Seguidores

terça-feira, 1 de março de 2022

LIVRO DO JOÃO DE SOUSA LIMA

 

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=1826585200883749&notif_id=1643239062982060&notif_t=feedback_reaction_generic&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

VÍDEO

 Por Helton Araújo

https://www.youtube.com/watch?v=ZnfnSMCV2HQ&ab_channel=Canga%C3%A7oEterno

https://youtu.be/ZnfnSMCV2HQ

Pessoal não estou tendo tempo devido a problemas aqui no trabalho para produzir vídeos.

Sendo assim no vídeo de hoje contei com o apoio do amigo @Anderson Fatos Na História do Canal Fatos na História para produzir.

Quem poder pfv assistam.

Neste vídeo conto com o auxilio do amigo Anderson do canal Fatos na História, que nos apresenta mais um dos crimes cometidos por Lampião e seu bando.

Capítulo 01 : 0:20 Comunicado importante
Capítulo 02 : 1:30 O bem sucedido Macário
Capítulo 03 : 1:58 A chegada de Lampião e seu bando
Capítulo 04 : 2:32 O sequestro
Capítulo 05 : 3:04 O trágico fim de Aureliano
Capítulo 06 : 3:28 A maldade de Volta Seca
Capítulo 08 : 4:17 O resgate

Sigam o canal Fatos na História

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LAMPIÃO PERDEU O CHAPÉU PARA SE LIVRAR DE UMA SARAIVADA DE BALAS.

Depois do combate da Serra da Forquilha, em Vila Bela, Sinhô Pereira foi com o seu bando para casa de Neco Alves, na fazenda Taboleiro, fronteira do Estado da Paraiba, onde logo na chegada da propriedade, Lampião que ia com Levino e Antônio Ferreira na frente do grupo, para se livrar de uma saraivada de balas dos soldados, perdeu o chapéu.

A maior desmoralização, talvez, para um cangaceiro, era depois de um tiroteio, não importa porque motivo, aparecer com a cabeça descoberta.

Lampião, naquele dia, na chegada da casa de Neco Alves, com os " macacos" metendo-lhe bala, voltou para procurar o chapéu, sendo ferido, gravemente, por um balaço na virilha e outro no peito.

- Na hora ele saiu andando, mas não aguentou e caíu logo depois. Livino e Meia Noite o arrastaram para um lugar seguro, dentro do mato. Fizemos, então, um rancho, na fazenda dos Cosmos (gente humilde, mas minha amiga) e mandei chamar um médico conhecido da família, o Dr. Mota. Só viajamos 20 dias depois, quando foi possível Lampião andar.

Da série de entrevistas concedidas por Sinhô Pereira a Osvaldo Amorim e publicadas no Caderno B do Jornal do Brasil, a partir de 25/02/1969.

Fonte: VILA BELA, OS PEREIRAS E OUTRAS HISTÓRIAS.

De: Luís Wilson

https://www.facebook.com/groups/179428208932798

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

FILME

Por Adauto Silva

A Netflix anuncia nesta quinta-feira (24) mais uma produção nacional: a série de comédia O Cangaceiro do Futuro. Inspirada na história de Lampião (1898-1938), a produção vai mostrar ainda mais a diversidade brasileira nas telas. As gravações ocorreram no município de Quixadá, no Ceará, e terminaram em São Paulo. A trama tem previsão de estreia para o segundo semestre deste ano.

Protagonizada por Edmilson Filho, a série conta também com Chandelly Braz, Dudu Azevedo, Frank Menezes, Fábio Lago, Evaldo Macarrão, Haroldo Guimarães, Max Petterson, Valéria Vitoriano, Solange Teixeira e Carri Costa no elenco. A produção terá sete episódios de aproximadamente 30 minutos cada.

https://www.facebook.com/groups/179428208932798

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

OS FERIMENTOS DE ANTÔNIO FERREIRA NO BANDO DE SINHÔ PEREIRA

O cangaceiro Antônio Ferreira (irmão de Lampião) foi baleado duas vezes na época que esteve no bando de Sinhô Pereira. A primeira foi na fazenda Abóboras, do cel. Marçal Diniz, onde o cap. Zé Caetano e, entre outros, o tenente Ibraim, cercaram a casa da propriedade. Brigaram 5 horas e ali Antônio Ferreira foi ferido no braço e na coxa.

- Mas eles não aguentaram o tiroteio e deram o fora, conta Sinhô Pereira.

A segunda vez ocorreu em um combate no estado do Ceará, onde o major José Inácio do Barro, aparentado da família de Sinhô Pereira, havia arranjado uma encrenca com o Padre Lacerda, do Arraial do Coite, e o mandara chamar.

- Cercamos os cabras do Padre com 70 homens. Eles eram 50. O tiroteio começou cedo e durou até a tardinha. Ali eu perdi 4 homens, sendo 3 do major e um meu. Antônio Ferreira saiu outra vez ferido no braço. Antes de entrar para o meu grupo já havia sido ferido numa perna e na mão direita, onde tinha dois dedos que não mexiam. Depois que chegaram mais 15 ou 16 homens para o grupo deles, comandados pelo sargento Romão, nós demos o fora, pois não estávamos levando vantagem. Isso foi no dia 20 de janeiro de 1921.

Da série de entrevistas concedidas por Sinhô Pereira a Osvaldo Amorim e publicadas no Caderno B do Jornal do Brasil, a partir de 25/02/1969.

Fonte: VILA BELA, OS PEREIRAS E OUTRAS HISTÓRIAS.

De: Luís Wilson

Facebook página do José João Souza.

https://www.facebook.com/groups/179428208932798

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

A MORTE DO SARGENTO DELUZ - PARTE I

 Por José Mendes Pereira


Segundo o escritor Alcino Alves Costa escreveu em seu Livro “O Sertão de Lampião” que o verdadeiro assassino do cangaceiro Juriti o seu nome de batismo era Amâncio Ferreira da Silva, famoso caçador de cangaceiros que se têm informações era da polícia sergipana. Esta figura era pernambucana, com naturalidade duvidosa, porque uns afirmavam que ele era lá de São Bento do Una, enquanto outros diziam que o famoso e carrasco policial era da cidade de Gravatá. Ele nasceu no dia 11 de agosto de 10905. Mas o seu nome de batismo sempre ficou esquecido, porque desde criança era conhecido por Deluz, nome que o fez pessoa importante na região que sempre esteve prestando os seus serviços à polícia militar e ingressou na força logo muito jovem.

Com o banditismo tomando de conta dos sertões nordestinos matando, roubando, destruindo tudo que via pela frente, Deluz recebeu ordem para ir destacar no último porto navegável do baixo São Francisco, o minúsculo lugarejo da família Britto, lá no Canindé do São Francisco.

Ali, naquele tempo, o sertão no abandono, a coroa que reinava por lá era do velho guerreiro, destemido e sanguinário rei do cangaço o Lampião; e o jovem militar seguindo a missão de tantos outros do seu tempo, foi também incumbido para caçar cangaceiros, e iria enfrentar o poder do famoso e perverso Lampião.

Desde muito cedo que o Deluz demonstrava ser destemido e com isso, seu nome caiu na boca do povo como sendo um homem de muita coragem, e que nunca conheceu o significado da palavra medo, mas talvez carregasse consigo a pesada cruz, que era perseguir cangaceiros, homens que não tinham medo de ninguém e nem o que perderem. Após a chacina de Angico um dos seus divertimentos era procurar por todos os lugares ex-cangaceiros que sobraram da “Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia” para matar, assim aconteceu com o ex-facínora Juriti que soube que ele estava na fazenda Pedra D’água, na casa do seu amigo Rosalvo Marinho, e assim que tomou conhecimento, Deluz e seus capangas foram até lá para engaiolá-lo. Assim que o prenderam levaram-no para as matas, e lá, ele foi morto dentro de uma língua de fogo.

Uma das crueldades e gostosa que achava o Deluz era tirar ladrão da cadeia de Propriá e levar o infeliz para o Rio São Francisco e lá, amarrava-o a uma pedra e o jogava dentro das águas. O tempo foi passando e a sua fama de homem valente foi se espalhando por toda região do São Francisco. As mocinhas quando o via desfilando pelas ruazinhas do arruado ribeirinho se derretiam em dengos e desejos.

Diz o escritor Alcino Alves que um descendente dos Garra, e que foi uma das primeiras famílias de Poço Redondo deixou de morar no arruado de Cupira e China para fazer companhia a um tio paterno de nome João Grande morador da pequena povoação de Curituba, sendo esta de um senhor chamado João dos Santos, lugar localizado nas terras do Canindé do São Francisco. O rapz chamava-se João e era filho de Hipólito José dos Santos e dona Marinha Cardoso dos Santos que era chamada carinhosamente de Vevéia. Seus filhos eram: Germiniano, Joaquim, Chiquinho, José (Zé Hipólito), Antonio (Touca), Miguel, Manuel (Naninga), além de João o João Marinho; tinha ainda as irmãs Isabel (Iaiá), Maria, Antônia Rosa, Júlia Filomena e Francelina num total de quatorze irmãos descendentes daquela família lá das areias brancas de Poço Redondo.

O João Marinho dedica a sua vida nas terras de Canindé e parte para um compromisso sério com Maria, uma mocinha da conceituada família dos Gomes daquele pedaço de sertão sofrido. Noivam e se casam. O João Marinho resolveu ir trabalhar em uma das propriedades do coronel Chico Porfírio, na fazenda Brejo. O casal segue as tradições e os costumes da época, filhos e mais filhos foram nascendo. Hortêncio, Jonas, Zé Marinho, Angelina, Maria (Mariinha) Dalva e Santa.

João Marinho é um homem trabalhador, além dos filhos fazia planos para o futuro. Trabalhava com afinco e com dignidade, e viu os seus planos serem realizados, porque findou comprando a propriedade que morava., e com trabalhos, dedicação e coragem conseguiu fazer no Brejo uma das mais consideradas propriedade no imenso mundão de Canindé do São Francisco. O seu nome ficou respeitado no meio daquela gente como um vitorioso. Com as facilidades que a vida lhe deu dois dos seus irmãos (Chiquinho e Zé Hipólito) muda-se para Canindé, ali se casam. As sorteadas foram duas irmãs a Delfina e Anália.

O Chiquinho foi trabalhar como vaqueiro na Fazenda Rancho do Vale, de um conceituado Monteiro Santos, e o Zé Hipólito após vender a sua propriedade de nome Pindoba ao tenente João Maria da Serra Negra e faz nova moradia dando o nome de Vertente.

O João Marinho de Poço Redondo se tornou o patriarca daquela região. Seus filhos estão crescidos, e tanto os rapazes como as moças são desejados. Namorá-los é o desejo daquela juventude.

O Deluz começou a paquerar a Dalva e logo ficou apaixonado. O pai da Dalva o João Marinho ao saber do relacionamento da filha com o Deluz não ficou satisfeito. O João era um homem tranquilo, e não desejava aquele homem misturado na sua família, porque ele queria o melhor para sua filha. E geralmente, namoro termina em noivado, e com a continuação, será realizado casamento. E sem muita demora a Dalva casou-se com o temido sargento. Mas Deluz não estava muito satisfeito com o seu cônjuge, e três dias depois Deluz pôs a Dalva na frente e foi devolvê-la aos pais.

Uma grande desgraça! O que aconteceu que o sargento Deluz levou a esposa e a entregou aos pais?

Continuarei amanhã!

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

SINHÔ PEREIRA E AS VINGANÇAS FAMILIARES

 Por Rostand Medeiros


https://www.youtube.com/watch?v=MaN_lROPqnU&ab_channel=FatosnaHist%C3%B3ria-Canga%C3%A7oeNordeste

O pesquisador Rostand Medeiros fala sobre Sinhô Pereira, um dos pioneiros do Cangaço e seu ciclo de vinganças familiares, traçando um paralelo com outros chefes de bando, como Lampião.

Referências: "Sinhô Pereira: o Cangaço e o ciclo de vinganças familiares" Créditos: EBC na Rede Imagens da Vinheta: Benjamin Abrahão Botto

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

SARGENTO DELUZ - O ALGOZ DO CANGACEIRO JURITI

 Por Nordeste Fantástico

https://www.youtube.com/watch?v=U6GGlOKk-hU&ab_channel=NordesteFant%C3%A1stico

O vídeo trata-se de um resumo da história do Amâncio Ferreira da Silva, conhecido no mundo do cangaço por sargento Deluz. Nascido no dia 11 de agosto de 1905, este pernambucano ainda muito jovem foi para o Estado de Sergipe, indo prestar os seus serviços na polícia militar sergipana. Ficou muito conhecido por sua crueldade e por ser algoz do cangaceiro Juriti.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ZERO CARNAVAL

 Clerisvaldo B. Chagas, 1 de março de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.667


 

A proibição de Carnaval este ano, pareceu uma justa homenagem às vítimas de Covid no Brasil e às vítimas da invasão na Ucrânia. Mas, independentemente disso, o que encontramos em Santana do Ipanema nestes dias de folia foram ruas desertas e pequenos grupos de pessoas, esporadicamente bebendo defronte às suas residências.  Um silêncio absoluto nas avenidas semelhante aos antigos dias de finados. Para quem gosta de Carnaval em Santana, deve haver ainda a recordação de um homem que brincava o Carnaval sozinho. Chamava atenção porque além de ter sido interventor, era comerciante e fazendeiro. Nunca participava de bloco algum. Com apenas uma dessas máscaras finas e simples compradas em lojas, perambulava rua acima, rua abaixo, sem nenhum outro aparato, fora a máscara fina, que pudesse disfarçá-lo.

Firmino Falcão Filho, o seu Nouzinho, na época, proprietário da Sorveteria Pinguim, parecia antecipar o presente Carnaval da COVID 19. Um Carnaval solitário, pessoal, intimamente ligado as entranhas do eterno brincante. Se o prezado leitor quer saber sobre aquelas turmas de santanenses que deixavam Santana em direção a Pão de Açúcar ou Piranhas, não sabemos responder. O Carnaval está proibido em Alagoas confirmado por vários municípios. Seria um correr sem graça para outros lugares. Assim os que não pulam no reinado de Momo, repetem a mesma cena de outros tampos, sentam na esquina do antigo Hotel Central, em pleno Comércio, para apreciarem bandos e blocos que não passam mais. Restam apenas as fofocas que não são exclusividade das mulheres.

Saudade dos homens:

 

Você pensa que cachaça é água

Cachaça não é água, não

Cachaça vem do alambique

E água vem do ribeirão.

 

Paródia das mulheres:

 

Você pensa que babado é bico

Babado não é bico, não

Babado se bota em vestido

E bico em combinação...

 

Tempos de incertezas e melancolia.

Só Deus na causa.

CARNAVAL EM SANTANA DO IPANEMA (FOTO: B. CHAGAS).


http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2022/02/zerocarnaval-clerisvaldob.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

AS AMANTES DO CANGAÇO

Por Yuno Silva - Repórter

A primeira é Adília que era companheira de Canário - sergipana Ilda Ribeiro da Silva (A direita na foto) entrou para a história como a cangaceira Sila.

A imagem de Maria Bonita combatendo de igual para igual ao lado de Lampião pode não passar de ficção. Coisa de cinema. “Nos filmes vemos as mulheres do cangaço pegando em armas e guerreando, quando, na realidade, desempenhavam o papel de amantes. Eram a elite do bando: ficavam nos acampamentos e não tinham que se preocupar em fazer a comida ou lavar roupa. Passavam o tempo bordando a estética do cangaço”, defende Geraldo Maia do Nascimento, economista de formação, escritor e pesquisador da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço sediada em Mossoró.

A tese de Geraldo, exposta no livro “Amantes Guerreiras” (Sebo Vermelho Edições, R$ 30), busca embasamento em relatos reais de ex-cangaceiras, depoimentos somados a muita pesquisa e testemunhos de parentes e pessoas que viveram o período.

“Estou envolvido nesses estudos há mais de 15 anos, gravando entrevistas, consultando outros livros e cruzando informações. Conversei com a ex-cangaceira Sila (1919-2005), quando ela esteve aqui em Mossoró. Ela foi esposa de Zé Sereno, era confidente de Maria Bonita, e confirmou tudo o que está no livro”, garante o pesquisador, que também coletou depoimentos de senhoras, com idade entre 98 e 105 anos, em Paulo Afonso (BA).

“Amantes Guerreiras” será um dos três lançamentos que o Sebo Vermelho promove durante a programação do Festival Literário da Pipa – Flipipa, que acontece entre 6 e 8 de agosto na famosa praia do litoral Sul.

Os outros dois títulos são o inédito “A Ressuscitada”, de Francisco Galvão, que trata da presença holandesa no litoral sul do RN e das atividades da família Albuquerque Maranhão em Canguaretama; e uma reedição de “Memória Viva de Chico Antônio”, do professor Carlos Lira, que chegou a ser lançado em 2003 pela EDUFRN mas está esgotado. O livro sobre o coquista foi ampliado com fotos mais texto de apresentação assinado por Mário de Andrade, originalmente publicado em 1929 no jornal A República.

Passado desconhecido
“Amantes Guerreiras” é dividida em duas partes: na primeira metade Geraldo traz toda a história sobre o papel da mulher no cangaço, enquanto na segunda apresenta perfis (muitos com fotos) de 95 mulheres que se envolveram com o cangaço entre 1930 e 1940. “O livro está mais focado no período de Lampião, com a entrada de Maria Bonita”.

A publicação é desdobramento de uma palestra sobre o papel da mulher no cangaço, e teve uma primeira edição resumida, já esgotada, que saiu em 2001 pela Coleção Mossoroense (Fundação Vingt-Un Rosado), com 25 perfis.

Obviamente as cangaceiras não eram dondocas, fazer parte do bando e viver de forma nômade no meio de constantes conflitos não era para qualquer uma. Tinham que ser guerreiras, apesar de poupadas na hora de encarar a frente de batalha. Sem falar que não havia lugar para solteiras nem viúvas: se o companheiro morresse em batalha, não tinham tempo de chorar a perda. “Tinham logo que escolher um outro marido para permanecer no grupo”, disse Maia.

O pesquisador ressalta que as ex-cangaceiras passaram muitos anos, décadas, escondendo essas histórias. “Nem a família conhecia o passado dessas mulheres, muitos filhos e netos ficaram sabendo no leito de morte delas. Demorou muito até perderem o medo de serem presas, apesar do Governo ter anistiado todos do cangaço na época, por isso muita coisa se perdeu e há muito o que se descobrir ainda”.

Pesquisa permanente
Geraldo Maia do Nascimento contou que os membros da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço estão sempre viajando, em busca de alguém ainda vivo: “Um policial que participou de alguma volante, um coronel, um ex-cangaceiro”. Ele disse que muitos cangaceiros que escaparam foram morar no Sul e Sudeste, principalmente em São Paulo, onde o dentista, escritor e pesquisador Antônio Amaury Corrêa de Araújo fez o primeiro levantamento sobre o papel das mulheres no cangaço.

“Amaury foi pioneiro no tema, publicou ‘Lampião - As mulheres e o cangaço’ (Traço Editora, 2012), teve contato com uma ex-cangaceira e conseguiu chegar a outras. Foi uma das minhas fontes, e fiz questão de incluir todas as referências no livro para não deixar dúvidas”, finaliza Maia.

http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/as-amantes-do-cangaa-o/319989

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

MOSSORÓ RESISTIU AO BANDO DE LAMPIÃO

  Por: Elisonaldo Câmara


Mossoró é conhecida como a única cidade do Nordeste a expulsar Lampião com o seu bando sem a ajuda das forças militares e unicamente com a coragem e a participação do povo da cidade que se armaram e abateu um dos mais importantes bandos do cangaço do Nordeste, a cidade era uma das mais prósperas cidades do Rio Grande do Norte.

O coronel Rodolfo Fernandes, o prefeito, já havia alertado, nos últimos dias, sobre o perigo do ataque do rei do cangaço ao município, Lampião tinha 53 cangaceiros no seu bando. Não imaginava, porém, que iria enfrentar pelo menos 150 homens armados na defesa da cidade.

Dia 13 de Junho de 1927, após dizer não a Lampião, que cobrou 400 contos de reis  para não invadir a cidade, começava um tiroteio entre moradores da cidade e os cangaceiros, que se dividiram em 03, forçando a cidade a levantar várias trincheiras, sendo as principais: 

telescope.blog.uol.com.br

a Estação Ferroviária, hoje uma casa de cultura; 


a sede da prefeitura, hoje Palácio da Resistência e a trincheira no Campanário da Capela de São Vicente de Paula, que Lampião denominou de “Igreja da Bunda Redonda”.

http://telescope.blog.uol.com.br/arch2010-09-01_2010-09-30.html

No ataque, o bando perdeu importantes cabras, outros foram capturados e presos, Colchete teve parte do crânio esfacelado por balas, e Jararaca, depois de capturado, foi praticamente enterrado vivo. 
Adendo: 

"Apenas um cangaceiro foi morto no momento da tentativa de invasão à Mossoró pelos cangaceiros, e foi preso o cangaceiro Jararaca, mas a prisão foi feita no dia seguinte, e foi covardemente assassinado na noite do dia 19 de Junho de 1927, mais ou menos às 11horas". 
Acesse o site abaixo para você conhecer melhor a história 
sobre a morte do cangaceiro Jararaca - 
http://www.blogdogemaia.com/geral.php?id=665

Em menos de uma hora após o início da luta, o capitão do sertão como era conhecido,  sentiu que dominar a cidade seria praticamente impossível. Ordenou então a retirada da tropa, para evitar a perda de mais homens e não manchar ainda mais sua reputação. Deveria ter pensado duas vezes antes de tentar invadir e ser expulso de forma humilhante, assim historicamente a cidade ligou seu nome ao famoso personagem Virgulino Ferreira da Silva, Lampião, a exemplo de Juazeiro do Norte, que jamais ousou invadir, pois temia Padre Cícero com seu poder religioso e político.


O mito do Lampião invencível caíra por terra, o que reanimou a força policial, que passou a enfrentar o rei do cangaço com menos temor. Era o começo do declínio da carreira de Virgulino. Por causa do desastre no Rio Grande do Norte, as deserções no grupo foram consideráveis. Mossoró, cidade conhecida por marcas pioneiras (como quando foi o primeiro município brasileiro a admitir o voto feminino, em 1934), passaria também à história por esse acontecimento que assombrou todo o Nordeste. Até hoje, os filhos daquela terra se orgulham do feito de braveza ao contar que seus antepassados “botaram Lampião para correr”. Os inimigos do cangaceiro, entretanto, ainda teriam que esperar mais 11 anos pela morte do capitão, assassinado somente em 1938, na chacina da gruta de Angicos, em Sergipe.

http://elisonaldohistoria.blogspot.com.br/2013/09/mossoro-restiu-ao-bando-de-lampiao.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MOSSORÓ RESISTIU AO BANDO DE LAMPIÃO.

 Por: Elisonaldo Câmara


Mossoró é conhecida como a única cidade do Nordeste a expulsar Lampião com o seu bando sem a ajuda das forças militares e unicamente com a coragem e a participação do povo da cidade que se armaram e abateu um dos mais importantes bandos do cangaço do Nordeste, a cidade era uma das mais prósperas cidades do Rio Grande do Norte.

O coronel Rodolfo Fernandes, o prefeito, já havia alertado, nos últimos dias, sobre o perigo do ataque do rei do cangaço ao município, Lampião tinha 53 cangaceiros no seu bando. Não imaginava, porém, que iria enfrentar pelo menos 150 homens armados na defesa da cidade.

Dia 13 de Junho de 1927, após dizer não a Lampião, que cobrou 400 contos de reis  para não invadir a cidade, começava um tiroteio entre moradores da cidade e os cangaceiros, que se dividiram em 03, forçando a cidade a levantar várias trincheiras, sendo as principais: 

telescope.blog.uol.com.br

a Estação Ferroviária, hoje uma casa de cultura; 


a sede da prefeitura, hoje Palácio da Resistência e a trincheira no Campanário da Capela de São Vicente de Paula, que Lampião denominou de “Igreja da Bunda Redonda”.

http://telescope.blog.uol.com.br/arch2010-09-01_2010-09-30.html

No ataque, o bando perdeu importantes cabras, outros foram capturados e presos, Colchete teve parte do crânio esfacelado por balas, e Jararaca, depois de capturado, foi praticamente enterrado vivo. 
Adendo: 

"Apenas um cangaceiro foi morto no momento da tentativa de invasão à Mossoró pelos cangaceiros, e foi preso o cangaceiro Jararaca, mas a prisão foi feita no dia seguinte, e foi covardemente assassinado na noite do dia 19 de Junho de 1927, mais ou menos às 11horas". 
Acesse o site abaixo para você conhecer melhor a história 
sobre a morte do cangaceiro Jararaca - 
http://www.blogdogemaia.com/geral.php?id=665

Em menos de uma hora após o início da luta, o capitão do sertão como era conhecido,  sentiu que dominar a cidade seria praticamente impossível. Ordenou então a retirada da tropa, para evitar a perda de mais homens e não manchar ainda mais sua reputação. Deveria ter pensado duas vezes antes de tentar invadir e ser expulso de forma humilhante, assim historicamente a cidade ligou seu nome ao famoso personagem Virgulino Ferreira da Silva, Lampião, a exemplo de Juazeiro do Norte, que jamais ousou invadir, pois temia Padre Cícero com seu poder religioso e político.


O mito do Lampião invencível caíra por terra, o que reanimou a força policial, que passou a enfrentar o rei do cangaço com menos temor. Era o começo do declínio da carreira de Virgulino. Por causa do desastre no Rio Grande do Norte, as deserções no grupo foram consideráveis. Mossoró, cidade conhecida por marcas pioneiras (como quando foi o primeiro município brasileiro a admitir o voto feminino, em 1934), passaria também à história por esse acontecimento que assombrou todo o Nordeste. Até hoje, os filhos daquela terra se orgulham do feito de braveza ao contar que seus antepassados “botaram Lampião para correr”. Os inimigos do cangaceiro, entretanto, ainda teriam que esperar mais 11 anos pela morte do capitão, assassinado somente em 1938, na chacina da gruta de Angicos, em Sergipe.

http://elisonaldohistoria.blogspot.com.br/2013/09/mossoro-restiu-ao-bando-de-lampiao.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

A PERSPICÁCIA E A SINCERIDADE DA PRINCESA ISABEL DURANTE A ÚLTIMA REGÊNCIA (*)

 

A Princesa Imperial Regente do Brasil, Dona Isabel de Bragança, insistia com o Presidente do Conselho de Ministros, Barão de Cotegipe, para que o Governo assumisse uma posição mais decidida na questão da Abolição, sem o que sua força moral cada vez mais se perdia.

Cotegipe aconselhou Dona Isabel a manter-se neutra, “como a Rainha Vitória”, em uma disputa que dividia tão profundamente o Partido Conservador e o Partido Liberal.

A Princesa, entretanto, retorquiu:
– Mas eu tenho o direito de manifestar-me, e a Rainha Vitória é justamente acusada por sua neutralidade, prejudicial aos interesses da Inglaterra.

(*) Publicado originalmente no Facebook da Pró Monarquia. Fonte:Leopoldo Bibiano Xavier no livro "Revivendo o Brasil-Império". 1º edição. São Paulo: Artpress, 1991, p. 165.

http://blogdocrato.blogspot.com/2022/02/a-perspicacia-e-sinceridade-da-princesa.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

 


A HISTÓRIA DO CASSACO ZÉ BENTO

Benedito Vasconcelos Mendes

Engenheiro Agrônomo, Mestre e Doutor. Professor Aposentado da UFERSA e da UERN. Membro Efetivo da Academia Norte-rio-grandense de Letras.

Zé Bento com sua mulher Raimunda e seus 8 filhos viviam em uma casinha de taipa, coberta com palhas de carnaúba, construída em uma nesga de terra que tinha sido desapropriada para a construção do Açude Forquilha, localizada na extrema da montante do referido açude. O Açude Forquilha situa-se ao lado da cidade de Forquilha, na Zona Norte do Ceará. Este trabalhador sustentava sua família exercendo as três profissões que todo sertanejo possui: agricultor, pescador e caçador. Ele, sua mulher e todos os filhos eram analfabetos, porém trabalhadores e sem vícios. O casal vivia para trabalhar para dar comida a sua numerosa prole. Não bebia, não fumava e não jogava baralho nem bozó. Seu trabalho árduo, de sol a sol, só dava mesmo para comprar a comida, pois viviam maltrapilhos e descalços. Sua casinha, muito simples, nem mesa tinha, pois, a família comia sobre uma esteira de palha de carnaúba estendida no chão da cozinha. Apesar da pobreza da família, Zé Bento e sua mulher Raimunda viviam felizes, conformados com sua miséria material, que segundo ele era a vontade de Deus. O peixe (curimatã, piau, traíra, cangati, piranha vermelha e mais alguns peixes nativos do sertão semiárido), a carne de caça (preá, mocó, tejo, tatu-peba, tatu- galinha, avoante, marreca-viuvinha, marreca-verdadeira, pato selvagem, veado-catingueiro, tamanduá e outros animais da caatinga) e o feijão de corda, batata-doce e jerimum, cultivados na vazante do açude Forquilha, não faltavam na alimentação da família, pois Zé Bento era muito trabalhador e sempre estava caçando, pescando e cuidando da sua pequena plantação de vazante. Os filhos não estudavam por falta de escola na redondeza do local onde morava. A família ia levando a vida como Deus queria, conforme suas próprias palavras. Eles não possuíam móveis nem roupas, mas o pouco que vendia do que excedia da sua agricultura de subsistência dava para comprar redes de dormir e uma peça de roupa para cada membro da família, por ocasião do Natal, que eles passavam na casa de parentes na cidade de Sobral. A família só se ausentava de sua casa uma vez por ano para ir à Sobral na véspera do Natal, para assistir à Missa do Galo na Igreja da Sé de Sobral, oportunidade em que comprava redes e roupas para usar durante o ano seguinte.

O casal era dotado de fé religiosa extremada e de muito misticismo. Tinha um pequeno oratório com imagens de gesso do Padre Cícero, Frei Damião, Beato Antônio Conselheiro e de São José, garantidor das chuvas anuais. Aos trancos e barrancos, a família ia levando a vida, até a vinda da terrível seca de 1958, que impediu que Zé Bento encontrasse peixe e caça para matar e que tivesse condições de fazer cultura de vazante no Açude Forquilha, quase seco.

Quando o DNOCS - Departamento Nacional de Obras Contra as Secas abriu uma frente de trabalho na Fazenda Aracati, para construir, em parceria com meu avô, um açude, fornecendo 74 cassacos pagos pelo DNOCS, durante 8 meses, o agricultor Zé Bento alistou-se na referida frente de serviço. Uma cena inesperada, grotesca, foi a chegada daquela família desvalida, no pico do meio dia, descendo da caçamba de ferro de um caminhão de carregar terra. A família, viajando sob um sol escaldante numa estrada carroçal poeirenta e sobre a chapa de ferro quente da caçamba, ficou aliviada quando o caminhão chegou na Fazenda Aracati e eles puderam pular, um a um, de cima da carroceria. Nem animais são transportados assim, no sol, levando poeira quente, em cima de uma caçamba de ferro escaldante. A presença de Zé Bento naquela frente de serviço, aberta para dar trabalho e renda aos flagelados da grande seca de 1958, chamou a atenção de todos, pois foi o único trabalhador que chegou com toda a família e se arranchou debaixo de um pé de oiticica, na beira do Rio Aracatiaçu. Geralmente, os cassacos não levavam a família para o local de trabalho.

Dava pena se ver a tristeza e o aspecto físico daquela família. Caquéticos, pálidos, empoeirados, sem forças e exibindo uma profunda tristeza e intensa fome convenciam pelo fenótipo qualquer pessoa da necessidade de ajudá-los. Zé Bento, sua mulher Raimunda e os 8 filhos famintos, desnutridos, de cabelos ruivos de tanta poeira da piçarra da estrada carroçal e maltrapilhos sensibilizaram o meu avô, que passou a fornecer alimentos, não somente para o cassaco Zé Bento, alistado na Frente de Serviço, mas para toda a sua família. Meu avô chorou ao assistir a cena animalesca de alegria das crianças ao receber o primeiro prato de comida. Avançaram todos, de uma só vez, sobre a comida, derramando-a sobre o chão da sombra da oiticica. Para impor ordem, meu avô foi enérgico e improvisou uma fila para receber o prato de feijão chumbinho (Feijão Preto), com farinha de mandioca, jabá e rapadura, que foi engolido sofregamente, quase sem mastigar, pelas crianças e adolescentes. Minha avó mandou desocupar uma parte de um galpão, que servia de armazém de ração para o gado, e transferiu a família da sombra da oiticica para o armazém de alvenaria, coberto de telhas. Logo, a família passou a morar com mais dignidade, com latrina a céu aberto, local para banho, potes com água de beber, local para armar as redes nos caibros da coberta, cuias, cuités, gamelas, cochos, bancos de estirpe de carnaubeira, mesa de pau-branco e cadeiras com tampo de couro cru de boi. Sendo homem trabalhador, honesto e de boa índole, com pouco tempo, Zé Bento conquistou a simpatia do meu avô e foi ser vaqueiro da Fazenda Aracati e de lá nunca mais saiu. As secas catastróficas que se abatem sobre o sertão nordestino são realidades cruéis, que transformam homens fortes, determinados e trabalhadores em miseráveis. A fome, a sede e as doenças, especialmente a varíola, a catapora e o cólera, definhavam e matavam o corajoso, destemido e forte sertanejo.

 https://www.facebook.com/benedito.vasconcelosmendes

http://blogdomendesemendes.blogspot.com