃO DE SOUSA LIMA.

    Por Volta Seca

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=1826585200883749&notif_id=1643239062982060&notif_t=feedback_reaction_generic&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

AUTORIDADES DO TEMPO DO CANGAÇO.

 Por Lampião e o Cangaço

Da esquerda para à direita: Primeiro-tenente Francisco Ferreira de Mello; tenente José Tenório Cavalcanti (Juca); coronel Theodoreto e o prefeito nomeado de Santana do Ipanema - AL. Grota do Angico em fins de outubro de 1938.

https://www.facebook.com/04lampiaoeocangaco/photos/a.104857677524261/676614303681926/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LIVRO DO VENÍCIO FEITOSA NEVES

  

A obra traz um conteúdo bem fundamentado de Genealogia da família Pereira do Pajeú e parte da família Feitosa dos Inhamuns.

Mas vem também, recheado de informações de Cangaço, Coronelismo, História local dos municípios de Serra Talhada, São José do Belmonte, São Francisco, Bom Nome, entre outros) e a tão badalada rixa entre Pereira e Carvalho, no vale do Pajeú.

O livro tem 710 páginas.

Você irá adquiri-lo com o Professor Pereira através destes endereços:

franpelima@bol.com.br

fplima1956@gmail.com

http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/.../novo-livro-na...

http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/.../novo-livro...

CANGAÇO - A TRISTE SINA DE LILI.

Por Nas Pegadas da História 

https://www.youtube.com/watch?v=n7kmvD_KQ10&ab_channel=NASPEGADASDAHIST%C3%93RIA

ACESSE NOSSA LIVRARIA COM DIVERSOS LIVROS COM A HISTÓRIA DO CANGAÇO: 

https://jflavioneres-nph-livraria.fre... * Maria Bonita: Sexo, violência e mulheres no cangaço 

https://amzn.to/2YHc66l * Apagando o Lampião: Vida e morte do rei do Cangaço 

https://amzn.to/3jie84M *Benjamin Abrahão: Entre anjos e cangaceiros 

https://amzn.to/3hAayTc * Cangaço uma ampla bibliografia comentada 

https://amzn.to/3lmGRao * A narrativa desse vídeo foi extraída e adaptada do livro: MARIA BONITA SEXO, VIOLÊNCIA E CANGAÇO, da escritora Adriana Negreiros. *CANAL ROSINHA - VIDA MINHA 

https://www.youtube.com/channel/UCE32... #Cangaço #HistóriaDoCangaço

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

FACHEADA NO SERTÃO

 Clerisvaldo B. Chagas, 17 de fevereiro de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.658

É a ação de caçar pombas à noite nas dormidas usando fachos, candeeiros ou lanternas. As aves são surpreendidas dormindo no aveloz, nos espinheiros, nas árvores... Nos garranchos. Covardemente são abatidas à mão, a cacete, à peteca (estilingue). Caça-se para o consumo próprio, para vender em bodegas, bares e feiras. Isso por necessidade, diversão ou instinto de exterminador. A rolinha, a juriti, as aves de arribação, cujos trechos são conhecidos, são encandeadas e mortas sem defesa alguma. Embora esse tipo de ação esteja proibido atualmente, a prática ainda continua, mesmo em menor escala nos lugares mais afastados dos órgãos fiscalizatórios.

Muitas vezes as facheadas transformam-se em caçadas de pebas e tatus. São acrescentadas a elas as grandes companhias dos cães de caça. Bichos de hábitos noturnos também são surpreendidos dentro da noite, embora ainda tenham pelo menos o direito de correr. O peba tem carapaça marrom claro, corpo chato e, segundo dizem, gosta de comer defunto, daí sua carne ser rejeitada por muitos e comida com cachaça e pimenta por outros. O peba cava o chão para moradia e para se esconder dos seus predadores. O tatu não cava. Mora em tocas abandonadas por outros animais. Sua carapaça é escura e roliça. A carne é apreciada como a melhor caça do Brasil, dizem caçadores de todas as regiões brasileiras.

Apesar da carne do tatu ser muita procurada, nem todas as pessoas gostam de carne selvagem, principalmente mulheres. Os caçadores driblam os guardiões do meio ambiente e as caças são vendidas por encomenda ou nas feiras livres onde as fiscalizações são frágeis ou inexistentes. O país é muito grande para uma inspeção em todos os biomas. Já os animais, muitos em extinção, procuram refúgio cada vez mais longe dos humanos em lugares de difíceis acessos como faldas e topos de serras. Mesmo assim os bichos não conseguem escapar da sanha devastadora do predador maior: O bicho de duas pernas, o perna de calça inconsciente.

Mesmo assim não falta gaiato que aproveita o tema sério para indagar com seu duplo sentido: Qual é a hora que o tatu caminha”?

PEBA, DE PÉ, TATU (IMAGENS PINTEREST)

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2022/02/facheadano-sertao-clerisvaldob.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

93 ANOS DEPOIS, CARTA QUE REPRESENTA RESISTÊNCIA DE MOSSORÓ AO BANDO DO CANGACEIRO LAMPIÃO É ENCONTRADA

Por Igor Jácome, G1 RN

Carta original do prefeito de Mossoró para o cangaceiro Lampião, junto com recorte de jorna da época que fala sobre ela. — Foto: Robério Santos/Cedida

Todos os anos, Mossoró, no Oeste potiguar, se enche de festa no mês de junho. Além de comemorar o período de São João, a cidade relembra através do espetáculo "Chuva de Bala", a resistência do seu povo a Virgulino Ferreira da Silva, o temido Lampião - ato que marcou, para alguns historiadores, o início do declínio daquele que ficou conhecido como rei do cangaço. A batalha aconteceu em 1927 e o bando de cangaceiros saiu fugido da região.

Em 2020, a festa não vai ser realizada por causa da pandemia do novo coronavírus. Mas os pesquisadores do tema estão muito mais entusiasmados pelo encontro de uma carta que foi escrita pelo prefeito coronel Rodolpho Fernandes em resposta ao bando de Lampião. Ela estava endereçada ao coronel Antonio Gurgel, que no momento das negociações, era refém do bando e foi escrita, provavelmente, no próprio dia 13 de junho de 1927, data em o ataque ocorreu.

O documento foi encontrado pelo professor, jornalista e escritor sergipano Robério Santos, que é um entusiasta do assunto e tem seis livros publicados sobre o cangaço. O documento chegou a ele em maio, durante sua pesquisa para a publicação da primeira de uma série de cinco obras que pretende escrever também sobre o tema. A carta será entregue por ele à prefeitura, oficialmente, no próximo dia 13.

Carta escrita a mão pelo prefeito de Mossoró e enviada a refém de Lampião — Foto: Cedida

Não é possível satisfazer-lhe a remessa dos 400000 (quatro centos contos) que pede, pois não tenho e mesmo no commercio é impossivel de arranjar tal quantia. Ignora-se onde está refugiado o gerente do Banco, Snr. Jayme Guedes, Estamos dispostos a recebe-los na altura em que elles desejarem. Nossa situação oferecce absoluta confiança e inteira segurança.

— Rodolpho Fernandes, prefeito de Mossoró em 1927

Ao G1, o pesquisador afirmou que adquiriu alguns recortes de jornais e outros materiais de uma idosa que mora no Rio de Janeiro e que prefere manter sua identidade em sigilo, mas que é ligada à história do cangaço.

"Ela tinha essa carta há muito tempo, mas não conhecia a importância dela, até porque não estava endereçada diretamente a Lampião. Ela tem muito material. Era uma resposta do prefeito a ele, porque o coronel Gurgel era refém e escreveu a outra carta, pedindo o dinheiro, com uma mensagem ditada pelo Lampião", explicou o pesquisador.

Na mensagem, o prefeito recusa o pedido por 400 contos de réis, feitos por Lampião e diz que a cidade está preparada para responder "à altura" ao ataque dos cangaceiros.

Robério Santos exibe carta que representa resistência de Mossoró ao bando do cangaceiro Lampião — Foto: Cedida

Segundo os pesquisadores o gerente do Banco do Brasil, Jayme Guedes, era genro do coronel Gurgel e havia saído da cidade. Apesar de morar em Natal, o comerciante teria sido feito refém durante uma viagem que fez à região justamente para buscar sua esposa e filhos, ao saber do iminente ataque do grupo. Ao errar o caminho, o carro os levou de encontro ao acampamento dos cangaceiros. O motorista do comerciante teria servido de emissário entre as partes.

Assim como a carta enviada pelo coronel Gurgel ao prefeito, e outra escrita a próprio punho pelo Lampião, a carta encontrada já havia sido citada por jornais da época e em livros importantes sobre o assunto, mas o paradeiro dela era desconhecido, até porque o documento ficou com o próprio bando e não com o município.

"Eu fiquei assustado quando comecei a ler, me levantei imediatamente. Retirei do plástico para fazer uma análise, se era impressão ou se era escrito, e a assinatura. Realmente é uma carta escrita a punho, e na comparação com a assinatura e a escrita do prefeito, são iguais", considerou o pesquisador. "Acho que um documento desse não deve estar em posse de um particular, por isso busquei entrar em contato para devolver a carta a Mossoró", conta.

Jornal da época publicou conteúdo de cartas trocadas entre prefeito de Mossoró e Lampião — Foto: Cedida

Conforme Asclépius Saraiva Cordeiro, diretor do Museu Lauro da Escóssia - nome do jornalista que presenciou e noticiou o ataque do bando de cangaceiros a Mossoró - ao tomar conhecimento da carta por meio de pesquisadores do tema que tiveram contato com Robério, a prefeitura resolveu pagar uma passagem para a ida do pesquisador ao município, quando será realizada a entrega da carta.

"A carta deverá ficar exposta no salão dos grandes atos, no Palácio da Resistência, que era a casa do prefeito e hoje é a sede da prefeitura municipal. Infelizmente não teremos o espetáculo Chuva de Bala neste ano, mas temos um motivo de soltar fogos", considerou.

De acordo com o pesquisador e escritor Geraldo Maia, que é sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) e da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço - SBEC, a carta encontrada seria uma das quatro trocadas entre o grupo que estava com Lampião e o prefeito, ditada pelo cangaceiro e escrita pelo refém coronel Gurgel. Outra missiva foi escrita e assinada pelo próprio Lampião, também respondida pelo prefeito. Ninguém sabe o paradeiro da carta original de Lampião - apesar de haver cópias da original - nem o paradeiro da última resposta. 

Lampião (terceiro da esq. para a dir.) e seu grupo de cangaceiros — Foto: Divulgação/GESP/BBC

Invasão e resistência

Mossoró era uma cidade com pouco mais de 20 mil pessoas - uma cidade grande para a época, que tinha até uma agência do Banco do Brasil - a número 036. De acordo com os pesquisadores, bandos de cangaceiros geralmente não invadiam cidades deste porte. "Era uma coisa inimaginável", afirma Geraldo.

De acordo com os pesquisadores, um fazendeiro que acoitava cangaceiros em suas terras no Ceará, próximo à divisa com Mossoró, ordenou um ataque de Massilon, um cangaceiro que tinha um grupo pequeno, contra inimigos em Apodi, no interior do Rio Grande do Norte. O sucesso no saque à cidade teria despertado a cobiça por Mossoró. Dessa forma, os cangaceiros partiram para convencer Lampião, que não conhecia muito as terras do Rio Grande do Norte, a fazer um ataque conjunto também com o bando de Jararaca.

Ao todo, o grupo de cangaceiros tinha cerca de 80 pessoas. Ao saber das notícias que corriam pelo sertão, o prefeito começou a se preparar para defender o município. "A cidade tinha pouco policiamento, cerca de 10 soldados, então o prefeito se juntou aos comerciantes para fazer uma cota e mandar comprar armas e munições em Fortaleza. Elas ficaram armazenadas na prefeitura para o possível ataque", conta Geraldo.

Uma semana antes do ataque, o grupo com dezenas de cangaceiros entrou no Rio Grande do Norte pela região de Luis Gomes, no Alto Oeste, e arrasou oito municípios por onde passou, até chegar, no dia 12 de junho, a São Sebastião, onde hoje é a cidade de Governador Dix-Sept Rosado. Ainda de acordo com os historiadores, o telégrafo ainda conseguiu enviar uma mensagem a Mossoró, avisando do ataque.

Ao longo do dia, a cidade foi sendo esvaziada, com famílias pegando trem para deixar Mossoró e um grupo de resistência com mais de uma centena de homens começou a se preparar para o ataque. Segundo os estudiosos, era final da tarde do dia 13 quando o bando começou a percorrer as ruas vazias e começou uma trocou tiros durante cerca de duas horas com os moradores resistentes.

O bando acabou fugindo, deixando para trás homens feridos, como o cangaceiro Jararaca, que foi preso, morreu e foi sepultado em Mossoró. O prefeito, que tinha a saúde fragilizada, morreu meses após o ataque.

https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2020/06/02/93-anos-depois-carta-que-representa-resistencia-de-mossoro-ao-bando-do-cangaceiro-lampiao-e-encontrada.ghtml

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

A MORTE DE MANÉ MORENO, ÁREA E CRAVO ROXO NO COMBATE DO POÇO DA VOLTA

 Por José Mendes Pereira

Áurea, Cravo Roxo e Mané Moreno. - Quem legendou a foto equivocou-se. Gorgulho escapou desde combate.

O primeiro livro que li sobre cangaço foi "Lampião Além da Versão Mentiras e Mistérios de Angico", do famoso Alcino Alves Costa, e este, me foi indicado e emprestado pelo bancário e pesquisador do cangaço Chagas Nascimento, natural de Porto do Mangue, no Rio Grande do Norte, mas radicado por muitos anos em Mossoró. 
E o primeiro blog sobre este tema foi o Cariri Cangaço, do pesquisador Manoel Severo, e logo o Lampião Aceso do Kiko Monteiro, ambos indicados pelo Chagas Nascimento. Mas depois vieram outros, como o Tok de História do historiógrafo Rostand Medeiros, seguido do blog do escritor João de Sousa Lima, e o aparecimento do pesquisador Kydelmir Dantas e outros, e assim, tomei gosto ao tema, não tendo muito domínio, mas já tenho boas informações sobre ele registradas nas minhas páginas sociais e gravadas na minha mente.
O escritor Alcino Alves Costa diz no seu famoso livro que após ter assassinado o vaqueiro Antonio Canela nos Camarões, o cangaceiro Mané Moreno com o seu poderoso bando de marginais, tomam rumo a Porto da folha. Com o grupo está um jovem chamado Chiquinho de Aninha, sendo que este serviu para trazer os animais volta que os cangaceiros levaram consigo.
O bando faz parada em Jaramataia para descansar, e naquela localidade, trabalha um senhor conhecido por Pedro Miguel, sendo este pai do futuro cangaceiro Elétrico. A presença do grupo de cangaceiros ali, deixa Pedro Miguel chateado, e resolve procurar o proprietário da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica Cia", o afamado e perverso capitão Lampião, e faz sua queixa contra aqueles malfeitores, e dele, recebe apoio, prometendo-lhe que os cangaceiros não iriam mais atanazá-lo.
Mas mesmo assim, o cangaceiro aparece com os seus comandados, talvez ainda não havia sido encontrado pelo capitão para proibir a sua visita naquela região. E lá, permaneceu com os seus homens por alguns dias, e depois foram para Porto da Volta, na intenção de passarem o São João por lá.
O comandante de volante policial Odilon Flor está na região à procura de cangaceiros, e conversa com Pedro Miguel sobre paradeiros de malfeitores, e ele informa que os cangaceiros estão no Poço da Volta.
Leitor, vamos até o local do baile, mas ficaremos assistindo de longe.
Nessa região, um riacho passa entre Poço da Volta e Palestina. É na fazenda Palestina que está havendo um baile, e lá, os bandidos estão na maior farra, bebendo e dançando. Mané Moreno rodopia no salão com a sua amada Áurea; os outros aconchegam às mulheres, que não faltam no momento. A bebida é franca.
Na calada da noite e escura, Odilon Flor vem chegando ao forró. De longe, ele ouve os gritos dos festeiros, o fole ronca e demais instrumentos fazem a algazarra, divertindo os dançarinos, festa na base do candeeiro, que a luz avermelhada, faz com que a volante descubra o local do forró. A noite está mais para volante do que para cangaceiro. Os malfeitores brincam despreocupados, e a morte está por ali, só observa e imagina qual será a melhor maneira de ataque.
E sem muita dificuldade, a volante se aproxima, e de imediatamente coloca-se em posição de extermínio ao grupo. Escolhido o primeiro alvo, o casal de cangaceiros Mané Moreno e sua querida caem já sem vida. Os festeiros gritam em pânico e correm sem direção. Todos que querem sair o mais rápido possível daquele inferno.
O cangaceiro Gorgulho mesmo com a perna quebrada, consegue furar o cerco dos policiais, e se salva, e aos poucos, se arrastando, desaparece na escuridão da noite, sem nenhuma perseguição policial contra a ele.
Segundo o escritor Alcino Alves Costa os escritos afirmam que Gorgulho foi morto neste combate, mas na verdade, quem foi assassinado foi o cangaceiro Cravo Roxo. Gorgulho foi se tratar nos altos do Cajueiro, onde recebe a ajuda de Lisboa, um dos irmãos Félix. Quando se recuperou, deixou o cangaço e foi embora para a sua terra Salgado do Melão
Segundo a fonte "Lampião Além da Versão..." a cabeça do meio não é a de Gorgulho. É a de Cravo Roxo. Foto extraída do livro "Lampião entre a Espada e a Lei" Autor Sérgio Augusto de Souza Dantas
A vitória do policial Odilon Flor e seus comandados foi muito valiosa, agora era só tomar para si os pertences dos cangaceiros Mané Moreno, Cravo Roxo e Áurea.
O facínora Mané Moreno era primo legítimo dos cangaceiros Zé Baiano e Zé Sereno. Zé Sereno era primo carnal de Zé Baiano.
Fonte de pesquisa: Lampião Além da Versão Mentiras e Mistérios de Angico".