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sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

LAMPIÃO MANDA EXECUTAR O CANGACEIRO VULCÃO - O DESERTOR

 Por No Rastro do Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=6ZFjOgOOowc&ab_channel=NoRastroDoCanga%C3%A7o

Lampião, o Rei do Cangaço, não admitia traição no Bando. Era implacável com delatores, covardes e traidores. O cangaceiro Baiano, de alcunha Vulcão, decidiu abandonar o Cangaço sem permissão de Virgulino Ferreira, e aí foi sua perdição. O chefe cangaceiro determinou que o desertor fosse cassado e exterminado sem dó nem piedade. Temas relacionados: Sertão Nordestino, Lampião e Maria Bonita, Grota de Angico, Contos do cangaço no sertão, cangaço Lampiônico, Cangaceiros de Lampião, cabras de Lampião, História Nordestina, Literatura do Sertão Brasileiro, Crime de castração, história do eunuco, lampião a raposa das caatingas, o governador do sertão, lampião mata inocente, crimes de Lampião, lampião herói ou bandido, Volantes Policiais no cangaço, volante policial Nazarenos, Volante Zé Rufino, Volante Mané Neto, Padre Cícero, Rota do cangaço, cangaceiro Corisco, cangaceiro Moreno, Cangaceiro Zé Baiano, cangaceiro Gato, histórias e contos, filmes completos, canais de cangaço, A morte do cangaceiro Corisco. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações. #NoRastroDoCangaço Vejam também: https://youtu.be/wNDApE3TrZM https://youtu.be/tgf4si5I1JA https://youtu.be/-k97ZJrLfGU https://youtu.be/IBZIHaYYYKM https://youtu.be/x8tq9kmNO-0 https://youtu.be/7iPTUnsvg1o https://youtu.be/JuQN2Di42yU https://youtu.be/dLrSXQWW52g https://youtu.be/dqh_yrCt1wU https://youtu.be/MpjZbbRLf28 UM FORTE ABRAÇO!

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LAMPIÃO FOI À MISSA | O CANGAÇO NA LITERATURA | #314

Por O Cangaço na Literatura
https://www.youtube.com/watch?v=76aGapiaXJU&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

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25 TERRÍVEIS CRIMES NO CANGAÇO

 Por Cangaço Eterno

https://www.youtube.com/watch?v=Nj4-P2eroh8&t=179s&ab_channel=Canga%C3%A7oEterno

Neste vídeo apresento em ordem cronológica 25 terríveis CRIMES que aconteceram no decorrer da triste e sangrenta história do cangaço. Muitas delas bem conhecidas outras. em tanto.

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SARGENTO ELIAS - CORISCO E ANGICO

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=zYBxbFaYAWU&list=RDCMUCG8-uR9AwvjAzQddbT3t3fg&index=6&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Quer ajudar nosso canal? Nossa chave Pix é o e-mail: narotadocangaco@gmail.com Sargento Elias fala um pouco sobre Corisco e Angico.

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A BARBÁRIE DE GATO AO MATAR 7 INOCENTES.

Por Aderbal Nogueira 

https://www.youtube.com/watch?v=dzOVSZ6aF-s&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Nossa expedição está se dirigindo ao local onde se deu início à tragédia do Couro. Seja membro deste canal e ganhe benefícios: https://www.youtube.com/channel/UCG8-... Link desse vídeo: https://youtu.be/dzOVSZ6aF-s

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

CANGACEIROS ANTÔNIO DOS SANTOS O CÉLEBRE "VOLTA SECA"...

... um dos mais polêmicos cangaceiros de toda a história do cangaço.

Filho de Manoel Antônio dos Santos e Arminda Maria dos Santos, nascendo no dia 18 de março de 1918. Era sergipano de Saco Torto, município de Itabaiana/SE. Primeiramente foi apelidado de Antônio da Pinta e depois de Bosta Seca. Juntou-se ao grupo de Lampião nos fins de 1928, quando ele estava reestruturando o bando na Bahia. Foi um dos mais selvagens cangaceiros que se tem notícia. Iniciou sua vida de cangaceiro com apenas onze anos de idade, porque matou um Soldado que tinha violentado uma irmã sua (É uma das versões).

Gostava de “Pepinar” suas vítimas com a ponta do punhal. Estuprou várias mulheres. Deu cabo, sem qualquer motivo, de uma dezena de sertanejos, sem contar os que caíram sob suas balas em combate.

- Estava no bando de Lampião que, no dia 19 de abril de 1929, visitou o povoado de Poço Redondo/SE.

Estava no bando que, no dia 21 de abril, invadiu o Saco do Ribeiro (Ribeirópolis), praticando algumas arruaças, espancamentos e extorsões.

- Participou do combate com a Volante baiana, do Tenente Manoel Campos de Menezes, em Pinhão/SE, em 22 de abril de 1929, onde Lampião e Luiz Pedro ficaram deridos.

- Em 30 de junho de 1929, participa do ataque e incêndio da Estação Ferroviária de Itumirim, município de Jaguarari/BA.

- Ao amanhecer de 04 de julho, sob o comando de Lampião. Participou do ataque à Vila de Brejão da Caatinga ou Brejão de Dentro, atualmente município de Campo Formoso/BA, surpreendendo e matando 04 Soldados e um Cabo sem dar-lhes nenhuma oportunidade de defesa.

- Participou dos ataques aos povoados de Santa Rosa de Lima, município de Jaguarari/BA, e Canoas, município de Senhor do Bonfim/BA, em 27 de setembro de 1929, onde cometeram saques, agressões, extorsões e depredações.

- Em 25 de novembro de 1929, participou das visitas ao distrito de Nossa Senhora das Dores, município de Capela/SE, onde extorquiram comerciantes e populares, depois partindo para Capela/SE, onde permaneceram várias horas na cidade, visitando comerciantes, salão de bilhar e prostíbulo, pagando setenta mil Réis à prostituta que lhe atendeu e extorquiram a quantia de seis Contos de Réis da população.

- Em 27 de novembro de 1929 integrava o grupo que estava na Fazenda Jaramataia, município de Gararu/SE

- Participou do massacre à Queimadas/BA, em 22 de dezembro de 1929. Quando foram mortos sete Soldados do destacamento local.

- Participou do assalto à Mirandela, distrito de Pombal/BA (Atual Ribeira do Pombal/BA), no dia 25 de dezembro de 1929.

- Participou do ataque à Aquidabã/SE em outubro de 1930.

- Participou do ataque à Floresta/PE, em 26 de novembro de 1930, fazendo parte de um grupo de aproximadamente 20 cangaceiros, quando mataram e degolaram vários inimigos de Lampião, extorquiram fazendeiros e praticando depredações.

- Participou do tiroteio na fazenda Umbuzeiro do Touro, município de Paulo Afonso/BA, no dia 24 de abril de 1931, quando morreu o cangaceiro Ponto Fino II (Ezequiel Ferreira). Neste combate a polícia perdeu aproximadamente treze praças, inclusive o Tenente Leonelino Rocha, além de outros seis que foram feridos.

- Logo após violento combate na Fazenda Maranduba, em Sergipe, no dia 09 de janeiro de 1932, do qual participou, desertou do grupo porque tinha tido uma discussão com Lampião e este havia lhe prometido uma surra.

Poucos dias depois, no dia 18 de fevereiro, foi capturado, na Fazenda Lagoa da Onça, próximo à Santo Antônio da Glória/BA pelos irmãos Adão e Roxo, juntamente com sua companheira Bidia.

Após ter sido julgado por seus crimes, foi condenado a uma pena de 145 anos de prisão. Por causa da sua pouca idade, teve sua pena comutada para trinta anos, dos quais cumpriu vinte. Em 1954, foi perdoado pelo Presidente Getúlio Vargas. Aposentou como funcionário da Rede Ferroviária (Leopoldina). Através de seus depoimentos – ele sempre gostou de dar entrevistas – foram reveladas muitas particularidades dos cangaceiros e muitos segredos do cangaço.

Faleceu aos 97 anos de idade de causas naturais na cidade mineira de Leopoldina, onde residia com sua família. Está sepultado na cidade mineira de Estrela Dalva.

Fonte das informações: Livro Cangaceiros de Lampião de A a Z de Bismarck Martins de Oliveira

Adendo: Geraldo Antônio de Souza Júnior


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ONTEM (05/08/2021) FOI DIA DE VISITAR O VELHO AMIGO JOÃO ANTAS O "SULTÃO DE PATOS DE IRERÊ"...

 ... e de fazer uma pesquisa campal pela região de Patos de Irerê (São José de Princesa/Paraíba), onde tive a oportunidade de vasculhar cada palmo de terra da histórica Fazenda Pedra, que no passado pertenceu a Laurindo Diniz, irmão do Major Floro Diniz pai de Xanduzinha de Marcolino e ex-prefeito de Triunfo/PE, onde supostamente Lampião e seu bando teriam sido fotografados por Genésio Gonçalves de Lima (Fotos em anexo), durante o segundo semestre do ano de 1922, pouco tempo após assumir a liderança do bando deixado por Sinhô Pereira (Sebastião Pereira e Silva).

Espero em um curto espaço de tempo voltar novamente a região para coletar maiores informações e tentar também resgatar partes da história desse importante personagem histórico chamado Luiz do Triângulo, que participou de inúmeros eventos ligados ao cangaço e a Guerra de Princesa. Um homem que entrou para a história cangaceira e paraibana devido a sua valentia e aos seus feitos e que ainda não teve o devido reconhecimento histórico.

Para um melhor entendimento deixo as fotografias abaixo:

01 - Capela São Sebastião (Patos de Irerê - São José de Princesa/PB), local onde está sepultado o famoso casal Marcolino e Xanduzinha.

02 - João Antas - Memorialista (Patos de Irerê).

03 - Casa sede da Fazenda Pedra.

04 - Casa que pertenceu a Luiz do Triângulo.

05 - Na porta uma tataraneta de Luiz do Triângulo.

06 - Detalhes dos batentes (Degraus) em pedra da calçada da casa que pertenceu a Luiz do Triângulo.

07 - Uma das fotografias que foram registradas por Genésio Gonçalves de Lima na Fazenda Pedra. A frente Lampião (Esquerda) e Antônio Ferreira (Direita). Atrás está Livino Ferreira (Esquerda) e Antônio Rosa "Toinho do Gelo" (Direita).

08- Outro registro do bando de Lampião na Fazenda Pedra (1922).

Espero ter colaborado.

Atenciosamente:
Geraldo Antônio De Souza Júnior








https://cangacologia.blogspot.com/2021/08/ontem-05082021-foi-dia-de-visitar-o.html

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MARIA FRANCISCA DA NATIVIDADE.

 Filhas de Zé Calú a época proprietário da Fazenda Melâncias no município pernambucano de Flores, que foi torturado por Lampião e bando no ano de 1925.

Maria Calú "Maria Francisca da Natividade" (Foto 01) e Leobina Calú (Foto 02).




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O CROQUE DE PELÉ

 Clerisvaldo B. Chagas, 5 de janeiro de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.824

Ainda quando rapaz, o Santos foi convidado para jogar em Maceió. Não dá para lembrar bem agora, mas parece que foi na inauguração do estádio do CRB, na Pajuçara, porém, o jogo foi com o Regatas Brasil e se não me engano, começou a partida ganhando de 1 x 0. Esse jogo também seria uma homenagem ao rei que estava no auge da sua carreira. Entretanto, com o placar à frente, os torcedores começaram a vaiar o Santos. No segundo tempo, o Santos retornou disposto a cobrir as vaias e meteu 6 x 1 no CRB “mode saber respeitar o visitante”. Essa goleada sofrida pelo time de Maceió, foi apelidada por “Sofia”. Até hoje o maceioense nunca se esqueceu da famosa Sofia em Alagoas.

Durante o jogo, um zagueiro batia muito em Pelé. Isso ia irritando o rei que arquitetou uma vingança à altura, já que o juiz não tomava providências mais severas. E assim aconteceu. Pelé aguardou até conseguir a oportunidade da vingança. Em uma bola alta vinda em sua direção e que foi dividida com o citado zagueiro, Pelé saltou muito alto e o zagueiro tentou tirar a bola de cabeça. Nesse momento, o rei Pelé, escondendo o braço para o juiz não vê, deu um tremendo croque na cabeça do zagueiro, vingando-se e dando lição que não se deve mexer com serpente. Os torcedores viram, porém, o juiz não.

Final de jogo, o Santos deixou a capital alagoana debaixo de muitos aplausos assim como chegara.  Ficou imortalizada a Sofia dos 6 X 1 e o croque de Pelé.

Não fomos ao enterro do rei, mas estamos aqui contando uma das suas milhares de ações pelo globo terrestre. É bem merecido o título no estádio público de Rei Pelé. Nos últimos tempos, devido ao entusiasmo de alguns, com o sucesso da jogadora Marta, sugeriram trocar o nome do estádio para o da jogadora. Um disparate! Bem que Marta merece ser homenageada com uma obra gigantesca, então, os entusiastas construam essa obra gigante e ponham o seu nome, não retirar a homenagem de outrem, em troca de uma recente, coisas de políticos analfabetos, sem noção de ética e cultura de um povo. Fica aqui, portanto registrado a Sofia do Santos e o Croque de Pelé, para os pesquisadores das coisas do futebol.

Ê “caboco véi!”

 Rapadura é doce, mas não é mole não”.

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2023/01/ocroque-de-pele-clerisvaldob.html

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

MEU AVÔ ANTÔNIO TOMAZ.

 Por Assis Nascimento

Um desenho perfeito, feito por Tomaz Albuquerque.
A cena me parece real. apesar que eu não conheço a foto de origem. - Jose´Mendes Pereira - administrador deste blog.

Bom dia, meus queridos amigos e familiares!

Ficou muito bom, este desenho do meu avô Antônio Tomaz feito pelo meu filho Tomaz Albuquerque.

A cena me parece real.

O velho sentado no banco de madeira debaixo do alpendre, chapéu de massa tipo Prada na cabeça, camisa de linho branca abotoada até o pé do gogó, com dois bolsos; dentro de um deles um relógio de algibeira, que era preso em uma casa de botão da camisa, por uma grossa corrente de ouro.

Aí neste ponto, era calçar as botas, montar a cavalo; e sair vistoriando as terras e as tarefas dos trabalhadores da Fazenda Nova.

A Fazenda Nova e meu avô, retratavam bem os latifúndios nordestinos do século passado.

O velho, não possuía terra alguma; porém durante mais de cinquenta anos, administrou uma vasta área de terras que ía da margem esquerda do Rio das Conchas até a comunidade de Pedra Grande; englobando terras do Birrim, Rosado, parte da Fazenda Velha, Banburral, Porto do Pilão, Cacimbas de Viana, Canto da Lagoa e ainda terras onde hoje é o assentamento Brilho do Sol e Tocantins. Tudo isso onde hoje é, o município de Porto do Mangue.

O meu avô faleceu e foi enterrado na fazenda Nova em abril de 1993, e com ele morreu a velha tradição do latifúndio na várzea do Açu, ribeira a qual pertencia a grande propriedade rural.

Assim vi, por isso deixo aqui registrado!

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O PÁSSARO HUMANO JURITI VOOU, VOOU, MAS FINDOU CAINDO NO ALÇAPÃO DO PERVERSO E VINGATIVO SARGENTO DE LUZ.

 Por José Mendes Pereira

Na madrugada do dia 28 de julho de 1938, no momento da chacina, lá na Grota do Angico, no Estado de Sergipe, o cangaceiro Juriti e a sua companheira Maria tiveram a sorte e conseguiram ludibriar o cerco policial, juntamente com tantos outros que estavam acoitados na Grota do Angico. Naquele triste amanhecer do dia, onze cangaceiros foram abatidos, inclusive o rei Lampião e a sua rainha Maria Bonita.

Após alguns meses do combate de Angico o cangaço quase todo fora enterrado juntamente com o rei Lampião, ficando apenas o bando de Corisco e de Moreno. E cada um tomou o seu destino, e a maioria foi para Jeremoabo, na Bahia, para se entregar às autoridades.

Mesmo sem a presença do rei Lampião Moreno continuou o seu movimento até o dia 2 de fevereiro de 1940, quando resolveu abandonar o cangaço, e sem ser identificado por muitos anos, Moreno deixou a vida de bandido e passou a ser homem da sociedade.

Já o cangaceiro Corisco resolveu abandonar a vida de bandoleiro, mas não teve sorte. Mesmo já tendo deixado os horrores para trás, foi baleado pelo Tenente Zé Rufino no  dia 25 de maio de 1040. E não resistindo, veio a óbito.

Foto do capitão Aníbal Ferreira gentilmente cedida para o nosso blog pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio.

O capitão Aníbal Vicente Ferreira comandante geral das forças de combate ao banditismo resolveu o problema dos remanescentes de Lampião com o coração, enterrando a razão juntamente com uma parte do cangaço.

Ofereceu uma nova vida aos cangaceiros, assinou todos os documentos necessários à soltura, dando-lhes garantia de liberdade, encaminhando-os para se incorporarem novamente à sociedade.

Juriti foi um deles, que juntamente com Maria e o cangaceiro Borboleta (este sendo irmão do assecla Sabonete), entregaram-se às autoridades, sendo liberado. Mas o Juriti não sabia que alguém o procurava.

Sargento Deluz

Na década de quarenta, por má sorte de Juriti o delegado de Canindé era o Amâncio Ferreira da Silva, um militar mais famoso daquela região, o sargento Deluz. Mesmo ele sabendo que o movimento social de cangaceiros havia acabado, procurava com prazer os remanescentes de Lampião, só para exterminá-los.

Em 1941, Deluz era proprietário de uma fazenda denominada Araticum. E nessa madrugada, Juriti estava em Pedra Dágua de rede armada e cachimbo aceso na casa de um amigo, o Rosalbo Marinho. Assim que tomou conhecimento da presença de Juriti em Pedra Dágua, Deluz resolveu ir aprisionar o pássaro humano.

Juriti lhe disse que era um homem já liberado pela justiça e não podia ser preso, uma vez que o capitão Aníbal havia lhe dado documento de soltura. Mas o delegado Deluz não quis saber disso. Prendeu-o e juntamente com os seus capangas, levaram o assecla com destino a Canindé, nas terras do Estado de Sergipe, arrastando o pássaro humano que logo iria morrer. Juriti sabia que não havia milagre, e não se cansava de chamá-lo de: "Covarde".

Ao chegarem a uma fazenda denominada Cuiabá, Deluz deixou a estrada e entrou na caatinga. Em uma capoeira, chamada Roça da Velhinha, fizeram uma fogueira.

Fogo pronto, os perversos jogaram o ex-bandido dentro do língua de fogo. As chamas famintas principiaram pelas vestes. Juriti sentindo as labaredas assando o seu corpo gritava de dor e ódio:

"Covardee!... Covarde!... Covard...! Cov...!" A sua voz foi sumindo como um eco bem distante, e em pouco tempo, o fogo assou Juriti consumindo as suas carnes vivas.

Mas as maldades do De Luz contra o Juriti ele pagou caro conforme Alcino Alves Costa, De Luz foi executado em uma tocaia encomendada por seu sogro, em 1952.

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OBITUÁRIO DA SAUDADE

 Por José Cícero

Morreu a cantora e compositora Rita de Cássia

Que tristeza... Partiu. Foi cantar pra Deus a nossa grande artista, a talentosa compositora forrozeira RITA DE CÁSSIA.

Vai com Deus querida.

Obrigado pelo talento e por todas as alegrias que nos proporcionou...Siga na luz e em paz.

Suas lembranças e saudades ficarão eternizadas em tuas canções no meio de nós, bem como ainda em nossos corações. Até breve!

Em tempo:

Rita de Cássia, além de talentosa era simpática e muito gentil. Estive como ela por diversas ocasioes, quando a mesma era secretária da pasta de cultura da sua cidade natal, Alto Santo. E, por conta disso a conheci pessoalmente num desses eventos culturais sediado em Fortaleza. Por muitas vezes conversamos sobre política cultural, música, economia criativa, artes e literaturas como outros temas afins durante os encontros de secretários promovidos pela Secult na capital.

(foto). A última vez que a vi foi durante uma bienal internacional do livro, onde também conversamos no intervalo do seminário e inclusive ocupamos o microfone dos debates. Saudades. 

https://www.facebook.com/photo?fbid=10222402071182266&set=a.1905071148148&notif_id=1672818905157884&notif_t=feedback_reaction_generic_tagged&ref=notif

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ALISTAMENTO DA PRIMEIRA ELEITORA BRASILEIRA COMPLETOU 93 ANOS NO DOMINGO - (MAS NO ANO DE 2020)

Por Raquel Teixeira

Alistamento da primeira mulher brasileira como eleitora completou 93 anos neste domingo, 25 de outubro. Hoje elas já somam mais de 76 milhões de votantes, o que representa mais da metade do eleitorado nacional em todas as faixas etárias em que a votação é obrigatória. As informações com a repórter Raquel Teixeira, da Rádio Senado.

Transcrição

LOC: ALISTAMENTO DA PRIMEIRA MULHER BRASILEIRA COMO ELEITORA COMPLETA 93 ANOS NESTE DOMINGO, 25 DE OUTUBRO. 

LOC: HOJE ELAS JÁ SOMAM MAIS DE 76 MILHÕES DE VOTANTES, O QUE REPRESENTA MAIS DA METADE DO ELEITORADO NACIONAL EM TODAS AS FAIXAS ETÁRIAS EM QUE A VOTAÇÃO É OBRIGATÓRIA. REPÓRTER RAQUEL TEIXEIRA. 

TÉC: A professora potiguar Celina Guimarães Viana foi a primeira eleitora registrada no país, em 1927. O candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Juvenal Lamartine, foi o responsável por impulsionar a inovação durante a elaboração da Lei Eleitoral estadual. A senadora Zenaide Maia, do Pros do estado, lembra do pioneirismo local na garantia do voto feminino. 

(ZENAIDE) No Rio Grande do Norte, poderão votar e serem votados sem distinção de sexo todos os cidadãos que reunirem as condições exigidas por essa lei. Eu digo que essa lei teve importância fundamental, foi com essa lei que o Rio Grande do Norte teve o pioneirismo em a primeira eleitora mulher da América Latina ser a professora Celina Guimarães. 

Rep: E a senadora Simone Tebet, do MDB de Mato Grosso do Sul, destaca as conquistas das candidatas a cargos eletivos em 2020. 

(SIMONE) Pela primeira vez, as mulheres que são candidatas não terão apenas 30% das vagas nas composições das chapas; elas também terão, os 30% do tempo de rádio, do tempo de televisão e dos fundos, tanto o fundo partidário quanto o fundo eleitoral. Essa eleição municipal vai garantir um recorde também no percentual de mulheres Vereadoras. 

Rep: Já a senadora Rose de Freitas, do Podemos do Espírito Santo, ressalta a igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres. 

(ROSE) Eu sou a favor da democracia. Democracia é votar, expressar e se posicionar. É a posição que vai definir. O voto é a expressão mais pura da liberdade; é você e a urna ali, com você escolhendo qual é a sua definição. 

Rep: Em âmbito nacional, a modificação na legislação eleitoral aconteceu apenas em 1932, quando as mulheres de todo o Brasil conquistaram o direito de participar da vida política do país. Da Rádio Senado, Raquel Teixeira.

Material de 2020

https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2020/10/23/alistamento-da-primeira-eleitora-brasileira-completa-93-anos-no-domingo

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terça-feira, 3 de janeiro de 2023

CAPITÃO LUIZ MARIANO DA CRUZ MEMÓRIA DE UM HERÓI

 Por Valdir José Nogueira*

Há homens predestinados a deixar para a história, um legado de coragem, de sacrifício, de amor e vocação à causa pública, aliado à determinação de seus ideais, com uma fé inabalável em Deus. O Legendário belmontense Capitão Luiz Mariano da Cruz encontrou nas décadas de 20 e 30 do século passado, um cenário desolador em decorrência do banditismo, que culminou com o aumento desordenado da criminalidade na região sertaneja. Intensificava-se naquela época o ciclo do cangaço, tempo difícil e inseguro para muita gente. Os cangaceiros aterrorizavam as cidades, realizando roubos, extorquindo dinheiro da população, sequestrando figuras importantes, além de saquear fazendas.

Esses grupos eram integrados, na maioria das vezes, por jagunços, capangas e empregados de latifundiários (detentores de grandes propriedades rurais). Esse movimento está diretamente relacionado à disputa da terra, coronelismo, vingança, brigas de famílias etc.

São José do Belmonte, hoje a próspera cidade do sertão central de Pernambuco, sendo uma região de fronteira, despontava como um verdadeiro arraial nas hostes do cangaço, por aqui Lampião, o rei do cangaço, deixou também seu rastro de sangue, morte e destruição, quando junto a um numeroso grupo de cangaceiros no dia 20 de outubro de 1922, invadiu a cidade para eliminar o próspero comerciante Luiz Gonzaga Gomes Ferraz. Durante o ataque, os cangaceiros também sofreram a heroica resistência do destacamento de polícia local sob o comando do bravo sargento Sinhozinho Alencar (José Alencar de Carvalho Pires) que contou naquela difícil situação apenas com oito praças. E dentre esses soldados lutou bravamente o jovem Luiz Mariano da Cruz, na ocasião com 22 dois anos de idade.

Pertencente a uma das tradicionais famílias belmontenses, o capitão Luiz Mariano da Cruz nasceu na fazenda Cacimba Nova no dia 08 de dezembro de 1899, filho do Sr. Manoel Mariano de Menezes e de dona Maria Francisca de Jesus. Luiz Mariano, durante sua vida se destacou como um aguerrido policial na perseguição a Lampião e seu bando.

Inicialmente, perseguiu-o no seu torrão natal, após, junto com o nazareno e lendário Tenente Manoel Neto, se embrenhou nas caatingas baianas e Raso da Catarina, onde teve dezenas de combates, tendo saído ferido em alguns, inclusive, tendo que se submeter a tratamento na cidade de Salvador, em face da periculosidade dos ferimentos sofridos. Na sua história militar, Luiz Mariano também foi delegado de polícia da cidade de Itabuna na Bahia e em Petrolina, Pernambuco.

 Cafinfin, Luiz Mariano e Manoel Neto

O bravo e afamado soldado Luiz Mariano, já capitão reformado, volveu os seus olhos inteligentes para a produção nativa do catolé, existente abundantemente na lendária Serra do Catolé, localizada nos limites do município de São José do Belmonte, sua terra natal, com o Estado da Paraíba. Luiz Mariano comprava toda a produção de catolé aos moradores da região, e comercializava com a empresa Alimonda Irmãos S.A. na cidade do Recife (PE). Esta empresa, fundada no ano de 1930, dedicou suas primeiras três décadas, à produção de sabão. O catolé de São José do Belmonte era destinado para esse fim, diante da visão empreendedora do Capitão Luiz Mariano. O pó da palha do catolé era também comercializado com empresários da cidade de Salvador (BA), e destinava-se ao fabrico de vinis, na época os famosos “discos de 78 rotações”.

Quis o destino, que no dia 21 de maio de 1943, numa das suas costumeiras viagens de negócios, transportando uma grande carga de catolés de São José do Belmonte para o Recife, o caminhão tombou em Ipanema, município de Pesqueira (PE), causando a morte aos 42 anos de idade do bravo e inesquecível capitão Luiz Mariano da Cruz.

 Sepultamento de Luiz Mariano

O mesmo foi casado em 1918 na cidade de Custódia – PE com Maria Bezerra (Liquinha). Desse casamento houve um filho o coronel José Mariano Bezerra (Zequinha), nascido no dia 14 de janeiro de 1928. Este senhor foi casado com Zuleima Ferraz Bezerra filha do coronel José Alencar de Carvalho Pires (Sinhozinho Alencar) e de Albertina Ferraz Alencar.

Porém, foi durante o combate contra o banditismo que o nome do Capitão Luiz Mariano ficou gravado na história. Durante esse período de terror, o capitão Luiz arregaçou as mangas, apurou crimes, prendeu bandidos, capturou bandos de cangaceiros e ladrões de cavalos, sem dispor à época, de armas, viaturas e helicópteros, enfrentando dificuldades de toda ordem. Dispunha na verdade, de seu velho “38” e de uma reduzida, mas eficiente equipe de policiais de sua irrestrita confiança.

Mais das vezes sua viatura era o lombo de um bom cavalo, para as estradas batidas de poeiras e veredas do sertão. Foi um policial astuto e muito valente. Enfrentou todas as adversidades da natureza, como o surto de infestação de várias doenças tropicais, como as terríveis febres, sobrevivendo heroicamente. Foi um trabalhador incansável, um líder nato, um policial polivalente.

A cidade de São José do Belmonte no passado denominou uma de suas ruas com o nome deste grande vulto de sua história. Todavia hoje a maioria dos seus habitantes desconhece a trajetória deste bravo belmontense, policial de brio, homem honrado e probo, símbolo da concretização de um ideal, que certamente servirá de luz, como um farol, a guiar as futuras gerações de oficiais e praças da bicentenária e histórica Corporação que é a Polícia Militar de Pernambuco.

*Pesquisador e escritor

http://lampiaoaceso.blogspot.com/search/label/Capit%C3%A3o%20Luiz%20Mariano

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LIVRO DO ESCRITOR JOSÉ BEZERRA LIMA IRMÃO

    Por José Irari

Prezados confrades estudiosos e pesquisadores do tema nordeste e cangaço!! Novo livro do renomado escritor José Bezerra Lima Irmão!! Desta vez sobre Maria Bonita, recomendo sem medo de decepcionar... escritor de pesquisas honestas e fundamentais para estudos do tema. Adquirir meu exemplar via professor Francisco Pereira Lima. Desde já, parabéns nobre amigo José Bezerra Lima Irmão. 

Que venham outros trabalhos!

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